[Aplausos] [Música] Olá a gente está de volta pra segunda parte do nosso bate-papo sobre gestão do trabalho e da Educação na saúde comigo aqui Isabela Pinto secretária da gestão do trabalho para quem não viu a primeira parte vá lá assistir pra gente continuar nosso bate-papo a partir daqui então Isabela você eh fez uma varredura aí grande de de iniciativas importantes né e e eu eh nem tava no meu script mas eh eu não vou depois de ouvir a sua fala eu não consigo não falar do que eu tenho vivido eh nos anos recentes do conasems
eh como coordenadora da mostra nacional Brasil aqui tem SUS né amostra Nacional ela a princípio era uma atividade do congresso onde os municípios tinham oportunidade de trazer as suas experiências a gente O processo foi amadurecendo naturalmente a o engajamento dos próprios cozem e dos Municípios foi crescendo naturalmente e hoje o que a gente vê via amostra é um movimento de educação permanente Fortíssimo que a gente não via assim e que a gente hoje enxerga então eu brinco que eh com os colegas da área né Eu brinco com com uma frase famosa aí de de um
político qualquer que é I have a dream né Eu quero ver eu sonho ver a educação Permanente em saúde recolocada no seu divido lugar de protagonismo porque a gente fala muito da formação de quem ainda não chegou ou de quem já está e está se qualificando cada vez mais mas os processos de educação permanente eles são responsáveis para aquele que está no dia a dia do trabalho e que poucas vezes tem a oportunidade de com a equipe refletir sobre o seu processo de trabalho eu acho que a política nacional de educação permanente ela Traz essa
proposta inicialmente e mas depois as coisas né que não são cuidadas ela ela segue florescendo mas às vezes com uma folha meio torta uma coisa que a gente precisa podar acertar para deixar esse Jardim de fato mais bonito e eu acho que a política de educação perman ente o cuidado e a atenção com o trabalhador que está no serviço e às vezes pouca atenção tem pouco tempo tem para a sua reflexão é muito importante que a gente retome isso e ainda sem retomar eu tenho tido o privilégio de ver isso como eu te falei por
meio da Mostra Brasil aqui tem SUS e E aí isso fica para uma próxima com conversa porque eu acho que é um um gancho que a gente pode conectar para falar e fazer a política de educação permanente junto aos municípios porque a gente a riqueza dessa política foi chegar lá perto né e a gente precisa retomar isso E aí agora eu vou fazer a perguntinha que eh é bem importante para nós ouvir Apesar de que você já deu indícios né Lembrando que a força de trabalho no SUS ela é majoritariamente municipal né Eh portanto uma
atenção especial aos municípios e aos trabalhadores dos Municípios devem ser dada nesses seus seus anos de estrada Porque não são esses um ano e meio de secretaria né mas os seus anos de estrada e e mas especialmente esse 1 ano e meio de secretaria Qual a importância que você daria ou dá né para o papel dos cosems nos estados e do conasems nessa construção tripartite das políticas para este Campo fundamental para o fortalecimento do SUS nós começamos a falando este Campo trata do Trabalhador Então como é que a gente encara isso juntos para que a
gente de fato construa o SUS que a gente quer eu fico feliz porque eu vejo um amadurecimento com muito sofrimento né A gente podia ter avançado mais mas eu vejo o amadurecimento mas o que mais que a gente pode fazer e o que que esses parceiros que somos nós né podemos contribuir com o Ministério da Saúde na construção dessas políticas Márcia você começou aí falando da mostra e eu o material que você me deu no dia que estivemos juntas eu li e eh Quando você diz são experiências importantíssimas são e são exemplos de educação permanente
que podem dar para outros gestores o estímulo o estímulo de quem faz né quer dizer tem uma experiência ali relatada e essa mostra eu acho que permite isso e eu acho que esse trabalho o suz ele se sustenta nas conferências e nos conselhos o SUS se sustenta na participação social e eu acho que esses conselhos os cosems o conasems que reúne né esses 5570 gestores é um espaço de muita potência e de muita força quando nós temos como marca deste governo que defende a democracia e que assume em janeiro a união e a reconstrução O
que é que que isso tá dizendo nós só vamos conseguir reconstruir com essa força e essa potência sendo direta a sua pergunta do dos kemes e do conasem que reúne esse conjunto de gestores e que Portanto tem uma potência muito grande eu acho que temos construído isso com conas Emes né temos construído isso nas reuniões que tá aí acompanhada por todos da cit eu acho que temos feito pactuações importantes temos tido e a ministra tem reforçado isso é um ministério único da saúde e é o ministério do Diálogo entendendo que nós só avançaremos se estivermos
