Boa noite, pessoal. Boa noite a todos. Doutor Ieda Mendes aqui com a gente, que é uma pessoa fantástica. Boa noite, seja bem-vindo, Dra. Ieda. Obrigado por estar aqui com a gente. É um, eu falo que eu tava [limpando a garganta] relembrando de quando eu vim aqui há quase 10 anos atrás aí pra gente ter as primeiras conversas, né? Eu ainda bem mais novo lá, incomodado de ver toda a parte Biológica de solo nas nossas fazendas, nas nossas áreas de café e tentando entender um pouco e ter um pouco de resposta, né? E aí voltar agora
quase 10 anos depois aqui pra gente ver o tanto que isso evoluiu e o tanto que isso caminhou. É muito legal. Doutora, seja bem-vinda. Então, [limpando a garganta] conta um pouquinho da senhora. Oi, gente, boa noite. Boa, boa noite, boa tarde, bom dia, né? Depende da hora que vocês estiverem assistindo. Poxa, Olha. Um prazer muito grande estar aqui com vocês. Hoje a gente viu aí que tem muita gente inscrita, né? Muita gente assistindo a gente. Eh, bom, eu sou Ieda Mendes, pesquisadora da Embrapa Serrados, que tá fazendo esse ano 50 anos, né? E eu já
trabalho na Embrapa desde 1989, já estamos aí já com quase eh 36 anos de RRAPA. Então, uma alegria muito grande estar aqui com vocês falando de saúde do solo, que é a linha de pesquisa que eu lidero na Embrapa com O meu grupo, né? Então vai ser um bate-papo muito legal pra gente falar um pouquinho sobre saúde do solo, como a gente mede a saúde do solo, porque que é importante ter solo saudável, todas essas coisas aí, né? Obrigado, viu, Vitor? Obrigadão mesmo, muito bom estar aqui com você. Boa noite, gente. Vamos fazer uma live
bem legal. Show de bola, Dutoria. Obrigado. E eu acho que pra gente até dar um um pontapé aqui, eu queria trazer um pouquinho e Contextualizar até assim quem somos nós no 3 Ribeçolo, trazer um pouquinho do porquê dos podcasts e aonde a gente tá hoje. Então, se possível, eu queria [limpando a garganta] eh passar o vídeo institucional nosso pro pessoal conhecer um pouquinho mais de quem é o 3 Ibersolo de hoje. a gente contextualiza sobre como tem sido a nossa jornada de comunicação e tudo mais dos nossos desenvolvimentos e aí a gente coloca uma lupa
grande na parte Biológica e vai ter muita conversa. Há mais de 45 [música] anos, o 3R Riversolo está ao lado de quem coloca as mãos na terra e faz o Brasil crescer. Transformamos dados em decisões e resultados, oferecemos suporte e estamos próximos para o que precisar. A cada amostra que recebemos, nossa equipe se compromete em oferecer mais que um [música] laudo. Entregamos inteligência e transformamos números em recomendações práticas para o campo e para o rebanho, Pois nos importamos com o sucesso de quem produz, com a redução de perdas e aumento da produtividade. Nos importamos com
cada decisão que move o agronegócio, porque o 3 Riberolo [música] é feito para o produtor, para o campo, para o agro. Somos mais que um laboratório. Somos uma central de inteligência em diagnósticos agropecuários. Estamos presentes em todo o Brasil e onde quer que você esteja. Fazemos desde a logística de amostras, análises, [música] geração de laudos e indicadores, capacitação dos clientes, suporte na tomada de decisão até o desenvolvimento de novas tecnologias. Nós somos completos, sabemos que o campo exige muito e é por isso que temos um dos portfólios mais amplos do mercado, da análise de solo
à nutrição animal. Enxergamos o futuro. Somos um dos pioneiros a fazer análises biológicas do solo e trouxemos para o Brasil a Tecnologia NIARS para a pecuária. Entendemos que ser completo é oferecer mais do que respostas, é criar caminhos, capacitar e preparar o produtor para crescer com segurança, prosperar de forma sustentável e fazer as melhores escolhas. que ser completo [música] é entregar tudo que é importante para você, é ser um parceiro confiável para todos os momentos. Bom demais, pessoal. Então, acho que no vídeo dá para trazer um pouco de quem Somos nós hoje no 3RB solo,
né? E aí quando a gente traz isso para um contexto, o 3R BSOLO, ele veio então da fusão do 3R Lab, que era do grupo Reagro e da Ribeirolo, que foram um dos primeiros laboratórios privados no Brasil. sua segunda geração dentro da RB Solo. E a gente veio nessa fusão transformando cada vez mais e vindo para uma jornada de não simplesmente ser laboratório que faz análises, mas a gente cada vez mais se transformar numa Central de inteligência em diagnóstico. E a gente fala isso que é buscar cada vez mais doutoria da gente trazer resultados aplicáveis
mesmo. Então não só processar dados, mas como a gente traz mais informação pro campo. E a gente tem dentro dessa história, eu acho que ah, ficou pra gente bastante nítido o quão importante era a gente ir para uma visão sistêmica, olhar cada vez mais, né? Não só para aquela jornada das análises de fertilidade na camada Superficial, mas como a gente colocar. E aí dentro dessa plataforma a gente tem aqui dentro assim, a gente começou a ter visões cada vez mais completas, né, de olhar não só pra fertilidade, mas como a gente olha pra água, como
a gente olha para perfil de solo e a fertilidade como um todo. E aqui é lógico que o pilar biológico, né, da Bioas aqui dentro. E aqui a gente já veio com os nossos podcasts, a gente veio trazendo conteúdos para olhar para essa jornada. Então a gente quer muito dentro do 3 Ribersolo trazer visões cada vez mais aplicadas de como olhar o sistema de produção como um todo. E aí a gente começou a olhar para essa visão dos quadrantes para toda a jornada do sistema de produção, mas também transformar essa jornada em alguns indicadores. E
a gente veio com uma plataforma onde a gente começa a conectar indicadores de saúde de solo, olhando pra retenção de água, olhando Pra parte biológica, olhando para solo na superfície, perfil, toda a parte de análises foliares. E a grande ideia nossa com isso é conseguir levar muito mais informação e uma tomada de decisão cada vez mais assertiva para os consultores e produtores. E aí dentro disso, acho que a gente vem uma mudança cultural muito grande, né, de aprender a olhar para essa história toda. Então a gente vem, e eu acho que o grande motivo da
gente estar aqui hoje é a gente ter Não só levar os dados, mas como a gente trabalhar isso, tirar dúvidas, ter essa mudança cultural como um todo. E aí a gente fez já dois episódios que foram um com o Breno que é o coordenador do time de grãos do Reagro e uma com o Davidon que quea é um fera em a parte de física de solo, é o líder daqu das áreas de pesquisa do reagro também, aonde a gente aprofundou muito nessa visão sistêmica do todo e também nessa visão aprofundada da física do solo. E
eu acho que agora é A hora da gente aprofundar no terceiro pilar, que é o pilar do biológico. E ninguém melhor pra gente ter com a gente, que a do Ieda para falar a [limpando a garganta] fundo do pilar biológico do solo. Então, Dr. acho que quero explorar bastante a senhora agora nessa conversa e a gente eh ter, eu acho que com certeza um período curto perto do tante de tema que a gente tem. Inclusive, pessoal, a gente vai passar em alguns momentos esse QR code. Quem Quiser aprofundar no que a gente tiver falando aqui,
a gente tá deixando os materiais principais da Dra. Ea que ela já disponibilizou pra gente nos links. Então, quem quiser aprofundar pode através do Qcode vai, a gente vai disponibilizar todos os catálogos, os materiais que vão a fundo para quem quiser debruçar cada vez mais. Ali vai ter, então assim, tem diversos conteúdos que a gente vai ter disponível com a nossa equipe lá também. Doutoreda, vamos, acho que aprofundar agora na na parte mais importante da da noite, né, que a gente discutir a parte biológica e o que que a gente tem de mais novo aí.
E eu acho que dando o primeiro pontapé nessa história, queria muito ouvir a senhora da, acho que da raiz da coisa lá de trás, né? é um pouquinho do por que falar da parte de saúde do solo, por que medir saúde do solo, por da onde começou um pouco da BAS, queria ouvir um pouquinho desse Conceito do todo, gente. Então, a gente sabe que o solo não é só argila silte, areia, o solo tem vida. Aliás, o solo é um é a briga a maior diversidade que a gente tem no planeta, né? Um verdadeiro universo
paralelo embaixo dos nossos pés. Então, sendo e e na realidade, por ter toda essa biodiversidade, o solo funciona como se fosse um superorganismo. E sendo um superorganismo, da mesma forma que a gente, ele pode adoecer. E Aí que vem essa questão toda, né, desse dessa questão da gente entender, perceber que o solo é vivo, não é só argilacil, areia e que esse superorganismo pode adoecer. E da mesma forma que nós, né, quando a gente tá saudável, a gente é muito mais produtivo, muito mais feliz nas nossas vidas do que quando a gente tá doente. O
solo é a mesma coisa, né, gente? O solo saudável é um solo muito mais feliz, mais produtivo, ele quer fazer tudo de Bom do que comparativamente a um solo doente. Então essa é essa é é o nosso entendimento de a gente realmente mudar essa percepção do solo, entender que eh realmente o solo é vivo e sendo esse superorganismo, ele pode adoecer. E quanto mais saudável o seu solo, mais produtivo, mais capaz de fazer tudo que um solo tem que fazer. Ele é legal, Dr. E é muito legal essa imagem que a senhora mandou, que é
essa visão do solo com o cérebro ali mesmo e ele Como esse superorganismo do todo, né? Porque isso é isso acho que é muito interessante porque quando a gente olha para isso, né, independente da cultura que a gente tiver falando, né, o solo ele é a base de qualquer cultivo, né, e aí a gente tem a interação ali em cima, mas ele é a base de tudo, né? Ex. Essa foto é um desenho do Fabiano Bastos, do colega Wellington Cavalcante lá debrata esse desenho. E foi uma palestra que eu dei lá na Fest B em
2016 Lá em Goiânia que era o solo guarda a memória do manejo. Então gente, o solo sendo vivo, não tem aquela fase penso logo existo. Então o solo é vivo, ele pensa, ele guarda aquilo que tá acontecendo com ele, né? Então, cada sistema de manejo deixa sua impressão digital no solo. Então, a pastagem deixa uma impressão, as culturas anuais, a integração lavoura pecuária floresta. E a questão toda era como saber, como acessar essa memória do solo, saber Entender as histórias que esse superorganismo tinha para nos contar, que é uma coisa muito complexa, né? Mas a
gente vai ver hoje ao longo da palestra que a gente já deu passos muito importantes nessa direção. Legal, Dr. Eli, até olhando para esses passos aqui, o Eu lembro e eu tava falando de quando eu vim aqui, né, porque eu vim foi acho que em 2016 aqui a primeira vez e era um cenário que eu ia dentro da fazenda, a gente é produtor De café também, né? Então, quando eu ia para dentro da fazenda, eu via que tinha uma atividade biológica gigante, nascia cogumelo debaixo do pé de café e eu olhava para aquilo, mas a
minha origem era dentro do laboratório e a gente não conseguia medir nada. E aí eu olhava, aquilo me gerava um incômodo gigante, né? E eu lembro que a gente ficou alguns anos aí apanhando, tentando entender. E aí eu vejo muito que quando a gente olha essa história de de julho de 2020 para Cá, que veio esse novo momento aí, né? Qual é a grande revolução nessa história? Então, já vai fazer 5 anos agora, dia 23 de julho de 2025, vai fazer 5 anos. [limpando a garganta] Foi um dia inesquecível para todos nós, que foi uma
coisa pioneira no mundo, né? Foi a primeira vez que um país agregou na sua análise de solo indicadores biológicos. Então, é tão simples, né, gente? Quanto mora a biologia, mais saudável o meu Solo, né? Quanto menos biologia, mais doente. Quanto menos biologia, né? Eh, mais quanto menos atividade máática, menos biologia, mais doente, mais adoecida é o meu solo. Então, foi uma grande avança a gente ter chegado nessas duas enzimas, a beta glicosidade e ariosfatase, pode chamar ela de beta e sulfa, isso que eu falo, não precisa preocupar com esses nomes eh complicados, né? Trava a
língua aí, beta e sulfa e e assim por trás de tudo isso, 20 anos de pesquisa, né, Vitor? Mas foi um marco realmente assim, porque o agricultor muitas vezes pegava análise de solo, como a gente vai ver em alguns exemplos aqui, olhava para aquela análise de solo, olhava pro que tava acontecendo na lavoura dele e falava: "Não, tem alguma coisa, é erro do laboratório". Mas não era erro do laboratório, é que tava faltando componente biológico e era ele que tava fazendo a diferença, né? Legal. E a gente tem discutido bastante isso. A gente tava até
aqui, pessoal, enquanto a gente tava com os desafios técnicos de conexão e eu e começamos a conversar muito disso e dos desafios de a gente olhar para fertilidade na superfície. Precisamos olhar fertilidade no perfil, vamos olhar para biológica. Eu acho que é muito aquele conceito de como a gente olha diferente pro nosso sistema de produção, né? E não a gente olhar que a pro mais do mesmo, porque a Evolução tecnológica foi gigante, né? as variedades, como a evolução genética aconteceu, a evolução dos manejos, produtividade, tudo. E muitas vezes o diagnóstico de solo, estamos buscando fazer
a mesma coisa. E aí quando a gente continua tentando diagnosticar do mesmo jeito um sistema de produção inteiro que mudou, falou: "Nós precisamos de mais arma para essa jornada", né? E aí eu acho que isso isso é muito legal. Doutorado, uma curiosidade que já me Perguntaram algumas vezes e eu queria a gente trazer aqui por dessas duas enzimas. Então, gente, essa história começou, Víor, em 2000. Então, quando a gente começou esse trabalho de bioindicadores para avaliar a saúde do solo, a gente não começou só com essas duas duas enzimas, a gente tinha uma série de
outros parâmetros biológicos que eram faziam parte do nosso rol de indicadores, carbônio, nitrogênio, fósfa, biomassa, microbiana, respiração Basal, várias outras enzimas além da beta e da sulfa, a gente tinha as fosfatases, ácida neutraalcalinas, deshidrogenas, enfim, é uma série de outros parâmetros. Mas ao longo desse tempo todo, a gente foi procurando os parâmetros que melhor se adequassem às nossas condições tropicais e subtropicais, aqueles parâmetros que fosse mais sensíveis para acessar a memória do solo, para identificar as memórias que o solo estava mandando pra Gente. Então, é, após mais ou menos 20 anos de estudo, a gente
viu que essas duas enzimas, a betaglicidase e aosfataseia, era o que tinha que era as que assim as que mais agregavam essas vantagens todas em termos de facilidade para acessar a memória do solo e ao mesmo tempo serem enzimas que se adequavam à rotina dos análises, dos laboratórios comerciais de análise de solo. Porque essas duas enzimas gente, a gente pode fazer ela, a determinação Delas em solo seco, seco ao a, que é o que o laboratório comercial de solo usa para fazer a análise química do solo. e a gente conseguiu eh coordenar essa amostragem pra
biologia do solo junto com a amostragem de química do solo. Então essas enzimas foram assim as que mais se adequaram a essa essa essa possibilidade. E aí o que é bonito de tudo isso é que duas enzimas, só duas, a gente consegue realmente acessar a memória do solo, entender o que que o Solo tá querendo nos falar. Então isso é muito poderoso, né? aquela velha história assim, menos é mais, menos é mais mesmo, gente. E às vezes é tão simples e é tão sofisticado que impacta a gente, né? Mas, mas é isso. Legal, Artur. E
