6:34, horário de Brasília. CNN Brasil, nesse momento em Break News. Informação de momento. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump acaba de confirmar que atacou o território venezuelano. São imagens que já temos desse ataque que aconteceu a 1:50, horário local. A capital Caracas foi uma das regiões atingidas por esse ataque. Nesse momento também já há confirmação De ataques em outras regiões do país, assim como aeroportos, estruturas da cidade que ficaram danificadas com esses ataques agora confirmados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa confirmação foi feita através da rede social Tru Social. Você acompanha em tela
nesse momento a postagem feita pelo presidente dos Estados Unidos. Não só confirmando esse ataque, mas também informando que Nicolás Maduro foi capturado e retirado Do território venezuelano. Maduro e a esposa foram capturados e retirados da Venezuela. Também nesse momento, já temos a confirmação de que Donald Trump vai trazer mais detalhes, mais informações a partir das 11 horas da manhã, horário local, numa entrevista coletiva, assim como um pronunciamento. Mas, portanto, agora vem a confirmação de que os Estados Unidos realizaram esses ataques ao território venezuelano. Começamos aqui ainda durante madrugada No Brasil trazendo essa informação. Partíamos de
acusações por parte do governo venezuelano, já trazendo ali informações de que esse ataque teria partido dos Estados Unidos depois de algumas horas. Então vem essa confirmação por parte do próprio presidente americano Donald Trump nas redes sociais, Nicolás Maduro, que já vinha falando sobre a possibilidade até de um acordo com os Estados Unidos diante de alguns ataques a embarcações Venezuelanas e também do envio de uma flotilha militar para as proximidades do território venezuelano. Nos últimos nos últimos dias a gente já vinha acompanhando alguns ataques a embarcações, é, cerca de 30 embarcações que já tinham sido atacadas
por militares americanos. Temos Américo Martins, nacionalista de internacional, também acompanhando nesse momento esse que é um break news mundial. Estados Unidos, portanto, nessa ação contra o Território venezuelano. Américo, em destaque agora a postagem feita pelo presidente americano, Donald Trump, confirmando as suspeitas e a e até então as informações trazidas pelo governo venezuelano. O que a gente tem em tela é a CNN internacional dedicada a essa cobertura também, assim como aqui na CNN Brasil, com informações inclusive ao vivo direto da Venezuela. Acredito, se possível, temos Deniz Bobadilha também nesse momento conosco pra gente ouvir o Relato
em loco. O que dizem nesse momento as autoridades venezuelanas e a população que agora está assustada diante desses ataques que ocorreram durante a madrugada, horário local. Vamos acompanhar com Denise Bobadilha. Ouvindo a gente, Mary, eu vou perguntar de novo. M, se você tiver nos ouvindo, qual é a sua reação ao post do presidente Trump no Truth Social? Nós vamos tentar agora ter o som da Mary de volta. Ela tá em Caracas. Enquanto Isso, a gente volta a falar com o nosso Nick Peton Walsh. Você estava falando da dessa possível queda do regime. O que isso
pode significar pra estabilidade da Venezuela, pro futuro do país? Você passou um tempo no país, né? Agora, como que você acha que Maduro e esse círculo mais próximo dele, como que isso pode acontecer? O que pode acontecer? E como que esse regime pode sobreviver? O que sobrou desse regime? Eu acho que é Importante lembrar as pessoas que durante o período do Hugo Chaves, antes do Maduro e durante o o governo de Maduro, eles atingiram muitas partes da sociedade venezuelana. Nós tivemos mudança no no preço dos alimentos, ah, na vida das pessoas, no desemprego. E essa
saída repentina do Nicolas Maduro, eu acho que traz uma questão muito imediata, que é quem assumirá o lugar dele. Nós precisamos nos perguntar Que quem eh o que está na Constituição venezuelana, né? Eu não sei imediatamente qual é a resposta para essa questão de quem poderia assumir o poder agora? Ocupar um lugar que foi vago por causa de um presidente foi retirado do poder, que foi levado de helicópero pelas forças especiais americanas. Eu acho que é, precisamos pensar na estabilidade, se ela pode acontecer em seguida. Os Estados Unidos eh não querem Ver a Venezuela num
estado de colapso. Mas será que haveria uma ocupação? Então, para que isso não aconteça, porque nos últimos anos, milhões de venezuelanos já já viajaram para os Estados Unidos graças a essa situação da Venezuela e e isso pode trazer um colapso ainda maior no país. Então, nós esperamos que haja algum tipo de estabilidade e que isso aconteça, mas parece que a operação militar, até onde Sabemos, de acordo com até pela pela maneira como Trump colocou isso, colocou num num post que ela foi bem-sucedida, não sabemos a extensão dos danos colaterais. Eh, isso seria o dano colateral
aqui é um é um eufemismo grotesco para falar de de de vítimas civis, né? Será que quantas pessoas será que morreram nesses ataques? Eu acho que as forças venezuelanas agora estão, é claro, no Estado de choque. Eu acho que as muitas instalações do países foram atingidas e o comandante da Chefs parece que também foi foi ah levado. Eu acho que precisamos lembrar que o que as coisas estão acontecendo agora. O presidente de um país e que está em oposição aos Estados Unidos foi retirado da capital do seu país pelas forças especiais dos Estados Unidos. E
isso realmente parece ter sido o que aconteceu de acordo com o próprio Donald Trump, mas é um momento absolutamente chocante globalmente. Ele mostra que quando o presidente decide, Trump decide agir, ele pode fazer coisas que sejam até e totalmente fora da caixa, digamos assim, né? É sim um momento absolutamente surpreendente na diplomacia global. Eu acho que essa operação militar contra a Venezuela para os Estados Unidos foi eh bastante Antecipada, mas a noção de que isso pudesse acontecer dessa forma e não deixa de ser chocante. Talvez não imprevisível dado o a quantidade de avisos que o
Departamento de Estado e o Departamento de Justiça colocaram nos últimos tempos. Mas em termos globais, os Estados Unidos colocam, ele mostra de como eles podem punir outros países em momentos como esse. Eu acho que são, eu acho que é uma operação, na verdade, de horas que envolve a que envolve inclusive a saída de membros do regime da capital do país para algum lugar. Mas é incrível ouvir o o silêncio com que tudo isso aconteceu e como nós recebemos apenas 40, 50 palavras de uma confirmação do presidente, resumindo o que aconteceu nas na nessa madrugada. Muito
obrigado, Nick. Nós continuaremos Falando com você desses momentos absolutamente surpreendentes que vimos aqui. Fique conosco, nós vamos continuar cobrindo. E os Estados Unidos retiraram Nicolas Maduro da Venezuela e o levaram para outro lugar. Continuamos em seguida. Ainda sem detalhes sobre a atual localização de Nicolás Maduro, mas já confirmação por parte do presidente dos Estados Uniros, Donald Trump, de que de fato Nicolás Maduro foi já retirado de Território venezuelano ao lado da esposa. É cobertura da Cena Internacional, mas já te trazendo aqui mais detalhes para você que tá chegando agora. São 6:43. Estamos durante toda a
madrugada aqui acompanhando o que está acontecendo em território venezuelano a partir desses ataques dos Estados Unidos. E temos inclusive imagens, se possível, a gente coloca em tela também sobre o que tá acontecendo nesse momento em termos de Manifestações de autoridades. Atenção que governo brasileiro até o momento não temos nenhum comunicado oficial, nenhuma manifestação do Brasil, mas outros países, como por exemplo Colômbia já se manifestaram. O presidente há pouco também divulgou uma manifestação sobre o que tá acontecendo em território venezuelano. O que já sabemos sobre esses ataques? Pelo menos três estados que foram atacados na Venezuela
são eles Miranda, Arágua e Guaíra. Portanto, três Estados que registraram esses ataques dos Estados Unidos com danos a várias instalações, inclusive aeroportos. As imagens que trazemos em instantes para vocês mostram exatamente isso. Inclusive, a própria capital Caracas foi uma dessas regiões afetadas. Informações da CNER Internacional também nesse momento indicam que principalmente aeroportos ficaram danificados. Não temos ainda a real dimensão do que foram esses ataques com relação ao número de Mortos e danos à estrutura venezuelana, mas já a confirmação de que pelo menos dois aeroportos foram atingidos por essas explosões. Eh, informação já confirmada pela CNN
Internacional. CN Internacional também nos lembra do que tem sido a ação dos Estados Unidos nos últimos dias nessa região, com o deslocamento de dezenas de aviões militares pra região do Caribe, com o ataque a mais de 30 embarcações, Estados Unidos utilizando a alegação de combate Ao narcotráfico para esses ataques que também resultaram em mais de 100 mortes. Vamos falar com o nosso analista de internacional, Américo Martins, que tá nesse break news mundial, muito apreensivo com que tá acontecendo. Américo, vou até aqui trazer a declaração que há pouco, a expressão há pouco que ouvimos na CN
Internacional, que foi a surpresa da diplomacia internacional diante do que tá acontecendo no mundo, diante desse Ataque dos Estados Unidos. E agora a grande questão que temos é o que teremos de manifestações internacionais? Qual será o futuro do território venezuelano? E o que dirá o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nessa entrevista coletiva, nesse pronunciamento previsto para ocorrer às 11 horas da manhã, horário local dos Estados Unidos? Américo, bem-vindo aqui à nossa programação. Bom dia para você aí em Londres. Bom dia, Carol. Bom dia a todos que nos acompanham aqui nessa cobertura especial desses ataques
dos Estados Unidos contra Caracas e essa afirmação do presidente Donald Trump de que as forças especiais dos Estados Unidos teriam capturado e levado o Maduro e a sua mulher Cia Flores para fora da Venezuela. Essa é uma situação muito extraordinária de um país, eh, basicamente usar essas forças especiais para entrar num outro país soberano, capturar o seu chefe de estado E levá-lo para fora do país. Essa foi uma ação muito bem planejada dos Estados Unidos. Os Estados Unidos vinham dando sinais de que em algum momento atacariam a Venezuela, vinham aumentando a pressão sobre o regime
do Nicolás Maduro. Mas essa ação se confirmada eh que o presidente Donald Trump tá eh anunciando que o Maduro teria sido capturado e levado para fora do país, é uma ação bastante extraordinária, muito fora do comum. Isso é surpreendente em muitos Aspectos. a questão dos ataques à Venezuela já estavam sendo de alguma forma eh computados aí pela comunidade internacional, porque os Estados Unidos vinham aumentando sistematicamente a pressão sobre o Maduro com a intenção de derrubá-lo do poder. Mas essa questão eh de capturá-lo e levá-lo para fora do país no dia dos ataques é uma informação
eh bastante diferente, extraordinária em relação a às questões internacionais, a relação eh Da geopolítica internacional. Que que a gente sabe que aconteceu até agora, né, Carol? Como você disse, Caracas foi atacada, bases militares foram atacadas, os estados de Miranda, Arágua e Laguaíra. Isso sugere que as forças especiais dos Estados Unidos prepararam uma ação, localizaram aonde o Maduro estava e atacaram ao mesmo tempo em que planejaram capturar o líder venezuelano para minimizar qualquer tipo de reação militar dos venezuelanos. O governo do Maduro chegou a declarar estado de emergência nacional e mobilizar as forças de defesa que
estão nas ruas em algumas cidades da Venezuela. Mas se confirmada essa informação de que o Maduro foi de fato capturado, levado para fora do país, isso vai criar obviamente um vácuo de poder na Venezuela, que vai acabar tendo que discutir como reagir a essa captura eh do seu líder. Num comunicado, a Venezuela, o governo venezuelano chegou A dizer que rejeita, repudia e denuncia a agressão militar dos Estados Unidos. chamou esse ataque de um ataque imperialista, dizendo que os Estados Unidos tinham interesse, na verdade, no petróleo e nos minerais da Venezuela. Um país rico, tanto em
petróleo, a maior reserva confirmada de petróleo do mundo está na Venezuela, como de minerais. No entanto, o governo americano vem já há meses denunciando o governo do Maduro e alegando que ele maduro, pessoalmente e Várias autoridades do seu governo, tinham envolvimento com o narcotráfico. Os Estados Unidos, em muitos momentos, chegou a chamar o Maduro de um líder eh de um estado eh narcotraficante. E, portanto, a justificativa que o presidente Donald Trump vai usar para essas ações todas, tanto o ataque como a suposta captura do Maduro, vai ser de que os Estados Unidos estão numa guerra
contra o narcotráfico, estão tentando proteger a sua população nos Estados Unidos, que é uma situação atípica, e que dentro dessa guerra eles utilizaram esses ataques e essa captura. A justificativa legal, inclusive dos Estados Unidos, vai ser essa de uma guerra contra o narcotráfico, acusando a Venezuela de ser um estado narcotraficante. Nosso analista de internacional vai seguir conosco nesse momento. Américo, chegou a informações direto do território venezuelano de Caracas. A Correspondente da CNN Internacional, Marimena, está lá já relatando a situação de momento. Vamos acompanhar >> daqui a pouquinho. Daqui a pouquinho teremos a correspondente em Caracas.
Ela nesse momento em contato com o CEN Internacional relatando o que está acontecendo em território venezuelano nesse momento. O que dizem autoridades que já decretaram o estado de emergência na Venezuela. Temos nesse momento na sua tela os registros do que foram alguns Desses ataques dos Estados Unidos ao território venezuelano, além de Caracas, aqui o registro de outras regiões que também foram impactadas. Temos já relatos de explosões nos estados de Miranda, Arágua e Laguaíra. Eh, pelo menos três estados que registraram esses ataques, inclusive instalações militares, aeroportos, registrando danos, registrando explosões. Esse ataque aconteceu durante a madrugada.
A SEN Internacional vai colhendo nesse Momento relatos de moradores que dizem que acordaram durante a madrugada assustados. explosões. Ali a gente consegue ver no horizonte as colunas de fumaça e o fogo consumindo as estruturas dessa região da Venezuela. ainda sem grandes detalhes com relação à extensão dos danos, eh, além da questão desse momento política do país. Por quê? Donald Trump confirma que Nicolás Maduro foi capturado e retirado do território venezuelano. Américo Martins ainda sem Informações, Américo, com relação ao local, a localização nesse momento de Nicolás Maduro. O que também estamos acompanhando são as várias manifestações
internacionais. Repito, governo brasileiro até o momento sem nenhuma nota oficial, mas algumas lideranças internacionais já vem se posicionando. Por exemplo, repito, o presidente da Colômbia foi um dos primeiros a falar sobre a situação, foi à rede social e se manifestou sobre o que tá acontecendo em Território venezuelano. Trago aqui inclusive um trecho do que escreveu Gustavo Petro. O governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar a população civil em risco. Nesse momento, Américo, a gente vai colhendo, claro, as várias manifestações internacionais. Inclusive aguardamos aqui um posicionamento de organismos internacionais
sobre o que tá acontecendo em território venezuelano, Américo. >> Exato, Carol. Certamente esse assunto vai ser levado, por exemplo, para uma discussão no Conselho de Segurança da ONU, dado ah, especialmente se o Maduro foi de fato capturado, dado ao fato extraordinário aí de um país fazer uma operação num outro estado, no estado soberano, e capturar esse chefe de estado, muito provavelmente sob a alegação dos Estados Unidos, de que chefe de Estado Maduro tinha relações Com o narcotráfico e os Estados Unidos está nessa guerra contra as drogas. Vários países já começaram a se manifestar, especialmente aqueles
países que são mais alinhados à Venezuela num tom de denúncia contra essas ações dos Estados Unidos. O primeiro presidente a se manifestar, como você muito bem colocou, foi o Gustavo Petro, presidente da Colômbia, ideologicamente alinhado ao Maduro. São dois presidentes de esquerda. A Colômbia é um país muito Importante ali nas relações bilaterais com a Venezuela. Mas desde que o Maduro fraudou as eleições do ano passado, os dois líderes, o Petro e o Maduro, vinham numa relação bastante conturbada, meio eh congelada neste momento. Mesmo assim, o Petro denunciou esses ataques contra a soberania da Venezuela. Um
outro país alinhado à Venezuela e que também sofre sanções dos Estados Unidos e que se manifestou muito rapidamente foi o Irã, já dizendo que a comunidade Internacional deve fazer essa discussão que você antecipou, Carol, e levar o assunto para ser discutido na ONU e no Conselho de Segurança. Um terceiro país que se manifestou muito rapidamente e isso pode nos dar algumas dicas de que o Maduro de fato foi capturado, foi Cuba. O presidente Dias Canel se manifestou, protestou contra o que ele classificou de um ataque à soberania da Venezuela e também exigiu que a comunidade
internacional se manifestasse. Por que Que eu digo que essa manifestação de Cuba pode ser importante pra gente entender o que aconteceu de fato com o Maduro? Porque os cubanos têm ajudado os militares venezuelanos na proteção do Maduro? Inclusive essa proteção do Maduro foi muito apertada nas últimas semanas. Nos últimos dias, o Maduro já não dormia mais no mesmo lugar, duas noites seguidas, procurava lugares alternativos para ficar, sempre com a proteção conjunta dos militares Venezuelanos e também de agentes cubanos. Agentes cubanos que vêm ajudando na defesa ali, na segurança do Maduro há muito tempo, dado que
o regime comunista de Cuba conseguiu sobreviver por décadas. Só que não tínhamos na época, né, em que o Fidel Castro, por exemplo, estava vivo, um presidente como Donald Trump, que simplesmente resolve tomar suas ações e o fez neste caso da eh Venezuela. Então, eh, a manifestação muito rápida de Cuba pode sugerir que os Cubanos que estavam ajudando ali na proteção do Maduro tenham ali alguma informação de que de fato ele foi capturado. De qualquer forma, Carol, eh esse vai ser um debate muito intenso na comunidade internacional, porque nós estamos falando de um ataque sem uma
guerra ter sido declarada de um país de uma grande potência militar contra um outro país soberano. perfeitamente uma ditadura fr duas eleições do ano passado, mas é preciso ter Justificativas, inclusive à luz da legislação internacional para uma ação como essas. Os Estados Unidos vai certamente, como eu disse, usar essa carta de estar numa guerra contra o narcotráfico. É isso, essa narrativa que vem sendo criada desde o início da crise pelo governo americano. O governo americano foi ampliando a crise ao longo das semanas. primeiro declarou que estava nessa guerra contra as drogas em todo o continente
americano. Publicou Inclusive recentemente uma nova estratégia de segurança nacional dizendo que a América Latina é prioridade para as ações internacionais dos Estados Unidos, inclusive com presença militar expandida ali no nosso continente. e disse claramente nessa estratégia que os Estados Unidos vão tratar muito bem aqueles países que são ideologicamente alinhados, que gostam de fazer negócios com os Estados Unidos, que tenham ali uma relação próxima, tanto do ponto de Vista diplomático como comercial, com os Estados Unidos, e que ia ser muito duro com regimes que não se alinham aos americanos, que é obviamente o caso do Maduro.
Depois disso, os Estados Unidos ampliaram muito a presença militar no Mar do Caribe, numa pressão muito forte, em especial contra o Maduro. Bombardearam e afundaram vários barcos, mais de 30 barcos que alegadamente estavam levando drogas e narcotraficantes para os Estados Unidos. Mais de 110 pessoas morreram nessas ações. Tudo isso foi apertando ali o cerco ao Maduro dentro dessa lógica americana de que a ação é uma ação contra o narcotráfico. Em dezembro, mês passado, houve um ataque, a CNN deu essa informação de maneira exclusiva, confirmou com exclusividade um ataque da CIA, agência de espionagem dos Estados
Unidos, contra um CAIS no território venezuelano. foi a primeira, o primeiro ataque dos Estados Unidos, praticamente Um teste dos Estados Unidos para atacar a Venezuela. Por que que eu digo um teste? Por dois motivos. Em primeiro lugar, era um teste das defesas militares da Venezuela. Como os venezuelanos poderiam reagir a um ataque dos eh americanos. Isso era muito importante para os americanos saberem. E segundo, também era uma construção, eh, um teste nessa construção da narrativa do ataque ao narcotráfico, porque era um ataque específico contra um CAIS numa Posição remota da Venezuela, que seria utilizado por
uma organização criminosa para exportar drogas, levar drogas para os Estados Unidos. E isso culmina agora com esses ataques e a suposta captura do eh ditador venezuelano Nicolás Maduro. Tudo isso faz parte dos testes militares americanos que foram sendo ampliados até essa eh esses ataques hoje uns ataques aparentemente muito focados inclusive em poostos militares essa suposta captura do Maduro. Mas também foi uma construção Muito bem feita, estrategicamente bem feita desse cerco ao narcotráfico. Porque a justificativa dos Estados Unidos para a derrubada do Maduro não é que ele é um ditador ou que ele fraudou as eleições.
Isso é parte da discussão, mas o que os Estados Unidos vão certamente alegar é que estão agindo contra um regime que apoia o narcotráfico e contra um líder que na opinião dos Estados Unidos é um narcotraficante. Então essa vai ser a Justificativa para essa ação dos americanos depois essa pressão toda que foi sendo construída de uma forma muito estratégica e até muito inteligente. Eh, só para concluir, Carol, estamos tentando falar com Itamarati, com representantes da diplomacia brasileira, mas o Brasil em algum momento vai ter que se manifestar. Ainda está em silêncio neste momento, mas certamente
vai ter que se manifestar, até porque é um país que lidera aí a América do Sul. Vamos ver como o Brasil eh vai se posicionar eh nesse assunto. Segundo informações que eu já tinha acolhido até antes eh dessa dessa crise ou desse esses eventos de hoje, a intenção do Brasil, em caso de ataque direto à Venezuela, seria condenar esses ataques, porque o próprio presidente Lula vem falando já há semanas, desde que essa crise começou a aumentar, que a América do Sul é um continente de paz e que o Brasil tem interesse em que continue Assim
e não eh em algum tipo de aventura militar. Portanto, é muito provável que o Brasil tenha que condenar esses ataques, embora isso vá colocar, obviamente, o governo brasileiro numa situação complicada com os Estados Unidos, num assunto que o Brasil ainda precisa resolver, né, a questão das tarifas, por exemplo, sobre as exportações brasileiras. Carol >> Américo Martins trazendo pra gente informações e análises sobre o que tá Acontecendo após a confirmação dos Estados Unidos desse ataque ao território venezuelano, como o Américo destacava aí no finzinho da sua análise, ainda assim manifestações por parte do governo brasileiro, mas
como conversávamos já algumas lideranças internacionais nesse momento, emitindo comunicados, emitindo notas e é claro que a gente vai aqui atualizando. Américo tá em contato já com Itamarati, Ministério das Relações Exteriores, mas Como ele também destacava, diante dos recentes acontecimentos nas proximidades do território venezuelano e até mesmo diante do que foi aquele ataque ao CAIS da Venezuela e as declarações recentes do próprio presidente Lula, a gente consegue ter uma ideia do que pode vir nesse comunicado emitido pelo governo brasileiro. Destacávamos há pouco a confirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, através de uma Postagem nas
redes sociais, não só confirmando o ataque, mas também a captura de Nicolás Maduro. Trago aqui também o que foi a primeira manifestação da Venezuela com relação a esses ataques, destacando um dos trechos do que disseram as autoridades venezuelanas nesse comunicado. Segundo a Venezuela, o objetivo desse ataque não é outro senão, tô aqui lendo na íntegra um trecho dessa nota, senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular Do petróleo e dos minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação. Não o conseguirão. Após mais de 200 anos de independência, o povo e seu governo
legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir o próprio destino. Esse é um trecho dessa nota que foi emitida assim que esses ataques foram confirmados. Repito aqui, pelo menos três estados afetados, estados de Miranda, Arágua e Laguaíra. O Próprio governo venezuelano confirma essa informação nessa nota e destacando que a cidade de Caracas, capital venezuelana, também foi afetada por esses ataques dos Estados Unidos. E agora em tela, o que temos é a postagem feita por Donald Trump, nesse momento CNN internacional destacando exatamente o que disse o presidente dos Estados Unidos. Vamos
acompanhar com Denise Bobadilha. foi capturado e acusa os Estados Unidos De uma agressão militar depois de múltiplas explosões na capital Caracas, em outras partes do país na madrugada de sábado. O comitê do Senado das Forças Armadas dos Estados Unidos não foi notificado de qualquer ação militar na Venezuela. Os vídeos mostram o que parecem ser helicópteros militares no céu sobre Caracas. o pessoas na Venezuela acompanham os os acontecimentos em seus telefones eh e os relatórios do ataque Nas primeiras horas do sábado. Nós voltamos agora a Caracas com a Mary Mana, jornalista local, que está acompanhando a
citação para nós. O que você tem ouvido, Mary? Agora o o vice-presidente venezuelano eh Delsy Rodriguez eh falou falando da situação, falando que não sabe onde Nicolas Maduro está. Ele deu uma entrevista por telefone a um canal de televisão estatal e ele disse que isso começou a cerca de 4 horas e Que há pouca informação e há pouca informação vindo do governo, mas essa é a segunda maior autoridade do governo. O primeiro que falou foi o general Vladimir Padrinho, que disse que haverá uma grande mobilização das forças militares do país em todo o país, na
Venezuela. E também que o vice-presidente Delsy Rodrigues, que é uma das figuras mais fortes do regime maduro, está Eh falaria no canal estatal. Como eu disse, isso começou há cerca de 4 horas, mas nas últimas 2 horas a cidade parece numa estar em relativa calma, em silêncio. Não há muitas pessoas dirigindo pela cidade. As pessoas eh parecem ter ficado eh em suas casas na capital sem sair de casa por causa de preocupações com a segurança. O governo soltou uma declaração dizendo que vão que vai Declarar num estado de emergência e reiterando a informa e o
que reitera a informação que deu o vice-presidente agora a pouco. E no estado de emergência, se ele for declarado, as pessoas não podem realmente sair de casa nas próximas áas ou talvez até nos mesmos dias. Isso é inédito. Isso é a história acontecendo aqui na Venezuela ao vivo. Com a confirmação feita pelo presidente Donald Trump, nós temos, Então, a confirmação, na verdade, que o líder do país da Venezuela, Nicolás Maduro, está fora do país. Isso traz preocupações de segurança, é claro, eh, e planos inclusive do do próprio governo de Maduro que continua aqui no país,
o que as pessoas ao redor do regime, o que que elas farão daqui paraa frente. Nós estamos tentando ouvi-los e entender o que vai acontecer, porque Todos querem saber como serão as próximas horas no país. Como eu disse, os prédios ah continuam com eletricidade, a internet no país, que era uma das grandes preocupações para o cidadão, se algo pudesse acontecer na Venezuela, se eles poderiam, enfim, ter contato com outros ou se perderiam a energia. Não foi o caso. O alvo foram os alvos foram em três estados da Venezuela E no estado de Miranda, Laguira e
Arágua, os três estados que foram atacados que e eles concentram as maiores instalações militares. Enquanto você falava, nós ouvimos que o vice-presidente Delta Rodriguez, que ele já trouxe o já trouxe o tema, ele fez uma declaração e ele é um dos das pessoas mais próximas ao Nicolás Maduro, ele é inclusive um ex-ministro das relações exteriores do país. E ele diz que a Constituição exige uma prova de Vida de Nicolas Maduro. Mas agora ninguém sabe no momento onde está Nicolas Maduro. O que significa para estrutura de poder, para o governo da Venezuela essa essa incerteza? Eu
vejo que a o áudio caiu com ela novamente. É uma dissiquação muito difícil na Venezuela. Nós tentamos falar com ela novamente porque ela está no local, mas agora estou com com o Stepano Posebond, que tem feito muitas Reportagens na Venezuela e ele falou com Nicolas Maduro algumas vezes. Stepano, eu queria fazer a pergunta que eu fiz a Mary para você. H, o vice-presidente Dels Rodrigues disse que é ele que eh, ela, perdão, vice-presidente disse que é preciso ter uma prova de vida de Nicolas Maduro. E o que significa isso pr pra estrutura de poder da
Venezuela? É justamente esse o ponto que vamos trazer aqui em destaque na CNN Brasil. Como fica a estrutura de poder na Venezuela e exatamente o que disse a vice-presidente do país diante dos mais recentes acontecimentos. Ela deu uma declaração instantes atrás. Nossa editora de Internacional Dela Cardoso já está aqui ao meu lado e vai trazer em detalhes o que disse Delc Rodriguez. Seja bem-vinda, Derla. Bom dia. >> Bom dia, Carol. Pois é, a Delc Rodrigues falou a Telersur, uma eh TV venezuelana, e ela disse basicamente o seguinte, que Não há não há informações sobre o
paradeiro de Nicolás Maduro. Então eles tentam encontrar realmente informações sobre o que aconteceu com o ditador venezuelano e Deus Rodrigues, a gente tá falando esse nome, afinal, quem é ela? Ela é a segunda na linha de comando da Venezuela. Ela é a vice do regime e ela é tida como uma das pessoas que deve ficar no comando na Venezuela, uma vez se realmente se confirmar essa informação de que Maduro não está na Venezuela, de que foi levado talvez para os Estados Unidos, assim como Donald Trump falou, Carol, >> é, inclusive há nesse momento um pedido
por parte das autoridades venezuelanas da prova de vida de Nicolás Maduro. Quem confirma essa informação com relação à captura dele é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mas ainda dela sem detalhes com relação à localização do ditador. >> Exatamente. A gente tem um grande Contingente de militares dos Estados Unidos ali na perto da costa da Venezuela, na região do Caribe. Então, muito provavelmente, Carol, de acordo com o contingente militar que está na região, muito provavelmente Maduro foi capturado, levado então para uma base dos Estados Unidos de Porto Rico e lá pode ser levado direto
pros Estados Unidos ou ser mantido nessa base em Porto Rico. Então, esses detalhes que a gente vai descobrir ao longo do dia. >> É, inclusive Donald Trump diz que vai fazer um pronunciamento às 11 horas da manhã, horário local. Oposição venezuelana também ainda não se manifestou dela? >> Não, ainda não. A gente aguarda as informações vindas principalmente da Maria Corina Machado, que é a principal opositora do regime maduro. Ela estava fora da Venezuela. Ela saiu da Venezuela esses dias para ir paraa Noruega receber o Prêmio Nobel da Paz. Ela saiu eh quase Que foragida porque
ela não tinha autorização para deixar a Venezuela e estava fazendo um giro se reunindo com autoridades europeias. E ainda não havia informação de que ela tinha voltado para Venezuela. Então também aguardamos a manifestação dela. Quem falou, Carol, agora pouco de dentro da Venezuela foi o ministro da defesa da Venezuela, o Vladimir Padrino Lopes. Ele é um dos principais nomes do regime chavista. Ele está ali entre os cinco mais importantes Do governo venezuelano e ele é uma das pessoas que também tem a cabeça pedida pelos Estados Unidos. Ele é alvo também de buscas por acusações de
narcotráfico. Ele disse que a Venezuela está atualmente eh pegando as informações sobre o que aconteceu e sobre o número de pessoas mortas e feridas. Ele confirmiu eh confirmou, perdão, que uma instalação militar em Caracas foi atacada, a forte Tiuna. E ele disse que várias áreas urbanas foram atacadas com Mísseis e foguetes que foram lançados de helicópteros de combates dos Estados Unidos contra a Venezuela. E aí, Carol, é importante que assim, a gente tem alguns helicópteros militares na Venezuela que atuaram e outras operações importantes no passado. A gente tem os Black Black Hawks, que são helicópteros
que inclusive foram usados com o time tático importante dos Estados Unidos naquela operação para capturar o Binladen anos atrás. Então, realmente as Operações especiais dos Estados Unidos podem ter atuado nessa operação também justamente para capturar o Maduro. >> É, várias informações aqui que Delar Cardoso traz pra gente nesse primeiro momento. Em tela você vê a manifestação do governo venezuelano assim que ocorreram esses ataques, quando a Venezuela diz que rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional o que chama de gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e
a população venezuelanos em localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República e nos estados de Miranda, Arágua e Laguaíra. É assim que tem início essa nota do governo venezuelano que acompanhávamos em tela instantes atrás. Derla, aqui comigo no estúdio temos o nosso analista de internacional Américo Martins, também conosco. Américo, Dela, traz pra gente uma série De informações e destaco exatamente o que também a Cina Internacional nesse momento está debatendo, que é qual será também a situação política da Venezuela, já que ditador venezuelano Nicolás Maduro foi capturado. Temos a vice-presidente da Venezuela, Delc
Rodriguez, trazendo alguns detalhes, algumas manifestações. O que que a gente pode prever com relação a esse vácuo de poder no país? >> Pois é, Carol, e essa saída abrupta do Nicolás Maduro, do ditador lá do Centro do Poder da Venezuela, cria justamente esse vácuo de poder. A Delc Rodrigues é a vice-presidente do país, mas vai assumir, se assumir de uma forma muito precária, porque obviamente a pressão sobre a Venezuela vai continuar. O regime venezuelano basicamente eh tem um grande centro de poder, que são os militares. Os militares venezuelanos é que mantinham o Nicolás Maduro no
poder. Eram o principal ponto de sustentação da Ditadura venezuelana. E o regime adotou um sistema muito parecido com os cubanos de ter um eh os militares divididos em várias facções, um grande número de generais, por exemplo, o poder militar. Em outras palavras, não tá concentrado em pouquíssimas mãos. A ideia foi diluir esse poder justamente na intenção do Maduro de tentar evitar um golpe de estado. O Chaves lá atrás sofreu com um golpe de estado justamente porque existia uma unidade maior entre os Militares. O regime propositalmente saiu dividindo os militares, tendo muitos generais, centenas de generais
que disputam, inclusive posições de poder. Os militares têm um poder muito grande, inclusive na economia. Eles controlam a PDveza, que é a principal a a empresa de petróleo venezuelana, a principal fonte de recursos pro país. Controlam as áreas de mineração. Tudo que tem algum valor relevante do ponto de vista econômico é controlado pelos militares, que portanto Também tem muito poder político, mas estão divididos. Imediatamente a Del Rodrigues deve responder pelo país, mas cria-se esse vácuo e vai ter que acontecer algum tipo de negociação interna agora que o Maduro foi preso e teve essa confirmação da
própria DC Rodrigues agora pedindo inclusive prova de vida do Maduro, afirmando que não sabem para onde o ditador foi levado. Então isso vai eh necessariamente criar, em primeiro Lugar, esse vácuo de poder, um certo caos dentro da estrutura do poder venezuelano e, possivelmente, algum tipo de reorganização entre os próprios militares para discutir que tipo de transição é possível para a Venezuela. Muitos vão argumentar, Carol e Derla, que eh a Maria Corina Machado, que venceu o Prêmio Nobel, que como a Dela muito bem colocou, é a principal líder opositora, eh poderia eventualmente assumir o poder. Ou
inclusive o Candidato dela, eh, o Edmundo Gonzales, que em tese venceu aquelas eleições que foram fraudadas, poderiam assumir o poder. Mas a realidade não é tão simples. Eles podem muito bem não ter o apoio desses militares. A Venezuela é um país, mesmo que o Edmundo Gonzales tenha de fato vencido as eleições, dividido, é um momento de muita tensão e divisão na Venezuela. É muito possível que os militares que no final das contas têm o poder da força, tem o poder econômico e Vão assumir esse poder político, acabem vetando eventualmente o Edmundo Gonzales e a própria
Maria Corina Machado. Os Estados Unidos possivelmente vão pressionar pelo nome deles, mas vai ter que ser criado aí algum tipo eh de regime de transição. Os militares neste momento são chave para tudo que vai acontecer na Venezuela. como eles vão reagir, como eles vão eh se organizar internamente para tentar fazer algum tipo de transição, até porque a Venezuela não tem condição eh de encarar militarmente os Estados Unidos e os Estados Unidos já tiraram a principal peça que unia esses vários grupos militares, a peça que era eh fundamental nesse processo, que é o Maduro. Então isso
vai criar um vácuo imediato no poder, um momento ali possivelmente de um certo caos para entender quem é que vai de fato responder pelo governo, se os militares vão ficar bancando a Delc Rodriguez, por exemplo, ou se algum General vai assumir ali a cara desse regime, um regime de transição, e depois vai ser discutido o que que vai acontecer. A Maria Corina Machado, que como a Dela também muito bem colocou, não está na Venezuela, foi para OSLO, na Noruega para receber o Prêmio Nobel da Paz, provavelmente vai também ter um chave, um peso muito grande
nesse processo. E a partir de agora, o Departamento de Estado Americano também vai influenciar muito mais essas Discussões, até porque o Departamento de Estado, que tem uma visão muito contrária nessa administração do Marco Rúb, o secretário de Estado, contra os regimes de esquerda, as ditaduras de esquerda, eh, na América Latina, possivelmente vai fazer também eh muita pressão neste processo. A ideia dos Estados Unidos, obviamente, vai ser a instalação em algum momento de um governo, mesmo que seja transitório, que tenha mais diálogo com os Estados Unidos. Agora, de novo, a chave disso tudo são os militares
venezuelanos. E não é claro quem é essa figura que pode assumir eh um papel relevante em nome dos militares, justamente por conta dessa estrutura muito dividida propositalmente pelo eh regime do Maduro. Nós temos militares competindo em muitos momentos pelo poder. Então vamos ver qual é esse militar que vai se destacar ou esse grupo de militares que vai se destacar, Porque eles vão ser fundamentais neste processo. Carol, >> o momento de incerteza diante desse ataque dos Estados Unidos. Mais uma vez, repito, em tela você acompanha imagens do que foram esses ataques americanos ao território venezuelano durante
a madrugada, 1:50, horário local, três estados atingidos, já com relatos confirmados pelo governo venezuelano, além da capital Caracas, com manifestações esse momento por parte Do Ministério da Defesa e também da vice-presidente do país. Nesse momento, o paradeiro de Nicolás Maduro é desconhecido. Os Estados Unidos afirmam que capturaram o ditador venezuelano. Trazemos aqui informações com Derla Cardoso, nossa editora de internacional, também com análise e informações de Américo Martins. E contamos também com a ajuda do professor, nosso parceiro aqui do CNN Brasil, Marcos Vinícius de Freitas, especialista em relações Internacionais, professor na China Foring. Professor Marcos Vinícius,
muito obrigada por estar conosco. Seja muito bem-vindo. Bom dia. >> Não, um prazer conversar com vocês sempre. Feliz 2026, né, ainda aqui atrasado. >> Poisí, começamos com esta notícia. Professor Break News Mundial. Eh, claro, iniciou aqui a nossa conversa ele questionando sobre o que tá por o que está por trás desses ataques americanos, Qual é o interesse dos Estados Unidos, principalmente diante dos recentes acontecimentos. Já naquela região, vínhamos acompanhando deslocamento de navios militares, ataque a embarcações. Eh, já tínhamos também no final de 2025 a confirmação de um ataque ao território venezuelano até chegarmos a esse
dia 3 de janeiro com ataques à capital Caracas e também a outros três estados venezuelanos. Qual que é o interesse de Donald Trump? Olha, eu estava me Lembrando da ação dos Estados Unidos contra o Noriega e existem algumas eh semelhanças, não é, com relação às sanções econômicas e tentativa de sufocar o regime antes de uma ação mais ativa, como aconteceu nesse caso. a gente vê que para eh sugerir a opinião pública, para convencer a opinião pública nos Estados Unidos, o argumento inicial de Donald Trump foi a questão das drogas, não é? E afirmou ali que
os Estados Unidos tinham uma proposição Muito grande com a Venezuela, porque a Venezuela é um grande fornecedor de drogas. E claro, todos os analistas que viram a questão disseram que a Venezuela era a um ponto relevante, mas não essencial nesta questão de drogas. E obviamente depois ele partiu para aquele diálogo antigo que ele já tinha falado na primeira presidência porque que os Estados Unidos não tomavam a Venezuela, que tem a maior reserva de petróleo do mundo, reconhecida. E num determinado Momento ele disse que aquele petróleo da Venezuela era um lixo, mas nos últimos tempos começou
a apresentar interesse e justamente ah encontrou nas empresas petrolíferas uma preocupação com relação ao regime político que ficaria no dia seguinte. a saída de Maduro, ah, e também estabilidade que isso poderia gerar para as empresas de petróleo. Então, houve ali um desinteresse, mas claro que com aquela com aquele documento sobre segurança dos Estados Unidos, com a reafirmação de que a América é um continente para influência dos Estados Unidos, ah, com a presença chinesa ah e russa na na Venezuela, todos estes são elementos para que um um indivíduo ideológico como Marco Rúbio, que tem a sua
origem na em Cuba e que vê aí com preocupação regimes mais à esquerda, fizessem com que Donald Trump agisse. nesse processo todo. E há uma coisa importante, viu, Carol, para lembrar aqui. Ah, não é numa defesa de Maduro, afinal todos na região não gostam dele, isso está muito claro. A América Latina em peso a é contrária à continuidade de Maduro nesse processo todo, mas a forma como é feita que é muito complicada, não é? de você começar a agir assim como uma interferência direta nos países, ah, e uma interferência brutal nesse processo todo. Então, acho
que o grande desafio que a gente enfrenta nisso é que Maduro não tem aí a solidariedade do próprio Continente, mas a ação não é aquilo que deveria acontecer dentro dos limites do direito internacional. E essa é uma grande preocupação e claro que Trump passa por cima disso. >> Professor, peço até desculpas para quem tá nos acompanhando. Por vezes aqui estamos olhando para baixo, porque a atualização que chega a todo instante, inclusive o professor com relação a manifestações internacionais, o senhor falava de governos ah aliados e Alinhados a Nicolás Maduro, temos aqui uma manifestação publicada pela
CN Internacional por parte do Irã, condenando o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela. Além do Irã, também tivemos a manifestação do governo cubano e o governo colombiano também. Gustavo Petro foi às redes sociais se manifestar contra o ataque dos Estados Unidos. Derla Cardoso também tem uma pergunta para o senhor, professor. >> Eh, claro. Eh, eu eh eu queria Bom dia, Professor. Eh, logo cedo já mandei mensagem pro senhor. O senhor sempre à disposição para nos ajudar. Muito obrigada. E antes de eu fazer minha pergunta, eu queria só fazer uma observação. Eh, a, o governo
