[Música] Olá, querido irmão! A graça e a paz do Senhor Jesus seja com você. Seja bem-vindo a mais uma aula da nossa mentoria de inteligência espiritual.
A minha oração, nesses dias, é que você possa ver que os seus olhos se abram. Ok? Você precisa compreender a verdade a respeito do cristianismo bíblico neotestamentário.
Como eu tenho colocado para você aqui, nesses dias, isso confronta uma série de conceitos, né? Isso traz você para um descanso e, acredite em mim, vai levar você a uma adoração profunda. Um coração realmente que queima!
E você tem percebido que eu tenho, né, vamos dizer assim, demolido uma série de conceitos religiosos? Aí você fala: "Pastor, você fala muito de religião contra religião", mas o cristianismo não é uma religião. É, eu sei!
Nós estamos acostumados a pensar no cristianismo como uma religião, mas, na verdade, não é religião. Nós falamos pras pessoas de fora como se fosse religião, para que elas possam entender o que a gente fala. Mas a verdade é que o cristianismo não é uma religião.
Ok? O que é religião? Todas elas são o homem tentando fazer algo para merecer o céu, para chegar a Deus.
É o homem tentando alcançar o céu. Isso é religião. O que é cristianismo?
É Deus vindo ao encontro do homem, é Deus saindo do céu e descendo à terra para encontrar o homem. Religião é o homem cego na beira do caminho tentando achar o caminho, tentando achar Deus. Cristanismo é Deus vindo ao encontro desse cego na beira do caminho, abrindo os seus olhos e colocando-o para caminhar.
Preste atenção! Aquele cego nunca poderia, por si mesmo, encontrar o caminho ou encontrar o Senhor. O Senhor veio até ele!
Você entende a diferença? Religião é o homem fazendo; cristianismo é tudo Deus fazendo. É tudo Deus!
Tudo começa Nele. Ok, então, e último, Pastor! Tá bom, se cristianismo então não é uma religião, como é que eu posso definir?
Então, cristianismo é um relacionamento. Ok? É um relacionamento porque tudo depende do seu relacionamento com Cristo.
Mas eu vou te dizer uma definição importante dentro do nosso contexto dessa semana de transformação da alma: cristianismo é crer corretamente. Cristanismo é crer corretamente. Por quê?
Porque esse aqui é um padrão, é um axioma que nós colocamos para você: a fé correta produz comportamento correto. Pastor, o que está dizendo aqui? Vou te dizer em outras palavras: todo comportamento é resultado de uma crença.
Todo comportamento é resultado de uma crença! Não adianta mudar o comportamento diretamente. A maneira de você mudar o comportamento é mudando a crença que o produz.
Se todo comportamento é resultado de uma crença, então o cristianismo é crer corretamente. Não é, antes de tudo, comportar-se corretamente; primeiramente é crer corretamente! Ok, muitos transformaram a coisa do comportamento primeiro, e aí nos tornamos um bando de moralistas simplesmente que estão preocupados o tempo inteiro com o comportamento.
Ok? Agora, é óbvio que nós teremos um comportamento correto, mas apenas como resultado de uma crença apropriada, de uma crença correta. Agora, você está entendendo por que toda a grande preocupação dos homens de Deus era com a crença certa, com o ensino certo, com a doutrina correta?
Por que é tão importante manter a doutrina pura e saudável? Porque somente ela vai produzir a mudança, a transformação na vida de todos. Então, se entram na vida da igreja doutrinas erradas, tortas, o resultado é que não haverá mudança, não haverá avanço.
. . Tudo se perde!
Tá me entendendo? Infelizmente, hoje em dia, em muitos lugares, a preocupação com o ensino correto é, como é que eu vou dizer, vista como sendo uma coisa assim de seminários teológicos. .
. Que coisa triste! Que coisa triste e penosa, né?
O que a gente tem visto hoje acontecendo! Entendeu? Nós temos que crer, sim, em transformação.
Você vai ser transformado simplesmente mudando a crença, né? Crê corretamente, vai afetar toda a sua vida! Vai afetar o seu espírito, sua alma, seu corpo; mas vai afetar também sua família, seu trabalho, sua vida emocional, sua vida financeira.
