[Música] Olá, olá. Seja muito bem-vindo ao nosso Neurotalks, a segunda temporada desse podcast que eu tava morrendo de saudades. E hoje para estrear essa nova temporada com o pé direito, eu tenho a honra, alegria de receber a minha amiga, essa psicóloga, especialista em saúde mental e relacionamentos, a maravilhosa Pâela Magalhães. >> Ai, que alegria. Muito feliz de estar aqui. Que honra. Obrigada. Seja bem-vinda. Obrigada por esse convite. Eh, a gente já teve a oportunidade de gravar uma vez, né, Pan? E aí depois a gente se tornou amigas e hoje eu tenho a alegria de poder
trazê-la aqui. E e eu queria começar você dizendo pra gente, você lançou um livro novo agora, né, o Bem Quero que eu tive oportunidade de estar lá no lançamento que tava um arraso, um escândalo. Fala pra gente desse livro. Bom, amor próprio é a base de tudo. O livro Amor próprio ele veio, né, o Bem Me Quero, ele veio porque o meu curso Bem Mequo, ele foi um bestseller. A gente teve uma média de 25.000 pessoas que aderiram ao curso. >> Então nós entendemos que foi um material que caiu no gosto das pessoas. as pessoas
entenderam a importância dele e por que não transformar num livro >> para que então as pessoas pudessem absorver o conteúdo das mais variadas formas. Então, até confundo o nome, às vezes quando falo bem me quero, eu falo amor próprio, porque é justamente eh do amor próprio que a gente fala, como me querer bem, como me entender, meus limites, meus contornos, meu merecimento, minha tolerância, como posiono na vida, qual o significado de amor na minha história, qual a necessidade de ressignificar ou mesmo me reencontrar com esse amor que talvez eu tenha internalizado de maneira equivocada. Então,
é um livro que se você lê, você já tá lendo que eu sei, certeza e tô amando. >> Você vai fazendo os exercícios e você vai eh atualizando o amor dentro de você para que uma vez que eu me ame da forma que preciso e mereça, eu consigo também me relacionar tanto na amizade, no trabalho, na minha vida em geral, de uma forma muito mais saudável. E aí isso repercute, reflete em todos os os âmbitos, as esferas da minha vida. É, porque as pessoas eh eh hoje em dia, né, tem muito essa questão de eh
da busca por um relacionamento saudável, eh seja um relacionamento amoroso, né, seja o relacionamento pautado ali na nas questões de de colegas de trabalho, nas nas nossas mais diversas situações, né? Mas assim como você sempre diz, pan, eu também acho que se a gente não tem um uma questão muito firme ali, né, de um autocuidado, de um autoconhecimento, de um amor próprio, né, que me faça eh ter a clareza do que eu quero, do que eu não quero, do que eu permito, do que eu não permito, eu acho que você acaba ficando mais eh eh
f acaba ficando mais claro eh para você o que você esperar do outro das relações e a partir daí você se torna uma pessoa mais preparada pras relações. Acho que é mais ou menos isso, né? >> É, eu quando a gente sentou aqui, eu tava até dando exemplo da minha filha que tem 3 anos e pouco, >> e brincando com as amiguinhas, ela se posicionou defendendo que ela entendia que era certo, eh, se colocando de uma forma que estabelecia limite até onde a amiga poderia ir com ela e contando pra amiga o que ela gosta
e o que ela não gosta. >> Uhum. E quando ela subiu, olhei no olho dela, falei assim: "Filha, parabéns, fiquei muito orgulhosa de você, porque tão cedo ela já entender aonde ir e onde não ir, saber colocar pro outro que ela não gosta, deixar claro pro outro até onde o outro pode chegar nela e estabelecer estabelecer o limite dela com ela e do outro com ela. E no decorrer da vida, eu acho que muitas vezes a gente passa por cima de nós mesmos para agradar alguém, quando na verdade é uma forma de nós nos sentirmos
mais protegidos. Uhum. >> É como se, bom, se eu for legal, se eu for querida, se essa pessoa me amar, então eu me sentirei sem salvo. >> E isso faz com que a gente passe por cima das nossas tolerâncias, os nossos limites. Isso faz com que a gente se a gente seja facilmente invadido, >> faz com que as pessoas entendam que nós somos úteis a elas e não que nós existamos quanto pessoa e tenhamos as nossas fronteiras. Então, saber que em alguns momentos nós vamos desagradar as pessoas para preservar algo que nos é essencial, isso
é muito importante. Eh, eu falo que quantas vezes a gente diz: "Ai, fulana não me respeita, fulano não me valoriza, ciclano não enxerga quem eu sou, olha o que eu fiz por ela e olha ela o que ela faz comigo." E eu sempre digo, as pessoas fazem conosco o que a gente permite. Nós precisamos dar os parâmetros, nós precisamos contar para o outro, olha aqui não, aqui eu não aceito, aqui eu não quero e aguentar e suportar não sermos amados naquele momento. Sim, muitas pessoas ao se perceberem frustradas pelos nossos limites, vão se afastar. E
que bom que elas se afastem, porque a gente não tem que estar com todos à nossa volta. uma ilusão, mas que a gente esteja e tenha perto de nós quem realmente nos aceita e nos reconhece percebendo que temos os nossos contornos. E eu acho que o amor legítimo, quem te ama legitimamente, quem te ama de verdade, é aquela pessoa que entende que você tem os seus contornos, que percebe que você tem os seus limites e que sabe que muitas vezes você vai dizer não e que sabe que muitas vezes você vai frustrar e que tudo
bem, >> porque ela não quer só que você diga amém a tudo, >> mas ela te reconhece e aceita, te aceita do jeito que você é. Pan, esses tantos anos aí de atendimento, de prática clínica, eh eh e atendimento aí no no grande público da internet e tal, com a sua especialização em relacionamentos, né? Você acha que o dos principais problemas dos relacionamentos amorosos, afetivos, você acha que é o que a gente ouve falar por aí, que é a comunicação ou a falta de comunicação ou a dificuldade de comunicação? Você acha que é por aí?
