[Aplausos] Amém. Igreja pode se assentar. Crianças, não adianta ir para Zacarias.
Vocês acharam que era Zacarias, né? Estão chocadas as crianças. Uma pequena mudança de plano, né?
Plano nosso. O Senhor tinha os seus planos. Crianças, eu preciso que vocês ajudem rapidinho os adultos a encontrarem o Salmo 133.
Vocês podem Já tava com a fitinha em Zacarias, né? Salmo 133. Uma pequena interrupção em nossa série.
Senhor permitindo, voltaremos em breve a aos estudos na profecia de Zacarias. Hoje um salmo de romagem. Vou explicar o que que é isso mais para frente.
E é um dos mais curtinhos da Bíblia, né? Só três versículos. Salmo 133.
Eu peço sua atenção paraa leitura da palavra do Senhor. Assim diz a escritura, cântico de romagem de Davi. Oh, como é bom e agradável viverem unidos os irmãos.
É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce paraa barba. a barba de Arão e desce pra gola das suas vestes. É como o orvalho do Hermão que desce sobre os montes de Sião.
Ali, ali ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre. Amém. Vamos orar.
Senhor, nós pedimos que nessa noite, ao considerarmos esse salmo tão curtinho escrito por Davi, o Senhor seja conosco e nos oriente, dirija os nossos corações em nome de Jesus. Amém. Crianças, vocês já perceberam como é bom ter amigos?
É bom, né? Mas também é difícil, né? A gente olha assim, legal, estamos aqui com os amigos, é bom ter amigos, mas também é difícil, não é?
Sabe, uma das coisas mais desafiadoras da vida é justamente essa ideia de andarmos juntos, de termos comunhão. Por exemplo, se eu perguntar para você, qual é a maior dificuldade que um grupo de amigos que vai esquiar numa montanha pode enfrentar? Que que vocês diriam, crianças?
Talvez você pensasse que é a neve, né? Afinal, neve é um negócio meio perigoso, gelado. Vocês estão em Brasília aqui tudo encapotado com 16º e tal, mas quando querem ir pra neve ficam todo animadinhos, né?
Então, neve, neve tem seus perigos. Talvez seja o esqui em si que vocês pensem ser um grande perigo, não? certa vez, quando ainda estudando fora do país, nos Estados Unidos, fomos nos meter a esquiar, eu, Anelise, o irmão dela, Guilherme, e mais gente.
Fomos lá, sabe aquele aquele sistema de estudante, né? Você sabe que estudante não tem dinheiro para quase nada, né? Orçamento de estudante.
Então, a gente tinha ali perto, a gente morava na Carolina do Sul, na Carolina do Norte tinha uma estação famosa de esqui dessas super caras e tal, que o pessoal vai e se hospeda, mas para visitar era grátis. A gente foi, eu, Anelisa, irmão dela e mais gente. Chegamos lá, super frio, frio para valer, algo assim, sei lá, 3 graus, alguma coisa assim, ou menos, não lembro bem, mas tava muito frio.
E a gente lá com as nossas roupas assim meio improvisadas e tal. E a situação era o seguinte, nenhum de nós nunca tinha esquiado. Nenhum de nós, também não tinha equipamento.
Você podia alugar lá o equipamento, mas a gente tinha dinheiro ou para alugar o equipamento ou para pagar o professor. Por que que adianta pagar o professor se você não tem equipamento? Pagar o professor para ficar olhando, né?
Então a gente preferiu alugar o equipamento e e ver como anda isso, né? Vamos tentar. A gente já tinha visto na televisão, naquela época nem tinha YouTube para vocês verem, crianças, pra gente fazer uns tutoriais assim.
sabe, ou TikTok, essas coisas, tipo, vou mostrar em 1 minuto e meio como você esquia coisa e tal. Não tinha, não tinha. O que que a gente fez?
Botamos aqueles skis e tal e fomos tentar subir em direção ao teleférico. Não era nem a rampinha infantil ainda, era o chegar no teleférico para levar a gente até a rampinha infantil. O problema é que é inclinado.
E aí sim a gente descobriu que você bota um pé e bota o outro, sabe o que acontece? Você escorrega para trás. Aí foram uns quatro patetas lá, botava um pé, botava o outro, descia.
Botava um pé, botava o outro e descia. Até que o que tava mais em cima pensou em inclinar um pouquinho o corpo, mas desequilibrou, caiu e derrubou o segundo, que derrubou o terceiro, que derrubou o quarto. Meus amigos, nós fomos à alegria da montanha naquela manhã.
O pessoal ri, o pessoal se divertia. Até que uma alma caridosa ficou com dó e veio. Escuta, vamos fazer assim, ó.
Vai assim, andando mais de lado. Tá vendo que aí não sei que ah, tal. Beleza, fomos até o teleférico com muito custo.
Dois dos quatro querendo desistir. Não lembro bem quem, mas alguns, alguns chorando, outros rindo, alguns falando: "Por que a gente não tá em casa e um frio miserável? " Até que fomos e subimos na cadeirinha lá e você se encaixa naquela cadeirinha, aquele negócio, dá um solavanco, né?
É mais rápido do que parece na TV. Aquela subidinha parece que é lentinho, né? Você vai vendo a montanha, que lindo montanha de neve.
Não, não, não é rápido, não é, é rápido. E você vê que tá se aproximando da hora que você vai ter que >> descer do negócio. E aí a gente na subida a gente ficou tentando de trás observar como o pessoal descia para tentar sair da do teleférico com a insegurança, né?
Aí quando chegou lá assim, foi a hora de saltar. A gente via que o pessoal dava um salto assim. Falei: "Beleza, Anelise, dá um salto assim, ó, quando chegar tu pula, tá?