é bacana de ver isso porque muitas vezes o pessoal na prática tem perguntado pra gente, falou assim: "Ah, mas nós estamos medindo a parte biológica dos solos e nós estamos Medindo com solo seco e a gente vê que assim, não é uma coincidência que isso dá certo, né? Isso são 20 anos de trabalho onde a senhora foi selecionando as enzimas para chegar no que chegou hoje, né? Então isso é uma conquista. na sorte, né? É, a gente fala, a gente tem uma analogia que fala que a bioanálise é como se fosse um exame de sangue
do solo que permite detectar problemas assintomáticos de saúde do solo antes Que eles se reflitam em termos de perda de rendimento que não as nossas lavouras. E aí eu falo, se é um exame de sangue do solo, você não toma café da manhã, vai fazer o exame de sangue, porque se você tomar o café da manhã, for fazer o exame de sangue, vai dar tudo alterado, né, gente? Então você faz o exame de sangue com em jejum. Então a mesma coisa. A melhor época pra gente fazer amragem do solo pr pra bioanálise, para avaliar a
saúde do solo, é após a Colheita das nossas lavouras. Então é nesse momento assim, quando você não tem mais o componente da planta comercial, é ali que você vai realmente acessar a saúde do solo. Então uma frase que eu gosto muito que fala assim: "No estress a gente encontra resiliência". Então é exatamente naquele período, na transição da estação chuvosa paraa estação seca que você vai encontrar saber realmente se o seu solo tá resiliente, se não tá, se ele tá saudável, se não tá. Isso é Muito legal também, né? Foi uma foi uma grande evolução, porque
até então nós microbiologistas a gente era tudo assim, não tem que coletar na época de florescimento, tem que coletar, tem que colotar na na caixa de isopor. E aí o nosso colega de Jalma [limpando a garganta] Martião da fertilidade, por isso que eu acho legal também o desenvolvimento da bioanálise, foi muito feito junto com o pessoal da fertilidade química, no caso o Dialma Martiano. E o Dialma falou: "Não, tia, vamos fazer essa mostragem também junto com a mostragem de química na póscolheita". A gente de Jalma, que que é isso? Mas enfim, fizemos os estudos todas,
as calibrações todas e funciona super bem, gente. Legal. E e isso é fantástico de ver, né? Porque você vê que a gente romper às vezes as nossas barreiras mentais mesmo, a ideia de pensar que tudo que fosse Vivo a gente tinha que medir naquele momento. Exato. E a gente se desafiar para olhar e falar assim: "O que que a gente poderia conseguir medir na mesma época? Porque isso vai se tornar escalável, né? Porque eu acho que a gente tem visto muito que na prática um dos grandes componentes que tem gerado a BOS, eu acho que
como um grande sucesso, é eu conseguir trazer pras épocas tradicionais, né? Então que a gente pensa que na lá no campo, né, o Produtor, o consultor já tem uma uma jornada gigantesca de atuação. Então como a gente deixa esse negócio mais simples a gente não coloca mais tarefas e mais jornadas. Exatamente. É se adequando à rotina que o pessoal já vinha fazendo, né? Agora teve uma coisa que a gente não pode abrir mão, né? a camada diagnóstico, porque a gente abriu mão da época de amostragem, pode secar o solo, o solo ao ar, não tem
problema, mas pra Bioanálise, a camada diagnóstica é 0 a 10 cm, que é a camada mais impactada pelas plantas, né? Acho que você tem um slide aí. Então assim, isso aí que a gente não pode abrir mão, né? Da camada diagnóstica, a gente não pode abrir mão mesmo. Para BAS tinha que ser 0 a 10, né? Legal. O, a gente tem até aqui uma coisa que é bem legal que a gente, que a senhora trazido, aqui assim, a gente quando a gente começou olhar esses dados De produtividade, né, e a gente olhar eles lá atrás,
a gente via os desafios às vezes da BAST, essa eh falar assim, esse efeito eh de mostrar esse impacto de uma maneira muito intensa, né, que a gente percebe ele acontecer, só que a gente não tinha como abrir mão da profundidade, né? Exatamente. E esse é um questionamento grande que a gente tem hoje. Eu acho que aqui é legal, pessoal, que fica um alerta Grande, porque a gente viu que muita gente começou mandar amra de 0 a20, mascarar isso e falar que era 0 a1 para poder fazer a bosas. E a Dr. me deu um
alerta muito forte aqui antes da gente começar a gravação de o tanto que se a gente faz essas bioanálises nas áreas de outras profundidades que a gente não vê os resultados. Impressionante, gente. Você eh a gente tem experimentos de longa duração, a gente compara os efeitos na camada de 0 a 10. Quando a Gente vai pra camada de 10 a 20, praticamente desaparece tudo. Então é a camada realmente mais impactada pelas plantas. Então por isso que a gente não, disso aí a gente não pode abrir mão mesmo. Os microbiologistas eh inclusive antes e quando a
gente iniciou os trabalhos, a gente trabalhava com 0 a5 e 5 a 20. Então foi uma evolução também pra gente aceitar o 0 a 10, entendeu? Legal. Mas funciona muito bem. É a camada Diagnóstica. Legal. Isso é bacana, né? Porque a gente vê que de novo, né, a ser camada de 0 a 10 não é coincidência, né? Ser camada de 0 a 10 é porque foi teve uma jornada de pesquisa grande para chegar nela, né? Então, pessoal, acho que aqui ele fica um ponto bastante importante que na prática a gente tem percebido essa dúvida acontecer,
que é nós precis podemos abrir mão da 0 a 10. a gente poôde abrir mão da época da cultura, a Gente poôde trazer pra mesma época, a gente poôde trazer pra época de onde os laboratórios de rotina conseguem trabalhar, mas nós precisamos manter a camada de z0 a 10 quando a gente pensa em medir a atividade biológica. Exatamente. No slide que a gente tá na que a gente tem aqui, ele é muito interessante porque a gente vê a evolução da matéria orgânica, né? Mas a gente vê uma evolução gigantescamente maior das Bioanálises, né? E a
gente, eu vejo a senhora traz muito isso, né? da deles serem quimicamente semelhantes eh e bons, mas biologicamente muitos distintos, né? Acho que aqui criou muita coragem de evoluir no todo, né? É, esse aí eh é os são dados lá do experimento de campo da Fundação MT. Larissa tá aí assistindo a gente. Larissa hoje que tá responsável por esse experimento. Comparando um tratamento onde a gente tinha soja pousivo, que era Só soja, soja, soja com soja braquiária. Esse dado aí já é do sexto ano do experimento. Eh, embora você olhando ali, volta só um slide,
por favor, Vidor. Embora você olhando ali aqueles tratamentos, você veja assim que o ambiente edáfico era completamente distinto, que ali nas o ambiente da soja braquiária era tinha palha, ali no outro não tinha. Você pega análise química, praticamente idêntico, um pouquinho mais de matéria orgânica ali no tratamento Com braqueária. Mas quando você faz análise das enzimas, você determina beta e a surfa, você vê que essas áreas são é biologicamente completamente indistintas. Então é uma situação onde você tem solos quimicamente excelentes, pode passar, é aqui e semelhantes, mas biologicamente distintos. E aí a gente tá falando
de resiliência, né? A gente pode passar o próximo slide. Ele vai est um pouco lá pra frente porque aqui a gente a gente tá dando um spoiler aqui porque nós vamos entrar nesse case. É legal porque esse case aqui ele é um case grande da Fundação MT e nós vamos entrar daqui a pouquinho nele para aprofundar esses dados desse case da Fundação MT, porque ele é muito legal e a gente vai discutir o porqu e carbono orgânico e como entender a comparação deles. Mas doutora, antes de dar esse passo lá, eu queria me chamou Muita
atenção em ver nos dados da senhora o como a gente tem às vezes também a BAS, não só como medição biológica, mas ela como efeito indireto de outras coisas. E aí eu acho que tem essa jornada de olhar pro armazenamento de água e olhar para pras relações mesmos das enzimas e tudo como indicador indireto ali da parte de física de solo. Como vocês têm visto isso? como a gente usar BAS também, não só pra parte biológica, mas como esses indicadores Indiretos? Ah, isso aí é uma coisa assim muito interessante. Isso aí, graças a Deus, quem
fala essas coisas que a biologia física antada são meus amigos da física do solo maravilhosos, Coreno, professor Bruno lá de Lo, Montane. Então assim, graças a Deus minha soeda falando, né, gente? É porque tá tudo correlacionado, gente. Tudo tá correlacionado. No solo, a química, sem a química as plantas não crescem. Então a química é super Importante e a química que faz todo o sistema rodar, né, junto com a biologia e com a física. Então tá tudo conectado. Então áreas que são biologicamente muito boas também são áreas que tm uma física muito boa. Nesse experimento aí
da Fundação MT, olha só a estrutura do solo no tratamento soja pous e olha só a estrutura do solo no tratamento de soja braquiário. Então teve uma um veranico muito forte nessa área. O tratamento de soja braquiário produziu quase 2 Toneladas a mais que o tratamento soja pousivo. Aí você pensa assim: "Ah, mas foi por causa das enzimas?" Não, não foi por causa das enzimas. As enzimas são os indicadores de saúde do solo. Foi porque o solo com braquiária tinha uma estrutura física muito melhor. Tem uma estrutura física muito melhor, ele pode armazenar mais água.
Então não é por causa da enzima em si. A enzima é um indicador e aí mostra pra gente como que através das enzimas a gente pode usar Elas como indicadores indiretos da física do solo. Porque a biologia do solo é a cola que vai grudar as partículas do solo, formando inicialmente os microagregados, depois os macroagregados e depois toda a estrutura do solo. Então tudo conectado, o químico, o físico, o químico, biológico e o físico. Legal. E é interessante isso. Eu falo tirando até um pouquinho fora aqui só na conversa técnica, como o mundo é pequeno
E como as pessoas se conectam, né? Professor Ieda falou do Dr. falou do Bruno Montani, né? E a gente vindo gravar o podcast, nós encontramos o professor Bruno no aeroporto de Viracopos e tivemos ali duas horas de aeroporto discutindo física de solo, vindo para cá. Então é muito legal como ver assim como boas pessoas se conectam, como as boas pesquisas se conectam e como a gente aqui, quando eu olho a gente como central de inteligência e Diagnóstico, como nós temos a função de conectar isso tudo e levar pro campo, né? levar paraa prática, levar pros
nossos clientes, levar paraa extensão, que eu acho que essa é uma jornada muito legal. Então, é muito legal ver que a senhora conectada com essa turma, porque a hora que a gente fala de sistema de produção como um todo, a gente vê os resultados potencializados cada vez mais, né? Doutorada, eu quero eu passar porque eu gosto bastante dessa desse Slide que a senhora tinha me trazido já, que a história, né, da boa produtividade não é garantia de solo saudável, né? Imagina, a gente tem esses problemas assintomáticos ali. E e eu gosto muito dessa frase que
eu peguei dos da dos slides da senhora já, que é todo solo saudável é produtivo, mas nem todo solo produtivo é saudável. Como que vocês têm visto isso hoje rodando? Então, esse aí é o o case da Fundação MT, né? aquele, esses dois tratamentos, Quando teve um veranico, o tratamento soja pousiv sucumbiu, ele não deu conta de segurar a onda porque ele não tinha uma estrutura de solo legal, não conseguiu armazenar a água, a soja não não virou o lá no soja braquiária, ela segurou a onda. Agora, antes do Veranico, onde pela primeira vez desse
experimento de longa duração essa diferença se manifestou antes desse Veranico, esses tratamentos tinham uma produtividade muito semelhante. Então, Por isso que a gente fala que boa produtividade não é garantido do solo saudável. Todo solo saudável é produtivo, mas nem todo solo produtivo é saudável. Por quê? Porque ali naquele tratamento soluzio, você tinha um solo doente com um problema sintomático de saúde do solo, onde esse problema de doença só veio se manifestar diante de o quê? De um veranico, de uma falta de chuva. Então essa é uma outra grande vantagem dos solos saudáveis. Além de Mais
produtivos, são mais resilientes. Então o solo doente sucumbiu, o solo saudável segurou a onda. Então, é exatamente mostrando e eh essa questão aí, né, que antes da do Veranico todo mundo produzia muito bem, mas diante do Veranico, o tratamento onde o solo tava doente não segurou a onda e o solo saudável segurou. Então, mostrando que o solo saudável, o componente de estabilidade produtiva, realmente de fato ser uma realidade, né? Nas áreas do Solo saudável, a estabilidade produtiva, ela é muito mais uniforme. Nas áreas onde o solo tá doente, você tem essas oscilações todas, exatamente em
função daquele solo não tá numa condição de saudabilidade, né? muito boa. Legal. E isso é muito interessante porque quando quando eu te ouço falar disso, a gente tem quando a gente troca ideia com os produtores, a gente tem visto muito eles trazerem pra gente, eu Quero ser mais produtivo, mas não adianta só eu olhar paraa produtividade, porque eu preciso olhar para ser produtivo nos momentos de estress, que é a gente cada vez mais com veranico, a gente cada vez mais com temperaturas extremas, com pancadas de chuva. E quando a gente olha para esse cenário, os
produtores estão buscando não só produtividade, mas resiliência e ganhar dinheiro em momentos de crise. E aí quando a gente vê que a atividade Biológica ela se expressa muito mais no momento do estress, acho que isso faz muito sentido com a prática, né, que é entender essa vacina biológica aí mesmo no momento desafio, né? Isso, isso é muito legal. O solo saudável é o maior aliado que a gente tem contra essa com eh com relação a esses problemas todos que a gente tá vivenciando de extremos climáticos, né? ou chove mais ou chove menos. Então é o
nosso maior aliado. Se com solo saudável Vai ser difícil, sem ele vai ser muito pior. Então assim, hoje o agricultor entende essa mensagem, ele entende que não é só ter uma lavoura produtiva, mas é uma lavoura produtiva num solo saudável, porque isso aí vai te garantir sustentabilidade, tanto do ponto de vista eh ambiental, mas principalmente do ponto de vista financeiro. Vale a pena, entendeu? Não é só porque, ah, é bonito falar que meu solo tá saudável, não. A primeira coisa É o aspecto econômico. O aspecto econômico é muito compensador. Então é isso que a gente
falou, não só maior produtividade, mas também estabilidade produtiva, que isso aí é uma safra que você vai deixar de perder, né? eh a questão do solo saudável ser mais produtivo. A gente tem uns números aí que que mostram pra gente que áreas, por exemplo, onde a soja cultivada em sucessão com braquária, ela chega a produzir em média 11 sacos a mais de Soja por hectáre do que onde não tem braquiária. Eh, então assim, 11 sacos de soja mais por hectárear. Você imagina se você faz as contas aí em 4 anos, 5 anos, quanto que você
vai ter de gan, entendeu? É uma safra mais que você chega a ter, é só fazer as contas aí, né? Então, total, Toreda, trazendo aqui um pouco, tirando agora, então assim, só da gente olhar pro geral, uma coisa para mim que foi muito marcante nos trabalhos da Senhora foi a conversão de olhar pras enzimas só ali e a gente começar a olhar pros indicadores mesmo, né? Então, eu queria navegar porque a gente tem, eu acho que o pessoal sempre pergunta e uma imagem que eu quero colocar aqui que é a gente olhando um pouco pro