>> Eu acho que sempre foi e tem sido e vindo de mal a pior, >> tá? Porque nós estamos estimulados e condicionados cada vez mais a teclar. Então, a gente fica com siglas, com emojis, eh com áudios acelerados, a gente, enfim, diminui a palavra, abrevia a palavrinha e pronto. E resolve, interpreta equivocadamente, de acordo com a nossa autorreferência, as mensagens alheias, foge muitas vezes, deixa de falar, demora a responder, tira o tiquezinho azul. Não vê que viu, então >> não escuta o que o outro diz, né? Você já tá preparado pro você ouve o que
o outro diz, mas já preparado no que você vai responder, né? >> Sim. Até porque as respostas são editadas, elas são pensadas, elas são ensaiadas. Às vezes tem sujeito que grava várias vezes a resposta no áudio à parte até ficar exatamente como quem manda para você. Então, perdeu-se a espontaneidade e a verdade do olho no olho. >> Uhum. A conversa que alimenta, a conversa que nutre, a conversa que conecta é a conversa olho no olho e que o invisível se conecta. >> Uhum. >> Não é sobre o que eu escrevo para você quando você tá
distante de mim, mas é como eu como eu me sinto quando estou falando com você. >> Uhum. >> No passado não tinha WhatsApp, então nós tínhamos que muitas vezes lidar com os nossos medos, as nossas inseguranças, vergonha, desconforto, encarar e fazer. ou então fugia >> e ficava claro a pessoa que fugiu, a covardia e a dificuldade de encarar. Mas às vezes que nós conseguíamos olhar na cara, fazer fechar uma porta que a gente abriu, encerrar um ciclo, pedir desculpas, fazer qualquer movimento desse, isso não só mostrava a nossa responsabilidade afetiva, mas isso nos ajudava a
moldar o nosso caráter. que nós ficemos a mais e mais orgulho de nós mesmos alimentando o quê? A nossa autoconfiança e consequentemente a nossa autoestima. Hoje a gente acha que se safa de muitas coisas, como já escutei outro dia, graças a Deus que tem WhatsApp, mandei, acabou, nem quero ver. >> Porque o que as pessoas hoje fazem? Bom, uma situação difícil, fica ali aquele embrulho, será que eu faço ou não faço? Aí faz, mandou, não vê nunca mais, já exclui a pessoa, não quer entrar em contato. A pessoa foge do conflito, a pessoa foge da
dificuldade. E nós, quanto seres humanos, nós estamos nesse mundo aqui para crescer, para amadurecer, para nos desenvolver e nos aprimorar. >> Quando a gente foge das situações difíceis, de fechar portas que abrimos, de encerrar ciclos necessários, de dizer algo que é preciso numa dinâmica, isso contribui pra pequenez. do que somos. >> Uhum. E no final das contas fugimos, saímos pela tangente, saímos pelas portas dos fundos, tudo bem, parece que nos livramos daquilo, ah, o tempo passou, o negócio friou e tal, mas você em algum lugar da sua consciência sabe que você não cumpriu com a
sua palavra, que você não fechou aquilo com chave de ouro. E eu acho que nós conhecemos uma pessoa muito mais como a como a forma dela fechar uma porta do que a forma que ela viu, >> ela ir embora, né? O jeito que ela vai embora. >> O jeito que ela vai embora do que a forma que ela chegou. Porque conquistar é fácil. chegar lá num primeiro momento não precisa muito, mas o jeito que a pessoa lida nos momentos mais delicados, isso diz muito. Na verdade, isso é uma revelação sobre ela. >> Isso fala sobre
responsabilidade afetiva, né? P >> o que o outro sente por mim também de alguma forma e eh eh eu tenho que ter o mínimo de cuidado com a forma como eu vou lidar com aquilo, né? Com a forma como eu vou fechar aquela porta. Não que você tenha que ficar preso para sempre, mas poxa, eh, é o mínimo, né, que se espera de pessoas que tenham dignidade. Não tem a frase do Pequeno Príncipe, tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas e e as pessoas elas estão muito obstinadas a darem o seu melhor no
momento da conquista, porque aí não diz só sobre conquistar uma pessoa, mas diz sobre contar para elas o quão potente elas são. Mas depois que foi conquistado, há o desafio da manutenção. Há uma dificuldade muito grande em manter, >> porque manter inclui lidar com subterfúgios, com camadas mais profundas, inclui lidar com sombras, perceber as suas próprias arestas, entender que o outro não é perfeito, que nem você é, >> saber conversar, mergulhar um pouco mais profundo, se emprestar pro outro, entender que o outro precisa emprestar-se um pouco para você, flexibilizar, ajustar, lidar com as rasuras da
vida. E eu vejo que num mundo editado e filtrado, isso é muito desafiador e isso parece muito na contramão. Só que na verdade isso é a verdade, isso é a vida, isso é o mundo, isso é o ser humano. O ser humano é imperfeito. >> E eu acho que como a gente tem muito pouco estímulo sobre isso, ao se ver depado com o processo de manutenção e estabilidade relacional, há uma espécie de estranheza. Uhum. >> Para que eu vou viver isso? É muito custoso. Deixa eu ficar conquistando, porque aí eu sempre fico fico eh renovando
o meu friozinho na barriga. Eu fico sempre com a borboletinha no estômago. Só que isso é superficial e muito embora e cite, ele é superficial e ele não te aprimora, ele não te desenvolve. E aí quando você vê falta alguma coisa e aí paralelamente você vê os excessos, você vê as buscas em lugares que não condizem com algo saudável, porque justamente o ser humano ele tá ele ele tá lutando muito, né, contra o caminhos que seriam vitais para ele. >> Sim. Sim. E aí, né, hoje em dia a gente sabe, né, eu e você, a