da Venezuela, eh, por meio de Deus Rodrigues, estava falando sobre eh essa questão de que não se sabe onde está Nicolás Maduro. E tem uma coisa muito importante que a gente ainda não citou aqui na nossa programação, que é o Seguinte. O presidente Donald Trump disse que eh capturou, levou Delc, eh Delc não, perdão, eh o Nicolás Maduro e a mulher dele que é a Cília Flores. Só que tem uma questão aí que é o seguinte: Cília Flores não tem mandado de prisão, não tem mandado de prisão ou não tem nem qualquer eh buscas eh
eh um preço pela cabeça dela é posto pelo governo dos Estados Unidos. Então, esse é um fato que tem me chamado atenção, porque ao contrário de eh do ministro da defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, também eh de uma série de outras autoridades da Venezuela, a primeira dama da Venezuela não tem um preço, pela cabeça dela, ela não estaria sendo acusada de narcotráfico de nenhuma forma, professor. Então, eu queria que o senhor comentasse também essa possibilidade, eh, o que isso eh quer dizer em termos de direito internacional, afinal de contas, se ela foi realmente capturada e
levada para os Estados Unidos. O que Isso? Eh, quais são as implicações disso? Dela, no direito internacional, você não pode tomar esse tipo de ação, né? Ah, porque nós sabemos, desde a carta de São Francisco, que você só pode fazer guerra com base em legítima defesa ou quando autorizado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Has estas declarações dos Estados Unidos com relação a ao narcotráfico, a questão do cartel, a dizer que são terroristas, são tudo são Declarações unilaterais dos Estados Unidos que fazem isso porque podem dentro de um sistema imperial que eles estabeleceram ao
longo dos anos. Agora, o grande problema desta situação, toda instabilidade que isto gera. Resta saber, e como foi dito anteriormente no sistema venezuelano, se nós vamos ter ali um país muito fragmentado depois desta situação ou se nós vamos ver ali, como aconteceu, eu tinha mencionado antes, no caso do Noriega, uma Forma de você resolver a situação doméstica e que você consiga ter uma paz dentro do país. Mas isto claramente evidencia a ação de Trump voltada aos interesses econômicos dos Estados Unidos, a questão de a reafirmar o seu poder regional contra um parceiro, contra um país
que é fraco no seu, na sua capacidade de defesa, mas que vai ter aí uma série de implicações no sentido de querer enviar mensagens para os outros países da região com relação Ao tipo de alinhamento que eles têm. E nesse processo todo, eh, não existe a qualquer respeito à questão de reféns ou de quem vai ser efetivamente preso ou quem vai sofrer as consequências. Então, a atuação de Trump é temerária nesta situação e claro, você vê que ah, ele parte do pressuposto de que eh precisa retirar Maduro, retirar aí a sua família desse processo todo,
porque entende justamente que se ela, por exemplo, permanecesse no país, poderia ser um Foco de resistência. Então ele retira todo e qualquer elemento para evitar que Maduro seja considerado um márther ou que ela pudesse eventualmente liderar até mesmo um processo de resistência dentro do país. Então, eh, é como se na Líbia, né, a a mulher do CADAF ou alguém a algum pudesse se tornar também uma liderança importante de oposição ao governo que viria. Então existem todas essas complicações, mas claro que esta ação, como todas as anteriores, não tem Nenhuma base no direito internacional. São declarações
unilaterais e ações de um país que exerce aí a sua hegemonia global durante o governo Trump. E aí, professor, passo a palavra ao Américo Martins, mas destacando um ponto que inclusive o Américo, em análise aqui com a gente já mencionava a questão do Panamá que aconteceu anos atrás com o Noriega, eh, quão inédito ou não é o que estamos acompanhando nessa ação dos Estados Unidos, Américo. Pois é, Carol, como o professor mencionou, o Noriega, Manuel Noriega, que era o ditador do Panamá, caiu em 1989, quando a gestão do então presidente George Bush, o pai, determinou
uma invasão do Paná, do Panamá. Naquela ocasião aconteceu uma invasão. De fato, o Manuel Noriega acabou tentando asilo-lo ali numa embaixada, a embaixada do Vaticano, mas foi preso e também levado para os Estados Unidos, aonde ele Foi eh condenado e cumpriu pena justamente por tráfico de drogas. Então, como o professor colocou, existem paralelos aqui. A narrativa de que são países que favorecem o narcotráfico, a narrativa de que são dois ditadores, de fato, são eh foram eh de que eles tinham envolvimento com narcotráfico. Mas isso também, como o professor muito bem colocou, tanto no caso do
Panamá como no caso da Venezuela, não eh encontram ali eh base na legislação internacional. Neste caso, não aconteceu uma invasão, aconteceram os ataques, aconteceu uma operação muito provavelmente conduzida pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos, que também inclusive eh Carol eh isso sugere que o Maduro foi traído para saber aonde é que ele estava e tal. A CIA tinha que ter tido informações de dentro do governo do Maduro, sabendo que o Maduro tinha apertado inclusive a sua segurança. Agora, existe um paralelo muito grande, Obviamente, entre o que aconteceu em 1989 e com a prisão do
Noriega depois da invasão dos Marines lá no Panamá e o que tá acontecendo neste momento na Venezuela. A a grande questão agora que vai acontecer a partir desse vácuo de poder na Venezuela. Mas Carol, posso fazer uma pergunta ao professor também? >> Claro, Américo, por favor. >> Muito bom, professor. Muito bom dia. Muito obrigado aí pela sua análise e Participação aqui. Eu queria destacar uma coisa. A Rússia, por exemplo, acabou de se manifestar dizendo que tá preocupada e condenando esse o que eles chamaram de ato de agressão armada. Claro que a Rússia é ligada ao
regime do Maduro, apoia o Maduro, mas eles usaram uma expressão interessante. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse o seguinte: "A América Latina deve permanecer uma zona de paz". Isso chamou minha atenção porque é exatamente o que O presidente Lula tem dito, que a América Latina precisa continuar em paz e que o Brasil condenaria qualquer tipo de ataque aos venezuelanos. O Itamarati e a presidência da República não se manifestaram ainda. Mas eu, conversando com diplomatas nos últimos dias, eh, entendo que o governo brasileiro tem uma grande preocupação, o precedente que um ataque como esse,
que uma ação como essa possa criar na América Latina. Qual é a sua interpretação com relação a esse Precedente? O que sinal esses ataques e essa captura do Maduro enviam pra região como um todo? Muito obrigado. É mério. Prazer conversar com você. Nesse processo todo, o que a gente tem e é o que é temerário é você voltar a ver uma atuação dos Estados Unidos dentro do princípio de América para os americanos da doutrina Morrow, que Trump tenta reenfatizar aquilo que nós observamos constantemente na América Latina nas décadas de 60, 70 e 80, de golpes
Constantes com o apoio da CIA ou com o patrocínio dos Estados Unidos que gerou uma América Latina completamente instável, que passou aí por um processo político de deterioração. E se hoje se reclama, não é, nos Estados Unidos, da ascensão de regimes mais da esquerda na América Latina, tudo também é resultado daquilo que aconteceu nas décadas precedentes. Então, ah, é temerário você voltar a esta questão, porque nós vemos aí um governo nos Estados Unidos que Pretende transformar a região em regimes que sejam eh totalmente favoráveis à atuação de Washington e que eventualmente no balanço, né, no
pêndulo da história, eventualmente também leva a uma radicalização contra os Estados Unidos e piora a situação. Agora vamos fazer só uma projeção de dos próximos anos, né? Se nós olharmos e o Partido Democrata não conseguir se reorganizar e mesmo que se reorganize, não se distanciará muito dessas políticas com o Medo de ser taxado, de ser fraco, né? Porque o Biden manteve praticamente muitas das medidas do governo Trump. Mas se nós olharmos aí, nós vemos que no cenário político eleitoral norte-americano de sucessão de PS Trump, ah, e ele sendo presidente de um mandato só, nós temos
o Marco Rúbio tentando se qualificar como eventual candidato, o Jade Verson também como vice-presidente que pretende ser candidato e o próprio Peter Hetão, Mas todo secretário de defesa dos Estados Unidos, secretário de guerra, né, como ele gosta de se chamar, ah, é, é um pretendente à Casa Branca nesse processo pela postura que ele tem. E a gente sabe o quanto militarismo faz parte do ideário norte-americano de ação, de presença, de ganho de batalhas. E aí nós vemos que esta ação de Trump, esta doutrina de segurança, não é uma coisa deste mandado somente, mas que pode
se estender aí por mais 8 anos. Então, nós estaríamos dentro de uma perspectiva muito monolítica de ação na América Latina. que pode querer transformar a região naquilo que nós vimos nas décadas de 60, 70 e 80, quando os Estados Unidos foram responsáveis na região por uma enorme quantidade de golpes de estado, de repúblicas de banana que foram estabelecidos na ocasião. Então isto que é problemático e a gente acreditava e o presidente Lula quando fala isso e eleva isso em Consideração, que esta fase já tinha passado na América Latina e que os países poderiam ali de
alguma forma alinhar-se da forma que queriam com relação àquilo que lhes é mais benéfico. E o grande problema nesta troca, América, é que os Estados Unidos oferecem o eles oferecem a o stick, né, no eles oferecem o stick nessa história toda e nunca oferecem a cenoura, não é? É sempre aulada, sem nenhuma contrapartida. E quando você olhe Eventualmente para o grande Moo norte-americano, que é influência da China na região, que oferece justamente a cenoura por por causa dos investimentos, você esvazia muito desta ação dos Estados Unidos na região. Então, ah, é, é um cenário complicado
e o grande temor é que você veja aí uma repetição daquilo que aconteceu na região no passado e transforme a América Latina, infelizmente, na região de um perpétuo futuro que nunca se torna Realidade. Professor Marcos Vinícius Freitas mencionou o secretário de Estado Marco Rúbio e a nossa editora de Internacional, Derla Cardoso, já traz uma atualização que vem da CN Internacional. Um senador dos Estados Unidos já conversou com Marco Rúbio e traz nesse momento informações importantes com relação ao futuro de Nicolás Maduro. O que sabemos, Derla? Pois é, Carol. O senador republicano Mike Lee eh postou
nas redes sociais que falou com o Marco Rúbio no telefone agora a pouco e ele disse que Nicolás Maduro foi preso pelos pelos Estados Unidos para ser julgado por acusações criminais nos Estados Unidos. Então, ao que tudo indica, eh, o Nicolás Maduro será eh, levado para os Estados Unidos, talvez ainda hoje mesmo, Carol, essa ação, segundo o senador, eh, provavelmente se enquadra na autoridade inerente do presidente no artigo 2 da Constituição. Então, já querendo dar uma justificativa eh para essa ação dos Estados Unidos na Venezuela. E eu aproveito também, Carol, para trazer uma atualização do
que o presidente Donald Trump falou. Ele disse agora a pouco, ele fez uma ligação pro jornal New York Times e disse o seguinte, que foi uma operação brilhante que aconteceu lá na Venezuela. Ele disse, abre aspas, uma um ótimo planejamento eh e um grande número de Tropas e pessoas envolvidas. E lá, como eu disse, no mar do Caribe, numa região muito próxima à Venezuela, vários navios militares dos Estados Unidos estavam trabalhando, estavam atuando ali na região há vários meses e vários navios desses eh são conhecidos por trabalhar com operações especiais. Um dos navios é conhecido
até Carol como navio fantasma, que é um navio que ele desliga a sua localização, ele consegue navegar ali camuflado, ele parece inclusive um navio Eh mercante, mas ele foi todo eh transformado num navio para operações especiais. Esse era um um dos navios que operava ali perto da Venezuela e a bordo desse navio, helicópteros com forças especiais dos Estados Unidos, que muito provavelmente foram essas forças que capturaram o Maduro. E também agora a pouco a gente falava sobre como o Maduro foi capturado, de que talvez ele possa ter sido entregado. Maduro estava, segundo apurações que tivemos
Recentemente, usando um telefone por dia e dormindo. em quartos diferente todos os dias com essa questão, com essa esse medo praticamente dá para falar essa palavra de que poderia ser capturado pelos Estados Unidos. Então, há várias semanas, o ditador já estava tendo uma rotina de praticamente chefe de estado que está em guerra, que é eh mudar de lugar o tempo todo. Apesar disso, ele ainda participava, Carol, de muitos eventos públicos e e estava fazendo eh Muitos comícios quase que diários lá na Venezuela. É, inclusive chegou recentemente a fazer uma declaração falando sobre a possibilidade de
um acordo com os Estados Unidos para o combate ao narcotráfico, colocando ali que esse combate deveria ocorrer de forma racional e também com a diplomacia guiando essas conversas. Foi uma recente declaração de Nicolás Maduro por vídeo. Inclusive trouxemos aqui na CNN Brasil a repercussão no fim de 2025, início de 2026, o tom que Nicolás Maduro estava dando para essa relação com os Estados Unidos, cada vez mais tensa, cada vez mais pressionada. Professor Marcos de de Freitas, Marcos Vinícius de Freitas continua conosco, assim como Américo Martins Derla Cardoso, trazendo já a manifestação de um senador dos
Estados Unidos falando que já entrou em contato com o Marco Rúbio. Também trago aqui outras manifestações, essas feitas em redes sociais. Trazemos, por exemplo, o Secretário adjunto de estado norte-americano, Christopher Landal, se possível a gente coloca em tela, ele que fez uma publicação na rede social X, ele que coloca como um novo amanhecer para a Venezuela. O tirano se foi. Ele agora finalmente enfrentará a justiça por seus crimes. E traz ali na sua postagem o que também foi publicado por Donald Trump em sua rede social, Troop Social, quando ele confirma o ataque ao território venezuelano,
bem como a captura de Nicolás Maduro e sua esposa. E confirmando que vai falar, fazer um pronunciamento às 11 horas da manhã, horário local, em Maralago. Temos também a manifestação de Javier Milei, presidente da Argentina. Assim como Donald Trump em tom de comemoração nessa conversa com o New York Times, Javier Milei escreveu o seguinte: "A liberdade avança, viva a liberdade". Portanto, o presidente da Argentina comemorando esse ataque ao território venezuelano, bem Como a captura de Nicolás Maduro. E aí, professor Marcos Vinícius, volto com o senhor pra gente buscar entender qual será o futuro de Nicolás
Maduro e a quem cabe definir o futuro do ditador. Quando autoridades norte-americanas já mencionam a possibilidade de um julgamento nos Estados Unidos, onde entram os organismos internacionais, professor? >> Ah, Carol, não há nada que fazer, nada em absoluto, não é? Porque ah os Estados Unidos e o Trump não anunciaria que tinha capturado Maduro se não tivesse feito. E ele vai ser levado à justiça nos Estados Unidos. Seria muito complicado se ele levasse aí ou tivessem assassinado Maduro, porque aí seria uma comoção global neste processo todo. Mas ele vai fazer exatamente o precedente histórico de prendê-lo,
levá-lo aos Estados Unidos. vai se criar toda aquela aquele circo ao redor da questão do Maduro, do tráfico de drogas, tudo isso. Ah, e vida que segue. E a população venezuelana vai se adaptar aí a um novo governo. Claro que este governo terá a uma sujeição e uma vassalagem ao Washington e ah, de alguma forma ele pretende utilizar isso para irradiar este conceito de preponderância dos Estados Unidos na região. Mas a a vida de Maduro nesse processo todo acabou. H, nessa história, ele não tem mais o que fazer, foi capturado pelos Estados Unidos e com
o controle da Suprema Corte, com toda a opinião pública dos Estados Unidos em contra a contra ele, fica impossível aí de qualquer organismo internacional ou qualquer ah país se manifestar contrariamente. Claro que haverá as manifestações de Prax dizendo que isto é uma ação absurda por parte dos Estados Unidos, mas agora que ele foi capturado, fica impossível até de que o governo venezuelano quisesse, por exemplo, ah, repatriar Maduro para processá-lo domesticamente por crimes Que tem eventualmente praticado. Acho difícil disso acontecer. Então, para Maduro, capturado, os dias acabaram e aí os Estados Unidos vão fazer a a
utilização desta prisão e deste julgamento como um espetáculo importante para reafirmar a sua preponderância global. >> É um cenário que se desenha a partir da captura de Nicolás Maduro. Nesse momento vamos colhendo aqui manifestações internacionais. Portanto, já temos o Presidente da Argentina, Ravier Milei, também se pronunciando nas redes sociais. Governo brasileiro oficialmente ainda não emitiu nenhuma nota. A gente, claro, também tá monitorando qualquer movimentação por parte do Brasil. O que temos nesse momento são vários políticos brasileiros nas redes sociais se manifestando, tanto a oposição quanto o governo nesse momento repercutindo o que foi esse ataque
dos Estados Unidos à Venezuela. Américo Martins, pelo que Acompanhamos de histórico em termos de manifestação do Brasil, do presidente Lula, sobre o que está acontecendo em território venezuelano, já é possível prever em qual tom será a nota emitida pelo Brasil? Não. >> Sim, Carol. Eu inclusive cheguei a falar com vários diplomatas enquanto essa crise estava escalando e em vários momentos fiz essa pergunta. Como o Brasil, como o principal país da América do Sul, como um dos líderes aí do sul Global, como um país que tenta liderar, inclusive com muita dificuldade a América Latina, como o
Brasil responderia a um eventual ataque dos Estados Unidos? E a resposta que obtive é que o Brasil, eu teria necessariamente que condenar esses ataques. Obviamente que eu não cheguei a falar na captura do Maduro, porque ninguém imaginava que isso fosse acontecer da forma como aconteceu, mas que o Brasil certamente vai iria, né, criticar essa essas ações Dos Estados Unidos. Por que que o Brasil criticaria? Porque como o professor muito bem nos explicou, não existe ali uma sustentação no direito internacional. para uma ação desse tipo contra um país soberano, seja uma ditadura, como é o caso
da Venezuela ou não, tá? Simplesmente os Estados Unidos não tem um mandato, por exemplo, do Conselho de Segurança da ONU para poder agir dessa forma. O que a Casa Branca tem dito é que eles estão numa guerra Contra o narcotráfico, mas mesmo isso é eh discutível, porque não existe ali uma declaração formal de guerra do Congresso, por exemplo. E, aliás, o que é uma guerra contra o narcotráfico, né? as a legislação internacional costuma tratar de guerras entre países e ações contra criminosos, que são eh os narcotraficantes, e não uma ação como essa. Então, o Brasil
certamente eh criticaria, segundo a análise desses diplomatas com os quais eu conversei, Porque primeiro lugar o Brasil sempre defendeu aí a autonomia historicamente, né? A autonomia e a não interferência. São princípios muito importantes do direito internacional, da geopolítica. que o Brasil sempre, historicamente, não é uma questão apenas deste governo, se manifestou a favor desses princípios. Então, é muito provável que o governo brasileiro vá se manifestar aí nas próximas horas. Eu obviamente já entrei em contato com alguns embaixadores, com Alguns diplomatas para tentar eh checar qual é a posição que o Itamarati e a presidência da
República vão eh que que postura eles vão adotar. Mas é muito provável que eles eh condenem os ataques e façam um apelo, Carol. Isso também é muito importante para que a América do Sul continue sendo uma região de paz. A mesma linha que a Rússia inclusive adotou. Chamou muito atenção os dois lados aí usarem exatamente as mesmas palavras. No caso, muito provavelmente a Rússia copiando a posição eh do Brasil. O Brasil provavelmente vai atacar, vai condenar os ataques. Vamos ver como é que vai reagir a captura do Maduro. Os ataques, é claro que tem que
vão ser eh criticados por conta dessas posições históricas do Brasil, mas a situação fica bastante complicada. E o Brasil agora vai ter um desafio, Carol. Esse desafio é importante. O Brasil continua num processo de aproximação com o governo do presidente Donald Trump. que O presidente Lula conseguiu progressos impressionantes, inclusive num curto espaço de tempo, conseguiu se aproximar do presidente Donald Trump, conseguiu criar um canal direto de comunicação entre os dois. Eles se reuniram já pessoalmente na Malásia para discutir a questão bilateral. Presidente Lula em vários momentos se ofereceu, inclusive para ser um mediador nessa crise
na Venezuela. Os Estados Unidos ignoraram essas ofertas do presidente Lula e Agiram da forma como agiram. Agora a posição do Brasil vai ter que levar em consideração essas críticas ao ataque, mas também a posição bilateral com os Estados Unidos, porque ainda temos aí muitas questões a serem resolvidas com os americanos, inclusive a questão das tarifas. Então é um momento delicado pro Brasil. O governo brasileiro certamente não vai querer fechar as portas da comunicação direta entre o presidente Donald Trump e o presidente Lula, que Conseguiu muitas vitórias pro Brasil, né? redução de parte das tarifas, a
a o fim daquela ação da lei Magnitsk contra autoridades brasileiras. Então, foi um progresso muito impressionante. O Brasil não vai querer perder esse progresso. Então, por isso, provavelmente, inclusive, Carol, a demora, o relativa demora aí numa manifestação oficial do Brasil para levar em consideração todos os pontos de como o Brasil vai se posicionar. A gente aguarda a manifestação do governo brasileiro, assim como outras autoridades internacionais também. O que dizem nesse momento autoridades venezuelanas? Mais cedo trazemos informação com Derla Cardoso a respeito da manifestação do Ministério da Defesa da Venezuela, bem como da vice-presidente do país,
Delcir Rodriguez. Ela concedeu uma breve entrevista a uma agência de notícias e menciona a necessidade nesse momento, a Exigência nesse momento do governo venezuelano de que seja apresentada uma prova de vida de Nicolás Maduro nesse momento de grande instabilidade na região. >> Isso mesmo, Carol. A gente tem, por exemplo, agora o chanceler da Venezuela, o Ivan Guio Pinto, ele pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Ele postou agora a pouco no Telegram dizendo o seguinte: "Nenhum ataque covarde eh prevalecerá eh contra A força do nosso povo. Nós vamos eh ter uma
vitória". Então, ele pediu essa reunião do Conselho de Segurança da ONU. A gente ainda não sabe eh se haverá essa reunião. Eu trago as informações assim que a gente tiver. Agora, eh, fica essa questão do vácuo de poder, Carol, na Venezuela. A gente já começou a falar um pouco sobre isso e eu queria trazer algumas informações aqui que eu apurei ao longo das últimas semanas com fontes da Venezuela sobre o perfil de Deus Rodrigues, que é a número dois do regime chavista. Ela foi tentemente como alguma das uma das pessoas que poderia substituir Nicolás Maduro
na ausência do ditador na cadeia de comando. Agora, Deus Rodrigues, ela é uma pessoa com uma postura muito dura. Ela é avaliada por diversas fontes venezuelanas, como até mesmo pior do que Nicolás Maduro no quesito da repressão de opositores. Ela é uma das figuras que está por trás do da paramentação da repressão de Opositores da Venezuela. Ela é irmã do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. Então eles são conhecidos como os irmãos Rodrigues, que eh fazem parte ali realmente do núcleo dur do regime venezuelano. Ela atua desde o governo Chaves. Ela começou atuando na secretaria
de comunicação do governo Chaves e foi crescendo ali dentro do xavismo. Mas ela é uma pessoa que é temida por uma parte da população venezuelana, principalmente Das pessoas que não concordam com o regime de Nicolás Maduro. Agora também tem um outro fator interessante da da e DC Rodriguez Carol, que ela é considerada como uma pragmática na principalmente na área da economia. Ela eh acumula o cargo de vice-presidente da Venezuela e também eh de ministra do petróleo, do ministério que é um dos mais importantes da Venezuela. E esse ministério é o que realmente toca a economia
da Venezuela. Ela é vista como a pessoa da economia do regime chavista e muito pragmática. Várias fontes me disseram a mesma coisa, que ela seria uma das pessoas que poderia considerar fazer negócios com os Estados Unidos em última instância, envolvendo o petróleo da Venezuela para manter o regime xavista no poder. Então, eh, ela e e o irmão trabalham aí, eh, nas negociações com o irmão dela, eh, sendo uma das pessoas que está mais ali na frente eh das negociações eh Paralelas que aconteciam com o governo dos Estados Unidos. Aproveito também até para lembrar uma informação
de que eh foi ventilada a possibilidade apurações de que Maduro estaria negociando por meio da embaixada da Venezuela na Rússia uma saída para Belarus. A gente recebeu informações semanas atrás de que o embaixador russo da Venezuela em Moscou viajou duas vezes para Belaruz para fazer uma espécie de negociação de exílio, mas aparentemente então não deu Tempo e não houve interesse dos Estados Unidos de negociar uma saída de Maduro. A gente deu recentemente, Carol, a informação também de que houve aquela ligação entre Trump e Maduro, em que Maduro, segundo apurações, eh, segundo fontes próximas ao regime
xavista, teria eh pedido um um uma espécie de perdão para ele, a família dele e sem outros funcionários do regime xavista. Trump, segundo fontes também ligadas ao governo americano, teria negado e teria dado Somente a opção de Maduro deixar o poder. Naquela ocasião, ele teria dado até sexta-feira, isso há várias semanas atrás. Então, parece que as negociações eh sobre esse assunto não avançaram, Carol. Nesse momento a atualização também que chega, enquanto Derlacador nos traz aqui uma série de detalhes com relação ao futuro da Venezuela. manifestação por parte do ministro das relações exteriores do país. Ele
afirmou que a Venezuela já solicitou uma reunião Urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas em resposta ao ataque dos Estados Unidos. Aí trago a mensagem do ministro no Telegram. Ele escreve o seguinte: "Nenhum ataque covarde prevalecerá contra a força deste povo que sairá vitorioso." Portanto, nesse momento, mais uma manifestação que vem por parte da Venezuela solicitando uma reunião do Conselho de Segurança da ONU. Voltamos, professor Marcos Vinícius, para aquele ponto que mais cedo Abordávamos aqui em conversa, a atuação dos organismos internacionais diante do que está acontecendo. E acrescento não só isso, professor, qual tende
a ser o papel da oposição venezuelana diante desse ataque dos Estados Unidos e da própria população? Lembrando que Nicolás Madura ele chega ao poder sucedendo Hugo Chaves em 2013 e vem se mantendo nessa cadeira em eleições amplamente contestadas inclusive pela comunidade internacional, >> né? Veja, Carol, mas se a gente for levar em consideração as eleições com os testados, o próprio Trump não reconhece a eleição em que ele perdeu, não é? Então esse argumento que a gente observa, nem mesmo nos Estados Unidos você poderia aplicar nesta situação se a gente fosse levar isto em consideração. Mas
o fato é de que a economia venezuelana, desde o governo Chaves, deteriorou muitíssimo. Eu morei na Venezuela 2 anos e durante o Governo eh no governo Chaves. E eu me lembro muito bem de que, apesar de todas as loucuras de Chaves, comparativamente aos ao regime político anterior, que os venezuelanos chamavam de gerontocracia, porque todos os líderes eram muito velhos, a população não tinha nenhum benefício social. Então, foi por essa razão que Chaves foi legitimado pelo voto na no processo eleitoral venezuelano e também com tentativas falhas de golpe ah e de retirada de Chaves do poder.
Então, isso fortaleceu a figura de Chaves e que construiu aí a por uma incompetência e inoperância da oposição todo o arcabolso que permitiu que ele tivesse o completo controle do país. Me lembro quando morava na Venezuela de que houve uma eleição em que a oposição simplesmente decidiu não participar e aí o xavismo pegou todos os postos no Congresso eh venezuelano, que é unicameral, ah, e também no próprio poder legislativo. Agora, a a grande Questão nesse processo todo, viu, Caron, é o seguinte. a vice-presidente, a figura do vice-presidente na Venezuela, ele não é eleito, ele é
indicação do presidente. Então, ela não tem legitimidade popular nesse processo todo, porque ela é uma mera indicação do presidente. Claro, que lhe permite funcionar operacionalmente. Ah, ela exerce controle sobre ministérios, mas a legitimidade popular ela não tem porque Não foi eleita, não é? na Venezuela é uma coisa muito unipessoal a eleição do presidente de acordo com a constituição que foi estabelecida na ocasião do governo Chaves. Então ela não teria essa legitimidade. Agora, o grande problema é que você tem o outro quadro eleitoral que foi eleito, que a comunidade internacional reconhece, não é, em princípio, mas
que vai ter de desconstruir o estado chavista, que depois de tantas de décadas no poder, Desconstruir isso não vai ser fácil, não é? Então você vai observar um processo aí em que eles terão de reconstruir a e isto fará com que o governo que assuma não tenha aí a capacidade de entrega efetiva ah daquilo que a população esperaria dentro de um cenário de pobreza e de eh depalperamento da população durante o governo Maduro. Isso vai criar esta este problema ah de ressonância com relação àquilo que o governo que assumir eventualmente poderá Fazer. E a grande
preocupação é o quanto que esta atuação dos Estados Unidos efetivamente custará para Venezuela e por meio de contratos de concessão, de exploração de petróleo ou de a atualização ah econômica do país, que os Estados Unidos, e claro, Trump sendo aí um grande comerciante ah vai querer impor justamente para pagar pelo custo da operação e simplesmente retomar o controle econômico do país. país. Então, a Trump entende que a Venezuela é Importante, tem aí a maior reserva de petróleo do mundo e ele não quer perder controle sobre isso. Pois é, né? A gente tá falando sobre o
o pós dia na Venezuela e e uma das coisas que a gente apurava ao longo de vários meses de tensão era se os Estados Unidos tinham um plano B paraa Venezuela, tinha um plano do dia seguinte na Venezuela. E a conclusão eh de que chegamos junto a fontes, inclusive fontes eh que têm ligações com o Pentágono, é de que isso Tava muito aberto. Uma das hipóteses é de que com a fuga ou a captura de Maduro, Maria Corina Machado, líder da oposição, que é, ela não se candidatou na última eleição, mas ela é um um
porta-voz da oposição, ela é, na verdade, a figura da oposição da Venezuela, que ela iria então às ruas com esse vácuo de poder e tomaria então o poder na Venezuela, no sentido de que a oposição assumiria o mandato. de que ganhou nas últimas eleições. Só Que tem uma grande questão que é realmente o número de é a paramentação do regime chavista, como o senhor havia comentado, por exemplo, lá na Venezuela há 2000 generais. Então, eh nenhum momento também, segundo as apurações que a gente fez com relação ao posicionamento da Maria Corina Machado, eh disse também
eh como ela poderia fazer essa transição de regime na Venezuela. Isso porque segundo as várias fontes que eu conversei, a Maria Corina Nunca falava em perdão de eh generais ou em alguma forma de anistia pros chavistas que estão no poder. Então, para as fontes que eu ouvi, professor, essa questão de que a Maria Corina Machado jamais também falava em como seria esse eh dia seguinte em relação a os chavistas que estão no poder. Essa foi uma questão que deixou as pessoas bastante, as fontes com quem eu conversei, eh, incrédulas de que a Maria Corina Machado
pode ali junto com a Oposição assumir o governo venezuelano. Então, essa é uma questão que está bastante em aberta no momento, Carol Américo e professor. E acrescento, professor, já lhe passando a palavra mais uma vez, um um ponto trazido pela Dla e que o senhor também enfatizou como alguém que vivenciou essa realidade venezuelana sob o comando de Hugo Chaves. Nicolás Maduro, quando ele assume o poder em 2013, ele além da contestação das eleições, como Falávamos, o senhor destacava que ele nunca teve a base de apoio popular de Hugo Chaves. Qual tende a ser o peso
da população venezuelana nesse dia seguinte ao ataque dos Estados Unidos? >> Não, não há dúvida de que a população venezuelana está insatisfeita, não é? Eh, é só você olhar o fluxo migratório, Carol, ah, da Venezuela com relação ao Brasil, não é? Ou a situação do incremento do número de imigrantes Venezuelanos para o resto do mundo, onde você viaja, você encontra imigrantes venezuelanos. que foram e empobreceram durante o governo maduro mais do que em qualquer outro momento histórico. Então, é muito e quando você chega em Caracas, eh, você chega e tem exatamente na entrada tem um
uma grande favela, que é uma constante lembrança da situação econômica do país, que deteriorou já há bastante tempo, não é, nesse processo todo. Então, ah, não haveria aí, eu não Acredito que você vai ter, além do daqueles que foram beneficiários automáticos do regime chavista e do regime madurista, ah, muita oposição neste processo. E com relação à América Latina, como ninguém tem aí exércitos capazes de fazer frente aos Estados Unidos, a reação vai ser esta de condenação diplomática. Toda vez, mas ninguém efetivamente vai querer colocar exércitos para lutar a favor de Maduro na região. Então isso
aí está muito Claro e quando você conversa com todo mundo da América Latina, eles serão muito claros que se vai condenar com viemência, mas ninguém vai colocar exército na rua para querer para querer proteger o regime do Maduro. Isso é muito claro e o Trump conta com isso. Ah, nesse processo todo. Agora, ah, o processo de desconstrução é complicado. Ah, a grande eh, e você entende até que a forma como o governo pode começar será equivocada, porque se diz que a ideia Era eleger um presidente, ele renunciaria, ele indicaria Maria Corina como vice-presidente e ela
assumiria a presidência do país, né? Lembra que eu comentei que o vice-presidente não é eleito, ele é indicado. Então, esta seria a ideia. Então você já entende que o regime começa eh com uma deterioração, porque seria o presidente atual que renunciaria e faria com que Maria Corina assumisse o poder. Então o regime já começa com esta este engano eleitoral da População nesse processo todo, mas com a legitimidade de que a situação atual é muito pior e se espera que melhore de alguma forma. Mas desconstruir necessitaria que o governo oferecesse uma anistia, como você bem falou,
ah, dela. E no caso da América Latina, apesar de nós muitas vezes sermos contrários, o Brasil tem teve ali uma questão importante no processo de anistia, porque nós colocamos um grande peso em cima do passado e ninguém Discutiu mais a respeito disso. Isso fez com que o país ah conseguisse atravessar todo o período pós ditadura militar. Claro que com todos os equívocos que nós observamos, mas nós colocamos esta pedra em cima. na América Latina foi diferente. Então você teve e na Argentina você tem até hoje problemas com relação à forma como a anistia foi operada,
a forma como eh não funcionou e que criou aí a perseguição política e que criou no país uma instabilidade eh Política que continua até hoje. Então, ah, eu não acredito, como a gente observou, que haveria a esta maturidade política por parte da oposição venezuelana de deixar de de perseguir aqueles que pertenceram ao governo Maduro. E isso é um desincentivo para que eles apoiem aí qualquer tipo de alteração no poder. E h um último ponto aqui que é fundamental também de enfatizar é que nessa questão puda ah que você observa, a o grande anúncio de Maria
Corina eh com relação ao dia seguinte da Venezuela, foi que ela disse que abriria uma embaixada em Jerusalém, né? Ah, e foi uma das primeiras coisas que ela disse que seria uma medida adotada pelo governo, justamente para ter o apoio do lobby israelense no governo eh, norte-americano. Então, você vê que ninguém planeja o dia seguinte, historicamente os Estados Unidos, ah, e todos eles, né, os europeus também, a ação ah equivocada do da França na Líbia É uma comprovação de que ninguém planeja o dia seguinte nesse processo todo. Só se quer a troca de regime porque
se acha ruim aquilo que está. Tenta-se obter uma série de concessões do novo. Ah, mas efetivamente se a população vai ficar melhor ou pior, isso não é uma preocupação, particularmente daqueles que tem que atuam nessa situação. >> Professor Marcos Vinícius de Freitas trazendo aí um olhar para o que tá acontecendo nesse momento na Venezuela Também. O que podemos esperar das horas seguintes a confirmação desse ataque dos Estados Unidos ao território venezuelano, bem como a captura de Nicolás Maduro. Daqui a pouquinho, 11 horas da manhã, nos Estados Unidos, teremos um pronunciamento de Donald Trump com mais
detalhes com relação a essa ação. O que temos até aqui é apenas uma manifestação através das redes sociais de Donald Trump e também governo da Venezuela emitindo nota condenando Esses ataques. Temos cobertura aqui na CNN Brasil em contato com o CNI Internacional que nesse momento traz informações direto de Caracas. Vamos acompanhar com a tradução de Denise Bobadilha. O segundo, a o anúncio da ativação de um estado eh de comoção no exterior. Foi um decreto que foi aprovado pela Assembleia Nacional, que é controlada na maioria por forças do governo. E o conteúdo desse decreto Não é
de conhecimento público. Agora, não sabemos de que forma isso afeta os direitos dos cidadãos, se afeta, por exemplo, a circulação de pessoas. Não dá para saber exatamente o que tem nesse decreto, porque não ele não foi levado ao conhecimento público, mas já entrou em vigência. estava falando de ativar a a luta armada usando o o presidente Trump usou as redes sociais e falou da detenção de Nicolas Maduro e DC Flores e depois a Vice-presidente disse Delce Rodriguees disse que pediu uma prova de vidro para entender o que pode ser feito depois. Diante dessa situação brutal
e desse ataque brutal, nós desconhecemos o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama Cília Flores. Exigimos ao governo do presidente Donald Trump uma prova de vida imediata da vida do presidente Maduro e da primeira dama. O presidente Maduro havia sido muito claro e havia advertido o povo Venezuelano de que uma agressão dessa natureza pelo desespero com essa voracidade pela energia dos Estados Unidos poderia acontecer. É importante destacar que de acordo com a Constituição da Venezuela, eh, Délic Rodrigues é a seguinte na linha de sucessão em poder de ausência do mandatário venezuelano, no caso
Nicolas Maduro. Também preciso eh dizer que saiu um Comunicado que surgiu nas plataformas oficiais, nas redes sociais do ministro da defesa, Vladimir Padrinho, que disse que o caso essas explosões do que aconteceu com as explosões até o momento, a barbárie das forças invasoras que profanaram nosso solo sagrado nas localidades de Caracas, os estados de Miranda, Arágua, Iraguaida, Chegando a impactar com suas armas disparadas em helicópteros de combate em áreas de população civil, para o qual estamos levantando informações em relação a feridos e mortos. na nessa o que podemos observar agora no momento é que há
um silêncio, a calma total na cidade e algumas varandas as pessoas eh soltaram mensagens contra o presidente Donald Trump sobre a prisão de Nicolas Maduro. passaram depois que o primeiro também ministro da da justiça se pronunciou dizendo que foi um atentado terrorista. Temos algum ponto de controle das forças de segurança da polícia, tanto no nível municipal como nacional. E os serviços de inteligência estão atuando em diferentes pontos, perguntando aos cidadãos eh venezuelanos Porque estão nas ruas, se eles podem retornar para casa. Então, há um controle de segurança nas ruas agora. A pouca presença, portanto, de
cidadãos, possivelmente eh é algo que vai funcionar pelo menos 24 horas, porque é uma situação ainda que está se desenrolando e não sabemos exatamente a extensão e o que qual é a situação que acontece agora. Vamos continuar falando contigo, Maria. É importante trazer o contexto do está acontecendo. Então, nós vamos trazer algumas imagens que nossas equipes aqui na redação já confirmaram que são verdadeiras. Temos uma um vídeo do que ocorreu na madrugada e outros foram chegando também, mas não está claro o qual era a intenção dos Estados Unidos. Agora nós sabemos, o presidente Donald Trump
disse em várias ocasiões que Que não era necessário levar ao Congresso de seu país para isso e realmente não houve. Há uma pressão intensa desde setembro que veio de foi demonstrada em diferentes oportunidades. Primeiro com essa operação lança do sul, depois o ataque a a barcos, depois uma apreensão de petroleiros, um ataque da CIA, um porto venezuelano. Então essa pressão vinha Subindo desde setembro. O presidente Trump chegou a dizer que Nicolas Maduro tinha os dias contados no poder. Então acho que demorará ainda algumas horas para entendermos a magnitude dessa operação dos Estados Unidos. O secretário
de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubiel, fez uma mensagem na rede X dizendo que essa é uma operação cinética para, em parte proteger os membros do exército que estavam Cumprindo a ordem de captura de Nicolás Maduro e que, por isso houve eh a necessidade de várias operações dos Estados Unidos. E esse tipo de ação militar foi necessária para ajudar essas operações. É uma espécie de ação de para confundir e distrair, não trazer atenção apenas para um lugar e assim conseguir concluir essa operação. Então é isso que fica aparente nessa mensagem do secretário de Estado, Marco
Rúbio. Há muitas reações aqui também. Nós falamos também quais seriam as instalações que teriam sido atacadas, né? O general padrinho falou de ataques ah nos estados de Miranda, Laguaira. Fala um pouquinho desses lugares que foram atacados, por favor. A informação que temos entre os lugares atacados foram corroborados também por um comunicado oficial distribuído pelo governo. Eles falam da base aérea militar de Lacarlota. que eh fica uma zona de bastante eh movimento da população de Caracas. O Fortuna, que tem uma particularidade que é onde fica o Ministério da Defesa, portanto é uma região militar, mas também
fica nos arredores da cidade, numa parte residencial. Ali você tem áreas de moradia social que ficam ao redor da zona militar. Há também informação de que parte dos dos Ataques afetaram o aeroporto de Riguerote, que fica no estado de Miranda, a explosões também em Laguaira, no estado de Laguira, como eu comentava aqui, onde estão os principais portos do país e também o principal nacional aeroporto nacional e internacional que serve a cidade de Caracas. E também eh teve ataque no em Maracai, no estado de Arágua, que fica cerca de 1 hora e meia De Caracas, na
zona central do país. E ali fica a sede principal da Força Aérea Venezuelana. Então esse também é um ponto chave eh desses ataques e ele tem muita relação com as forças militares. Porque quando na Maduro falou no dia primeiro de janeiro do sistema de defesa eh venezuelano que estava em alerta de diante de um possível ataque dos Estados Unidos, ele falava desse ponto. Então Esse ataque eh o presidente dos Estados Unidos também ameaçava esses ataques e Maduro, portanto, pronunciou exatamente desse ponto. Nós temos uma declaração de Diodas Cabelo, um ministro do interior e da justiça,
que falou do aconteceu o que aconteceu de madrugada. Nós fizemos uma avaliação dos danos causados pelo ataque criminoso, esse ataque terrorista contra o nosso povo, Contra o nosso o nosso solo, contra as instalações elétricas, contra a revolução bolivariana e contra aqueles que não tm nada a ver com a revolução bolivariana. É um ataque contra a Venezuela, contra a República Bolivariana da Venezuela. as forças militares, as forças policiais que estão aqui comigo, um grupo aqui, o povo está pronto para qualquer situação, está Pronto para qualquer feito que possam trazer mais ataques, como esse que fizeram covardemente.