como a gente transformou a os indicadores como um todo de onde eles vieram ali, né? Então, ah, então esa só um pouquinho, então. Opa, vamos lá, gente. O que que é a BOS? Às vezes o Pessoal pensa assim: "Ah, Bioas eu só medi enzima". Não, a Bioas foi integrar, pode ir, foi integrar as enzimas naquilo que a gente tinha na análise química do solo. Então, integrando as nós não só integramos as enzimas na análise química do solo, mas a gente também reorganizou a análise de solo, porque antes você só te pegava lá matéria orgânica, CTC,
fósfo, potássio, cálcio, magnésio, aquela coisa bem Mineralista. Mas agora integrando as enzimas, a gente passa a ter uma nova visão do solo. Agora você passa a ver como é que tá a capacidade do seu solo funcionar para apertar aí, ciclar, armazenar e suprir nutrientes. Então, olha só, com a entrada das duas enzimas e essa reorganização na análise do solo, é uma nova visão que você tem do seu solo, que vai muito além daquele conceito mineralista. Legal. E aí o que que acontece? A gente tá fazendo falando de funções de pontuação. Então, a gente tem toda
uma matemática aí por trás, né? Eh, o pessoal fala muito do Smaf. Foi exatamente nesse modelo que a gente se baseou, um modelo desenvolvido pelo professor Douglas Clarin e a professora Daanistot lá nos Estados Unidos, onde você atribui funções ao solo. A cada uma dessas funções você atribui indicadores, você Pontua eh você converte esses indicadores por meio de várias curvas numa escala de zero até um. Quanto mais próximo de um essa disfunção tiver pontuando, melhor. Quanto mais próximo do zero, pior. Então, é assim que funciona. Mas foi integrar as duas enzimas, reorganizar a análise de
solo e colocar a matemática aí, né? a gente tem que falar, Guilherme Shaia foi o grande eh eh foi a grande pessoa que definiu esse modelo conceitual da bioanálise. E Hoje você imagina um agricultor brasileiro quando pega uma bioanálise, ele pode saber como é que tá a capacidade dele, do solo dele, não só suprir nutrientes, mas armazenar e ciclar nutrientes. Pô, legal, tudo de bom, né? Né? E isso é muito legal, porque aí aqui a gente traz o conceito. Então, pessoal, acho que muitas das dúvidas que a gente tem no dia a dia é isso,
é entender a Bio da onde ela veio, como ela foi. Eu acho que é muito legal porque aqui ele traz nesse slide realmente esse desenho da coisa, né, que é essa integração toda e a transformação nos índices. E aí queria pegar um gancho aqui, Vitor, tudo bem, a gente tem os índices de qualidade de solo ali, o IQ biológico, o IS químico, o FERT bio, que é combinando o a parte de química com a biologia, que é uma homenagem ao FERT bio, que era o nosso grande evento aí reunindo o Pessoal da festilidade com a
biologia do solo, né? Mas o que é mais interessante nesse modelo é que a classificação de saúde do solo é feita basicamente com base na pontuação da ciclagem do armazenamento. Vamos ver se tá no próximo slide aí o Ah, não tá. Mas aqui mostrando que todas essas funções, todas essa essa questão de pontuação dessas funções foi feita em experimentos de longa duração e tá tudo Calibrado em relação ao rendimento de grãos. Então, quando a função ciclagem ou índice de qualidade biológico pontua alto, isso quer dizer que o meu solo tem um alto potencial produtivo. E
o contrário é verdadeiro. Você tá pontuando baixo, tem um baixo potencial produtivo. Então, a calibração nos experimentos de longa duração em função do rendimento de grãos foi fundamental. E isso aí é o que faz a tecnologia ser única no mundo, essa calibração amarrada Com rendimento de grãos. E usando essa escala semafórica que vai do verde pro vermelho, que é fácil, né? Você você lembra lá do semáforo? verde, tá bom? O vermelho eu tenho que parar. Então isso aí é isso aí foi o que essa esse realmente é o grande diferencial da bioanálise, essa calibração nos
experimentos de longa duração do dijama com fósforo e sem fóssil lá na BRAPA cerrados. Legal. E isso é bacana porque uma das Perguntas do da prévias que teve aqui do podcast foi justamente em cima de existe uma correlação já entre as bioanálises e produtividade real? Não, só existe porque toda a calibração foi em função do rendimento de grãos. Da mesma forma que o pensual da da fertilidade faz as curvas de resposta de fósforo, cálcio, nitrogênio em função do rendimento de grãos, a gente gerou curvas de resposta das enzimas em relação ao rendimento de grãos. Então
o Nível crítico da enzima para atingir 80% máximo rendimento de grãos é o considerado adequado. O nível crítico da enzima para atingir 40% máximo rendimento de grãos é o nível crítico inferior. Seguimos os mesmos passos da calibração de nutrientes, calibrando sempre em relação a rendimento de grãos. Então, por isso que você tem uma bioanálise hoje tão robusta, porque ela desde a geração dela, desde o berço dela, ela nasceu ali associada com o Rendimento de pras das plantas. Legal. Isso eu acho que já responde que foi várias perguntas que a gente teve nesse caminho, né, que
era justamente tem correlação com a produtividade? Cara, ela foi construída na correlação com a produtividade, né? Então isso é muito legal, ela não é um indicador, isso me fascina muito, que ela não é ela é também e eu acho que que tá no próximo slide, né, que ela é também um aspecto ambiental. Exato. Mas ela tem muito da produtividade e e isso é um dos grandes pontos para mim que que trazem ela pro impacto tão positivo, porque ela tem a questão ambiental na história, ela tem a questão de medir sustentabilidade toda essa jornada, mas ela
tem uma questão produtiva, econômica muito forte, né? Então, e essa correlação do nível de atividade enzimática com a produtividade, com a matéria orgânica, Ela é nítida nos experimentos de longa duração. Mas, por exemplo, naquele experimento que a gente tava vendo anteriormente, que o solo tava doente, mas tava produzindo bem, o que que acontece ali? a enzima já tá te indicando com mais antecedência que o seu solo não tá numa condição boa, que ele só tá produzindo bem naquele momento porque não teve nenhum fator adverso, porque se tivesse apresente um fator adverso, ele não conseguiria produzir.
Então isso isso é isso é interessante. E e essa questão da matéria orgânica, mostra aí aquele slide de novo, viu? A a questão da enzima também, se vocês puderem colocar o slide pra gente aí ter sido calibrada com relação à matéria orgânica, foi outra grande vantagem. Por quê? Legal. Porque a matéria orgânica é o principal indicador, é o principal indicador de de saúde do solo que nós temos, né? A gente sabe que nossos Ambientes tropicais, se a gente acabar com a matéria orgânica, a gente tá condenando nossos sóos à desertificação. Então lá nos experimentos de
longa duração, a gente tinha esse gradiente de prodividade matéria orgânica bem estabelecido e das enzimas também. Então aí foi muito fácil fazer toda essa calibração, né? E de novo, gente, o que faz ela ser única no mundo? Porque ela a enzima não tá solta, entendeu? Aquele número ali que você pega e escrever lá, Ele não tá solto. Ele tem uma razão de ser e a gente sabe qual a razão de ser daquele número. Isso aí não. Muito legal. Porque aí a gente tá falando, a gente fala aqui, né, de trazer toda a jornada de conseguir
fazer amostragens que respeitando o 0 a 10, mas trazendo já uma abordagem para olhar [limpando a garganta] o sistema de produção inteiro, onde a gente não olha só pra fertilidade, mas a gente olha pra parte biológica. Mas nós estamos falando De poder olhar pra parte biológica na mesma época do ano que a gente tá olhando paraas outras culturas. só que ao mesmo tempo trazer um componente econômico e ambiental para dentro dessa conversa, né? E aí a gente começa olhar para esse sistema aqui como um todo. Beleza? Muito legal. E aí eu queria agora a gente
passar um pouquinho para como que tá isso na prática, né? E aí a gente tem, eu acho que assim um primeiro laudo aqui pro pessoal começar a olhar Quem ainda não usou na prática e teve contato com os laudos já. Como é o laudo, né? Como que vocês trouxeram da parte técnica daquele conceito para dentro dos laudos? Teoricamente podia ser uma coisa tão complexa, né, gente? Mas não é. Olha, tá aqui um laud bosas nas linhas, uma planilha Excel. Nas linhas, a gente tem as diferentes eh áreas da propriedade, né? os diferentes talhões nas colunas,
os níveis de atividadesimáticos, teor Matéria orgânico, teor argila, que é super importante porque a calibração leva em consideração o teor de argila, os três de qualidade do solo, ferto, biológico e o químico e a pontuação das três funções: suprimento, armazenamento e ciclagem. Então é uma nova visão do solo que vai além daquela questão de só excesso e falta de nutrientes. Não é dizer que a nossa análise de solo tradicional é não é boa, não. Ela é boa, muito importante, não é isso, né? Mas é Questão de que não era só aqui, porque muitas vezes você
pode ter o seu solo, como ali naquele caso, ó, a função suprimento toda no verde, mas a função ciclagem já tá no amarelo, no vermelho, indicando que o solo já tá no processo de adoecimento. Então isso que é legal, que agora essa nova visão do solo que vai além da dessa questão somente de excesso e falta de nutrientes e que leva agora em função e leva em consideração a capacidade do seu solo funcionar para Prestar essas três importantes funções: ciclagem, armazenamento e suprimento de nutriente. Legal. E aí é bacana porque aí ia trazer o conceito
de vamos olhar pra parte biológica também, né? Não, não é um ou outro, né? Nós temos que olhar um e o outro, né? Então nós vamos olhar pra parte de fertilidade, nós vamos olhar para pro sistema inteiro como um todo, né? E eu acho que isso é legal e a Doria sempre traz muito essa questão de ser Único no mundo, que realmente eu acho que tem vários parâmetros biológicos. Eu dentro dos meus projetos da Nfiffield, que eu fui para 16 países diferentes visitando o que acontecia lá fora, eh, a gente tem muita coisa positiva lá
fora, mas muitas vezes desconectada, né? Eu acho que um dos grandes méritos aqui, é muito legal que a senhora comentou do Dav Martinhão aqui dentro dessas colaborações, né, da vinda dele, trazendo a jornada da fertilidade junto Com a parte biológica. Acho que isso é muito legal. A gente não pode separar isso, né? Nós temos que olhar isso junto. É isso aí uma coisa muito legal, porque lá na Embrapa Serrados a festilidade andava muito de de com a biologia do solo, sabe? Jama dava bronca na gente, a gente [limpando a garganta] tal, tinha as coisas da
gente lá, mas ele era o microbi, ele era químico, ele nem era agrônomo, ele era químico, mas ele era o Microbiologista mais animado da equipe. Era impressionante. Ele sempre acreditou muito na microbiologia. Então isso aí fez toda a diferença. A gente tá muito relacionado com a pessoal da da fertilidade química, né? Por isso que eu falo, não é só biologia, tudo tudo junto, né? E quando a gente olha para esse todo, a gente olha o sistema de produção inteiro, a coisa começa a fazer sentido, né? Então, acho que acho que isso é Extremamente positivo. E
aí quando a gente sai daqui, a gente começa a olhar que se eu olho para isso como um todo, a gente começa a perceber que não existe uma coisa, né? Então eu não vou olhar para aquele solo e falar sobre atividade biológica, mas nós vamos olhar se aquele solo como um todo, né, ele tá saudável, tá adoecendo, tá doente, tá recuperando, como que ele tá. E aí eu queria que a gente falasse um pouquinho disso na prática, né, doida? A gente trouxe Alguns exemplos aqui de como olhar para isso na prática, né? Isso aí é
uma coisa muito disuptiva. Você com base em duas enzimas e na matéria orgânica você conseguir falar pro agricultor se o solo onde ele tá cultivando a a lavoura dele tá saudável, adoecendo, doente uma recuperação, isso não, isso não é trivial. Gente, tem um próximo slide aí, Vitor? Tem sim. Como é que a gente faz essa Classificação da saúde do solo? Isso aqui, gente, isso aqui é muito sofisticado e é muito simples ao mesmo tempo, porque olha só, com base em duas enzimas e na matéria orgânica, na camada de 0 a 10 cm e com base
nessa matemática toda, nessa inteligência toda que teve aí ao longo desses anos todos de pesquisa, você conseguir falar pro agricultor com convicção que o solo dele tá nenhum desses cinco estágios de saúde. Isso é isso é muito impactante. É Porque a gente hoje ainda não tem muita noção disso não, viu, gente? Mas pode ter certeza assim que muitas pessoas aí fora quando vem isso aí fala assim: "Nossa, como é que vocês conseguiram isso?" Então a gente até quando a gente mandou esse trabalho aí para uma para uma revista da nossa área que é o Applied
Soy Ecology, o editor escreveu para mim e falou assim: "Olha, você não imagina a dificuldade que eu tive para encontrar pareceristas para dar fazer Revisão desse trabalho". Por quê? Porque a metodologia, o framework é muito simples, mas é muito poderoso. Então as pessoas tinham dificuldade de assinar embaixo de uma coisa tão simples e tão poderosa. Então olha, quando você tem alta pontuação na matéria orgânica, alta pontuação na enzima, você tem um solo saudável. Quando você tem a matéria orgânica pontuando alto e a enzima pontuando baixo, solo adoecendo. Sol, a enzima é muito mais sensível que
a Matéria orgânica para detectar o processo de adoecimento. Quando você tem as duas funções pontuando numa condição média, é um sol um solo num estado intermediário, né? Quando as duas estão pontuando no baixo, você já tem um solo doente. Você não só perdeu a atividade biológica, mas perdeu matéria orgânica. Na camada de 0 a 10. zero a 10, hein, gente. E quando você tem um solo em recuperação, você pega uma área degradada onde a matéria orgânica tava Baixa, a pontuação da matéria orgânica tava baixa, mas a enzima, por ser mais sensível, ela detecta rapidamente o
que que o agricultor tá fazendo e aí ela ele começa a aumentar. Então isso é que é muito gente, olha só, com duas enzimas e com a matéria, vou falar isso 500 vezes hoje nessa live aqui, duas enzimas e a matéria orgânica na camada de 0 a 10 você conseguir definir esses cinco estágios de saúde do solo. Foi muito legal. Legal. E aqui a gente tem alguns casos de como isso vem na prática mesmo, né? Então acho que a gente tem resultados aqui mesmo olhando, né? Como o solo vem degradando e aí vendo ele ali
com a enzima baixa. É aqui é um laudo de um solo adoecendo. Por que que a gente sabe que o solo tá adoecendo? Porque a pontuação da função da matéria orgânica tá no verde, mas a pontuação das enzimas que a função ciclagem tá no vermelho. Se eu não me Engano, isso aqui é uma fazenda lá no Mato Grosso. Peça aí, vamos ver. Exatamente. É uma fazenda de 22.000 1000 ha lá no Mato Grosso, toda ela em soja, algodão. Eu falo que é como se o agricultor tivesse uma bomba nesse solo, que se ele não cuidar,
essa bomba vai explodir. Gente, agora volta lá, Vitor, de novo. Eh, olha o que que é legal nisso aí, que você não precisa nem enxergar aqueles números. Tem certeza que vocês não estão enxergando esses Números aí, mas não precisa. Vê lá o esquema de cores, entendeu? A ciclagem no vermelho e a matéria orgânica no verde. Pronto. Uma fazenda inteira, 5.000 ha. Olha aí. Ah, e outra coisa muito legal, reparem na pontuação da função suprimento, toda verdinha, toda bonitinha, mostrando que que a saúde do solo não tá ligada com a com a parte de química, né?