gente, você muito mais que infinitamente mais que eu, mas a gente tem uma vivência aí na internet, né, seja através de podcast, de das redes sociais e tal. E a gente sabe que a linha é muito tênue, né, entre o quanto a gente se deixa invadir e e e nebriar por por tudo isso e o quanto a gente mantém os nossos princípios éticos. a a o olho no olho, né? E o quanto a gente usa dessas ferramentas na nossa vida e não se deixa utilizar por elas, né? E aí entra uma coisa que são até
eh eh que que é a questão da busca, né? a os aplicativos de de relacionamento que eh eu sei que você, né, eh eh inclusive eh eh trabalha com um deles. Eu acho maravilhoso isso, porque eu acho que para quem sabe usar, eu acho que é é uma ferramenta muito interessante que já uniu pessoas incríveis. Eu tenho amigas que se casaram através de aplicativo de namoro, né? Mas a minha pergunta é assim, eh eh porque pareho outras tantas amigas que estão solteiras aí, né, a partir dos 35, 40, 45 anos e que tem uma dificuldade
muito grande, porque eh a hora que encontra alguém bacana, parece que a coisa é meio descartável, né? E e o a oferta, né, o cardápio ali de pessoas é muito grande, né? de hoje, se você pensar, vamos pensar sobre senso comum, vamos pensar sobre os canais mais populares, vamos pensar até no que viraliza mesmo nas redes sociais, aonde se vê o estímulo à estabilidade relacional. É aonde você vê mesmo as pessoas compreendendo essa linguagem e sabendo lidar? Porque para que eu consiga, eu consiga transitar nos relacionamentos, eu preciso ter modelos que eu me embase. >>
Eu preciso acreditar que aquilo funciona, eu preciso identificar que aquilo seja para mim. Hoje o relacionamento estável ele é muito pouco falado. As pessoas muitas vezes se vem na possibilidade de viver em relacionamentos promissores, se deparam com pessoas interessantes e ao invés de valorizarem, perceberem, abraçarem, serem gratas por aquilo, elas nem percebem, mas elas se assustam. >> Se assustam >> e elas esquivam, se sabotam, se boicotam. Não, não é racional necessariamente, mas é algo estranho. É como dar pérolas aos porcos. Como sei que algo tem valor quando pouco se fala sobre isso, quando pouco se
mostra disso? A gente tá numa sociedade que fala-se muito sobre a importância da liberdade, da separação e tudo mais. E eu particularmente acho importante a gente ter liberdade, a gente não ficar em relacionamentos tóxicos e disfuncionais. Maravilhoso. Mas e quanto a importância de ficar em relacionamentos saudáveis ou tornar o relacionamento saudável ou fazer movimentos para que aquela relação ela se recicle? >> Cadê esses movimentos? Cadê cadê os argumentos sobre o que traz a vida e a família a construção de um relacionamento saudável? >> Uhum. >> O quanto é importante diante da baixa de um lado
eu abraçar da outra parte? o quanto se fala sobre o compartilhar, a compaixão. >> Uhum. Uhum. O >> quando se fala sobre o reconhecer do que realmente tenha valor, a diferença que se faz com uma companhia de valor ao lado, alguém que te olhe nos momentos mais difíceis, alguém que te ajude a levantar quando você cai, alguém que te acolha, te dê colo, te dê ombro, te dê esse respaldo. >> Percebe-se um mundo carente. Claramente vivemos o mal do século, ansiedade, depressão, buracos e vazios de carência, crises existenciais. E o quanto se o quanto se
associa isso ao isolamento das pessoas que atrás das telas na idealização e na projeção, olhando as pessoas, escolhendo as pessoas como cardápio, isso é justamente o que adoece e os faz ficar no mundo isolado, embotado, >> tendo a inabilidade de compartilhar, de olhar nos olhos, de conversar, de saber como se colocar, da troca genuína, do se interessar pelo que Você fala a paciência da conversa, ela é exercitada. Você melhor do que ninguém sabe o cérebro como funciona. Quando o meu cérebro se vicia, existe um tempo, né, Pan? >> Sim. Mas quando o cérebro tá viciado
em múltiplas informações e não parar em nada, como que senta-se numa cadeira, olha-se para alguém, conversa e contempla, cansa, da ansiedade, quero ir embora, quero fazer outra coisa. Que a gente vai fazer agora? Não, vamos transar para acabar isso logar. Eu vou eu vou contar um episódio que foi até interessante, não vou citar nomes, claro, eh, mas é do meu ciclo de amigos, tá? Eh, eu tenho eu tenho duas grandes eh duas duas amigas muito muito queridas e uma tava conhecendo um rapaz pelo aplicativo e aí eh ela tava uma menina interessantíssima assim, linda. E
ela e ela tava animada porque o rapaz parecia alguém bacana com duas filhas, um rapaz promissor, um papo bom, sabe? Eles já tinham saído duas vezes e eles tinham marcado de sair naquele dia que era uma sexta-feira à noite. Muito bem. E já tinham e já e estavam se falando a semana toda para decidir onde iam e tal. e ela animada que o papo tava, né, que que a conversa tava fluindo >> porém uma outra amiga, eh, também recém divorciada entrou no aplicativo e, por coincidência, encontrou esse mesmo rapaz e deu match com ele. Ou
seja, ele continuava disponível no aplicativo, continuava buscando e continuava dando met em outras futuras possíveis meninas. quer dizer, mulheres, ou seja, quando que tá bom, né? Quer dizer, ele tava interessado e parecia interessado na minha amiga nessa primeira, né? E acabaram até saindo e e ela até falou: "Olha, fiquei sabendo que você deu match na minha amiga". E eles até deram uma risada ali, mas ficou uma situação, né, desagradável. Óbvio que a relação não andou muito por causa disso. Mas será que não é muito por isso que você falou, assim, pela coisa da pessoa não