Falamos das instalações, uma zona de antenas também que ficam num na cidade de Latílio, na região da grande Caracas, que também foi afetada durante esses ataques. Mas é também importante destacar que até agora não se sabe, não tem um um balanço das pessoas que foram afetadas, o número De pessoas mortas, se é que foram registradas, e também de pessoas feridas das casas afetadas, porque como eu disse, há também uma uma região residencial, uma área social ali perto do aeroporto. Tanto o padrinho quanto o cabelo disseram que estão levantando os dados, que vão trazer um balanço
nas próximas horas e no momento não sabemos o que explica eh esse decreto de comoção externa que entrou em vigor, mas que Ainda não foi revelado para nós, que foi aprovado pela Assembleia Nacional, ele não se tornou público, então não sabemos quais são as novas normas implementadas nas ruas aqui para os cidadãos. Então isso também explica porque há um vazio nas ruas, o silêncio que ouvimos agora é as pessoas, porque as pessoas não sabem exatamente o que está acontecendo. Eu estou eh agora entendendo esse contexto aqui, né? São 4 meses de e meio De de
de tensões e o governo exercia americano exercia pressão sobre a Venezuela. atacando barcos eh que eles eh que eles acusavam de ser vinculados ao narcotráfico, deixando mais de 107 mortos, atacaram pelo menos dois petroleiros em um país cuja economia se se baseia basicamente no petróleo. E também sanções foram anunciadas, né? Várias rodadas de sanções nos últimos meses foram anunciadas. A Venezuela também executou algumas ações como a prisão de pelo menos cinco cidadãos americanos, norte-americanos, que seria também uma forma de exercer pressão sobre os Estados Unidos e de forçar uma conversação. Se voltarmos mais no tempo,
em 31 de janeiro de 2025, houve um, o presidente, o Richard Gear foi enviado pelo presidente Donald Trump para negociar no no Palácio de Miraflores para tratar dos presos que havia na Venezuela e que depois eles foram repatriados, dos presos americanos que foram depois repatriados. E isso permitiu que imigrantes venezuelanos detidos nos Estados Unidos pudessem voltar ao país. Mas o Washington disse que aqueles que eh tinham interesse de se eh manter que tinha interesse de manter esses voos da política migratória, quer dizer, levar fazer com Que esses voos >> Nesse momento acompanhamos o que CNN
Internacional, CNN em espanhol vem destacando com relação à situação na Venezuela e já te trazendo nesse momento as imagens ao vivo de Caracas. Sou imagens ao vivo do amanhecer na cidade que durante a madrugada foi atacada pelos Estados Unidos. Agora são 7:20 minutos, horário local. Informações que chegam da CNN em território venezuelano dizem que a situação por lá é de ruas Vazias depois desse ataque que aconteceu a 1:50, horário local. Destaco mais uma vez regiões afetadas, além de ataque em Caracas, capital. Temos também registros em estados venezuelanos, os estados de Miranda, Laguaira e Arágua. A
correspondente da CNN destacava exatamente quais instalações militares estão nessas regiões. E eu destaco aqui mais uma vez para entendermos o que representa esse ataque para o território Venezuelano. Temos, por exemplo, em Arágua, uma base aérea militar. É uma zona de grande movimentação de moradores venezuelanos. Não temos ainda informações sobre instalações civis que foram afetadas por esses ataques e também não temos detalhes sobre vítimas nesse ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Também destaco que a região onde fica o Ministério da Defesa também foi atacada. O Ministério da Defesa fica nos arredores de uma cidade, de uma
área Residencial da cidade, onde fica o ministério. Inclusive é uma área onde há moradias sociais. Também o aeroporto em Miranda foi atingido por esse ataque. Principais portos de Alaguaira também foram afetados. O aeroporto de Caracas, que é responsável por voos internacionais, também atingido, segundo a correspondente da CNN, e também o local onde fica a sede da Força Aérea Venezuelana. Há registros na cidade de Maracai, que fica a cerca de 1 hora de Caracas, de ataques por lá também. Fora isso, CNN confirma que instalações elétricas também foram atingidas nesse ataque. Ainda não temos um balanço oficial.
Autoridades venezuelanas aos poucos vem disponibilizando informações, assim como autoridades americanas que nesse momento se limitam a confirmar esse ataque. Confirmação que foi feita pelo próprio presidente dos Estados Unidos. Ressalto para você que está conosco nesse momento aqui na CNN Brasil. Donald Trump deve falar por volta de 11 horas da manhã, horário local, em Maralago, mas já nas redes sociais confirmou a autoria desses ataques e a captura de Nicolás Maduro. Ainda não temos detalhes sobre a localização do ditador venezuelano, apenas a confirmação de Donald Trump de que ele foi capturado e que não está mais em
território venezuelano. Portanto, autoridades também venezuelanas cobram agora mais Informações sobre o paradeiro de Nicolás Maduro, vice-presidente do país, Delc Rodrigues, inclusive exigindo uma prova de vida de Nicolás Maduro. Há uma série de manifestações de autoridades internacionais sobre o que aconteceu na Venezuela. Destaco aqui uma das mais recentes que veio da vice-presidente da Comissão Europeia. Nas redes sociais, ela escreveu o seguinte: "Conversei com o secretário de Estado, Marco Rúbio, e com o nosso embaixador em Caracas. A União Europeia está acompanhando de perto a situação na Venezuela. A União Europeia afirmou repetidamente que o senor Maduro carece
de legitimidade e defendeu uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a carta da ONU devem ser respeitados. Apelamos à moderação. A segurança dos cidadãos da União Europeia no país é a nossa principal prioridade. Delar Cardoso, nossa editora de internacional, aqui ao Meu lado também nessa cobertura acompanhando as várias manifestações sobre esse ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Ressalto aqui o que disse a vice-presidente da Comissão Europeia. É justamente na Europa que está um dos líderes da oposição venezuelana. Dla Edmundo Gonzales, ele que disputou as últimas eleições contra Nicolás Maduro,
ele que alega ter sido eleito naquele pleito e foi até a comunidade internacional fazer um apelo sobre a Legitimidade das eleições no país. >> Isso mesmo, Carol. É, a gente fala muito da Maria Corina Machado, mas ela sequer foi candidata. Isso porque ela foi proibida de disputar qualquer cargo público na Venezuela. Então, a Maria Corina Machado elegeu aí Edmundo Gonzales para ser o representante oficial da oposição nas eleições presidenciais de 2024. E segundo a oposição, Edmundo Gonzales foi o eleito a presidente nessas eleições de 2024 na Venezuela. Eles mostraram atas de que que provavam eh
que Edmundo Gonzales venceu a eleição. Já o regime de Nicolás Maduro nega e diz que foi o próprio Maduro que venceu as eleições. E aí a gente passou por um período em 2014 de muita contestação, inclusive internacional sobre os resultados das eleições na Venezuela e houve alguns protestos e o Nicolás Maduro eh mandou que esses protestos forem fossem perdão, reprimidos. com violência e ameaçou os Líderes da oposição de prisão se eles continuassem contestando essas eleições. E aí, nesse contexto, Edmundo Gonzales fugiu, pediu exílio na Espanha, está na Espanha desde setembro de 2024. Ele disse que
voltaria paraa Venezuela em janeiro de 2025, quando ele tomaria posse como presidente da Venezuela. Não foi isso que aconteceu. Ele está então desde setembro de 2024 na Venezuela e ele tem se manifestado menos do que a Maria Corina Machado. Ela Que encabeça realmente a a a oposição no questionamento contra o regime xavista. Ele também já manifestou, Carol, isso é até importante a gente falar algumas vezes, de que ele era contra intervenção externa na Venezuela para ele assumir o poder. Então ele preferia, segundo ele, que fosse eh uma transição da forma democrática. E eu queria só
fazer, Carol, se você me permite, uma observação. A gente tá passando um vídeo eh que mostra o momento dos bombardeios E é possível a gente ver vários helicópteros passando ali atrás. A gente ainda não tem a confirmação de que se esses helicópteros eram dos Estados Unidos ou não, embora a gente eh tenha a grande indicação de que helicópteros dos Estados Unidos agiram em território venezuelano e muito provavelmente helicópteros das forças especiais que foram os que capturaram Maduro. Mas não só helicópteros os Estados Unidos têm ali na proximidade da região. Os Estados Unidos contam com inúmeros
de atos, inclusive os mais modernos que existem, o F, os F16 que operavam ali na região, também bombardeiros, aeronaves extremamente potentes e de última geração que operavam ali na Venezuela. O regime disse que eh mísseis foram lançados contra a Venezuela. O que a gente aguarda a confirmação é de onde partiram esses mísseis. Isso porque os Estados Unidos podem ter bombardeado a Venezuela de várias formas, como esses Com esses bombardeiros também os jatos F16, bem como outros jatos que tem ali na região. E também importante lembrarmos, o maior porta-aviões do mundo, Jarold Ford, já está há
várias semanas posicionado nas águas próximas à Venezuela. Esse porta-voz que é esse porta-aviões, perdão, que é o mais moderno do mundo, que tem uma grande capacidade de ataques, segundo fontes de segurança, poderia fazer até 200 bombardeios por dia em um alvo, caso Fosse necessário, e com um custo de operação Carol enorme de 8 milhões de dólares por dia para operar esse porta-aviões na Venezuela, bem como outros navios também, navios anfíbios. que estão próximos à costa da Venezuela, que poderiam fazer um desembarque de tropas. Não foi isso que aconteceu. As ações militares dos Estados Unidos foram
feitas por ar. Então, foram feitos bombardeios e em seguida, pelo que a gente tá entendendo, operações especiais Desembarcaram ali, capturaram Maduro e saíram do país. Então, tudo isso é muito interessante da gente continuar apurando ao longo do dia para saber de que forma realmente se deu essa ação militar da Venezuela que já estava sendo planejada há vários meses pelos Estados Unidos, inclusive a com a gente monitorando jatos da Venezuela, voando muito próximos ali da costa da Venezuela. Vimos também jatos voando muito perto realmente e da das praias da Venezuela, Ali no Golfo da Venezuela. E
eles estavam fazendo, segundo fontes de segurança com quem eu conversei, é voos para justamente, Carol, testar a resposta das autoridades da Venezuela com relação a uma eventual resposta contra os militares dos Estados Unidos. Então, a ver realmente como é que se desenrolou essa operação militar na prática. >> Enquanto isso, seguimos acompanhando manifestações. Agora, o presidente do Chile, ele que também foi às redes sociais, a gente coloca em tela a manifestação de Gabriel Boret aqui, trazendo, portanto, o que disse o presidente do país. Como governo do Chile expressamos nossa preocupação e condenação às ações militares dos
Estados Unidos na Venezuela. E apelamos por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país. O Chile reafirma sua adesão aos princípios básicos do direito internacional, como a proibição Do uso da força, a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias internacionais e a integridade territorial dos estados. A crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira. Portanto, mais um líder nesse momento se posicionando a respeito desse ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Até o momento não temos Manifestação por parte
do governo brasileiro. Porém, informação que chega de Pedro Teixeira e do nosso âncora Gustavo Uribe é de que o governo faz reunião de emergência para analisar o cenário na Venezuela. Lula pediu que seja informado por Itamarati e pela defesa sobre todos os detalhes sobre o que tá acontecendo em território venezuelano. O Gustavo Uribe acrescenta reunião entre militares diplomatas e o presidente Lula por vídeo. Por quê? Presidente Lula não está em Brasília. Ele passou reveiro, inclusive pode voltar à capital federal ainda hoje. Informação que chega de Gustavo Uribe e também do Pedro Teixeira. reunião de emergência
para analisar esse cenário da Venezuela. Mas até o momento, professor Marcos Vinícius de Freitas, sem nenhuma nota oficial por parte do governo brasileiro, qual tende a ser o posicionamento do Brasil e quais cuidados o governo brasileiro tem que Ter nesse momento? Professor, >> eu acredito, Carol, que o governo brasileiro vai basicamente na mesma linha de manifestação do governo chileno, até porque não haveria razão pro Brasil querer um engajamento militar neste processo, até porque, ao que consta, e relembrando ali o que o Américo disse, eh, de que com certeza houve, eh, facilitação no processo de captura
do Maduro por eh o que denota claramente que a última Milha a o Maduro está cercado de pessoas que ele talvez acreditasse que o apoiariam, mas de fato não fazem. Então, o o que revelou uma fraqueza enorme de inteligência eh na defesa venezuelana ou talvez a crença de que os Estados Unidos não atacariam justamente baseado numa questão de continuidade de um diálogo diplomático que a gente sabe que com Donald Trump não funciona ah nesse processo todo, justamente porque ele adota sempre a postura de eh negociar de Um lado e tomar ações completamente contrárias à aquilo
que foi afirmado por outro lado. Então, é uma tática dele e ele tem agido nesse sentido em todos o contexto ah global desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos. Então, o Brasil, como não pretende aí engajar-se militarmente, a única coisa que vai fazer é justamente com o governo do Chile manifestar-se contrariamente, mas de fato isto não tem aí nenhuma praticidade ah efetiva no sentido de Alterar o contexto venezuelano que tem agora um presidente que está detido e que estará e permanecerá detido nos Estados Unidos e um país que ah vai se transformar aí numa
grande ah área de influência dos Estados Unidos. Resta saber o quanto isto prejudicará a região e o quanto isso pode incentivar que haja este tipo de ação em outros contextos. E claro que quem dorme mais preocupado hoje, eh, Carol, nesse sentido todo, é o presidente da Colômbia, não é? que tem Também um problema grave ali com a questão do narcotráfico e que já observa em Trump movimentações nesse sentido com um grande desafio ainda maior que é o fato de ter uma base militar, ter base militar dos Estados Unidos em seu território. Então o presidente da
Colômbia começa a se ver dentro de um cenário também preocupante para a sua permanência política. É, inclusive Gustavo Pedro foi um dos primeiros a se manifestar após esse ataque, quando Ainda nem havia confirmação por parte de Donald Trump de que a autoria desses ataques ao território venezuelano era dos Estados Unidos. Mas o tom adotado por Gustavo Petro foi de fato de preocupação, Derla Cardoso, não só pelo que tá acontecendo com a Venezuela, mas também pelo por um histórico já do que vem ocorrido em território colombiano. >> Sim, claro, Carol. Gustavo Petro é um dos grandes
desafiadores do presidente Donald Trump aqui na América do Sul. Ele Combate diariamente o presidente Donald Trump nas redes sociais, eh, a ponto de que foi sancionado pelo governo americano acusado de envolvimento com o narcotráfico. Então, ele ele é alvo de sanções, ele a família dele e não pode entrar nos Estados Unidos nem fazer negócios com os Estados Unidos por conta dessa briga com o presidente Donald Trump. Então ele nos últimos meses tem escalado demais a atenção contra o presidente Donald Trump e tem sido um Dos líderes mais críticos contra Trump. E também recentemente o presidente
Donald Trump indicou de que os ataques contra o narcotráfico não ficariam isolados apenas na Venezuela. Então, ventilou a possibilidade, inclusive, de fazer ataques dentro do território colombiano. Ele chegou a dizer: "A Colômbia tem vários laboratórios de fábricas de cocaína e não descarta fazer uma ação por lá também. Vamos acabar com isso." Então, usando também esse Argumento de que está combatendo o narcotráfico na região. Então, ele já fez essas ameaças também em relação à Colômbia. E também trago aqui um dado praticamente que estatístico de quantas vezes o presidente Donald Trump falou que ia atacar a Venezuela
por terra. Carol, pelas nossas contas aqui já foram praticamente 20 vezes antes do bombardeio desta madrugada que Trump disse que atacaria a Venezuela por terra. então ameaçou muitas vezes até Que chegou essa operação. Muito estava em aberto com relação aos próximos passos e também com relação ao possível eh desempenho disso da forma eleitoral que vai se dar aqui paraa frente. Porque a o presidente Donald Trump foi eleito dizendo que não entraria em nenhuma guerra com outro país e a base dele é extremamente crítica de qualquer envolvimento dos Estados Unidos dentro de outros países. Apesar de
que Trump não colocou tropas para invadir a Venezuela, fez bombardeios. Então, a ver também como isso vai se desenrolar dentro da base dos Estados Unidos que apoia o presidente Donald Trump. Carol. >> E aqui trago exatamente o que escreveu Gustavo Pedro. Ele disse que a República da Colômbia reitera sua convicção de que a paz, o respeito ao direito internacional e a proteção da vida e da dignidade humana devem prevalecer sobre qualquer forma de confronto armado. E ressalta: "Sem soberania não há nação", Escreveu o presidente da Colômbia nas redes sociais. Lembrando que Gustavo Pietro participou de
uma reunião de segurança nacional, demonstra uma preocupação nesse momento com a zona de fronteira e nesse momento se prepara para um fluxo massivo de refugiados. Professor Marcos Vinícius, a gente acompanha preocupação da Colômbia, manifestação de várias lideranças da América do Sul. O que esse ataque à Venezuela dos Estados Unidos representa Para a região? Ah, eu acho que é justamente a retomada da doutrina Monro, né, que é interessante até de notar, viu, Carol, porque ah oh, o ex-secretário do Obama, secretário de estado, John Carry, afirmou a quando era secretário de estado que a doutrina Morelt havia
morrido, não é? ela não tinha mais continuidade e não fazia mais sentido dentro do contexto ah contemporâneo. Então, o que nós vemos é que Trump Retoma esta questão justamente que observa, particularmente na América do Sul, um incremento da influência chinesa com relação a investimentos, com relação à questão de tecnologia, a questão de uma expansão da presença econômica da China. E os Estados Unidos, neste contexto, também ah, buscam aí reduzir a o impacto da presença chinesa e estão fazendo não por persuasão, mas por dissuasão. Ou seja, é na base da ação ah mais violenta que pretendem
aí Estabelecer-se, restabelecer-se com a ideia de que são xerifes na região e o fazem porque podem, tem o poder militar para tanto e também tem uma fraqueza política dos governos da região. Se você olhar, a maior parte dos países sul-americanos são divididos e muito polarizados politicamente. Isso lhes impede de ter uma espinha dorsal que consiga ah resistir a qualquer interferência externa. Existe uma presença econômica dos Estados Unidos Que é muito importante. E Trump utiliza estes mecanismos, a pressão econômica, a pressão política, a pressão até militar. Agora, justamente para enfatizar que no contexto eh latino-americano, no
contexto do hemisfério ocidental, ele pretende fazer com que esta região permaneça como sua área de influência maior e de hegemonia, né, como se diz na área de relações internacionais, hegemonia regional. Até porque, eh, se os Estados Unidos perdem a sua Prevalência dentro do contexto regional, isto leva muitos eh analistas a afirmar que se você não tem ali uma hegemonia regional, você perde a sua capacidade de projeção globalmente. E o que nós observávamos é que tem dentro deste processo histórico das duas últimas décadas, os Estados Unidos perderam aí muito da sua influência. E claro que esta
é uma tentativa aí de fazer com que a sua voz ecueira mais intensa sobre a região. O grande desafio, Carol, em todo Este processo, na minha opinião, é o dia seguinte. E como esta situação da Venezuela vai ser ah realizada. Se nós vamos observar ali uma um simples um um esquadrinhamento da Venezuela com recursos econômicos. ah, direcionados ao Washington e aos Estados Unidos, ou se efetivamente isso vai ter aí alguma melhora nas condições ah econômicas da população. E esta que é a grande dúvida, não é? Porque historicamente ah o que nós temos observado nas intervenções
dos Estados Unidos e do Ocidente nos últimos anos é de que depois que foi quebrado o cenário institucional, o resultado é de uma desorganização interna muito grande que pode gerar aí inclusive a falência do Estado, como a gente observou a ali acontecendo na Líbia, no Iraque. E o grande medo é que isto se repita na América do Sul, em que nós temos, apesar de todo o contexto político conturbado que a região sempre teve, uma certa ah uma certa estabilidade dentro do caos Que foi criado muitas vezes. >> Marcos Vinícius de Freitas conversando conosco ao vivo
direto da China, especialista em relações internacionais. Mais uma vez, muito obrigada, professor, pela disponibilidade, por essa conversa, análise do que tá acontecendo agora. Um ótimo dia. >> Eu que agradeço pela oportunidade. >> E por aqui seguimos acompanhando as imagens que chegam à redação da CNN Brasil. Essas são imagens registradas Durante a madrugada, quando tiveram início os ataques dos Estados Unidos ao território venezuelano. Capital, Caracas, foi uma das regiões afetadas, ataques registrados em pelo menos três estados. Segundo autoridades venezuelanas, estados onde estão concentradas muitas instalações militares, mas que também ficam em áreas residenciais. Ainda não há
um balanço dos danos, mas já há confirmação por parte da Venezuela de algumas Infraestruturas que ficaram danificadas. Por exemplo, a rede elétrica foi afetada, o aeroporto de Caracas foi atingido, também um outro aeroporto que fica próximo a uma base militar também. Ministério da Defesa teria sido atingido por esse ataque, destacando que o Ministério da Defesa fica numa região residencial, inclusive uma área de moradias sociais. também informações de que a sede da Força Aérea Venezuelana, a cidade onde fica a sede da Força Aérea Venezuelana também foi atacada. São algumas das informações que temos até o momento
por parte da Venezuela depois desse ataque que aconteceu a 1:50 da manhã, horário local. Nesse momento temos imagens ao vivo para pontuar para quem está conosco, qualquer situação de momento por lá. Agora são 7:44, horário local. Não há registro de ataques nesse momento. O que os correspondentes da CNN informam, as ruas de Caracas estão desertas. Há pouco a Correspondente da CNN em espanhol destacava que o governo decretou como externa. Esse decreto foi aprovado pela Assembleia Nacional, ainda não se tornou público, portanto a população sequer tem informações sobre as novas normas que foram estabelecidas em Caracas,
na Venezuela. Neste momento, muita incerteza sobre o futuro do país. Derla Cardoso, nossa editora de Internacional, está aqui ao meu lado acompanhando as informações. Berla, também muitas Dúvidas exatamente sobre o que falávamos com o professor Marcos Vinícius sobre esse dia seguinte. é a situação das das estruturas, obviamente do país. Também aguardamos informações sobre possíveis vítimas desses ataques, áreas civis que podem também ter sido afetadas por esses ataques confirmados pelo presidente dos Estados Unidos. E do ponto de vista político também uma incerteza, já que Nicolás Maduro foi capturado pelas forças americanas. Também uma informação Passada por
Donald Trump. >> Sim. Pois é, Carol. A gente tem três possibilidades no momento. Eh, o caminho constitucional, ou seja, que o governo venezuelano ative o artigo 233 da Constituição Venezuelana, que diz o seguinte: "Na completa ausência do presidente, a vice-presidente Del Rodriguees assume o poder e convoca eleições em 30 dias. E aí esse novo presidente vai cumprir o mandato completo de 6 anos. Não temos a menor Ideia se realmente Del Rodrigues vai assumir o poder e por fim também convocar essas eleições eh em 30 dias. Eh, a segunda possibilidade seria Edmundo Gonzales, voltar à Venezuela.
Isso em um cenário de que os chavistas aceitem sair do poder. Isso é um cenário que não é assim fácil, Carol. analistas apontam que esse cenário, muitos deles dizem que não é nada provável. E aí Edmundo Gonzales voltaria a Venezuela. Ele está exilado na Espanha para assumir O poder com argumento de que é o verdadeiro presidente da Venezuela, segundo os resultados contestados das eleições de 2024. E aí apontaria Maria Corina Machado para algum cargo super importante dentro do governo da Venezuela. E o terceiro cenário, que já é um cenário visto por analistas como mais provável,
junto com o cenário de Deus Rodrigues assumindo o poder, é que os militares tomem completamente o poder da Venezuela. A gente tem como Representante do exército da Venezuela o Vladimir Padrino, que está falando constantemente aí a imprensa depois desse ataque. Ele tem também um preço por sua cabeça contra o narcotráfico dado aí pelo governo dos Estados Unidos. Já Deus Rodrigues, ela não tem eh acusações de narcotráfico contra ela. E Carol, queria fazer alguma também umas observações. Você dizia sobre os ataques que foram feitos dentro da Venezuela e a gente podia falar um pouco mais sobre
o Que pode ter acontecido na Venezuela segundo o que a gente ouvia de especialistas de segurança. Você disse sobre ataque à rede elétrica. Esse ataque pode ter sido, segundo que a gente vinha apurando, como uma possibilidade de desativar as linhas de comunicação de telefones na Venezuela. Isso porque os militares, segundo fontes que eu ouvi recentemente, eles não usavam um sistema totalmente independente de celulares. Então essa Era uma possibilidade levantada dentro de ataques na Venezuela. A gente também teve registro de ataques contra bases militares. O que poderia ter sido alvo dentro dessas bases? Os aviões do
regime maduro, eles têm aviões que são de procedência da União Soviética e também eles têm um sistema de defesa S300, também um sistema de defesa soviético que pode ter sido bombardeado nessa operação. Esse sistema é um sistema terra ar, ou seja, mísseis Seriam disparados do sistema contra aeronaves dos Estados Unidos em um ataque contra a Venezuela. No entanto, não sabemos, Carol, a operabilidade desse sistema. O que isso quer dizer? Basicamente, se esse sistema estava realmente funcionando, se eles tinham mísseis para fazer esse lançamento, mas muito provavelmente um dos alvos dentro das bases atacadas pode ter
sido esse sistema de defesa antiaérea venezuelano. >> A gente vai entendendo aos poucos a Dimensão desse ataque. Não temos ainda maiores informações sobre a extensão dos danos, apenas informações preliminares que foram passadas pelas autoridades venezuelanas. As primeiras imagens dos ataques começaram a circular quando era madrugada na Venezuela, bem como aqui no Brasil. Até que veio a confirmação por parte do próprio governo venezuelano. A televisão estatal do país leu uma declaração do governo rejeitando a ação militar e já atribuindo naquele momento O ataque aos Estados Unidos. É o que vamos acompanhar com a tradução da Denise
Bobadilha. Nicolás hoje, mais do que nunca, o presidente Nicolás Maduro é leal à constituição para proteger o seu povo e divulgou o seguinte declaração que leremos para torná-la conhecida ao país e aos povos do mundo. A República Bolivariana da Venezuela rejeita, condena e denuncia perante a comunidade internacional a Grave agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América. contra o território e a população venezuelana nas áreas civis e militares da cidade de Caracas, capital da República e dos estados de Miranda, Arágua e Laguaíra. Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Unidas,
particularmente dos artigos primeiro e segundo, que consagram o respeito pela soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Essa agressão ameaça paz e a estabilidade internacionais. especificamente na América Latina e no Caribe e coloca em grave risco a vida de bilhões de pessoas. O objetivo deste ataque não é outro senão confiscar os recursos estratégicos da Venezuela, particularmente o seu petróleo e minerais, tentando quebrar a independência política nação da nação pela força. O estado de comoção externa foi ativado após os bombardeiros em áreas civis e militares em Caracas. Miranda, Arago e
Laguira. Isso põe em risco a vida de milhões de civis. Isso não fazes políticas. É hora de haver unidade nacional acima de quaisquer diferenças ideológicas de qualquer espécie. Hoje o nosso país e a nossa identidade estão ameaçados. A sua e a minha Venezuela, e nós a defendemos até as últimas consequências, Como já fizemos antes. Seguiremos para a luta armada. Todo o povo venezuelano deve se mobilizar. Fique conectado ao nosso sinal e às fontes oficiais para evitar ansiedade e manter a calma e a paz diante dessas circunstâncias. Essa foi a declaração do governo da Venezuela que
foi ao ar na TV Estatal do país com a condenação a esses ataques. Naquele momento, os Estados Unidos ainda não confirmavam a autoria. Essa Confirmação aconteceu horas depois, quase 5 horas depois dos ataques. Confirmação feita pelo presidente Donald Trump nas redes sociais. Vamos falar então sobre o que tá acontecendo, o que podemos esperar sobre o futuro dessa região do mundo com a Priscila Caneparo. Ela é pós-doutora em Direito Internacional e professora da Ambra University. Priscila, muito obrigada por nos atender em mais uma oportunidade. Seja bem-vinda. Bom dia. >> Obrigada, Carol. Bom dia para você. Bom
dia a todos que estão aqui nos assistindo. >> Priscila, chama atenção nessa declaração, nessa nota do governo venezuelano, a menção a artigos da constituição do país. Você é pós-doutora em direito internacional. O que que o direito internacional dá de respaldo pro que tá acontecendo agora? como é que Venezuela, Estados Unidos, comunidade internacional podem se posicionar com Base na lei? Bom, Carol, vamos lá. Primeiro ponto que você muito bem destacou, eles estão focando muito na Constituição da Venezuela. Esse ponto de focar na Constituição é justamente para ter legitimidade em falar que os Estados Unidos estão violando
a soberania da Venezuela. Digo isso também com a questão da Venezuela já ter requerido uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas em relação Do que ocorreu hoje em seu território. E aí a gente precisa ler um pouquinho do que o direito internacional também fala em relação ao que está acontecendo na nossa regionalidade. Carol, é innegável que o Maduro é um ditador. É innegável que o povo venezuelano ele está muito vulnerável por conta dessa ditadura. é innegável que ele faz perseguições, é innegável que ele faz desaparecimento forçado, forçado, inclusive que ele deteriora
a condição dos direitos Humanos da população venezuelana. Só que em contrapartida existem meios para combater o regime do Maduro e não é o meio que foi utilizado pelo Trump. O direito internacional fala que existe duas possibilidades em haver intervenção armada em território estrangeiro. A primeira possibilidade, segundo o artigo primeiro e segundo da Carta das Nações Unidas, é justamente com a autorização do Conselho de Segurança. Então o Trump, antes de fazer isso, ele teria Justamente que levar para uma reunião do Conselho de Segurança e ter a autorização dos 15 membros que compõem esse conselho, cinco permanentes
mais 10 rotativos. Essa seria uma primeira possibilidade. A segunda possibilidade, e aí que se embasa supostamente o que o Trump vem dizendo, é fazer uma resposta à agressão armada estrangeira ou uma legítima defesa. O que seria isso? Basicamente, o estado estrangeiro me atacou e eu posso atacar em resposta, Sendo uma legítima defesa. Só que essa perspectiva não se coaduna com o que tá acontecendo hoje entre Venezuela e Estados Unidos, porque não existe uma ameaça de agressão, não existe uma agressão por parte da Venezuela em relação à institucionalidade e à soberania dos Estados Unidos. Mas qual
que é o problema? O Trump fala que o Maduro é o chefe do cartel deoles. A gente nem sabe se esse cartel existe, na verdade, pra gente ter uma ideia. E o Trump costuma falar que nós estamos ante também a um estado narcoterrorista e abre a brecha para que o próprio Trump aplique a lei antiterror dos Estados Unidos, que é uma lei que flexibiliza muito das ordens mandatórias que se impõe ao presidente para fazer intervenções e ataques em outros estados. E também faz com que nós tenhamos, né, justamente essa dispensa de autorização do Senado dos
Estados Unidos. Reitero, não é legitimado pelo Direito internacional. O direito internacional, inclusive já rechaçou essas leis antiterror dos Estados Unidos e também do Reino Unido, mas é isso que a gente observa que o Trump está fazendo. Então, existe aí uma justificativa no ambiente interno. A gente vai ver se de fato vai se quadrunar com o entendimento do Congresso dos Estados Unidos, mas existe um ilícito, uma ileg ilegitimidade do direito internacional. E a gente colocar Essas ações do Trump como sendo ilegais na perspectiva do direito internacional não significa que a gente se coad regime do Maduro,
mas significa que existem meios que os Estados Unidos não estão respeitando. Tanto é verdade, Carol, que a gente precisa observar quando se faz uma intervenção militar, tem que já se ter antecipadamente um plano B, tem que já se ter um governo, uma ideia de governo de transição. Quem que vai articular essa transição? Como é que vai Ser estruturada? como é que vão ser as possíveis eleições, quem que vai encabeçar esse governo de transição e não se tem nada. Simplesmente se atacou a Venezuela justificando que o Maduro era o chefe do do estado narcoterrorista e não
se sabe para onde vai esses ataques. Inclusive, nem o Senado dos Estados Unidos foi avisado pra gente ter uma ideia. Então, a gente tá sim ante o ilícito do direito internacional e a gente precisa entender como é que vai se Dar essas consequências aqui por diante do próprio das próprias instituições internacionais e principalmente da nossa regionalidade, já que é a primeira vez que os Estados Unidos fazem um ataque direto na América do Sul. >> Priscila, vários elementos que você traz aqui pra gente para detalharmos. para começar a questão da Venezuela ter solicitado essa reunião de
emergência da ONU e inclusive essa informação também Aparece em outros apelos de autoridades internacionais, portanto a ONU se posicionando diante do que tá acontecendo em território venezuelano. Mas você lembra, quem tem acento permanente no Conselho de Segurança? São cinco países, entre eles os Estados Unidos. Quais são as chances da ONU prosperar em alguma ação diante do que tá acontecendo? Carol, você colocou muito bem, cinco países permanentes, eles têm direito de Veto. Então, basicamente, Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia podem vetar qualquer resolução do Conselho de Segurança. E vamos um pouco mais a fundo.
