é um operário durante toda sua vida executando uma única e mesma operação simples transforma todo o seu corpo num órgão automático e é Preciso plantar a quantidade de referências biológicas presentes em o capital mas veja que não se tratam de analogias baratas o que está sendo descrito naquelas páginas mais do que uma crítica à economia política é justamente o funcionamento de um organismo algo Vivo e pulsante constituído por toda uma Ecologia um bestiário de instituições é a oficina uma dela é uma máquina cujas partes são pessoas os operários formam um corpo de trabalho o hábito
de repetição de uma tarefa única é a cola que une os processos individuais da manufatura cada um possui uma função específica dentro da fábrica de modo que na ausência de um o corpo do trabalho fica paralisada o trabalho do operário se assemelha ao funcionamento de um órgão o órgão faz parte de um organismo Ele é um instrumento uma ferramenta de sobrevivência do corpo cada órgão possui um temos um belo na filosofia significa objetivo destino finalidade todo órgão é definido por suas funções o conjunto dessas funções determinam o corpo no corpo os agentes de produção são
distribuídos tendo suas funções delimitadas pelos sócios e a mão na máquina territorial primitiva tinha uma função bastante distinta de sua finalidade na máquina capitalista pense em todas as finalidades de uma mão no decorrer do dia ela é usada para escovar os dentes pegar condução pagar as contas praticamente uma infinidade de funções E agora se delimitarmos o trabalho as mãos poções finalidades reduzidas no caso de um escritório elas atendem as chamadas Digitam escrevem no caso do campo ela usada para cavar a recolher mas agora em uma fábrica do século 18 em plena Revolução Industrial quantas funções
a mão de um operário tinha é um homem que passa toda a sua vida fazendo algumas operações simples não têm oportunidade de exercer sua inteligência torna-se em geral o mais Estúpido ignorante possível é mas em toda a sociedade industrial e civilizada a classe operária a Isto é a grande massa popular deve necessariamente chegar a esse estado mas o próprio corpo do operário ressentiu-se disso e a manufatura foi a primeira fornecer a ideia EA matéria de Patologia industrial e o corpo sofre por estar organizados de certa forma e os músculos do Trabalhador se atrofiam sua visão
escurece no processo sua expectativa de vida é importada seus órgãos estão escritos em um corpo destinado à exaustão por eles são percorridos os códigos deficiência tendo em vista somente o lucro e não A Conservação da carne São Regras normas configurações todas feitas para sufocar o espírito para lentamente nos consumir por uma contingência histórica os infinitos usos de um órgão são afuniladas um pequeno conjunto de atividades práticas de serviços chegando ao ponto em que o corpo do indivíduo o recente estar sujeito ou essa configuração ele é acometida por todo tipo de doença falha acidente só vida
não é mais a mesma o ritmo das máquinas não é possível de ser alcançado por suas mãos tudo é tão rápido e eficiente que ele se passa a se tornar obsoleto Já chegamos assim eu limite da produção e é que o corpo sem órgãos é criado a 28 de novembro de 1947 Antonio Arthur descobre o corpo sem órgãos ele foi descrito um só a peça radiofônica para acabar com o julgamento de Deus é redigido depois da segunda guerra mundial após uma de suas internações em um hospício a peça um grito de escárnio para com a
igreja católica e os abusos dos Estados Unidos e meio a uma conspiração de um banco de esperma norte-americano um ritual de nativos norte-americanos EA proclamação da própria morte de Deus temos o nascimento do corpo sem órgãos a mãe e se quiserem mas não existe coisa mais importante que um órgão quando tiverem conseguido fazer um corpo sem órgãos então terão libertada de seus automatismos eu vou ouvir os a verdadeira liberdade então terão ensinar a dançar a gaveta como não Delírio dos bailes populares e esse avesso será seu verdadeiro direito E aí um corpo sem órgãos surge
com uma denúncia pelas de marcações que os órgãos sofrem em decorrência do corpo ele é a própria corporificação do sofrimento de Artur e da humanidade são os tratamentos de choque a depressão e as motivações de seu corpo por trás daquela peça radiofônica é possível ouvir o grito dos órgãos o tremor da terra a viscosidade do Delírio para acabar com o julgamento de Deus é uma negação violenta do julgamento Divina o julgamento de Deus determina diretamente as funções dos órgãos seus usos saudáveis devidos aprisionando-os no corpo e o corpo de Arthur cruzado pela religião pela moralidade
pelo capitalismo é o imperialismo colonialismo e patriarcado cada diferente regime do corpo prescreve um código um script pelo Qual órgão deve funcionar esgotando e retalhando ele no processo quando o órgão chega em seu limite no limite da produção social e ele subitamente para de funcionar é que sem querer acabamos por criar um corpo sem órgãos e o conceito de corpo sem órgãos articulado de duas maneiras distintas primeiro como uma ontologia depois como uma ética ah e hoje é tipo corpo sem órgãos inicialmente descrito como o plano de imanência o terreno entre os conceitos de capitalismo
