Olá, [Música] vamos a mais uma pergunta aqui no nosso painel órbon, que nos foi endereçada por Emanuel Oliveira Moraes no ano 2023 ainda, após uma palestra chamada Os Anos de Pregação e a Promessa do Retorno de Jesus. Pergunta é um pouco grande, mas vamos lá. Diz o nosso irmão: "Jesus teria uma missão como Messias, mas que dela se desviou por amor na condição de humano?
" Nessa segunda aula, o Senhor afirma que Jesus, quando da sua entrada em Jerusalém, teria ordenado aos seus discípulos que pedissem a um certo homem, que lhe entregasse um jumentinho para que ele, Jesus entrasse na cidade, fazendo assim cumprir, e aqui está a minha dúvida, a profecia que assim dizia, ou seja, que o Messias entraria montado em um jumento. Entraria em Jerusalém, montado em um jumento. Segundo o que aprendi, diz o nosso irmão Emanuel, quando um rei vinha montado em um cavalo, isso era sinal de guerra.
Se ao contrário, viesse montado em um jumento, sua vinda era de paz. Ora, se essa entrada era profética, acredito que ocorreria a partir dali. Eh, e Jesus veio montado em um jumento.
Então, o cumprimento da profecia se deve se deve como sinal de paz e não como condição de guerra de um Jesus Senhor dos Exércitos. Ou seja, eu vou reler aqui que eu mesmo me enrolei. Ora, se essa entrada era profética com a característica de paz e não na condição de guerra de um Jesus Senhor dos Exércitos, porque essa profecia foi feita, né?
Então, perguntando, essa dissociação de Jesus em relação à sua missão como Messias, ou seja, ao invés de vir como guerreiro, ele veio, em verdade como missionário da paz, não eh não representou exatamente isso que sempre esteve previsto. Ou seja, a profecia não previu a vinda de Jesus como um missionário da paz, ao invés de um suposto Messias guerreiro. E sendo assim, não teria sido essa missão de Jesus um ser de paz e não de guerra?
Isso já não estava previsto, portanto, ou seja, o nosso irmão Emanuel, Emanuel Oliveira Morais, ele fez aqui uma pergunta muito, muito bem colocada, uma pergunta bastante complexa, mas ele situa lógica da sua formulação de pensamento no seguinte aspecto de que o segundo que ele aprendeu em termos de simbologia, quando um rei entrava num determinado município e vinha cavalo, se preparasse que a coisa ia complicar porque ele vinha pra guerra. Mas se o rei montasse em jumento, viesse montado num jumento, era eh em missão de paz. Isso é meio controverso, tá?
essa essa perspectiva aqui do aprendizado, mas o nosso irmão de fato resgata um um traço cultural que em algumas culturas lá de trás e na época em que os profetas Isaías, Malaquias, os mais antigos, eh, Zacarias, promoveram as suas odes proféticas, se tinha realmente essa noção que o nosso irmão Emanuel bem retratou? Mas aqui implica novamente em a gente entender a terrível situação dos profetas na medida em que Jahé, quando dominava um profeta, Javé ele nunca foi, vamos assim dizer, retilíneo nas coisas que ele queria. Jahé nunca foi sábio.
Javé sempre, como ele mesmo diz, ele pretendeu fazer o que era certo, mas por linhas tortuosas. Javé, ele explicava o que queria dizer através dos profetas, mas muitas vezes isso chocava os profetas. Então, por exemplo, na hora em que você estuda as profecias, inclusive do próprio Isaías, Malaquias, Zacarias, mas notadamente os dois, o primeiro e o terceiro, você percebe uma mistura de profecia com aviso no meio da profecia, ou seja, com uma certa distorção.
Por quê? Se de fato Javé pretendia avisar ao mundo que estava mandando um Messias super poderoso, por então a profecia no jumento, observando-se a observação do nosso irmão Emanuel. E por nessa profecia também é dito que ele seria crucificado, mas se ele era todo poderoso.