Ela é totalmente descolada. Tá bom? É, e aqui é bacana porque eu acho que a Trazer a combinação visual, né, de olhar e falar assim aonde a gente tá indo, mas que seja um negócio que a gente consiga identificar fácil. A gente não precisa ter um grande Olha uma fazenda de 22.000 ha, você pegar um laudo desse, 22.000 haares. Nossa, imagina você com uma você passou ali em segundos, você já consegue definir a condição de saúde do solo e da fazenda. Olha a coerência, a reproducibilidade com duas enzimas e com A matéria orgânica na camada
de 0 a10. Isso é usar ela na prática mesmo, né? E aí vamos trazer mais alguns exemplos aqui, Dr. Sol doente. O solo doente, olha, que a bomba explodiu porque não só perdeu a atividade, mas perdeu matéria orgânica, que é tudo que a gente não quer. A gente quer sequestrar carbono e não perder carbono, né? Então, olha aqui nessa, pode apertar de novo, Vitor. Eu acho que é uma fazenda de 5000 ha lá no Mato Grosso também soja de algodão. Sim, só que há muito mais tempo de cultivo. E aí, olha, e de novo, novamente,
a pontuação da função suprimento toda no verde, mostrando que a área do ponto de vista químico tá excelente, mas do ponto de vista de saúde do solo tá totalmente comprometida. Por isso que a gente fala que é uma nova visão do solo, porque numa situação como essa, antes do agricultor ter a bioanálise, ele o que que ele geralmente fazia para superar as Os problemas que ele tava tendo, que ele não sabia que eram problemas de saúde do sol, ele usava mais adúo e mais pesticida, ou seja, o remédio certo para doença errada. Numa área dessa
que a química já tá excelente, que que o mais adubo vai fazer de diferença? Não vai fazer nada. Então é isso que é interessante, que mostra que não é com adubicida que você corrige um problema de saúde do solo, é através das mudanças nas práticas de Manejo, né? Então é essa mensagem que fica, fica bem claro aí. E aí eu falo e eh então e é de novo, né? Você vê um laudo muito simples, a quantidade de vermelho e de amarelo que você vê ali, você já assusta, né? É, mas aqui tem um ponto muito
legal que acho que a senhora tocou, Rodora, que é o a função do diagnóstico para saberonde eu tenho que agir, né? Porque muitas vezes a gente fala assim: "Ah, então quer dizer que eu não preciso usar Adubo, né? Quer dizer que você precisa entender o que é que você precisa fazer, porque é o que a gente vê nesse nesses casos aqui, aonde o pilar que está, os suprimentos estava OK. E a gente percebe muitas vezes em outras áreas aonde o pilar suprimentos não está OK, né? E aí nós precisamos que a gente viu aquele solo
doente ali como um todo, né? Então acho que aqui é a grande função do diagnóstico, né? que é, eu preciso fazer o diagnóstico, saber como que tá cada Pilar do meu sistema e aí sim eu consigo começar a agir, eu consigo começar a dar os próximos passos, né? Tem o laud do solo saudável aí, Vitor? Vamos ver se tem. Não, ele vai ter lá na frente depois o [limpando a garganta] dentro da jornada que ele traz o completo como um todo, né? Porque aí o V tá falando essa questão da doação, né? Por exemplo, ali
eu tenho um solo quimicamente excelente, mas com a Ciclagem comprometida. Se aquele solo tivesse saudável e a ciclagem tivesse bombando com a pontuação de um, será que eu ia ter precisar usar a mesma quantidade de adubo que eu uso, por exemplo, nessas duas condições? Claro que não. Você ia se beneficiar de você ter construído ao longo de vários anos um solo saudável com alta capacidade de ciclagem de nutrientes. Então isso é outro. Isso é isso que a gente fala é agora usar essa informação Como suporte para tomadas de decisão de manejo. Se ah estourou a
guerra na Ucrânia, não tem mais deu problema na importação de adubo. Se você tem uma área de solo saudável e uma área de solo doente, fica muito mais fácil para você decidir onde que você vai reduzir a quantidade de adubo com segurança, comparativamente aonde você não vai poder abrir mão daquele produto. Legal. E aqui tem outras coisas, né, D. A gente tava falando até mais cedo um pouco sobre como usar na prática, né? Porque aqui eu acho que ele tem um ponto legal da nossa conversa hoje, que é [limpando a garganta] eu olho paraa bioanálise
como um negócio legal e que eu tenho uma uma nova ferramenta que me mostra, cara, legal, eu estou biologicamente ativo, mas como a gente usa ela na prática, né? E eu acho que ela vai muito além do adubo, né? A gente comentou alguns casos de eu planto Braquiário ou eu planto mix de planta de cobertura. Eu trabalho com material orgânico, com composto ou trabalho só com fertilizante mineral? Eu eu exploro o meu maior potencial genético em quais áreas da minha fazenda? Como que a senhora tem visto o pessoal usar a BOS para prática, para tomada
de decisão? Quais têm sido os manejos que têm sido influenciados? Olha, vou dar só um exemplo. Um dos grandes grupos do agro já mudou a o seu sistema de manejo no no Mato Grosso em função dos dados da bioanálise. Legal. Porque lá no Mato Grosso eles estavam fazendo só só jogodão, só jogudão, só jogudão, mas era o pior manejo como a gente viu aqui pra saúde do solo. Então depois de 5 anos de lançamento da tecnologia e esse grande grupo realmente investiu na bioanálise, na última reunião que teve o CEO me falou: "Olha, nós vamos
mudar o sistema de manejo lá no Mato Grosso. Agora não Vai ser mais só soja, algodão, soja, algodão. A cada 5 anos nós vamos entrar na rotação o soja milho e o soja braquiária. Então é isso, entendeu? porque ele teve a noção, eles é um é um grupo assim que muito avançado, mais tecnificados do agro, ele sabe que para ele é importante ter o solo saudável, principalmente nessas condições. Então você usar a bioanálise como suporte para tomar decisão de manejo. Nessa mesma reunião eu tava com o colega Anderson Bergamini que é da física de solo,
não sei se vocês conhecem o Anderson, gente, muita gente boa. E aí o pessoal tava falando: "Ah, quando é que eu tenho que escarificar meu solo? Tem que escarificar, não tem que escarificar, tem que passar no subsolador". Eu falei assim: "Gente, por que que vocês não usam a BAS para tomar esse tipo de decisão?" Uhum. Entendeu? Ó, isso é disruptivo, né? Imagina os caras da física, o pessoal da física vai ficar doidão. Mas claro, se eu tenho um solo saudável e se eu tenho um solo doente, eh, se eu vou pensar em escarificar, será que
realmente nessas duas condições eh eh eu sabendo da bioanálise que eu tenho solo saudável e a outra lá que eu tenho solo doente, isso aí não teria um peso na hora de você decidir? Talvez você optasse por entrar com o subcelador no solo doente, mas não no solo saudável. Se o sol tá Saudável, por que que você vai entrar com sobsolador ali? Entendeu? Então é esse tipo de coisas que a gente começa a ver agora. Mas isso aí, gente, é um processo lento. Eu confesso para vocês que eu mesmo tô aprendendo, eu e toda a
equipe aqui, o Fábio, Guilherme, a gente ainda tá muito aprender. É um processo de aprendizagem para todos nós. Mas como utilizar essa forma, essa informação como eh suporte para decisão De manejo? Ah, eu quero usar um bioinsumo. O a performance do seu bioinsumo, ela vai ser a mesma no solo saudável e no solo doente? Ou será elá que ela vai diferir? Será que na área do solo saudável a resposta ao bimumo vai ser tão grande como no solo doente? Então, a partir desse diagnóstico agora, você pode entender melhor e e utilizar melhor essa informação como
suporte para tomar decisão de manejo na sua lavoura. Legal. E aqui eu quero até trazer um um Case que a gente tem lá em casa. Não, não sou um grande grupo do agro não, mas a gente é pequeno produtor ali, a gente tem café e abacate na fazenda e a gente vem acompanhando. E foi muito interessante porque quando a gente olhou inclusive pra plataforma do 3B Solo como um todo, a gente tava olhando pra água, para perfil de solo e pra parte biológica, a gente começou a olhar os cafés e os abacates e a gente
viu que um dos grandes gargalos da fazenda era Retenção de água. A gente tem várias áreas arenosas. No perfil de solo a gente tinha um monte, várias lavouras velhas que a gente tem uma dificuldade de compor o perfil porque é uma área que eu não consigo incorporar aquilo ali. Então assim, eu tenho uma necessidade de só fazer manejo na superfície. E a hora que a gente pegava o pilar biológico, eu tinha os cafés todos no quadrante saudável e eu tinha os abacates aqui Dentro do adoecendo. E a hora que a gente olha e lá na
fazenda são é a nossa mesma área, é o mesmo lugar que a gente tem blocos de café com ruas de abacate. Só que qual que era o grande ponto? Eu tava no mesmo solo, no mesmo lugar, na mesma coisa. E eu tinha um bloco de solo saudável e o outro solo adoecendo. E quando a gente foi olhar para essa história, o manejo do café é diferente do manejo do abacate. E a gente trabalhava com várias fontes orgânicas. A gente mistura eh algumas fontes orgânicas diferentes para fazer aplicação no café. E a gente trabalhava com uso
de biológicos em uma quantidade significativa na fé irrigação e tudo dentro das áreas do café. E como o abacate era muito mais manual, a gente não fazia. Então a gente conseguiu ver na prática o quanto esse efeito tava acontecendo e a hora que a BAS mostrou essas isso, essa visão pra gente, a gente começou a trazer o manejo do café Pro abacate e a gente tá começando a ver essa recuperação. Então foi muito interessante que foi isso. A gente a gente tava ali dentro olhando pras áreas, mas a gente não conseguia tangibilizar aquilo e a
BES que escancarou e a gente começou a mudar o manejo. Então eu acho que isso é muito legal. E aí quando eu trago isso, pessoal, eu acho que é um grande ponto, porque muita gente questiona, a gente da avaliar a parte biológica é algo que tá Na pesquisa e a gente vê que não. Avaliar a parte biológica é algo no manejo do produtor hoje. Então, se os consultores não estão usando a atividade biológica como um dos pilares para tomar decisão, nós precisamos passar a usar, porque a atividade biológica já foi algo da pesquisa e hoje
eu acho que ele é algo também usado na pesquisa, mas ele precisa ser usado na prática pelos consultores, pelos produtores. A gente precisa aprender usar, né? Brasil já é Uma realidade, né? Exato. Já é uma realidade. Hoje assim, a gente tem um banco de dados aí que já tá se aproximando de 60.000 amostras. Nenhum país do mundo tem um banco de dados tão robusto de saúde do solo com base na atividades mágicas como o Brasil. E a gente mostrando que não tá mais nos laboratórios de pesquisa, tá no campo mesmo, né? Saldos laboratórios e foi
pro campo, foi pras fazendas. E o agricultor Agora, eh, a gente tem uma historinha para contar para vocês. Depois eu vou falar o que que eu acho que vai acontecer no futuro com o agricultor quando ele entender melhor essa história da da saúde do solo e das enzimas. Legal, doutorra. até falando aqui, então acho que trazendo para para uma história na prática. Eu, a gente tem um case muito legal que a gente vai ter uma sequência de slides aqui para contar uma história De regeneração. E a gente trouxe isso de propósito porque muitas vezes veio
todo aquele barulho, né, dos projetos de carbono e a gente olhar para toda a questão do carbono e que sim é muito importante, né, nós temos que olhar para isso. matéria orgânica, assim, sem dúvida, tem uma importância extremamente significativa, mas a gente ainda é muito questionado de por olhar atividade biológica, por olhar BOAS e não olhar carbono orgânico do solo? Porque não Olhar e falar que o medidor de sustentabilidade ele vai ser o carbono, ele vai ser a matéria orgânica. Então a gente poderia olhar para ela, mas por que olhar pra bio e não olhar
pro carbono orgânico de solo? E aí vai ter uma sequência de slides aqui que é do que a gente vai passar que ele conta a história da regeneração aqui. E aqui é um case de longo prazo. Eu vou deixar senhora senhora passar aqui e conduzir ele aqui, Porque esse daqui ele é bem legal porque ele é um caso mais longo que traz várias conclusões dentro desse trabalho. É que a gente fala muito de agricultura regenerativa, né? Eu nem sei se esse termo aí a gente fica assim até às vezes até meio perdido, né? Mas eu
vou mostrar, vou contar essa história de regeneração olhando para essa questão da sensibilidade das enzimas. Deixa eu ver para onde é que eu tenho que apontar. Ah, tá aqui. Então, gente, esse experimento aqui é o experimento da Fundação Mato Grosso, que eu falo que é um experimento que foi bção na minha vida. Esse experimento eu conheci ele eh numa palestra lá em Barra do Gastos, um um uma reunião do Centro-Oeste de Ciência do nosso núcleo de ciência do solo. E tava lá o Leandro Zacaná apresentando esse experimento. É um experimento de rotação e sucessões de
culturas na soja. ele chama RCS, rotação, eh, experimento de de rotação De cultura na soja. E aí tem esse tratamento ali de cima que é o soja pouso, que é só soja, soja, soja, suplantil direto, o T1. Nos demais tratamentos a gente tem várias sucessões, né? Soja, soja mileta, soja braqueiária, soja milê. Aí depois começa as rotações, várias rotações. Aí tem o T7 ali que é o soja milho, que é o tradicional do serrado, e o T8 que é o soja pouszinho com revolvimento, né? soja, monocultivo com revolvimento, que É o pior cenário, que é
você ter só o monocultivo de soja e o solo sobre plantil convencional. Isso aí a soja anos 70 e anos 80 na região do serrado, certo? Onde a gente só fazia plantil convencional e monocultivo de soja. Bom, beleza, que que aconteceu? Os primeiros 5 anos de condução desse experimento aconteceu uma coisa muito doida, porque o experimento era para mostrar a importância de você ter plantas de Cobertura, diversidade no seu no seu agroecossistema e não dava diferença entre o tratamento. Você pegava as produtividades da soja pouso, soja pouso com plantil convencional, não dava diferença. Então tava
gerando um desconforto muito grande lá na fundação, pessoal. A diretoria já até queria fechar o experimento, né? Mas aí eh que que aconteceu? Ah, bom. Aí, lembra que eu mostrei para vocês aqui? A gente já discutiu anteriormente isso aqui, que Mostrando que os tratamentos, eh, por exemplo, pegando ali o soja pouso com soja braqueária, que a gente via que eles ficamente eram ambientes distintos, mas a química do solo não pegava. Então você imagina um agricultor que tem lá isso, esse lado a lado aqui na sua fazenda, chega lá, pega essas duas áreas, ele vê lá