Mas pula já tem a descida, né? Então, pula, mas não desce, só pula e fica ali. Ela com sua graciosidade natural que Deus lhe deu, conseguiu fazer isso muito bem.
Eu não, eu pulei, bicho, e no que eu pulei, eu já escorreguei, plau, caí sentado ali mesmo. E claro, o teleférico, aquela cadeira de metal, acertou a minha nuca e plum e me jogou de cara na neve. Eu fiquei lá assim, como quem sonha, usando as palavras do salmo, ficamos como quem sonha.
Enfim, foi interessante. Esse foi o começo das dores. Terminou com chocolate quente na cabine da montanha e muita, muita diversão.
Agora eu pergunto, essa, essa aventura, o que você acha que ela fez quanto a nós o grupo? Potencialmente acusações e e seu maluco, isso é coisa que se faça, devia ter juntado dinheiro pras aulas. Enfim, podia isso ter, podia ter terminado mal, né?
podia, mas terminou em risadas, em abraços, em brincadeiras, em nebacetinha e coisas assim para para cortes e arranhões e enfim. Eh, uma experiência como essa potencialmente pode rachar um grupo ou pode acontecer de na dificuldade nós nos unirmos, experimentarmos uma comunhão maravilhosa. O maior risco que um grupo que tá indo passear na montanha enfrenta não é o preço, não é o frio, não é nem isso.
É, será que vai ser possível manter comunhão e harmonia de um grupo tão diverso? Veja, éramos apenas quatro, quatro, cinco pessoas, um grupo tão diverso de pecadores. Porque veja, uma coisa são quatro pessoas na montanha e se nós estivermos falando de 200, 300, 400 pessoas, temos histórias diferentes, gostos diferentes, nem a temperatura do ar condicionado a gente consegue concordar direito.
Como é possível viver em harmonia os irmãos? A gente olha esses salmos e a gente fica meio desconfiado, a gente fala assim: "Então, Davi, você nunca participou de assembleia de igreja, né? Você nunca, você nunca fez isso, você nunca fez aquilo.
E, e você, mas você vai ver a vida de Davi. Sim, ele, ele sabe como é duro. Esse é um problema básico da comunhão, da vida em comunidade, do casamento, da família.
Somos um bando de pecadores que pecam uns contra os outros e reagem pecaminosamente quando pecam contra a gente. Eu sei que você que tá aqui já experimentou a dorzinha chata ou a dorzona insistente da comunhão quebrada. Talvez até mesmo a ideia de vir para a igreja seja algo difícil para você.
Experiências passadas te marcam muito nesse sentido. Kevin Deang, no seu excelente livro Porque amamos a igreja diz que grande parte das pessoas quer viver o cristianismo fora da igreja, o que indica que o convívio dentro não deve ser tão fácil assim. Hoje esse salmo vai nos ajudar a honestamente vermos o que a Bíblia fala sobre esse assunto.
Por que que tem um salmo de peregrinação ou de romagem sobre esse assunto? Hoje nós iremos aprender com Davi no Salmo 33 que a Bíblia não tem uma visão romântica ou irreal do que é a vida em comunidade, mas que ela aponta para a glória do que é a vida em comunidade. Hoje veremos que na caminhada ruma à Nova Jerusalém devemos caminhar juntos com nossos irmãos do sangue de Cristo.
Isso é agradável e necessário. a caminhada rumo à nova Jerusalém. Temos de ir em bando com o povo do Senhor.
E isso é agradável e necessário. Vamos ver primeiramente novamente aqui no salmo que a vida não é fácil em comunidade. Veja Davi falando: "Ó como é bom e agradável viverem unidos os irmãos.
É como o óleo precioso sobre a barba, o qual desce sobre a cabeça, o qual desce pra barba, a barba de Arão, e desce pra gola das suas vestes. Davi, como você sabe bem, enfrentou épocas muito turbulentas no seu reinado. Não.
Teve uma época que o próprio filho dele queria matá-lo e ele teve que fugir. Teve momentos de briga interna, de briga externa. Se tem um cara que talvez pudesse falar assim: "Ah, comunhão é um negócio difícil, crente é melhor longe".
Seria Davi, aliás, ele mesmo, uma figura que causou muito, muito dano. E é muito interessante porque esses salmos, eles eram salmos usados, os salmos de roubagem, os usados para se cantar no caminho para Jerusalém. Os salmos da estrada, quando você tá fazendo uma viagem, tem a playlistzinha, não tem?
Talvez alguns de vocês tenham aquela música que sempre toca quando pega a estrada, quando tá saindo em viagem, sempre a mesma. Pois é. Israel tinha sua playlist, por assim dizer, os salmos de romagem.
E um deles era sobre a comunhão, sobre o fato de que andarem juntos é importante. Aquele pessoal, uma vez por ano, ou em outras ocasiões, faziam peregrinações rumo a Jerusalém para participar de festas, de cerimônias do tabernáculo, da Páscoa, disso ou daquilo. E eles iam cantando esses hinos.
E você acha que na viagem era fácil, crianças? Ou você acha que tinha problema também? Você acha que tinha briga para ver quem ia sentar na janela do camelo?
Talvez, né? ou ficava um encostando na área do outro e falando assim: "Tá passando meu espaço". Você acha que alguns falavam assim: "Vamos parar no posto?
Não, já estamos atrasado, vamos, vamos, vamos, vamos, mas eu tô com fome. Mas eu tô com sono. Você acha que era fácil?
" Não era. Davi provavelmente escreveu esse salmo numa das épocas de paz do seu reinado, talvez logo após subir o trono. A gente não sabe.