saber a hora de parar, sabe? Uma coisa de um vício, né? Engraçado que você me fez pensar quando a gente vai no mercado e a gente vai fazer a compra, sei lá, do mês, a gente não compra um leite, >> isso, >> a gente compra mais. >> Isso, >> para que acabando o leite tenha outro, né? E esse é o pensamento do indivíduo que está conhecendo alguém num aplicativo e ele não vai focar naquela pessoa em função de estar inteiro ali, de curtir ali, de sentir, de perceber onde vai dar. Não, ele está preocupado e
com a mente ansiosa de que vai que não dá, já tem uma reserva, eu já tenho aqui. Opa, já ten que as duas eram amigas, entendeu? >> Sim. Só que a gente tá falando sobre a forma que as pessoas estão enxergando as pessoas. >> Exato. Isso é bem profundo. Trata, trata. Não se trata na interação afetiva, no quanto aquilo me impacta emocionalmente, no que eu deposito na minha troca amorosa e o que representa conhecer aquela mulher na minha vida. Uhum. Nossa, que mexe comigo e tal. Eu estou preocupado se eu vou ter algo, caso não
dê certo. Já tenho aqui garantido meu programa do sábado. >> Então a gente tá o quê? A gente tá objetificando as relações. A gente tá trazendo uma visão consumista >> para os relacionamentos amorosos. ao invés de uma visão romântica, emocional, considerando o investimento afetivo, a responsabilidade afetiva, e que a gente não tá falando de um de um de uma caixa de leite, a gente tá falando de um ser humano que tem emoção. Então, não se preocupem como fecha aquilo ou como eu posso e repensar aquela pessoa ou que lugar que ela toma ou o que
que o que que me faz estar com ela. >> É simplesmente mais uma. Só que da mesma forma que eu trato o outro como mais um, isso também internaliza no cérebro eu sendo mais um. >> Claro. >> E isso não só menospreza o ser humano para mim, como eu para mim. >> Hum. >> E isso faz com que, da mesma forma que eu trato o outro de maneira descartável, eu também internalizo o quanto o ser humano é descartável. E isso faz com que eu não me orgulhe das minhas ações. Isso faz com que em algum
momento, seja em s consciência, ou seja no subinconsciente, eu não tenho orgulho do que eu sou nas minhas interações. >> Uhum. >> Você sabe o que há de mais sagrado na nossa vida? >> O quê? >> A nossa consciência. nós colocarmos a cabeça no travesseiro e ter certeza que a gente fez o nosso melhor, seja no âmbito que for. Quando eu trato o outro de uma maneira respeitosa, quando eu abro portas com delicadeza, quando eu tiro os meus sapatos para acessar o mundo do outro, quando eu transito com responsabilidade, respeito, carinho, gentileza, não é só
sobre o outro. >> Uhum. >> Mas sobre mim. Isso faz com que, no final das contas eu olhe pro meu legado relacional, paraas histórias que eu escrevi, pras experiências que eu tive e eu perceba, caramba, quando eu vim ao mundo, eu ganhei uma vida. >> Uhum. >> E as minhas escolhas elas definiram a minha jornada. E que bom que eu pude escolher bem, não só as pessoas com as quais interagir, mas a maneira que eu me posicionei com elas. Então, quando eu olho paraa minha pro meu histórico, pra minha história, e eu vejo a forma
que eu trato as pessoas, a maneira que eu fechei ou mesmo abandonei as relações. Uhum. E se eu olho e vejo que eu abandono relação, que nem eu abandono o carrinho, se eu percebo que a maneira que eu trato as pessoas é é a mesma maneira que eu trato os objetos, que a forma que eu descarto pessoas, é a maneira que eu descarto uma casca de banana, isso diz mais sobre mim do que sobre os outros. >> Perfeito. >> E no final não é só sobre, nossa, não tive responsabilidade afetiva com as pessoas. é mais
profundo do que isso. Eu não soube me relacionar com as pessoas e eu sou uma pessoa, né, no final das contas e no começo delas também. >> Uhum. P Isso, isso hoje hoje pega demais, né, sobre você tá falando de como você vai embora e tal e a gente e um dos assuntos, né, inclusive teve um corte nosso do primeiro podcast que super viralizou de você falando sobre separação, né, separação de casais, né, e tudo mais. o quanto isso é doloroso, o quanto é difícil, né? E muita gente que tá passando pelo por um processo
de separação, eh, sente um buraco, né, no peito. Acho que é a grande maioria das pessoas, né, que que ama, né, sente esse buraco. E aí a minha pergunta para você assim, como que eu diferencio se esse buraco é é o é um amor que não foi correspondido, né? Ou é o o medo que eu sinto do novo do que vem pela frente? Quer dizer, é amor ou é medo? Existe jeito de, se é que tem um jeito de eu separar o que eu tô sentindo, porque é tudo tão doído, tão difícil, ainda mais se
rolou ali uma rejeição, né? Quer dizer, aí se o outro demonstrar o mínimo de interesse em querer retomar e reatar, eu devo ceder ou não devo lembrar de tudo aquilo que aconteceu e pôr um limite? É tão complexo, né? >> E por que que você teria que separar? Por que você teria que separar as coisas sobre alguém que separou de ti? Tá tudo misturado. >> Uhum. >> Nós não sentimos falta só da pessoa. Nós sentimos falta do que fomos com ela. Nós sentimos falta do que ela nos furta quando ela vai embora sem o nosso
consentimento. Nós sentimos falta dos lugares que nós íamos, da rotina que nós tínhamos, daquilo que a gente se acostumou e que a gente trouxe como um elemento primordial da nossa identidade. A pessoa vai embora e ela leva com ela muita coisa. Ela leva sonhos que não foram realizados, ela leva muito do que a gente depositou. Ela leva parte gigante do nosso comprometimento e daquilo que a gente investiu nela, >> acreditando que a relação teria que ser >> um pouquinho diferente ou que poderia ter durado mais. Ela leva o que a gente confiou, ela leva o
