[Música] a ida sabemos que a sua postura clínica na psicoterapia vende uma tradição mais humanista e também transpessoal né Eu gostaria de saber aí de qual é a sua ponto de vista a sua visão em relação à terapia centrada no na pessoa né do cal Rogers para casos mais graves psicopatológicos né como que opera a psicologia humanista nesse sentido já que sabemos que o princípio dessa abordagem psicoterápica é relação que se constrói com o cliente né então qualquer área da Psicologia pode tratar um paciente um cliente uma pessoa que chegue para tratamento são distintos modelos
de tratamento né então é uma pessoa comum nomótica como chama PR vai né uma pessoa notica é um tratamento de autoconhecimento onde você vai trabalhar com o potencial humano dela Qual é o potencial para o desenvolvimento daquela sequer não vou ficar tão preocupada com a neurose dela nós todos nós somos a normosa é uma nervosa né agora é uma pessoa que esteja enferma psiquicamente ela precisa de um acompanhamento médico psiquiátrico porque Muito provavelmente alguma medicação ela vai precisar senão ela fica disfuncional demais e se eu tô profissional demais eu prejudico a mim de uma forma
muito grande e prejudica um meio ambiente que eu tô vivendo posso me tornar até uma ameaça para ela esse meio ambiente né então é existe uma necessidade talvez de uma alguma medicação agora uma coisa importante é você olhar a pessoa todos nós seja quem for tem o potencial de desenvolvimento você lembra da Nise da Silveira o trabalho que ela fez com psicóticos através do exame técnicas artísticas onde ela conseguiu desenvolver muito eu vou te falar uma experiência que eu tive como estudante no terceiro ano de Psicologia a gente tinha psicopatologia não sei se ainda existe
isso mas eu tinha essa matéria nessa matéria eu Nós tomamos conhecimento de uns livros de O Emílio Rodrigues que depois veio morar na Bahia e nós tivemos contatos pessoais com ele todos nós os Emílio Rodrigues foi um grande precursor das Comunidades terapêuticas ou seja onde os pacientes se organizava eles organizavam os pacientes para trabalhar para ter uma coisa não só medicar e ficar enfiado no hospital lá na topado então nós ficamos muitos Armadas com os livros de comunidade terapêutica e conseguimos um dois médicos que trabalhavam no hospital psiquiátrica naquela época e que eles conseguiram que
nós fizessemos um grupo nós fomos fazer estágio nesse Hospital criando uma comunidade terapêutica com essa aula era uma ordem de pessoas estavam há 20 anos você tem ideia era robôs completamente dotados com classificações graves de doença mental gente que a família nunca mais nem tinha visto então a gente achou aquilo sensacional né estudante a gente queria aprender né então o médico e mais o grupo do dia uma aula com uns 20 20 pacientes e nós sentavamos com eles para ouvi-los ninguém falava ninguém abria a boca ficava e nós falavamos conversar vamos perguntar vamos e não
tinha resposta E à medida que nós continuamos nós vimos toda semana a fazer esse trabalho eles começaram a dar alguma resposta para nós colocar necessidades que eles tinham e a gente ia trabalhar com hospital para eles preencherem aquelas necessidades bom Isso foi um ano de trabalho no meio do ano teve era o São João aí nós fizemos ao hospital fazer uma festinha com eles na hora do nosso trabalho o hospital acreditava em nada do que a gente fazia achava que era um estágio de um grupo de Psicologia tudo bem os dois médicos davam respaldo para
nós nós fizemos a festinha trouxemos aquelas comidas Baiana de São João botamos a música eles lançaram e Clave vieram tirar a gente para dançar a gente teve que assim foi uma meia hora de festividade depois eles organizaram uma horta esse pessoal nem falava eles organizaram uma hortinha eles cuidavam da hortinha com ferramentas adequadas porque o hospital não dava faca não dava inchada não dava Nada não era possível né de repente alguém podia ter uma crise agressiva esse pessoal eles começaram a perguntar sobre as praias aí eu falei expliquei aí ele falou assim nós queremos ir
lá imagina psicóticos 20 anos fechado dentro de um hospital nem falavam quando a gente chegou lá querer passear na praia nós pegamos essa deixa aí começamos a trabalhar com eles todos os sonhos que eles tinham de sair daqui de ter uma vida normal a gente é isso que eu tô querendo dizer a potencial existe só que eles levaram isso até o último Instância eles conseguiram que o hospital fornecesse calção de banho para eles buscar o salão desse tamanho comida eles conseguiram um ônibus eles uns mais inteligentes lá fizeram um ofício a companhia de ônibus ofereceu
