[Música] desafios da interdisciplinaridade em saúde professor Marcelo Anselmo Olá estudante é um prazer da minha parte estar com você neste momento para ministrar essa aula nesse encontro iremos falar sobre os desafios da interdisciplinaridade em saúde um aspecto Central né que precisamos ter esse mergulhar vamos dizer assim do ponto de vista crítico reflexivo né para depreendermos para compreendermos os reais Desafios que impedem que dificultam a edificação dos processos interdisciplinares pois bem então vamos começar a trilhar essa linha de raciocínio em conjunto uns desafios mais significativos fala para eu já ter trabalhado no subúrbios né Por um
grande período também da vida né também feito o estágio em hospitais enfim e a gente não apenas estuda né do ponto de vista mas acadêmico no mestrado em educação também minha dissertação foi voltada né para Esse aspecto da educação internacional de saúde masvidentemente o lado teórico mas se soma é muito também com o lado prático das minhas vivências né esse desafio é a cultura da integralidade né com toda integralidade ela realmente leva tempo né para se maturar não apenas no espaço físico né enquanto até mecanismo de gerência e de competência de valores que são criados
né Mas de fato tem atitude no aspecto mais comportamental por conta dos valores tradicionais que estão muito arraigados né que já estão muito condensados nos Profissionais de Saúde então por isso né que por exemplo essa aula aqui e nós falamos dela contextualizada a humanização à saúde é de vital importância para que para abrir o coração vamos dizer assim para deixar essa alma já mas ao encontro desse saberes interdisciplinares né porque justamente uma vez que nós posicionamos que nós temos contato com esses saberes aqui na graduação como você está tendo neste momento já se facilita a
criação do pensamento né dentro da sua atuação profissional independentemente da sua ciência da saúde ou do local qual você vai exercer o seu trabalho isso faz com que nós tenhamos uma compartimentalização do saber isso mesmo né fica como se fosse em né Fico eles ficam compartimentados ali dentro né de um determinado quadrado e não se a esse Zelos né Essas ligações de saberes né já essa troca de saberes Essa palavra não é chave que nós também temos dentro da interdisciplinaridade essa troca de saberes entre as áreas né é importante a gente sempre fazer uma ponte
né dessa linha de raciocínio dessa cultura da integralidade a percepção holística do sujeito e desses elementos que se posicionam como um desafio né dentro do saber fazer ou também conhecido né o normal isso faz com que nós superemos essa fragmentação dos serviços para a população né Essa fragmentação do saberes que acaba acontecendo Então quando a gente pensa o sujeito como um todo né Ah então você tá dizendo Marcelo ponto de vista prático se a gente pensa de modo mais integral no modo mais holístico isso faz com que eu tenho uma atitude de trocar mais com
outro colega na Clínica da Família família né na unidade básica de saúde no hospital no laboratório sim por quê Porque você abre precedência né para conceber o sujeito né o usuário paciente de uma forma maior né tendo a oportunidade de visualizar esses desafios né que são a compartimentalização dos saberes ou seja ver somente né o lado biológico ver somente a dimensão comportamental ver somente a dimensão social então quando a gente vê o sujeito como um todo né a gente também se abre né de forma mais oportuna para o saber do outro colega da outra área
né Dá um exemplo prático mas sei lá então só médico então ah vou ficar somente naquele território mais biologista geológico mais patológico mas aí se eu converso com assistente social eu vou né ter Esse aspecto mais sócio-econômico aquela dimensão daquele sujeito né o aspecto mais músculo diabético que o fisioterapeuta vai trazer né o âmbito mais ligado ao acesso alimentação que a nutricionista vai trazer então perceba né se nós concebemos a o sujeito dentro de um Panorama mais holístico né eu também abro né mais articulações mais elos para conversar com os outros saberes né com os
outros profissionais então perceba Esse aspecto que é muito importante para criação e desenvolvimento desse pensamento de saber fazer um saber comum entre as áreas e as suas trocas pertinentes nós falamos nessa cultura da integralidade né que realmente por vezes é o maior desafio né um dos maiores mas nós temos outros também né que nós vamos trabalhar em conjuntos a partir de agora então outro ele também consiste na quebra de paradigma da Medicina como a única detentora do conhecimento né vários artigos também demonstram né evidentemente nós temos Esse aspecto já muito arraigado na cultura não é
apenas funcionário da saúde né mas a cultura também vamos ver mais popular e pouco a pouco os outros profissionais né que às vezes isso até fomentado pelos outros profissionais né que acabam colocando eh a medicina dentro de uma perspectiva mais de pedestalização ou seja dentro de um pedestal e não é não é o melhor de caminhos sempre em um nível né de vamos dizer um nível o mesmo nível no mesmo nível de atenção o mesmo nível de conversa né porque cada área é evidentemente tem sua grande importância na saúde do paciente e vou mais além