Quer dizer, todos os aspectos da sua vida são resultado de crenças! Todo comportamento é resultado de crença. Crença errada produz comportamento errado.
Por isso, preste atenção no que eu vou dizer: não existe teologia neutra! Não existe: "Ah, essa doutrina é inofensiva". Não há doutrinas inofensivas.
Por quê? Porque aquilo que você crê sempre vai produzir um estilo de vida como resultado. Então, se você quer ser transformado, vai ter que mudar a crença.
Então, a coisa é muito simples, né? Por exemplo, tem algum pecado que está assediando você já há muito tempo e parece que você não consegue se livrar dele? É porque você não descobriu ainda qual é a crença que está produzindo ou alimentando-o.
Mude a crença que ele desaparece. Entendeu? Mudança de crença é mudança de mente.
Existe uma palavrinha no Novo Testamento para mudança de mente: é a palavra arrependimento, que no grego é metanoia. Metanoia! Você viu que nós já falamos aqui de metamorfose?
Metamorfose significa transformação. Mas agora tô falando de outra. Tô falando de metanoia.
Meta é transformação e noia vem de nous, que significa mente. Mudança de mente é traduzido em português para arrependimento. Ok?
Então, arrependimento é um conceito importante. Eu não poderia falar de transformação da alma sem tocar também nessa questão do arrependimento. E a grande questão é: o que é um arrependimento genuíno, né?
O que é um arrependimento genuíno? Então, arrependimento verdadeiro. .
. Eu sei que você está acostumado a pensar em arrependimento como uma tristeza muito grande. Você chora, promete nunca mais fazer, e você vai ser outra pessoa.
Aí você pensa que isso é arrependimento, mas arrependimento, conceito, é simples: significa simplesmente mudança de ideia, mudança de opinião, mudança de mente. Ok? Então, é mais tão simples como.
. . Por exemplo, você.
. . Você chega numa sorveteria.
Não sei se você já foi naquela sorveteria, muito comum no Nordeste, que tem lá 100 sabores. E aí fala: "Eu vou querer de tapioca", que é um que eu gosto muito, sorvete de tapioca. Mas aí, quando a mulher coloca lá, você fala: "Não, mudei de ideia, eu vou querer de creme de baunilha.
" Quando você diz "mudei de ideia", se você fosse um grego, você ia dizer "metanoia". Entendeu? Não sei conjugar o verbo "metanoia".
Eu mudei de ideia, eu vou querer aquele. Esse é o arrependimento bíblico. Ok?
Então, nesse sentido, quando você renova a sua mente com a palavra de Deus, você está se arrependendo. Então viva nesse arrependimento. Você quer ser transformado?
Viva no arrependimento. Agora, acontece algo interessante. Lá em Lucas, capítulo 15, Jesus contou três parábolas para falar de arrependimento: a parábola da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho perdido, que é o filho pródigo.
As três parábolas foram pronunciadas para ilustrar esse conceito fundamental, obviamente. É um fato: você não muda sem arrependimento, sem mudança de mente. "Pastor, mas eu pensei que arrependimento era só de pecado.
" Não, arrependimento é mudança de ideia a respeito de qualquer coisa. Por exemplo, na última aula, eu falei e vou repetir hoje de novo, porque é muito importante, algo a respeito de introspecção. Eu falei algo sobre introspecção, né?
E, de certa maneira, eu fui muito duro com essa questão de psicologia na igreja, de achar que a mudança é por olhar a si mesmo. Você ouviu e não concordou, você ouviu e falou: "Não, esse conceito está muito radical, esse conceito está errado. " Entendeu?
Enquanto você continuar, né, rejeitando a verdade, porque o que eu falei é a verdade. Sem nenhuma pretensão, eu falei a verdade simples do Evangelho: você não é mudado por olhar-se, é mudado por contemplar a Cristo. Está escrito; não sou eu que estou dizendo.
Mas, enquanto você não mudar sua mente, você não vai avançar. É preciso chegar ao ponto de dizer: "Está errado isso, eu preciso mudar esse conceito. " O nome disso é arrependimento: mudança de opinião, mudança de mente.
E é muito interessante. Vamos ler lá a primeira parábola, é a parábola da ovelha, lá em Lucas 15, verso 3. Projeta, por favor, diz assim: "Então, lhes propôs Jesus esta parábola: Qual dentre vós é o homem que, possuindo 100 ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as 99 e vai em busca da que se perdeu até encontrá-la?
Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo, e indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por 99 justos que não necessitam de arrependimento. " Então, essa parábola aqui é uma ilustração que Jesus disse do verdadeiro arrependimento.
Mas sabe o que é interessante? Não se fala nada, não se diz nada a respeito da ovelha. A parábola inteira só fala do pastor.
É o pastor que perde a ovelha, é o pastor que sai para procurar a ovelha, é o pastor que deixa as outras 99 no aprisco e sai procurando a que se perdeu. É o pastor que acha, coloca ela no ombro, carrega ela para casa e depois chama os amigos para fazer uma festa. Onde é que fica a ovelha nessa história?
Pera aí, não é a ovelha que tinha que se arrepender, porque foi ela que se desviou, ela que saiu do aprisco. No entanto, a única atitude que você percebe da ovelha nesta história é que ela se permitiu ser levada de volta para casa pelo pastor. Ou seja, ela só se entregou.
Só isso que ela fez. Esse é o verdadeiro arrependimento. Entendeu?
Agora, para você se permitir, como aquela ovelha, ser levada de volta, você tem que reconhecer que está perdido, né? Então, você tem que reconhecer que está perdido. Também tem que reconhecer que o pastor te ama.
O pastor aqui é Cristo, tá bom? Não é o pastor da igreja. E que ele quer te levar de volta para o aprisco.
O aprisco pode até ser a igreja, tá bom? Então, o resto do trabalho é todo do pastor. Então, é muito interessante quando você vê outras ilustrações na Bíblia, né?
Uma delas é de Judas. A Bíblia fala que Judas traiu a Jesus. Ele vendeu o Senhor, né?
30 moedas de prata. Mas a Bíblia fala que, depois, ele se arrependeu. Ó, eu sei que, do ponto de vista teológico, foi mais um remorso do que um arrependimento, mas ele devolveu as moedas.
Ele reconheceu que tinha traído o sangue inocente. E, no entanto, ele se perdeu. Por que ele se perdeu?
Porque ele não se permitiu ser salvo. Não! Ele tomou sobre si mesmo aquela coisa de querer fazer justiça e se puniu, se enforcou.
Então, ele não se permitiu ser levado pelo pastor. Entendeu? A Bíblia fala que ele se enforcou, pendurado numa árvore, mas ele não sabia que, poucas horas depois, o Filho de Deus seria pregado no Madeiro para salvá-lo.
Ele poderia ser salvo, mas não foi, né? A Bíblia fala no Velho Testamento, né, que Jonas foi pregar para os ninivitas. Os ninivitas se arrependeram.
Qual foi a pregação de Jonas? "Arrependei-vos, porque Nínive será subvertida em três dias. " E eles, então, ficaram com medo e se arrependeram.
Mas é interessante que, no Novo Testamento, a pregação não é essa. A pregação é que a bondade de Deus é que conduz o homem ao arrependimento. Essa foi a história de Pedro, né?
A Bíblia fala que Pedro também traiu Jesus. Ele não vendeu, mas ele traiu; ele negou o Senhor, amaldiçoando. Mas a Bíblia fala que, naquele momento, o Senhor olhou para Pedro, né?
E Pedro aceitou o amor do Senhor. Então, foi o olhar amoroso do Senhor que levou Pedro a se arrepender. Pedro não chorou antes; Pedro só chorou depois que ele viu os olhos do Senhor.
Romanos 2, verso 4, que diz: "Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que é a bondade de Deus que te conduz ao arrependimento". Então, no Velho Testamento, o homem tinha que se arrepender primeiro e depois Deus o abençoava; mas no Novo Testamento, primeiro nós provamos o amor de Deus, primeiro nós descobrimos o quanto Ele nos abençoou na cruz, e aí nós nos arrependemos. Tá bom, pastor, mas arrependimento não envolve aquela tristeza pelo pecado?
Olha, pode envolver ou não, ok? A Palavra de Deus fala da tristeza, né? Segundo Deus, mas é muito mais do que sentir uma tristeza; é mudar de opinião em relação a Deus e a si mesmo.