A gente sabe que ele exalta a união e comunhão do povo. Mas sabemos que não foi sempre assim. Já começou com o tumulto de Saul, teve o tumulto de Absalão, muitos outros tumultos.
Porque a Bíblia não esconde, queridos, a Bíblia não esconde a dificuldade do que é a comunhão dos santos. Talvez você ouça falar em comunhão e pensa: "Quem diz isso é porque não sabe o que eu vivi". A Bíblia sabe.
A Bíblia não é ingênua. Grandes, grande parte de nós crentes já fomos feridos no contexto da comunhão. Todos os seres humanos já foram feridos em relacionamentos.
Isso por vezes nos faz querer, claro, evitar novas dores, evitar situações que possam nos expor a mesma coisa. Mas vamos lembrar da instrução bíblica. Deus fez homem e mulher para viverem em harmonia.
A medida que fossem enchendo a terra, iriam disseminar essa harmonia por todas as gerações. Porque Deus não nos fez para vivermos sozinhos, mas vivermos em união, em unidade, em comunhão. A vida em comunidade é uma necessidade criacional sua.
Ninguém foi feito para ser um ermitão por causa do pecado. Porém, a vida mudou de maneira radical. onde antes haveria só harmonia e cuidado mútuo, passou a haver egoísmo, interesse próprio, inveja, desrespeito, solidão, mal entendidos.
Por causa do pecado, é que a vida em comunhão não é fácil assim. Primeiro, pois eu quero as coisas do meu jeito e sou meio obstinado com o que eu acho que tá certo, segundo que você também é. e temos preferências e gostamos de coisas diferentes.
Mesmo pessoas a quem amamos, por vezes não queremos servi-las, não queremos nos desgastar por elas, queremos ser servidos. E grande parte dos problemas é, pois somos pecadores que reagem mal. Kevin Deang falando de novo acerca dos problemas da igreja, ele diz assim: "Mesmo com muitos fatores externos, diz o Kevin, meu maior problema continua sendo o Kevin.
Reajo de maneira pecaminosa, sinto pena de mim mesmo, perco a fé, duvido da palavra de Deus, não quero perdoar, paro de ter esperança, fico amargurado, fico indolente. Parece alguém que você conhece? Muitas vezes as situações de convivência difíceis são causadas pelos outros, sim, mas muitas vezes elas são agravadas pela maneira que nós reagimos aos problemas relacionais.
Muitas vezes a parcela do problema é nosso também. Essa coisa se complica quase sempre na família da igreja. Afinal, quanto mais próximos, mais a gente se mostra e mais a gente revela nosso ma gênio, nosso pecado, nossos problemas diversos.
E a Bíblia nos dá exemplos da dificuldade de convivência. Até entre os discípulos de Jesus, às vezes tinha dessas. Certa vez os 10 ficaram bravos com dois que foram fazer um pedido especial para Jesus.
Procura depois na Bíblia se você acha essa história. Na história da igreja é cheia de momentos assim. Às vezes a gente lê, por exemplo, a história da reforma e a gente fica tão animado com aquelas coisas que Deus estava fazendo, mas a gente vai vermos que deveriam estar unidos na luta pela reforma, se bicando, se odiando.
Tem um caso famoso entre o líder da reforma na Alemanha, Lutero, e um dos líderes da reforma na Suíça, Zulio, que eles precisavam conversar, tinham algumas divergências teológicas, tiveram um encontro, a divergência deles era acerca da ceia do Senhor, a visão luterana e a visão reformada. Não chegaram a um acordo. Lutero se recusou a apertar a mão de Zuinglio, foi embora.
Buser depois se aproximou de Lutero e com isso Zingle não quis mais ser amigo dele. Parece a sexta série, né, criança? Sétima série, alguma coisa assim.
Dá para vontade de pegar esse povo colarinho e falar: "Vocês estão lutando pela reforma da igreja no mundo, parem de coisinha". Mas aí a gente olha pra gente mesmo e fala: "É, né? Sei bem".
Às vezes a gente vê essas coisas na escritura ou na história da igreja, a gente fica meio surpreso e e às vezes talvez você sofra com isso quando você vai se aproximando de uma igreja. Em geral, o movimento é o seguinte: você começa a ir numa igreja nova e acha uma maravilha. O povo de lá é super crente, muito legal, todo mundo me trata super bem e tal, é muito bom.
Aí você vai se aproximando, vira membro, vai conhecendo mais o pessoal e vai vendo. Ea, achei que esse pessoal era diferente, mas eles são meio hipócritas também, né? Tem tem uns pecadores lá, pastor.
Tem uma turma difícil, tem um pessoal meio mal humorado lá. Tem sim. O que que você esperava?
Estamos em um local de tratamento de pecadores em recuperação. Vale analisar uma outra coisa antes de seguirmos em frente. Nós somos bons em mascarar a nossa insatisfação com Deus em insatisfação com os irmãos.
Isso acontece também. Muitas e muitas vezes pessoas falam que estão saindo do povo de Deus, abandonando a fé porque foram machucadas, porque foram maltratados por isso, aquilo, mas o problema real delas é com o Senhor, com o que Deus espera de nós. Então, cuidado com isso.
Cuidado quando você escutar por aí que pessoas saíram machucadas por causa disso, daquilo. Muitas pessoas só querem parar de ouvir o evangelho, a palavra que corta a alma e botam a culpa no mais fraco, o próximo. Um exemplo famoso disso de alguns anos atrás, talvez vocês se lembrem de um livro que ficou bem famosinho uma década atrás, mais ou menos, chamado A Cabana.
