Olá bem-vindo na aula anterior estudamos o conceito de Infância na Idade Média agora vamos estudar a mudança de conceito de Infância na modernidade e seus desdobramentos sociais e históricos o texto base é da professora Janete mbl do no final do século XV o mundo passou por importantes modificações as grandes navegações e o consequente surgimento de novos mercados Novos Produtos e novas formas de fazer comércio gerando o que ficou conhecido como revolução comercial o desenvolvimento científico a invenção da Imprensa os novos acordos e alianças políticas o nascimento da burguesia etc com surgimento das rotas comerciais os
Mercadores enriquecidos com forma de proteção começaram a construir cidades protegidas por muralhas conhecidas como Burgos os Burgos abrigavam também os Camponeses que deixavam os fudos e buscavam Refúgio nessas fortalezas assim Originalmente o termo burguês era usado para se referir a Estas pessoas que residiam nos Burgos aos poucos porém o termo passou a ser usado para designar todos aqueles que se dedicavam às atividades comerciais com o objetivo de lucro e com isso desfrutavam de uma situação econômica mais confortável a prática comercial visando lucro foi por muito tempo condenada pela igreja católica a maior potência da época
e vista como desonesta do ponto de vista ético Mas mesmo com essa forte crítica o comércio teve seu um crescimento extraordinário desencadeando a passagem do modo de produção feudal ou feudalismo para o modo de produção capitalista e fez despontar também uma nova classe social a burguesia e nesse cenário O que aconteceu com as artes e a filosofia em relação às Artes e a filosofia o período ficou conhecido como Renascimento ou Renascença em virtude de ter sido uma época de retomada dos valores greco-romanos e das referências culturais da antiguidade que tinham sido abandonados durante a idade
média a retomada da cultura clássica disseminada através da recém inventada imprensa fez o homem alterar seus conceitos de interpretação do mundo gerando novos questionamentos desencadeou-se então na Europa um movimento conhecido como humanismo centrado no homem e visando a ação do Saber Isto é procurando desvestir da parcialidade religiosa para torná-lo mais propriamente humano com isso o olhar do homem desviou-se do céu para a terra ocupando-se mais com as questões do cotidiano e com redobrado interesse pelo corpo e pela natureza Com todas essas mudanças a vida cultural deixou de ser totalmente controlada pela Igreja Católica e a
arte tornou-se mais laica incluindo tanto personagens bíblicos quanto elementos da mitologia greco-romana dentro desse novo contexto em que as famílias começaram a viver menos na rua e de forma mais fechada cada uma em sua casa gradativamente a criança natureza infantil agora vista de forma diferente da natureza do adulto veio a ser compreendida como frágil e incompleta precisando portanto ser atendida zelada e vigiada pelos mais velhos passou a ser valorizada em si mesma e a partir daí o local considerado como melhor para que ela pudesse ser cuidada e educada foi o colégio instituição fundada pelas ordens
religiosas houve então uma proliferação de colégios e de manuais para alunos e professores e enquanto os muito ricos ou da alta nobreza continuavam a ser educados por preceptores em seus próprios castelos Lembrando que os preceptores eram como um professor particular a pequena nobreza e a burguesia encaminhavam seus filhos para a escola na esperança de melhor prepará-los para a liderança e a administração da política e dos negócios já os segmentos populares em geral não tinham seus interesses pela educação levados em conta com a expansão dos colégios foi se substituindo paulatinamente a relação mestre aprendiz pela de
professor aluno como meio de educação e criando nos colégios um ambiente segregado e protegido das más influências do mundo assim a criança inicialmente da nobreza e da burguesia ascendente desejosa de alcançar postos na administração pública foi deixando de ser misturada aos adultos e de aprender a vida diretamente através do contato com eles passando a ser separada e mantida à distância antes de ser solta no mundo surgia desse modo o sentimento de Infância Isto é a consciência da distinção essencial entre criança e adulto abrangendo inicialmente apenas os meninos que foram para os colégios as meninas permaneceram