Mas lá em 2 Coríntios, capítulo 7, verso 10, a Palavra do Senhor diz que "porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte". Então, o arrependimento pode envolver também tristeza, porque tá escrito, tá bom? Mas é, antes de tudo, uma questão de mente, é uma questão de mudança de ideia.
Tá me ouvindo? Então, nós precisamos reconhecer que Ele nos ama. O Senhor já nos amava antes de nós virmos a Ele.
Quando a gente vivia no pecado, éramos inimigos d'Ele, blasfemos. Ele já nos amava, tá bom? Lá em Atos 20:21, que diz: "Testificando tanto a judeus como a gregos, o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo".
Ok? O que é esse arrependimento? É que precisamos reconhecer em relação a nós mesmos que a justiça própria é pecado; precisamos mudar a nossa mente.
Entendeu? O evangelho exige que você mude essa ideia de que você pode se salvar, de que você possui algum merecimento, alguma coisa boa. Tem muito crente que ainda tá acalentando isso porque nunca teve um arrependimento completo nessa questão.
Então, o arrependimento, na verdade, é um arrependimento de obras mortas. O que são obras mortas? Não é nem arrependimento de pecado, ainda que seja pecado também.
Obras mortas, na cabeça da pessoa, ela acha que não é pecado. O que são obras mortas? É a moralidade, entendeu?
São as penitências, os sacrifícios religiosos, as chamadas boas obras que não são boas obras aos olhos de Deus; são obras mortas, ok? Então, lá em Hebreus 6, verso 1, o autor de Hebreus diz assim: "Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixem-nos levar para o que é perfeito, não lançando de novo a base de arrependimento de obras mortas". Aqui não tá falando de arrependimento de pecado; tá falando de arrependimento de obras mortas.
Ok, por que é tão importante nós entendermos isso? Porque obras mortas são aquelas obras que você fazia com intuito de ser salvo. Obras mortas são aquelas que você continua fazendo hoje na vida da igreja com intuito de conquistar o amor de Deus, por você merecer a bênção de Deus, barganhar com Deus.
Essas são obras mortas. Qualquer troca com Deus é obra morta, ok? Ah, pastor, mas como é que é isso?
Pois é, o Novo Testamento é diferente. Nós temos agora que crer no Deus que justifica o ímpio. Romanos 4, verso 5, não é isso que a Palavra de Deus diz?
"Mas ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio". Justificar o ímpio, você sabe? Justificar Madre Teresa de Calcutá, eu até entendo, mas justificar ímpio é completa loucura.
Mas é isso que é o Novo Testamento! Nós vivemos hoje pela justiça de Cristo. Esse é o segundo ponto que você precisa entender: se você quer transformação, você precisa viver no arrependimento, que é mudança de mente, arrependendo-se de obras de merecimento.
E segundo, tem que viver pela justiça de Cristo. Amém? Então, seja como Pedro.
Pedro cometeu o mesmo pecado de traição de Judas, mas Pedro se permitiu ser amado. Mas muitos, infelizmente, são como Judas; eles querem fazer justiça, punindo a si mesmos, né? Eles mesmos fazem a penitência para pagar pelos próprios pecados.
Quando você faz isso, você tá andando pela justiça própria, e a justiça própria é a mãe de todos os pecados. Tá me ouvindo? A justiça própria está na origem de todos os pecados.
Lá em Marcos 11, verso 13, a Bíblia fala que o Senhor Jesus amaldiçoou a figueira. A Bíblia diz, né? Vamos ler Marcos 11, versos 13 e 14.
O Senhor diz assim: "Vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas, porque não era tempo de figos. Então, lhe disse: 'Nunca jamais alguém coma fruto de ti'".
Que coisa, hein? Impressionante isso, né? Veja, o Senhor fez muitos milagres mencionados nos Evangelhos, todos os milagres de graça e de amor.
Esse é o único milagre de maldição, mas Ele não amaldiçoou um homem; amaldiçoou uma árvore para ensinar algo para nós. O que Ele amaldiçoou, na verdade, foi a justiça própria. A Bíblia fala que o Senhor veio buscar figos.
O texto diz que não era tempo. Para você entender isso, você tem que ir a Israel. Então, lá em Israel, em dezembro, as figueiras secam, caem todas as folhas; lá para abril, elas voltam e sempre vêm junto os figos temporãos.