um ônibus para ele e o hospital ficou assim e agora que nós ia o hospital e os médicos que faremos vamos levar eles Você acredita nós somos é a coisa mais louca da minha formação viu nós fomos com 20 loucos que tinham 20 anos fechado no hospital um ônibus cheio de maluco fomos o hospital mandou enfermeiro com injeções dopasse os dois médicos nós é a gente faz Bom vamos lá a gente fez na hora que abrir a porta do ônibus a gente vai sair correndo e nunca mais a gente vai ver eles né eles desceram
pegaram a trilha atravessar fomos lá no Flamengo eles tomaram banho do mar voltaram pegaram a comida comeram quando a gente falou assim agora acabou nós temos que voltar todos voltaram para o ônibus e nós entregamos eles intactos no hospital sem nenhuma medicação fora acho que ele já tomava eles agradeceram tanto Ficaram tão felizes nós também isso era o máximo que uma comunidade terapêutica fazia com 20 Logos 20 anos fechado no hospital e nem falavam aí o hospital chamou a gente no dia seguinte e mandou a gente embora porque falou Vocês são loucos vocês têm ideias
de hospital inteiro começa a fazer isso nós não temos como bancar uma postura também de um de um julgamento da capacidade no outro também a mensagem não é que ninguém nunca tinha feito né então eu tenho muito agradecimento essa experiência primeiro eu perdi completamente o medo da loucura entendi que a loucura não é nada do que a gente pensa eu entendi bastante e me colocou nesse lugar de acreditar no potencial do ser humano agora eu não tô falando que não precisa da medicação mas que hoje o hospital não interna mais né eles fecharam os hospitais
levou mais 50 anos Mas fechou os hospitais as pessoas são tratadas não são excluídas do Social e não pode ser excluída mas existe terapêuticas no estágio que eu tinha autonomia de levar alguns não tava em transtorno mental muito comprometido né muito grave de lá e para rua com eles assim na padaria tomar um sorvete no parque e vão né então tratar o potencial do ser humano seja da normose ou mesmo da Psicose sendo que a Psicose você tem que ter auxílio do psiquiatra você não pode dispensar hipótese alguma mas acreditar no potencial do desenvolvimento humano
Fantástico é uma é uma crença que eu acho que a psicologia humanista trouxe para dentro da psicologia e eu dou o maior valor para isso eu não acho que uma pessoa não tem jeito não eu invisto naquilo que ela tem de melhor dentro do desenvolvimento da potencial dela e dentro do limite de cada um ano né [Música] [Música] a ida sabemos que a sua postura clínica na psicoterapia vende uma tradição mais humanista e também transpessoal né Eu gostaria de saber aí de qual é a sua ponto de vista a sua visão em relação à terapia
centrada no na pessoa né do cal Rogers para casos mais graves psicopatológicos né como que opera a psicologia humanista nesse sentido já que sabemos que o princípio dessa abordagem psicoterápica é relação que se constrói com o cliente né então qualquer área da Psicologia pode tratar um paciente um cliente uma pessoa que chegue para tratamento são distintos modelos de tratamento né então é uma pessoa comum nomótica como chama PR vai né uma pessoa notica é um tratamento de autoconhecimento onde você vai trabalhar com o potencial humano dela Qual é o potencial para o desenvolvimento daquela sequer
não vou ficar tão preocupada com a neurose dela nós todos nós somos a normosa é uma nervosa né agora é uma pessoa que esteja enferma psiquicamente ela precisa de um acompanhamento médico psiquiátrico porque Muito provavelmente alguma medicação ela vai precisar senão ela fica disfuncional demais e se eu tô profissional demais eu prejudico a mim de uma forma muito grande e prejudica um meio ambiente que eu tô vivendo posso me tornar até uma ameaça para ela esse meio ambiente né então é existe uma necessidade talvez de uma alguma medicação agora uma coisa importante é você olhar
a pessoa todos nós seja quem for tem o potencial de desenvolvimento você lembra da Nise da Silveira o trabalho que ela fez com psicóticos através do exame técnicas artísticas onde ela conseguiu desenvolver muito eu vou te falar uma experiência que eu tive como estudante no terceiro ano de Psicologia a gente tinha psicopatologia não sei se ainda existe isso mas eu tinha essa matéria nessa matéria eu Nós tomamos conhecimento de uns livros de O Emílio Rodrigues que depois veio morar na Bahia e nós tivemos contatos pessoais com ele todos nós os Emílio Rodrigues foi um grande
precursor das Comunidades terapêuticas ou seja onde os pacientes se organizava eles organizavam os pacientes para trabalhar para ter uma coisa não só medicar e ficar enfiado no hospital lá na topado então nós ficamos muitos Armadas com os livros de comunidade terapêutica e conseguimos um dois médicos que trabalhavam no hospital psiquiátrica naquela época e que eles conseguiram que nós fizessemos um grupo nós fomos fazer estágio nesse Hospital criando uma comunidade terapêutica com essa aula era uma ordem de pessoas estavam há 20 anos você tem ideia era robôs completamente dotados com classificações graves de doença mental gente