uma soja pous, uma soja braqueária, pega a análise química, olha, fala: "Ué, mas o que que essa braqueara tá fazendo aqui? Não tá Mudando nada, mas biologicamente distância. O [limpando a garganta] efeito da braquiária era na biologia do solo, que a gente vê que o tratamento com braquiária é muito mais saudável, né? Muito mais biologicamente ativo, mais enzima, mais biologia, mais saúde no solo do que o tratamento só. E aí vem aquela história da estabilidade produtiva, né? Finalmente, lá no sétimo ano de condução de experimentos, teve um veranico no Florescimento e pela primeira vez observou-se
esse resultado aqui. O soja braquiária virou com 59 sacas, o soja pozi com 29 sacas. Gente, não tem uma apresentação minha que eu falo que não apresente essa esse slide da fundação. Quem quem me conhece minhas apresentações deve estar de saco cheio. Mas é o seguinte, é que isso é muito impactante porque mostra claramente pra gente que a a produtividade da soja com relacionou não foi com a química, foi Com a biologia. Então, se a gente acompanha a evolução desse experimento ali, ó, a gente vê que vinha todo mundo igual em produtividade, teve o Veranico,
abriu aquela diferença de, né, 30 sacos de soja, mas o mais interessante foi o que aconteceu depois daquele veranico, com a produtividade dos tratamentos onde a soja era cultivada em monocultivo. os níveis de produtividade daqueles dois tratamentos, só jaapusinho plantil direto e só jaja pousinho platio Convencional nunca mais se equiparou ao dos tratamentos onde tinha rotação e sucessão. Ou seja, o solo ficou sequelado. Onde, qual o experimento do mundo que você conhece que o solo ficou sequelado? Lembra na primeira da COVID que as pessoas doentes eram muito mais suscetíveis à doença, quem tinha comorbidade? Então
o solo doente diante do Veranico, ele sucumbiu. Mas o lance é o seguinte, mesmo que depois o Veranico foi embora, ele ficou sequelado. Ele Nunca mais conseguiu atingir os mesmos patamares de produtividade. Isso é uma coisa incrível, porque você olha ó, de 2014 a 2015 até 2018, 2019 não não conseguiu mais empatar. Chegava a abrir uma diferença ali, ó, de 67 para 91 sacos. Dá quanto aí? matemática aío rapidamente. É, não tô a a diferença é muito significativa. E o que me chama atenção aqui, Dr. é que o como essa sequela foi gigantesca, né? Porque
ele manteve ali a Hora que ele deu, ele ele vinha legal, né? E a hora do momento depois que pegou aquela doença lá, ele nunca mais foi o mesmo, ele nunca mais conseguiu ser o mesmo. E aí o que que é legal? A BOS como suporte para tomar decisão de manejo. Pessoal falou assim, ó, não tá dando mais. que que eu vou, por que que a gente vai ter dois tratamentos no, no mesmo experimento com a mesma performance. Aí que que eles resolveram Fazer? Resolveram fazer uma coisa muito legal. Eh, pegaram esses dois tratamentos só
jaja pouso, né? Aquele lá de cima sou plantil direto, esse aqui sou plantil convencional. E resolveram fazer o quê? Já que a gente tá falando de saúde do solo, né? Eu agora eu tô usando muitos sistemas assim para popularizar mesmo a questão da saúde do solo. Deram uma vacina de braquiária no tratamento solja pouscorário, Entendeu? Então eles falaram assim: "Então nós vamos entrar aqui com uma braqueiária e vamos ver o que que vai acontecer". Pô, foi isso. Suporte suporte para tomada de decisão de manejo. Então aqui, olha, a gente tá vendo um gráfico mostrando os
níveis de betaglicosidade e adiusofatase nesse nesses dois tratamentos específicos. Em azul ali é o tratamento que não levou a vacina de braquiária, que permaneceu doente e em laranja o tratamento que Levou a vacina de braqueiária. Essa braqueiária, ela foi plantada em março de 2020, tá? Nesse experimento, a gente tradicionalmente a gente monitora ele sempre em setembro, outubro. Aquela primeira avaliação em 2020 lá foi em outubro. Pela primeira vez a gente já começou a ver que tava descolando já eh o amarelinho. Opa, não tá querendo passar. Deixa eu ver aqui. É, tá vendo? Olha ali Os
níveis de betaglicosidade. Eh, a coluna amarela já totalmente destacada ao longo dos anos da coluna da linha azul. E a mesma coisa aqui com a sulfatase, olha, ano após ano, né, se diferenciando, então mostrando como que a braquiária foi eficiente para recuperar a saúde, a biologia do solo. E mostra a sensibilidade das enzimas, porque já desde outubro elas de 2020, ou seja, seis meses após o plant da braquiara, elas já começaram a ver as Diferenças. E na época o Fábio Ono que tava lá na fundação, eu conversando com ele, eu falei assim: "Mas Fábio, mas
eu tô achando tão estranho porque pela primeira vez o o [roncando] soja pous plantil convencional tá melhor do que o soja pous plantil direto". Tô achando tão estranho. Só que eles não tinham falado para mim que eles tinham entrado com braquáa lá, era tipo uma pegadinha, entendeu? Aí só vi uma risadinha dele lá do outro lado. É bô porque a gente, eu Tô com braquiária na área. Aí eu falei: "Ah, não acredito". Pois a enzima já tinha visto seis meses depois. E aí e é isso aí, ó. Eh, hoje nós já ano passado, né? Ah,
e é interessante o seguinte, elas aumentaram muito nos três primeiros anos e nos dois últimos anos teve uma estabilização. Eu até até só agora que eu tô começando a mostrar esse idade de 2024, porque eu tava achando estranho eh em 2023 não ter tido diferença, mas realmente estabilizou e estabilizou para As duas enzimas. Então assim, a coerência também, né? Aí agora você falando do carbono rapidinho. Ah, boa. Isso aí foi o que a enzima viu. Agora ali embaixo tá o que o carbono viu. O que que o carbono viu na camada de 0 a 10
cm? Não viu nada. Os dois estavam iguaizinhos. Então imagina se você é um agricultor que entra com a braquáa na área. A única coisa mais próxima da biologia que você tinha na análise de Solo era matéria orgânica. Aí você comparava, você não fica, você não fica animado, entendeu? Agora quando você está enzima, que você vê o seu solo respondendo, aí é diferente, é muda vibe, entendeu? Ah, o solo tá respondendo. Eu tô no caminho certo, então eu vou continuar nesse caminho. É isso aí que eu falo, a história da regeneração. Mas e aí? Também não
adianta só ficar regenerando o solo, né? Ah, tá aqui o laudo, o esse aqui, esse Laudo aqui, o laudo da BAS, em 2022, 2 anos depois do início da regeneração, o soja plantil direto que não recebeu vacina de braquiária, permanece doente, continua lá com laudo doente, ó, baixa a pontuação da ciclagem, bate pontuação no armazenamento. Experimento da Fundação Mato Grosso é muito legal porque no mesmo experimento a gente tem os quatro tipos de laudo da bioanálise, saudável, doente, adoecer em recuperação. É muito legal. Então esse aí é o laudo do solo Doente. E aqui quando
a gente pega o tratamento que recebeu a vacina de braqueária, a gente tem um laudo do solo em regeneração. Você pega lá pontuação da função da matéria orgânica, tá no amarelo e a das enzimas tá no verde. Então, ou seja, é no experimento de campo você tem lado a lado os diferentes tipos de saúde do solo. Inclusive a gente tá indo visitar com bando de pesquisado no internacional agora sexta-feira esse experimento lá da Fundação MT. Larissa tá lá esperando a gente porque é uma quê? É um lugar onde você um dos lugares únicos do mundo
onde você tem isso lado a lado, entendeu? E de novo, gente, medindo duas enzimas e a matéria orgânica na camada de 0 a 10. Legal. Ô Vitor, é e isso é muito bacana no treino, porque a gente, esse conceito que vocês têm trazido da história da vacina de braquiária, eu achei muito interessante porque é um conceito Diferente para trazer isso. E é legal porque aqui para mim eu vejo o uso real mesmo da da bioanálise no campo no que a gente tem falado, né? Porque é eu olhar na pesquisa e ver da de um pozil
para um solo com braquáa com rotação de culturas e tudo. Mas beleza, aqui nós estamos olhando um outro caso que é a gente olhar e falar assim, não, agora a gente pegou um solo de Pousz, a gente identificou que ele tava baixo a atividade biológica, aí a gente veio, Fez a intervenção, entrou com a planta de cobertura naquele lugar e aí eu mostrei resultado e eu vi ele crescer, né? Então, a hora que a gente olha para isso, eu volto pra história do como os consultores usarem na prática a bioanálise. E a gente vê que,
como muitas vezes nas áreas comerciais, a gente tá com o soja milho, soja milho, soja milho, a gente comentou um pouco sobre as áreas de produção de silagem, né, onde a gente às vezes tem milho em Cima de milho o tempo inteiro com aquela exportação total. E a gente sabe que aquela história, a gente vai falar de plantar uma planta de cobertura em todas as áreas, como eu como eu tomar decisão de aonde eu preciso intervir. E aqui a gente vê a BOS mostrando, né? Então, biologicamente falando, aonde você tem o alerta maior, ali é
onde a gente precisa intervir. E se eu fizer a intervenção, eu tenho resultado e eu vou conseguir monitorar esse resultado com a BOS. Então acho que isso é muito legal, porque é olhar ela não só para como é legal, mas olhar ela para tomar decisão na prática, né? E aí não é só legal, bonitinha, saudo do sol, enziminha, borboletinha, florzinha, não. Vamos lá. Quer ver? Ó, passa aí. Eh, tá comigo aqui a bola aqui. Vamos ver o que que aconteceu eh com a produtividade desses tratamentos, né, do tratamento que levou a vacina de braqueário. Deixa
eu passar aqui. Olha, Então lá vem a historinha toda da regeneração, né? O solo tava sequelado, mas à medida que entrou a braquiária, que foi naquele tratamento que agora passou com a linhazinha verde, ficou de linha verde, ele era rosa mais escuro e ficou no verde claro. Então a gente observa que já a partir do um ano depois a produtividade dele já foi diferente em relação ao tratamento que permaneceu doente e aí aumentou no ano seguinte e Agora já tá praticamente idêntica a dos tratamentos são em rotação e sucessão. Então quer dizer, melhorou a saúde
do solo, ele voltou a ser o quê? mais produtivo é que nem uma pessoa. Quando você tá doente, você produz da mesma forma que você produz quando você tá saudável. A gente não fala quando a pessoa faz aniversário, tudo que a gente deseja para pessoa não é o quê? Saúde. Porque não tem dinheiro que compra, não tem nada. A mesma coisa é o solo. E aí Essa história da vacina do solo, né, foi o Lourival Vilela, que é o nosso grande colega lá da integração lavora pecuária lá no no no serrado, né, um dos grandes
pioneiros assim da introdução da braquáa no sistema de produção agrícola. falou, realmente, ó, tá comprovado, é a melhor vacina paraa saúde do solo. E aí, eh, quero mostrar também, deixa eu passar aqui rapidinho aqui o que eu falo. Acabou, Vedor. Ah, voltou aqui. Então, pera aí, vou Voltar aqui rapidinho. Ele é muito legal achar aquele termo que a senhora colocou ali do diálogo bioquímico do solo, né? Porque a gente olhar para essa jornada toda, né? Então, gente, o que que eu falo? É isso que eu queria falar para vocês aqui. Vamos ver se vocês vão
entender o que que a gente tá vendo ali com as enzimas. Na realidade, é o solo conversar com a gente. [roncando] Então, se esse solo pudesse falar, ele ia falar assim: "Olha, vou falar o que que ele ia falar desde o início, hein?" Então, eu estava aqui com a minha vegetação nativa de serrado numa boa, ciclando nutriente para aquelas plantas, armazenando água, sequestrando carbono, mitigando gás de efeito estufa. Aí veio você, [limpando a garganta] tirou a vegetação nativa, me passou uma arada, acabou com a minha estrutura física, colocou umas calcário, uns adubos dentro de mim
e agora você entrou Com uma soja. Cara, como é que você quer que eu fique? Você acabou com a minha saúde, eu tô doente. Agora eu não quero ficar doente. Eu quero voltar a sequecer aquele solo produtivo que eu era, entendeu? Que eu era antigamente. E aí que entra a história da braquiária. Então eu acho que se o solo pudesse falar, ele ia falar isso aí. Olha, eu tô doente, eu quero que você me tire dessa condição de doente. Ninguém quer ficar doente. Eu Também sou eu solo, eu não quero ficar doente não, entendeu? Eu
quero ficar bom. E à medida que você vai lá e cuida do solo, faz o tratamento, dá vacina de braquara, planta de cobertura. Gente, tô falando braquária, mas planta de cobertura, que é o que realmente vai fazer a diferença juntamente com plantil direto. Foi o que a gente viu lá naquela área que era só plantil convencional e passou a ser plantil direto. Isso é muito importante também dizer, né? Então É como se o seu solo tivesse dizendo isso. Toda pessoa quando tá doente não quer ficar boa. Quer ficar boa para quê? Para poder trabalhar, para
poder fazer as coisas que todo ser humano quer fazer. O seu solo é a mesma coisa. Se o seu solo pudesse falar, se aquele solo pudesse falar, ele ia falar isso. Deixa de ser bobo, recupera minha saúde. Porque sabe por quê? Porque eu estando saudável, eu vou ser bom para você. Você vai ter mais soja na sua na sua lavoura, Vai ter mais algodão, vai ter mais milho, você vai ter um solo mais tolerante, a falta de chuva. Então é só ganha ganha. E o solo, ele quer trabalhar pra gente, mas a gente tem que
dar as condições para ele. E é isso que eu falo. Quando a gente entender que agora com as enzimas a gente tem a capacidade de conversar com o solo, isso é mágico. É isso é mágico, isso poderoso, isso vai Ser um grande agente de transformação. Mas a pessoa tem que entender. Imagina, eu vou eu vou estar lá com esses pesquisadores internacionais lá no experimento da da Fundação MT. O que eu vou falar com eles é esse aqui, ó. Aqui a gente aprendeu a dialogar com o solo. Esse é um dos poucos lugares do mundo onde
o ser humano consegue entender as mensagens que o seu solo tem para te dizer. Só que o solo não vai conversar com a gente falando bom dia, boa tarde, Boa noite. Claro que não. É um diálogo bioquímico. [roncando] E como que com duas enzimas e a matéria orgânica a gente conseguiu estabelecer esse diálogo bioquímico no solo? Então isso é que é legal, gente. Isso aqui é o bonito da bioanálise, entendeu? você agora poder conversar com seu solo e saber entender o que que o seu solo quer te dizer. Aí você tava falando da braquiária, né?