Quando tem figo temporão, é sinal de que em junho vai ter muito figo, né? Mas essa figueira aqui não tinha esses figos temporãos, e o Senhor falou: "Nunca mais, nunca mais ninguém coma nada de você". Então, o que significa esse milagre?
Porque. . .
O Senhor fez isso para dar uma lição de fé. Eu queria que você entendesse o sentido da figueira na Bíblia. Para isso, você tem que lançar mão de um princípio da Bíblia chamado "primeira menção".
A primeira menção de figueira na Bíblia está lá em Gênesis. Quando o homem caiu em pecado, ele tentou se esconder e fez cintas de folhas de figueira para ele e para a mulher. Então, essas cintas de folhas de figueira representam obras humanas tentando se justificar diante de Deus.
O Senhor amaldiçoou a figueira. O que o Senhor amaldiçoou? Amaldiçoou a justiça própria.
Renuncie também à justiça própria; aproprie-se do dom da justiça que nos é dado em Cristo. Em Romanos 5, verso 19, a Palavra do Senhor diz: "Porque pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores. " Olha o que o texto está dizendo: pela desobediência de um homem, nós nos tornamos pecadores.
Que homem é esse? Adão. Assim também agora, por meio da obediência de um homem — quem é Cristo — nós nos tornamos o quê?
Justos. A Palavra de Deus é maravilhosa; eu amo a Palavra de Deus. Você se tornou pecador não é por causa do seu próprio pecado, mas por causa do pecado de Adão.
Quem diz isso é a Palavra de Deus. Entendeu? Você não é pecador por causa dos seus próprios pecados.
É claro que você comete pecado; você tem pecado, mas a Bíblia fala que você é pecador porque herdou isso de Adão. Aí você fala: "Pastor, isso não me parece muito justo. " Entendeu?
Não é razoável eu ser condenado por causa do pecado de outro. Mas Deus mostra também a sua justiça: Ele nos faz justos agora por causa da obediência de um homem. Você não se tornou pecador por causa do seu próprio pecado, mas por causa do pecado de Adão.
Hoje, você também não se torna justo por causa da sua própria obediência, mas por causa da obediência de Cristo. É o que está escrito. Ô, Deus!
Do mesmo modo que você recebeu e herdou a natureza de Adão, o pecado de Adão, você agora herda e recebe a natureza de Cristo. Está me ouvindo? Os seus atos não podiam mudar sua natureza.
Por exemplo, quando você, antes de se converter, tinha dias em que amanhecia bem-humorado e queria fazer boas obras: dar comida para os pobres, ajudar os enfermos. Muito bem! Quando você fazia isso, você se tornava justo diante de Deus?
Não! Você continuava sendo pecador. Tem pecador decente, tem pecador muito imoral, maligno, mas é tudo pecador.
Então nem fique medindo quem é mais pecador do que quem. Não é isso. É igual morte.
Entendeu? Lá no cemitério tá tudo morto, não faz diferença se um morreu agora e o outro morreu há um ano. Todos precisam de vida, de ressuscitar.
Tá entendendo o que eu tô dizendo? Então veja: você era pecador. As coisas boas que você fazia não mudavam isso diante de Deus.
Então, o que Adão fez não podia ser desfeito pelo que você fazia, pelas suas obras. Tá entendendo? As suas obras não podiam mudar o seu status, a sua condição de pecador.
Quando você fazia boas obras, você continuava sendo pecador. Entendeu? Agora, hoje você veio para Cristo.
No dia em que você creu, a justiça dele foi colocada em você. Você é justo por causa da obediência dele. No mesmo princípio, a coisa vale hoje.
Você amanheceu mal-humorado, né? E você pecou. O seu pecado tem o poder de alterar hoje aquilo que você é em Cristo?
Não! Nós ainda estamos sujeitos ao pecado. O pecador ainda pode fazer boas obras.
Nós não somos mais pecadores, mas podemos pecar. Entendeu? Mas o pecado não pode mudar a nossa posição de justo.
Mais as boas obras do ímpio não podem mudar a impiedade dele. Só Cristo! Tá me ouvindo?
E também o meu pecado não pode mudar mais minha posição de justo porque o meu pecado não é mais do que a justiça de Cristo que me foi dada. A sua posição hoje é de justo. O seu comportamento, às vezes, é de pecador, mas nunca questione a sua posição por causa do seu comportamento.
