[Música] [Música] eu disse que era rapidinho estamos de volta com seu programa entrevista coletiva recebendo hoje tendo a honra de receber a Eliane Carlos ela quer presidente da Federação dos povos e organizações indígenas de Mato Grosso a gente tava conversando aqui sobre esse primeiro ATL né que o acampamento é livre Sobre a audiência pública que a casa fez um pouquinho sobre a história da luta indígena inclusive na separação semântica de índio indígenas então se você perdeu esse começo que tá muito rico você pode entrar lá no YouTube youtube. com/tv Assembleia MT assistir quando e onde você quiser tá Este é o segundo bloco e eu queria passar a palavra para o look Marlon que nos acompanha também que quer fazer uma pergunta Ainda dentro do at L que fica à vontade nesse movimento que acontece aqui naquela na praça uma praça histórica eu acompanhei foram quase que quatro horas de uma audiência pública céu aberto os carros passavam lá para cá ouvir a imprensa participou de maneira geral Bom dia esteve lá presente o que que acontece depois disso o objetivo foi alcançado sai uma carta de intenção o que que vai ser o próximo passo sim já demos início ao próximo passo né a gente teve audiência e da TL saiu uma carta final com as demandas e com as nossas considerações essa carta ela já foi entregue para o governador Mauro Mendes na sexta-feira né a Unis teve quinta-feira com ele conversou e na sexta nós estivemos entregando a carta com as demandas com todas as nossas demandas mas especialmente com a de competência nível Estadual E Agora Nós estamos indo semana que vem para até ali em Brasília essa mesma carta vai ser encaminhada para os poderes instituído de lá que é amigo [Música] território questão de empreendimentos que envolva o demite né questão de várias demandas que nós tivemos que nós sabemos que são competência do governo federal e essa mesma carta será entregue lá então nós já estamos Numa articulação de entrega dessa carta porque o acampamento Terra livre Mato Grosso é uma preparação para que a gente some aos parentes que irão para Brasília provavelmente de 10 mil indígenas estarão lá e nós iremos com uma delegação de aproximadamente 400 a 500 pessoas aqui está de Mato Grosso e faremos essa participação porque isso será entre 24 de Abril e 28 de Abril sim próxima semana nós estaremos lá com o nosso Urucum e seramos muito bem representados né E paramos de toda a programação tá e quando terá um momento de entrega de documentos Nós faremos isso para que depois a própria frequência vai monitorar os resultados concretos das ciências da demandas esse movimento tudo que acontece chega a Brasília temos um guarda-chuva Federal pois esse novo Ministério que foi criado agora nessa gestão Federal isso porque tem fortalecido mais essas causas que a gente tem falado aqui hoje sim eu acredito que o ministério dos povos indígenas é um Marco é o reconhecimento do estado em relação aos povos indígenas é necessário ter um órgão com esse nível né e igual lá os outros para que a gente possa discutir políticas públicas a nível de governo federal mas também com uma articulação muito forte a nível de estados né porque nós somos 305 povos no Brasil só que em Mato Grosso a 43 povos e quando a gente fala de povos indígenas não tem como não falar dos biomas que eles nós fazemos a proteção né exatamente então se não tem como de colocar na mesa dessa discussão proteção Amazônia o cerrado o Pantanal falar de sustentabilidade falar de Economia indígena não tem como da gente tocar em assuntos Talvez espinhosos para nós mesmos né que talvez ainda não tenha um consenso porque nós somos diversos para ter consciência é muita conversa muito diálogo muita negociação entre a gente é da mesma forma que os irmãos indígenas também devem fazer isso aqui na casa a gente também faz Então a gente tá assim com muita esperança que o ministério dos povos indígenas realmente tem apoio do governo com o orçamento na pasta né que realmente seja construída políticas públicas para quem tá na base protegendo esses biomas que tem consequências aqui né porque quando a gente olha para o cidadão comum o que a gente vê toda uma história né arraigada muitas vezes em preconceitos e de olhar para o povo indígena e acreditar que é um sol né então a gente tem hoje na organização internacional do trabalho a convenção 69 que estipu o protocolo de consulta é então o protocolo de consulta é difícil às vezes para um não indígena entender né Como assim protocolo de consulta né não é só perguntar e eles respondem né E aí a gente tem que explicar um pouquinho quer dizer cada casa funciona de um jeito né na minha casa manda minha mulher né ela falou tudo bem eu acordo com ela Eu também bom isso já tá meio comum mas enfim existe um processo de tomada de decisão a tomar decisão ela é conjunta entre as pessoas e os