que a família nunca mais nem tinha visto então a gente achou aquilo sensacional né estudante a gente queria aprender né então o médico e mais o grupo do dia uma aula com uns 20 20 pacientes e nós sentavamos com eles para ouvi-los ninguém falava ninguém abria a boca ficava e nós falavamos conversar vamos perguntar vamos e não tinha resposta E à medida que nós continuamos nós vimos toda semana a fazer esse trabalho eles começaram a dar alguma resposta para nós colocar necessidades que eles tinham e a gente ia trabalhar com hospital para eles preencherem aquelas
necessidades bom Isso foi um ano de trabalho no meio do ano teve era o São João aí nós fizemos ao hospital fazer uma festinha com eles na hora do nosso trabalho o hospital acreditava em nada do que a gente fazia achava que era um estágio de um grupo de Psicologia tudo bem os dois médicos davam respaldo para nós nós fizemos a festinha trouxemos aquelas comidas Baiana de São João botamos a música eles lançaram e Clave vieram tirar a gente para dançar a gente teve que assim foi uma meia hora de festividade depois eles organizaram uma
horta esse pessoal nem falava eles organizaram uma hortinha eles cuidavam da hortinha com ferramentas adequadas porque o hospital não dava faca não dava inchada não dava Nada não era possível né de repente alguém podia ter uma crise agressiva esse pessoal eles começaram a perguntar sobre as praias aí eu falei expliquei aí ele falou assim nós queremos ir lá imagina psicóticos 20 anos fechado dentro de um hospital nem falavam quando a gente chegou lá querer passear na praia nós pegamos essa deixa aí começamos a trabalhar com eles todos os sonhos que eles tinham de sair daqui
de ter uma vida normal a gente é isso que eu tô querendo dizer a potencial existe só que eles levaram isso até o último Instância eles conseguiram que o hospital fornecesse calção de banho para eles buscar o salão desse tamanho comida eles conseguiram um ônibus eles uns mais inteligentes lá fizeram um ofício a companhia de ônibus ofereceu um ônibus para ele e o hospital ficou assim e agora que nós ia o hospital e os médicos que faremos vamos levar eles Você acredita nós somos é a coisa mais louca da minha formação viu nós fomos com
20 loucos que tinham 20 anos fechado no hospital um ônibus cheio de maluco fomos o hospital mandou enfermeiro com injeções dopasse os dois médicos nós é a gente faz Bom vamos lá a gente fez na hora que abrir a porta do ônibus a gente vai sair correndo e nunca mais a gente vai ver eles né eles desceram pegaram a trilha atravessar fomos lá no Flamengo eles tomaram banho do mar voltaram pegaram a comida comeram quando a gente falou assim agora acabou nós temos que voltar todos voltaram para o ônibus e nós entregamos eles intactos no
hospital sem nenhuma medicação fora acho que ele já tomava eles agradeceram tanto Ficaram tão felizes nós também isso era o máximo que uma comunidade terapêutica fazia com 20 Logos 20 anos fechado no hospital e nem falavam aí o hospital chamou a gente no dia seguinte e mandou a gente embora porque falou Vocês são loucos vocês têm ideias de hospital inteiro começa a fazer isso nós não temos como bancar uma postura também de um de um julgamento da capacidade no outro também a mensagem não é que ninguém nunca tinha feito né então eu tenho muito agradecimento
essa experiência primeiro eu perdi completamente o medo da loucura entendi que a loucura não é nada do que a gente pensa eu entendi bastante e me colocou nesse lugar de acreditar no potencial do ser humano agora eu não tô falando que não precisa da medicação mas que hoje o hospital não interna mais né eles fecharam os hospitais levou mais 50 anos Mas fechou os hospitais as pessoas são tratadas não são excluídas do Social e não pode ser excluída mas existe terapêuticas no estágio que eu tinha autonomia de levar alguns não tava em transtorno mental muito
comprometido né muito grave de lá e para rua com eles assim na padaria tomar um sorvete no parque e vão né então tratar o potencial do ser humano seja da normose ou mesmo da Psicose sendo que a Psicose você tem que ter auxílio do psiquiatra você não pode dispensar hipótese alguma mas acreditar no potencial do desenvolvimento humano Fantástico é uma é uma crença que eu acho que a psicologia humanista trouxe para dentro da psicologia e eu dou o maior valor para isso eu não acho que uma pessoa não tem jeito não eu invisto naquilo que
ela tem de melhor dentro do desenvolvimento da potencial dela e dentro do limite de cada um ano né [Música]