Então assim, realmente existem essas aparentes distorções ou eh se nós analisarmos com a razão da posteridade, ou seja, depois que os fatos profetizados aconteceram, aí você vai fazer uma leitura posterior daquilo que foi vaticinado. Mas na época em que o Vaticino foi criado, obviamente o fato ainda não tinha acontecido, isso aqui não é fácil. E essa relação desses profetas com Javé nunca foi fácil.
Muita coisa se cumpriu, outras não, porque a profecia ela predispõe os fatos, mas não necessariamente impõe. Só algumas profecias são inexoráveis, mas não é o conteúdo profético relativo ao Messias que se enquadra nisso, ainda que alguns exagetas bíblicos assim o considerem. Mas indo direto aqui para paraa questão.
O Messias que o nosso amigo Javé avisava que iria surgir, iria surgir como um simples ser humano, como um humano qualquer. Por quê? Os outros, entre aspas, enviados dos céus à terra, muitos deles não nasciam como um ser humano qualquer.
Rama surgiu do meio de uma fogueira. Krishna tem lá umas profecias, uns fatos estranhos em torno da maneira como ele teria sido vacinado, de como de fato ele nasceu. Mas essas figuras não eram simples seres humanos como Jesus.
Jesus de fato, era um ser humano. Apenas Maria foi inseminada artificialmente. Mas o homem Jesus, o ser humano Jesus era só isso.
Um homem igual cada um de nós, apenas a sua fertilização ocorreu de uma maneira eh não natural, foi inseminado. Veio um genoma um pouco estranho, mas que não tornou ele um homem estranho. Ele era um homem igual a todo mundo.
Mas qual a questão aqui? Ele tinha superperes, exatamente devido esse genoma de fora que foi inseminado em Maria, que deu a ele essa condição. Além disso, havia uma correspondente eh sede de poder dos poderes que Jesus tinha, obviamente no espírito que o imantava, senão a coisa não funcionava.
Então, essa resultante de que Jesus, mesmo sendo um simples homem, tinha superperes. Mas mesmo Jesus sendo isso, ou seja, um um simples humano com superperes, a pergunta é: que ele não pediu um cavalo e sim um jumento para entrar em Jerusalém? O que tem a ver exatamente com a pergunta que o nosso irmão faz, não é?
Aí é que tá a questão. Ele resolveu contrariar Javé desde o momento em que pediu um jumento e não um cavalo. Ele poderia ter pedido um cavalo, mas pedi um jumento.
E o pior, isso é contado da seguinte maneira. Jesus e os apóstolos se aproximam de Jerusalém. Jerusalém só era vista ao longe.
Aí Jesus disse: "Ó, vocês não estão vendo, mas Jerusalém tinha 12 portas. Na porta número tal atrás tem um senhor, tem um homem lá que tem uma jumenta que acabou de parir de dar um jumentinho. Vocês não estão vendo não, mas ó, vão lá e peçam, diga ao homem que o senhor de vocês precisa do jumentinho emprestado.
Ou seja, nós estamos falando aqui de alguém que tinha poderes, inclusive de clarividência, que viu de longe isso, mandou os apóstolos irem lá pegar o jumento. Ele poderia ter mandado pegar um cavalo. Jesus tinha amigos ricos, Zaqueu, José de Arimaté, todos eles tinham cavalos.
Então assim, mandou pegar um jumento, mesmo tendo superperes e a profecia do vaticínio, foi com jumento. Então, a incoerência aí de Jesus em sendo Messias violento, preferiu entrar em Jerusalém num jumento e foi exatamente essa profecia produzida lá atrás. A resposta é: Jesus provocou Javé.
Jesus estava mostrando a Javé que ele, mesmo tendo super poder, usando as linguagens disponíveis no campo dos símbolos. E ainda mais ele entrou em Jerusalém com um ramo de oliveira que significa também paz. Aí a pergunta do nosso irmão, por que ele fez isso?