Já ouviu falar desse livro? Era um, o autor dele estava dizia que estava profundamente insatisfeito com a igreja e por isso saiu para procurar novos caminhos de espiritualidade e tal. Mas quando você lê o livro, você vê que o que tava triste mesmo era com a Bíblia, com que a Bíblia ensina e escrever um livro cheio de heresias e erros teológicos gravíssimos.
Então, às vezes, às vezes a gente se esconde atrás da desculpa, da comunhão, mas o nosso problema é com o Senhor e a sua palavra. Vale examinar o coração. Conheço gente que suspeito usa esse discurso de que tá deixando a igreja por causa da hipocrisia, da maledicência, mas que na verdade só que é uma desculpa para viver aprontando sem parar.
Tem a famosa analogia da arca de Noé aqui dentro. Você já ouviu essas crianças sobre a arca de Noé, a igreja? Vocês são novos, talvez vocês não conheçam, né?
Os adultos acho que conhecem. É assim, ó. Pessoal fala, a igreja às vezes é que nem a arca de Noé, tem confusão, tem barulho, tem porquinho, tem rinoceronte na sala de cristal, tem cobra de língua fiada, tem macaco baderneiro, mas é melhor tá dentro.
Dentro você tá protegido. E por que que é melhor tá dentro? É o nosso segundo ponto, porque a vida em comunidade é boa e desejável diante do Senhor.
Olha de novo o que ele diz no verso um. Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos. É que nem o olho precioso sobre a cabeça, o qual desce pra barba, barba de Arão, e desce pra gola das vestes.
O salmo nos mostra que a vida em comunidade pode ser boa, sim, pode ser agradável sim. Muitos são alérgicos a relacionamentos, a ter amigos, a se envolver, talvez por experiências ruins do passado. Mas o salmo indica que a vida cristã em comunhão é algo desejável.
O salmo diz que a comunhão do povo de Deus é que nem o óleo que desce pela barba de Arão. Que imagem interessante, né? Talvez tenha te dado um arrepio pensar assim na barba toda melecada de óleo assim descendo a gola já tá toda manchada assim começa a crescer umas manchas aqui.
Eu mesmo passei o meu óleozinho da barba urbana. hoje aqui antes de pregar assim, ela tá um brilhinho assim, sabe? Tá cheirosinha, tá tá bem legal.
Que história é essa? Para alguém se tornar sacerdote, era necessário que houvesse uma cerimônia em que ele era ungido com óleo sobre a cabeça. Êxodo 30 e outras passagens falam sobre isso.
Esse óleo era bem perfumado, tá? Não era aquele óleo de canola velho que você frita pastel, não. Era era um negocinho mais elaborado.
Agora você sabe como é. Óleo pega e pega em todo lugar, não é? Tenta derramar um litrinho de óleo na cabeça depois em casa.
Crianças, não façam se a mamãe não deixar. Vocês acharam que eu ia falar para vocês fazerem, crianças? Não façam sem autorização do papai.
Fala com o papai e resolve. Não precisa nem perguntar pra mamãe. Só conversa com o papai.
Se ele deixar, você faz essa experiência. Derrama 1 L de óleo na cabeça e vê se você consegue conter ou se vai parar em lugares inimagináveis. Você vai achar óleo na televisão, no controle remoto.
Você vai achar óleo no tapete, você vai achar óleo na louça que tava guardada no armário. Ninguém sabe como foi chegar lá. Os botões do microondas nunca mais serão os mesmos.
O óleo vai parar em todo em todo lugar. Não adianta tentar tomar banho, você nunca vai se livrar de 1 L de óleo. Nunca.
Qual é a ideia? A ideia é que o símbolo do da unção, do derramar do óleo, era algo que se espalhava e perfumava e chegava em toda parte, se espalha para todo lado. E Deus tá dizendo que essa unção, essa bênção, é como algo que vem dele e se derrama e se espalha e pega em todo mundo mesmo.
A comunhão e a harmonia do povo do Senhor são assim. É um óleo que vem do Senhor. E é impossível você ficar assim, ficar preguento um pouquinho que seja.
Se você é parte do povo, se você tá debaixo disso, é algo bom, é algo que se espalha e é perfumado. Muitas pessoas tentam forjar alianças de maneiras estéreis e artificiais. Por exemplo, você sabe que na história do mundo, algumas vezes se tentaram criar países de maneira artificial.
Pense no exemplo da União Soviética, tentando unir vários nações, vários grupos étnicos, várias antigas fronteiras geográficas dentro de um grande povo. A União Soviética em geral não funciona. Grandes impérios da história percebiam que só funcionava mais ou menos se você permitisse que cada grupo mantivesse algo da sua individualidade.
Império persa fazia isso melhor do que outros e assim por diante. Mas existe um jeito de verdadeira unidade na diversidade surgir é por meio do óleo que o Senhor derrama sobre nós. A única maneira de você ter unidade com gente tão diferente de você é se todos nós estivermos assim debaixo desse óleo derramado sobre nós que se espalha pela barba e vai até a gola e pega em tudo.
A única maneira de nós experimentarmos real comunhão é se nós estivermos em torno daquilo que é inextinguível, Jesus Cristo, o nosso Senhor. Ele é o centro da nossa comunhão. Quando nós começamos a viver uma comunhão que é baseada em olharmos para o centro Jesus Cristo e não em coisas secundárias ou terciárias, aí as coisas começam a se ajustar e começa a ficar bom, começa a ficar agradável.
Mas muitas vezes as pessoas querem montar igrejas em torno de coisas secundárias ou terciárias. Você já deve ter visto esse fenômeno. Vamos criar uma igreja que é baseada nessa nossa crença terciária sobre a confissão de fé.