que a gente construiu, contou, se prometeu, sonhou, >> sonhou. Ela leva as promessas, ela leva muito do que a gente custa se convencer que ele é de direito. Ainda que o racional diga que a pessoa tem o direito de escolher onde ela quer ir ou ficar, é duro, porque ela leva com ela algo que a gente já havia se acostumado, se adaptado e se contado o que seria para sempre. Toda a relação que a gente entra traz muito dessa espécie de romantismo ou algo que a gente traz desde a infância de que eu quero casar
e eu quero que seja para sempre. >> O relacionamento é mais do que alguém que a gente tem química ou alguém que a gente escolhe para compartilhar a nossa história. É alguém que a gente deposita a nossa vida, alguém que a gente entende que veio para pegar na nossa mão e não largar nunca mais. >> Uhum. E quando essa mão é largada, quando a gente tem que lidar com a escolha do outro de ir, mexe. Mexe com a nossa autoestima, mexe com a nossa autoconfiança, mexe com as certezas que nós tínhamos sobre ela, mexe com
o que a gente construiu sobre a pessoa, mexe sobre a ideia de que nós não havíamos computado que esta pessoa poderia fazer isso agora ou quem sabe fazer isso em qualquer momento. >> Em algum momento. Então, mexe não é só sobre querer que continue, ainda que a relação não tivesse boa, mas é é algo irracional. É como se nós não aceitássemos que essa pessoa desistiu de nós. >> Uhum. >> E isso mexe com a com elo construído de confiança, de entrega. Porque toda relação que a gente escolhe para ter, para estar ao lado, toda a
relação que a gente costura, constrói, principalmente quando se tem família, é como se a gente realmente se entregasse e confiasse que veio para ficar, como se >> dá uma tranquilidade, né? >> É como se essa paz de que você fica comigo, independente das chuvas e trovoadas, dos dias ensolarados. Uhum. >> E quando você vai diante de algo que você decidiu, ou porque você achou que tava desgastado, ou porque você conheceu uma pessoa que te encantou, ou porque você cansou, é como se a pessoa traísse o fato de você ter escolhido e se convencido que era
ali que você estaria até o fim da sua vida. E você não acha, Pan, que a impressão que eu tenho é que os homens eles têm uma dificuldade maior de expressar, né, ali os desagrados, as coisas que não tão legais e falar sobre os desconfortos dia a dia. Parece, pelo menos quando a separação parte do homem, as histórias que eu ouço e e tudo que eu já vivi, parece que quando vem do homem parece que é uma coisa meio repentina, assim, parece que é uma coisa eh ou porque encontrou outra mulher ou porque ele resolveu
que não quer mais, ou assim, pega mais de surpresa quando parte do homem e quando parte da mulher, me parece que a mulher ela insiste mais, ela ela luta mais por essa relação ou ela deu mais sinais do desconforto ou é só uma impressão minha? >> Não, eu acho que culturalmente nós temos as emoções dos homens mais embotadas. Uhum. >> Culturalmente a mulher ela tem mais habilidade e ela é mais autorizada a exteriorizar sensações. >> A mulher com mais facilidade, ela demonstra as insatisfações >> nas falas, nas queixas, nas reivindicações. O homem muitas vezes ele
ele tá descontente, ele não tá gostando, mas ele passa por cima, ele engole, ele se cala ou ele demonstra através de outros sintomas que nem sempre são claros e lineares para serem lidos. E também tem um elemento que é a nossa dificuldade de enxergar o que nós não queremos ver. Muitas vezes o nosso parceiro ele tá desgostoso, nós também estamos. Mas a rotina caótica, os afazeres e de acordo com a personalidade de cada um, e considero que a maioria da da mente do casal brasileiro é mais ou menos assim: "Eu tenho que tocar o meu
barco, >> não dá para olhar para isso. >> Eu vou colocar essa dor no bolso e vou seguir. As crianças tm que comer, eu tenho que trabalhar, eu tenho boleto para pagar. Depois eu vejo isso. Por isso que é tão comum as as soluções que vão sendo encontradas eh subjacentes, né? Eh, a dificuldade de encarar, olhar e falar: "Epá, não tá legal". Porque quando eu encaro o óleo não tá legal. Eu preciso falar sobre isso, eu preciso fazer mudanças, eu preciso mexer e isso dá trabalho. Só que justamente eu falo que esse movimento do ser
humano desde sempre, né? eh o fugir do trabalho, a ideia de buscar atalhos, a a saída em não entrar em contato, ah, é muito custoso, é muito difícil e tal, ela é uma ela é um escape ilusório. >> Uhum. Porque isso tende a ser acumulado e levar para desfechos caóticos, >> não só de términos, como de alternativas, como traição, como a o subsidiar a relação, que acaba sendo eh muito mais custoso e e muito mais nocivo, >> porque encarar, olhar, mudar requer também a coragem pessoal. Porque não é só sobre mudar o outro, mas é
mudar a si. Primeiro eu mudo em mim. O que eu sinto que não tá legal no relacionamento, eu mudo em mim. Porque quando eu mudo, eu obrigo o sistema a mudar. >> Uhum. >> Se eu resolver me posicionar diferente aqui na nossa conversa, eu também te obrigo a se posicionar. Claro, >> se eu falar mais baixo, >> você também vai me acompanhar. >> Se eu mudar a direção, você também vai mudar o seu corpo. E assim é nas relações. Só que as pessoas elas têm resistências às mudanças. >> Uhum. >> Elas preferem fugir a encarar.