Nenhuma resolução contrária a esses estados pode ser adotada pelo Conselho de Segurança, segundo a carta de São Francisco, a carta da ONU. Então, assim, vamos colocar em dois patamares, o patamar jurídico e o patamar moral. No patamar jurídico de imposição, não existe Nenhuma perspectiva da ONU adotar alguma medida que faça uma pressão em relação a essas ações ou uma coção ou uma suspensão dessas ações dos Estados Unidos. Só que em 1960, na década de 60, a ONU fez um mecanismo que se chama sessão emergencial especial. O Conselho de Segurança, ele tá afim com como seus
objetivos, paz e segurança. Quando ele não consegue lidar com a paz e segurança internacional, a assembleia geral fica com essas competências e, basicamente Convoca uma sessão emergencial especial. Essa sessão emergencial espacial, ela é composta por todos os estados que compõem a organização e eles vão votar se deve ser feita uma resolução contrária a essas ações dos Estados Unidos ou não. E aí vem o problema. Ainda que se adote uma resolução contrária a essas ações dos Estados Unidos, Carol, a gente tem justamente que essa resolução não é juridicamente vinculante, não é obrigatória da Perspectiva jurídica, ela
é supostamente obrigatória da perspectiva moral. Ela é uma resolução política que a gente chama no direito internacional. Então ela não vai ter força, desmitificando aqui o que significa isso. Ela não vai ter força de obrigar os Estados Unidos a pararem de impor alguma ascensão paraos Estados Unidos. Simplesmente vai ser um cunho moral que a comunidade internacional em nome da ONU obviamente rechaça a questão desses ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Então, da perspectiva, infelizmente, do direito internacional, não existe ante a Organização das Nações Unidas nenhuma ação concreta que pode ser tomada, que vá colocar fim
a esses ataques dos Estados Unidos ou que vá restabelecer a ordem internacional ante a América do Sul nesse momento. Carol, >> Priscila Caneparo trazendo pra gente esse olhar do direito internacional, o papel da ONU diante desses ataques à Venezuela. Eh, Priscila, peço só licença Rapidamente na nossa conversa para registrarmos aqui o posicionamento do ministro da saúde, Alexandre Padilha. Ele foi as redes sociais, falou sobre esse ataque dos Estados Unidos, se possível a gente já coloca em tela. Nós do Ministério da Saúde sempre queremos e trabalhamos pela paz. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio. Guerra mata
civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidar das pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o Impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde. O Ministério da Saúde e o SUS Roraima já absorvem impactos da situação da Venezuela. Os investimentos ficaram ainda maiores depois que os Estados Unidos suspenderam financiamentos que apoiavam a operação acolhida. O Ministério da Saúde desde então ampliou investimentos e profissionais na cidade e na área indígena, via a nossa agência do SUS. Desde o início das operações militares No entorno do país vizinho, preparamos a nossa agência do SUS, a
Força Nacional do SUS e nossas equipes de saúde indígena para reduzirmos ao máximo os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro. Que venha a paz. Enquanto isso, cuidaremos de quem precisar ser cuidado em solo brasileiro. Portanto, postagens feitas pelo ministro Alexandre Padilha registrando aqui. Seguimos aguardando agora o posicionamento do governo brasileiro. Lembrando a Informação de Mais cedo de Gustavo Uribe e Pedro Teixeira aqui na nossa programação de que agora pela manhã teremos uma reunião de emergência do governo brasileiro. Itarati, Ministério da Defesa e o presidente Lula vão conversar. por volta de 10 horas
da manhã. Essa é a previsão. E a partir dessa reunião, na sequência, a expectativa de alguma manifestação por parte do governo brasileiro. Presidente Lula, que não Está em Brasília, ele está no Rio de Janeiro, onde passou as festas de fim de ano, o reveon. E Gustavo Ribe nos informa: "Há uma expectativa de que Lula antecipe sua volta à Brasília. Ele pode retornar à capital federal ainda hoje. Segundo a conversa com Priscila Ganeparo sobre o que tá acontecendo na Venezuela e os impactos pra região, destacávamos aqui, Priscila, exatamente o que diz o Ministério da Saúde sobre
possíveis impactos ao território brasileiro do Ponto de vista político. Quais são os impactos que podemos ter para a região, para a América do Sul? Carol, quando a gente tem uma guerra, existem impactos para toda a regionalidade. Isso é lógico, mas os impactos vão além daqueles que a gente imagina. Então, existe uma região, por assim dizer, que está em incerteza. Essa incerteza gera também uma redução no investimento estrangeiro. Então, o impacto econômico não vai ser apenas Paraa Venezuela, vai ser para toda a regionalidade latino-americana, inclusive pro Brasil, que compõe uma grande fronteira com a Venezuela. Esse
ponto é importante a gente destacar. Segundo, se a gente pegar a falha do a fala do ministro Padilha, é importantíssimo a gente destacar aqui nesse momento que ele fala o seguinte, que o Brasil está preparado e que justamente todos serão atendidos. todos serão atendidos. Significa justamente Que a gente abraça o povo venezuelano nessas migrações que nesse momento serão migrações forçadas, mas também acalma o povo brasileiro que pensa que o SUS não vai dar conta desse inchaço de atender os próprios brasileiros. Então isso também é uma atitude para conter a xenofobia, Carol. E é importante a
gente destacar que a gente nunca outrora passou por essa situação. A gente não sabe como vai ser essa esse manejo que o povo venusalando e a gente não sabe qual Vai ser o posicionamento da população brasileira em relação a esse grande contingente que com certeza virá pro Brasil. Então, é importante que nós tenhamos em mente que a migração forçada é uma realidade que nós teremos que lidar e que com certeza o governo brasileiro tem que fazer políticas públicas também para inserir esse essas pessoas que vêm da Venezuela para cá. Esse é um ponto. O segundo
ponto, a gente não pode esquecer que o Brasil é Um país que serege na nossa Constituição por relações pacíficas entre os povos. O Brasil não vai rechaçar esse esses movimentos migratórios, primeiro, muito acertadamente. Segundo, ele vai com certeza condenar com veemência esses ataques da Venezuela, porque sabe muito bem que abre uma brecha para outros ataques na Colômbia e principalmente no próprio Brasil. E terceiro ponto também vai falar que por mais que o governo Madura Maduro tenha problemas, os Estados Unidos não podem capturá-lo e simplesmente querer julgar em território dos Estados Unidos. Então esse com certeza
vai ser o direcionamento do posicionamento brasileiro. Mas para aí a gente também vai ter que ler que provavelmente vai vir uma declaração conjunta da Organização dos Estados Americanos, do próprio Mercosul em relação a esses ataques da Venezuela. A gente tem que ficar muito atento, porque novamente destaco, nunca outrora Ocorrera uma invasão dos Estados Unidos, um ataque dos Estados Unidos em nenhum país da América do Sul. Então, há uma realidade nova que nós teremos que lidar, sim, como regionalidade latino-americana e principalmente sul-americana. Priscila Caneparo, especialista em direito internacional, pós-doutora em direito internacional, professora da Ambra University
nessa conversa aqui conosco. Priscila, muito obrigada mais Uma vez. Até uma próxima. >> Eu que agradeço, Carol. Bom dia para vocês. >> Nesse momento de tensão global, mais uma vez em tela, os ataques registrados durante a madrugada. Para você que tá chegando agora, 9:06, horário de Brasília, 8:06, horário em Caracas, capital venezuelana atacada. também ataques registrados em três estados venezuelanos durante a última madrugada, acompanhando uma série De manifestações das autoridades venezuelanas, autoridades internacionais, na expectativa do que dirá o governo brasileiro, justamente assunto que tratávamos com Priscila Caneparo e que também abordamos agora com o nosso
analista de internacional, Américo Martins, desde cedo aqui conosco, trazendo as expectativas sobre o que dirá o governo brasileiro e as ações previstas com destaque, Américo, para essa preocupação com relação ao Fluxo migratório na região. Não temos Américo, não temos Américo Martins, ele que vai trazer pra gente esse olhar do governo brasileiro que já vinha falando sobre as ações dos Estados Unidos nas proximidades do território venezuelano. A gente lembra que desde o segundo semestre de 2025 houve uma grande mobilização militar no Caribe com o envio de navios militares para essa região. Embarcações foram atacadas, mais de
30, 36 embarcações no total, segundo Informações aqui da CNN, mais de 100 mortos. O governo dos Estados Unidos alegava que a justificativa para essas ações era o combate ao narcotráfico. E agora sim temos Américo Martins. Américo, destacamos que em instantes tem início uma reunião de emergência do governo brasileiro. Presidente Lula e Tamarati, Ministério da Defesa, reunidos para um posicionamento e também definição de ações a partir da confirmação desse ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Lembrava para quem está nos acompanhando das recentes manifestações do próprio presidente Lula sobre o que estava acontecendo nessa região do mundo.
O que podemos trazer já de detalhes, de informações sobre as preocupações do governo brasileiro nesse momento, inclusive com relação ao fluxo migratório Américo. Pois é, Carol, essa reunião que vai acontecer daqui a pouquinho aí, envolvendo todas essas autoridades, vai Ser muito importante para definir essa posição do Brasil com relação a como se posicionar, obviamente, por esses ataques e pela captura do Maduro. Quando nós conversávamos anteriormente com vários diplomatas brasileiros, estava muito claro que o Brasil iria criticar qualquer tipo de ataque a Venezuela. Só que agora nós temos essa outra informação que é extraordinária, é praticamente
única, da prisão, a captura do ditador Nicolás Maduro, o que Complica muito mais o posicionamento do Brasil. O Brasil deve, claro, criticar esses ataques, porque, afinal de contas, são ataques e militares contra uma nação soberana, sem que os Estados Unidos tenham um mandato para fazer isso, do Conselho de Segurança, por exemplo, da ONU ou qualquer tipo de declaração de guerra contra a Venezuela. Mas a captura do Maduro muda muito a situação no terreno, eh, imediatamente, até porque cria um vácuo político imediato na Venezuela. E isso complica muito o posicionamento do Brasil, até porque o Brasil
e recentemente abriu aí relações com o governo americano em altíssimo nível, conseguiu inclusive muito rapidamente abrir canais de comunicação, perdão, diretamente entre o presidente Lula e o presidente Donald Trump. E o Brasil vai querer manter esses canais abertos. É importantíssimo pro Brasil, especialmente nesse momento, manter esses canais abertos. Então o Brasil Certamente vai criticar os ataques, até porque é uma posição histórica do governo brasileiro, de vários governos, uma tradição histórica do Itamarati, defender a autodeterminação dos povos, a soberania, criticar e condenar eh ações que levem a invasão dessa soberania ou ou qualquer tipo de ação
contra essa soberania. Isso acontece em vários pontos. O Brasil, por exemplo, sempre votou contra a invasão eh da Rússia pela da Ucrânia pela Rússia, mas deve se Posicionar dessa forma. O que complica muito pro Brasil é a saída do Maduro do poder, o que tira inclusive uma carta do governo brasileiro, porque o governo brasileiro inclusive tinha se oferecido várias vezes para mediar essa situação, esse conflito lá na Venezuela, justamente porque historicamente o o governo do presidente Lula tem boas relações com o governo Maduro. nos últimos meses, desde a fraude eleitoral do ano passado, essas relações
passaram A ser congeladas, mas de maneira histórica, o Brasil teria condições de influenciar esse debate. Perde essas condições agora sem a presença do Maduro, com essa captura do Maduro. Isso vai criar uma pressão diplomática, vai forçosamente fazer o Brasil ser muito cuidadoso para não fechar, dependendo do tom das notas e das declarações das autoridades brasileiras, isso pode levar a um fechamento dessas eh tratativas com os Estados Unidos no momento em que o Brasil ainda tem as tarifas, por exemplo, para lidar sobre muitos produtos a serem exportados. E existe também um duas preocupações imediatas, Carol, inclusive,
que eu consegui levantar com vários eh embaixadores e diplomatas. A primeira é essa questão dos refugiados, como você disse, um potencial aumento da pressão nas fronteiras ali em Roraima, por exemplo, com um influxo de mais refugiados Fugindo da Venezuela, eh possivelmente eh temendo aí uma escalada dessa violência e gente até que pode estar querendo fugir de eventuais punições ou do eh do clima incerto que vai ser gerado na Venezuela. E a outra situação, Carol, que preocupa muito o governo brasileiro, é a instabilidade mesmo dentro da Venezuela. Um país muito grande, próximo do Brasil, ali na
nossa fronteira, existe o temor de que um vácuo de poder Possa levar a uma grande violência política na Venezuela. Daí inclusive a presença dos militares nessa reunião que o presidente Lula vai realizar com diplomatas, com eh o embaixador Celso Amorim, eh ex-ministro das relações exteriores e hoje conselheiro de assuntos internacionais do presidente. A situação, do ponto de vista do governo brasileiro é bastante delicada. Por isso essa reunião e por isso a calma da presidência do Tamarati e não se Precipitar soltando alguma nota. Nós vamos aguardar dessa para depois o Brasil ter uma posicionamento. E nós
tivemos também uma informação de que o ministro Mauro Vieira já teve uma uma reunião telefônica com o Raul com o Gil, eh, que é o ministro das relações exteriores da Venezuela. E essa informação veio do próprio Ministério das Relações eh Exteriores da Venezuela. Era provavelmente uma tentativa aí do Mauro Veira de coletar informações em loco para poder levar para essa reunião. Carol, >> Américo Martins em contato nesse momento também com diplomacia brasileira. A reunião deve começar agora 10 horas da manhã, horário de Brasília. Atualizamos você ligado aqui conosco na CNN Brasil. Também temos informações da
CNN Internacional de que Donald Trump deu sinal verde para a captura de Maduro há alguns dias. Portanto, informações da CNN Internacional de que a localização de Maduro foi rastreada pela CIA. Donald Trump já tinha dado autorização para atividades secretas da agência dentro da Venezuela alguns meses antes. Portanto, Trump deu sinal verde paraa captura de Maduro há alguns dias. Captura acontece hoje, no momento em que esses ataques foram registrados em território venezuelano. Vamos falar mais sobre esse assunto agora com Vitélio Brustolim. Ele que é especialista em relações Internacionais, pesquisador de Harvard, professor da Universidade Federal Fluminense,
nosso parceiro aqui de CNN Brasil. Professor, mais uma vez seja muito bem-vindo. Bom dia. >> Bom dia, Carol. Obrigado pelo convite. Bom dia a todos. buscando entender as motivações dos desses ataques, também buscando entender o que acontece nas horas seguintes. Professor, é para começar, gostaria de abordar com o senhor essa informação agora da CNN Internacional de que Donald Trump deu o sinal verde para a captura de Maduro dias atrás. Professor, o quanto que a captura de Maduro provoca ainda uma maior pressão internacional quando a gente fala sobre a situação da Venezuela? Olha, Carol, o argumento
do Trump para fazer essa operação contra o Maduro é semelhante ao argumento que foi utilizado no ano passado nos bombardeios às instalações nucleares do Irã. O argumento é de que esses países Apresentam uma ameaça eminente aos Estados Unidos. O Irã, no caso, desde 1979, rompeu relações diplomáticas com os Estados Unidos quando, eh, houve o golpe e a invasão da embaixada dos Estados Unidos em Teerã. Eh, houve uma retomada de contato apenas durante o governo Obama paraa tentativa de uma negociação do acordo nuclear. Eh, mas o Irã costumava e costuma ainda ameaçar os Estados Unidos. No
caso da Venezuela, o Argumento do Trump é que o narcotráfico ameaça os americanos. Eh, nós sabemos que a maior parte das drogas que chegam aos Estados Unidos não provém da Venezuela. Relatórios da ONU mostram isso. São drogas que provém eh da Colômbia, do Peru, que passam sobre América Central, sobre o Panamá, sobre o México. Mas há sim uma produção de drogas na Venezuela. Os Estados Unidos fizeram uma operação no no Caribe e outra no Pacífico, a Pacific Viper. Esse É um dos motivos. O outro, é claro, que é o petróleo. O Trump foi muito claro
sobre isso na campanha eleitoral. Ele falou várias vezes do interesse dos Estados Unidos no petróleo da Venezuela e há poucos dias disse que a Venezuela roubou dos Estados Unidos quando lá em 200627 houve a nacionalização do petróleo. Empresas como Chevron, Aon Mobile, eh, Konoco Philips foram prejudicadas naquela nacionalização. O terceiro ponto é que o Trump acusa o Maduro de chefear uma organização criminosa narcotraficante na Venezuela e que agora teria eh cumprido um mandado de prisão emitido nos Estados Unidos contra o Maduro. É uma situação semelhante, Carol, à deposição do ditador Noriega em 1989, que foi
levado pros Estados Unidos, foi julgado e condenado eh por chefear uma quadrilha de tráfico de drogas. Carol, >> são os paralelos que também vamos trazendo com relação a esse ataque dos Estados Unidos. Professor, e o que acontece a partir de agora? Já temos Américo Martins Delar Cardoso também conosco nessa conversa com o senhor, mas só acrescentar esse ponto com relação a esse vácuo de poder, com a captura de Nicolás Maduro, o que acontece na estrutura política venezuelana? Olá, Américo Derla. Olha, eh, pela Constituição da Venezuela, a Derla falou sobre isso há pouco, a vice-presidente Adel
Rodriguez seria próxima na linha Sucessória, mas isso em situações normais, não na deposição por uma força estrangeira. Inclusive, ela teoricamente assumiu o poder, já pediu provas de vida do Maduro. Na linha sucessória, tá o Jorge Rodrigues, que é o presidente da Assembleia Nacional. Agora, veja só, Carol, não me parece que os Estados Unidos tirariam o Maduro do poder, porque o Maduro não está sozinho para deixar um outro eh representante desse regime assumir o lugar. O regime é Apoiado pelas Forças Armadas, que tem mais de 2.000 generais para uma força armada de 340.000, aqui contando os
paramilitares, é um número extraordinariamente elevado de generais. O Brasil tem 360.000 no contingente, tem 300 generais, já é considerado demais. O Maduro foi promovendo esses generais. Alguns eh trabalham dirigindo emissoras estatais de TV, trabalham com mineração, tem relatórios demonstrando que há Generais envolvidos com tráfico de drogas, com câmbio paralelo, não tem atividade fim para tanto general. Então, tirar o Maduro para que seja colocado um outro fanto do regime não faz sentido. Então, quem poderia assumir? Então isso depende de uma negociação. O Edmundo Gonzales ofereceu aos militares uma anistia, porque ele prevê que é melhor anistar
do que ter uma guerra civil na Venezuela. Eh, o Edmundo Gonzales acredita que a anistia possa resolver Essa transição de poder sem a guerra civil. Agora, isso também vai depender da sociedade venezuelana, se será uma ação semelhante a da Argentina que julgou e condenou eh militares que promoveram golpe de estado, ou se será uma ação semelhante a do Brasil, onde houve anistia. Então, tudo isso depende eh da dessa transição, mas não é do interesse não é do interesse de ninguém, nem da população que sofre aí há mais de 25 anos por esse regime ditatorial. tem
Relatórios da ONU demonstrando que persegue opositores, tortura, estupra, assassina. Eh, a população já sofre com esse regime, mas não é do interesse de ninguém que haja uma guerra civil, sobretudo porque a população não tem armas para lutar contra as forças armadas. Carol, >> Perla Cardoso também está conosco. Vitélio, tem uma pergunta para você. >> Eh, professor, pois é. Eh, você disse sobre a hipótese de Edmundo González eh Anistiar os militares e a gente também falava sobre a postura da Maria Corina Machado. Ela não fala publicamente sobre essa possibilidade de anistia e por isso mesmo que
muitas fontes ligadas à Venezuela acham o cenário eh da oposição assumir o poder um dos cenários mais improváveis. E também, professor, falando sobre um pouco a questão do petróleo da Venezuela, o Financial Times fez algumas apurações recentemente em que eh fontes ligadas ao governo dos Estados Unidos afirmaram que o presidente Donald Trump estaria conversando com >> eh empresas petroleiras, petrolíferas, perdão, dos Estados Unidos, sobre a possibilidade de interesse deles voltarem a explorar o petróleo da Venezuela. E a Del Rodriguez, ela é considerada também por várias fontes como uma pessoa que é tão pragmática na área
econômica de que talvez ela estaria eh interessada em fazer negócios com os Estados Unidos na área de petróleo para manter o regime chavista de pé. Já o senhor indicou que essa, na sua visão, não é uma possibilidade. Então eu gostaria que o senhor falasse um pouco mais sobre esse dia seguinte na avaliação do senhor, o que o senhor acha que realmente pode acontecer em relação a essa mudança eventual de regime ou mesmo a manutenção da Delc Rodriguez? >> Olha, Derla, a DC é continuidade do regime maduro, né? Porque o Maduro já Havia oferecido o petróleo
e riquezas naturais aos Estados Unidos. O Trump falou isso várias vezes. Eh, se era para capturar o Maduro para deixar Delc Rodriguez, eh, seria uma troca de 6 por meia dúzia. A Venezuela continuaria sob o mesmo regime que governa o país há mais de 25 anos. Ah, é claro, a DC não tem o mesmo carisma do Maduro, ela teria que convocar eleições, mas eh de qualquer forma seria o mesmo grupo no poder. Pode Ser que o Trump vá para essa direção até pode, ele é imprevisível. Agora, quanto à anistia, se a gente olhar para outras
negociações, vamos fazer um paralelo com a negociação que foi feita, apresentada pelo Trump para Israel e o Ramas, por exemplo. O Trump propôs que os terroristas do Ramá sejam todos anistados, os crimes de guerra perdoados e pediu ah a Israel que também perdoe o Netaniu. E essa é a postura do Trump nessas Negociações. Agora, a população da Venezuela, um país com 28 milhões de pessoas, que tem 8 milhões de refugiados, é que vai ter que decidir isso, porque essa população sofre há anos nas mãos desse regime. Eh, de qualquer forma, a Maria Corina Machado, diante
de uma incerteza de uma guerra civil e de uma negociação eh de transição pacífica pelo poder, não me parece que ela optaria eh pela intransigência e que apertasse no ponto De fazer todos os responsáveis pelos crimes pagarem por esses crimes. Professor Vitélio Brustolim segue conosco, assim como Derla Cardoso e Américo Martins. Também estamos aqui em conexão com CN Internacional, várias agências nesse momento, claro, trazendo muita repercussão sobre esse ataque ao território venezuelano. Inclusive já a confirmação de manifestação por parte do primeiro ministro do Reino Unido, primeiro ministro britânico que diz que Quer conversar com o
presidente Donald Trump e com aliados sobre o que está acontecendo na Venezuela. Américo Martins, mais uma autoridade, no caso europeia, agora também se manifestando sobre o que tá ocorrendo nessa região do mundo. >> Exato, Carol. E a gente nota uma diferença muito grande entre as reações dos países europeus, com exceção da Rússia, e aqueles países, assim como a Rússia, que são aliados do regime do Nicolás Maduro. Enquanto a gente viu o presidente da Colômbia, por exemplo, Gustavo Petro, que neste momento tem uma relação ali complicada com o regime do Maduro, mas que ideologicamente também é
um líder de esquerda, criticou as ações dos americanos. Os cubanos, por exemplo, chegaram a falar que essa é uma violação inaceitável de uma zona de paz e que a Venezuela estava sendo brutalmente atacada e denunciando ainda van o que eles chamaram de terrorismo de estado Contra o povo venezuelano. O Irã também fez críticas a esse essas ações americanas e a Rússia que disse que se isso aconteceu é uma violação inaceitável da soberania de um estado independente. Esses países, inclusive provavelmente vão se manifestar no caso da Rússia no Conselho de Segurança da ONU. No entanto, os
europeus que têm uma postura muito mais crítica da Venezuela, mas que também tem dificuldades, obviamente, para aceitar um ataque Contra uma nação soberana e a captura do seu líder, mesmo ele sendo um ditador, como é o caso Nicolás Maduro, foram muito mais contidos. Então a gente viu aí praticamente todos os os principais países europeus, a Itália, a Alemanha, agora o primeiro-ministro Kirma, todos eles dizendo que estavam acompanhando com preocupação o que estava acontecendo, basicamente sem se manifestar se eles estão contra ou a favor dessas ações, porque eles não Gostam do Maduro, não tem o menor
interesse em manter aquele tipo de regime na Venezuela ou em qualquer país, qualquer outro regime similar àquele. Por outro lado, eles têm dificuldades óbvias de criticar ou de apoiar, perdão, os ataques contra uma nação soberana. A eh chefe da diplomacia da União Europeia, Caia Calas, por exemplo, disse que já conversou com o secretário de Estado, Marco Rúbio, também com o embaixador da União Europeia em Caracas E que tá acompanhando a situação, ou seja, essa mesma linha dos líderes europeus. Eh, eh, a União Europeia, no entanto, lembrou esse dilema falando que o Maduro carece de legitimidade,
obviamente, e a União Europeia defende uma transição pacífica e diz que em todas as circunstâncias os princípios do direito internacional e a carta da ONU devem ser respeitados. Então é a União Europeia tentando fazer um malabarismo aqui, defendendo a queda do Maduro, mas Não apoiando os ataques. Agora, Carol, queria aproveitar a oportunidade de dar o meu bom dia ao professor Vitélio e também fazer uma pergunta. Professor, o que que tudo isso que tá acontecendo na Venezuela significa em termos de precedentes para outros países na América Latina? não só em termos de violação da soberania desses
países, mas, por exemplo, com a tentativa dos Estados Unidos em interferir em eleições que vão acontecer muito importantes esse Ano, por exemplo, na Colômbia e também, claro, no Brasil. Existia uma preocupação muito grande do governo brasileiro ou de setores do governo brasileiro com a possibilidade do governo Trump tentar, obviamente, não atacar o país, mas interferir nas eleições. O que que esse movimento que tá acontecendo na Venezuela significa em termos de precedentes paraa América Latina? Olha, Américo, eh essa nova estratégia nacional de segurança dos Estados Unidos é muito clara, né, quanto aos interesses dos Estados Unidos
na região. A gente associa com a doutrina Morel de 923. A própria estratégia cita a doutrina Morrow, eh, mas ela tem características muito próprias do Trump. É por isso que ela vem chamada de vem sendo chamada de Donal, né, de Donald Trump misturado com Moral. A questão toda é que há declarações abertas do governo Trump de que procuram Um alinhamento desses países com os Estados Unidos. O Marco Rúbio, por exemplo, declarou que quer que o Brasil e os Estados Unidos voltem a ser principais parceiros comerciais. Os Estados Unidos foram ultrapassados pela China em 2009. Quando
os Estados Unidos enfureceram, fizeram empréstimo, um suap cambial pra Argentina, a condição foi a Argentina se afastar da China. Eh, existe pressão dos Estados Unidos sobre a Colômbia, também existe pressão sobre O Chile, existe pressão sobre outros países. A questão é que a interferência nas eleições dos Estados Unidos tem uma diferença com a interferência russa. tem evidências e estudos demonstrando que os russos eh promovem a divisão social, fazem diálogos eh que apartam as pessoas, não importa o lado que tão que estão promovendo ou defendendo, eh mas que isso gera uma ruptura do tecido social em
países, especialmente países próximos, a Rússia, na Romênia, por Exemplo, as eleições foram anuladas, as eleições presidenciais foram anuladas ano passado porque se comprovou que houve influência russa. Eh, teve influência russa também nas eleições dos Estados Unidos em 2016 a relatórios da CIA e do FBI mostrando isso, por mais que o Trump negue. Agora, a questão é que esse apoio do governo Trump a candidatos que se alinham com ele tem saído pela culatra. Nós vimos isso no Canadá, onde o Mark KN se Elegeu, tinha 20 pontos de diferença, tinha 20 pontos, estava 20 pontos atrás eh
dos conservadores. Nós vimos isso na Alemanha eh com apoio inclusive do Elon Musk AFD. Nós vimos isso na Austrália. Esse apoio do Trump tem dado o tem tido o efeito contrário. Eh, e o Trump vem em queda dentro dos Estados Unidos. Eh, esse não é o nosso tema principal, mas todos nós sabemos que a aprovação dele é uma das mais baixas da história para um presidente dos Estados Unidos, tá em 36%, é a mais baixa dele, inclusive. Então, a questão toda é que há um interesse, sim, dos Estados Unidos na região. Esse interesse é declarado.
Eh, mas a influência nas eleições é diferente da influência que os russos vêm fazendo. Talvez, Américo, o principal problema pra região seja o combate ao terrorismo, que os Estados Unidos agora conseguiram inclusive a aceitação do Paraguai para combater grupos terroristas. E eles querem que o Brasil declare que o Comando Vermelho e PCC são grupos terroristas. E aí sim isso seria uma abertura para uma maior ingerência dos Estados Unidos na região. Américo, trazendo esse olhar pra região, pra América do Sul. Muitas eleições ocorrendo nesse ano também. Esse aspecto eleitoral dos Estados Unidos vou abordar em instantes
com o professor Vitélio, porque antes registro aqui o que tá acontecendo agora na região de fronteira Da Venezuela, na fronteira com a Colômbia. Gustavo Petro foi um dos primeiros líderes internacionais a se pronunciar sobre o ataque dos Estados Unidos e disse que já enviou um reforço militar para essa região. E de fato é o que a gente consegue conferir nessas imagens que chegam neste momento, imagens ao vivo. Repito aqui mais uma vez o que disse Gustavo Petro. Ele que promoveu uma reunião durante a madrugada, assim que esse ataque foi Confirmado, ele escreveu: "A República da
Colômbia reitera sua convicção de que a paz, o respeito ao direito internacional e a proteção da vida e da dignidade humana devem prevalecer sobre qualquer forma de confronto armado. Em soberania não há nação", escreveu Gustavo Petro ainda durante a madrugada, assim que foram confirmados os ataques dos Estados Unidos ao território venezuelano. Preocupação também com a fronteira aqui no Brasil. Daqui a Pouquinho, às 10 horas da manhã, acontece uma reunião do governo brasileiro para discutir a situação na Venezuela, o possível reforço na fronteira com o Brasil. E também hoje, destaco em instantes, teremos também o pronunciamento
de Donald Trump. Ele confirmou esse ataque ao território venezuelano no começo da manhã aqui no Brasil e diz que vai fazer um pronunciamento às 11 horas da manhã, horário local, 1 hora da tarde, horário De Brasília. em Maralago, detalhando essa ação. O horário, a confirmação desse pronunciamento foi dada numa postagem nas redes sociais, na rede social do presidente dos Estados Unidos, Troop Social, na mesma postagem na qual ele confirmou a autoria dos ataques e também a captura de Nicolás Maduro. Paradeiro de Nicolás Maduro ainda é desconhecido, mas Trump diz que ele já não está mais
em território venezuelano. Professor Vitélio Brustolin, a conferir O que dirá Donald Trump nesse pronunciamento, não só paraa comunidade internacional, mas também para os eleitores dos Estados Unidos. Neste ano tem eleições de meio de mandato. Hoje temos Donald Trump com maioria nas duas casas do legislativo. O quanto que essa ação pode ter ocorrido já nesse momento devido a uma possível mudança nessa configuração do Congresso americano, mas também o que que isso pode trazer de consequências eleitorais para Donald Trump? Pois é, Carol. Olha, ã, o fato de haver eleições, o fato dos Estados Unidos terem enviado 15.000
soldados pro Caribe e considerando que a Venezuela tem uma força militar para militar de 340.000, o fato do Trump ter sido eleito prometendo que não se envolveria em guerras, o fato dele não ter ido ao Congresso pedir uma autorização para essa ação militar, tudo isso nos leva à hipótese de que essa será uma ação Limitada que eh teve eh como objetivo capturar o Maduro e que não deve se estender para outras ações contra a Venezuela. Talvez, Carol, talvez os Estados Unidos continuem com os bloqueios de petroleiros da frota fantasma para conseguir pressionar o regime a
negociar uma transição. Mas não me parece que os Estados Unidos eh façam outros ataques eh a instalações militares na Venezuela. Talvez seja o caso de ataques a áreas creditadas a Produtores de drogas, a traficantes, como foram aquelas docas em dezembro, ou a navios na região, a embarcações, lanchas na região. as ações militares em terra e na Venezuela nesse momento poderiam levar uma escalada desse conflito, porque se os venezuelanos começarem a revidar ou alvejarem uma aeronave ou utilizarem a sua defesa antiaérea, lembrando que a Venezuela tem o sistema S300, eh se isso acontecer, eh o Trump
vai ficar numa situação em que Precisará escalar e isso não é do interesse do público dele eh no movimento MAGA. Carol, >> é o que estamos acompanhando também de desdobramentos nos Estados Unidos, o que autoridades vêm falando sobre esse ataque. Destaco aqui mais uma vez o que alguns parlamentares vem falando nos Estados Unidos. Há pouco a Derla Martins trouxe a Dela Cardoso, perdão, trouxe a informação pra gente, desculpa, Dela, nossa editora de Internacional. Américo Martins também está conosco daqui a pouquinho também falando sobre esse assunto. E você abordava a declaração de um senador americano a
CNN internacional. Ele dizia que conversou com Marco Rúbio, confirmava a captura de Maduro e falava sobre o julgamento de Nicolás Maduro em território americano. >> Sim. Pois é, Carol. Isso porque eh Nicolás Maduro ele é alvo de um inquérito em um distrito de Nova York Desde 2020. Isso no primeiro mandato ainda no foi, isso aconteceu ainda no primeiro mandato do presidente Donald Trump. Então ele é alvo desse inquérito em Nova York e deve ser julgado então em um tribunal de Nova York. A grande incógnita que é em relação à esposa dele, como eu disse, a
Cília eh Maduro, porque ela não é alvo de nenhuma busca pelos Estados Unidos. Então, a ver o que vai acontecer com a primeira dama, que também, segundo as informações do Próprio Donald Trump, foi levada junto com o ditador pelas tropas americanas. E quando o inquérito foi aberto em 2020 contra Maduro sob acusações de narcotráfico, ele tinha ele tinha uma busca informações que levassem a captura dele, Carol, de 15 milhões. Esse valor ele foi subindo ao longo dos anos, até que a gente chegou no ano passado ao valor de 50 milhões de dólares, um número que
foi colocado ali pelo governo americano de informações que levassem a Captura de Nicolás Maduro. Ele é acusado de chefear um cartel conhecido como cartel de losoles, que como a Priscila Caneparo, nossa especialista em direito internacional, disse que há também muitas dúvidas se esse cartel de fato existe. Então ele deve ser julgado então em Nova York. Agora, onde eventualmente ele cumprirá a pena em caso de condenação, Carol? Isso ainda tá em aberto. >> E aí, professor Vitélio, para Encerrarmos aqui a nossa conversa, um último ponto com relação a esse futuro e do ponto de vista do
direito internacional, mas também de como que a ONU tende a se posicionar nesse momento e quão limitada pode ser a ação da organização. Agora, Venezuela já pede uma reunião de emergência da ONU. Mais cedo falávamos sobre o Conselho de Segurança, aqueles países que têm assento permanente, fazem parte desse conselho, entre eles os Estados Unidos. Como comunidade internacional deve reagir ao que tá acontecendo, como é que o mundo começa esse ano de 2026, Carol? O Conselho de Segurança da ONU vai se reunir, isso já está claro, é o Conselho de Segurança que tem essa atribuição de
manutenção da paz. É um conselho que por muitas vezes já congelou durante a a Guerra Fria. Estados Unidos e a União Soviética congelavam o conselho porque vetavam eh decisões que não lhes interessavam. Teoricamente, os Estados Unidos deveriam se abster de votar nessas votações eh em em que estão envolvidos. A carta da ONU prevê isso, mas não vão fazer isso porque outros países também não fazem. A Rússia, por exemplo, desde 2014 não se abstém de votar das decisões do Conselho de Segurança que envolvam a a sua segurança. Eh, essas h previsões da Carta da ONA têm
sido descumprida sucessivamente desde 1950 a Carta da ON de 1945. Então, muito provavelmente o conselho da de segurança vai se reunir e não vai chegar a nenhuma conclusão, sobretudo uma conclusão que não interesse aos Estados Unidos. Essa é uma situação complexa, porque o Américo levantou, né, falou: "Olha, os países europeus vem essa questão com algum distanciamento a própria Europa tem sanções contra o regime maduro, mas são sanções contra o armamento do regime, contra as armas utilizadas pelo regime para oprimir a População. São diferentes das sanções dos Estados Unidos que acabam afetando toda a economia da
Venezuela, sobretudo na questão do petróleo. Eh, agora é interessante, né, que alguns países se pronunciem e de uma forma e tão contraditória, né? Então, o Irã, por exemplo, condenar os Estados Unidos, quando o Irã bombardeou há há poucos anos eh grupos que ele alegavam que eram terroristas eh no Paquistão, no Iraque. O Irã no ano passado bombardeou Israel e Foi bombardeado também. a Rússia alegar que foi a invasão de um estado soberano quando a Rússia está aí há quase 4 anos invadindo a Ucrânia. É muito contraditório esse tipo de fala. Eh, isso faz parte de
uma hipocrisia nas relações internacionais. E nesse momento essa é mais uma das razões que estão minando o multilateralismo. O Trump nós sabemos que já não gosta muito do direito internacional. Nós sabemos disso porque não respeita, por exemplo, o Direito internacional pro comércio com as suas sanções. Eh, e nesse momento ele age novamente a despeito do direito internacional e isso não retira o fato de que o regime maduro é uma ditadura que oprime a sua população. Carol >> Vitélio Brustolim, ele é pesquisador de Harvard, professor da Universidade Federal Fluminense. Mais uma vez, Vitélia, muito obrigada. Até
uma próxima. >> Obrigado pelo convite. Bom dia a todos. >> Por aqui seguimos com o Américo Martins e Derla Cardoso. É, falando sobre o futuro da Venezuela depois desse ataque confirmado pelos Estados Unidos. Procuradoraagal dos Estados Unidos acaba de se pronunciar justamente derla sobre um aspecto que tratávamos com Vitelio Brustolim, que é a possibilidade de um julgamento de Nicolás Maduro em território americano. >> Pois é, isso mesmo, Carol. Inclusive, a gente já tem a resposta sobre algo que Eu levantei em relação ao futuro da esposa de Nicolás Maduro. Pois bem, procuradoraagal dos Estados Unidos, Penbond,
acabou de postar nas redes sociais o seguinte: Nicolás Maduro e a esposa Cília Flores serão eh julgados no distrito sul de Nova York. Maduro foi acusado de conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e também eh serão vão enfrentar, portanto, a justiça dos Estados Unidos lá nesse tribunal em Nova York. Pois bem, então confirmado pela procuradoraagal dos Estados Unidos que a esposa de Maduro, que foi capturada junto com ele, também será julgada por narcoterrorismo. Carol, >> informação de momento da Cen Internacional. Repito mais uma vez para você que está chegando
agora, depois da confirmação do ataque dos Estados Unidos à Venezuela e captura de Nicolás Maduro, informação de momento. Procuradora geral Dos Estados Unidos afirma que Nicolás Maduro vai responder à justiça americana. Trago aqui aspas da publicação feita pela procuradoraageral dos Estados Unidos. Em breve, Nicolás Maduro enfrentará toda a fúria da justiça americana em solo americano e nos tribunais americanos. Américo Martins. Informação, portanto, de momento, confirmando aquilo que já havinha sido especulado pela imprensa internacional de que Nicolás Maduro Deveria ser levado para os Estados Unidos e julgado em território americano. Américo, >> exato, Carol. Essa informação
é muito importante, confirma essa intenção aí dos Estados Unidos de levar o Nicolás Maduro e a sua mulher, a Cília Flores, a julgamento pela legislação americana, como a dela tinha já nos antecipado, existem aí essas acusações contra o Maduro. Ele já foi indiciado desde 2020 pela justiça americana por eh suposto Envolvimento no eh tráfico de drogas. Os Estados Unidos vem acusando eh o Maduro de ter e o seu regime de terem participação nessa questão do narcotráfico. E esse é um ponto central, Carol, nessa discussão toda, não apenas do ponto de vista eh criminal, do ponto
de vista do julgamento que deve acontecer do Maduro, mas também na tentativa dos Estados Unidos de justificarem essas ações. Os Estados Unidos não tem o mandato do Conselho de Segurança da ONO para, não tem uma declaração de guerra contra Venezuela. Não existe nenhuma base na legislação internacional para essas ações americanas. Portanto, os Estados Unidos vão tentar justificar essas ações, não como uma ação necessariamente política, embora seja contra a ditadura do Nicolás Maduro, mas sim como uma ação eh para tentar barrar um criminoso que estava envolvido no narcotráfico. É isso que os Estados Unidos vão tentar
usar como Justificativa para esses ataques que já são sendo criticados por muitos países e também pela captura do Maduro. Isso é importante do ponto de vista diplomático. É como o eh o governo do presidente Donald Trump vai tentar caracterizar suas ações contra o regime do Maduro. Eh, isso é a base que o Donald Trump vai usar como uma espécie de base legal paraas suas ações. E isso vai diminuir muito a oposição, talvez interna nos Estados Unidos com relação a Esse ataque e essa captura. os legisladores eh mesmo do Partido Democrata vão ter muitas dificuldades ali
para criticar o Donald Trump com relação a esses ataques e a captura do Maduro. Eles não vão ter como eh justificar a defesa de um ditador que, segundo a administração do Trump tem envolvimento com narcotráfico. Isso, Carol, pode ajudar muito o Trump internamente nos Estados Unidos. Existe aí uma análise que é correta de que a Base do presidente Donald Trump, o MAGA, o movimento ali do Make America Great again, é contra as intervenções militares dos Estados Unidos no exterior. Mas não é exatamente assim. E existem nuances nisso. A, o Maga e os seus apoiadores são
contra envolvimentos e o próprio Donald Trump já falou isso, envolvimentos em guerras sem fim, aquelas guerras que demoram 20 anos para ser resolvidas, que t uma presença forte dos americanos no terreno, que custam Vidas dos soldados americanos. O caso, por exemplo, do Iraque e do Afeganistão, de onde os Estados Unidos saíram daquela maneira pavorosa, né, simplesmente abandonando o país nas mãos do Talebã. É esse tipo de ação que o MAG é contra, é esse tipo de ação que o Donald Trump não quer realizar. Agora, uma ação como foi essa, uma ação focada, uma ação que
também tem pontos militares e e acabou bem suucedida do ponto de vista americano com a captura do Nicolás Maduro, é muito difícil de alguém se opor nos Estados Unidos. Eh, podem se opor eventualmente contra vítimas que tenham acontecido na Venezuela, mas essa ação do presidente Donald Trump, da forma como foi, vai provavelmente ser elogiada. Obviamente, pelos seus apoiadores. O MAGA não vai ter uma recessão com relação a isso. Não é que eles não querem que os Estados Unidos agjam militarmente pelo mundo. O que eles não querem é que os Estados Unidos Se envolvam em guerras
sem fim. Por isso é que é importante paraos Estados Unidos fazerem essas ações pontuais e não se envolverem, por exemplo, numa invasão da Venezuela. E inclusive o Marco Rubio, secretário de Estado, já disse nessa ligação que teve com o senador eh norte-americano, que eh os Estados Unidos não têm intenção de novas ações militares, pelo menos no momento. Claro que tudo pode mudar dependendo do que acontece nesse vácuo de poder na Venezuela, mas do ponto de vista da ação militar para o público americano, ela vai ser muito provavelmente elogiada, vai ser difícil que o partido democrata
critique essa ação e isso possivelmente vai inclusive ajudar a popularidade do Donald Trump que vinha caindo aí recentemente. Ele vai tentar vender isso, claro, como uma grande vitória da sua administração. E no ano eleitoral, como falávamos Américo Martins, eleições de meio de mandato que acontecem nos Estados Unidos é renovação do Congresso americano, onde hoje o presidente Donald Trump tem a maioria nas duas casas, tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado. Américo Martins, nosso analista de internacional, já repercutindo essa declaração da procuradoraageral dos Estados Unidos de que Nicolás Maduro será julgado em solo americano e
em tribunais americanos. Vamos falar mais sobre esse aspecto com a Regiane Bressan. Ela é professora de Relações internacionais da UNIFESP. Regiane, muito obrigada por nos atender neste sábado, nesse começo de 2026. Bom dia. >> Bom dia, Carolina, Luciana, Américo. Bom dia a todos que nos assistem. realmente começamos o ano com essa situação tão tão complicada paraa nossa região. >> Ee, claro que eu quero o teu olhar sobre esses últimos acontecimentos e recentes declarações, mas principalmente sobre esse aspecto que trazemos agora, que é a Possibilidade do julgamento de Nicolás Maduro em tribunais americanos. O que que
tá por trás dessa declaração da procuradora dos Estados Unidos? uma situação bastante difícil, dado que eh houve ingerência na situação doméstica do país. Eu não estou necessariamente defendendo o governo de Nicolás Maduro, que claro, já rompeu rompeu com a democracia há tanto tempo. No entanto, nós temos que entender, em palavras bem simples, que os Estados Unidos não deveriam ser os justiceiros do mundo. Existem as organizações internacionais, o Conselho de Segurança da ONU, o Tribunal Penal Internacional, instituições criadas pelo sistema internacional e que teriam, claro, eh uma credibilidade maior para julgar eh lideranças e eh governos,
bem como aqueles envolvidos em guerra. Ou seja, não caberiam aos Estados Unidos fazer esse tipo de julgamento. Isso evidencia cada vez mais eh um argumento que nós Defendemos que os Estados Unidos, na verdade estão interessados no petróleo venezuelano. Isso não é novidade, mas justamente todos esses ataques desde agosto contra o narcotráfico e nós sabemos que de longe a Venezuela não é o país mais envolvido no narcotráfico da América Latina, todos esses ataques levaram os Estados Unidos hoje a capturar Nicolás Maduro e claro, ele deve apoiar agora eh uma nova liderança, seja um dissidente militar, seja
Oposição que dê condições dos Estados Unidos continuarem acessando o petróleo de maneira permanente. Eh, desta forma a gente vê eh esse julgamento eh de forma muito muito ruim, um aspecto muito ruim eh para toda a nossa região. >> Regiane, conversando conosco, já trazendo essa percepção sobre o que tá acontecendo nessa região do mundo. Estamos falando agora de uma informação que Luía Martins também nos traz. Regiane, nossa analista lá em Brasília Nos informa. Venezuela fechou a fronteira com o Brasil. Também temos imagens ao vivo agora da região da fronteira da Venezuela com a Colômbia. Gustavo Petro
já promove ali um reforço militar nessa região devido aos receios, também destacando a questão do aumento do fluxo migratório nas próximas horas. Mas agora a informação que temos é que a Venezuela na fronteira com o Brasil é já promoveu ali o fechamento dessa região, o fechamento da fronteira. Aí a imagem Ao vivo que a gente tem agora em imagens da fronteira da Colômbia com a Venezuela. Gustavo Petro foi um dos primeiros líderes internacionais a se manifestar. Realizou uma reunião de emergência durante a madrugada. É, destacava as preocupações nesse momento em território colombiano também. Além de
Gustavo Petro, outros líderes da América do Sul também já se posicionaram. É o caso do presidente do Chile, Gabriel Boret, também o presidente da Argentina, Javier Milei. Aqui no Brasil ainda não temos uma manifestação oficial, mas agora 10 horas da manhã deve acontecer uma reunião de emergência justamente para tratar sobre esse assunto entre o presidente Lula, que está no Rio de Janeiro e vai fazer essa reunião por videoconferência com o Ministério da Defesa e também com o Ministério das Relações Exteriores. Regiane, qual é o cuidado político e diplomático que o Brasil tem que ter ao
se posicionar Sobre esse ataque dos Estados Unidos à Venezuela? Essa sua pergunta, ela é bastante importante porque o Brasil deve calibrar muito bem o seu apoio em relação à soberania da Venezuela, mas sabemos que um apoio eh que que não é mensurado, ele pode ocasionar ainda maior rivalidade ou mesmo dar combustível para oposição aqui no Brasil. O que eu quero dizer? O Brasil vem tentando, o governo do Lula vem tentando eh uma saída diplomática Para esse conflito. Aliás, desde maio de 2023, no consenso de Brasília, tentou se aproximar da Venezuela. No entanto, nós tivemos diversos
desafios dessa relação. Por exemplo, a ameaça de recuperar o território de Equibo, que talvez utilizaria território brasileiro para tanto, bem como eh tivemos as eleições de 2024, que nunca foram provadas. O Brasil pediu tanto que pudesse eh acessar as atas, que as atas das eleições foram fossem reveladas e a Venezuela nunca fez isso. Ou seja, a Venezuela preferiu se distanciar do Brasil, manter uma relação muito mais próxima com Rússia, por exemplo, e outros países aliados, o que dificultou o diálogo, uma relação diplomática mais próspera entre os dois países. Claro que desde então nós estamos sofrendo
eh com eh um fluxo migratório crescente, não apenas o Brasil, mas Colômbia, Argentina, Chile, todos os países da América do Sul. E desde os ataques de agosto de 2025, que os Estados Unidos realizaram contra a Venezuela, o Brasil vem apoiando de maneira comedida o governo venezuelano. Ou seja, nós assumimos que o governo venezuelano já rompeu com as instituições democráticas há muito tempo. No entanto, entendemos que também eh a democracia ela só vai ser construída a partir da sociedade civil organizada, a partir eh do desejo e do empenho da população venezuelana. Eh, a Democracia não vai
conseguir ser imposta eh de fora para dentro dessa forma. Ou seja, eu vejo que começa aí uma nova fase da Venezuela, mas uma nova fase ainda bastante difícil, porque tampouco nós sabemos eh se vai haver eleições ou quem vai assumir agora o governo venezuelano. >> As incertezas nesse dia 3 de janeiro de 2026, quando Estados Unidos atacam a Venezuela. Eh, imagens nesse momento que chegam, das consequências desses Ataques. Ainda não temos a real dimensão dos danos após os bombardeios. O que já temos de confirmação é de que Caracas e pelo menos três estados venezuelanos registraram
danos, mas sem maiores detalhes. Regiane Bressã, mais uma vez muito obrigada por sua participação aqui conosco e até uma próxima. >> Fico à disposição. Até uma próxima. A gente, claro, vai aqui acompanhando em detalhes as imagens que chegam nesse momento do território venezuelano. Repito, a informação com relação à fronteira do Brasil com a Venezuela foi fechada e também na fronteira com a Colômbia, o que temos de informações por parte do governo colombiano é de um reforço militar, militares colombianos que foram enviados para essa região. Inclusive CN internacional agora traz uma informação de que os Estados
Unidos não avisaram a Colômbia com antecedência sobre a operação na Venezuela. Portanto, também agora a manifestação que vem de Uma fonte à CNN de que não houve qualquer tipo de comunicado com relação a essa ação dos Estados Unidos em território venezuelano. Também uma outra atualização que trazemos também pela CNN Internacional do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. A Rússia busca esclarecimentos imediatos sobre as alegações dos Estados Unidos de que capturou Maduro. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu esclarecimentos, portanto, depois que os Estados Unidos anunciaram a captura e também a expulsão de Nicolás Maduro
e de sua esposa. Tô aqui trazendo na íntegra o que escreve nesse momento o CNN Internacional, trazendo aqui a aspas do que disse o ministério. Solicitamos um esclarecimento imediato dessa situação. A Rússia afirmou que tais ações si verdadeiras constituem uma violação inaceitável da soberania de um estado independente, cujo respeito é um princípio fundamental do direito Internacional. Américo Martins, mais uma atualização, portanto, por parte da Rússia, que já vinha manifestando apoio à Venezuela. algo esperado de um aliado nesse momento. >> Sem dúvida, Carol, a gente tá vendo essas manifestações dos países aliados do regime do Maduro,
como a Rússia, Belarus, que é muito próxima da Rússia também, Irã, Cuba, todo se manifestando aí claramente contra esses ataques, classificando-os aí como um ataque à Soberania da Venezuela. Existe, Carol, uma preocupação muito grande de muitos eh países com relação a esses ataques. A União Europeia, por exemplo, condena o regime do Maduro, condena aí as ligações ou supostas ligações que ele tenha com o narcotráfico, mas não pode, obviamente, apoiar claramente esse tipo de ataque militar. E por que, Carol? Por que essa preocupação de países que têm boas relações com os Estados Unidos, que não tem
ali nenhuma nenhum interesse em Defender o Maduro com relação aos ataques? Porque isso é uma forma de, na prática, os Estados Unidos irem desmontando ainda mais o sistema jurídico internacional, o multilateralismo. Esse ataque dos Estados Unidos, da forma como foi feito contra a o regime do Nicolás Maduro, foi muito efetivo, foi bem-sucedido, capturou o ditador venezuelano, retirou, derrubou ou tirou do poder, mas do ponto de vista da Legislação internacional não tem eh uma base que justifique a ação da forma como ela foi feita, porque afinal de contas, especialmente a parte militar dessa ação, porque não
há um mandato dos Estados Unidos concedido pelo conselho de segurança da ONU, por exemplo. Os Estados Unidos, ao longo aí do deste ano de mandato do presidente Donald Trump na Casa Branca, solapou o sistema multilateral em vários aspectos, em especial na questão retórica, mas tomou Algumas atitudes, como por exemplo, a questão das tarifas, não comparecer a COP 30. Esse ataque vai ser encarado por muita gente, pelos críticos e por muitos países que tentam manter um certo equilíbrio ali nas ações, como um ataque também ao multilateralismo. A gente já conversou que isso é muito popular nos
Estados Unidos, vai provavelmente ser usado pelo pelo presidente Donald Trump para estimular ali a sua aprovação, mas no cenário internacional é muito Preocupante porque é um ataque direto também ao sistema multilateral. É, os Estados Unidos colocando na prática ali a lei do mais forte que o próprio presidente Donald Trump vem defendendo como uma substituição a esse sistema das regras internacionais. >> Américo Martins, enquanto traz análise pra gente, informações, as imagens que temos agora e colocamos em destaque em tela são imagens do estado de Miranda, um dos estados atingidos por esse Ataque, veículos militares completamente destruídos.