Logo logo esse pessoal tá brigando entre si e criando novas igrejas. Verdadeira comunhão existe quando nós estamos aqui com o centro. Quando a gente para de viver pros nossos próprios interesses e a gente busca o que é bom para os outros, a gente começa a se deleitar.
Apenas quem experimentou a doce comunhão da união com Cristo, o cabeça, é que pelo Espírito Santo experimenta a comunhão com o corpo. Também deixe-me ser bem claro, essa união entre nós só é possível, pois existe Jesus Cristo. Ele é o centro da nossa comunhão.
Sem ele, queridos, não temos como sobreviver juntos. Somos distintos demais, somos pecadores demais, mas com ele, com o espírito dele, é possível sim. Por causa da cruz do calvário no centro da história é que cristãos de todas as tribos, povos e raças podem experimentar essa doce comunhão, pois apontam na mesma direção.
Eu acredito que você já teve a experiência deliciosa de cultuar numa igreja em outra cidade. Talvez você tava viajando a trabalho ou para fazer uma prova ou mesmo de férias e você foi à igreja em outro estado que sai em outro país. E mesmo sendo tão diferente você experimentou algo desse óleo chegando em você.
Daqui a pouco a gente vai comer pão e beber vinho juntos. E isso é o segredo. A gente até chama de comunhão, não chama?
Ela não é só comunhão com Deus, ela é comunhão entre nós. A Santa Ceia não é para ser celebrada você sozinho com Deus lá no seu quarto. Essa é a comunhão do povo do Senhor.
E ao comer um pedacinho de pão e dar um gole de vinho, você vai estar fazendo isso com gente muito diferente de você. Gente com uma história de vida completamente diferente da sua, gente com décadas de experiência mais ou menos do que você. Gente que viveu coisas que você nem imagina e você vai viver coisas que ela nem imagina porque ela vai ter ficado.
De estados diferentes, de sotaques diferentes, de histórias eclesiásticas diferentes, de lutas contra o pecado muito diferentes também. Mas a gente vai comer o mesmo pão e o mesmo vinho. E é a mesma santa comunhão e vai ser bom e vai ser agradável.
E ao fazermos isso, nós estamos dizendo: "Somos um só povo, somos uma só nação feliz". Esse óleo, queridos, ele toca todas as partes do corpo. Não dá para ser parte do corpo e ficar fora disso.
O movimento dos desigrejados segue crescendo. Vocês sabem disso. Pessoas que acham que podem ser cristãos, mas não se envolver com o povo de Cristo.
Já ouviu isso? Pessoas que dizem: "Não, eu sou um seguidor de Jesus, mas eu não quero nada com a igreja. Não quero nada com os crentes".
Vai ficar sem óleo mesmo? Vai ficar longe dessa delícia? Aliás, queridos, isso vale para todos nós.
Nós mesmos na igreja queremos muitas vezes criar subgrupos por afinidade. Nós temos aqui na nossa igreja local alguns subgrupos, é verdade, temos a mocidade, temos as crianças, temos isso e aquilo. E tudo bem, desde que se entenda que isso tem uma finalidade ministerial e que isso não tem como objetivo o quebrar a comunhão ou criar grupos onde ali a comunhão de verdade acontece, como se não, eu tenho comunhão de verdade é com a mocidade, porque são da minha faixa etária, estão vivendo as mesmas coisas que eu, as lutas parecidas, essa é a minha turma mesmo.
Aí domingo eu vou lá a igreja, tem aquele pessoal bem mais velho, tem aquele pessoal bem mais novo, eu tolero aquilo, mas a minha igreja é o MP ou o grupo das mulheres ou a turma do seu estudo bíblico, seu grupo dos homens que se reúne, sei lá, cada duas semanas para um tempo bom de comunhão, vocês 10, 12 juntos. Aquela é a minha igreja. Você não entendeu bem.
A igreja é essa unidade na diversidade de dons, de histórias, de tudo. Na igreja é possível a gente ficar sem fim criando subgrupos por afinidade. A gente vai dividindo e dividindo o grupo dos da TI, o grupo dos flamenguistas, o grupo dos ex-batistas.
Esse aumenta bastante. Vocês me dá um sorriso gostoso. Toda vez o grupo dos quase ex-batisão, tão no caminho.
O grupo dos ex-palmeirenses, esse existe? O grupo dos jovens casais. O grupo dos jovens quase casais.
O grupo dos casais quase jovens. O grupo das crianças nascidas aqui, o grupo, enfim, a gente pode, não há fim em multiplicar subgrupos na igreja. E facilmente deixamos que essa separação, que pode, de novo, ter boas finalidades ministeriais, se torne o eixo em torno do qual a igreja gira.
Não pode. O seu grupo de afinidade, irmão, é esse todo aqui, tá? Isso aqui é o que você não pode perder.
Essa turma toda junto é a criançada abrindo antes de vocês o texto bíblico. São os idosos que estão andando com Jesus há décadas. São os recém-convertidos que mal sabem se é Novo ou Antigo Testamento.
E tudo bem, houve um tempo em que nenhum de nós sabia. São aqueles que seriam capazes de dar aula de teologia nas seminários mais importantes do mundo. É importante que você venha, porque isso aqui é bom que nem o orvalho do Hermon.
Que negócio é esse de orvalho do irmão? Ele falou, né? É como o orvalho do Hermon que desce sobre os montes de Sião.
O monte Hermon era o mais era não é o mais alto de Israel e famoso pelo seu orvalho. Já o monte Sião, onde Jerusalém é edificada, ele é mais baixo um pouco. E a figura, de novo, é semelhante a essa do óleo.
É algo que vai escorrendo para baixo. O orvalho dos montes mais altos desce para os montes mais baixos e alcança a todos. A harmonia e a comunhão devem correr por todo o corpo, alcançando aqueles que estavam meio fora ou meio nas beiradas ou meio nos limites.