por mais tempo no estilo de vida tradicional continuando a ser misturadas aos mais velhos até o início do século XVI elas eram excluídas da escola treinadas para que se comportassem desde cedo como adultas casando-se aos 12 13 anos além da aprendizagem as meninas não recebiam nenhuma outra educação as mulheres mal sabiam ler e escrever a separação das Crianças inicialmente dos meninos pode ser interpretada como uma das faces do grande movimento de moralização dos homens promovido pelos reformadores católicos ou protestantes ligados à Igreja às leis ou ao estado mas esse movimento não teria sido possível sem
a cumplicidade da família que começou a dar a importância maior à criança tornando-se impossível perdê-la ou substituí-la sem dor a família tornou-se assim o lugar de uma afeição necessária entre seus membros fazendo nascer a preocupação dos Pais de vigiar os seus filhos e a decisão de não mais nem mesmo temporariamente aos cuidados de outra família o surgimento do afeto entre os pais e filhos propiciou dessa forma um olhar mais de perto sobre a criança esse olhar por sua vez levou à percepção da natureza infantil como frágil e incompleta legitimando o adulto a exercer uma autoridade
constante sobre as crianças e a fim de protegê-las de más influências elas passaram a ser submetidas a uma Severa disciplina inclusive com castigos corporais aplicados tanto pela família quanto nas escolas onde a meta não se restringia à transmissão de conhecimentos abrangendo também a formação moral o regime de estudo nessas instituições era rigoroso e extenso persistindo a educação formal de gramática e retórica como na Idade Média mas cabia também a educação escolar disciplinar e inculcar regras através da ação direta do adulto e da permanente transmissão de modelos para a correção desse ser frágil a moral de
natureza incompleta e naturalmente corrompido ou corrompi apesar de implantação da maioria dos colégios ter ficado por conta das ordens religiosas também havia escolas particulares leas Especialmente na França Alemanha Países Baixos Inglaterra e Itália nessas instituições onde a disciplina era menos Rude e intolerante havia cursos de arte e de esportes da época e a formação intelectual era voltada para a cultura humanística com especial atenção ao ensino do grego e do latim a colonização do Brasil resultou da necessidade de expansão comercial da burguesia europeia enriquecida com a revolução comercial a partir do final da idade média as
colônias não só favoreciam a ampliação do Comércio como também eram fornecedoras de produtos tropicais e metais preciosos de início a ação dos portugueses se restringiu a extração do Pau Brasil e algumas expedições explor a partir de 1530 teve início a colonização com o sistema de capitanias hereditárias e a monocultura de cana de açúcar a economia se expandiu em torno do engenho de açúcar e o grande proprietário de Terra recorreu ao trabalho escravo inicialmente dos índios e depois dos negros africanos o lucro ficava com os Comerciantes na metrópole o que caracterizava uma economia de modelo Agrário
exportador endente no tocante à educação ainda que nesse contexto não fosse priorit Portugal como as demais metrópoles passou a enviar religiosos para o trabalho missionário e pedagógico com a finalidade principal de converter os índios e impedir que os colonos se afastassem da fé católica a igreja submetido ao poder real era um instrumento importante para garantia da unidade política uma vez que uniformiza a fé e a consciência a atividade missionária facilitava A Dominação Metropolitana E assim a educação assumiu o papel de agente colonizador as primeiras escolas fundadas pelos Jesuítas a partir de 1549 uniam os filhos
dos índios e dos Colonos mas a tendência era separar os catequizados e os instruídos a ação sobre os índios se resumia na cristianização e na pacificação tornando-os por bem ou por mal dóceis para o trabalho com os filhos dos Colonos porém a educação se estendia além da escola elementar de ler e escrever tendo os Jesuítas exercido uma grande influência na educação e na formação do homem brasileiro a companhia de Jesus fundada por Inácio de Loiola em 1534 era composta por padres seculares Isto é que não se retiravam em Conventos convivendo com os fiéis no mundo
através de uma rígida disciplina militar tinha como objetivo a propagação Missionária da Fé e a luta contra os infiéis os Jesuítas se espalharam pelo mundo desde a Europa até à Ásia África e América era mais fácil conquistar os jovens e para isso criaram e multiplicaram suas escolas no século XVIII as críticas já existentes ao ensino jesuítico aumentaram uma das características mais criticadas era a separação entre escola e Vida na ânsia de retomada dos clássicos esqueciam das inovações do seu tempo os jesuitas também eram considerados excessivamente dogmáticos autoritários e comprometidos com a igreja a companhia era
