Clara ajustava o cabelo no reflexo da janela do carro enquanto observava a paisagem Rural Fazia anos que não via Gabriel seu meio irmão desde a separação de seus pais eles haviam seguido vidas separadas ele com a mãe ela com o pai agora com a reconciliação da família Clara sentia-se nervosa com a ideia de passar uma semana ao lado dele na casa de campo onde cresceram quando chegou o som das risadas dos tios e primos nos preenchia o ar Clara desceu do carro foi recebida por abraços calorosos e conversas animadas então em meio à multidão Ela
ouviu Gabriel estava encostado no carro os braços cruzados e um sorriso no rosto mais alto mais confiante e muito mais atraente do que ela lembrava Clara chamou ele aproximando-se sua voz era grave e o jeito como a olhava parecia desconcertante quanto tempo anos eu diria respondeu ela tentando suar casual enquanto ele a abraçava brevemente os primeiros momentos juntos foram cordiais mas Clara não pôde deixar de perceber a maneira como Gabriel a observava era Sutil mas carregado de algo que ela não conseguia definir durante o jantar ele fez questão de sentar-se ao lado dela envolvendo-a em
conversas que a faziam rir e a deixavam desconfortável ao mesmo tempo mais tarde enquanto todos se espalhavam pela sala para jogar cartas e beber vinho Clara decidiu escapar para o Jardim o ar fresco da noite parecia aliviar a confusão em sua mente fugindo da multidão disse uma voz atrás dela ela se virou e encontrou Gabriel com as mãos nos bolsos caminhando em sua direção Só precisava de um pouco de ar respondeu ela tentando controlar o nervosismo engraçado disse ele parando ao lado dela eu sempre achei que você gostava de estar no meio das pessoas e
eu achava que você gostava de ser o centro das atenções respondeu ela arrancando uma risada dele eles ficaram em silêncio por alguns instantes olhando para o céu estrelado Gabriel parecia relaxado mas Clara sentia uma tensão crescente no ar você mudou disse ele finalmente olhando para ela todo mundo muda respondeu ela desviando o olhar sim mas nem todos para melhor você por outro lado ele deixou a frase no ar mas o significado era Claro Clara sentiu o rosto esquentar antes que pudesse responder ele se inclinou ligeiramente para ela sua proximidade tornando o momento ainda mais carregado
Gabriel acho melhor eu voltar para dentro disse ela rapidamente quebrando o momento e dando alguns passos para trás Claro respondeu ele com um sorriso que a fez sentir-se ainda mais confusa mas ainda teremos muito tempo para conversar não é clara não respondeu apenas voltou para dentro o coração disparado tentando entender o que estava sentindo os dias na casa de campo passaram rapidamente entre refeições animadas e longas conversas familiares Clara tentava evitar a proximidade de Gabriel no entanto ele parecia estar em todos os lugares cada interação entre eles era carregada de olhares prolongados e comentários que
pareciam inocentes mas deixavam Clara inquieta na manhã seguinte enquanto todos se preparavam para uma caminhada até o lago Clara decidiu ficar na casa alegou estar cansada e preferiu passar o tempo lendo no sofá poucos minutos depois ouviu passos no corredor quando olhou para cima viu Gabriel encostado no batente da porta você não vem perguntou ele com aquele sorriso descontraído que a fazia sentir-se desarmada prefiro ficar acho que preciso de um tempo sozinha respondeu ela tentando esconder o nervosismo Então eu fico também disse ele entrando na sala sem esperar por uma resposta você não precisa começou
ela mas ele já estava sentado no sofá oposto observando-a com atenção Clara tentou se concentrar no livro mas o silêncio entre eles era denso quase palpável finalmente Gabriel quebrou o silêncio Você sempre foi assim tão séria perguntou ele com um tom provocador talvez você nunca tenha prestado atenção retrucou ela levantando os olhos do livro eu prestei atenção só acho que você mudou mais do que eu imaginava disse ele sua voz mais baixa e carregada de algo que Clara não conseguia ignorar ela desviou o olhar tentando ignorar a forma como ele a fazia se sentir as