As figuras que Davi utiliza mostram que o orvalho ou o óleo chegam mesmo a quem geralmente está quase que de fora, os pequenos, os meio isolados. Isso deve nos fazer pensar, porque talvez seja a sua situação. Talvez você mesmo se veja alguém que tá um pouquinho de fora.
Você vai à igreja, você gosta de vir, você gosta de cultuar, você ouve a mensagem, você participa da comunhão, mas você não conhece mesmo ninguém. Ou conhece um ou dois que sentam mais ou menos na área que você se senta. E nós queremos que esse orvalho, que esse óleo chegue melhor em você.
Gostaríamos muito que você começasse a ficar mais após o culto, a participar de ocasiões, como teremos em breve o dia da família no feriado de junho. Se você puder estar em ocasiões como os grupos familiares nas quintas-feiras, lá a gente fica com a mão bem oleosa de coxinha. É uma delícia.
Ou nos grupos de estudo dos homens, das mulheres, na mocidade, no mais maduros, nos eventos das crianças. A gente quer você. E sabe, você que já tá bem envolvido, entenda que você tem responsabilidade nisso também.
Entenda, é, é bem prático, tá? Porque é normal que a gente se aproxime de quem tá em vida parecida com a nossa. É normal, é o comum.
As mulheres grávidas querem ficar conversando sobre gravidez, sobre formas de parto, isso, aquilo. Os que têm filhos pequenos tem um assunto fixo, não tem? só conversam sobre filhos pequenos, tomadas, penículos e expectorante.
Os que fazem concurso só falam sobre tributário, regimento interno, fofoca do cursinho. E tem gente aqui na igreja que é bem diferente de você. E vai ser muito bom se você sair de si mesmo e encontrá-los onde estão e ser encontrado onde está.
É normal também que aqueles que cresceram juntos, alguns de vocês se conhecem há décadas, que aqueles que cresceram juntos queiram ficar um tempo todo nos grupos lembrando das histórias do passado, do dia em que fulano comeu aquilo, que Cicrano esqueceu tal coisa, que Beltrono escondeu não sei quê. Cuidado com isso. Tem gente no seu grupo que não partilha dessa história, mas que pode partilhar das histórias que estão para ser construídas.
É normal que aqueles que amam teologia gostem de falar sobre Heidelberg, Bavink, Melankton, Pacto da Redenção, efeitos doéticos do pecado e outras expressões que fazem o coração cantar. Mas tem gente que não tá tão preocupado com isso tudo e tudo bem também. A gente precisa mudar isso.
Nos cercarmos de gente que compartilha dos nossos interesses e história é normal. Mas você é cristão é chamado para uma vida anormal. O que não é normal é irmos além de nós mesmos para conhecer a situação e os interesses de quem não se parece nada com a gente, mas que é parte desse mesmo grupo.
Ter amor pela diversidade do corpo de Cristo é uma das coisas mais belas. consideração pelos que não têm trajetória ou situação de vida em comum, mas que partilham do mesmo Senhor, do mesmo Jesus, do mesmo pão, do mesmo vinho. Paulo fala aos Coríntios: "Não busque ninguém seu próprio interesse, mas o dos outros".
Ele diz que o amor não busca seus próprios interesses. O Senhor Jesus disse que ele, o filho do homem, não veio para ser servido, mas para servir. Isso são formas de você servir e não buscar o seu próprio.
Alcance os que estão fora do seu grupinho. Isso é para todos. Isso é para todos vocês, jovens, por exemplo, busquem ver quem dos jovens não está envolvido.
O número de jovens da nossa igreja é muito maior do que o número de jovens que participa das atividades dos jovens. E vocês que participam precisam ver isso. Talvez os outros jovens tenham vindo a uma reunião da mocidade ou da UPA, chegado, ficaram ali, tentaram vir, ninguém falou.
Notou que o pessoal saiu para comer um sanduíche depois e ninguém disse onde era. Você meio que ouviu. A gente não pode mudar isso aí um pouco, crianças, vocês tem muita criança aqui, né?
Tem muita criança e toda hora tem uma grávida nova. Logo a gente vai ter que mudar, fazer o culto do aniversário e deixar as crianças aqui. É, é muito legal o que tá acontecendo.
Crianças, eu sei que nós gostamos, claro, mais de uns amiguinhos ou outros, mas vamos incluir os amiguinhos que estão sozinhos, as crianças que não estão brincando no ping-pong, na correria, no sei que que vocês fazem. Vamos envolver os outros. Adultos, vejam além de si mesmos.
É muito cômodo e fácil você tratar a igreja como lugar onde você vai para ser servido com alimento espiritual. Você entra, você é servido com a pregação ou com pão e vinho e você sai e vai embora. É muito mais do que isso.
A vida cristã é para ser muito mais do que isso. Por que que não posso só fazer isso, pastor? Tem mesmo assim esse negócio legal, óleo orvalho e tal, mas prefiro não.
Prefiro não dá para ficar sem. Já tenho Jesus. O salmo nos mostra, por fim, que a comunhão dos cristãos é algo necessário.
A vida em comunidade é necessária. Olha de novo o verso três. É como o orvalho do Hermão que desce sobre os montes de Sião.
Ali ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre. Devemos viver juntos de novo. Fomos criados para isso.
Falamos disso já, mas fomos redimidos para isso também. Talvez você continue convencido de que não é tão bom assim ou que seja algo necessário assim, mas nós lemos Jesus orando sobre isso em João 17, hoje não lemos que ele pede ao Pai que nós sejamos unidos e marcados pela união, pelo único laço nesse mundo que não se quebra. o sangue e a glória dele.