juntos né É como você diz é um processo de negociação constante não precisamos concordar com tudo muito pelo contrário Às vezes as discordâncias são importantes para que a gente no diálogo cheguem às vezes não a primeira ou a segunda opção mas a terceira muito melhor porque reúne né os argumentos as sugestões e a potência desses desses do funcionamento desses conselhos E aí eu acho que é fundamental que esses conselhos municipais realmente tenham força e isso nós temos estimulado eu acho que a conformação desses conselhos a participação dos conselheiros Isso define a política de saúde Isso
define a avaliação o acompanhamento o monitoramento dessas políticas e soma para que a gente consolide o nosso sistema único de saúde temos você citou amostra mas nós temos também vivenciado coisas muito interessantes com a caravana do piso da enfermagem temos ido estado por estado fazendo e e tentando com os gestores encontrar os caminhos para os desafios que todos têm enfrentado não tá sendo fácil não o processo de implementação não é fácil mas nosso movimento é estando junto com os gestores poder tornar esse caminho mais fácil então dirimindo dúvidas participando das reuniões da cib com os
gestores municipais E isso tem sido oportunidade porque eu tenho entrado em todas as as cibs E tenho dito isso o que a cgts quer o que o ministério da saúde quer o que esse governo quer é estar mais próximo dos gestores para que a gente possa naquilo que nos cabe também colaborar entendendo que é uma parceria porque temos um único objetivo que é fazer avançar o SUS que é o SUS Municipal o SUS Estadual o SUS a nível Federal mas é um SUS único é o único SUS Então eu acho que esse tem sido o
nosso movimento né esse tem sido o movimento forte da ministra de diálogo e de proximidade com o gestor para facilitar os processos considerando inclusive que as necessidades não são as mesmas mas nós precisamos e esse diálogo ao aproximar ele também define o que é que é necessário a um ou outro município Então eu acho que isso acontece nos conselhos eh enfim hoje esse primeiro diálogo nosso né que eu de fato fico muito feliz que a gente comece com eles a cetes ela não é uma secretaria que tem portarias de urgência né que de repente tem
que vi e fazer um programa para esclarecer aquilo porque é tudo Vapt Vupt a cetes o processo de trabalho daquilo que a cgts faz que a gestão do trabalho faz ele é mais Moroso ele é de construção né mas não é menos importante do que as urgências a gente precisa cuidar muito bem deles e então eu espero que a gente tenha outros momentos porque eu espero que a gente tenha muitas propostas interessantes para levar para os municípios e para os gestores para essa atenção ao trabalhador E aí eu queria eh engatar em algo que eu
quero deixar como um aperitivo para um próximo Estação né que é a quarta conferência nacional de gestão do trabalho da Educação na saúde eh a quarta conferência convocada eh pelo Conselho Nacional de saúde deverá acontecer em dezembro deste ano aqui em Brasília e nós temos dito né e é importante que seja dito que nós sabemos e apontamos para o os propositores as dificuldades que existirão paraa realização de conferências municipais neste ano de mudança de gestão Municipal a gente tem conversado inclusive na própria comissão prazos foram alargados e estratégias estão sendo pensadas Então aquela região onde
tá muito complicado as conferências estão sendo propostas regionalmente macrorre regionalmente mas eu queria eh eu entendo que ela a última conferência se não me engano foi 2006 né Isabela 2006 18 anos este silêncio desta pauta aliás um silêncio de todas as conferências né Eh também nos diz muito então eu acho que ainda que não no momento mais eh profico ideal mas está aí a a conferência nacional vai acontecer então por que né eu queria que você dissesse para o gestor Por que gestor é importante que você Aproveite a oportunidade que está passando não necessariamente a
obrigatoriedade de você organizar a a conferência Municipal se isso estiver muito complicado mas a oportunidade de discutir um tema que há muito vem silenciado eu queria que você colocasse um pouquinho isso pra gente já ir um pouco arrematando aqui tá ótimo Márcia eu não posso perder a oportunidade de dizer que essas políticas de urgência né E que são prementes são tocadas por esses trabalhadores Então eu acho que isso eu gostaria né ter o gestor muito perto nessa conferência nessa quarta conferência de gestão do trabalho da Educação na saúde das 58 propostas que emergem da 107ª