povos indígenas têm maneiras diferentes de tomar essa decisão Às vezes o cacique resolve ponto às vezes é preciso uma assembleia com os homens às vezes ela precisa de uma assembleia com todos né então este processo de consulta eu queria que você falasse um pouquinho dele porque ele deve ser livre prévio e informado né sobre pena de que a obra não possa ser executada porque não foi feito o processo devido Os Protocolos de consulta ou a própria convenção 69 da oitê é um direito nosso e assim como bendito nós somos diversos e cada povo tem sua maneira de se expressar sua decisão e ele tem ele já tem sua forma de ser consultado é como foi bem explicado aqui e precisa fazer essa consulta porque de repente você vai passar com uma estrada no meio do território já pensou se eu entro na sua casa e passa com uma estrada no meio do seu apartamento ou então eu vou lá no cemitério e construa uma psh no cemitério você ia gostar sou sua mãe seus pais estarem ali eu desrespeito a isso então o protocolo de consulta ele é um processo e a maioria dos povos eles sabem como eles querem ser consultados hoje Eliane assim nós temos 43 pontos quanto já tem você tem esse número mais ou menos eu não tenho esse número eu sei que a gente tem de 43 povos o que eu posso falar com certeza uns 15 povos já tem isso escrito nós temos protocolos orais né E nós estamos num processo não só de levantamento mas de recursos para apoiar algumas organizações da sociedade tem procurado auxiliar nesse processo Porque até para construir o próprio protocolo é um processo também porque quando a gente fala de protocolo de consulta a gente não tá falando de uma aldeia a gente fala de todo o povo por exemplo a gente tem o Xingu o Xingu São 16 povos eles têm um protocolo de consulta então eles têm a governança então eles dizem como quando eles devem ser e não é só somente em obras é todas as questões que nos afeta diretamente Então não precisa o governador falar mas eu falei que tal pessoa mas você falou com o povo teve um processo né porque há processos que demoram dois anos em um ano porque assim quando a gente fala livre prévia informada nós precisamos entender o que está acontecendo uma linguagem fácil numa linguagem que é perceptível e por muitas vezes nós precisamos de ter tradutores e esse processo não é respeitado no Brasil porque essas audiências que tem nos locais eles não nos atende porque às vezes o parente vai lá ele entra Calado e sai muda porque ele não entendeu o que está sendo dito né E aí as próprias autoridades que são responsável por fazer essa consulta dizem que já nos consultou e não nos consultou é um processo e isso é necessário porque eu não entro na sua casa e abra suas geladeiras sem a sua permissão então não entre no nosso territórios falar conosco porque a nossa casa então é isso deixa eu te perguntar quando a gente então fala desse movimento todo Como foi o desafio maior trazer esses 45 povos etnias para esse encontro aqui em Cuiabá porque penso eu que exigiu e uma comunicação logística fácil né logística faz com 910 mil km² 141 municípios né como é que vai para vocês na realidade Então dentro do nosso quintal é assim aqui a gente tem muitos desafios né ah foi Point ela primeiro lançou a ideia internamente e a gente viu se as lideranças compravam a ideia porque se a gente não é porque eu sou presidente que eu vou fazendo não eu preciso de ter um diálogo com a minha base quando a gente disse vamos fazer a pele porque a gente precisa desculpa a gente precisa movimentar o nosso estado precisamos mostrar que nós estamos aqui as liderança Falou então vamos né e assim vamos E aí com isso nós garantimos a estrutura e cada povo se organizou com seus parceiros cafunai com ele sei com outras ONGs né aliadas e vieram ou muitos vieram com dinheiro do bolso e a gente aqui se movimentou para garantir a alimentação para garantir as tendas para garantir a segurança né a gente fez tudo dentro da legalidade eu sei que alguém falou ah não é para pagar aluguel mas assim nós fomos lá na secretaria municipal pedir autorização da praça nós fomos falar com os amarelinhos nós estivemos na polícia a polícia estava sempre lá né passeava lá então assim a gente sempre comunicou todo mundo porque exatamente Porque nós não iríamos existe uma coisa que ansiedade não entende nós temos hierarquias internas Então nós não iremos desrespeitar A Hierarquia de vocês então a gente sempre vai cumprir a gente só vai deixar de cumprir A Hierarquia quando alguém infringir a nossa então assim a gente vai fazer a terra Então vamos ver o que que precisa Então a gente teve toda essa articulação e assim responder o nosso chamado estiveram aqui eu achei que não teria tanta gente porque eu tinha pesadelos né minha equipe sabe disso de ter 10 pessoas mas assim todo mundo esteve aqui porque é uma luta por direitos é uma