e esquizofrenia crescem o corpo é anterior o indivíduo é por ele que eu desejo ocorre que as intensidades circulam os agentes de produção são escritos sobre sua superfície canalizando o fluxo organizou uma produção o corpo sem órgãos é justamente o oposto disso ele é o resto que sobra quando tudo é retirado do corpo ele como limite da produção é a fuga da tecnologia indo em direção ao corpo não determinado pela finalidade do corpo sem órgão usar o corpo sem objetivo sem imagem sem destino e ele é um corpo pleno onde os órgãos não formam o
organismo uma configuração na abandonado pelos temos um abraço a imanência do ser flor assim da pura multiplicidade dos conceitos criando toda uma fábrica de terrenos jamais habitados desfile de finalidade sobram apenas os processos maquínicos de um consciente com redes de máquinas conectando-se cortando-se que nunca formam uma figura coerente e ou será que o triste perigoso mais suportar os olhos para ver os pulmões para respirar a boca mais curta a irmã para falar o cérebro tá começar vamos Via Láctea atenção nas pernas porque não caminhar com a cabeça cantar o nariz e com a pele esperar
com letra e por conta disso corpo sem órgãos é o plano de expressão do desejo o desejo em si não possui finalidade eles somente o é o desejo seu estado explosivo é de vir puro E aí e o David só concepção original é contrário ao ser no ser temos a estratificação a formação de uma identidade fixa rígida ao contrário do ser o de virar uma transformação constante o fluxo de intensidades corrosivas que transbordam para todas as direções sendo de viu puro o corpo sem órgãos há um grande buraco uma depressão uma memória que faz esquecer
toda e qualquer fundamento e pelos engolir em sua profundidade revelando uma gravidade habitada por multiplicidades intensas fluxos desarranjadas desfazendo toda e qualquer configuração toda e qualquer finalidade e é por esse motivo que eu tinha tipo pelas catarri Dizem que o corpo sem órgãos é anti produção estando nos limites da produção social ele é o poder ir o próprio Devir de vindo em sua gritaria no seu grande Delírio denunciando as configurações que o confirmam demolindo destruindo toda a ditadura do telas dura técnica e eficiência desfazendo a produção social o corpo sem órgãos é simples potência criativa
e ele é o limite imanente do desejo produtor de intensidades criador de novas realidade permitindo a criação de devires novos padrões novas organizações novos jeitos de viver [Música] e hoje a psicanálise disse pare encontre o seu eu seria preciso dizer vamos mais longe não encontramos ainda nosso corpo sem órgãos não diz fizemos ainda suficientemente nosso eu encontre seu corpo sem órgãos saiba fazê-lo é uma questão de vida ou de morte de juventude e de velhice de tristeza e de alegria é aí que tudo se decide e quais são os agenciamentos que permitem esse corpo surgir
o que pode um corpo cujos órgãos foram retirados Essa é a principal questão do segundo volume de anti Édipo como encontrar práticas que atualizam nossos corpos quebra em sua casca rígida os extratos dos sócios que impossibilitam o seu movimento em outras palavras como criar France um corpo sem órgãos nós começamos pelo órgão o órgão é definido por sua finalidade pelo código social que prescreve o código faz a máquina funcionar coloca o organismo em funcionamento o corpo sem órgãos é o seu universo ele é uma exclamação juro por Deus a fazer-se de seus órgãos significa justamente
largar a função atribuída a ele é rejeitar toda e qualquer tipo de imposição por favor de uma experimentação de abrir seu corpo as intensidades deixá-lo ser povoado pelos afetos que o cercam e o profissional como ser constituído por qualquer regime de experimentação capaz de Expandir os limites do corpo de conquistar um passo dentro dos limites de nosso mundo transcendendo toda a regra e Normas em indicando uma libertação da ditadura do corpo e não pensa que essa libertação cidade maneira solitária libertar-se do organismo é um projeto que enquanto individual catalisada pelo coletivo é um trabalho meticuloso
implica uma construção continua de segmento atrás de segmento de linhas de experimentação em contínuo Devir molecular um tornar-se local local de encontro de todos os elementos plantas animais ferramentas pessoas poderes fragmentos mas que paradoxalmente não deixam de sair do plano de ordinário a criação de um corpo sem órgãos está presente em cada pequeno detalhe nos momentos mais pacatos de nosso cotidiano em que usamos transformar o ordinário em extraordinário em que experimentamos não crê dir eu fiz então o que seria necessário fazer a instalar-se sobre um extrato experimentar as oportunidades que ele nos oferecem buscar aí