que foi em julho do ano passado início de julho do ano passado 18 dizem respeito à área da gestão do trabalho e da educação isso é muito importante de destacar porque faz e traz a importância dessa quarta conferência depois de 18 anos ter um espaço que bom que estamos no governo democrático que temos esse espaço para trazer esse debate da gestão do trabalho e da educação e é como você diz o município Faz o que for possível se junta e faz uma conferência regional se junta e e participa de conferências macrorregionais as estaduais enfim o
que nós queremos é reunir nessa etapa Nacional um conjunto de pessoas que venham que debatam e que juntos a gente analise as propostas que sai dessa conferência depois de 18 anos sabemos que tem enormes desafios tem um documento orientador elaborado pelo Conselho Nacional de saúde com todos os três eixos e nós fizemos eh nessa discussão com o Conselho Nacional o primeiro eixo é o eixo democracia controle social e gestão participativa do trabalho da educação o que nós queremos é ampliar os conselhos ampliar os locais de debate trazer para as mesas de negociação as questões afeitas
ao Trabalhador e a trabalhadora do SUS Esperamos que com essa conferência com esse movimento com todo o investimento que estamos estamos fazendo nas políticas de gestão do trabalho e da Educação que possamos dar respostas sabemos que não Daremos respostas a tudo mas queremos Se você olhar os relatórios das últimas conferências das nacionais a questão do trabalho e da educação aparece fortemente Então o que é que nesse debate junto com os gestores apoiando os gestores Podemos trabalhar para fazer com que essas pessoas atuem melhor na nas ações que são realizadas no Sistema Único de Saúde o
o que nós queremos é tratar daqueles responsáveis por todas as políticas que ocorrem nesse do Sistema Único de Saúde então é um espaço de debate é um espaço que temos que aproveitar a volta da democracia e também ouvir dos gestores todos os seus desafios todas as questões que eles enfrentam cotidianamente para fazer esse suis acontecer e também as ações que são desafio nós sabemos né Tem desafios orçamentários desafios do dia a dia que é importante também que nesse debate o gestor traga e apresente dentro da área da gestão do trabalho e da educação quais são
como gestor as suas dificuldades para debater com trabalhador debater com o movimento social com a sociedade civil para juntos encontrarmos os caminhos possíveis sim eu acho que é a construção coletiva ela não é fácil né não é fácil eh mas ela é necessária e ela é muito Qual o termo que eu usaria ela é muito mais eficaz né quando as pessoas participam juntas constroem juntas o reconhecimento do resultado e portanto a responsabilidade com o resultado tende a ser maior é um tema difícil eu eu sempre digo né que às vezes duas coisas que no meu
ponto de vista a gente contorna no SUS que é financiamento e pessoas apenas né então enquanto a não adianta a gente não olhar para isso e e enfrentar e encontrar maneiras possíveis viáveis para que a gente siga fazendo o SUS que foi sonhado e que a gente vem construindo nesses anos todos é bacana mas não não é o ideal né que a gente só reconheça a existência e o valor do SUS nos momentos de crise né e a gente precisa E para isso a gente precisa valorizar aquele que faz o SUS e dar condições aos
gestores e gestoras do SUS para que valorizem aquele que fazem o SUS então Isabela ó te agradeço imensamente a conversa eh o prazer de retomar esse diálogo da gestão do Cuidado da do trabalho e da educação Eh quero apontar para os colegas que estão nos assistindo todos que estão nos assistindo que a gente tem um já um próximo Estação Mais ou menos desenhado vamos convidar alguém convidamos a princípio Francisca Valda né que é a coordenadora adjunta da da comissão organizadora da quarta conferência para que ela traga pra gente também para vocês e isso tem que
ser rápido né porque a nossa fase é até o final de Junho mas questões de logística de operação como é que a gente organiza isso mas para esse momento eu queria muito te agradecer a essa conversa franca né e e e honesta eh de temas importantes que nós precisamos enfrentar no campo da gestão do trabalho e da educação muito obrigada e Espero te ver aqui outras vezes para falar de coisas bacanas que vocês estão fazendo Márcia também quero agradecer a oportunidade desse bate-papo foi muito bom e estou disponível para o que precisar desdobrar de outras
pautas e de prestar contas num espaço como esse daquilo que nós como gestores temos obrigação de fazer dizer o que estamos fazendo por Estamos fazendo para quem estamos fazendo e com quanto estamos fazendo muito obrigada obrigada a [Aplausos] [Música] você n [Música]