Mas hoje em dia somos ensinados cada vez mais um individualismo consumista. Estamos tão acostumados a sermos tratados como consumidores que queremos ser assim na vida da igreja também. Devia ter um código de defesa do consumidor eclesiástico aqui em cima, né, para consulta fácil, imediata.
E com isso a gente para de fazer e cumprir a ordem bíblica de chorar com os que choram e nos alegrarmos com que se alegram. Perceba, isso é necessário para uma boa vida cristã. O Senhor gosta de abençoar e de trazer vida no contexto do conjunto.
É aqui que o Senhor ordena sua bção e vida para sempre. É claro que o Senhor cuida de você nos seus tempos, sozinho, fora. Claro que o Senhor cuida também.
Mas o projeto do Senhor é esse, é que você cresça no bando, que você experimente crescimento, vida e comunhão em grupo. E isso envolve ser treinado pelo Senhor no choro e no riso, nas duas coisas. A gente precisa fazer isso, irmãos.
Lembro-me quando na juventude faleceu o pai de um dos membros da nossa UMP e era um desses membros que vivia nas margens. vinha de vez em quando, ninguém sabia muito sobre a vida dele. Era desses que de vez em quando aparecia, de vez em quando sumia e quando só quando ele voltava depois do sumisso que o povo falava: "É mesmo, tinha zigara".
faleceu o pai dele. O enterro seria num sábado de manhã e e a gente estava tentando convocar a Turma da Juventude na época com 60 ou 70 membros. Pra gente ir lá seria uma importante demonstração dessa comunhão e amor cristão.
Dos 60 ao 70 foram dois. Um dos famosos, por serem mais espirituais do grupo, disse assim: "Não, eu não vou porque eu não gosto de enterro". Para começar que se tem alguém que gosta de enterro, essa pessoa não devia ir, né?
Porque tem algo muito estranho aí, né? Não se sente bem ainda enterros de membros da igreja, de familiares? Tudo bem, faça o que é bom para você, não vai?
Então essa é a mentalidade desse mundo. Não faça nada que não faz bem para você. Mas essa não é a vida cristã.
Pois a vida ordenada, a bênção e o cuidado múltuo passam por isso. Passa por nós fazermos coisas que são às vezes desagradáveis e que nos tiram do nosso conforto, nos tiram dos nossos hábitos, mas que envolvem o crescimento. Essa comunhão mostra a glória da criação e o propósito de Deus.
Cornélios Vantil, um autor muito bom, diz assim: "Nenhum homem jamais existiu ou foi feito para existir em total independência dos outros". Cada ser humano tinha de mostrar algo individual e dessa forma adicionar ao todo da humanidade acerca do que Deus é pro homem. Olha que ideia intrigante.
Cada ser humano é imagem de Deus individualmente, certo? Mas cada indivíduo na sua diferença contribui de uma maneira única para entendermos as facetas do que é a imagem de Deus. Quanto mais você conhece do povo do Senhor sendo refeito em Cristo, mais você conhece de Cristo.
Porque Deus tá trabalhando nos seus irmãos em ritmos e maneiras diferentes do que tá fazendo com você. Uma das razões pelas quais a Bíblia diz que os diáconos adquirem grande intrepidez na fé é essa. Os diáconos são aqueles que estão mais envolvidos na vida e nas lutas, nos problemas do dia a dia das pessoas.
E justamente por isso eles acabam vendo mais do que Deus está fazendo. E isso dá pro coração deles maior intrepidez, maior coragem, mais vivência. Você vai ser santificado, mas olha, essa santificação vai ser muito mais rica, muito mais impressionante, muito mais rápida se você partilhar das lutas e alegrias do povo do Senhor, se você aprender a comemorar as vitórias de gente que não tem nada a ver com você a não ser isso.
E talvez vitórias que você nunca vai ter se você aprender a chorar as lágrimas de gente que não tem nada a ver com você, a não ser isso. Lágrimas que talvez você nunca tenha que chorar ou lágrimas que ainda estejam nos teus caminhos daqui a algumas décadas e vai ser mais fácil chorá-las se elas já tiverem sido choradas antes em prol de outros. Aqui Deus ordena a sua comunhão, a sua bênção, a vida para sempre.
é importante pra vida. Agora estamos jorn em jornada para Nova Jerusalém. Estamos na nossa romagem.
Estamos na nossa peregrinação. Há perigos no caminho. Eu te protejo e você me protege.
Quando nós dois estivermos com tanto sono que a gente não se aguente de pé, tem alguém acordado para montar guarda de noite no acampamento? Há tentações no caminho nessa jornada e vai ser muito mais fácil vencê-las se tiver irmão corajoso do lado que fale: "Tô junto". Não desista.
Há inimigos da igreja no caminho, mas a gente briga melhor em turma. Caminhando juntos em amor, seremos mais fortes, mais capazes para chegar até lá. A igreja cristã é feita de comunhão em Cristo.
Se você ler Atos 2, você vai ver que o texto fala sobre a doutrina dos apóstolos, mas fala sobre a comunhão em tempos difíceis, sobre como andavam juntos partilhando o pão. E é por isso que nós temos o culto público. Aliás, às vezes as pessoas perguntam: "Por que eu tenho que ir ao culto?
Não posso ficar em casa só eu e cultuar aqui tranquilinho? " Você pode adorar a Deus em qualquer lugar, claro, mas há vantagens em estar aqui. Aqui Deus ordena a sua bênção e a vida.
Porque aqui quando você come o pão e bebe o vinho, você tá fazendo isso em bando. E você tá bebendo vinho com gente que, de novo já andou por onde você vai andar. Tem cicatrizes que você nem imagina, mas bebe o mesmo vinho.
