Olá gente Peregrina Olá gente membrezina Qual a extensão de aplicação de Isaías 45:7 Alice declara que a velha é o criador da treva é o criador do mal Como ler esse texto de resto Como ler os textos bíblicos vamos lá Vamos enfrentar este verso e os limites de aplicação dele aí está Isaías 45:7 eu formo a luz e eu crio a treva eu faço Shalom e eu crio o mal eu e Avé passo tudo isso primeiro uma observação eu coloquei em branco as duas declarações teológicas de peso desse texto né treva e mal Rocha então
e a veste declara o criador da treva e o criador do mal é o mesmo verbo de Gênesis 1 o verbo para curioso que o autor usa dois verbos diferentes para tratar da formação da luz e da feitura da Paz é o verbo formar dar forma e o verbo fazer mas para as duas expressões do mal ele usa o mesmo verbo verbo barato então e a veia está numa Contenda eu eu crio a treva Eu crio o mal no contexto se trata de bater o pé diante do dualismo persa no dualismo persa um Deus cria
a luz e a paz e outro Deus cria a treva e o mal então um Deus só pode fazer coisas boas o Deus bom a rura amada e outro Deus só pode fazer as coisas mais dois Deuses um dualismo o texto de Isaías é uma polêmica com essa espécie de dualismo Ok e a fé faz a luz e A Fé Faz a Paz contra o Pacífico porém é ele também que faz a treva é ele também que faz o mal ele e a fé e nenhum outro pois bem essa é a compreensão literal da passagem
agora Qual é o referencial disso o que isso significa vamos lá primeira restrição ninguém pode aplicar esse texto para além do período pós exílio esse texto é do momento em que Ciro o Imperador persa aparece no horizonte histórico do antigo Oriente próximo veja o verso primeiro desse mesmo capítulo onde Ciro é chamado de Messias ele é nomeado Ciro e é chamado de Messias Então esse texto é nitidamente uma polêmica com uma teologia persa logo esse texto não pode ser aplicado a período posterior ele expressa a teologia do período anterior no período pré-sílico e no momento
em que os persas libertam os judeus a elite Judaica da Babilônia Essa é a teologia deles e a fé é um Deus soberano que faz tanto bem quanto mal esse não é um texto teológico no sentido de preconizar monolatria ou monoteísmo é um texto teológico para preconizar a soberania absoluta de e a fé ele não delega a terceiros do mal ele cria o mal ele não delega terceiros a treva ele cria a treva então é uma polêmica sobre as prerrogativas de soberania da divindade O que significa que esse texto só tem validade até o período
do conflito com os persas porque imediatamente esse conflito a despeito dessa posição contundente de Isaías 45:7 será vencido pelos persas e a fé vai perder com o passar do tempo ainda no período do segundo templo a prerrogativa de criar a treva e criar o mal os judeus inventarão um diabo para poder jogar a treva e o mal nas costas do Diabo e Deus e a fé vai ficar apenas com a luz e com a paz mas não poderá mais fazer o mal então num primeiro nível de extensão esse texto só tem validade para exílica se
alguém diz assim para os judeus e a fé é o criador do mal não para os Judeus do período pré-sílico e no momento da Restauração posteriormente os judeus mudam de opinião e a fé não fará mais o mal e os judeus inventarão um personagem mitológico para ser responsabilizado pelo Mal segundo a questão só vale para a comunidade que se expressa a partir desta teologia essa teologia não necessariamente representa a opinião de todos os judeus esse texto representa a posição de quem o está escrevendo Muito provavelmente é a posição oficial a posição da monarquia a posição
fundamental de Judá mas espelha a posição de quem redija narrativa do grupo social que revisa a narrativa eventualmente todos os outros judaítas israelitas Sobreviventes descendentes e os abramitas Então são essa teologia mas nesse texto não é Judá que fala nesse texto não é o povo Judeu se expressando nesse texto é uma comunidade se expressando e certamente a comunidade de Jerusalém a classe dominante de Jerusalém retornante da Babilônia Então já duas extensões primeiro esse texto só vale para o período para exílico e para o momento da restauração de Jerusalém e esse texto expressa formalmente e explicitamente
tecnologia da comunidade que redige o texto os textos bíblicos nenhum texto bíblico é expressão do Povo Inteiro nem um texto bíblico terceiro limite de extensão se você para de interpretar o texto numa perspectiva histórica e assumir o texto teologicamente e aí você em vez de olhar para o escritor que está escrevendo o texto você fica olhando para o iavé Imaginário sai da narrativa vai para o mundo imaginário de aveia e então assume que ia ver é o criador do mal e é o criador da treva com isso você está deixando de ler um texto e
se transportando para o mundo de devaneio teológico metafísico ontológico os textos bíblicos não expressam metafísica teologia ontologia na perspectiva da crença de todo o mundo o texto bíblico não é uma declaração universal Vale da para a realidade o texto bíblico é a expressão humana de uma comunidade de crença logo por trás desse texto bíblico não tem um iavé que cria o mal por trás desse texto tem a crença dos judeus num e a fé que para esse judeus aí criam mal mas logo logo esses mesmos judeus vão alterar a sua crença e desconsiderar o que
haviam considerado até ontem não e a velha não faz o mal deus é bom deus não é mal Deus não pode fazer o mal então esses textos não expressam uma verdade metafísica uma verdade Sobrenatural uma verdade revelada não a não ser para um exercício de crença mas exercício de crença você tem um trilhão de crenças e fica um crente falando mal do outro falando mal da doutrina do outro todo mundo fazendo a mesma coisa e todo mundo botando o dedo na cara um do outro para mim isso então teria e uma tolice sem fim esse
texto é uma declaração antropológica cultural expressa uma crença e para além da crença Não há nada para além da crença o vazio total porque não há um iavé que cria luz e cria treva também não há um iavé que não cria trevas tudo isso é objeto de crença então o limite desse texto é a crença de quem o escreveu se você sai da crença de quem escreveu e transforma essa crença numa declaração revelada ontológica metafísica é você está manipulando o discurso é você que entrou na posição de crédulo e assumiu a crença dos autores como
descrição da realidade quando crença religiosa nenhuma descreve realidade nenhuma a única coisa que temos acesso nos textos bíblicos que expressam crença e a própria crença e mais nada fora da crença só o então três limitações começando da última o texto só expressa uma crença pessoas que acreditam em determinada doutrina escrevem essa doutrina como se ela fosse descrição da realidade mas não é é crença e crença é sempre mito o limite desse texto é a comunidade que o escreve esse texto expressa objetivamente a opinião da comunidade que o produziu eventualmente mas não é certo nem garantido
eles expressa a opinião de um contingente maior de judeus mas textos são expressão única e exclusiva daqueles que os escrevem e finalmente o limite desse texto cronologicamente falando é o período basílico até mais ou menos um pouquinho depois do período da restauração de Judá se alguém disser com base nesse texto e há um e a fé que é criador do mal já está cometendo três erros porque esse Javé é um objeto de crença essa criança morreu e não é mais válida ainda que esteja escrito na Bíblia o judaísmo não acredita mais nisso nem mesmo cristianismo
expressa essa doutrina tanto que precisam inventar um diabo e a doutrina cínica da vontade permissiva de Deus porque ele é bom demais para fazer o mal mas deixa que o diabo faz ou seja esses textos são janelas para a crença de determinada Comunidade Judaica do período da restauração século 6 antes de Cristo não tem validade nenhuma para nós se você gostou clique no joinha deixe o seu comentário Compartilhe o vídeo com sua rede de contatos torne-se membro do clube de membros da tenda do necromante tchau tchau