Por isso que o autoconhecimento, a autopercepção e o reconhecimento real das emoções faz com que eu consiga lidar com as adversidades e também reconhecer aquilo que é de bom de uma maneira muito melhor. >> Uhum. >> E saber até onde eu posso mudar e e me adaptar sem me ferir, né? Sem me agredir, né? Eu eu tenho grandes grande preocupação com relacionamentos em que fala-se que uma das partes aceita tudo. Ah, ele nunca reclama, ele é tão bonzinho, ele faz tudo. Nossa, olha lá, eu posso falar o que for, ele nunca contraria, ele nunca diz.
Eu me preocupo porque esse perfil para não dar do momento explodir >> Uhum. >> é muito fácil. Então não é que eu tô dizendo que eu acho legal a pessoa explosiva, estourada, não é isso. >> Mas falar sobre o que sente é muito valioso. >> Uhum. >> Dizer, dar parâmetro ao outro, não gostei disso, isso aqui não foi legal, não, isso aqui eu não vou fazer. >> Sim, >> isso vai aliviando, faz com que você não exploda, desgasta menos a relação e ajuda com que o casal molde a interação relacional. de uma forma em que
ambas as partes se sejam se sintam consideradas, ouvidas e percebidas. >> Então, não falar o que sente, ser sempre a boazinha ou bonzinho não é legal. explodir também sabemos que não, mas ser honesto no que sente, tendo tato, ponderando e tendo um canal validado >> e seguro, né, >> de escuta, isso é maravilhoso eu poder dizer para você na amizade ou no relacionamento amoroso, o que eu gosto, o que eu não gosto, o que é legal, o que eu estou sentindo, isso faz com que a gente consiga sempre atualizar. É sempre a gente limpa, sabe
quando a gente deixa a casa muito suja, vai deixando debaixo do tapete, chega uma hora que, meu Deus, tá fedendo demais. Sim, >> isso acontece também nas relações. Tem uma sujeirinha limpa, ai é chato, desconfortável, sabemos, mas é assim que a gente constrói. A manutenção, ela vai sempre precisar desses cuidados, porque senão o custo do reparo depois vai ser muito maior. >> Exato. e colocar a sujeira embaixo do tapete. É o que a gente acaba fazendo muitas vezes nessa rotina doida, né, de trabalhar demais e de e de tô exausto, né, e tô com tantos
outros problemas, tô sem grana, como é que eu vou parar para olhar a relação? Mas aí aí que eu acho que a gente tem que olhar, né? Porque olhando aqui, tentando fazer aqui um casamento entre os nossos assuntos, né, daquilo que a gente mais trabalha, PAN, eu vejo cuidando de muitas pessoas com burnout, né, com transtornos ansiosos, depressivos e tal, eu vejo a grande diferença de de evolução, de reabilitação, de suporte que a pessoa tem quando ela tem uma relação bacana, afetiva, Claro que as relações outras também demais eh eh de amizade e tudo mais,
mas quando ela tem um parceiro ou uma parceira, né, alguém que dá suporte, né, e que se transforma ali num num num ponto de apoio importante, eu vejo o quão eh eh diferente é essa evolução, sabe? Então, eh, eu, eu tenho pacientes que tem parceiros maravilhosos, assim, que abraçam e vão embora e tô com você, eu entendo que você tá afastado do trabalho e estamos junto e vamos lá. E você tá, vou te acompanhar no teu tratamento e vão na vão nas consultas, eh, levam na terapia, insistem para fazer atividade física. são pessoas que realmente
tão empenhadas, mas tem outros tantos que eh reclamam porque ah você não tá trabalhando, então você não tá pondo dinheiro dentro de casa porque caiu o teu salário porque você tá, né, você tá na caixa no INSS ou porque, sei lá, você tá produzindo menos se você for autônomo. E aí ao invés de apoiar existe uma cobrança muito maior. Então, essa essa parceria, né, no momento em que a gente tem hoje tantos transtornos mentais, eh eu acho que fala muito sobre as pessoas e sobre as as os relacionamentos, né? >> Você sabe que eu não
com uma queixa muito frequente, né, que eu recebo nas nos atendimentos, eu sou clínica, né? >> Claro. >> É, ainda sou clínica, quase 20 anos de clínica. >> Hoje em dia chegou aqui no estúdio, ela falou assim: "Amiga, você é neuro ainda, né? Assim, neuro normal assim, né?" brincando. Eu falei: "Sim, amiga, sou neuro neuro normal. Eu fal assim: "Eu sou neuro raiz, eu atendo de tudo." >> Bom, eu também eu também clinico e sou especialista em casal e família, né? E é uma das queixas que mais aparece assim, como como manter o apetite sexual
numa relação duradura? Como manter, como fazer prosperar ou continuar o desejo sexual numa relação duradora? Porque o que se sabe é que com o tempo, com a diminuição, com a queda da libido, com o mergulho na rotina do casal, com os tantos afazeres, o casal ele vá se distanciando, ele vai esfriando, vai fica muito mais voltado às aos cumprimentos sociais do que de fato a a vida dois, né? Parece que perde-se o víço assim, como como ter desejo, como ter aquele calor, né? aquela coisa doida do início, sendo que se tornou tão previsível, sendo que
a gente tá tanto tempo junto, sendo que a rotina, tudo da da vida vai, enfim, vai caindo e vai corrompendo. E eu digo assim, a rotina é inevitável. num relacionamento duradouro, é inevitável, os afazeres, o dia a dia, o conhecido, a pessoa não ser mais novidade, eh a gente perder aquele frio na barriga, porque o frio na barriga também tá tá envolto com o mistério, com as projeções, com as fantasias. Agora, o que eu entendo que pode ser extremamente excitante é a construção da ponte de cumlicidade. >> Uhum. É você perceber que aquele outro ele