Além de Miranda, Laguaira e Arágua também foram estados atacados. Vale destacar que Laguaira abriga os principais portos da Venezuela. Arágua abriga a base aérea militar. É uma zona também onde há um grande uma grande densidade populacional, destacando também que a sede da Força Aérea Venezuelana, segundo autoridades venezuelanas, também foi atingida. Instalações elétricas afetadas. Esse é o Balanço que temos até aqui. Autoridades venezuelanas, neste momento, ainda estão colhendo informações e devem trazer um balanço geral sobre os ataques confirmados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A gente, claro, vai seguir na expectativa sobre mais detalhes sobre
o que dirá Donald Trump. Ele que fará um pronunciamento às 11 horas da manhã, horário local, em Maralago, 1 hora da tarde, horário de Brasília. E agora 10 horas começa uma Reunião do governo brasileiro. Presidente Lula, Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores, devem se reunir por videoconferência para tratar sobre a situação da Venezuela e depois a emissão de uma nota deve ocorrer. A gente, claro, vai acompanhar tudo isso. É programação aqui especial da CNN Brasil, é Break News em contato com o CNN Internacional. Eu fico por aqui. Agradeço a você pela companhia. Confiança no
nosso trabalho, Nas informações que a CNN Brasil te passa em tempo real e seguimos aqui com informações a todo minuto na companhia do Gustavo Uribe. Um ótimo dia para você. Breaking news. >> Bom dia. São 10:05. Nós estamos no Agora CNN. Break news do que Donald Trump prometeu e cumpriu. Os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram o ditador Nicolas Maduro. Eu sou Gustavo Uribe e nós vamos juntos nas próximas Horas analisar qual é o impacto disso. O que acontece com a Venezuela a partir de agora? Haverá um fluxo migratório ao Brasil? A fronteira acabou
de ser fechada. É o que informa. Como os Estados Unidos vão se comportar a partir de agora? Vão retomar a possibilidade de uma democracia na Venezuela. A comunidade internacional fala de crime de agressão pelo código de Roma. Será que Maria Corina Machado será a nova presidente? Todos os detalhes Vocês vão ver aqui no Agora CNN com notícias de última hora, com o pronunciamento de Donald Trump marcado para as 13 horas, com a reunião marcada para agora pelo presidente Lula. E a gente começa com informação nova. O presidente Lula se pronunciou pela primeira vez desde esse
ataque ocorrido durante a madrugada. Eu vou ler agora o tweet publicado pelo presidente nas redes sociais. O presidente disse: "Os bombardeios em território venezuelano e A captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países em flagrante violação de direito internacional é o primeiro passo para o mundo de violência causa e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força consistente Com a posição que o Brasil sempre
tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e a ameaça à preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas precisa responder de forma vigorosa esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da Cooperação. Eu acabei de apurar que o chanceler Mauro Vieira está retornando a Brasília para uma reunião de emergência que nós demos mais cedo entre o presidente Lula, militares
e também diplomatas. O presidente Lula ainda aguarda no Rio de Janeiro, mas já há parte da equipe ministerial, equipe do Palácio do Planalto, que disse que o presidente pode interromper o recesso de final de ano e retornar a Brasília para avaliar o cenário. A Luía Martins trouxe A informação agora a pouco de que a fronteira em Roraima, em Pacaraima, foi fechada. Nós trouxemos, eu e a nossa âncora Débora Mergamasco, uma apuração mais cedo que confirma essa iniciativa do governo brasileiro. O governo receia uma crise migratória na fronteira com a Venezuela. Uma crise que já aconteceu
em episódios passados de instabilidade política e militar no local. Vocês lembram da operação acolhida? Uma operação que foi instituída pelo governo Dilma Russef e Michel Temer para acolher os venezuelanos. Pois bem, desde que começaram as ameaças de Donald Trump, o ministro José Musto Monteiro mantém um destacamento militar na fronteira. Eu conversei hoje de manhã com o ministro da defesa. Ele disse que o governo brasileiro observa o cenário com cautela, não tomará nenhuma decisão precipitada porque ainda não compreendeu exatamente quais são as intenções dos Estados Unidos. O que a gente sabe neste Momento é uma fala
em conversas reservadas pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rúbio, que ele sinalizou que não haverá mais ataque à Venezuela, que os ataques já foram feitos, que Nicolás Maduro foi capturado. Nós ainda não temos a informação do paradeiro do ditador venezuelano, temos uma repercussão mundial sobre o assunto e agora o desafio é saber o que os Estados Unidos querem com a Venezuela. É um ataque ao Narcotráfico? é uma tentativa, por exemplo, de tomar os campos de petróleo ou é restabelecer a democracia que há bastante tempo já foi destruída nesse país da América do Sul. Pra gente
analisar os últimos acontecimentos no país vizinho ao Brasil, nós vamos conversar agora com o cientista político Silvio Cioni. Ele é diretor da consultoria Eurasia Group. Silvio, seja bem-vindo aqui ao nosso agora CNN Breaking News, edição especial. Silvio, Primeiro gostaria que você analisasse um sobrevoo geral. Como você viu esse ataque dos Estados Unidos? Era uma ameaça, uma promessa de Donald Trump? E como olhar a partir de agora pra Venezuela? Bom dia, Gustavo. Bom, em primeiro lugar, esse ataque ele é a culminação de um processo já de alguns meses de pressão cada vez maior dos Estados Unidos
sobre a Venezuela, com um interesse cada vez mais eh manifesto na Mudança do regime na Venezuela. Então, eh, nesse momento, pensando primeiro só nessa relação entre Estados Unidos e Venezuela, enquanto Maduro vai ser levado a Nova York para ser julgado eh pela lei norte-americana, e a entrevista ou o pronunciamento do presidente Trump agora eh daqui algumas horas vai ser importante pra gente entender os próximos passos desse processo. muito eh do desenrolar dessa crise. Vai depender de como o regime venezuelano responde a Tudo isso. O presidente foi retirado do país, mas o regime, por enquanto, continua
de pé, tem uma linha sucessória. Eh, há alguns caminhos possíveis, mas um deles é o de que a vice-presidente eh assuma o poder. E, ah se a gente ainda não sabe como o regime vai se comportar, como as ruas vão se comportar, se a população venezuelana vai ter um impulso, vai eh ter um aumento no fluxo migratório, ah se vai ter eh manifestações, protestos contra o Governo ou contra os Estados Unidos, enfim, a depender da resposta inicial da sociedade venezuelana, é possível que a o próximo presidente ou a próxima eh presidente, quem suceda Maduro nesse
esse eh curtíssimo prazo eh mostre um eh tente eh acomodar a situação, não tente responder a aos ataques dos Estados Unidos com uma ah com um contra-ataque. passa, como o próprio Maduro já vinha tentando nos nas últimas semanas, demonstrar aos Estados Unidos um Espírito de ã de restrainth, de acomodação, tentar negociar com os Estados Unidos, abrir diálogo para tentar dessa maneira proteger a estabilidade do regime. Se os Estados Unidos conseguirem com a o próximo presidente eh aumentar as melhorar as relações, abrir reabrir a embaixada em Caracas, eh se colocar novamente em uma posição de investir
no setor de petróleo em outras partes da economia venezuelana, a transição paraa Democracia, ela pode ser mais lenta, mais gradual um regime que tenta se defender de maneira mais estável, mas se o regime eh tiver sofrer com divisões internas com uma eh insatisfação popular ou dificuldade de de conter a estabilidade ou de manter a estabilidade social, a gente pode ter um processo mais caótico e com um risco maior de repercussões pros países vizinhos como o Brasil. Silvia, a gente viu, e isso surpreendeu Muito a comunidade internacional, a não reação do governo venezuelano, porque Nicolás Maduro
fazia uma série de promessas de que havia uma milícia venezuelana bolivariana que poderia reagir, que eles tinham as baterias antiaéreas cedidas pela Rússia e pela China, mas nós não vimos uma reação. Pelo que você viu, a Venezuela foi pega de surpresa, apesar de todas as ameaças já feitas por Donald Trump. não foi pega de surpresa, porque esse Ataque vem sendo preparado há muitos meses. Eh, e alguns ataques preparatórios aconteceram, não só os ataques contra os barcos fora do território venezuelano, mas recentemente também um ataque no litoral da Venezuela contra o que os Estados Unidos dizem
ser um centro eh de distribuição de eh drogas. Então, a Venezuela também vinha se preparando, eh, e o Maduro mesmo já, eh, não, já tomava mais precauções com a sua própria segurança, já não já Cancelava eventos, eh, havia informes de que ele já evitava passar muito tempo em um determinado local e mesmo assim a Venezuela não conseguiu mostrar qualquer poder de reação. Não foi eh surpresa, foi falta eh de condições mesmo até materiais para responder esse ataque dos Estados Unidos. Agora, eh, isso vai ser levado em conta pelo e regime, por quem assume o lugar
do Maduro na condução desse regime. Eh, ficou claro que não existe como manter a estabilidade eh Desse governo diante de uma pressão externa tão grande. Não, não tem eh condições materiais para isso. Então, qualquer um que suceda o Maduro, eh, provavelmente vai se vai manter a retórica que o próprio Maduro vinha apresentando de tentar estabelecer um diálogo e a partir desse diálogo tentar eh interromper essas ações militares dos Estados Unidos. Se isso eh acontecer em um contexto de coesão do que sobrou desse regime, das figuras centrais desse Regime que continuou na Venezuela, o regime pode
se manter eh por mais tempo e tentar conduzir eh ou controlar essa transição democrática que traz a oposição de volta pro jogo. Mas se as divisões forem muito grandes, e a gente tem que lembrar que os Estados Unidos vinham incentivando eh defecções, traições, tinha uma uma recompensa pelo Maduro. Se isso foi parte também da do ataque de hoje, se teve algum tipo de traição interna, eh aí as condições pro Regin se sustentar por mais tempo vão ser menores, vai ser mais difícil. Silvio, eu vou pedir para você esperar um pouquinho. A gente tá com Silvio
Coni, que é Deasia Group. A gente vai ouvi-lo um pouquinho mais sobre esse cenário de turbulência aqui na América do Sul, mas eu vou convocar o nosso analista senior de internacional, Américo Martins, que tem observado esse quadro como Ninguém. Américo, seja bem-vindo a essa nova edição do Break News do Agora CNN. Gostaria que você analisasse um pouco, Américo, essa fala de Lula. Lula se pronunciou pela primeira vez, fez um discurso bastante enfático contra esse ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Como você vê, Américo, a partir de agora o papel do presidente Lula? Ele já tinha
se oferecido a Maduro e a Trump para ser um mediador da paz na região? Como ele pode atuar junto aos Estados Unidos eventualmente para tentar estabelecer Uma democracia na Venezuela? Bom dia, Uribe. Um prazer estar aqui com você. Bom dia a todo mundo que tá nos acompanhando, que se juntou à gente aqui nessa cobertura. Agora vamos analisar aqui, eh, Uribe, essas declarações do presidente Lula. Ele foi, em primeiro lugar, foi uma declaração dura feita aí pelas redes sociais, foi uma declaração eh muito clara da posição que ele adotou como chefe de estado do Brasil, condenando
os bombardeios e a captura Também do eh Nicolás Maduro. Ele diz que isso é uma afronta a soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso pra comunidade internacional. Ele lembra, obviamente, Uribe, que essa é uma posição histórica do Brasil. O Brasil historicamente, não é apenas neste governo do presidente Lula, mas historicamente o Itamarati defende alguns princípios na política eh internacional, como o princípio da soberania, da interferência nos assuntos E de outros povos, da intervenção. E o presidente Lula lembra isso. Ele diz nessa declaração que é uma declaração forte, que diz claramente que o Brasil
condena, o governo brasileiro condena as ações americanos, ele diz que essa é uma posição que é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões e li e diz que isso lembra os piores momentos da interferência dos Estados Unidos na América Latina. O Presidente Lula tá querendo aqui reafirmar essa posição de que o governo brasileiro eh historicamente é contra esse tipo de intervenção em outros países. No entanto, ele provavelmente vai ser criticado pela posição adotada com relação à guerra na Ucrânia, por exemplo. O Brasil sempre condenou
a invasão da Rússia. O presidente Lula sempre lembrou que ele próprio condena a invasão da Rússia, mas nunca se posicionou de uma forma tão forte como Neste caso, por exemplo, na defesa da integridade lá da soberania. da Ucrânia. Então ele certamente ele tá aqui tentando inclusive deixar claro qual é a posição histórica do Brasil para se proteger de eventuais críticas, mas essas críticas virão e virão certamente com relação à questão da Ucrânia. Agora, o presidente também condena, obviamente essas interferências na política. lei, note que ele não se refere aos Estados Unidos em momento nenhum neste
neste Ato, nessa declaração dele, ele condena as ações e tal, mas não se refere ao presidente Donald Trump, não se refere ao Estados Unidos. E no final ele diz que a comunidade internacional por meio da ONU, que tá praticamente falida, não vai ter muitas condições de fazer nada, inclusive o Conselho de Segurança que tá paralisado, ele diz que a comunidade internacional precisa responder, que o Brasil condena as ações, mas que segue à disposição para promover a via do Diálogo e da cooperação. O que que o presidente tá tentando fazer aqui, Uribe? em primeiro lugar, ser
muito claro na condenação e lembrando a posição histórica do Brasil, não apenas desse governo dele, mas sendo muito claro, muito duro com relação à condenação dos ataques e a captura do Maduro, mas também tentando deixar aberto ali uma via do diálogo. Presidente Lula não quer eh eh criar problemas que fechem o canal de diálogo Que ele conseguiu abrir com muito sucesso, inclusive recentemente com a Casa Branca, com o presidente Donald Trump. Os dois já conversaram pelo telefone várias vezes, já se encontraram na Malásia. O presidente Lula já telefonou diretamente pro presidente Donald Trump para tratar
desse assunto, inclusive falando do combate ao narcotráfico e se colocando, como você lembrou, a como um mediador ou um potencial mediador do conflito com a Venezuela. Mas nem o Maduro e nem o Trump quiseram essa mediação eh do presidente Lula. Então ele tenta, ao mesmo tempo em que critica as ações dos Estados Unidos, ele tenta deixar aberto um caminho pro diálogo, falando isso claramente, que o Brasil segue à disposição para promover a vida do diálogo e da cooperação. Muito provavelmente ele vai tentar algum tipo de contato em algum momento com o presidente Donald Trump para
discutir Essa situação, se oferecer mais uma vez para e eventualmente ajudar a mediar o que vai vir na Venezuela, porque a gente não sabe o que que vai acontecer. Então, o presidente Lula, ao mesmo tempo em que critica as ações dos Estados Unidos, sem mencionar diretamente nem o presidente Trump e nem o governo americano, também tenta deixar aberta uma porta pro diálogo. O problema, Uribe, é saber se isso vai funcionar, porque no momento que você critica as ações americanas da Forma como o presidente criticou, talvez isso tenha sim um impacto nessa via do diálogo que
o presidente também quer preservar. >> Acertou na forma errou na dose. Deveria ter sido um pouco mais a menina. Exatamente, Américo Martins, porque no momento que nós temos a Colômbia com Gustavo Petro, porque a Colômbia sempre foi o principal mediador dos Estados Unidos junto à Venezuela, em uma relação turbulenta, o Brasil tinha oportunidade De substituir a Colômbia nessa mediação da Venezuela. E você tem toda a razão, dois pesos e duas medidas, não houve. é o mesmo crime de agressão pelo Estatuto de Roma, invasão de uma outra soberania, de um outro país. E a gente não
viu essas mesmas palavras e ênfases quando a Rússia de Vladimir Putin invadiu a Ucrânia de Volodimir Zelensk. A gente vê um cenário muito conturbado das potências invadindo países menores com interesses econômicos, né, Américo Martins? Nós tivemos os exercícios militares da China sobre Taiwan, nós tivemos a Rússia invadindo a Ucrânia e agora esse ataque dos Estados Unidos a Venezuela. Isso mostra um precedente perigoso, Américo Martins, de potências, utilizando os ataques de outras como justificativa para fazerem incursões militares que tenham interesses econômicos? Sem dúvida, Uribe. Você foi exatamente ao ponto. O que nós estamos vendo é um
Enfraquecimento do multilateralismo. Esse é um ponto, inclusive, que o presidente Lula vem alertando já há bastante tempo e vem fazendo vários discursos em defesa desse multilateralismo, que é um sistema de geopolítica internacional que é baseado em regras, em princípios, em mediação através das organizações internacionais. no comércio a OMC, a Organização Mundial da Saúde, por exemplo, em questões sociais, a ONU e seu Conselho de Segurança com relação a conflitos pelo mundo. Essa ordem tá sendo bombardeada. Essa ordem está acabando, está acabando muito por ações da Casa Branca, como o presidente Donald Trump, que vem sabotando sistematicamente
esse sistema multilateral, mas também não vamos nos enganar, por ações de autocratas, como o Vladimir Putin na Rússia e o ditador Xinpim na China. A todos eles que são grandes potências militares e no caso de China e Estados Unidos, grande potências Econômicas também. E a Rússia também tem o seu poderio econômico, embora, obviamente, não do tamanho de Rús, de China e de Estados Unidos. A todos esses países interessa, no final das contas, uma substituição desse regime. E isso vai ser substituído pelo quê, Uribe? Por pelo pela lei do mais forte. Quem pode mais, age mais
e determina as suas áreas de influência. O presidente Donald Trump e o seu governo deixaram isso claríssimo no final do ano passado, quando Publicaram a a nova estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos. Eles falam claramente em dividir o mundo em zonas de influência. Tanto que a América Latina é a primeira parte dessa dessa desse documento de estratégia nacional. os Estados Unidos dizendo que vão exercer o controle da América Latina, que vão tratar governos que são parceiros dos Estados Unidos, que tem uma posição ideológica, comercial, eh, aberta a negociar com os Estados Unidos De uma
forma e vão tratar, inclusive, como estamos vendo agora na Venezuela, países que são rivais na na região dessa forma, ou seja, tentando subjulá-los para eh que eles atendam os interesses dos Estados Unidos. Isso interessa também a Rússia para agir na Ucrânia. Nós estamos vendo isso agora nessa negociação que tá acontecendo para um suposto acordo de paz na Ucrânia. Nós estamos vendo a Rússia usando também essa lei do mais forte, tentando impor Eh condição paraa paz no continente, com os Estados Unidos, basicamente concordando com as demandas demandas russas e praticamente abandonando a Ucrânia. a gente vê
a China cada vez sendo mais assertiva em Taiwan e vai ver o que tá acontecendo na América Latina e na Venezuela e também o desfecho da guerra na Ucrânia como uma luz verde para agir em algum momento contra Taiwan e tentar anexar Taiwan ao seu território. Então nós estamos vendo um Momento histórico, Uribe muito importante e esse é um grande ataque ao multilateralismo. Nós estamos vendo um processo em que o multilateralismo tá sendo sabotado e abandonado não só pelos Estados Unidos. Importante que isso fique claro, e tá sendo substituído pela lei do mais forte. Isso
vai ter implicações no mundo inteiro e vai ter severas implicações na América Latina. A gente tá começando a ver isso com essas ações. Os Estados Unidos tentam Justificar essas ações como ações contra um estado eh narcotraficante, contra um presidente que não era legítimo porque fraudou as eleições do ano passado, vem vem administrando como uma ditadura ali de fato a Venezuela. Mas a justificativa dos Estados Unidos para essa ação é uma justificativa do narcotráfico. De qualquer forma, é um grande ataque contra o sistema multilateral. É, não há inocentes e bonzinhos de nenhum lado, né, Américo Martins,
a gente tem Nicolás Maduro com regime ditatorial severo que fez a população venezuelana sofrer bastante. Mas a gente não pode esconder também a análise que é feita nos Estados Unidos dos interesses econômicos americanos de influência na Venezuela e também da grande quantidade de petróleo explorada por esse país. Américo Martins, obrigado meu amigo pela análise. O Américo Martins vai fazer uma pausa agora, mas ele volta mais tarde. Vou voltar com o nosso cientista Político, Silvio Coni, diretor da consultoria da Eurasia Group. Silvio, eu vou retomar uma pergunta a você que eu fiz um Américo sobre esse
posicionamento do presidente Lula. O Américo analisou que talvez foi exagerado demais pra tentativa de um país de se colocar como mediador na relação Estados Unidos e Venezuela, ainda mais quando a gente tem uma Colômbia que sempre foi a mediadora histórica, passando por problemas na relação entre Donald Trump e Gustavo Petro. Como você observa esse posicionamento de Lula? E há oportunidade nesse nesse painel de o Brasil se colocar como esse mediador? Acredito que haja essa oportunidade, sim, Gustavo. Eh, não sei se foi exagerado, eh, sabendo que essa manifestação do Lula já vinha sendo sinalizada também de
antemão aos norte-americanos. Também não vem como uma surpresa. O Lula já vinha sinalizando nas conversas com o Trump. Eh a sua preocupação com a questão venezuelana e já tinha deixado claro eh que qualquer tipo de ataque levaria a uma condenação pública por parte do Brasil, assim como está levando por parte de outros países. Então também não é algo que eh pegue os norte-americanos de surpresa. O comunicado termina com esse chamado ao diálogo e a moderação. Então eu acho que também é possível que já ainda esteja dentro do script e os americanos vão Precisar de eh
mediadores, de atores para eh fazer esse diálogo entre o regime que continua em Caracas e a oposição. A gente tem que lembrar que o governo venezuelano ele não é reconhecido nem pelos Estados Unidos, nem pelo próprio Brasil. E muitos países do mundo consideram que não só Maduro, mas agora os que continuam em Caracas, eles estão no poder de maneira ilegítima. Então, qualquer diálogo que esse governo tente eh ter com Washington Para tentar interromper os ataques, para permitir o retorno eh da embaixada americana ou de atividades norte-americanas na Venezuela, vai ter que conter de alguma maneira
o compromisso com a normalização democrática, mesmo que não seja imediato, mas tem que sinalizar que a oposição vai ter condições de retornar por via eleitoral. Eh, talvez não imediatamente se essa sinalização, a abertura com os Estados Unidos for mais Firme. E usando até como argumento a questão de governança. Também não basta você colocar eh a Maria Corina amanhã como presidente da Venezuela eh e esperar que isso pacifique o país do dia paraa noite. Eh, talvez o regime até se coloque com um compromisso de transição gradual, mostre abertura com os Estados Unidos e permita a desescalada
dessa situação. Nesse processo, o Brasil ainda pode sim ter um papel, mas claro, não é não é o único ator que se coloca, que se Credencia para essa função pela proximidade geográfica. É claro que o Brasil é um ator importante, mas você tem o México, você tem a própria Colômbia, eh, e outros atores, a União Europeia também, que podem atuar nessa intermediação entre o Washington e o regime em Caracas. >> Como você vê o papel da oposição venezuelana? oposição venezuelana que realmente tenta de alguma forma retomar a democracia na Venezuela, não tem Conseguido. Você acredita,
Silvio, que a oposição vai ter um papel importante ou nesse primeiro momento o foco dos Estados Unidos deve ser uma conversa com o exército venezuelano? A gente sempre lembrou isso de que todo o respaldo que Nicolas Maduro tinha no poder era do exército venezuelano e que, portanto, é necessário desmobilizar esse exército ou pelo menos ter algum tipo de diálogo com esse exército para que não haja uma reação contra os Estados Unidos. >> Eh, em algum momento, eh, seja ele no curto prazo ou no médio prazo, questão de meses ou eh pro final do ano, a,
a oposição deve cumprir algum papel, né? Se o objetivo final é de normalização do regime, é importante que tenha uma oposição articulada com lideranças que tenham legitimidade junto ao público venezuelano. Eh, então é importante que ela atue e não só atue de fora para dentro, mas que consiga se restabelecer dentro do território venezuelano. Mas Quem controla a chave desse processo por enquanto dentro da Venezuela, ainda é o exército e ainda é o regime de a que sobrou agora do regime com a saída do Maduro. Eh, são quem vão garantir as condições de segurança, por exemplo,
não só para as eleições, mas pra própria atuação dessa oposição. Então, se o exército e esse governo se comprometem com uma transição, ainda que seja gradual, a oposição passa a ter as condições de atuar e mais rápido ou mais Lentamente vai poder retornar ao a jogo eh político na Venezuela. Se o exército e o regime se fecham, eh, esperando que isso seja o único caminho para sobrevivência e tentando contar com apoio de aliados internacionais, daí a pressão dos Estados Unidos vai continuar, inclusive a pressão militar. E é esse cenário que traz eh mais instabilidade pra
região. >> Nós conversamos com o cientista político, Silvio Cassoni, diretor da Consultoria Eurasia Group. Silvio, obrigado por ter aberto espaço na agenda nesse recesso aí de início de ano para falar nesse nosso breaking news aqui da CN Brasil. Obrigado. Espaço sempre aberto para você, Silv. >> Eu que agradeço. >> E a gente tem a honra. >> Muito obrigado. Tô à disposição. >> Obrigado. Obrigado, Silvio. E a gente tem a honra de ter aqui em São Paulo, aqui nos nossos estúdios, a Luciana Tadeu, a nossa correspondente de América Latina. Luciana, a gente tem visto agora imagens
ao vivo, não são na Venezuela, são no Chile. A gente tem muitos venezuelanos no Chile. Você trouxe essa informação durante as eleições. Tanto é que a vitória da ultradireita no Chile, um dos motivos foi a alta migração de venezuelanos ao país aqui da América do Sul, que é uma questão que também tem preocupado muito o Brasil. E a gente trouxe essa questão de uma crise Migratória sem precedentes, que é um dos radares aí de alerta do governo brasileiro. Como você tem visto essa possibilidade? E eu gostaria que você falasse também sobre o tom que as
autoridades venezuelanas têm usado diante dessa captura do ditador Nicolás Maduro? >> Oi, Uribe, boa tarde para você, para todos que nos acompanham. Pois é, é uma possibilidade que haja uma grande, um grande fluxo de venezuelanos saindo da Venezuela. Isso, claro, se houver a uma continuidade, né, desses ataques pelos Estados Unidos ou algum tipo de reação eh militar da Venezuela, o que a gente não vê até agora. É importante ressaltar que esses ataques aconteceram pelos Estados Unidos e a gente não tem informação de uma resistência. A gente lembra que nesses últimos meses Maduro falava de ter
5.000 mísseis antiaéreos, mísseis russos e a a gente não tem informações de que houve resistência por Parte da Venezuela a esses ataques que aconteceram. Mas se houver realmente uma situação de continuidade desses ataques, existe essa preocupação de uma saída massiva de venezuelanos do país. De fato, a Colômbia já anunciou que vai instalar um posto de atenção humanitária, de atendimento humanitário na fronteira. As pontes que conectam a Colômbia com a Venezuela são um local de grande fluxo migratório, principalmente nesses momentos de mais dificuldade na Venezuela. E o que a gente tem visto por parte das autoridades
venezuelanas é uma tentativa de afirmar que existe uma coesão civil militar cívico militar que as pessoas vão sair às ruas para defender o regime venezuelano. tentam mostrar imagens disso, inclusive de pronunciamentos de governadores e da Venezuela, chavistas, governadores se manifestando contra essa esse essa captura de Nicolás Maduro, essa captura que o regime venezuelano está Qualificando como um sequestro, de fato, pedindo que os Estados Unidos informem qual é o paradeiro de Nicolás Maduro. afirmam que não sabem aonde Nicolás Maduro está, nem ele, nem a então primeira dama da Venezuela, Cília Flores. A gente não tem nenhum
tipo de pronunciamento das autoridades venezuelanas falando em algum tipo de renúncia de Nicolás Maduro. Então, por enquanto, o discurso é de resistência de que eles vão resistir com o ministro da Defesa, Vladimir Padrino Lopes, afirmando que vai colocar forças totais militares nas ruas para resistir a essa situação. Diasdado Cabeio, que é o ministro do interior responsável pelas forças policiais da Venezuela, falando que os venezuelanos vão vencer essa essa batalha contra os Estados Unidos. Então, o discurso até agora é de que o regime venezuelano vai resistir e pedindo também informações sobre o paradeiro de Nicolás Maduro.