luta por respeito né a palavra que reinou na nossa pele foi respeito né então assim as pessoas que passaram lá que eles não xingaram que nos mandaram trabalhar nós estávamos trabalhando para defender os nossos direitos eu de vocês também porque Cuiabá é território indígena então vocês devem ter sangue de Bororó de Xavante Então se vocês devem ter sangue aí 2% da população 2% da população brasileira tem sangue indígena e aqui em Mato Grosso isso sobe para 50%. então talvez você pode ter um cabelo cacheado mas você tem meus traços e você renegar a mim você tá renegando seus ancestrais é isso que a gente já falou que é singular né hoje a gente pode assim vamos falar de uma bancada do cocar né que a gente pode falar é da causa indígenas com outra visibilidade Aliás você foi candidata e é suplente né candidato a deputado estadual teve 3.
400 300 não 3. 446 votos 4. 346 votos é suplente na casa né esse processo de de luta pelas seus pelos seus direitos dentro da Ótica né não indígena vamos assim tô de volta se da política pública vendo os parentes graduando pós graduando fazendo doutorado é realmente a gente vive um momento especial né quando surgiu o desafio da gente vir para a política né primeiro eu Eliane não aceitei muito não bem né porque eu tenho assim como toda a sociedade Eu tenho algumas Barreiras né com os políticos mas assim foi um pedido coletivo né o pedido começou lá no Araguaia e depois veio para as mulheres né e a gente aceitou E a escolha do partido também foi coletivo né a gente não escolheu eu iria escolher foi um pedido e a gente vem para uma candidatura no momento muito de separação aqui no estado né a gente sofreu alguma alguma violência política assim mas eu acredito que foi também a primeira vez que tem uma indígena que abre caminhos para outros indígenas para preocupar espaços espaços né importante e 1.
346 votos Eu agradeço muito porque foram votos muito limpos votos que ela causa e eu fiquei bem surpresa né Eu sempre falo que eu tenho muito pesadelos né que eu sou uma pessoa um pouco insegura eu disse para minha família e para o meu povo falei gente se tiver cinco votos eu vou esse canal pelo menos ali para garantir que pelo menos a minha família meu povo voltou e eu fiquei muito surpresa com a Adesão mas assim a gente não esperava a Vitória Isso é fato porque a gente quis aprender como que é esse processo a gente tá aprendendo a gente não sabe muita coisa ainda porque a gente acredita que é necessário ter um parmentar aqui em Mato Grosso mas é necessário que a gente amadureça isso também com nossos povos indígenas e com toda a sociedade dando oportunidade para que os que os colegas suplentes que auxiliaram inclusive para que todos pudesse dentro para poder chegar na Assembleia pudesse viver para cá de repente nós temos Iniciando um ano legislativo ainda quem sabe daqui a pouco né Qual é o partido nessas conversas a gente como eu disse né eu já saí de uma campanha eleitoral e fui para outra que é da presidência da frequente que também foi bem dura né foi bem difícil a gente vencer e a gente venceu né e eu tive apoio de grandes lideranças como Raoni para vencer essa apoio das mulheres também e de outras lideranças que acreditaram na Eliane Nakao né nesse preparo E como você bem disse nós estamos nos preparando preocupar esses esses espaços com o conhecimento não indígena mais com conhecimento astronstral e é isso né Eu não sei como que partido vai decidir a gente não conversou mas se for a vontade dos meus sagrados a gente ocupa se não eu continuo na presidência fazendo o que as lideranças querem que eu faço me perguntar a presidente da Federação dos povos indígenas de Mato Grosso né é uma representatividade significativa pro nosso estado e a tua relação como Ministério Como é que tá a minha relação é boa porque eu faço parte da amiga amigas são as guerreiras da ancestralidade que na qual a Sonia comanda né a Sônia Guajajara eu sou mulher Terra igual ela ela é confudora sou uma das cor fundadoras e a nossa relação sempre foi muito boa né de luta de companheirismo então nós tem tido sim é o ministério dos povos indígenas tem tido abertura tem tido diálogo com Mato Grosso né Elas já estiveram no Xingu não puderam estar na nossa audiência porque a gente decidiu muito em cima da hora e agenda em abril é muito complicada mas eu já estive em outros momentos com ela eu estive na reunião da pré-campanha junto com o presidente Lula e com ela lançou 15 deputadas de vários partido eu era uma das né então a gente tem uma relação muito próxima E como eu disse né Eu estou como presidente da fepoente e a gente vai ter um diálogo institucional muito bom mas a Sônia ela é inspiração e ela segue sendo a nossa liderança de maior respeito aqui no Estado então eu acredito que a gente vai ter ela ajoelha também é uma liderança importante e a