ele te abraça em momentos delicados, em momentos difíceis, que a pessoa está ao seu lado, que a pessoa te vê, que a pessoa escolhe por você, que ela te preserva, que ela é gentil, que ela é delicada e isso fortifica. E isso para mim é um dos maiores combustíveis de libido >> de fetiche também. >> Porque é quando você fala, caramba, essa pessoa ela continua me olhando com brilho nos olhos. Ela continua cuidando de mim, ela continua me observando e reparando e me escolhendo em meio a tanta coisa. >> Ela sabe que eu estou com
ela, ela sabe que já está conquistado, mas ainda assim ela faz questão de dar o víço, sabe? É como aquela pessoa que tem aquele carro antigo e você olha o carro e fala assim: "Meu Deus, mas esse carro parece que você tirou ontem da concessionária e tem sei lá quantos anos." Aí a pessoa fala: "É que eu cuido". Pois é. Ou como aquela planta que você vê linda e você fala: "Nossa, mãe, vó, que planta maravilhosa". Pois é, filha, eu cuido. O cuidado, o olhar, a atenção, o carinho, a delicadeza. E ser tratado com essa
ternura faz com que dê vontade de estar junto. E aí a relação sexual talvez ela não tenha mesmo aquelas borboletinhas e no na, né, no no estômago. Não tenha mesmo aquele frio na barriga, mas tem aquele quentinho no coração. Uhum. >> Tem aquela sensação de que esse lugar que eu quero ficar >> de acolhimento. >> Como é bom tá aqui. Você é a pessoa que eu escolho e que me escolhe. E essa sensação de respaldo, essa sensação de segurança, ela é extremamente excitante, porque envolve admiração. E pense que admiração, respeito, gratidão, talvez seja os sentimentos
mais evidentes da maturidade e os sentimentos mais raros de hoje em dia. >> Uhum. Hum. Perfeito, perfeito. E aí, no momento em que você tá fragilizado por qualquer questão, né, por qualquer situação, realmente é é a hora dessa parceria surgir e quem sabe até e dessa relação ficar mais próxima. Eu tenho pessoas que realmente tão muito debilitadas e e acabaram fortalecendo a relação amorosa de tanto que visualizaram o quanto o seu parceiro realmente se demonstrou ali, né, disponível. Eh, Pan, eu queria agora tocar num num outro assunto que é o seguinte, a gente tem hoje
uma grande explosão de transtornos mentais, né? E a gente já tô brincando ali, né? como a gente acabou de falar que você é ainda é psicóloga, psicóloga normal, entre aspas. Eu sou neuronormal, ela é psicóloga normal. Eh, e a IPA a gente tem hoje uma explosão, né, de transtornos mentais e a gente sabe que um dos problemas no nosso país é a questão do acesso, né, do acesso a a serviços de saúde, né, acesso, não é todo mundo que e que tem ali a possibilidade de fazer uma boa psicoterapia. eh, de ter acesso a bons
médicos e tal. E eu sei que pensando nisso, eu sei que você tem e e tem uma empresa e bolou uma solução incrível para que as pessoas tenham esse acesso, né, de uma forma eh eh rápida, >> rápida, que pode chegar aí para pessoas do do Brasil todo que que podem estar nos ouvindo agora. Explica pra gente como é que funciona o que você bolou junto com o Carlos. tá ali só bom >> que tá ali trabalhando no aplicativo, né? Um dia, um dia eu acordei e falei assim: "Se nós podemos pedir uma pizza, se
nós podemos pedir algo da farmácia do mercado, se nós podemos pedir um carro para que a gente tenha deslocamento, por que que a gente não pode entrar com um clique e ter acesso a um profissional especialista de saúde mental, um psicólogo e fazer uma sessão de terapia? Porque dor emocional não tem hora. Perfeito. >> Então, eu termino um relacionamento, eu tô com uma crise de ansiedade, eu preciso entender melhor essa ferida de rejeição que eu tenho, de abandono. Eu eu preciso olhar melhor essa questão que eu tenho com a minha mãe ou que eu tenho
com o meu parceiro ou que eu tenho comigo mesmo, minha baixa autoestima. E eu tô aqui, eu tô em casa, eu tô no trabalho, eu tô no estacionamento, eu tô viajando, eu tô esperando no ponto de ônibus, eu tô numa situação que eu tenho tempo hábil, eu tenho internet e eu estou com a dor emocional. E aí com clique hoje você consegue ter acesso a mais de 1500 psicólogos que a gente tem todos homologados junto ao Conselho Regional de Psicologia no meu aplicativo PSAP PSI app. >> O PSIP é um aplicativo de atendimento psicológico que
você só precisa ter internet, baixar >> Uhum. >> O aplicativo na na sua loja aí do Tem versão web também. Aham. >> Você vai lá, coloca os filtros, valor que você quer. A gente tem profissionais desde R$ 50 a valores maiores, profissionais recémformados, profissionais com mais de 30 anos de formação, todas as linhas que você TCC, Gestalt, sistêmica, psicanálise, o que for. E você escolhe tudo isso através dos filtros que você quiser e apare aparecem os profissionais. Você pode fazer a sessão imediatamente no momento que você pede ou então agendado de acordo com a disponibilidade
do profissional. Eu mesma estou ali no PIEP. Então, eh, a ideia é que você continue, às vezes, a pessoa fala assim: "Ah, não é uma sessão só. Se você quiser fazer só uma sessão, tudo bem >> para dar aquele alívio, pelo menos paraar as ideias." Mas a ideia é que você faça e continue o processo com aquele profissional. Fiz a sessão com a Pâela, gostei, quero continuar. Fiz a sessão com a Pisa Isabela, quero continuar. A ideia é que você cuide da sua saúde mental, não só emergencial quando tá pegando fogo, mas justamente fazer a