Inclusive há pouco falei Com o fiscal promotor, o procurador geral da Venezuela, Tareek William Sab e perguntei como estavam as coisas na Venezuela e ele me respondeu simplesmente firmes. O que as autoridades venezuelanas estão afirmando é que nesses ataques houve ataques em regiões onde havia civis e que estão averiguando para ver se há mortos e feridos nesses ataques que foram realizados pelos Estados Unidos. Uribe. >> É importante a gente ter nesse break News a nossa Lúci Tadeu, porque ela tem fontes na na Venezuela. A Luciana cobriu as últimas eleições fraudadas pelo regime ditatorial na Venezuela
e ela tem fontes dos dois lados. na oposição já conversou, por exemplo, já entrevistou a Maria Corina Machado e ao mesmo tempo tem fontes no governo Maduro. O que causa muito espanto, né, Luciana, e eu acho que também causou a você, a gente tava conversando aqui fora das câmeras, é essa reação de surpresa da Venezuela. Não era segredo para ninguém que Donald Trump fazia essas ameaças nos últimos tempos, inclusive a última fala de Nicolás Maduro, ele reconhecia os cartéis e oferecia ajuda aos Estados Unidos para combater os cartéis. Agora, essa omissão, essa falta de reação
mostra que a Venezuela foi pega de surpresa. De fato, eles não esperavam que Donald Trump fosse cumprir a promessa, né? >> Exatamente, Uribe. E importante lembrar Também que nesses últimos dias a Venezuela, a as Forças Armadas da Venezuela divulgaram diversos eh diversas informações de aviões abatidos pela Venezuela. aviões que, segundo o regime venezuelano, eram relacionados ao narcotráfico. Inclusive falou de aeronaves que foram abatidas perto da fronteira com o Brasil. Então eles têm tentado nesses últimos meses mostrar um poderio militar que pelo menos até o momento a gente não viu reagir a esses Ataques, né? a
própria questão dos mísseis mencionados pro Nicolás Maduro, mísseis antiaéreos, russos, que Nicolás Maduro eh afirmou que tinha em um dos seus discursos, pelo menos a não temos informação de que isso tenha sido usado contra eh contra para evitar esses ataques dos Estados Unidos. Ainda também não temos, né, detalhes de informação como eles aconteceram somente dessas questões dos bombardeios em diversos pontos de Caracas, inclusive, só para Situar, eh esse esses bombardeios aconteceram, por exemplo, na Assembleia Nacional da Venezuela, sede do Parlamento. Isso ficar no centro de Caracas, claro, durante a madrugada, o que deve ter evitado
que tingi, que a civis fossem atingido, mas uma região no centro de Caracas, onde fica a Assembleia Nacional, também o Fuerte Tiúa, Forte Tiúa, que é uma instalação militar muito importante da Venezuela. De fato, é o quartel para onde Hugo Chaves foi levado quando ele foi preso no na tentativa de golpe de 2002. Foi para lá que Hugo Chaves foi levado, né, nesse golpe eh eh militar e empresarial que ele sofreu em 2002. Base antiaérea foi foram atacadas antiaéreas foram atacadas na Venezuela, a estação de Lacarlota, que também é um ponto militar muito importante. Então
foi foram ataques muito cirúrgicos, como diziam as fontes que iriam acontecer, ataques cirúrgicos. Agora, o que a gente precisa Ver é se isso vai gerar uma ruptura militar. Por quanto tempo as autoridades venezuelanas vão continuar com esse discurso de resistência, afirmando que vão desistir, convocando a população para sair às ruas, convocando todas as forças chavistas para se manifestarem, pedindo uma prova de vida de Nicolás Maduro ou se isso vai gerar algum tipo de fratura nos militares venezuelanos e vai haver alguma tentativa de eh um setor assumir o poder. Precisamos saber, Ainda é uma incógnita, se
houve algum tipo de negociação pra saída de Nicolás Maduro e agora é importante também olhar pros principais personagens do xavismo. Então, por exemplo, a vice-presidente DC Rodrigues, que é uma figura muito importante, de muito poder no xavismo, que foi inclusive, né, uma das pessoas que reconheceram essa captura de Nicolás Maduro, dizendo que não tinham informação de onde Nicolás Maduro está e pedindo uma prova de vida de Nicolás Maduro. Outro personagem muito importante, a Diosdado Cabeio, que é o ministro do interior, responsável hoje pelas forças policiais, já foi presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e é
uma pessoa que quando Hugo Chaves ia eh passar por operações em Cuba para tratar daquele câncer e ele diz pra população venezuelana que em sua ausência deveriam votar em Nicolás Maduro. Isso lá em 2013, antes dele ir para Cuba, no final de 2012 foi esse Discurso. Ele acaba morrendo em 2013, que leva depois a eleição de Nicolás Maduro em abril de 2013. Eh, quando Chaves faz esse pronunciamento dizendo que as pessoas deveriam votar em Nicolás Maduro, Diosdado Cabeio é o personagem que está ao lado dele. É um discurso em que aparece Chaves de Osdado Cabeio
e Nicolás Maduro é considerado o número dois do xavismo. Outro personagem muito importante na nesse círculo e chavista que sustenta o poder de sustentava até Agora o poder de Nicolás Maduro na Venezuela. É Vladimir Padrino Lopes, que é o ministro da defesa da Venezuela, que mantém esse discurso de nos atacaram, mas vamos resistir, não vão nos submeter. E outro personagem muito importante é Jorge Rodrigues, que é o atual presidente da Assembleia Nacional. Ele é irmão de Delc Rodrigues, que é a vice-presidente, e também é considerado um dos nomes mais importantes do xavismo, da eh sustentação
desse governo E inclusive foi negociador do xavismo com os Estados Unidos em diversas oportunidades e era um dos principais interlocutores do regime chavista com o Brasil. Ube. Tadeu é semestre, entende tudo que acontece na Venezuela, conversa com o governo e com a oposição e trouxe um panorama importante pra gente. Eu vou atualizar vocês agora aqui de São Paulo. A reunião do presidente Lula de emergência com militares e diplomatas já Começou. O presidente está participando por videoconferência do Rio de Janeiro e há a possibilidade de Lula retornar a Brasília. A confirmação que nós temos é que
o chancelar Mauro Vieira vai se deslocar a capital federal numa espécie de gabinete de emergência para entenderem exatamente quais são as implicações desse ataque, como o Brasil pode dialogar com os Estados Unidos e a Venezuela e como lidar com a possibilidade de um fluxo migratório. A Luía Martins, nossa analista de política, trouxe a informação que a fronteira em Roraima, em Pacaraima, foi fechada pelo governo brasileiro e que os destacamentos militares das Forças Armadas seguem por lá. Eu conversei com o ministro da defesa e ele me disse, José Múcio Monteiro, que ainda não há uma decisão
de aumentar o efetivo militar na fronteira do Brasil com a Venezuela e defendeu cautela neste momento. A gente tá aqui com a nossa Editora de Internacional, a Mariana Catasse. Seja bem-vinda, Mariana, aqui ao Agora CNN. Vamos entender o futuro, o futuro da Venezuela em certo. A gente não sabe nem o paradeiro do ditador Nicolás Maduro, mas que olhares a gente precisa ter nesse momento? Quais são as opções avaliadas para a Venezuela? Possibilidade de retomada da democracia, uma interferência americana? Conta pra gente quais são os cenários aí no horizonte. >> Bom dia, Uribe. Bom dia a
todos que nos acompanham aqui no Agora CNN. Uribe, o que a gente precisa entender para conseguir projetar qualquer espécie de futuro paraa Venezuela, e isso são as avaliações dos especialistas com quem a CNN conversou, é que não é apenas Nicolás Maduro que mantém o regime chavista na Venezuela. Maduro era ali o chefe do executivo, mas o regime chavista também é apoiado por um amplo aparato que inclui tanto as forças Militares quanto o controle das forças das autoridades eleitora eleitorais, perdão, do judiciário. Então existe todo um aparato que sustenta o xavismo. O que nós sabemos até
agora é que Maduro foi levado pelos Estados Unidos, mas aparentemente pelas informações que chegam da Venezuela, outras autoridades continuam em Caracas e continuam emitindo comunicados oficiais. Delcir Rodriguez, por exemplo, a vice do regime, de Osdado Cabeio. Então, a gente Observa qual será o futuro de todo esse aparato para entender o que vai acontecer na Venezuela daqui paraa frente. O que diz a Constituição venezuelana é que na circunstância de ausência absoluta de Nicolás Maduro, o presidente, a vice Delc Rodriguez teria que assumir temporariamente e convocar uma eleição depois de 30 dias. O vencedor dessa eleição assumiria
então o poder da Venezuela e cumpriria um mandato de 6 anos. Então essa é a Primeira possibilidade, caso o aparato continue de fato no poder, Delc Rodriguees continue atuando como presidente interina em caso de a ausência absoluta do Maduro. Os militares continuem controlando a Venezuela, inclusive as autoridades eleitorais. Mas há também uma segunda possibilidade que tem sido muito especulada, que seria um governo de oposição liderado principalmente pelas figuras aliadas a Maria Corina Machado, A principal figura da oposição na Venezuela. A oposição defende que o presidente eleito da Venezuela é Edmundo Gonzales, que concorreu contra Maduro
em 2024. uma eleição que a gente se aprofundou muito aqui na CNN, que foi muito disputada e muito contestada internacionalmente. A oposição diz que Edmundo Gonzales venceu essa eleição, mas que o regime maduro não permitiu eh e não divulgou os resultados oficiais, o que eles dizem que são os resultados Reais, e teria manipulado essa eleição, que inclusive foi muito contestada por países ao redor do mundo. A Maria Corina Machado, que é a líder da oposição, quando ela esteve na Noruega há algumas semanas, ela disse que defendeu que Edmundo Gonzales assumisse a presidência da Venezuela. Diz
que a oposição prepara uma transição pacífica. Nesse momento ainda não tinha nenhum ataque em território venezuelano, mas ela eh congitou a ideia de Edmundo Gonzales Assumir a presidência e disse que foi convidada por ele para assumir como vice. Mas o que os especialistas falam pra gente, Uribe, é que um governo da oposição enfrentaria algum tipo de resistência entre a população venezuelana. Muitas pessoas que ainda se alinham ao projeto do xavismo, pessoas que são contra a interferência externa. Maria Curina Machado também é uma líder com um histórico polêmico que apoiou eh grandes operações na Venezuela. Então,
Um governo da oposição não é algo tão simples assim. A terceira possibilidade seria uma renúncia total das autoridades, dos militares alinhados ao xavismo, mas é algo que até o momento parece que não aconteceu, porque as principais autoridades continuam emitindo esses pronunciamentos, continuam dizendo que vão resistir, chamando a população venezuelana à luta. Então, até o que o que parece até o momento é que essas autoridades não Abriram mão completamente do poder, não renunciaram e fugiram. ou então um bombardeio e uma tomada militar total dos Estados Unidos, o que até agora também não parece que tenha acontecido.
Inclusive o secretário de Estado americano, Marco Rúbio, disse a um senador republicano dos Estados Unidos que não tem perspectivas de novos ataques na Venezuela agora que Maduro já foi capturado. É claro que todos esses cenários são muito incertos, Uribe, são Apenas exercícios de futurologia baseados no que os especialistas nos disseram. E a gente vai continuar acompanhando aqui na CNN para trazer os fatos desse futuro incerto da Venezuela. >> Interessante esse cenário que eu não fazia ideia que você trouxe de que a saída de Nicolás Maduro tem fazer a vice-presidente convocar eleições. E aí são eleições
diretas, não são eleições indiretas pelo Congresso, >> não. São eleições. Ela tem que convocar Eleições diretas para que a população vá às unas e releja um novo representante no prazo de 30 dias. Isso é o que diz a Constituição da Venezuela. Mas o que os especialistas dizem paraa gente também é que apesar da Constituição da Venezuela ser uma Constituição redigida de maneira democrática, com participação da população, a implementação das leis eleitorais é onde mora a falha. Então, precisaria haver também algum tipo de avaliação de reforma constitucional, Alguma maneira de fazer com que essas leis que
são democráticas de uma constituição que foi elaborada com base em princípios democráticos seja implementada. É narrativa, depende de quem tá no poder. A gente vê as últimas eleições, eles tinham que divulgar as atas eleitorais e não divulgaram, simplesmente atestando a vitória da oposição, que era o que apontavam algumas instituições independentes sobre um crio feito nas eleições venezuelanas. Então agora a gente vai observar esse cenário. Uma coisa a gente sabe, Mariana, tem muita gente comemorando o que aconteceu por lá, porque nós tivemos um fluxo migratório enorme da Venezuela desde que Hugo Chaves tomou o poder no
país sul-americano. Aí alguns institutos, a UEA falam em um número perto de 7 8 milhões de pessoas que já deixaram a Venezuela. E por isso a gente tem observado comemorações. A gente mostrou no Chile um grupo de Venezuelanos comemorando e nós temos também venezuelanos comemorando, Mariana, na Flórida. Essas imagens são de agora a pouco da Flórida. A comunidade venezuelana é muito grande nos Estados Unidos. Aquilo a única razão é Venezuela. Uma venezuelana aqui mostrando lá no Extra a única opção Venezuela. E aí com a imagem de Maria Corina Machado, que é a líder da oposição,
Make Venezuela great again. Pegando do slogan de Donald Trump, make America Great again. E a gente tem então os venezuelanos comemorando ao redor do mundo, vestindo as cores da bandeira da Venezuela. A gente vê as pessoas aplaudindo, cantando o hino venezuelano. Essas imagens são da Flórida. E nós temos também outros países da América do Sul. A comunidade venezuelana no Brasil é muito grande, principalmente em Roraima, em Pacaraima. Eu tava até tentando falar com o governador de Roraima para eventualmente ele entrar ao Vivo aqui na CNN Brasil para explicar se há uma apreensão, porque os hospitais
lá em Roraima chegaram a um nível de lotação máximo, porque essa população tem migrado muito para lá e tem também ajudado a economia brasileira. Isso é bom do Brasil. O Brasil recebe todos os estrangeiros de uma maneira favorável, sempre oferecendo ajuda como operação acolhida lá em Pacara. A gente viu, faça a Venezuela grande novamente, make Venezuela great again e aí em referência Ao slogan de Donald Trump. E nós temos também mais movimentos ao redor do mundo. A gente vai mostrar para vocês. Um dos integrantes, inclusive, dessa comunidade venezuelana disse pra nossa reportagem que a justiça
está sendo feita e que todos precisaram deixar o país de origem. E vamos observar exatamente se eles podem voltar à Venezuela quando se estabelece uma democracia. Como dizia o Churchill, né? né? O a democracia não é a melhor forma De governo, mas é a menos pior que nós temos até hoje. Eu vou chamar, Mariana, a Luía Martins, porque a nossa Luía Martins trouxe uma informação extremamente importante agora a pouco lá de Brasília de que a fronteira em Pacaraima, ou seja, no extremo norte do Brasil com a Venezuela, foi fechada. Lu, seja bem-vindo agora a CNN
nesse break news desse ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Conta pra gente qual foi por tomada essa iniciativa. O Brasil teme um Fluxo migratório ou até mesmo que esses conflitos armados cheguem ao nosso território nacional. >> Oi, Uribe, bom dia para você, para todos que estão conosco hoje. Eh, Uribe, foi uma decisão, né, da do lado da Venezuela de fechar a fronteira com o Brasil. O diretor-geral da Polícia Federal aqui do Brasil, né, Andrei Rodrigues, disse que o lado brasileiro continua normal, não teve uma iniciativa do lado brasileiro de fechar a fronteira, mas houve essa
Essa eh essa determinação por parte do lado da Venezuela. E o que a gente poôde obter também de informação, eh, segundo o próprio diretor-geral da PF, os adidos da Polícia Federal, né, os delegados da Polícia Federal que são designados para postos no exterior, eh, no caso da Venezuela, estão já na embaixada do Brasil em Caracas para, eh, prestar eh informações ali, colhendo informações para para prestar a a embaixada brasileira e também eh para antever Movimentos. Foi isso que disse o diretor-geral da PF, a CNN, em uma mensagem aqui que foi eh enviada. E segundo ele
também, por hora, todos estão em segurança, né? Isso tudo, obviamente, por conta eh desse anúncio, né, de Donald Trump de ter feito uma operação militar, um ataque militar de grande escala na Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro e a sua esposa e levando-os para fora eh do território venezuelano. Ainda não se tem notícia eh Do paradeiro, né, de onde eles estão. É, mas é isso, é, vai ser algo que enfim, estamos de de olhos atentos aí em relação a esse a esse ponto, né, Uribe? E é claro que é quando tem um ataque assim, um
conflito eh que eh diz respeito a um país vizinho, a Polícia Federal, né, o exército brasileiro costumam ter um foco de atenção ali em relação ao êxodo, né, que pode acontecer da Venezuela. E, eh, obviamente isso pode acabar impactando aqui a eh a a Vinda, né, de venezuelanos pro Brasil. A gente segue em contato não só com a Polícia Federal, mas também com o exército brasileiro, eh, que tem ali uma operação específica para recepção de venezuelanos, né, a chamada operação acolhida. E isso eh a gente tá apurando para ver se vai ter algum impacto mais
direto ao longo das próximas horas ou eh algum reforço eh na fronteira caso essa eh essa decisão da Venezuela de fechar a divisa com o Brasil seja eventualmente Revista. Estamos de olho para continuar acompanhando aí e todos os desdobramentos desse conflito. >> Muito importante a informação da Luía Martins. Eu tinha achado, Luía, que na verdade era o Brasil que tinha fechado a fronteira, mas não, a própria Venezuela. Isso remete às eleições. Quando houve as eleições e houve as principais contestações de fraude eleitoral, a Venezuela fez o mesmo, justamente para evitar a saída de venezuelanos do
país. Então agora a atuação do governo venezuelano fechando a fronteira para evitar essa saída. A gente também tá apurando se a fronteira com a Colômbia foi fechada, porque o maior fluxo migratório não é na fronteira de Roraima, porque tem a floresta amazônica, é de difícil acesso, mas pela outra fronteira da Colômbia. Eu trago também, Luía, atualizações daqui a pouquinho, principalmente da reunião que acontece agora por videoconferência do Presidente Lula com militares e diplomatas. Ela já começou, não terminou ainda, já tem quase uma hora de reunião. E eu também trago uma informação de que o chancelar
Mauro Vieira vai retornar a Brasília após o ataque à Venezuela. O ministro de Relações Exteriores está participando dessa reunião de emergência com o presidente Lula e vou além. Existe sim a possibilidade do presidente Lula interromper o recesso de final de ano no Rio de Janeiro e retornar a Brasília e para que haja uma negociação e uma mediação. Luía Martins, obrigado pelas informações. Nós aqui vamos para um rápido intervalo no nosso agora CNN break news do ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a gente vai trazer atualizações da reação do governo brasileiro, o paradeiro de Nicolas
Maduro. Vamos trazer às 13 horas o discurso de Donald Trump, o primeiro depois do ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a gente vai analisar quais São as opções pra Venezuela. Uma interferência externa, eleições democráticas, resistência do atual governo ditatorial. Eu trago todos os detalhes em instantes no nosso break news especial. 11 horas em ponto. Voltamos com break news do ataque dos Estados Unidos à Venezuela. O que nós sabemos até agora? Sabemos que o ditador Nicolás Maduro foi capturado. Marco Rúbio, secretário de Estado norte-americano, disse a um Senador republicano que os Estados Unidos não farão
mais ataques. Houve uma reação da comunidade mundial. A União Europeia disse que está olhando com lupa. O presidente Lula reagiu dizendo que é uma agressão indevida. Aliás, o presidente Lula está ainda no Rio de Janeiro em recesso de final de ano, mas numa reunião por videoconferência com militares e diplomatas. A nossa lista, a Luía Martins, trouxe a informação de que a fronteira entre Brasil e Venezuela foi Fechada pelos venezuelanos para impedir a saída durante esses ataques, esse cenário de instabilidade. Hoje nós temos alguns horizontes sobre o futuro da da Venezuela. O primeiro deles, uma reação
do governo ditatorial ao ataque dos Estados Unidos. Uma segunda, a convocação de eleições na Venezuela para que haja um novo presidente. E a última delas a possibilidade de uma interferência externa para que a oposição tome o poder no país. Eu disse Sobre essa reunião de emergência, nós temos o Pedro Moreira que acompanha no Palácio do Itamarati essas conversas. Pedro, acabei de conversar com o integrantes do Palácio do Itamarati, me disseram que a reunião já tem uma duração aí de 40 minutos. O Chanceler está participando dela. Chanceler, inclusive que decidiu voltar à Brasília. >> Oi, Urib,
bom dia para você. É ótimo sábado para quem acompanha a gente nesse dia de breaking news. Olha, a gente Também conseguiu confirmar já a presença também do ministro da defesa, José Múcio. Eh, nós desde cedo, né, pela manhã, começamos a acionar eh as pastas aqui do governo, né, os ministérios que poderiam ser mais diretamente ligados a esta questão, a esta crise. E por enquanto, assim, claro, tudo pode mudar ainda, né? O governo tá avaliando como vai responder a essa situação, mas por enquanto a gente sabe, por exemplo, que não participam o ministro da justiça, Ricardo
Lewandowski, que a princípio ele não foi convocado paraa reunião. Isso eh foi um motivo de indagação, já que é o Ministério da Justiça, por exemplo, que processa os pedidos de asilo, né, de exilados, que processa a questão dos refugiados, que é uma das principais preocupações do governo brasileiro neste momento também. Não, por enquanto, eh, não está prevista a participação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, mas vai haver sim Participação de representantes do Ministério da Justiça e da Polícia Federal. A reunião eh tava prevista para começar em torno das 10, 10:30 da manhã. Eh, toda
a imprensa de Brasília, né, de plantão nesta semana ainda, eh, plantão ainda do reveillon, né, nas redações, veio aqui pro Palácio do Itamarati, paraa sede do Ministério das Relações Exteriores, assim que a notícia dessa reunião foi informada e o palácio foi aberto para nós. Estamos aqui na sala de Imprensa, eh, todos reunidos, aguardando atualizações dessa reunião e também para saber se algum dos integrantes, né, se alguém que participa conversa com a gente na sequência. O que a gente sabe é que essa reunião foi realmente convocada, é uma reunião de emergência, né, convocada às pressas para
analisar qual vai ser a resposta do governo brasileiro para com relação a esses ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Até cogitou-se que o presidente Lula Voltaria a Brasília a tempo dessa reunião, mas como você disse, não. Ele permanece na base militar, né, na restinga de Marambaia, no litoral do estado do Rio de Janeiro. Deve participar por meio de videoconferência. Eh, mas não está descartada a possibilidade do retorno antecipado dele à Brasília. Eh, retorno que inicialmente estaria previsto apenas para segunda-feira. Eh, aqui no Itamarati, então, a gente aguarda um posicionamento Dos assessores, né, de quem cuida
da comunicação do Ministério das Relações Exteriores, eh, com atualizações dessa reunião que acontece a portas fechadas aqui no andar superior, né, no e próximo ao gabinete do ministro aqui no prédio principal do Itamarati. E a gente segue acompanhando, Rib. Vamos falar das repercussões que aqui no Brasil esse episódio acabou causando uma série de repercussões na direita e na esquerda. Conta pra gente, Pedro, Exatamente o que disseram os dois lados. UIB, de uma maneira geral, eh, parlamentares, lideranças da esquerda condenando, né, veementemente esses ataques, chamando de intervenção indevida, né, e de violação do direito internacional, da
carta da ONU, né, eh, e do lado, eh, das lideranças da direita da oposição ao governo Lula no Congresso Nacional, muitos elogios à ação e muitas críticas a Nicolás Maduro, né, que vem sendo classificado. Como os parlamentares da direita, como um ditador que precisava ser removido do poder. A gente separou aqui, né, algumas dessas manifestações. Por exemplo, o deputado Sorines Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, um dos um dos principais partidos da oposição, né, disse que a prisão de Nicolás Maduro não é apenas um fato político, mas um marco histórico e que ditaduras
podem parecer fortes, resistir por anos, silenciar vozes, prender opositores e manipular Instituições, mas não são eternas. A história é implacável com tiranos. mais cedo ou mais tarde, o poder sem legitimidade cobra o seu preço. Essa parte da postagem que Sóis Cavalcante fez agora a pouco nas redes sociais, aproveitando aí as as mídias sociais para se manifestar com essa questão. E na sequência eu destaco, por exemplo, a o que disse o líder do PT na Câmara dos Deputados, né, deputado Lindberg Farias do Rio de Janeiro, que repudiou com Veemência a ação dos Estados Unidos. Ele defendeu
o diálogo e uma solução negociada pelos organismos internacionais e diz que a bancada do PT na Câmara dos Deputados conclama as forças democráticas para defender a soberania dos povos latino-americanos, bem como encontrar soluções negociadas e pacíficas, sem o uso da força militar e com respeito ao povo venezuelano e à instituições democráticas daquela nação. Eh, se eu tiver mais um tempinho, Lib, a Gente pode destacar aí mais algumas falas, né, de parlamentares. Por exemplo, o senador Sérgio Moro da União do Paraná diz que o ataque americano representa o fim de Maduro e é melhor pra Venezuela
e para o mundo. Deputado Zulco do PL do Rio Grande do Sul, que foi líder da oposição na Câmara, né, também disse que o momento é verdade verdadeiramente histórico pra Améica Latina e que agora a Venezuela a Venezu perdão, a Venezuela tem a chance de Renascer e avançar. E do lado da esquerda, pra gente manter um equilíbrio aí, citar pelo menos duas falas, né, do outro campo político, Uribe, deputado Ivan Valente do PSOL, na gestão de Trump e os Estados Unidos revivem a sanha imperialista e defende que a comunidade internacional conden a ação na Venezuela.
Por fim, o líder, o vice-líder da Federação Governista no Congresso formado por PT, PV, PCDB, na verdade a vice líder da Federação na Câmara, deputada Maria do Rosário, destacou que a escalada de guerra do governo Trump chega à América Latina em busca de controle político regional e do petróleo do UIB. Temos informação de última hora que acaba de chegar break news. A Mariana Catace traz a informação que a CNN conseguiu apurar para onde será levado o Nicolás Maduro. Nós não sabemos onde ele está, mas já temos informação se o governo dos Estados Unidos deve julgá-lo.
>> É isso mesmo, Uribe. A CNN conseguiu confirmar com fontes próximas a toda essa operação que capturou o Maduro que o ditador venezuelano será julgado em Nova York, será levado para Nova York, está a caminho neste momento. O que as fontes da CNN informaram é que Maduro deve enfrentar acusações no Tribunal Federal de Manhattan. A procuradora geral dos Estados Unidos, Pen Bond, já tinha dito nas redes sociais que Maduro deve ser formalmente acusado das Seguintes ã acusações: conspiração pro narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para conseguir proteger
esses dispositivos. Essas são as acusações que Pen Bond disse que os Estados Unidos farão contra Nicolás Maduro, entre outras acusações que os Estados Unidos têm feito há muitos anos. Maduro eh tem enfrentado aí muitas críticas dos Estados Unidos por Supostamente liderar o narcotráfico. Não há eh o governo venezuelano nega que Maduro esteja na liderança do Cartel Del Soles, que é um dos cartéis que foram designados como organização terrorista pelos Estados Unidos. Mas o governo americano acusa Maduro de ser o chefe dessa organização. Desde 2020, no primeiro mandato do governo Trump, Maduro foi acusado de narcotráfico
e desde então as autoridades, a justiça americana tem tentado impor sanções, tem Inclusive conseguido muitas vezes agir para conseguir eh de certa forma cercar Maduro por essas acusações de narcotráfico e agora Maduro será será levado para Nova York para enfrentar as acusações no Tribunal Federal. As fontes da CNN também relataram que agentes do FBI trabalharam em parceria com as forças dos Estados Unidos nessa operação de captura e que agora no Tribunal Federal de Manhattan, Maduro vai enfrentar essas acusações. Lembrando que No primeiro governo de Donald Trump ele foi formalmente acusado. Logo depois, no governo de
Joe Biden, surgiu a primeira recompensa para quem capturasse Maduro no valor de valor de 15 milhões de dólares. Quando Trump voltou ao poder, aumentou essa recompensa para 25 milhões de dólares e recentemente para 50 milhões de dólares. Então, um esforço muito grande que os Estados Unidos vinham fazendo há anos para cercar maduro por essas acusações de Narcotráfico que agora vão pro Tribunal Federal no estado de Nova York. >> Importante informação de última hora aqui na CNN. A CNN teve informações junto a fontes americanas que Nicolás Maduro foi capturado, provavelmente está em posse das forças de
segurança dos Estados Unidos. em um trabalho que a Mariana Cantass trouxe com o FBI, CIA e Forças Armadas Americanas e vai ser levada aos Estados Unidos para um julgamento por uma série de acusações. A Gente vai ver a repercussão agora porque deve ter muitas nações do mundo que vão cobrar um julgamento internacional, não em território americano. Então a repercussão deve ser grande ainda mais dentro da Venezuela. Obrigado, Mariana Catace. Eu vou fazer uma entrevista importante agora pra gente analisar essa novidade que a CNN traz neste momento sobre o paradeiro de Nicolás Maduro. E eu chamo
para essa entrevista a Carolina Pedroso. Ela é professora de relações Internacionais da UNIFESP, à Universidade Federal de São Paulo. Carolina, seja bem-vinda ao Agora CNN. Essa informação cai uma bomba. a informação de que Nicolás Maduro está em posse ainda dos Estados Unidos e será levado para ser julgado em um tribunal dos Estados Unidos. Como a senhora vê esse cenário? Avalia que pode ter repercussão externa. >> É muito bom a gente ter agora um pouco mais de clareza do que tá acontecendo Com Nicolás Maduro, justamente porque uma das grandes preocupações nesse momento é esse cenário de
incertezas que se coloca com essa intervenção direta na Venezuela, não só para o próprio país, mas também para nós aqui no Brasil. Eh, eu acredito que esse julgamento de Nicolás Maduro nos Estados Unidos, ele demonstra num primeiro momento que eh deve haver, pelo menos por parte do governo norte-americano, eh um esforço para trazer provas palpáveis dessa Relação de Nicolás Maduro com o narcotráfico, porque embora essa seja uma suspeita presente eh no governo norte-americano em diferentes administrações, desde pelo menos o final do governo Obama, isso vai perpassando as outras administrações, eh até hoje a gente não
teve documentos que realmente comprovassem esse vínculo. O que sim se sabe é que há conivência de algumas autoridades locais venezuelanas com a passagem de droga pelo país, mas que não É comprovadamente um país que produz drogas, né? Quem produz as drogas de forma mais majoritária é a Colômbia. Então a Venezuela acaba sendo rota de escoamento, mas também não é a rota principal, principalmente para o mercado norte-americano, né? A maior parte da droga é escoada pelo Pacífico e, portanto, não passa pelo território venezuelano que só tem a costa banhada pelo Caribe. Eu acho que também é
um outro elemento importante dessa notícia É o fato de que não é a primeira vez eh que um presidente latino-americano é levado aos tribunais norte-americanos. A gente teve um caso recente que foi o caso de Honduras, né? o Juan Orlando Hernandes, eh, foi preso nos Estados Unidos, foi condenado e, ironicamente em dezembro de 2025 ele recebeu perdão presidencial do Trump, né? Então, ele foi solto da prisão com o mesmo eh foi preso, né, pela mesma pelo mesmo motivo, por narcotráfico, né, Honduras, que é Também classificado por boa parte das agências que tratam da questão de
drogas, como um estado que tem uma enorme presença dos grupos narcotraficantes em diferentes esferas do poder, né? Então, nesse caso, a gente teria o avanço do que é essa prática que já aconteceu em outros momentos, eh, no Caribe, na América Central para América do Sul, né? E esse é um dos grandes precedentes, né? Essa é a grande novidade nesse momento, né? Que a América do Sul tá se tornando, pela primeira vez na história, alvo de uma intervenção direta dos Estados Unidos. Um outro elemento pra gente tratar ainda, né, da questão eh do julgamento, é o
fato de que eh embora essas acusações de narcotráfico elas não estejam completamente comprovadas contra Nicolás Maduro, o que sim há eh em termos mais concretos contra ele, em termos do direito internacional, são acusações em relação a crimes de lesa Humanidade, de violações aos direitos humanos, eh, que foram levados inclusive por dissidências do xavismo e também pela oposição para outros tribunais. internacionais, como por exemplo o TPI, né, o Tribunal Penal Internacional. Então, nessa esfera, há muitos há muito mais elementos palpáveis para uma condenação do Maduro por crimes de violação contra direitos humanos do que na esfera
do narcotráfico. Então, acredito que o cenário que se avizinha Agora é justamente esse, né, da capacidade da comunidade internacional de eventualmente transferir essa jurisprudência de Nicolas Maduro para tribunais internacionais. chegado informações de última hora aqui à nossa CNN Brasil. A primeira delas foi como foi o processo de captura de Nicolás Maduro. E o que chega à informação é de que Nicolás Maduro e sua esposa estavam no quarto quando foram capturados e retirados pelas forças de Segurança norte-americanas com a participação da CIA e também do FBI. E mais, professora, nós tivemos declaração agora feita pelo presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump. O que que ele disse a respeito dessa incursão na Venezuela? Ele disse que houve poucos feridos e nenhuma morte. Ainda assim, a repercussão externa tem sido muito grande, né, professora, principalmente de alguns países em defesa dos Estados Unidos e outros críticas aos Estados Unidos. Como você tem visto essa atuação num contexto que a gente repercutiu agora há pouco também, né, professora, de outras nações querendo aumentar as zonas de influência, a China fazendo exercícios militares em Taiwan e também a Rússia fazendo ataques à Ucrânia. Eh, eu acho que não é possível
ser ingênuo analisando esse cenário da Venezuela, acreditando que realmente a retirada do Maduro se deu por esses crimes, né, de violação de direitos Humanos ou por atitudes autoritárias. Eh, a Venezuela hoje é uma das peças mais importantes do tabuleiro geopolítico global, porque no âmbito da América do Sul é um país, é um território que contém eh riquezas extremamente estratégicas, não só as maiores reservas de petróleo do planeta, mas também importantes reservas de gás natural, de minérios muito relevantes e de terras raras. Eh, além de ter, obviamente, alianças que foram Consolidadas ao longo das últimas décadas
com China e com Rússia. Então, não se trata somente de retirar um autocrata do poder, mas também de ter acesso a essas riquezas e esses minerais que já bastante tempo, né, o próprio Trump admitia que gostaria de ter acesso, né, de desse petróleo venezuelano. Então, eu acredito que esse elemento ele não pode ser descartado, né, desse cenário todo que tá colocado. Já se imaginava também até pelos Próprios sobrevos, né? vem acompanhando já desde pelo menos agosto, eh, os radares de voos, os muitos exercícios eh de eh aviões norte-americanos na costa venezuelana. Então, já dava para
supor que, provavelmente, seria um ataque mais cirúrgico e mais pontual, buscando o menor número de baixas possível, como, né, o próprio presidente Trump afirmou agora que não houve mortes. É uma informação que ainda tá um pouco desencontrada com alguns meios de Comunicação venezuelanos que informam que houve eh ataques a bombas em áreas residenciais, né, mas ainda não há muita clareza exatamente sobre qual foi, né, o dano concreto às pessoas que estavam ali nesses locais atacados. Eh, mas de toda maneira, eh, estava claro, né, que um ataque terrestre terrestre, que além de ter custos muito altos,
implicaria uma dificuldade ainda maior por conta eh da própria do próprio sistema de defesa venezuelano, que já era muito bem Treinado para uma possibilidade de ataque terrestre, não aconteceria, né, que o ataque aéreo seria muito mais provável e realmente os Estados Unidos foram muito eficazes em conseguir desarmar todo o sistema de defesa eh da, né, do ar, né, da todo o espaço aéreo. venezuelano, eles conseguiram destravar o sistema e com isso os ataques foram realizados e de fato pegaram eh tanto o Nicolás Maduro quanto sua esposa de surpresa. E não só isso, não só pegaram
O presidente de surpresa como eh por conta, né, dessa eficiência em destravar o sistema de defesa antiaéreo, as próprias Forças Armadas Venezuelanas não reagiram, né, não houve reação, mesmo sendo um país que já estava trabalhando com essa possibilidade de ataque há bastante tempo, né? Então eu acho que eh nesse sentido os Estados Unidos levaram alguns meses para conseguir planejar essa ação e foram realmente muito cirúrgicos. O que eu acho que se abre Nesse momento em termos de possibilidades e que também é importante para nós no Brasil refletirmos sobre isso, são outros exemplos históricos até recentes
de situações eh semelhantes, né, de ataques mais cirúrgicos, de retiradas de presidente do poder e o que que se constituiu ali depois, né? Eu acho que é essa é é o grande dilema que a Venezuela vai enfrentar não só nos próximos dias, mas possivelmente nas nos próximos meses, né? Ou seja, quem vai Assumir o poder, como vai se dar reconstrução do país, não só do que foi destruído agora, mas de todas as estruturas prévias que já estavam bastante precarizadas. E tudo isso, obviamente, vai ter vai ser um atrativo ou não pro retorno dos venezuelanos, né?
mais de 8 milhões de venezuelanos que estão fora do país. Então são novas possibilidades que estão sendo desenhadas a partir desse ataque e que ainda, né, estamos em um cenário Bastante nebuloso sobre o que exatamente vai acontecer. >> Professora, eu peço que a senhora espere um pouquinho. A gente vai chamar a Luciana Tadeu daqui a pouquinho, mas antes eu vou ler agora ao vivo para vocês um tweet do vice-presidente J Vy. Ele publicou agora a pouco nas redes sociais. O que que ele disse? que o presidente Donald Trump ofereceu várias alternativas, mas foi muito claro
durante todo o processo. O tráfico de Drogas precisa parar e o petróleo roubado precisa ser devolvido aos Estados Unidos. Maduro é a pessoa mais recente a descobrir que o presidente Trump fala sério. Parabéns aos nossos bravos agentes especiais que realizaram uma operação verdadeiramente impressionante. As informações que nós temos de última hora da CNN, o posicionamento do presidente Donald Trump dizendo que o ataque foi bem-sucedido e que não houve Muitos feridos e não houve mortes. Ao mesmo tempo, informação da CNN de que Nicolás Maduro e a esposa foram capturados quando ainda estavam na residência oficial do
presidente venezuelano. Foram retirados do quarto, capturados e a informação é de que eles serão julgados por um tribunal em Nova York. Ainda estão sob o domínio dos Estados Unidos e serão levados então ao estado de Nova York para um julgamento em Mahattan. A gente tem a Luenatade, Nossa correspondente da América do Sul, que tem muitas fontes, principalmente na Venezuela, que pode nos contar o que que ela apurou, principalmente a oposição. A gente tem alguma manifestação da oposição venezuelana, Luciana Tadeu? Uribe. Por enquanto, silêncio dos principais líderes da oposição hoje, que são Maria Corina Machado e
Edmundo Gonzales, que foi, segundo a oposição, o vencedor das eleições de julho do ano passado. Importante lembrar que a gente Não sabe onde está a Maria Corina Machado. Falava-se que ela iria pros Estados Unidos depois que ela recebeu o Prêmio Nobel, Prêmio Nobel da Paz em Oslo, mas a gente não sabe onde Maria Corina está. Porém, ela havia dito que o plano é que ela se tornasse vice-presidente da Venezuela com Edmundo Gonzales, que foi, segundo a oposição, o vencedor das eleições do ano passado, assumindo como presidente UIbe. Eh, uma informação importante aí, pensando nessa Questão
da linha sucessória da Venezuela, né? A gente tava falando sobre o que poderia ser o destino da Venezuela, se houver um acordo aí entre os militares para que a vice-presidente Del Rodriguees assumisse o poder na por essa saída de Nicolás Maduro. E agora fontes que conhecem o paradeiro de DC Rodrigues, que estão familiarizadas com os movimentos de Delc Rodrigues, afirmaram pra agência Reuters que Delc Rodrigues, vice-presidente da Venezuela, Está na Rússia. Então, uma informação importante porque ela era a primeira nessa linha de sucessão, a pessoa que, segundo a Constituição, assumiria o poder n na no
caso de ausência do presidente, que já está confirmada, a gente já sabe então que Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos e segundo a agência Reuters, então Delc Rodrigues não está na Venezuela, está na Rússia, segundo fontes. Lembrando, Rússia, um aliado de Nicolás Maduro que Se manifestou em diversas ocasiões contra esse bloqueio naval produzido pelos Estados Unidos nesses últimos meses, também contra a militarização do Caribe. Então, segundo a agência Reuters, a vice-presidente da Venezuela, que é uma das pessoas com mais poder no regime de Nicolás Maduro, foi inclusive chanceler de Nicolás Maduro e obteve também
posições de poder durante os mandatos de Hugo Chaves. Ela estaria então, segundo a agência Reuters, na Rússia. Isso leva a outra questão. O que acontece com os demais integrantes do regime de Nicolás Maduro. O irmão dela, Jorge Rodrigues, é o presidente da Assembleia Nacional, também considerada uma das pessoas de maior poder do regime de Nicolás Maduro. Deosdado Cabeio, que também é considerado um dos homens mais importantes do xavismo, deu declarações aparentemente na rua. Porém, Delsey Rodrigues, quando falou com a televisão estatal venezuelana, inclusive numa Declaração em que ela pediu que os Estados Unidos comprovem, dem
alguma prova de vida de Nicolás Maduro, ela fez essas declarações por telefone e até o momento não há nenhum, o regime de Nicolás Maduro não desmentiu essa informação que foi há pouco divulgada pela agência Reuters, então que segundo Fontes Delci Rodrigues está na Rússia e não na Venezuela. Orib, >> professora Carolina Pedroso, o cenário fica mais conturbado ainda. A gente tem Os dois primeiros postos na hierarquia fora da Venezuela. É possível que a gente tenha uma briga interna dessas lideranças para saber quem assume o poder agora? Esse era um dos cenários que estava sendo aventado
nas últimas semanas, porque a gente pode recordar que o presidente Trump ligou para Nicolas Maduro, eles tiveram uma conversa e algumas fontes indicaram que nessa conversa o Maduro teria pedido a Salvaguarda de pelo menos 100 pessoas importantes do regime caso houvesse realmente essa transição de poder. E sem pessoas não dá conta nem dos escalões médios do que é considerado o xavismo, não dá conta nem dos prefeitos e dos governadores eleitos que compunhaam a base de Nicolás Maduro. Então já havia um certo clima até de paranoia de quem seria salvo, de quem não seria salvo dentro
do próprio governo, né? Isso, sem dúvida, foi uma estratégia também bem Sucedida dos Estados Unidos de exercer essa pressão psicológica sobre toda essa estrutura de poder. Eh, na Venezuela. Se a gente fosse tratar de uma situação normal de vacância da presidência da República e aí entraria tanto Nicolas Maduro quanto Delc Rodrigues, a linha sucessória, como bem a Luciana nos trouxe, seria do Jorge Rodrigues, né, irmão da DCI e presidente da Assembleia Nacional. Então, no caso da Constituição ser seguida ao pé da letra, ele ficaria Como presidente interino e teria 30 dias para convocação de eleições
gerais. Então, todos os poderes seriam renovados em uma nova eleição. Eh, não há clareza se isso realmente vai acontecer. também não há clareza nem se o Jorge Rodrigue está na Venezuela, porque afinal ele sendo irmão da Delc, se ela está fora do país, é possível que ele também esteja fora do país. Então a gente tendo as principais cabeças do regime, possivelmente fora do território, eh há Uma grande incerteza sobre como a situação vai caminhar, principalmente em relação ao que se refere ao enorme poder político exercido pelos militares. Eh, também não há até agora nenhuma indicação
de para onde os militares vão caminhar e diante de uma possibilidade cada vez mais concreta de transição política na Venezuela. Se eles apoiariam dissidências ou nomes secundários do regime de Nicolás Maduro, ou se eles fariam algum tipo de composição com Parte da oposição venezuelana e com quais partes da oposição venezuelana. É claro que a Maria Corina e o Edmundo Gonzales são os nomes que se destacaram nos últimos anos, mas não são os únicos. E essa, inclusive foi uma das grandes dificuldades da oposição venezuelana ao longo dos anos, conseguir uma plataforma minimamente unificada entre eles. É
uma oposição extremamente heterogênea que vai da esquerda à direita, né? Então tem diferentes posições e até mesmo diante Das crescentes ameaças que os Estados Unidos vinham fazendo nos últimos nos últimos meses, essa oposição também não tinha uma posição unificada, uma posição única, né? Então, a gente tá realmente num terreno bastante ainda eh incerto sobre como as coisas vão acontecer. Eu acho que a medida em que as apurações forem sendo feitas sobre onde estão os principais nomes, né? Então foi foi falado, por exemplo, Deus dado cabeio. Ele é uma figura que eu considero Essencial para aquilo
que vai acontecer daqui paraa frente, porque é ele o grande nome que faz a interlocução entre os civis e os militares. Ele vem da ala militar também, inclusive tem uma trajetória política muito parecida com a do Chaves. Em algum momento ali entre 2012 e 2013 se imaginava até que ele seria o herdeiro político do Chaves e não o Maduro, né? Então eu acho que ele, o Vladimir Padrino, que também é o chefe das Forças Armadas, são figuras eh para Quem a gente deve dar toda a atenção, porque possivelmente eles vão indicar para onde esse setor
que é essencial na Venezuela, os militares vão caminhar daqui paraa frente. >> Eu gostaria que a Luciana Tadeu também olhasse pros militares, porque sempre se disse que Hugo Chaves e Nicolas Maduro tinham o poder que tinham, porque tinham o apoio dos militares que sempre foram muito beneficiados na Venezuela, tanto com salários altos como locais de Residência também. considerados prestigiosos com essas ameaças americanas, com a entrada da CI, do FBI em território americano, a retirada de Nicolás Maduro, o levando aos Estados Unidos, você vê um horizonte, Luciana Tadeu, de uma mudança de posição dos militares venezuelanos.