no lugar favorável eventuais movimentos de desterritorialização linhas de fuga possíveis vivenciá-las assegurar que ali conjunções de fluxos experimentar segmento por segmento dos continuous de intensidades Ter sempre um pequeno pedaço de uma nova terra [Música] o inicialmente o corpo é uma terra virgem não ser explorado ele era um conjunto de órgãos em finalidade e havia uma multiplicidade um princípio nesse momento carregando uma população infinita de intensidade sobre sua superfície mas tudo isso teve um fim E aí é isso que aparece o Deus lagosta as suas pinças introduzem uma ferida no corpo rasgando sua potência toda a
finalidade o resultado de uma violência comensurável contra o possível e uma perfuração de seus órgãos da Carne enrijecendo seus movimentos dilacerando a vida e o corpo recentes organizado dessa forma de ter suas possibilidades apagadas em consequência disso ele liberta-se de seus órgãos formando para sim corpo destituído de funções um corpo que é cruzado somente por intensidades é [Música] mas há um limite para os afetos do corpo o limite ético biológico que põe em risco não somente o corpo do indivíduo como também só própria vida um corpo sem órgãos eu começo de um processo de experimentação
mas ele não se resume a isso e apesar de sua simplicidade Ele carrega um perigo um certo nível de responsabilidade ética para com seu corpo o corpo sem órgãos desconstrói as normas estabelecidas ao ponto de chegar a destruição total do corpo ruminando os seus órgãos transformando o corpo em um grande nada As intensidades torna-se tão fortes que são suportáveis a esta se torna assim auto-destruição pura a experimentação dá lugar a morte e é preciso lembrar que o corpo sem órgãos inimigo do organismo não dos órgãos em se declarar a morte dos órgãos é silenciar a
produção desejante quebrar sua linha produtiva o corpo possui certos limites que apesar de contarem com impulso a transgressão não devem ser ultrapassados elevando a potência do desejo infinito transformando o gozo e dor destruindo toda e qualquer estrutura em seu caminho o corpo sem órgãos da lugar um tecido cancerígeno e esse é o caso dos drogados dos alcoólatras e dos Suicidas e tiveram seu corpo povoado pelas paixões tristes a cada instante a cada segundo as células cancerígenas se prolifera alastrando-se aniquilando as configurações tomando o controle de tudo que vem seu caminho chegando ao ponto de apagar
a existência do indivíduo no tecido cancerígena o corpo sem órgãos para nosso desejo de morte a potência criadora torna-se uma potência destruidora o desmantelar do seu corpo temos a produção da Morte uma automutilação do ser em uma tentativa desesperada de se libertar do organismo de respirar o ar puro pela primeira vez livre da poluição da cidade e o corpo sem órgãos o desejo e o terreno que o desejo deseja mesmo corpo sendo cancerígeno ele ainda é desejo o seu desejo vai além da intimação o capital o exército a polícia o estado tudo gira em torno
do desejo sempre haverá desejo não importa as configurações mais mortais e Suicidas isso não é matéria de uma questão ideológica estamos falando aqui de um fenômeno puramente material físico que ao mesmo tempo é biológico psíquico social e até mesmo metafísico e o platô se é cortado por essas ambiguidades nada é tão simples quanto parece não basta simplesmente tornar-se um corpo sem órgãos é preciso justamente encontrar esse meio termo essa capacidade de destruir o mundo sem se destruir no processo e é preciso de um certo cuidado de uma tal prudência de uma ética de suporte desejo
a questão essencial desse texto não é distinguir entre um desejo verdadeiro compatível com o plano de imanência um desejo falso suicida mas sim tem que distinguir o corpo sem órgãos de seus duplicados nos seus corpos cancerígenos dos corpos totalitários e dos corpos fascistas e novamente isso pode não ter nada a ver com seus correlatos na vida real é tudo sobre uma questão de experimentação o drogado faz o seu corpo um corpo sem órgãos a uso fascista das drogas eo uso suicida mas não podemos nos esquecer que há também o uso de acordo com o plano
de consistência estabelecendo novas conexões novos afetos e novas formas de perceber o mundo e não adianta nada morrer na morte morre experimentação é preciso estar vivo não importa o jeito mesmo estando em seus piores momentos Nos momentos mais miseráveis e é preciso estar vivo para experimentar para sempre poder criar um outro corpo sem órgãos isso nunca teve a ver com o suicídio dos órgãos nunca significou a morte do corpo e criar um corpo sem órgãos a experimentar experimentar a diferenciar cruzar linhas criar conexões é dançar por cima de toda a norma é abandonar toda a
formação a favor de uma transformação é deixar o corpo aberto as conexões e os afetos aos circuitos em conjunções a todos os níveis e limites passagens e distribuições as territorialidades e a desterritorialização em suma abrir seu corpo as intensidades que percorrem o mundo a experimentação caminho a prudência à medida que nos acompanha como viver enfim nos tornamos revolucionários porque desejamos retornar O que é nosso a potência de existir [Música]