presidente da FUNAI pela primeira vez em 50 anos nós temos um presidente indígena e mulher e nós temos também o presidente da sesai que é um homem então eu vejo que a pauta agora é indígena Mas eu vejo que tem mulheres potências comandando e dirigindo e me desculpe os homens mas as mulheres quando elas estão à frente Elas têm um olhar de cuidado né um olhar muito democrático também porque nós não estamos aqui para aqui com os homens Nós estamos aqui para somar e caminhar juntos então eu tô bem esperançosa e a gente tem um bom diálogo com elas também para o final do programa e eu queria te perguntar uma coisa que é delicada você falou dentro do programa sobre a dificuldade de estabelecer consensos né então assim para eu chegar tem uma federação representando 43 podes imagino quanto suor lágrimas né foi dentro desse processo e a gente olha por exemplo alguns povos hoje trabalhando por exemplo com a soja outros que defendem o garimpo é meio surreal mas né existe então esse processo de definição do indígena em relação à atividade econômica que ele pode vir a desenvolver dentro da sua região algum falar tem que deixar porque pode arrendar qualquer problema que o capital corrompe tudo né isso eu digo de antemão Mas como que é isso dentro da Federação existe um processo discutindo essas questões em relação às atividades econômicas porque por exemplo nós temos o pagamento por serviços ambientais que de repente pode vir o mercado de carbono e tantas outras formas mais sustentáveis né do que uma cultura uma monocultura ou mesmo o garimpo né com extrativismo básico é primeiro dizer que a própria frequência ela tá em discussão da economia indígena economia indígena pra gente é o conceito de que a gente Produza e esse resultado esse recurso seja investido em coletividade segundo que nós respeitamos os nossos parentes que tem outras opções se é o povo que decidiu ir para monocultura ir para o garimpo a gente respeita o que a gente discorda é que esse modelo o único seja imposto para todos os povos indígenas porque a grande maioria quer sim ter alternativa sustentáveis e quer E para isso a gente precisa de fomento do governo do estado do Governo Federal para que a gente possa ser investido nas cadeias que existe aqui no estado Então a gente tem uma discussão interna nós estamos em diálogo mas nós sabemos que precisamos respeitar o povo que escolheu essa alternativa precisa nos respeitar e a nossa grande luta é que não seja imposto modelo único para gente porque nós somos diferentes e a grande maioria dos povos aqui no estado de Mato Grosso querem outro tipo de economia que respeite a natureza que respeite todo esse essa biodiversidade que nós temos e nós temos alternativas para isso e precisa de vontade política precisa de investimento precisa de fomento né E a gente tem dialogado isso como Governador através da Sefaz e outras secretarias e um cenário Nacional a gente sabe que é a proposta vai ser investimento na penetti que é uma lei que foi criado por nós e para nós que a gente espera que saia do papel que eu vi que aprender mais né Luke eu acho que esse é o caminho né o respeito o que eu tenho para dizer eu tô muito grata por esse espaço é um espaço não dado mas os povos indígenas de Mato Grosso e eu agradeço muito a casa o programa nós estamos à disposição para distribuir que a gente possa ter mais divulgação Nas questões culturais né nosso povo é lindo é bonito e a gente tá até com uma mesa aí disputando minhas beleza Mato Grosso a gente espera que ela ganhe né mas a gente quer que a sociedade nos conheça venha nos conhecer existe uma aldeia Tire tudo que você sabe sobre nós nós não somos preguiçosos a gente não come gente a gente não mata criancinha pelo contrário nós somos muito parecido com vocês tem alguma diferença Então venha nos conhecer e venha somar as nossas causas porque a nossa luta também é por vocês que estão aqui na cidade pela água pelo alimento pelos animais e pelos sagrados é isso muito obrigada a Lace obrigado pela oportunidade grato também pela tua oportunidade essa voz recuando através da TV Assembleia Legislativa chegando e a gente com um papel de TV pública auxiliando dessa conscientização de termos Assim como nós abrimos o programa de hoje né Cláudio explicando detalhes que é assim mesmo falando falando e graduando as memórias que vêm por aí bom grata a você que sabe que a TV também ela teve pública sem fins lucrativos você quer acompanhar um pouquinho mais afetante arroba foi pointe underline oficial é a rede social lá você pode ouvir mais conhecer mais essa riqueza extraordinária que é a cultura que a língua que é tanto ensinamento né que está presente na sua comida que está presente nos seus hábitos e você nem sabe disso nem desconfia Tá esse programa você vê 10:30 da noite com reprise as sete da manhã também no YouTube e youtube.