precaução, se prevenir e cuidar de você e se desenvolver quanto maturidade emocional para conseguir lidar melhor com as adversidades e com os problemas da sua vida. Não, e ainda mais nesse nesse nesse momento que a gente lida com tantos profissionais também eh eh de de formação duvidosa, pessoas ali que falam tanta abobrinha na internet que a gente sabe um diferencial do PIEP é que nós temos lá todos os profissionais, todos os psicólogos que lá estão, eles são homologados junto ao Conselho Regional de Psicologia, eles são criados um a um. Nós temos certeza que são psicólogos
que estão ali eh cada um com a sua linha, claro, cada um com a sua formação, cada um com o seu valor. Isso é também é um diferencial legal, porque tem pessoas que não tem condição de pagar um profissional com valor X, mas a gente tem desde R$ 50 para que todo mundo possa cuidar fazer. Por isso que a questão do acesso, né, assim, gente, isso é uma é uma grande facilidade. Eu tenho pessoas que eu cuido que eu falo: "Você tá fazendo terapia?" Ah, não, não tô com condição financeira nesse momento. Gente, o PSI
appa, é uma grande solução e ainda mais assim, né, onde que você encontra profissionais. Aí a pessoa fala: "Ah, tá, eu posso pagar R, R$ 80, R$ 100 a sessão, onde é que eu vou encontrar essa pessoa, né? >> Lá, lá você encontra." E >> o mais legal é que assim, nós temos, nós não temos acesso, obviamente, porque é sigilo, não sei o que acontece na sessão sua com o teu, com o profissional do PIEP. Por outro lado, eu consigo saber se a sessão aconteceu, nós temos todo o controle, se o o psicólogo entrou, se
você entrou, se a sessão aconteceu. Então, assim, tem todo um suporte, é muito seguro. E ser seguro é fundamental e cuidar da sua saúde mental é necessário. Ela não sangra como um machucado que você corta ali ou um dente que cai, mas a gente sabe o estrago que faz no nosso interior se a gente não cuida do nosso emocional. Exato. Exato. P e realmente esse esse essa solução que vocês trouxeram, eu acho que foi um um um nossa, foi um uma ferramenta. Quando eu comecei o PSEP, a Sab, é verdade, porque foi quando você veio,
acho que foi quando você veio aqui, né? A gente lançou em 2019, você ter ideia, foi 2019 e eu já te contei desde lá. E aí, hoje a gente tá em 2025, então muitas coisas aconteceram, muitas atualizações e vale a pena você conhecer. Como tem a versão web, você pode pôr aí PEP, PS app, e você olhar a versão web e já procurar um profissional ali, tenho certeza você vai adorar. Ai, que delícia. Ô Pan. E e me fala uma coisa só pra gente caminhar aqui pro nosso encerramento. Eh, as pessoas eh eh que querem
acesso a você, né? Porque eu hoje em dia você, né, é um fenômeno, uma maravilhosa. Quando eu apareço com a Pâmila em qualquer foto, em qual o pessoal fala: >> "Você é amiga da Pâela, não acredito." Aí eu fico, eu fico me achando, né, pessoal? Fico me achando. >> Maravilhosa, maravilhosa. A Pâela foi no meu aniversário, só dava ela. Pessoal, ah, a Pâela tá aqui, essa deusa. >> Você acha? Você acha >> linda. Adoro. >> E eu bato, aplaudo minhas amigas, porque eu sou dessas mesmo. Mas enfim. Opan, e as pessoas que querem fazer um
curso seu, que querem ter ali uma mentoria sua, que querem ter um atendimento de alguma forma, como que elas fazem além da do teu Instagram? >> Tá bom? Primeiro tem o meu site, você pode entrar em pamelamagalhães.com.br. Lá você vai ter acesso aos meus dois livros Se Amar, Amar e Ser amado e bem me quero. Você vai ter acesso maravilhosa. Você vai ter acesso aos meus cursos. Eu tenho vários cursos. Tem um curso bem me quero, inclusive do amor próprio, tem aulas, eu tenho muita coisa, na verdade tem o PSIP, eh faço palestra no Brasil
e no mundo. Então, a pessoa entrando no meu site, ela vai ter todo esse acesso, mas principalmente nas redes sociais, seja Instagram, TikTok, YouTube. Te convido a me seguir no @pamâela, psispamela e claro também o meu podcast Parece Terapia, que não concorre com o Dano, né, o Parece Terapia. Sim. A Ana vai lá. Vocês acham que a Ana deve vir? Se você acha que a Ana deve vir sentar se você assim, >> se você acha que a Ana deve sentar no meu divano parecerapia, você comente aqui abaixo, por favor. Queremos a Ana, >> a Maurício.
Só vai gente chique lá, menino. >> Por isso você tem que ir. Isso tem que ir. Meu Deus, eu não tenho nem roupa para ir lá. Mauria, anota aí, pelo amor de Deus. Preciso comprar roupa para ir. >> Você vai? >> Eu vou. Eva. Obrigada, minha amiga querida. Eu que agradeço. Agradeço e parabéns. Que essa nova temporada seja abençoada, que as pessoas que estejam assistindo elas deixem que germinem no coração delas e na mente o que há de melhor, que elas saibam escolher o que elas ouvem e o que elas vêm e que elas sigam
pessoas como você, que muito mais do que a competência que tem e daquilo que expande é essa verdade. Você é uma pessoa doce, uma alma iluminada, uma pessoa que só contribui, que todo mundo adora, porque você tem um coração quente e verdadeiro. Obrigada, viu? Obrigada. Assim eu vou chorar. >> Obrigada, Pan linda. E é isso, pessoal. Se você curtiu esse episódio, curte, compartilha, manda para todo mundo, eh, se inscreve no nosso canal e a gente se vê no próximo episódio.