Eh, ah, se eu entrar com a braquiária 6 meses, é a mesma coisa do que eu entrar Com a braquária um ano. Agora, com a bioanálise você vai saber disso aí, entendeu? Muitas vezes seis meses de braquear é uma dose homeopática, não é uma vacina suficiente. Muitas vezes você vai precisar de 1 ano, 18 meses, 24 meses. Então, mas e agora com a com a bioanálise, você vai monitorando isso aí e você vai saber a hora que você pode esticar demais a corda e a hora que você tem que voltar atrás. Ciclos de regeneração e
degradação. E aí é legal porque aí volta de novo o uso nos manejos na vida real, na prática, né? Não é algo de pesquisa, é algo que nos manejos, na prática pro produtor que tá lá dentro do cultivo é ele monitorar e entender, né? Eu preciso fazer quanto tempo ou qual tá sendo a resposta, isso foi suficiente ou não foi? E é o teu solo que vai responder, né? E nós temos como responder isso. Uma coisa que me chamou atenção e tem uma pergunta que veio pra gente antes que eu Queria plugar a conversa da
braquiá, Dra. Era, que a senhora tem falado bastante da braquiária e a gente tem falado bastante do mudança de mindset, né, de olhar diferente. E uma coisa que foi um dos primeiros aprendizados meus lá atrás foi pastagem degradada. E a gente tinha ali uma grande discussão, né, de falar assim: "Ah, mas eu fiz uma pastagem degradada que era o meu piloto da pior cenário e a atividade biológica veio alta, melhor do que a minha sistema De de cultivo ali que já tava em plantil direto." E aí a gente teve muito questionamento lá atrás de falar
assim: "Ah, mas eu tô fazendo na passagem degradada e deu alto". Quer dizer que a enzima não funciona? E eu acho que a gente aprendeu muito com isso, né? que muitas vezes a degradação não é do ponto de vista biológico, é do degradação do ponto de vista químico. Eh, tem o colega Tedson, que ele que tá aqui assistindo a gente hoje, o Tedson me conta que quando Ele entra com a cana em cima de áreas de pastagem supostamente degradadas, a cana vai muito melhor do que, por exemplo, quando ele entra em áreas de cultivos anuais.
Por quê? Porque não é degradação biológica, uma degradação química. Olha que loucura, né? [roncando] Então agora com a bioanálise você costuma ver, tem cenários que realmente a pastagem tá degradada biologicamente, mas tem cenários que não. Então isso vai Muito de de cada situação, mas agora a gente consegue separar essas diferentes situações, né? Legal. É. E isso é muito bacana porque a gente tem tem várias áreas no café. Esses dias a gente tava numa fazenda só do paraíso que ela tá com umas áreas extremamente produtivas e a gente tava discutindo isso. Qual o efeito? Porque a
gente pega análise de fertilidade de 0 a 20, 20 a 40, ela não tem nada muito discrepante das outras, só que elas Vieram de áreas de pasto e a gente pegou que a várias áreas de café, de lavouras novas, que tão extremamente produtiva, vieram de áreas de pasto e a gente olha e fala assim: "Isso daqui não tá na fertilidade superficial, isso daqui tá na estrutura física de solo, isso daqui tá na estrutura biológica que foi composto." E aí a mudança de mindset, né? A pastagem degradada muitas vezes ela é biologicamente ativa, ela não, só
que aí volta a história do sistema de Produção como um todo, né? Porque eu preciso às vezes ali ativar o pilar da fertilidade e não o pilar biológico. Então aí eu consigo olhar pro sistema de produção, né? Eu tive acho que umas duas semanas atrás ali em Elis Eduardo Magalhães e eu achei tão lindo porque antigamente você andava naquela região, nessa época agora do ano, você viu o solo descoberto, né? era depois a colheita da soja, do algodão, Do milho, só descoberto. E agora quando a gente passou por lá, uma uma grande maioria das áreas,
todas elas ou com braquiária ou com crotalária. Mas o legal é o seguinte, você vê aquela braquáa lá, você pensa: "Ah, pastagem, não, ela não é uma pastagem, ela é pra planta de cobertura". Olha que loucura, né? Como é que a gente mudou o mindset da gente, né? E a gente sabe que se ali, se aquela braqueária estivesse sendo pastejada, ia ser melhor ainda, porque Você ia ter a presença do componente animal, que ia fazer uma potencializar mais ainda tudo aquilo que já tá acontecendo de bom no seu solo. Então isso que é legal, né?
No final são sistemas que imitam a natureza, né? Quanto mais imitar a natureza, mais saudad vai ser o seu solo. Então você ter o componente de plantas de lavoura, ter a pastagem, ter a presença do animal, se possível. Pô, é o melhor cenário. Legal. Doutora, mudando um pouquinho o gancho da conversa aqui, trazendo umas perguntas gerais até, pessoal, só lembrando que a gente tem, estamos até colocando de novo o QR code que quem quiser aprofundar mais, né, tem vários conteúdos aí, então quem quiser eh bipar o Qcode para depois baixar, tem várias coisas aí, tá?
Eu tô tô abrindo aqui, Dro. um pouco para perguntas mais abertas que a gente teve, que eu acho que é muito interessante. Eh, e a, e a Gente é muito questionado disso. Ah, os às vezes fungos maléficos ali dentro. Então, a gente teve o Luiz Paulo do que é o líder do café dentro do reagro, ele me mandou até isso hoje perguntando disso, né? Olhando para, por exemplo, no café, a gente tem visto, por exemplo, risoctônia, fusário, coisas do tipo. Esses às vezes fungos maléficos, eles podem interferir na medição da BOS quando a gente faz
atividade, a medição da atividade biológica? Uhum. Ah, eu eu entendi a pergunta que, tipo assim, eh, se áreas que eu ten atividade enzimática, esse potencial de atividade enzimática estaria relacionado com a presença de de potenciais patógenos, né? Exato. Exato. Não, e isso aí é uma coisa que a gente afirma com muita categoria, com muita certeza, por toda a calibração da tecnologia foi feita em experimentos de longa duração, nos quais a gente tinha alta atividade enzimica correlacionada Com altas produtividades. Então, dificilmente você vai ter uma alta atividade com baixa produtividade. Se estiver acontecendo, tem alguma coisa
errada no seu sistema, entendeu? Então, então assim, a presença desses fitopatógenos não vai influenciar em termos assim de aumentar a atividade enzimática, muito pelo contrário. E hoje nós temos dados também que mostram já associando a parte de atividade enzimática com a diversidade da Comunidade microbiana daquela área, um trabalho muito legal que foi a tese do jardinato, um aluno lá do professor Telmo Martin lá de Santa Maria, na tese do jardé, o que que ele viu? que áreas de alta divididadezimática não só tinham mais diversidade da comunidade microbiana, mas tinham também presença em maior quantidade dos
microrganismos benéficos. Então, não só agentes de controle biológico, mas também eh eh presente de eh risó, bactérias Fluidizadoras de fósforo. Então, a galera do bem tava maior quantidade nas áreas com alta atividade, então não só maior diversidade, mas também presença da de maior quantidade da galera do bem. Legal. Então, a gente pode falar que quando a gente faz a medição da BAS, se a gente tiver ela, ela não vai estar medindo um potencial eh de um patógeno que ele tá desequilibrado, ele não vai produzir, vamos falar, as enzimas ali que a gente precisa. Então, a
gente pode Considerar que quando eu tenho atividade WAS alta, da betaclicos da liosfatase alta, ela é pela comunidade e a diversidade dos microorganismos benéficos e não por um patógeno que pode estar gerando aquilo. Exatamente. Até a questão do neumatoide. A gente sabe que áreas com alta atividade enzimática possuem baixa população de nematoides, eh, nematoides que vão fazer danos às plantas. Por quê? O que que é como que que você tem que Ter para ter um solo com mais alta atividade enzima, para ter um solo saudável, você tem que ter o quê? Diversidade de plantas, rotação
de culturas. Então, se você faz diversidade de plantas e rotação de culturas, você automaticamente tá diminuindo a população de nematoides. Então, por isso que você tem alta atividade enzimática e baixa população de neumatoides. Então, e então isso é muito interessante, essas conexões todas, como Eu falei para vocês, tá tudo conectado no solo, não é não é por acaso, entendeu? Legal. E é bacana porque a senhora tá comentando do nematoide. Isso é um outro negócio que a gente tem visto bastante dentro do laboratório, quando a gente olha muitas vezes a mesma análise de nematoide, né, a
mesma população. E quando a gente olha pro sistema de produção inteiro e a gente tem aquele solo biologicamente mais ativo, então eu Tenho ali um efeito de diluição e quando a gente tem o efeito de escape, né, de um perfil do solo corrigido aonde ele desce raiz, às vezes a mesma população de nematoide, mas eu tô convivendo de maneira diferente com ela, né? Então, como eu convivo melhor dentro daquele sistema? E aí a gente tem ferramenta para conviver com aquilo, né? E não só olhar pro nematoide sozinho, né? E aí, por exemplo, no caso da
braquiári, né? O pessoal preocupa muito com a População de pratilencos braquios, né? Ah, braquiári multiplica pratilenquos. Não é que ela multiplica pratilencos, ela ela é um condicionador biológico, ela multiplica todo mundo. Ela tá aumentando a população de pratilenquos, mas ao mesmo tempo também ela tá aumentando a população de todos os agentes biológicos que vão estar ali e vão manter o sistema em equilíbrio, entendeu? [roncando] Então não é porque você tem o pratilenquos braquos na área De braquiária que vai dar problema lá na sua soja. Aliás, eh, tô escrevendo uma uma um paper aí de metaanálise
com o professor Julierme lá da da UFMG e o que que a gente tá analisando já são mais de 55 papers [roncando] e a gente vê que consistentemente a produtividade da soja é maior em sucessão a braquiária do que menor. Então, se a braquiária tá multiplicando para queuros, como é que você explica que a produtividade de só tá aumentando? É porque não é só o pratilen que tá aumentando, tá aumentando todo mundo, inclusive os agentes de controle biológico tudo ali, entendeu? Então é equilíbrio no final das contas que a gente tá vendo. Legal. E aí
você tá vendo a foto, você tá vendo o filme inteiro, né? E não só um pedaço daquela foto, mas a gente tá olhando pro sistema inteiro, né? E naqueles raros casos onde tem menor produtividade de soja nas áreas com Braquária, tá muito relacionado ao manejo. Foi áreas que houve sobreadura e a a sobrassemeadura não funcionou, então aí você acaba tendo menor produtividade, mas não foi problema, por exemplo, de nematoide. Legalada, mudando de novo aqui um pouquinho do rumo, a gente tem bastante questionamento e várias perguntas aqui do pessoal do café, por exemplo, como que a
gente tem olhado, porque muita gente traz pra gente, né? Ah, mas a BOS ela foi desenvolvida para Solo da de serrado e para cultura de grãos. Como que tá isso hoje? A gente pode usar ela pras outras culturas? A gente pode usar pro café, pra cana? Como que a senhora olha isso paraas outras culturas e as evoluções? Que que a gente pode falar paraa turma das outras culturas e não dos cereais? Isso é uma história engraçada, né? Porque realmente quando a gente lançou a tecnologia, ela foi calibrada para as culturas anuais, né? No ambiente serrado,
nas áreas e nas Áreas do sul do país também, culturas anuais. Então o que que eu comecei a perceber? Eu vi umas análises de solar muito estranho, umas bioanálises muito estranha e eu conhecia os consultores. Aí eu entrava em contato com os consultores e falava: "Mas vem cá, por que que essa amostra tá assim?" Aí ele falava assim: "Ah, Draeda, mas é porque era área de café, eu precisava saber como é que tava a saúde do solo." Então, senhora, desculpa, mas eu entrei Com esse dado aqui de café. Eu falava: "Meu Deus do céu, a
gente acabou de lançar tecnologia, a criança tava ali, acabou de nascer e o pessoal já tá mandando coisa de café". Aí a gente conversou internamente no grupo, a gente falou: "Não, olha, então vamos fazer o seguinte, vamos pegar o limão e fazer a limonada. Vamos deixar quem tiver áreas de outras culturas que não só culturas anuais quiser submeter as amostras no banco de dados, vai ser interpretado com Os algoritmos das culturas anuais. A gente explica isso lá no laudo. Eu, a pessoa vai entender que aquela interpretação foi feita com base nos algoritmos das culturas anuais,
mas ao mesmo tempo a gente vai pegar dados dessas outras culturas que a gente não tem no banco de dados. Isso vai ser muito importante na hora de fazer geração dos algoritmos para essas culturas específicas. E assim foi feito. Mas o mais legal é que hoje, por Exemplo, se você tem áreas de com café, com cana, pastagens, eucalipto, banana, seringueira, eh frutas, manga, laranja, uva, o que você quiser mandar, você pode mandar no banco de dados, abriu análise. E o que a gente tem visto é uma coisa linda que realmente a matemática é a linguagem
da natureza. Então, os algoritmos que a gente desenvolveu para as culturas anuais, eles podem não ser os ideais ainda para essas outros cultivos, mas eles funcionam muito bem. Porque é o seguinte, ó, é tudo assim, é matemática, gente. Se você tem um solo com 60% de argila e esse solo, o nível ótimo dele, vamos supor, de matéria orgânica, era para ser 4% e ele tá com 2%, não interessa se o que tem ali em cima é soja, é pastagem, é café, tá ruim. Se você tem uma areia com 5% de argila e você tem ali
2% de matéria orgânica, não interessa se que tá ali em cima é pastagem, cara. Tá bom, o seu solo tá bom, tá saudável. Então a nossa Hipótese no no início era que a composição do resíduo vegetal e a quantidade do resíduo vegetal iria interferir, mas hoje a gente tá vendo que isso realmente interfere, mas não da forma como a gente pensou. Então isso que tá sendo uma coisa muito interessante também. a gente vê que como essa questão da matemática na natureza realmente é é a linguagem que ela usa. Então, para esse determinado estor de argila,
eu preciso ter tanto matéria Orgânica que vai corresponder aos níveis X e Y de beta e sulf. Se eu fugir dessa relação, eu tô num processo de adoecimento de já de doença. Então é isso que é legal. Isso a gente, mas foi coisas que a gente vai aprendendo ao longo da caminhada, né? Então assim, a gente aprende também, né? a gente pensa assim que já lançou, que tá tudo pronto. Não, a vida é muito legal porque é esse processo de aprendizagem contínuo, né? Então, todo dia a gente aprende e a Gente aprendeu muito nesse sentido.