pessoas mudam Gabriel não significa nada nem sempre disse ele inclinando-se para a frente apoiando os cotovelos nos joelhos às vezes significa mais do que gostaríamos de admitir Clara sentiu o coração disparar ele estava perto o suficiente para que ela sentisse o calor de sua presença quando ela tentou se levantar Gabriel segurou levemente sua mão você não precisa fugir de mim disse ele sua voz quase um sussurro eu não estou fugindo respondeu ela embora sua voz tremesse então por que parece que está sempre tentando se afastar perguntou ele seus olhos fixos nos dela Clara não conseguiu
responder a intensidade do momento a paralisava Gabriel soltou sua mão mas o gesto ficou no ar carregado de significados não ditos antes que pudessem dizer mais ouviram vozes ao longe a família estava voltando do Lago Clara Aproveitou a oportunidade para se levantar rapidamente preciso ajudar na cozinha disse ela apressada evitando o olhar de Gabriel enquanto saía da sala Clara chamou ele mas ela não parou mais tarde enquanto todos jantavam Clara mal conseguia comer Gabriel parecia calmo como se nada tivesse acontecido mas sempre que seus olhos cruzavam ela sentia a atenção crescer quando finalmente foi para
o quarto Clara deitou-se na cama mas o sono não vinha sua mente girava em torno de Gabriel e do que estava acontecendo entre eles quando ouviu passos no corredor congelou uma batida suave na porta a fez prender a respiração Clara chamou ele do outro lado ela não respondeu mas seu coração bateu mais rápido ele esperou alguns segundos antes de se afastar e Ela ouviu os passos se distanciaram Clara sabia que algo estava mudando e isso a aterrorizava tanto quanto a excitava a chuva começou no início da noite fina e constante criando uma melodia suave no
telhado da casa de campo a família estava reunida na sala de estar jogando cartas e rindo das piadas do tio mais velho Clara no entanto estava inquieta sentada em um canto ela observava a interação ao seu redor mas sua mente estava presa em outro lugar ou melhor em outra pessoa Gabriel por outro lado parecia completamente à vontade ele participava das conversas ria e jogava mas sempre lançava olhares furtivos para clara como se quisesse lembrar a ela que não estava esquecendo o que acontecia entre eles quando seus olhos se encontraram Pela terceira vez Clara levantou-se abruptamente
vou pegar algo na cozinha disse ela sem esperar por uma resposta na cozinha Clara encostou-se no balcão tentando controlar a respiração a presença de Gabriel estava começando a ser sufocante mas o que mais a perturbava era a forma como ela mesma reagia a ele fugindo de novo perguntou uma voz grave atrás dela ela virou-se rapidamente e encontrou Gabriel parado na porta os braços cruzados e um sorriso no rosto você deveria estar lá dentro disse ela tentando soar firme e você também respondeu Ele aproximando-se devagar Clara deu um passo para trás encurralando contra o balcão Gabriel
isso não é certo você diz isso mas não consegue me olhar nos olhos quando fala respondeu Ele parando a poucos centímetros dela isso é loucura murmurou ela desviando o olhar Talvez seja disse ele inclinando-se para mais perto suas mãos apoiadas no balcão prendendo-a mas não podemos negar o que está acontecendo Clara sentia o coração disparado sua respiração irregular ele estava perto o suficiente para que ela sentisse o calor de seu corpo e o perfume amadeirado que parecia intoxic Gabriel alguém pode entrar disse ela com a voz mais baixa agora quase um sussurro Então precisamos ser
rápidos respondeu ele sorrindo antes que ela pudesse protestar ele aproximou-se ainda mais seus lábios roçando os dela o toque foi leve no início quase hesitante mas quando ela não se afastou Gabriel aprofundou o beijo Clara sentiu-se perdida naquele momento as mãos dele seguraram Sua cintura puxando-a para mais perto Enquanto o mundo a redor parecia desaparecer por um instante nada mais importava além do desejo que eles haviam reprimido por tanto tempo o som de passos no corredor os trouxe de volta à realidade Gabriel afastou-se rapidamente ajeitando a camisa enquanto Clara tentava recuperar o fôlego E compor-se