ainda acusada de ter enriquecido passando a exercer poder político sobre os governos visando suas próprias conveniências em 1759 o Marquês de Pombal primeiro-ministro de Portugal expulsou os Jesuítas do reino e de seus domínios a ordem Foi extinta pelo Papa em 1773 e reestabelecida em 1814 Vamos então abordar Mais especificamente a infância indígena na época da chegada do homem branco Às nossas terras para tanto dispomos duas fontes importantes Os relatos dos indígenas responsáveis pela missão de catequese dentro do projeto colonizador português e as descrições de Viajantes que percorrendo o Brasil de norte a sul registraram por
menores do cotidiano de vários grupos nativos fazendo referência às crianças e sua importância dentro da sociedade [Música] indígena ao acessar essas Fontes no entanto é preciso que se tenha Clare de que havia uma grande diversidade de povos cada qual com sua cultura seus costumes suas crenças e seus modos de viver e de conceber o mundo tratava-se portanto de um contexto multiétnico em um universo complexo composto de uma enorme diversidade cultural ainda assim havia muitos pontos em comum entre eles e a forma de conceber e lidar com suas crianças feitas essas ressalvas pode-se observar segundo esses
registros que os pequenos curumins as crianças indígenas ocupavam um lugar central nas diversas sociedades indígenas gozando de uma convivência familiar amorosa no seio da táa com boa dose de liberdade e de autonomia mas ao mesmo tempo aprendendo a conceder respeito e obediência aos pais cabia a mãe indígena responsabilidade pelos cuidados com os filhos na sua primeira infância amando-os por um longo tempo por vezes até os 8 anos de idade o que implicava num contato intenso com poucos períodos de afastamento a criança era introduzida na cultura de seus familiares desde muito cedo participando parcialmente das atividades
de trabalho junto aos adultos mas ainda L sobrava muito tempo para brincar livremente os meninos se Distraí com pequenos Arcos Flechas tacapes entre outros instrumentos que compon o Arsenal guerreiro dos Pais o divertimento natural era imitar o adulto do sexo masculino pequenos animais abatendo aves menores tentando pescar ou seja participando de brincadeiras que além do sentido de passatempo serviam igualmente como elemento didático de preparação para a vida adulta as meninas por sua vez Desde bem pequenas acompanhavam e auxiliavam suas mães nos afazeres domésticos tais como buscar água e lenha ralar mandioca preparar a farinha para
cozinhar ou fazer pequenas tecelagens quando brincavam usavam bonecas ou animais de Barro produzidos pelas Mães de acordo com os Jesuítas a catequese objetivava a transformação do indivíduo na sua condição de índio para que passasse a se comportar como um homem europeizado os primeiros contatos eram feitos para que os padres conhecessem e aprendessem a sua língua nos demais o objetivo era compreender a sua cultura para poder manipulá-los através da catequese com isso em muitos casos pouco a pouco os indígenas foram renunciando aos seus costumes e sendo civilizados tanto quanto podiam ser durante um bom tempo e
pelo menos por duas razões as Crianças ocuparam A centralidade na catequese em primeiro lugar segundo os padres puderam observar os pequenos sofriam menos a influência dos pajés por não terem vivido ainda tempo suficiente para que os antigos costumes e crenças já estivessem neles arraigados assim segundo a concepção da Companhia de Jesus eles deveriam ser retirados cedo da convivência dos adultos de sua tribo para que pudessem ser mais facilmente doutrinados a segunda razão era que a partir do lugar que as crianças tinham nas tábuas conforme fossem crescendo na doutrina Cristã poderiam se tornar os novos porta-vozes
do cristianismo difundindo os novos ensinamentos e influenciando os demais membros da tribo o processo civilizador do Jes consistiu assim principalmente nesta inversão no filho educar o pai no menino servir de exemplo ao homem na criança ensinar o caminho do Senhor e os costumes dos europeus a gente grande os Jesuítas por vezes assumiam o lugar de paaz no sentido de Educar conforme os preceitos cristãos e cuidares da segurança corrigindo-os quando necessário e por vezes os pais que continuavam com seus costumes eram corrigidos pelos filhos que já não aceitavam mais os seus costumes chegamos ao fim até
aqui compreendemos a infância da idade média até o século XVI vimos com isso que a depender do contexto da época a infância é encarada de diferentes formas muitas vezes tendo o simples direito a ser criança violado Ou seja a criança é levada ao mundo adulto precocemente e você o que pensa a respeito dos direitos da criança no momento atual até a próxima