Legal. E aqui, então, eu acho que a gente pode trazer de de conclusão do que podemos usar a BOS hoje para as outras culturas também, porque a resposta como solo, ela, vamos falar assim, solo é solo, né? E a gente tá percebendo que eu posso trocar a cultura e ter várias coisas em cima, mas olhar pra saúde de solo e pra parte biológica, ele como um todo, ele ele reage de uma maneira, entre aspas, semelhante, né? Então, a Gente pode fazer ajustes finos e nós vamos trazer esse ajuste fino para cada cultura, mas a gente
já pode usar no dia de hoje ele de uma maneira mais generalizada. Uma coisa que foi muito distinta foi os algoritmos do serrado e os algoritmos do sul do Brasil, tá? Porque até a questão de clima, temperatura. Quanto mais baixa a temperatura, maior Os teores de matéria orgânica. Então isso não ocorre no serrado. Então o algoritmo realmente do serrado e do sul é muito diferente. Mas uma coisa muito interessante também que a gente tem observado, muitas pessoas do Nordeste estão mandando amostra pro banco de dados, pro BAS, pra nossa plataforma e tá sendo interpretado com
os algoritmos do serrado. E os algoritmos do serrado com solos vindo do nordeste, de áreas de cana, manga, uva, estão conseguindo Detectar solos saudáveis, doentes, adoecendo em recuperação. Olha que loucura. Legal. Você vê os latossolos cerrados com solos do Nordeste, a gente tá conseguindo detectar. Claro que a gente agora, por exemplo, a gente tá trabalhando com o colega coelho lá debraapaçolos lá em Recife para fazer o fine tune para ter a BAS Cana Nordeste que deve ser um pouquinho diferente da BAS Cana aqui no Sudeste, no Centro-oeste do país. Mas mesmo assim o que eu
falo, é impressionante essa questão da matemática até nesse nível. E aí o pessoal pensa assim: "Ah, e aí as amostras do Paraguai? Eh, pode mandar as amostras no Paraguai, na África vai funcionar, gente. Eh, a gente conseguiu identificar os quatro padrões na natureza, saber quando tá saudável, doente, adoecendo em recuperação e vamos testar. É, é, né, se a calibração feita no Brasil funciona adequadamente ou não Nessas outras regiões. Legal. E aí, então acho que quando a gente a gente pega aqui pro uso dos produtores hoje, quando a gente fala de ser errado e quando a
gente entra pras áreas de café e a gente entra para as áreas no todo Centro-Oeste, Sudeste, acho que a gente pode usar ela com uma confiança muito alta, que para diversas culturas ela tá OK. Quando a gente olha pro Sul, a gente tem um algoritmo específico pro Rio Grande do Sul, mas a Gente tem hoje como olhar o Rio Grande do Sul, olhar Santa Catarina, olhar o Paraná de uma maneira diferente, com outro algoritmo, mas a gente consegue usar também. E o Nordeste a gente começa a conseguir olhar, ele parece que vai vir semelhante ao
cerrado. Então acho que a gente consegue olhar hoje a um nível geral, já ter bons dados, ter dados bem representativos, né? E e acho que isso é fascinante, né? Porque a gente começa a ter isso a nível nacional Mesmo, né? Porque eh o que que acontece quando você passa a ter uma grande um grande conjunto de dados? Quando você passa a ter um grande conjunto de dados e aqueles dados tdo um comportamento sistemático por trás deles, é muito impressionante. Falar uma coisa para vocês aqui. Se você pega os solos da Amazônia e os solos do
Nordeste, nos solos da Amazônia a gente tem muito mais a sufatase em relação ao betaglicose. Nos solos do Nordeste e do serrado, é o contrário, a gente tem muito mais beta do que sulfa. Olha que coisa linda, a linguagem da natureza. Então, a gente tá trabalhando agora com o pessoal da da das RCCs, né, que é as reuniões de classificação e correlação de solos, né, da sociedade. E a gente fez a RCC da Amazônia e agora a gente tá com sócio da RCC da Bahia. Completamente distinta essa relação estequiométrica das duas enzimas. Aí você se
pergunta por quê? Por que que lá na Amazônia predomina ali os fatáes, por que aqui predomina beta? Então é o seguinte, quanto mais você vai estudando, mais coisas para responder você vai aprendendo, entendeu? Porque não para, né? Uma coisa vai puxando a outra. Então isso é muito legal. Legal. E a e aqui eu acho que é muito bacana, né? Porque aqui a gente volta naquela pergunta que eu fiz lá no começo, né? Que é a BOS ela tá no estágio de pesquisa ou ela na prática? E a gente vê Que muita coisa tá na prática,
né? Então assim, para olhar definição do sistema de manejo, pra gente olhar como tá indo um sistema regenerativo ou não, pra gente olhar como que tá a evolução das minhas lavouras, ela já faz muito uso na prática, né? Esse eu acho que é um uso do consultor mesmo, ele é um uso do produtor. Esse nós temos que usar já na prática, nos maneiros. E tem coisa que nós estamos na pesquisa ainda, né? Porque uma enzima e essa era uma Pergunta que a gente tinha aqui, que era às vezes eu tenho alguns casos que uma enzima
dispara e a outra não. Por quê? Então tem coisa que a gente ainda não tem resposta e ela tá na pesquisa evoluindo, né? Eu passei rapidamente, mas lá no experimento da Fundação MT, a betaglicosidade já chegou perto dos níveis do tratamento soja braqueiário. Então parece que houve uma saturação do solo. Aí o sufatá não tá lá atrás ainda. Então você vê a beta foi mais rápida, a surfa foi mais devagar. Por quê? Então tudo isso agora são coisas que a gente vai entendendo, entendeu? Vai procurando entender, né? Mas é isso aí. Medida que a gente
for estudando, mais coisas vão surgindo, né? Quem sabe essa relação beta suf um dia não vai ser um indicativo. Quem sabe uma proxi que a gente gosta de falar esse negócio agora de proxi, né, da relação fungo bactéria, sei lá. Vai que, né? Interessante. Legal ver isso. O professor Luiz R, a gente tá fazendo um estudo com ele lá na Flória, o Acá Navarest também, colega aqui da Universidade do Brasil aqui em Fernandópolis. Exatamente. Para entender isso aí. Legal. Só pra gente reforçar, porque aqui a gente teve bastante pergunta que veio do pessoal do café
e do pessoal do Citrus, que eu acho que é uma região que a gente No 3D Ribe Solo tem uma atuação muito grande lá. E e aí tem várias perguntas diferentes, eu tô tentando trazer elas numa numa só, mas muitos olhando pros manejos regenerativos, se a gente precisa adaptar a BOS pro café. Então assim, pro café, pro citrus, a gente pode usar BOS do jeito que tá. Aí aquilo que a gente falou ali atrás, já tudo, tudo que a gente falou nesse nessa conversa nova nossa para trás, olhando para aquele cenário de grãos, a gente
Pode usar nesse mesmo caminho pro café, pro citrus, que a gente e eh vamos falar assim, a gente tem resposta, a gente pode usar ela como indicador na prática hoje da parte biológica de café e citros também. Também. E gente, olha uma coisa impressionante. Hoje no banco de dados da BAS a gente vê que das fruteiras os citros são os que mais deixam os solos adoecendo. Interessante. Olha que coisa, hein? Eh, você tem muita manga irrigada lá no Nordeste, toudas saudáveis. Aí a gente não sabe se é irrigação, o que que é, mas os citros
são os que mais deixam o solo doente. Uva deixa solo saudável, banana, muita dado de banana de da Bahia, do Nordeste também, mas os citros tá é o que mais tá detonando a saúde do solo. E outra cultura também que detona muito a saúde do solo é os trabalhos do pessoal lá da Embrar para Clima temperado, dos nossos colegas lá de Pelota, Santa Catarina, fumo. O fumo também detona a saúde do solo. Quer dizer, mal pra pessoa e é mal pro solo também, né? Mas enfim, mas interessante, é legal porque eu acho que vale muito
a gente até aprofundar isso tudo trabalhando com os algoritmo das culturas anuais. Olha que loucura, né? Legal. E aí a gente consegue ver então que com diversas culturas perenes Diferentes, mesmo usando algoritmos de culturas anuais, a gente tá conseguindo ter resposta e entender como que a gente tá caminhando com a atividade biológica, né? Então a gente consegue usar eles já de maneira generalizada mesmo, né? Tida, tem um monte de pergunta aqui, assim, a gente tem bastante coisa. Eh, pessoal, eu volto até a frisar, né, quem a gente não passar por todas as perguntas no slide
que tem os o Qcode, tem o contato na nossa equipe também. Então, coisas Que a gente não responde hoje, quiserem aprofundar, quiserem chamar nossa equipe para responder, nós estamos totalmente à disposição, porque eu acho que com certeza já são quase 10 horas da noite aqui e a gente acho que não vai conseguir passar por tudo. Como vocês podem perceber, né, o Vittor fala muito pouco e eu falo menos ainda. Então, se deixar o negócio aqui, vai até meia-noite, ninguém aguenta. como que tá hoje o banco de dados, né? Assim, o que Que a gente tem
de dados hoje? Que eu acho que aqui é legal porque ela começa a caminhar um pouco de dessa construção geral. E falando um pouco do plano de saúde do do todo mapa geral, queria que a senhora passasse um pouquinho de como a senhora tá olhando pro futuro para essa jornada aqui de evolução. Gente, uma coisa muito bacana que a gente fez na BAS, que a Embrapa fez, foi a gente trabalhar com essa rede de laboratórios, né? A Ribeçolos é um Desses laboratórios, a 3R Ribeolos. E com essa rede de laboratórios, todos esses laboratórios são conectados
a Rapa por meio de uma plataforma web. Então [roncando] o laboratório submete os dados de atividade enzimática que ele fez, né, lá nas suas bancadas e a gente devolve esse dado interpretado e com aqueles índices todos de qualidade de solo e a pontuação das funções, tudo calculado. Mas o que que a gente faz? A gente tá guardando esses dados. Então, Guardando esses dados, nós estamos construindo o maior banco de dados saúde do solo do mundo. Eh, no início do mês passado, a gente tava com um banco de dados com mais de 53.000 amostras. E agora
que tá chegando mesmo a época do auge da BAS, que é essa época de pós-colheita, né? Nossa, a gente já tá batendo aí 60.000 1 amostra aumenta cada dia. Eh, eu vou entrar pro pro livro aquele de records lá do Guinex porque eu sou a Pessoa que mais viu análise de enzima do mundo, porque todo dia eu entro lá, eu vejo, eu olho, escrevo pros laboratórios, fala: "Gente, vocês viram essa análise que entrou? Que que é isso? Que que tá acontecendo?" Blá. E e isso aí é uma coisa muito importante, porque acho que passa o
próximo aí, tem uma frase que eu aprendi outro dia que diz assim, gente, é sem dados você é apenas mais uma pessoa com opinião? É, eu vi isso aí na no dia de campo lá do meu Colega João de Deus. É um americano lá que eu agora não vou saber o nome. Mas então agora o Brasil com dados não tem aquela fase assim que é sem dado? Como é que é? You can't measure, can manage what you can't measure. Você não pode gerir aquilo que você não mede. Então agora nós estamos medindo e estamos eh
espacializando isso a nível de Brasil, usando o município como de mapeamento. Então hoje olha aqueles mapas de saúde do solo que a gente tinha para dentro da Porteira. Agora a gente tem a nível de país, de estado e de município. Ali, por exemplo, ó, tá mostrando lado a lado o mapa da saúde do sol e o mapa da do número de amostras. Então, hoje nós já temos amostra em mais de 25% dos municípios brasileiros. Quando a gente começou a rolar atrás, a gente tinha zero, zero. Agora já estamos batendo aí 60.000. A tecnologia vai fazer
5 anos agora em julho. Gente, eu falo é 60.000% de aumento, não é? Não, se você sai do Zero, vai para 60.000. Claro, é pouco, né? Ô V, você tá lá no Ribçosa, quantos milhões de análises você faz por ano? Fala aí. E esse ano a gente tá fazendo na casa de 250.000 amostras volume. É significativo em um ano. Aí não é isso aí só um laboratório faz tudo isso. Agora a gente, né, com essa rede de laboratório, 33 laboratórios faz 55.000. É pouco, mas nós partimos do nada, né? E aqui tem um dado legal.