>> É difícil dizer, Uribe, mas parece cada vez mais iminente isso, né? Porque eh com certeza se houve algum tipo de negociação, houve algum tipo de promessa De anistia para esses militares. Importante lembrar que os militares estão diretamente envolvidos na nas tarefas, né, eh, de repressão e acabam, claro, sendo alvos de acusações, inclusive eh o nome mencionado pela professora Vladimir Padrino Lopes, que é alvo aí de sanções dos Estados Unidos. Mas não só isso, a Venezuela conta com vários generais, é um número bastante alto. A gente tá falando da Casa dos Milhares. Então, eh, para
haver algum Tipo de acordo, e é importante dizer também que há uma tentativa histórica justamente de gerar essa ruptura entre os militares e dentro dos militares para que haja algum tipo de reação contra o regime de Nicolás Maduro. E isso a gente vê lá desde 2019, a tentar lembrar, né, daqueles episódios de tentativa com Juan Guaidó quando se autoproclamava presidente da Venezuela. Então, para eh se houve algum tipo de acordo, com certeza houve algum tipo de proposta de Anistia. E aí esse cenário então de algum tipo de apoio aos Estados Unidos por parte de militares
é cada vez mais provável, principalmente tendo em vista que, ao que tudo indica, pelo que está afirmando a Casa Branca, o os Estados Unidos, o governo dos Estados Unidos, Maduro vai ser julgado então em Nova York. Agora também precisa ver. E aí eu deixo pra professora eh que tipo de acordo pode ter havido com a oposição venezuelana. Maria Corina Machado, eh, Ela sempre se identificou com o setor qualificado como mais radical da oposição. Eh, então precisa ver que tipo de acordo foi feito. Maria Corina, é também é importante lembrar que desde que saiu da Venezuela,
algo que ela diz que não faria no sentido de não deixar a Venezuela, ela sempre prometeu que iria voltar paraa Venezuela e que sua volta seria breve, então também como se produziria esse retorno de Maria Corina e se é possível que haja havido algum Tipo de acordo ou então se vai haver resistência à possibilidade dessa oposição assumir O poder, Edmundo Gonzales sempre como uma figura mais moderada, um ex-diplomata, eh foi candidato depois que Maria Corina foi impedida pelas autoridades do regime venezuelano. Porém, Maria Corina com um histórico aí de uma oposição mais radicalizada e que
tinha resistência não somente no xavismo, como também entre a oposição. A professora vai nos responder Depois de um rápido intervalo, Luciana Tadeu. E a gente volta além da entrevista com a professora e com análise de Lucenatadeu, com informações novas. Donald Trump fala neste momento sobre os ataques feitos ali na Venezuela e a embaixada da Venezuela no Brasil se posicionou agora e chamou os ataques americanos de ação criminosa e predatória de Donald Trump. Todos os detalhes desse break news especial você tem em instantes no Agora CNN. Agora a CNN de volta com a cobertura em tempo
real do ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Donald Trump fala neste momento, ele afirma que os Estados Unidos se envolverão com o petróleo da Venezuela. Ou seja, que as decisões a partir de agora em relação ao petróleo serão diretamente dos Estados Unidos. Professora Carolina Pedrosa, não é segredo para ninguém. A gente tava analisando as zonas de influência mundiais. A gente tem a Rússia com a Ucrânia, com interesse principalmente também no petróleo da região, no agronegócio, nas terras raras. Nós temos a China naqueles exercícios militares em Taiwan no interesse dos microchips e agora Donald Trump falando
claramente que os Estados Unidos têm interesse direto no petróleo venezuelano. Inclusive a gente vai ler daqui a pouquinho, a Jusara Soares, nossa analista de política, trouxe uma nota, primeiro posicionamento da embaixada da Venezuela no Brasil, chamando essa ação de Donald Trump de predatória. Como você vê, professora, essa fala de Donald Trump expondo os interesses americanos em relação ao petróleo? >> É, na verdade, o Donald Trump nunca escondeu que esse era um interesse importante dos Estados Unidos na Venezuela. Ele já tinha dado declarações muito semelhantes ao longo da dos últimos meses, né, de que gostaria de
ter mais acesso a esse petróleo. Eu Também gostaria de recordar uma entrevista da Maria Corina, até para lincar com a com a com a conversa que a gente tava tendo antes do break, né? eh a da Maria Corina com o filho do Donald Trump eh logo depois dela ter sido eh premiada, né, foi quando foi eh anunciado o prêmio a ela do Nobel da Paz, em que ela disse, né, que se houvesse a possibilidade de um governo dela, né, ou da oposição, que certamente as companhias norte-americanas teriam Muito espaço para operar na Venezuela. Ela chegou
a dizer algo do tipo, esqueçam a Arábia Saudita, vocês vão ter acesso às maiores reservas de petróleo do mundo aqui, muito próximo de vocês. E efetivamente, né, do ponto de vista histórico, a descoberta do petróleo na Venezuela, que foi no final do século XIX, mas se consolidou ao longo do século XX, fez com que esses dois países desenvolvessem uma relação muito próxima. Em que sentido? O petróleo Venezuelano ele é muito denso, ele é cru, ele é pesado, tem essa característica mais técnica que exige um processo de refino, um processo petroquímico mais elaborado do que outros
tipos de petróleo encontrados até mesmo na América Latina. Então isso fez com que ao longo do tempo, principalmente nesse primeiro primeira metade do século XX, eh boa parte da indústria petroquímica norte-americana se especializasse em refinar o petróleo Venezuelano e a própria Venezuela não desenvolveu a sua indústria própria de forma mais autônoma e sustentável. Então se colocou uma relação de dependência, né, entre esses dois atores. E de certa forma o que a Maria Corina eh tava colocando era um retorno, né, a essa situação de maior dependência, porque nos últimos anos, até para driblar sanções e todas
as restrições internas externas, né, colocadas pelos Estados Unidos, Nicolas Maduro eh buscou outros Parceiros para auxiliar nesse refino do petróleo venezuelano, como por exemplo o Irã, né? O Irã até o dia de ontem era uma das pautas principais do jornalismo internacional, porque também tava ameaçado de uma intervenção por parte de Donald Trump. Pra gente ver como esses pontos geopolíticos todos se conectam entre si quando se trata especificamente do petróleo, né? Então, eu diria que esse é um ponto que a gente deve considerar também, eh, o fato de que Agora, né, com essa mudança política, muito
possivelmente, né, as companhias norte-americanas vão ter muito mais liberdade para voltar a operar em um território que, vale dizer, até antes da revolução bolivariana, eles estavam muito presentes, né? Basicamente só existiam empresas norte-americanas operando, embora houvesse a estatal, mas é uma presença muito grande do capital privado dos Estados Unidos. Eu acredito, inclusive, que esse foi um dos pontos Que foi discutido entre Maduro e Trump nas suas conversas, né? eh uma maior presença do capital privado norte-americano em território venezuelano. Eh, o Maduro tinha dado mostras de que eh poderia eh realmente ceder nessa seara para conseguir
se manter no poder. Aparentemente o que ele ofereceu não foi suficiente, né, já que ele foi capturado. E agora realmente a dúvida que fica é a relação dos militares, porque esse é um setor que Controla justamente a extração do petróleo na Venezuela. E aí a minha dúvida eh nesse momento não é só com a questão do interesse material. Quer dizer, os militares poderiam eventualmente negociar com os Estados Unidos para manterem esse status de uma classe privilegiada na Venezuela, independente da mudança política. Ou seja, eles continuariam controlando de alguma maneira ou tendo acesso a esses recursos
de forma privilegiada. Eh, por Outro lado, o que me parece que talvez seja o ponto mais difícil de haver uma conciliação é o fato de que desde o início do processo do xavismo, então a gente tá falando desde 1999, a doutrina militar venezuelana foi toda reformulada e repensada não só para essa ideia de que era preciso defender a soberania do território venezuelano e os seus recursos altamente estratégicos, mas principalmente defender dos interesses norte-americanos. Então, eu Tô falando de militares que estão sendo doutrinados, né, há mais de duas décadas, de que o verdadeiro inimigo são os
Estados Unidos. Então, é aqui que reside realmente o ponto eh nebuloso, né? Qual vai ser realmente a entrada ou a possibilidade de negociação junto aos militares, porque essas figuras políticas todas aparentemente estão saindo do país, mas quem efetivamente detém o poder concreto na Venezuela são os militares. Então, acho que esse é o Ponto que vai determinar para onde a Venezuela vai caminhar, né? Os militares, por exemplo, têm muita resistência ao nome da Maria Corina, porque eles entendem que a Maria Corina representa um projeto que é diametralmente oposto aquilo que eles entendem como sendo a defesa
do interesse nacional. Então, seria muito difícil eh no longo prazo haver uma conciliação entre essas partes, a não ser que eh efetivamente parte desses Militares, por conta de todo o desgaste que aconteceu nos últimos anos, tenham abandonado essas ideias e essas doutrinas e se aferrem muito mais a questões mais pragmáticas, por assim dizer, nesse momento, de sobrevivência política, mas também de permanecerem muito próximos desse setor que é tão estratégico. No final do dia é toda economia. E aí acho que o que causa surpresa não são os interesses americanos, né, professora, mas sim o Sincerídio de
Donald Trump, que no mesmo dia do ataque já fala que os Estados Unidos têm interesse sim no petróleo. E aí você traz uma questão interessantíssima que eu acho que é o foco a partir de agora. Como vai ser essa queda de braço entre os investidores americanos internacionais e o exército venezuelano na exploração do petróleo? A gente fala muito que o petróleo pode ser um passaporte pro futuro ou um passaporte pro passado, Dependendo de como o país administra essa questão. Ou pode ser fonte de investimento, como a gente vê nos Emirados Árabes, na Arábia Saudita, ou
pode ser fonte de atraso, como a gente viu no regime ditatorial da Venezuela. Professora, fica um pouquinho com a gente. Eu vou chamar agora aqui nos nossos estúdios a Mariana Catace. Porque a gente vai falar um pouquinho mais sobre o destino de Nicolás Maduro. A Mariana tem atualizações sobre onde está Neste momento Nicolás Maduro e para onde ele será levado. Quais são as informações que a gente tem? Catasse >> Uribe. O presidente Donald Trump acaba de confirmar em uma entrevista a Fox News que Maduro será levado para Nova York, está a caminho de Nova York
nesse momento. A CNN já tinha antecipado essa informação com fontes próximas a essa operação que capturou Nicolás Maduro. Mas agora esse dado acaba de ser confirmado oficialmente pelo presidente Donald Trump em uma entrevista a Fox News. Maduro está a caminho de Nova York, onde será formalmente acusado e julgado, como disse a procuradoraageral dos Estados Unidos. Também nessa entrevista a gente destaca a fala de Donald Trump sobre o petróleo. Donald Trump disse que os Estados Unidos estarão envolvidos de forma muito próxima com a economia do petróleo venezuelano. A gente destaca aqui o que ele disse. Nós
temos as maiores e Melhores petroleiras do mundo, as melhores empresas. Estaremos muito envolvidos com o petróleo venezuelano. O petróleo que foi um dos principais temas em toda essa crise. Os Estados Unidos tê sancionado e até mesmo apreendido petroleiros que estavam perto de águas venezuelanas. O petróleo venezuelano é sancionado. A Chevron petrolíf petrolífera americana é a única que tem licença dos Estados Unidos para operar na Venezuela. Então, com certeza, o Petróleo será um dos temas de destaque, como tem sido durante essa crise, também nesse pós que ainda é muito incerto. Com certeza o petróleo é uma
das maiores fontes de riqueza do mundo, fonte energética, será muito disputado. E a gente destaca também eh uma operação da CIA que capturou Nicolás Maduro, Uribe. A gente tem informações de que Trump tinha autorizado essa operação da CIA já há alguns dias. Então, a CIA, a agência de inteligência americana, já tinha essa Ordem de captura de Nicolás Maduro há alguns dias e já vinha inclusive realizando operações secretas de inteligência. Foi a CIA que determinou a localização exata de Nicolás Maduro. Ela já tinha feito essas operações durante os últimos meses, monitorando para onde Maduro estava indo.
A gente já tinha dado até relatos aqui na CNN de que ele tava trocando de cama todos os dias, dormindo em lugares diferentes. E Trump disse que Maduro e a sua esposa foram Justamente apreendidos ainda no quarto, você trouxe mais cedo. Essa operação então já estava precificada, já tinha sido autorizada por Donald Trump alguns dias e se concretizou hoje no dia 3 de janeiro. Uribe. >> Mariana, interessante essa informação, principalmente da retirada dos dois do quarto. Isso mostra a perícia da SI do FBI. A gente vê alguns ataques já feitos também pel por Israel que
tem uma inteligência muito parecida, ataques Certeiros, que já mataram líderes, por exemplo, do Irã no quarto onde eles estavam pela parede e agora também essa localização de Nicolas Maduro, porque Nicolas Maduro tava mudando muitas vezes de vários lugares. Tem uma outra informação que chega agora que Donald Trump disse nessa entrevista a Fox que Maduro está sendo levado, ele e a esposa agora para um navio de guerra, Mariana. Então, provavelmente esse navio de guerra para onde ele ficará custodiado Para ser levado para esse tribunal de Nova York. E tem uma questão que depois eu quero tratar
também com a professora, mas eu começo tratando contigo. Se essa questão do petróleo pode ser usada como moeda de troca para eventualmente exilar Maduro e a esposa. Se realmente Maduro der uma certeza pro governo norte-americano que não haverá reação, ele não ficaria preso. Ele seria exilado pra Rússia ou pra China, né? >> Eh, Uribe, perdão, quase errei seu nome, Te chamei aqui do nosso apresentador Yuripita. A gente ainda não tem os detalhes aqui a respeito das negociações, do que foi negociado e se foi negociado algo entre os Estados Unidos e a Venezuela. A gente vai
continuar acompanhando, mas com certeza a riqueza do petróleo é um dos bens mais valiosos da Venezuela, é o que sustenta a economia venezuelana, apesar de toda a pressão internacional sobre a economia venezuelana. E com certeza o Petróleo é sim uma moeda de troca que o regime venezuelano pode usar para tentar negociar de alguma forma, mas as informações sobre quão enfraquecido está o regime, sobre quais foram os termos e se houve alguma negociação nessa retirada de Maduro de Caracas em direção a Nova York, ainda estão muito incertos e a gente vai continuar acompanhando as declarações tanto
das autoridades americanas quanto venezuelanas para saber quais foram os termos exatos dessa Operação. A gente tem break news, as informações estão chegando a cada segundo. Uma nova que chegou é que o próprio Donald Trump acompanhou a captura de Nicolas Maduro e da sua esposa. Foi uma operação das Forças Armadas Americanas junto com a CIA e o FBI. A gente lembra o ataque a Zama Bin Laden lá atrás, aquela sala de situação de guerra onde estava Hillary Clinton na época e Barack Obama e eles acompanharam. Foi muito parecido pelas Informações que a gente tem. Donald Trump
também acompanhou todo o processo de captura de Nicolás Maduro e de sua esposa. Ambos, segundo Donald Trump, levados a um navio de guerra, estão custodiados e serão levados à Nova York para interrogatório no Tribunal de Manhattan. Catas, muito obrigado pelas informações. Eu vou voltar com a professora pra gente analisar esse cenário, professora Carolina Pedroso, porque as informações que a gente tem, Então, está em custódia, no caso Nicolás Maduro. Nicolás Maduro e o navio de guerra com a sua esposa em custódia serão levados aos Estados Unidos, onde serão julgados pelo um tribunal. Mas, professora, eu gostaria
que a senhora analisasse essa moeda de troca. Ele vai ser, ele vai ser julgado, segundo o que diz Donald Trump, mas ao mesmo tempo Nicolás Maduro é uma voz proeminente e ele pode fazer uma negociação com aqueles que estão no Poder agora na Venezuela para em troca do petróleo ele ser exilado. A senhora vê um horizonte para isso? A possibilidade dele não ser preso e aí ser enviado para outro país? A gente viu na Síria, o baixado era SAD, foi um processo muito parecido, uma negociação e aí ele acabou exilado em Moscou. Olha, nesse momento
é uma possibilidade plausível, sem dúvidas, porque não temos todas as informações disponíveis do que realmente foi negociado, eh, a dois, né, Entre o Trump e o Maduro e agora, depois da captura, se foi oferecida alguma coisa em troca de uma eventual liberdade, de uma redução de pena por parte do Maduro e da Cília Flores. Mas eu acho que tem um outro elemento que é importante a gente considerar aqui, que é o fato de que quem é o principal comprador do petróleo venezuelano é a China, né? Inclusive a Venezuela deve ainda alguns bons anos aí de
petróleo pro fornecimento da demanda chinesa, né? Então é um outro ator que certamente vai ser diretamente atingido por uma mudança política e não só mudança política, mas a mudança do gerenciamento dessa grande riqueza que tem na Venezuela. Eh, já há algum tempo, né, eu vinha trabalhando com essa hipótese de que na na reunião entre o Trump e o Putin em no Alasca, né, em agosto de 2025, a Venezuela ter entrado ali nos bastidores, porque coincide eh a movimentação no Caribe com essa reunião no Alasca em que foi, né, o Tema principal era a Ucrânia, mas
a gente não sabe se ali no 2 a do eles não teriam eventualmente negociado outras áreas de influência. quer dizer, a Rússia eh priorizando o que seria a sua área de inserção geopolítica prioritária e a e a os Estados Unidos pediram em troca pelo menos uma baixa aí de guarda da Rússia em relação à Venezuela. O que a gente não sabe é se a China foi chamada para uma conversa desse tipo, né? Estamos ainda nesse âmbito de Especular, né, o que realmente estava por trás, o quanto essas grandes outras lideranças globais estiveram envolvidas ou foram
chamadas para conversar sobre o tema da Venezuela. Porque de novo eu reitero, a Venezuela não é somente um país sul-americano que está passando por uma intervenção norte-americana, é também uma peça fundamental desse jader geopolítico que vem se desenhando desde o início do século XX. Então o que acontece na Venezuela movimenta a América do Sul, movimenta o Brasil, né, como a gente já vem tratando em outras intervenções, mas também movimenta todo o cenário geopolítico global, né? movimenta a posição da China, movimenta a posição da Rússia, justamente por conta de ser, né, a maior reserva de petróleo
do mundo e ser um importante membro fundador da UPEP, né, que é a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, que por muito tempo funcionou como um cartel realmente paraa definição De preços e teve uma enorme influência no mercado internacional. E a gente sabe o quanto peso do petróleo pesa no bolso de todo o mundo, né, de todos os cidadãos do mundo, porque repercute nas diferentes indústrias. Eh, então eu diria que esse é um outro elemento que a gente tem que considerar, né, o quanto esses outros atores que estão tão próximos eh de Nicolas Maduro também
vão sentir eh a mudança do gerenciamento do petróleo e essa presença que Aparentemente vai acontecer, né, de forma mais intensificada das companhias norte-americanas para além da Chevron, né, que já vinha tendo essa licença concedida pelo Trump, mas uma licença muito limitada, né, Chevron estava operando muito abaixo da capacidade do que poderia realmente estar exercendo por conta dessas restrições. impostas por Donald Trump, né? Então, a gente tá tratando de um tema que vai repercutir no globo inteiro. >> Professora, tem informações que chegam a cada minuto. Uma informação que a Reuters acabou de dar é que o
governo norte-americano e a tinham fontes no próprio governo venezuelano e essas fontes do próprio governo venezuelano que informaram a CIA e o FBI. E aí foi possível fazer toda a operação, inclusive com Donald Trump assistindo a essa operação de captura de Nicolas Maduro e da esposa. E eu vou trazer alguns destaques agora, professora, do Que disse Donald Trump à entrevista a Fox News. Ele disse inclusive que tanto Nicolas Maduro como a esposa estão no navio de guerra. Eles vão para Nova York, é o que disse Donald Trump. Os helicópteros os levaram de lá. Então eles
pegaram o helicóptero ali em Caracas e foram levados para esse navio de guerra. O que diz Donald Trump? Que ambos fizeram voo agradável de helicóptero, aquele sincerídio que a gente conhece de Donald Trump. Mas ele Diz: "Tenho certeza de que tanto Nicolás Maduro como a esposa adoraram, mas eles mataram muita gente, lembrem-se disso." E ele disse que conversou com Maduro há uma semana, Donald Trump, e que este era um símbolo muito importante e nós, eu tive conversas, na verdade falei com ele pessoalmente, mas disse: "Você tem que desistir". É o que Trump disse que falou
para Maduro, vocês têm que se render. E agora toda essa expectativa então desse julgamento e quando ele de fato, Nicolás Maduro e a esposa chegarão a Nova York. A gente tem uma manifestação que foi feita agora a pouco, professor, e a gente vai comentar daqui a pouquinho de Gabriel Borit, o ex-presidente do Chile, atual presidente, porque ainda não houve a posse do novo presidente. Ele condenou o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. A gente vai ler ao vivo. Como governo do Chile, expressamos nossa preocupação e condenação às ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e
apelamos Por uma resolução pacífica da grave crise que afeta o país. O Chile reafirma seu compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias internacionais e a integridade territorial dos estados. Boret finalizou dizendo que a crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio ao multilateralismo E não por meio da violência ou da interferência estrangeira. Professor, o tom adotado por Boret é parecido com o tom adotado por Lula e por outras lideranças da América do Sul, mais afinadas com
a centroesquerda, diferentemente de Javier Miley, que comemorou. Como a gente pode interpretar essas manifestações? A gente pode dizer que hoje são vocês, amanhã pode ser nós. Mais ou menos isso? >> É, eu acho que tem a ver justamente com Esse cenário de incertezas que se coloca pra América do Sul. É importante a gente relembrar que é a primeira vez que o território sul-americano é passa, né, por uma intervenção direta, para um ataque militar dos Estados Unidos em mais de 200 anos de relação desses países, né, historicamente, os Estados Unidos sempre intervinham na América Central, no
Caribe, América do Sul conseguiu se blindar, de certa forma, de ataques diretos, embora a gente saiba da Influência que os Estados Unidos tiveram em vários processos políticos ao longo da história da América do Sul. Essa fronteira ela foi cruzada hoje e ela certamente acende o alerta principalmente nesses países que ainda estão sendo governados pela esquerda. Importante recordar também que em 2025 houve uma mudança política eh por meio das eleições tanto no Chile como na Bolívia, né, que estão agora, né, no caso da Bolívia já governada eh por um Presidente de direita. O Chile vai assumir
um presidente de direita também. Eh, então são alertas que têm a ver com a política, eh, com essas diferentes visões, eh, sobre a posição que essas potências podem vir a ter na região. Então, governos de esquerda, de centro esquerda, tendem a ser mais críticos até por conta dos exemplos históricos que aconteceram na nossa região, dessa presença da influência norte-americana na política. Mas tirando o tema da Polarização, que é óbvio que ele permeia os debates eh no Brasil, né, sobre o que tá acontecendo agora na Venezuela, mas vamos tentar fazer um exercício aqui. fosse um governo
autoritário de direita que tivesse sido tirado do poder pelos Estados Unidos. Eh, isso primeiro certamente levaria posições diferentes, principalmente dos governos de direita da região, que poderiam se sentir eventualmente eh ameaçados, embora pouco provável, né, esse cenário, porque boa Parte desses governos têm uma aliança importante com os Estados Unidos. Mas o que eu quero refletir é o seguinte ponto. Nós estamos caminhando do ponto de vista internacional para um momento em que o direito internacional, as regras que foram coletivamente pensadas ao longo de pelo menos 80 anos pra gente pegar o ponto da ONU, né, da
criação das Nações Unidas, estão sendo abandonadas, né? Por exemplo, na nota do Gabriel Borit, ele fala sobre o Multilateralismo. Multilateralismo é exatamente isso, né? são os diferentes estados que governados por diferentes grupos entendem que tem que haver um mínimo consenso para que haja uma convivência pacífica entre os estados. Então, essas normativas, essas leis internacionais, elas foram violadas sistematicamente, seja nesse episódio da Venezuela, seja em outros episódios em que unilateralmente grandes potências militares e nucleares avançam rumo aos Seus interesses, eh, muitas vezes atropelando as soberanias territoriais de outros estados. Então, analisando sobre esse aspecto, eh, de
fato, faz sentido essa preocupação dos líderes para além da questão política ideológica. Quer dizer, a gente tá caminhando para um mundo em que a ordem internacional que foi desenhada depois de um grande conflito, portanto, de um grande trauma, que foi a Segunda Guerra Mundial, tá em franco declínio e não se Sabe ao certo o que vai vir disso. Eh, se a gente tá caminhando para um mundo em que quem tem mais força, né, quem fala mais alto consegue defender os seus interesses e quem não tem força fica completamente vulnerável e a mercê desses interesses. Então
eu acho que esse é o ponto que chama muita atenção nas declarações, não só do Chile, mas também do Brasil, né? O Brasil falou sobre a questão da violação da soberania territorial venezuelana. A própria nota Do Brasil não mencionou Nicolas Maduro, porque eu acho que é isso que é o importante de ser ressaltado. Não se trata de defender a permanência ou não eh de Nicolas Maduro no poder, mas sim do que isso representa em termos mais gerais, eh principalmente por conta da justificativa que foi utilizada por Donald Trump para essa intervenção. Oficialmente essa intervenção, ela
está acontecendo pela ligação ou suposta ligação de Nicolas Maduro com o Narcotráfico. A verdade é que todos os países da América Latina são permeados por esse fenômeno, que é um crime transnacional, que não respeita a fronteira e que ao mesmo tempo ele se embrenha no poder político, ele também é um poder econômico relevante em todos os países. O que que eu quero dizer com isso é que se a Venezuela já foi violada, não há nada que impeça que os Estados Unidos possa perseguir outros alvos aqui na região com essa mesma Justificativa. Afinal de contas, o
direito internacional foi amplamente desrespeitado, né? Então, se não há respeito às normas, a gente entra num cenário de grande imprevisibilidade. >> Eu agradeço a professora Carolina Pedroso que deu uma contribuição genial para nessa essa cobertura internacional, tem analisado todos os fatos, tem um conhecimento profundo da realidade na Venezuela. Obrigado, professor. Espaço sempre aberto na CN Brasil pra senhora. >> Eu que agradeço. Até mais. >> Até mais. Vamos falar, Mariana Catace, de novidades. Você tem novidades sobre o que aconteceu nesse dia na Venezuela? Esse dia histórico. O presidente Donald Trump deu uma entrevista para Fox News
e ele falou: "Não, houve mortos, houve alguns feridos. A gente já sabe quem foi ferido". >> O Rib Trump ainda não deu detalhes de quem são essas pessoas. Ele confirmou que não teve nenhuma morte confirmada Até o momento, mas diz que alguns americanos ficaram feridos. Apesar dele não ter detalhado, a gente sabe quem eram as forças americanas que agiram nessa operação. Então, nós tínhamos forças do exército americano, a força delta do exército, nós tínhamos também integrantes do FBI e da CIA. Trump detalhou quais militares ou forças policiais dessas agências, desses diferentes braços das forças americanas
ficaram feridos, mas disse que essas Pessoas, apesar dos ferimentos, já foram socorridas e devem se recuperar em breve. Trump também falou sobre as aeronaves que agiram nessa operação. Ele diz que vários helicópteros foram deslocados para capturar Maduro e reforçou que uma dessas aeronaves, um desses helicópteros chegou a ser atingido. Aí não explicou se foi pelas forças venezuelanas, mas a gente presume que seja algum tipo de resposta. Um desses helicópteros foi atingido, ficou Levemente danificado, mas não ficou retido na Venezuela, conseguiu ser recuperado pelos Estados Unidos. A gente relembra que Maduro foi levado a bordo de
um navio de guerra até Nova York. A gente resume aqui o que se sabe até agora sobre essa operação. Maduro foi tirado do quarto junto com a esposa pelas forças americanas. Trump disse que ele foi levado de helicóptero até chegar a bordo do navio de assalto anfíbio USS Ivud Dima, que é um navio que já estava Ali na região da Venezuela. Eles pousaram então nesse navio de guerra e seguem em direção a Nova York, onde Maduro será julgado por um tribunal federal de Manhaturibi. >> E lembrando as informações que a gente tem, é uma operação
que estava sendo desenhada desde dezembro, uma operação que tinha, por exemplo, agentes da CIA infiltrados no governo venezuelano. E aí esses agentes da CIA informaram exatamente a localização do Maduro e da Esposa. Você trouxe a informação, né, Mariana? O Maduro mudava de local semanalmente, às vezes diariamente, mudava de cama, inclusive, em que ele dormia para não ser localizado pelos Estados Unidos. Mas as fontes da CIA dentro do governo venezuelano bastaram a localização pro governo norte-americano. E aí a Mariana trouxe uma informação importante também da CNN de que o próprio eh Donald Trump assistiu a toda
a operação. Então, a operação foi feita Com uma transmissão a ele na sala de situação de guerra dos Estados Unidos e ele acompanhou a captura, então, de Nicolas Maduro para os pelos Estados Unidos. Conta pra gente os detalhes sobre o navio que me interessou bastante. Eles foram retirados do quarto e aí foram levados para um helicóptero inicialmente. >> Exatamente, Uribe, segundo o que disse Donald Trump, eles foram retirados do quarto em um local altamente fortificado Na Venezuela, colocados a bordo de um helicóptero e levados até esse navio de guerra que já estava em águas próximas
à Venezuela. Esse navio é um navio de assalto anfíbio que tem um heli ponto. Então, segundo Donald Trump, Maduro e sua esposa fizeram um voo que ele inclusive ironizou e disse que foi um voo muito agradável e pousaram a bordo desse navio de guerra, um dos maiores navios que os Estados Unidos deslocou pra região do Caribe. A gente sabe que o Pentágono tem deslocado navios, aeronaves de guerra, porta-aviões, eh além de tropas militares pra região do Caribe já há muitos meses. E esse era um dos navios que estava nessa região. E agora Maduro e sua
esposa estão a bordo dessa embarcação em direção a Nova York. A gente sabe que, apesar de Maduro ter sido capturado, eh, a Venezuela adotava sim estratégias para conseguir protegê-lo de alguma forma. Trocava frequentemente de celular, trocava Frequentemente o local onde dormia. E o próprio Donald Trump reconheceu que Maduro foi capturado em um local altamente fortificado e que algumas pessoas ficaram feridas nesse processo de captura. Alguns americanos ficaram feridos de alguma forma. A Venezuela pode ter tentado responder, mas a gente sabe então que Maduro foi capturado e levado a bordo dessa embarcação. Uribe. E >> Maduro
a caminho de Nova York para ser Julgado por um tribunal de marrata. A gente vai trazer também daqui a pouquinho repercussão do governo chinês sobre o caso. O governo da China respondeu que reagiu com um choque a essa operação. Lembrando, o governo chinês aliado de Nicolás Maduro, tem fornecido armamento militar, tem fornecido também eh alimentos paraa Venezuela que sempre passou por uma situação de miséria desde o início do governo de Nicolás Maduro. E eu vou Chamar a Lucena Tadeu pra gente analisar as repercussões nos países da América do Sul. Tava falando com o professor que
sempre tem aquele aquela espécie de corporativismo que a gente pode chamar assim, que a gente chama no Congresso Nacional muitas vezes quando o deputado deita defender o outro. Hoje são vocês, amanhã somos nós. É uma preocupação que uma nação que já tem um plano dizendo que quer ter uma endência maior na América do Sul, faça um ataque, mesmo Que seja um ataque localizado, com várias justificativas, né, Luciana Tadeu, de uma ditadura, de que tem várias reservas de petróleo, de que tem os cartéis de drogas, mas isso gera uma reação dos países da América do Sul
até para defender a soberania deles. tem uma grande divisão nas manifestações. Uribe. Você colocou aí, leu pra gente a manifestação do presidente Leno Gabriel Borit. É importante ressaltar que Gabriel Borit qualifica o regime de Nicolás Maduro como uma ditadura. Apesar disso, faz essa postagem manifestando preocupação e defendendo aí o princípio de soberania dos países. Mas, por exemplo, o presidente eleito do Chile, José Antônio Cast, que acaba de ser eleito lá, diz que a prisão de Nicolás Maduro é uma grande notícia pra região. e ele diz que a sua permanência no poder expulsou mais de 8
milhões de venezuelanos do país e que expulsou e que desestabilizou a América Latina. E Essa é uma uma foi uma das grandes questões da campanha dele, a questão da migração venezuelana, principalmente irregular pro Chile. Ele que inclusive propõe a criação de um corredor humanitário para que os migrantes irregulares possam sair da Venezuela. em alguma ocasião também manifestou interesse de que o Brasil participasse desse corredor humanitário, ou seja, criar condições seguras entre os países da América do Sul para que imigrantes Venezuelanos possam retornar pro seu país. E nessa postagem, eh, o José Antônio Caso, presidente eleito
eleito do Chile, faz um comentário importante também, porque ele diz: "Agora começa uma tarefa maior. Os governos da América Latina precisão precisam assegurar que todo o aparato do regime abandone o poder e preste contas. E aí diz que é preciso coordenar o retorno seguro dos venezuelanos pro seu país, apoiar a recuperação do sistema democrático da Venezuela e avançar no combate regional efetivo contra o narcotráfico. O presidente da América da Argentina, Javier Milei, muito alinhado a Donald Trump, também comemorou nas redes sociais com o slogan dele A Liberdade avança, que inclusive é o nome do seu
partido. E viva la libertar cararro, que é aquela expressão que ele usa com muita frequência. Então já mostra aí um pouco da divisão entre os governos. O presidente do Equador, Daniel Noboa, eh Afirmou que para todos os narcotraficantes chega o seu momento. E aí se referindo a essa acusação dos Estados Unidos de que Nicolás Maduro lidera um cartel de drogas. E foi nesse mesmo sentido que o Paraguai se manifestou, que em comunicado disse que reafirma o seu compromisso com a resolução pacífica de controvérsias, mas que o seu país havia alertado sobre a como era insustentável
que a Venezuela continuasse sob o comando de Nicolás Maduro, a quem qualifica como líder do cartel de Lossoles que é o cartel que a Casa Branca afirma que Maduro lidera O o Uruguai, liderado por Yamanduorce, que é um governo de esquerda, manifestou também preocupação, assim como o governo de Cláudia Shemb no México, que inclusive falou de uma violação da Carta Democrática das Nações Unidas, justamente por essa questão. >> Luadeu, Luciana Tadeu, vamos interrompê-la. José Monteiro, ministro Da TV defesa, fala agora no Palácio de Itamarati, depois da reunião com o presidente Lula ou publicada na manhã
de hoje. O ministro da defesa indicou não haver movimentação anormal na fronteira do Brasil com a Venezuela, que seguirá sendo monitorada e que está em contato com o governador de Roraima. O ministro das relações exteriores relatou os contatos que manteve com seus homólogos nas últimas horas e indicou não haver até o momento notícias de brasileiros Entre possíveis vítimas dos ataques. O ministro das relações exteriores informou ainda está em permanente contato com a embaixada do Brasil na Venezuela, para o acompanhamento da situação interna. Nova reunião está prevista para o final da tarde de hoje para atualização
da situação. A reunião aqui no Itamarati por videoconferência como foi esta agora de manhã. >> Ambador, como é que foi a conversa do ministro Maur com Ivan Rio? Ele relatou Os termos da conversa que ele teve de cedo segunda publicação do ministro Rio. >> Não, ele teve conversa com o ministro Rio e com outros ministros também. E todos estão atentos pro que vai acontecer pros próximos acontecimentos, esperando e monitorando a situação. As informações são variadas e nós precisamos colher bem esses essas informações corretas para evitar a desinformação. Neste momento é a coisa mais importante. >>
Você já ouvi contato com secretários dos Estados Unidos? Não, ainda não >> haverá. Haverá contato >> assim sempre. Os contatos acontecem sempre quando a a ocasião permitir. >> Qual é a situação da fronteira hoje? A fronteira, >> gente, um de cada vez >> não, nós já temos um um contingente suficiente para dar tranquilidade. A fronteira tá absolutamente tranquila. Nós temos um contingente já há algum tempo lá de homens e equipamentos. Estamos aguardando que as coisas aconteçam. Vamos aguardar a entrevista do presidente da República dos Estados Unidos. Algumas coisas que vão acontecer durante o dia. Estamos
aguardando. Há uma expectativa. Há muita notícia desencontrada que a Colômbia fechou a fronteira, que abriu a fronteira, que a Venezuela fechou a fronteira com o Brasil, que depois abriu só para Brasileiros. Há muito boato e a gente tá tentando até a reunião das 5 horas ter uma coisa com mais segurança. O governador me ligou, o governador me ligou era 7 horas da manhã, eu tranquilizei ele que nós estávamos atento ao problema. O prefeito lá de Paracá me ligou para ele dizendo que também tava verificando e o nosso comandante lá tá em contato com ele para