isso não pode continuar disse ela ofegante você disse isso antes respondeu Ele calmamente com um sorriso confiante Clara não conseguiu responder saiu apressada da cozinha e voltou para a sala sentindo os olhares curiosos da família ao entrar ela forçou um sorriso e sentou-se mas sua mente estava longe naquela noite enquanto a chuva ainda caía Clara deitou-se na cama mas o sono não vinha quando ouviu passos no corredor ficou imóvel rezando para que ele não parasse desta vez ele passou direto mas ela sabia que era ap uma questão de tempo até que isso acontecesse de novo
a manhã seguinte trouxe mais do que apenas o sol brilhando através das janelas a tensão que Clara sentia Parecia ter aumentado desde a noite anterior ela evitou Gabriel durante o café da manhã mas sentia seus olhares queimando sua pele a cada instante Rafael um primo mais velho notou o desconforto dela e comentou casualmente Você está muito quieta Clara está tudo bem sim só estou cansada respondeu ela rapidamente forçando um sorriso Gabriel não disse nada mas o sorriso Sutil em seu rosto parecia zombar da tentativa de Clara de manter a compostura após o café a maioria
dos familiares saiu para um passeio pela propriedade deixando Clara sozinha na casa ou pelo menos era o que ela pensava decidiu aproveitar o momento para se esconder na biblioteca um lugar que sempre a confortava quando criança ela percorreu os dedos pelos livros antigos tentando encontrar algo para distrair sua mente quando ouviu a porta se abrir lentamente você realmente gosta de fugir não é a voz de Gabriel cortou o silêncio Clara virou-se bruscamente Gabriel isso não pode continuar você precisa parar eu você é quem continua voltando para lugares onde sabe que eu vou encontrar você disse
ele fechando a porta atrás de si eu só queria ficar sozinha respondeu ela cruzando os braços mas sua voz traía o nervosismo que sentia Gabriel aproximou-se lentamente sua expressão séria mas seu olhar ardente Por que você está sempre lutando contra isso Clara por é errado disse ela tentando afastar-se mas esbarrando na estante atrás dela errado para quem para as pessoas que nunca entenderiam o que está acontecendo entre nós ele estava agora perto o suficiente para que ela sentisse seu calor Clara Balançou a cabeça mas antes que pudesse dizer algo ele segurou seu rosto suavemente entre
as mãos diga-me que você não quer isso e eu paro disse ele com a voz baixa e intensa ela tentou responder mas as palavras ficaram presas em sua garganta quando Gabriel inclinou-se para beijá-la novamente ela não resistiu o beijo foi urgente carregado de desejo e emoção reprimidos as mãos de Gabriel deslizaram para sua cintura puxando-a para mais perto enquanto Clara sentia seu corpo ceder completamente ao momento tudo ao redor parecia desaparecer e o único som era o De suas respirações aceleradas De repente o som de vozes vindo do lado de fora trouxe ambos de volta
à realidade Clara afastou-se rapidamente ajeitando o cabelo e a roupa isso tem que disse ela ofegante você disse isso antes respondeu ele com meio sorriso mas havia algo mais em seu olhar algo que parecia saber que ela estava se rendendo mais tarde quando todos estavam reunidos na varanda Rafael comentou casualmente Gabriel você e Clara tem passado muito tempo juntos ultimamente estão tramando respondeu com naturalidade nada além de Boas conversas primo a resposta foi suficiente para encerrar o assunto mas Clara sabia que aquilo não poderia continuar naquela noite Clara deitou-se em sua cama mas o sono
novamente não veio quando finalmente ouviu passos no corredor soube que era Gabriel ele parou em frente à porta mas desta vez não bateu Ela ouviu o som de seus passos se afastando e sentiu um misto de alívio e decepção Clara sabia que o que havia começado naquele reencontro não terminaria tão facilmente o desejo entre eles era uma força que ela não sabia se conseguiria controlar ou se queria