Exatamente. Para contrariar o fato de que nas escrituras estavam descritos todos os poderes que o tal Messias deveria ter para fazer o quê? Não tratar bem as pessoas, mas para subjugar as pessoas, para dominá-las.
Porque segundo Javé, como os humanos haviam fugido do seu controle desde Adão e Eva, o plano dele era, através dos hebreus, ou seja, dos judeus, fazer nascer no seio desse povo um Messias, que seria um supercomandante, que comandaria os judeus. Só que na época que Jesus nasceu, os judeus estavam vivendo sob a escravidão ou sobre o julgo do Império Romano. Então, a primeira missão de Jesus era montar um exército de judeus para brigar com Roma, derrotar o império romano e depois dominar a terra, fazendo com que todos os humanos voltassem pro controle de Javé.
Era essa a missão do Messias. Jesus nasceu para isso, mas quando formou a sua personalidade humana, disse: "Cara, eu sei que tá descrito isso tudo aí. Eu sei que eu sou o Messias descrito nas Escrituras, ou seja, nas profecias.
Eu sei disso, mas aqui tá dizendo que eu vou entrar no jumento no Jerusalém antes de, ou seja, o homem Jesus teve que lidar com tudo isso e fez as suas opções de acordo com a sua consciência. Então, sim, Jesus contrariou Javé, não necessariamente a profecia, mas a profecia já contrariava desde a sua gênese ao que Javé pretendia. Porque se Javé pretendia fazer com que os profetas transformassem o Messias em gente poderosa, obviamente era para ter dito que ele entraria em Jerusalém, montado a cavalo e já com o exército dele formado.
Mas aí entra o olhar do profeta. O profeta ele não só recebe, vamos assim dizer, uma voz, uma, ele, entre aspas mexe com visões e outras coisas. Talvez o próprio profeta tenha visto o que nem Javé havia conseguido ver, porque Javé estava querendo mandar no futuro, obrigar Jesus a fazer o que ele queria.
Jesus teria que cumprir os seus caprichos, os seus desígnios. Jesus resolveu não cumprir. O profeta parece que percebeu isso lá na época, tanto que colocou um jumentinho na história.
O próprio Jaavé talvez não tenha percebido ou se percebeu, deixou aquilo como sendo um aspecto menor. Mas o fato é que Jesus foi crucificado. e foi crucificado.
Exatamente. Porque mesmo pedindo a Javé para me poupe desse cálice, aí Javé dizia: "Você me traiu, você desobedeceu, não atendeu os meus critérios. Então não adianta você usar os seus superperes para fugir a crucificação.
Você já me traiu, já me enganou. Não faça isso. Seja se deixe crucificar, porque assim eu estarei lhe castigando e você pagando a sua traição.
Jesus suou sangue lá em noortto de Getsemman, na qu na quinta-feira antes de ser preso. A sexta ele foi crucificado exatamente porque ele tinha poderes para mandar tudo aquilo às favas e se deixou crucificar para não piorar a encrenca entre ele e Javé, porque ele descumpriu a profecia de Jah. Então, o nosso irmão percebeu muito bem esse aspecto aparentemente trivial, mas que tem a sua significação profunda de diferença de jumento e cavalo, mas Jesus fez questão de entrar montado no jumento, como se dizendo para Javé: "Eu tenho todo o poder do mundo, mas ó, tô me fazendo o menor aqui.
E até o seu profeta já sabia disso e você não conseguiu saber disso, cara. Que diabos de Deus é você? Talvez algo parecido com isso tenha passado eh na mente de alguém naquele tempo, mas só como ressuscitado é que Jesus de fato diria: "Jahé é doente".
Eu não pude cumprir os termos dos seus desígnios, por isso fui crucificado. 2000 anos depois, a gente ainda está tentando entender os aspectos dessa história. Mas fica a minha gratidão aí ao nosso irmão que nos endereçou a pergunta.
Espero ter deixado alguma semente produtiva paraa reflexão de vocês. Até o nosso próximo painel, óbvo.