Quando a gente olha para, eu pedi pro pessoal levantar pra gente agora, esse ano, quando a gente compara, não vou nem falar de 2020, mas se a gente compara com 2024, e aqui eu volto muito aquela história de falar, não é BOS para fazer pesquisa, é BAS para tomar decisão na prática, a gente fez de janeiro de 2004 até o dia de hoje. Em 2025 a gente já fez três vezes mais. É, Então assim, em 2025 a gente já fez três vezes mais análises de BOS do que a gente fez no ano de 2024. E
eu acho que isso é muito legal, porque a gente começa a ver que se de 2020 para cá a gente já aprendeu absurdamente como usar ela na prática, quando eu olho só de 2024 para 25, a gente multiplicou três vezes mais a quantidade. A gente tem muito consultor, a gente tem muito produtor usando a BOS no seu dia a dia. É, E isso é muito legal porque eu acho que a nossa massa crítica de discussão vai aumentar cada vez mais, né? Então isso eu acho que é uma jornada bem legal. Só que volta naquilo e
eu acho que volta até de novo assim o agradecimento de tá aqui hoje no podcast, Dra. Era porque é uma mudança cultural. E aí, pessoal, é legal da gente ver assim o tanto de gente que tá até agora conectado. São 10 horas da noite e a gente tá com quase todo mundo Ainda conectado ouvindo isso. Então, e a seleção brasileira tá jogando agora, hein? Tá jogando agora [roncando] a seleção. Se vocês estão aí, nossa, parabéns, viu? E e aqui é uma jornada legal, porque assim, nós estamos vendo assim que é quem faz o Brasil acontecer,
que é quem faz o Brasil mudar o jogo. E isso é muito legal. Então assim, nós estamos conseguindo realmente transformar a agricultura brasileira através de diagnóstico e tomada de Decisão. E eu acho que isso tem uma riqueza muito grande. Então acho que tem uma jornada muito legal aqui. [roncando] E a gente tem alguns dados aqui que eu acho que é que é até legal, Arturida, que ela que ela trouxe, né, um pouco do dos dados da a gente trouxe alguns dados da plataforma comparando um pouco do que que a gente tem de solo saudável no
Brasil, o que a gente tem de solo doente. Acho que é legal a gente conseguir passar um pouquinho nisso, né? Vamos falar isso aí, gente. A nossa ideia é o seguinte. Não pode ser só eu e Eda que vou bater o recorde mundial de ver resultado de enzima e ficar doidinha lá vendo aqueles dados lindos, entendeu? A gente quer compartilhar isso aí com toda a sociedade brasileira, os tomadores de decisão, consultores, agrônos, produtores, estudantes, todo mundo. Então, se Deus quiser, até o final do ano, talvez por ocasião da COP 30 ou não, não sei, a
gente vai Disponibilizar esse banco de dados para todo mundo. E o objetivo, volta aí, Víor, só um pouquinho, é para mostrar essa belezura aqui pro mundo. Ó, o Brasil hoje é um país que pode orgulhar de mostrar pro mundo que tem um mapa da saúde do solo, que tem um mapa da função suprimento, o mapa da função ciclagem. E volta lá no gráfico de pizza, por favor. E hoje a gente consegue mostrar com base em dados rastreáveis, verificáveis e mensuráveis que em torno de 67% dos Nossos solos tá numa condição de saudável recuperação. Gente, claro
que a gente queria que fosse 100%, mas olha aqui, fantástico, não é? Não demais. Sempre, né? E e isso aí o que eu falo, o Brasil tem tudo para capitalizar em cima disso e virar embaixador mundial da saúde do solo, mostrando pro mundo que aqui a gente não quer só produzir comida, mas que a gente quer produzir comida de manteira sustentável, mantendo As lavouras em solos saudáveis e produtivos. A gente não tá deixando deserto para gerações futuras, nós estamos deixando jardinhos. Eu tenho uma foto do professor, um experimento do professor eh Luiz Carlos de Souza
lá lá de Dourados, ele trabalha com mix, né? Eu falo professor, se o experimento é o verdadeiro jardim mesmo, porque depois que ele tira as plantas comerciais, você chega lá, tá lá o mix, que a coisa mais linda, né? Aquelas nabo, forrageiro, Tigo sarraceno, cortalara, elas plantam tudo lá. Aí você ouve as abelhinhas lá no meio, né? Tá os agentes polinizadores, né? Então é isso, é isso que a gente tem que mostrar, né? Legal. E isso é muito bacana, Dr. A gente tá falando de uma visão na prática pras fazendas. E aí a gente começa
a conectar isso tudo, né? E eu quero voltar isso lá atrás quando a gente quando eu comecei lá no início do podcast trazendo a plataforma que a Gente começou a trazer do 3B solo de transformar análise de solo nos indicadores. É exatamente essa mesma visão, né? Que é falar assim: "Eu tenho uso pro produtor e pro consultor no dia a dia dele e na prática, mas quando eu olho o banco de dados inteiro, eu tenho política pública, eu tenho uma visão de país, eu tenho uma visão de caminho do todo, né? E como a senhora
comentou, a gente tem uma visão de olhar que a maioria dos solos estão saudáveis e a Gente vê isso muito nos projetos. Hoje a gente tem vários projetos no 3e Ibolo que coordenam projetos de agricultura regenerativa com grandes empresas mesmo. Hoje a gente coordena projetos eh das quatro maiores turrefações de café do mundo, tem projetos com a gente e a gente olha muita coisa boa já, só que muita coisa fazendo ajuste fino. E aí é muito legal olhar o sistema de produção e é legal ver o Brasil como um todo. E eu queria até pular,
eu vou pular aqui Pros mapas, porque um que me chamou bastante atenção, que é quando a gente olha para esse mapa e ele, opa, passei um a mais, que quando a gente olha pra pro mapa do Brasil e a gente olha de 2020 até 2024, eu falo que é muito legal porque a gente começa a ver tanto que evoluiu a quantidade de arema piada, como eu comentei, né? Só no 3 B Solo a gente triplicou a quantidade de bioanálise de 24 para 25. Então assim, eu fico muito curioso para olhar e falar assim, se a
gente tiver um efeito em massa de consultores, de produtores usando no seu dia a dia, aonde nós vamos estar em 2030 ali, né? É, não. E eu fico pensando 2050, né? Imagina quando esse banco de dados v aí com 1 milhão de amostras. Já pensou? Porque a gente partiu do zero. E esse esse essa esse gráfico aí é legal, essa esse slide, porque ele mostra que a Saúde do solo é uma coisa dinâmica, gente. Eh, saúde do solo, por exemplo, aquela área lá, tava o solo doente, você apresentou a braquiária, com seis meses depois já
viu resposta, com dois anos depois você já viu que mudou. Então, por exemplo, assim, será que o mapa da saúde do solo, depois de um ano com tanta seca, com tanta queimada, vai diferir da do mapa onde o ano, a distribuição de chuva foi boa? Sabe? você vai começar a poder fazer essas interações todas, Essas inferências todas com a questão do clima. Então [roncando] isso é muito legal. E essa questão da bioanálise tá aumentando. Isso que eu fico muito feliz porque eu falo, eu acho assim que realmente a a tecnologia tá entrando no mindset das
pessoas, né? Nossos colegas da Embrapa estão usando direto. Quando pesquisador usa, pesquisador e professor usa a tecnologia e você já sabe que ela vai ter um efeito assim muito grande, né, nos alunos, nos colegas todos. [roncando] E a gente vê que praticamente o número de análise bioanálise tem dobrado a cada ano que passa. Legal. Então e e você vê que é uma coisa dinâmica, né, Vitor? Então a gente fica sonhando aqui 2030, 2040, 2050, como é que vai tá, né? Isso aí vai ficar para todo mundo. É uma herança que a gente vai deixar. É
um patrimônio brasileiro, esse essa plataforma de saúde do solo Online. Legal. Eoria, tem aqui uma pessoa comentou no chat e é legal porque aqui a gente tá olhando o Brasil, né? Só que nós não temos estamos tendo visibilidades só do Brasil, né? Eu queria que a senhora comentasse do livro, porque uma pessoa perguntou aqui, falou: "Tô curioso para saber desse livro na mesa". É. E a gente teve aqui, na verdade, saindo do Brasil, né? E olhando pra Sociedade Americana de Ciência do Solo, publicando sobre, conta um pouquinho assim o que que é esse livro. Esse
livro aqui foi um livro foi publicado eh em março do ano passado. Eh, ele é os editores dele sou eu e o professor Maurício Querubim lá de Zalk. Maurício também da parte de saúde do solo, né? O professor também fantástico. A gente tem, a gente tem conversado muito com ele, o professor que tem uma missão gigante também. E a gente recebeu Na meio da pandemia um convite do Douglas Carlin, que é assim um pesquisador que a gente ama de paixão, americano, que é o pai da saúde do solo, que é um cara totalmente fez a
diferença com relação à saúde do solo. E o Douglas mandou uma mensagem pra gente, um e-mail falando assim: "Noque no oportunidade bater na sua porta". E era um convite por meio dele, da sociedade americana de censual, pra gente escrever um livro mostrando pro mundo tudo que o Brasil Fez em termos de agricultura. Como a gente foi aquele país que deixou de ser o patinho feio, tá? Com aqueles solos ácidos de baixa fertilidade, improdutivos e a gente virou essa potência, né? O Dr. Ratal fala que a gente é a powerhouse, né? A casa de força do
mundo, né? Em termos de de agricultura. E aí o Douglas pediu a gente para escrever esse livro. A gente convidou um time aqui de muitos colegas para mostrar pro mundo o que que o Brasil tem feito em termos de saúde do solo e sustentabilidade na agricultura, né? Então compre um livro. Se você é um consultor do agro, um fazendeiro aí do água compre seus clientes internacionais. O que eu ia comentar que tem que eu acho muito legal desse livro, porque como eu comentei, a gente tem vários projetos internacionais hoje que a gente conduz e quando
a gente olha para para esse livro, ele traz à tona que o Brasil tem que ser o grande player Para tropicalizar os indicadores de agricultura tropical. A gente não precisa copiar indicadores que vêm lá de fora, mas a gente precisa ser o protagonista de trazer isso. Então, quando a gente vai pros grandes projetos de agricultura de sustentabilidade como um todo, nós temos conhecimento dentro do Brasil para tropicalizar essa conversa e aqui, né, publicado na Sociedade Americana de Ciência do Solo falando sobre isso. Então, eu acho que é Muito legal e a gente precisa eh ter
orgulho disso e a gente precisa bater no peito e trazer esses projetos para dentro do Brasil com o que faz sentido para o Brasil. E a gente precisa se orgulhar muito disso e fazer isso acontecer. Vários países do mundo estão até hoje procurando quais são os melhores indicadores para avaliar a saúde do solo. Nós já temos indicadores, já temos a calibração, já temos um banco de Dados. Então, gente, o que que mostra? mostra que nesses últimos 50 anos foi uma agricultura tropical. Desenvolvemos uma agricultura tropical moderna, avançada, baseada em ciência e tecnologia e com nossos
agricultores que acreditam que apostam que são inovadores e empreendedores, né? Pessoal que apostou no plantil direto, né? Seu Bartes, toda a galera lá do Paraná que apostou no plantil direto, né? Trouxe o plantil direto pro serrado. Ninguém Acreditava. John Landers fala isso pra gente, né? plantil direto no serrado. Foi uma luta que foi para convencer que aqui no serrado também o negócio ia dar certo. Mas recentemente a introdução da baquiária nos nossos sistemas de produção, todo mundo sabe que a gente estudava na escola, né? E eu [roncando] pelo menos minha escola de agronomia, quando você
plantava o milho, a entrelinha tinha que ficar limpinha, você tinha que fazer cultivo mecânico ou Tão usar herbicida. Hoje em dia, que que a gente fala? Planta braquiária. Isso é disruptivo. Ninguém tem noção do tanto que isso é disruptivo, entendeu? Sabe, e a gente pensava em adubação verde, a gente só pensava em leguminosas. Quem diria que a gente entrar uma gramín e a gramínia quer fazer a diferença toda? Então gente, é muita quebra de paradigma, é muita desruptura. Se chegar com duas enzimas e a matéria orgânica na camada de 0 a 10 e ter esse
e esse tipo De resultados que a gente tá tendo hoje na prática, é muito subtilo. Então a gente fica muito feliz de fazer parte dessa história, né, vida? Isso aí. E eu acho que pra gente caminhar pro final da edição, 10 horas da noite, pessoal, eu fico muito contente de ver o tanto de gente ainda online, 10 horas da noite, com o jogo do Brasil acontecendo e a gente tendo essa turma toda aqui com a gente. E eu acho que o último slide ele fecha aí esse Peguei dos slides da senhora mesmo que ele traz,
né, aqui a a simplificação aqui mesmo, né? Então, se a gente puder colocar a produção que a a simplificação é o último é o último grau de sofisticação, né? A simplicidade e a simplicidade é o último grau de de sofisticação do Leonardo da 20. E eu acho que isso é muito legal, porque quando a gente olha para isso, eu acho que o que a senhora conseguiu fazer com Todo o time da Imbrapa, com a BAS, foi exatamente isso, né? foi trazer para dentro de duas enzimas, para dentro de conceitos de quadrantes, para dentro de visões
simples até trazer uma visão extremamente rica e às vezes ela pode ser até eh negligenciada de tão simples que ela ficou e às vezes o pessoal coloca pouca importância naquilo. Mas quando a gente olha pra riqueza de informação que a gente traz pro que tem a tecnologia BAS e o que vocês têm Feito, eu acho que o o Brasil como um todo tem um grande orgulho disso. Então eu acho que a a todo o time da Embrapa que faz parte desse desenvolvimento, eu acho que um grande obrigado não do Víor Seouro 3R solo, mas do
Víor brasileiro, do Vítor cidadão do Brasil, que tem um orgulho muito grande do que a gente tá fazendo aqui. Então acho que muito obrigado pela participação no podcast, muito obrigado por todo o desenvolvimento, tudo que vocês têm Feito. Pessoal, ficam os conteúdos de novo, então acho que acessem, aprofundem. O que a gente não tiver respondido aqui, pode procurar a nossa equipe, pode buscar a gente. Acho que vai ser um prazer gigante tá aprofundando [limpando a garganta] em todas as discussões. Com certeza esse não é o último bate-papo nosso, né, Torindo? Acho que a gente tem
várias coisas para acontecer ainda. Queremos estar aqui o ano que vem no outro Atualizando, trazendo tudo que tem de mais novo, mas foi riquíssimo, eu acho, que tá aqui. Então, muito obrigado e conta com a gente também lá na prática sempre para evoluir, acho que a agricultura com tudo que a gente puder fazer. Olha, gente, eu tô muito feliz. 2 horas, né, né? É ao mesmo tempinho considerável, né, Vitor? A gente fala muito. Mas olha, a gente tá muito feliz também de ter chegado onde chegou. Eh, Eh, a gente sabe assim as dificuldades que a
gente tem na pesquisa, né? A, a Maria Hungria, que é a nossa, recebeu agora recentemente um Nobel da Agronomia, MariaÂngela fala que pesquisador brasileiro não faz milagre, não faz pesquisa, ele faz milagre, né? Porque realmente assim, eh, as duras penas a gente consegue fazer tudo isso, mas a gente faz, né? Então isso é muito importante e assim mostrar pro pro mundo, né? O que que a Gente tem feito aqui no Brasil, que realmente assim de disruptivo e de novador, como a gente comentou aqui, né? Então eu fico muito feliz também. Vou contar rapidamente uma história
aqui para vocês. Já estamos já passou do tempo mesmo. Eh, quando a gente foi lançar BAS e a gente foi procurar laboratórios comerciais, nós batemos na porta de vários laboratórios. A maior parte deles falava assim: "Não, nós não estamos interessados, nós não estamos Assados". E aí nós tivemos os sete laboratórios pilotos a Ribeçolos, foi um desses que abriu a porta pra gente. Então a gente agradece muito também essa confiança que o setor eh de laboratórios comerciais teve, né, na na Embrapa, naquelas ideias, né, ó, medir atividade enzimática, fazer exame de sangue do solo, que que
é isso que tá doida. Mas vocês acreditaram e hoje tá aí, né, um sonho que virou realidade, não é mais retórica, é ação. A gente já tem isso aí Na prática. Então a gente fica muito feliz também de poder estar ajudando isso. E é isso, né, gente? a gente quer ter um planeta com solos saudáveis, plantas saudáveis, né? [roncando] E no final o planeta saudável, tudo saudável, pessoas saudáveis, né? Então esse é o nosso discurso, porque a gente sabe que vai ser complicado, né? Então com solo saudável vai ser difícil, sem ele vai ser pior.
Mas eh a gente sabe que cola na natureza que é sucesso, né? Outra Coisa que a gente fala também, uma agricultura que imita a natureza, não que vai contra a natureza. Então assim, nós vamos chegar, vamos vamos vencer esses desafios todos, né, Vida? Obrigado, viu, gente? E e o que eu deixo acho que de mensagem final para todos que estão com a gente, é procurem se desafiar e procurem olhar pro solo de uma maneira diferente. Muitas vezes não vai ser fácil. Muitas vezes quando a gente começou a usar isso lá atrás, a Gente bateu cabeça
mesmo para conseguir engrenar e entender, mas faz muito sentido tudo que a gente tem feito hoje. Então, olhem pra agricultura cada vez mais forte como um sistema de produção completo, como vários pilares mesmo, como os pilares físicos, químicos, biológicos e olhem pro sistema de produção de uma maneira holística, porque com certeza a gente tem muito para evoluir na agricultura. Então contem com a gente no que a gente puder Dar suporte nessa caminhada e a gente tá com três ribersolo dentro dessa jornada e queremos muito evoluir cada vez mais e fazer um Brasil cada vez mais
forte. Doutor Eda, muito obrigado, pessoal. Muito obrigado pela audiência, muito obrigado pelas perguntas e contem com a gente sempre e a nossa equipe tá toda à disposição em todos os nossos pontos de recebimento em todo o Brasil para fazer o que há de melhor evoluir na agricultura como um todo. Muito obrigado E até os próximos podcasts.