Mas sempre conte para o seu comportamento: qual é a sua posição? Sua posição é que você é justo em Cristo. Tá me ouvindo?
Você é justo em Cristo. Conte para o seu comportamento que você é justo. Seu comportamento está inadequado para você porque você é justo, mas nunca faça o contrário.
Nunca rejeite a sua posição de justo porque você teve um comportamento errado. Agora, ah, pastor, esse negócio é complicado, né? E quando você fala isso, parece que está dando uma licença para pecar.
Não! Isso não é licença para pecar. Por que não é licença?
Primeiro porque Romanos 6:1 diz o quê? O pecado não terá domínio sobre vós, porque vocês não estão mais debaixo da lei, e sim da graça. Então, quanto mais graça você conhece, mais você é liberto do pecado.
Ok, tá entendendo o que eu tô dizendo? Então, isso não é licença para pecar. E segundo, por quê?
Porque o fim da lei é Cristo, para nossa justiça. Você foi feito justo, não é mais escravo do pecado, nasceu de novo e está debaixo da graça. Amém?
Aleluia! A terceira coisa que eu quero enfatizar e relembrar a você — nós já falamos, né? Eu só vou repetir — rejeite a introspecção.
Filho, muita gente ainda está aí o tempo inteiro se analisando, procurando algum merecimento em si. Entendeu? Pare de ficar se olhando.
Isso só produz angústia e condenação. Isso é um tipo de justiça própria. Introspecção é a carne tentando se melhorar.
É o homem pensando que pode achar alguma coisa boa em si para se apresentar diante de Deus. É o homem tentando se transformar na força própria do braço. É o diabo.
O diabo suga sua energia, te levando a ficar ocupado consigo mesmo o tempo inteiro, se analisando o tempo inteiro. O resultado é culpa, depressão, desânimo, incredulidade. Mas a vontade de Deus é que você olhe para Cristo.
Quanto mais você olha para Cristo e se esquece de você, mais você é cheio de vida; mais você é transformado de glória em glória. É a justiça dele que te faz justo; não é o seu próprio bom comportamento. Então pare de procurar algo bom em você.
Na sua carne não existe coisa boa, não há nada bom. Entende? Por isso que o diabo quer que você fique sempre se olhando.
Ele pode dizer: "Você não obedeceu o suficiente, você não crê o suficiente. Quem é você para receber essa cura? Olha aí, você mesmo está se vendo.
Você desobedeceu. Eu acho que você não é mais justo diante de Deus. " Traga todo o pensamento cativo ao conhecimento de Cristo.
Lá em 2 Coríntios 10, verso 4, diz: "Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus para destruir fortalezas, anulando nossos sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Cristo, levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo. " Não é que nós trazemos o nosso pensamento para obedecer a Cristo. Não é isso que está dizendo; é trazer todo o nosso pensamento para ele.
Saber que Cristo obedeceu. A obediência de Cristo é a base. É porque ele obedeceu que eu fui feito justo.
Por isso, agora toda a fortaleza pode ser quebrada na minha vida por causa da obediência de Cristo. Aleluia! Glória a Deus!
Olha, foram cinco aulas falando de transformação da alma e você não me viu aqui nenhuma vez falando que é obra sua; você tem que fazer. Eu não te dei dez passos para coisa nenhuma, cinco passos para fazer nada. Eu só te ensinei o mesmo ponto, tentando te dar ilustrações para que você tenha clareza o tempo todo.
Sai fora desse conceito religioso do homem fazendo. Sai disso, olha para Cristo. É só isso que eu estou te ensinando: olhe para Cristo.
Se você olhar, você vai ser mudado. Receba a Palavra, coma a Palavra. Mudança é metabólica; se você comer, vai ser mudado.
O homem comeu errado no Éden; tem que comer certo. Hoje, coma certo e sua vida nunca mais vai ser a mesma. Amém!
Que o Senhor continue te abençoando e, na semana que vem, nós vamos entrar num outro tópico um pouco diferente. Nós vamos falar sobre como o Espírito pode agir na sua vida, a importância de ser cheio do Espírito de Deus. Amém?
Até a nossa próxima aula! Fica na paz.