Aqui quando você confessa a fé, não é só você e o Senhor. Você tá vendo, tem pelo menos 250, 300 que creem na mesma coisa que eu. Eu passo a semana ouvindo que essas coisas são falsas.
Mas olha essa turma aqui, ó. Olha aquela irmã cheia de filhos. Olha aquela irmã que não tem nenhum.
Olha aquele casal que mal consegue se levantar para cantar. Olha aquela turminha, aquele casal jovenzinho no início da jornada. Olha aqueles jovens, olha aquela turma, eles creem nas mesmas coisas que eu.
Isso faz coisas no teu coração. Quando a gente canta, quando a gente ouve, quando vocês estão aqui todos ouvindo a mesma mensagem, o mesmo Senhor, a mesma fé, o mesmo batismo, a mesma comida santa, isso é importante pra gente. Isso é importante paraos que não creem também.
Porque no caminho que estamos paraa Nova Jerusalém, tem gente olhando no caminho a gente passar e ficam pensando: "Quem que é essa turma que anda cantando? " Em João 13:35, a Bíblia nos diz assim que saberão que são discípulos se amamos, se amarmos uns aos outros. Porque nesse mundo anormal não tem nada de normal você olhar a comunhão dos santos.
Mas quando a pessoa vê a gente e esse tipo de comunhão bíblica acontece, isso chama atenção. E as pessoas perguntam o porquê disso. Essa comunhão serve para aguçar o nosso paladar rumo ao dia final.
Hebreus 10 diz assim: "Consideremo-nos também uns aos outros para nos estimularmos ao amor e à boas obras. Não deixemos de congregar-nos como é costume de alguns. Antes, façamos admoestações e tanto mais quando vedes que o dia se aproxima.
O dia se aproxima, irmãos. O dia se aproxima da volta de Cristo, do renovar de todas as coisas. Vamos cantar já já pedindo ao Senhor que esse dia se aproxime.
Mas enquanto esse dia não se aproxima, a ordem bíblica é para que a gente estimule uns aos outros na jornada. Alguns de vocês chegaram aqui completamente animados e cheios de vigor espiritual. Outros de vocês chegaram aqui nas últimas, na reserva do tanque.
A luz acendeu na quarta-feira e você nem parou no posto ainda. E você tá aqui exausto espiritualmente na comunhão dos santos. Nós aprendemos sobre vida e morte.
Estimulamos uns aos outros ao amor, às boas obras. Exortamos uns aos outros e lembramos uns aos outros. O dia se aproxima.
Aguenta aí, cara. Ainda não chegou a hora de experimentarmos a morte, mas a gente vem vendo aa rondando para todo lado, não vem? Grande pregador e poeta John Don juntou essas coisas todas no famoso texto, no famoso poema, por quem os sinos dobram, por quem os sinos batem.
Você sabe, crianças, que é um costume antigo em algumas partes do mundo, na cidade, quando você escuta os sinos bater em meio do nada, não é 6 horas da tarde, não é nada disso, os sinos estão batendo do nada. Sabe por que foi? Porque alguém morreu.
É assim que eles avisavam as cidades que alguém tinha morrido. E John Don, no seu famoso poema, perguntou: "Por que os sinos, por quem os sinos batem? Por quem os sinos dobram?
" Ele diz assim: "Nenhum homem é uma ilha isolada em si mesmo. Todos são parte de um continente, parte do se torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa fica diminuída. como se fosse um promontório, como fosse o solar dos teus amigos ou o teu próprio.
A morte de qualquer homem me diminui porque sou parte do gênero humano. Por isso, não pergunte por quem os sinos dobram. Eles dobram por você.
E o povo de Deus experimenta isso, irmãos, de uma forma que a humanidade não experimenta, porque nós experimentamos o dobrar dos sinos com a promessa da reunião. Ainda temos de passar pela morte e um dia os sinos dobrarão por nós e a nossa comunhão aqui será diminuída, mas uma comunhão superior se amplia cada vez que os sinos dobram aqui. É aqui é que o Senhor nos prepara, irmãos.
Aqui está a salvação. Aqui está a bênção. Percebe que bobagem você querer viver longe disso, mesmo sendo difícil?
O salmo termina dizendo: "O Senhor abençoa essa comunhão para sempre. É necessário viver aqui. " James Boys bem diz: "Algumas coisas são boas para você, mas não são muito agradáveis".
Outras são agradáveis, mas não são boas. O salmo 133 nos ensina que a comunhão dos santos é boa e agradável. É como um pouco do céu aqui e agora.
E ele quer que você caminhe assim, cristão, sentindo a dor e o riso das pessoas ao teu lado. União perfeita só lá quando a gente chegar no nosso destino. Mas hoje você já desfruta de algo.
Não é perfeita, mas é boa e é agradável. e vai te deixar com gostinho de querer mais, mesmo meio lambrecado de óleo. Vamos orar.
Senhor, nós te louvamos por essa santa comunhão. Reconhecemos, Senhor, que nós somos difíceis e que, por vezes nós mesmos é que somos os maiores impecílios a experimentar essa comunhão. Perdoa-nos, Senhor.
Trata nossos corações, muda nossas vidas, muda nosso olhar. Dá-nos, Senhor, anseio por nos unirmos a teu povo e experimentarmos desse óleo, desse orvalho, disso tudo. Ajuda-nos, Senhor, a sair de nós mesmos e a olharmos para quem não conhecemos, a nos envolvermos nessa santa comunhão cristã com gente muito diferente de nós, que não tem nada em comum a não ser o centro.
Louvado seja o teu nome. Em Jesus oramos. Amém.