né digo por já ter trabalhado o tempo também não sujo determinadas áreas vão ter uma periodicidade de contato com o paciente muito maior né então vamos estar muito mais empoderada de conhecimento Porque vão fazer o tratamento de fato talvez o médico seja com ginecologista com geriatra né com ortopedista enfim com reumatologista vai ter uma consulta de três três meses de quatro quatro meses né ou seja 6 meses dependendo do nível de atenção daquela daquele daquela unidade de saúde e terapeuta um terapeuta ocupacional com psicólogo né vai ser terapia né então aquele profissional ele tem um
um ela muito mais periódico muito mais permanente né E fica muito mais fácil de compreender diversas variáveis que aquele paciente possui então eu sempre procuro reforçar isso né É no mestrado em educação fui para esse tema dissertação voltado à educação internacional de saúde também ficou muito claro para mim e na parte prática também né o que de fato é profissionais que fazem tratamento do ponto de vista de terapia tem uma Manancial de informação muito maior para discutir um caso né dentro de uma reunião de equipe né isso ajuda muito né até o trabalho dos outros
profissionais Aí sim a gente consegue chegar dentro dessa cultura de integralidade que eu havia dito né anteriormente além da quebra desse paradigma nós temos também a necessidade da inserção curricular da interdisciplinaridade nos cursos da saúde né então a gente vai buscar o quê uma transversalização dialética né um aspecto mais ocidental do Diálogo então por isso que é os cursos de graduação hoje cada vez mais tem essa seiva né Tem esse núcleo interprofissional então profissionais né de várias áreas a gente tem estão na mesma sala de aula né Cada um filtrando para sua área saber né
somente se apenas mais de cunho híbrido né saúde pública aspectos antropológicos direito em Saúde São disciplinas que comungam esse núcleo saber você vai ter profissionais de diversas áreas né habitando aquela sala de aula e não estranhem isso estuda porque isso justamente vai ajudar na sua formação profissional ou já ir criando esse mecanismo de competência para fomentar as discussões emocionais isso na verdade ajuda muito não apenas você a sua trajetória de graduação mas vai te ajudar muito né vamos dizer lá na frente de casa independente da área que você conseguir daquilo que você gosta dentro da
sua graduação vai te ajudar muito já no Exercício desse raciocínio então viver isso agora te ajuda muito a criar bagagem né acumular experiências para o momento que você for exercitar isso dentro do seu campo de trabalho estamos falando dessa quebra do paradigma né do ponto de vista da Medicina falamos da inserção curricular um aspecto também bem interessante e a redução da abordagem mecanicista né ou seja Minimizar esse mecanismo que nós temos na prática de resolver problemas Claro unidades né que vão lidar com a pressão de atendimento muito grande vão ter totalmente 101% vamos dizer assim
essa abordagem tudo no hospital né um ponto atendimento porque ali é uma unidade nesse cunho dentro desse caráter mas uma unidade mais voltada às vezes para promoção e Reabilitação da saúde não nós vamos resolver um problema vamos né mas nós precisamos já fomentar o terreno para que a prevenção possa ser erguida Esse é o contexto Central então isso faz com que a gente possa entender melhor as queixas e sintomas trazidos por aquele paciente os sinais sintomas para construir esse conhecimento e essa interdisciplinaridade que é verbalizada ela possa ser vivenciada olha como é que é forte
isso né a gente não apenas ter o aspecto disciplinar falado né que é feito mas ele de Fato né com ações né e não apenas da sua unidade de saúde né quando nós temos também a necessidade articular por exemplo sobretudo no Sistema Único de Saúde o matriciamento né então uma unidade de saúde conversa com outro né Por exemplo uma OBS unidade básica de saúde vai ter o diálogo né como unidade especializada né uma unidade de saúde do idoso uma unidade Saúde da Mulher uma unidade de acolhimento social né então às vezes se tem Esse aspecto
interdisciplinar né com outras áreas também para resolver os casos terapêuticos dentro daquela perspectiva de integralidade né que a unidade básica acaba sendo sempre o ventre né Sempre é a mãe dos cuidados em saúde daquele indivíduo dentro de uma de um âmbito de saúde pública então é necessário também pensar a interdisciplinaridade né que transcende os limites territoriais da sua unidade de trabalho em si pois bem estudante nós chegamos assim a ao final da nossa aula nós falamos aqui dos Desafios né da interdisciplinaridade de saúde falamos né da cultura da integralidade falando da quebra do paradigma Falamos
também na inserção necessidade da inserção curricular também da interdisciplinaridade Na graduação e a redução dessa abordagem mecanicista né de quatro grandes desafios né que acabam sendo oponentes né E que se bem trabalhados nós conseguimos pensemos que não vamos ter a ruptura né não é aniquilar ele eles nunca mais voltarão né são exercícios realmente de resistência e de resiliência pouco a pouco eles voltam às vezes eles querem aparecer por determinadas situações de ingerência de dificuldade naturais né ao próprio SUS né ou o próprio sistema privado né mas com atitude né com atitude diária com um pensamento
crítico reflexivo nós conseguimos né Minimizar os e eles ficam controlados né pensemos que é como se fosse uma doença crônica então onde vamos controlando conforme a sua atitude e nós falamos a respeito dessas dificuldades sempre trazendo um Panorama crítico reflexivo já na sua graduação para te ajudar lá na sua inserção no campo profissional um abraço fraternal [Música]