qualquer normalidade. >> A fronteira tá a fronteira está como Sempre esteve tranquila, sem problema. Está aberto ou >> não. No momento tá no momento tá aberto. No momento tá aberto. >> O governo brasileiro recebeu uma informação do paradeiro do Nicolás Maduro da primeira dama. Existe alguma informação com relação ao paradeiro de saúde dele? Não, não, ainda não, não temos essa informação. >> Em relação aos brasileiras. >> Ah, isso é uma boa pergunta. A comunidade brasileira está tranquila e nenhum nenhuma ocorrência até o momento. Os turistas que lá estão estão conseguindo sair normalmente. Normalidade total com
relação à comunidade brasileira. Qual o tamanho do contingente brasileiro aqui? Quantos homens do exército possui? Olhe, você tem em Roraima, nós temos em torno de 2300 homens em Roraima. Um pedaço disso na Fronteira, o resto na capital. Mas ali na Amazônia nós temos entre Exército Maria e Aeronáutica 10.000 homens. >> 10.000 homens. >> 10.000 homens naquela região. >> Em Roraima mesmo hoje a gente tem 2.000 homens. >> Aham. Senhor acha que >> e Mas na fronteira 200 homens. O senhor acha que não será eh necessário um reforço ou ações? >> Olha, já nós já fizemos
esse reforço lá Atrás, né? Sempre tivemos essa essa preocupação e com a presença dos americanos ali, mais ainda nós ficamos com esse trabalho de maneira que estamos atentos, nos comunicamos permanentemente, está tudo sob controle. >> OK, gente. Muito obrigada. >> Obrigada. Teremos outra reunião no final do dia. Mais informação. >> 5 horas a gente tem mais informação. O Lula vem para essa reunião da >> Não, ele vai participar. >> O Mauro Vieira também. >> A fronteira do lado venezuelano tá fechada para ficar >> não. Olha, tem gente que diz houve informações que fecharam outros. >>
Presidente participa virtualmente agora. primeiro posicionamento do governo brasileiro em uma coletiva de imprensa. Lá estavam José MO Monteiro, ministro da defesa. Conversei com ele de manhã, ele praticamente repetiu o que ele falou com exclusividade a CNN Brasil, que o cenário está controlado, ele defendeu cautela, disse que já há um reforço na fronteira em Pacaraima, em Roraima, e que por enquanto eles não vêm a necessidade de reforço dessa fronteira. Também falou a ministra interina das relações exteriores, a Maria Laura da Rocha. O que que ela disse? Ela disse que o governo brasileiro está monitorando neste momento
a situação na Venezuela. Ela disse ainda que neste momento o Presidente Lula está sendo informado de todos os detalhes e que haverá uma nova reunião às 17 horas, horário de Brasília, no Palácio do Itamarati, com a presença do chanceler Mauro Vieira, que como informou mais cedo, está se deslocando a Brasília e com a a presença do presidente Lula, eles não informaram se o presidente Lula estará presencialmente ou por telefone nessa reunião. Presidente Lula participou por telefone por videoconferência do Rio de Janeiro, onde ele passa o recesso de final de ano. A informação também dada tanto
pela ministra interina do Ministério das Relações Exteriores como pelo ministro da Defesa, é de que há sim turistas brasileiros, há uma comunidade brasileira na Venezuela, mas nenhum brasileiro foi ferido e que os brasileiros estão sendo atendidos normalmente e que poderão retornar em breve ao Brasil. Então, que não há feridos brasileiros, nem brasileiros Capturados na Venezuela e que a situação, por enquanto, está tranquila. Eu também tô falando aqui ao vivo com vocês com o governador de Roraima, o Antônio Denarum, e ele acabou de me responder que do lado venezuelano está fechado, mas está aberto pra entrada
de turistas que estão retornando pro Brasil. Ou seja, o que me informa o governador de Roraima agora, que a fronteira está aberta apenas para um lado, ou seja, do lado venezuelano Fechado, mas pra entrada dos brasileiros turistas que estão em Roraima. Aqueles turistas ou brasileiros que queiram retornar ao Brasil, poderão retornar pela fronteira em Pacaraima, em Roraima. Mas os venezuelanos, por enquanto, não podem entrar no Brasil. É uma decisão não do governo brasileiro, mas do governo venezuelano. Pra gente continuar repercutindo esse ataque dos Estados Unidos à Venezuela, a gente recebe nesse break news especial o
Especialista, a especialista em direito internacional, a Priscila Caneparo, que a gente tem a honra de sempre contar com ela aqui nas nossas coberturas internacionais de break news. Ela é professora da Ambra University. Priscila, muito obrigado pela presença por aqui. A gente viu a fala de Donald Trump agora dizendo que o interesse dos Estados Unidos é o petróleo e que as empresas norte-americanas irão atuar em relação ao petróleo. Na sua avaliação, Isso causa uma preocupação na América do Sul, esse interesse norte-americano? Bom dia para você, bom dia a todos que estão nos assistindo. Com certeza a
gente precisa destacar aqui que o interesse dos Estados Unidos para violar uma soberania do estado da América do Sul pela primeira vez fazendo um ataque na história, a gente precisa entender que nada opta com que o Trump, em um segundo momento, venha justamente a requerer a os recursos naturais do Peru Ou inclusive as terras raras brasileiras. A gente precisa lembrar que as terras raras, num contexto mundo, o Brasil é o segundo maior detentor atrás apenas da China. Isso é muito sério, porque de fato acaba por reverberar uma questão de violação o direito internacional. O direito
internacional só permite que um estado tenha intervenção em território de outro estado em duas situações. Primeira situação, quando há, por assim dizer, Uma autorização do Conselho de Segurança, fato esse que não ocorreu até agora. E o segundo ponto, quando há uma ameaça concreta, quando há uma intervenção armada de um estado estrangeiro em terceiro estado, ou se porventura houver uma a necessidade de legítima defesa. Não é a situação. O Estado não pode ter o poder de fazer uma intervenção dentro da soberania do Estado por conta de recursos naturais, recursos minerais, recursos econômicos. Então isso é importante
a gente destacar. Obviamente o Maduro é um ditador, é claro isso. Existe uma perspectiva sim de violação e deterioração dos direitos humanos da sociedade venezuelana, mas não é isso que o Trump tá preocupado. A gente precisa ter isso em mente pra gente não cair em falsas armadilhas que podem, por assim dizer, serem ditas por aí. Não é esse interesse. Segundo a fala do próprio Trump, o interesse é o petróleo Da Venezuela. >> Ninguém é inocente, né, professor? E a gente não pode ser inocente nessa cobertura. Claro, a gente tem um ditador que simplesmente criou um
cenário de miséria, violência, atentado contra os direitos humanos na Venezuela. A Venezuela, pelo potencial econômico dela, podia ser uma potência, como já foi no passado. E não é por causa de um regime ditatorial que tem o exército venezuelano como uma elite que aproveita Essas benéces e explora o petróleo. Mas por outro lado, a gente também tá falando nos interesses norte-americanos econômicos e não numa questão de tentar restabelecer a democracia na Venezuela, mas interesses dos próprios Estados Unidos e daquele plano americano que já foi divulgado por Donald Trump de ter uma zona de influência na América
do Sul. Professor, seu áudio tá com probleminha, a gente vai tentar corrigir. Eu chamo a senhora mais tarde Na nossa programação, daqui a pouquinho pra gente continuar olhando com lupa para esse cenário de break news que a gente tá dando aqui na Cirene Brasil. desse ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Me despeço rapidamente, a senhora volta daqui a pouquinho, eu aproveito para chamar principalmente o nosso correspondente, o Américo Martins. Américo, eu gostaria de fazer um exercício aqui ao vivo contigo, eh, pros nossos telespectadores, pra gente fazer Um relato detalhado, passo a passo de como foi
a operação dos Estados Unidos. Tudo começa com uma operação que foi esboçada e arquitetada em dezembro pelo governo norte-americano. E a informação que a gente tem de fontes da Reuters é de que o governo americano tinha espiões no governo venezuelano que detalhavam dia a dia os passos de Nicolás Maduro e onde Américo Martins estava o ditador que mudava de residências, que mudava de quartos. A Mariana Catass, nossa editora De Internacional, trouxe essa informação, inclusive, que Nicolás Madura e a esposa estavam em local fortificado e mesmo assim foram retirados do quarto em uma operação que foi
acompanhada por Donald Trump. Améico Martins, quais foram os passos seguintes e o que a gente pode esperar a partir de agora? Pois é, Uribe, foi uma operação muito bem planejada. Demorou ali meses nesse planejamento com os Estados Unidos indo Apertando o cerco. O presidente Donald Trump, inclusive, acabou de dar uma entrevista pra mídia americana e deu alguns detalhes do que está acontecendo neste momento e o que pode acontecer agora no decorrer dessa crise lá na Venezuela. Isso claro, sobre a perspectiva dos Estados Unidos. Em primeiro lugar, como a gente vem noticiando aí desde de manhã,
os Estados Unidos atacaram quatro províncias diferentes da Venezuela, inclusive Caracas, conseguiram capturar o ditador Nicolás Maduro. Segundo o presidente Donald Trump, o Maduro e a esposaília Flores estão neste momento a bordo, neste momento, perdão, a bordo de um navio americano de guerra, o Iima Ivogima, perdão. E esse navio está já indo em rumo a Nova York. Ele foi retirado da Venezuela por helicópteros de forma aérea e levado para navios, esses navios americanos que estavam lá no no mar do Caribe. Neste momento, ele Está a bordo deste navio de guerra americano indo a Nova York. Em
Nova York, nós já temos a informação também, ele muito provavelmente vai seguir preso até que ele seja julgado de acusações de narcotráfico e inclusive de corrupção. Existe já um processo em andamento contra ele desde 2020 nas cortes dos Estados Unidos, lá eh no sul de Nova York. A própria procuradoraagal, a Pâmela Bond dos Estados Unidos, confirmou que ele vai Ser julgado lá e pelas leis americanas. A acusação aqui, Uribe, acho que é importante a gente antes destacar isso, é uma acusação de narcotráfico e corrupção. Eh, não tem relação, por exemplo, com defesa da democracia ou
com a questão eh das fraudes eleitorais do ano passado. É uma questão da justiça americana relacionada a narcotráfico. O governo americano, inclusive, desde o começo dessa crise, vem insistindo nesse ponto que eles estão combatendo Narcotráfico em defesa dos interesses americanos, visto que a maior parte das drogas vai da América do Sul e do México para os Estados Unidos, o que também pode eh ligar alguns sinais de alertas nesses outros países. O Trump disse também nessa entrevista que ele acabou de dar pra mídia americana, pra TV Fox, ele disse que assistiu toda essa ação da prisão
do Maduro de um quarto da residência dele lá na Flórida, que os militares americanos fizeram uma Transmissão exclusiva aí desses acontecimentos e que ele poôde acompanhar essas cenas, essas cenas da prisão do do ditador Nicolás Maduro no passado. algumas forças americanas já tinham feito eh coisas parecidas quando eh por exemplo eh foram presos eh e depois mortos o Saddam Hussein e também eh o Bin Laden das forças do Afeganistão. O presidente Obama na ocasião acompanhou também a ação contra o Bin Laden. Agora Os Estados Unidos, diz o Trump já estão tomando decisões sobre o que
vai acontecer daqui pra frente. E eu queria chamar atenção para dois aspectos importantes do que o Donald Trump disse com relação a esse futuro imediato na Venezuela. Em primeiro lugar, e eu vou ler em aspas a frase dele, aspas não podemos correr o risco de deixar outra pessoa governar e simplesmente assumir o que o Maduro deixou para trás. Portanto, estamos tomando essa decisão agora do Que vai acontecer daqui paraa frente. Estaremos muito envolvidos nisso. Fecha aspas. Então, é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que o governo americano quer se envolver no futuro da
Venezuela, quem vai governar a Venezuela. Neste momento existe uma espécie de um vácuo de poder na Venezuela. Não está claro quem vai assumir o poder, qual o papel que os militares venezuelanos terão. Eles que têm uma força política e econômica, Inclusive muito grande na Venezuela, porque eles controlam as principais empresas do país, como, por exemplo, a Pedveza, a estatal do petróleo venezuelano. Mas o presidente Donald Trump diz que sim, os Estados Unidos vão se envolver neste processo. dos Estados Unidos querem, portanto, instalar na Venezuela, em na capital Caracas, um governo que seja um governo eh
próximo dos Estados Unidos, que não seja um governo rival. Ou seja, Estados Unidos Estão dando aqui uma clara mensagem para a Venezuela de não tentar manter o regime que era liderado pelo Maduro até esta manhã. O segundo ponto que eu acho que é muito importante, você destacava isso agora a pouco na entrevista com a professora, é também a declaração do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos estarão muito envolvidos e vão fazer muitos negócios com relação ao petróleo na Venezuela. presidente americano disse que os Estados Unidos Têm grandes empresas petrolíferas e que é do
interesse dos americanos de fato atuarem nessa questão do petróleo venezuelano. Então ele dá aqui pelo menos um dos motivos aí das ações dos americanos, o interesse dos americanos no petróleo venezuelano. Bom lembrar inclusive também que o governo do da Venezuela, logo depois aí desses ataques e da prisão do Maduro, soltou uma nota dizendo, acusando os Estados Unidos de estarem eh sendo movidos aí por Interesses no petróleo e nos minerais da Venezuela. A Venezuela tem as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, também é um país rico em minerais. E agora o presidente Donald Trump confirma
que eh que eh tem interesse, de fato, um interesse econômico aí, especialmente na exploração de petróleo. E só para terminar, Oribe, sobre essa declaração do Trump, aparentemente essa ação foi uma ação violenta, porque a da prisão do Presidente e o ditador Nicolás Maduro, porque o Trump afirmou que nenhum americano, nenhum soldado foi morto, mas alguns ficaram feridos nessa operação para capturar o Maduro num local que ele descreveu como fortemente eh fortificado, um lugar muito eh preparado ali para tentar proteger o Maduro. Então, eh, pelo que ele sugere aqui, eh, deve ter acontecido algum tipo de
resistência dos seguranças do Maduro. Ele também disse que um helicóptero foi Atingido durante essa operação, mas que nenhuma aeronave americana foi perdida. Então, isso sugere que tenha havido algum tipo de resistência do seguranças do Maduro, algum tipo de violência. Mas segundo o presidente, o Maduro já está num navio militar americano rumo a Nova York. Américo Martins, nós temos uma nota oficial do Palácio do Itamarati dessa reunião de agora a pouco. Haverá uma nova reunião às 5 da tarde. A gente vai ler ao vivo para vocês como se Posicionou o governo brasileiro em relação a esse
ataque dos Estados Unidos à Venezuela. O presidente da República coordenou uma reunião na manhã de hoje sobre os recentes acontecimentos na Venezuela. Participaram da reunião então o ministro das relações exteriores, o ministro da defesa, casa civil, secretaria de comunicação social, além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça. Na ocasião, Lula reiterou os Termos de sua postagem publicada de manhã, quando o Lula criticou ataque dos Estados Unidos à soberania venezuelana. O ministro da defesa, José Mil Monteiro, indicou não haver movimentação anormal na fronteira do Brasil com a Venezuela, que seguirá sendo
monitorada e que está em contato com o governador de Roraima, que é o Antônio Denaron, que a gente deu a informação agora a pouco, conversamos com ele. Ele disse que a entrada de brasileiros está liberada em Pacara. O Retorno dos brasileiros, mas não a passagem de venezuelanos. Isso é uma ordem do próprio governo venezuelano. O ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, relatou os contatos que manteve com seus homólogos nas últimas horas, ou seja, com os chanceleres, os representantes internacionais, tanto dos Estados Unidos como da Venezuela, e indicou não haver até o momento notícias de brasileiros
entre possíveis vítimas dos ataques. O chancelar informou ainda Estar em permanente contato com a embaixada do Brasil na Venezuela, para o acompanhamento da situação interna e aí sim uma nova reunião marcada para as 7 horas. Nós temos também neste momento informações atualizadas sobre o processo de indiciamento de Nicolás Maduro. O documento foi publicado pelo governo norte-americano. A nossa equipe está traduzindo esse documento e a gente vai trazer detalhes em instantes na programação do Breaking News. Mas antes Nós vamos até Caracas, capital da Venezuela, onde apoiadores de Nicolas Maduro protestam contra a captura do ditador. A
gente acompanha as imagens ao vivo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse agora a pouco e o Américo Martins trouxe essa informação, que assistiu ao vivo de Maralago a captura e que Madur e esposa foram levados de helicóptero, de um local fortificado, foram retirados do quarto pela CIR, pelo FBI para um helicóptero Que foram levados então a um navio anfíbio norte-americano e eles seguem para Nova York para serem julgados. Donald Trump afirmou que Maduro precisa desistir e se render. Américo Martins tem protestos para todos os lados. Tem protestos na Flórida, no Chile de eh
venezuelanos que fugiram do regime ditatorial e comemoram a possibilidade de retornarem agora a Venezuela. Por outro lado, você tem pessoas que apoiavam o regime ditatorial e nesse Regime ditatorial eles pedem o retorno, então, de Nicolás Maduro. A gente tem uma situação muito complicada na Venezuela. Nicolas Maduro sendo levado a um tribunal em Mahatam para ser julgado por narcotráfico e por outras irregularidades consideradas pelo governo norte-americano. E por outro lado, nós temos a vice-presidente na Rússia. O quem está no poder agora é o irmão da vice-presidente, que é o presidente da Assembleia Legislativa Venezuelana. E nós
não temos ainda informação do que será feito pela Constituição venezuelana. Era necessária a convocação de uma eleição em 30 dias, eleição direta, população venezuelana elegendo o presidente, mas nós estamos numa ditadura e a gente não sabe exatamente como o governo venezuelano vai atuar nesse sentido. Eu vou chamar o Pedro Moreira, ele acompanhou todo o processo ali no Palácio do Itamarati, a fala do Ministro da defesa, o José Múcio Monteiro, falando detalhes sobre a volta dos brasileiros, que parte da fronteira tá aberta, né, Pedro? E eles anunciaram também uma nova reunião às às 17 horas, 5
horas no Palácio do Itamarati. Pedro, Mauro Vieira está voltando ao Brasil. A gente tem alguma informação se o presidente Lula também voltar a Brasília? >> É isso pelo que ficou. Oi, Uribi, boa tarde, né? Bom dia para quem tá Acompanhando a gente. Boa tarde, melhor dizendo que para quem tá acompanhando a gente neste sábado mais uma vez. Eh, tudo indica que o presidente Lula ainda participa da reunião das 5 por videoconferência. Foi o que informou pra gente aqui a embaixadora Maria Laura da Rocha, que é a secretária geral, né, do Itamarati, que está no cargo
de ministra das relações exteriores interinamente por causa das férias de Mauro Vieira. Ela nos disse que essa reunião das 5 Também será feita por videoconferência mais uma vez aqui eh com parte presencial, né, parte das autoridades aqui no MRE, no Itamarati, mais precisamente na sala da própria embaixadora e que o presidente Lula participaria por vídeochamada. Então, por enquanto, né, a informação que a gente tem é que até às 5 da tarde o presidente Lula não estaria de volta à Brasília. Foi na verdade o que aconteceu aqui, Uribe, uma espécie de comunicado Lido, né, pela embaixadora
Maria Laura da Rocha, muito na nos termos da nota que você deu agora a pouco, que o Itamarati divulgou, dizendo que o governo brasileiro tenta entender o que está acontecendo, né, no momento eles tentam, buscam informações, inclusive o ministro da defesa, José Múlcio, não soube precisar se a fronteira do lado venezuelano está fechada ou não. Depois que acabou aqui a a entrevista coletiva, eu até perguntei mais uma vez ao Ministro fora dos microfones, né, se ele tinha essa informação, se a fronteira estava fechada ou não. E ele disse: "Olha, há boatos de que está fechada,
há boatos de que está aberta. Estamos tentando descobrir o que se o que o governo brasileiro afirma é que a fronteira brasileira, a passagem do Brasil para a Venezuela segue aberta normalmente. E agora o governo federal aqui em Brasília tenta entender, tenta apurar se a fronteira da se o cruzamento Nessa passagem da Venezuela para o Brasil também transcorre eh dentro da normalidade. Outra informação também que a gente destaca que a embaixadora Maria Rocha disse que a comodidade brasileira lá na Venezuela está tranquila nas palavras dela de que os turistas brasileiros que estavam no país estão
conseguindo deixar a Venezuela sem dificuldades. Aí a gente também eh fica imaginando como isso é possível, né, Uribe? já que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o espaço aéreo venezuelano está fechado. Então, esses turistas estão deixando a Venezuela como, né, por via terrestre. Eh, ela também disse que o eh o ministro Mauro Vieira está em contato com outros ministros das relações exteriores dos países vizinhos para discutir a situação. Eh, ela disse também que o governo brasileiro não tem informações do paradeiro do então presidente venezuelano, né, Nicolás Maduro. Eh, e Que vai haver
essa outra reunião às 5 da tarde para uma nova eh medição da situação. Ministro José Múcio Uribe também disse que o contingente lá em Roraima eh já havia sido reforçado no passado, que não há necessidade de um reforço agora, que são 2000 uma há um efetivo de 2300 eh militares em Roraima e em toda a região amazônica esse efetivo é de 10.000 militares, somadas as três forças: Exército, marinha e aeronáutica. E por enquanto o Brasil, o Governo brasileiro não prevê o envio de reforços militares paraa região, mas ele disse que tudo isso pode mudar a
depender do desenrolar das situações. E ele também disse que conversou cedo, né, com o governador de Roraima, eh, para discutir a situação. Ele disse que o governador Antônio Denaron ligou para ele bem cedo pela manhã e também conversou com o prefeito de Pacara para monitorar a situação. É o que o governo brasileiro tenta fazer aqui a partir de Brasília. tentar entender exatamente o que aconteceu e, né, para poder tomar decisões a partir daí. Uribe. >> Pedro, conversei com o Antônio Denarum, que é o governador de Roraima, o que que ele explicou? Que do lado venezuelano
tá fechado. Do lado venezuelano não se entra ou sai. Os venezuelanos não podem entrar ou sair do Brasil. Está aberta somente para a entrada de turistas que estão retornando pro Brasil. Ou seja, Brasileiros que estão na Venezuela podem passar pela fronteira para voltar ao Brasil, mas os venezuelanos não podem ainda. A gente vai atualizar daqui a pouquinho, Pedro, porque temos atualização sobre outro assunto com a nossa Luciana Tadeu. Luciana, a gente falava da oposição que não tinha se manifestado, mas Maria Corina Machado acaba de se manifestar nas redes sociais. Trago o posicionamento da líder venezuelana
de oposição. >> Uribe. Maria Corina acaba de publicar um comunicado. O título desse comunicado é: "Chegou a hora da liberdade". Ela disse que a partir de hoje Nicolás Maduro enfrenta a justiça internacional por pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de muitas nações. E diz que diante da negativa de Maduro de aceitar uma saída negociada, o governo dos Estados Unidos cumpriu sua promessa de fazer valer a lei. Nesse comunicado, Uribe, ela disse que agora é A hora dos cidadãos e disse pros venezuelanos que estão dentro do nosso país estejam preparados para colocar
em marcha o que muito em breve vamos comunicar através dos nossos canais oficiais. E pros venezuelanos no exterior, precisamos de vocês mobilizados, ativando os governos e cidadãos do mundo e compromet e que eles se comprometam desde já com a grande operação de construção da Nova Venezuela. E um dos principais pontos Desse comunicado é que Maria Corina afirma que hoje estão preparados. Aí ela se refere a ela e a Edmundo Gonzales, que segundo a oposição, foi o vencedor das eleições de 28 de julho do ano passado. Ela afirma: "Hoje estamos preparados para fazer o nosso mandato
valer e tomar o poder." Então, Maria Corina Machado, que tinha afirmado que seria a vice-presidente da Venezuela quando retornasse e finalmente Maduro saísse do poder, afirma estar preparada Para tomar o poder. pede pra população permanecer vigilante, ativa e organizada até que a transição democrática da Venezuela seja eh concretizada, uma uma transição que, segundo ela, precisa de todos. Então, convocando não somente os venezuelanos que estão na Venezuela, mas também os venezuelanos que estão no exterior. E aí, lembrando que a gente tá falando de cerca de 8 milhões de venezuelanos que deixaram o país. Muitos dizem que
vão retornar, que iriam Retornar assim que Maduro saísse do poder. A gente conversou muito sobre isso nas eleições chilenas. A questão da migração venezuelana era um grande, uma das grandes questões da campanha. Conversei com venezuelanos lá que me falaram que assim que Maduro saísse do poder poder iriam fazer as malas para voltar para Caracas. Outros não. Claro, porque ao longo desses anos acabaram construindo uma vida nos países de destino. A Argentina, por exemplo, é um País que acolheu muito bem os venezuelanos. A população argentina gosta muito dessa presença venezuelana que se integrou muito bem na
sociedade argentina, mas a realidade é que há venezuelanos espalhados por toda a América Latina. O cálculo é que sejam 8 milhões os venezuelanos que tenham saído da Venezuela. E agora a líder opositora Maria Corina Machado, que importante lembrar, a gente não sabe onde ela está. Ela recebeu Nobel da Paz em Oslo. Não Sabemos para onde ela foi, se ela foi pros Estados Unidos. Ela prometeu que muito em breve iria retornar paraa Venezuela e agora afirmando que vai dar instruções pros venezuelanos, tanto pros que estão dentro como pros que estão fora da Venezuela e afirmando que
ela e Edmundo Gonzales estão preparados para tomar o poder. Uribe >> senadão, independentemente de governo de esquerda ou direita, ditatorial ou democrático, é muito difícil você viver Como exilado. 8 milhões de pessoas é muita gente. Muita gente que teve que largar tudo na Venezuela. Algumas das pessoas que foram perseguidas pelo regime de Nicolás Maduro, que tiveram que montar a vida delas de novo. Eu conheço algumas em Brasília, conheço algumas, acompanhei muito a entrada dos venezuelanos em Pacaraima, em Roraima e eu vi bastante a situação, muitos deles pedindo dinheiro na rua, limpando no os carros no
farol, porque a situação é Muito difícil. Inclusive, Roraima foi um estado que teve que se adaptar para atender esses venezuelanos, pelo menos dá uma esperança para eles. Agora, qual esperança, né, Luciana Tadeu? A gente não sabe qual vai ser o futuro da Venezuela, se realmente vai ter uma democracia, se realmente Maria Corina Machado vai ter apoio da população para entrar no poder, já que os militares têm uma resistência muito grande a ela. E se realmente o regime ditatorial vai Continuar no poder e fazer um acordo com os Estados Unidos, porque Donald Trump já disse que
o interesse é a exploração de petróleo. Luciana, eu vou chamar a Mariana Catass, nossa editora, que tá aqui do meu lado, pra gente analisar primeiramente essa fala da Maria Corina Machado. Claro, a gente teve as eleições, o Edmundo Gonzales, segundo alguns organismos internacionais independentes, teria vencido as eleições, mas a imagem de Maria Corina Machado tem um pouco de resistência em parte da sociedade venezuelana. Você vê uma possibilidade, Mariana Cat dela assumir o poder ao Edmundo Gonzales ou o caminho mais provável são novas eleições com a possibilidade de um outro representante à frente da Venezuela? Uribe,
essa é uma pergunta com muitas respostas, uma resposta muito ampla, porque para entender o que vai acontecer na Venezuela daqui paraa frente, a gente precisa ter mais informações sobre o Aparato do regime militar que controla a Venezuela e sobre a situação de todas essas essas fontes, esses braços do governo chavista que controla a Venezuela. Então a gente ainda precisa saber exatamente o que vai acontecer com esse aparato, tanto militar que controla as forças, as autoridades eleitorais, porque Maduro saiu da Venezuela, foi retirado da Venezuela. Fontes, dizem a agência Reuters, que Deus Rodrigues, que é a
vice do regime, fugiu para Moscou, Mas não se sabe ainda. A Venezuela não confirmou em que circunstâncias se encontram as autoridades que sobraram e como elas vão prosseguir daqui paraa frente. Maria Corina é a líder da oposição, mas Edmundo Gonzales é quem assumiria caso a oposição entrasse no poder. Maria Corina disse que foi convidada por ele como vice-presidente, mas ainda não se sabe exatamente qual é o futuro dessa desse novo governo venezuelano, se haverá de fato um novo Governo assumido pela oposição ou se os militares, apesar de maduro ter sido retirado, continuarão com um grande
cerco sobre as autoridades da Venezuela. E tem uma preocupação muito grande e a professora nos explicou sobre o controle do petróleo, porque nós temos o interesse de Marina Corina Machado de abrir o negócio do petróleo para empresas conseguirem explorar e claro tem broyouts de petróleo e a Venezuela ganharia dinheiro com isso, mas hoje os Militares exploram petróleo, então a gente pode ter uma queda de braço entre militares e governo norte-americano, né? É isso mesmo, Uribe. Houve um processo de estatização do petróleo venezuelano. Justamente por isso que Donald Trump chegou a afirmar algumas vezes que a
Venezuela roubou o petróleo dos Estados Unidos, que antes era explorado. O o petróleo venezuelano era explorado pelos Estados Unidos, mas passou por esse processo de estatização. Por isso Donald Trump diz que o petróleo foi roubado. E com certeza o petróleo tem sido e vai continuar sendo um dos focos principais dessa crise na na Venezuela. Isso porque Caracas tem a principal reserva de petróleo do mundo, que com certeza será muito disputada por todas as partes desse conflito. E a gente destaca também uma informação aqui, Uribe sobre os ataques que os Estados Unidos fizeram hoje a proximidades
da maior base militar da Venezuela. A gente preparou Uma arte que a gente pode colocar aqui no nosso telão mostrando os pontos de os pontos de calor que foram detectados pela NASA e que indicam ataques dos Estados Unidos. Então, onde a gente vê aqui esses foguinhos que a gente sinalizou, seriam os pontos detectados pela NASA de aumento excessivo de calor. Esse monitoramento é feito pela NASA de forma rotineira para monitorar anomalias, grandes incêndios persistentes e mostram aqui que por Volta das 2:30 da manhã aqui no horário de Brasília, eh teve um aumento do nível de
calor perto da base do complexo militar de Fort Tiuna, que é a principal base militar da Venezuela. Complexo militar fica nessa região, >> é essa região aqui, Uribe. E esses ataques aconteceram muito perto desse complexo militar que é o maior da Venezuela, que abriga a sede do comando venezuelano e que, inclusive, como a Luciana Tadeu relembrou na nossa Programação mais cedo, é para onde o Hugo Chaves foi levado, por exemplo, durante a tentativa de golpe em 2002. Então, é um uma das bases militares mais importantes da Venezuela. O que a gente não tem informação ainda,
Uribe, é se Maduro estava nesse local. Trump disse que ele estava em uma em uma localização muito fortificada, mas não detalhou exatamente qual era essa localização. O que a gente sabe é que foram divulgados vídeos dessa base e militar com Explosões e muito fogo. Então, com certeza, algum tipo de dano a essa base militar que abriga recursos estratégicos da Venezuela a gente deve observar nas próximas horas. Interessante, porque foi o que Donald Trump disse, ele estava em um local fortificado. Pode ser que seja nessa base, pode ser em outro local, mas a gente já vê
os ataques americanos sendo feitos nesse local. A gente também tem atualização de um tweet do Edmundo Gonzales, que teria sido o vencedor das Últimas eleições na Venezuela. O que diz o Edmundo? Venezuelanos, estas são horas decisivas. Saibam que estamos prontos para a grande operação de reconstrução da nossa nação. E o interessante é que ele comenta em cima daquela manifestação da Maria Corina Machado, ou seja, estão juntos. A própria Maria Corina Machado disse que ela e o Edmundo Gonzales darão as ordens para o povo venezuelano para reconstrução do país. Resta saber se Eles vão ter aí
o aparato, o apoio dos Estados Unidos nesse processo para eventualmente assumirem o poder. O que a gente sabe, Nicolas Maduro está em um navio indo para Nova York, custodiado pelos Estados Unidos, para responder a um processo. A gente vai trazer os detalhes do processo daqui a pouquinho porque o governo norte-americano tirou o sigilo e tá no site lá do governo norte-americano. Por outro lado, nós temos, como trouxe a Mariana Catace, A vice-presidente na Rússia. Quem está no poder é o irmão da vice-presidente, que é o presidente da Assembleia Legislativa da Venezuela. Mas a gente não
sabe ainda se ele está na Venezuela ou se ele fugiu com a vice-presidente pela Constituição Venezuelana, né, Mariana Catace? Eleições daqui a 30 dias vão cumprir a Constituição venezuelana. Não se sabe. A Venezuela é uma ditadura com uma constituição democrática que não é Cumprida ou é cumprida na aparência com processo eleitoral que é fraudado. Então é preciso a gente entender exatamente se haverá eleições ou não, se Edmundo Gonzales ou se Maria Corina Machado vão participar dessas eleições. Mariana, vamos para um rápido intervalo aqui no nosso break news. A gente vai dar uma rápida pausa e
voltamos em instantes com novidades sobre esse ataque dos Estados Unidos. A Venezuela, nós teremos coletiva daqui a pouquinho, Posicionamento de autoridades mundiais e brasileiras e também a fala de Donald Trump às 13 horas. Donald Trump vai explicar exatamente o que aconteceu, o que que ele trará de novidades. Nosso agora CNN volta em instantes. Não saia daí. Nós continuamos com o nosso break news do ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a gente traz agora um posicionamento que a Jusara Soares, nossa analista de política, trouxe da embaixada da República da Venezuela no Brasil, que se posicionou
sobre esse ataque. Pedro Moreira, quais palavras foram usadas? Pelo que eu li rapidamente da nota, houve críticas à atuação de Donald Trump, né? Sim, certamente, Uribe. Essa nota divulgada pela embaixada da República Bolivariana da Venezuela aqui em Brasília, né? embaixada venezuelana aqui no Brasil diz que eh denuncia os violentos ataques perpetrados contra o País nas primeiras horas desta madrugada e que esses ataques representam a consumação sobre pretextos falsos e cínicos da ação criminosa e predatória de Donald Trump e do aparato militar norte-americano contra a contra a pátria, a soberania do nosso país e a paz
regional. Segue o texto dizendo que a embaixada reitera perante a opinião pública brasileira e internacional aos governos e povos do mundo, que esses ataques perversos não são apenas contra A paz de um país, mas também contra o controle e a gestão soberana de nossos recursos naturais, a autodeterminação, o respeito ao direito internacional e a estabilidade do continente. A embaixada informa que o governo bolivariano da Venezuela permanece de pé, firme ao lado do povo, homens e mulheres, na defesa do solo sagrado da pátria, e exigiu que o governo de Donald Trump e esclareça imediatamente o paradeiro
do, abre aspas, nosso legítimo presidente Nicolás Maduro Mouros e de sua companheira, a primeira dama Cília Flores, bem como o respeito à integridade física e ao direito sagrado à vida. Fecha aspas. Eh, a nota termina, Uribe, exortando os governos da região e do mundo, partidos políticos, imprensa livre e movimentos sociais, a denunciar e condenar com todo o peso, sem hesitação e com o rigor e a consciência histórica que exigem estes momentos cruciais, essa agressão sem precedentes em nosso continente. Curibe. A gente, nossa reportagem reportagem esteve também eh diante da embaixada da Venezuela aqui em Brasília,
é para verificar, né, se tinha algum movimento ali no entorno. A embaixada está fechada, tudo parado por lá, lembrando que hoje estaria fechada para atendimento ao público, né, reabriria apenas na segunda-feira às 9 da manhã. E aí a gente também vai monitorar para saber se as representações diplomáticas na Venezuela vão seguir funcionando Normalmente, apesar desses ataques dos Estados Unidos e da captura de Nicolás Maduro, Ribe, >> trazer daqui a pouquinho também posicionamento do governo chinês, que disse que reagiu com choque o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Mas antes vamos relembrar o primeiro posicionamento do
presidente Lula. Ele fez uma postagem no X, onde chamou de afronta gravíssima a soberania, o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. Vamos Ler juntos. Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima, a soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países em flagrante violação do direito internacional é o primeiro passo para o mundo de violência, causa e instabilidade, onde a lei do mais forte Prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com
a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa esse episódio. O Brasil Condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação. Eu vou chamar Américo Martins pra gente analisar essa fala. Américo, você fez uma análise extremamente eh exata, eu posso dizer assim, sobre esse
posicionamento de Lula. De um lado, a gente tem duas medidas, duas réguas e duas medidas, dois posicionamentos diferentes do presidente Lula sobre o ataque da Rússia a Ucrânia e o ataque Dos Estados Unidos à Venezuela. A gente viu que Lula acabou não falando com o mesmo tom enfático quando falou sobre Vladimir Putin, mas ao mesmo tempo tem um posicionamento de Lula querendo se colocar como um agente político da pacificação, já que as relações dos Estados Unidos com a Colômbia se degradaram bastante. A Colômbia era esse parceiro dos Estados Unidos para mediar uma pacificação na Venezuela.
Pois é, Uribe, essa nota do presidente Lula nas redes sociais é uma nota que, obviamente, tá sendo influenciada por uma grande incerteza. Essa incerteza é, obviamente, o que que vai, afinal de contas, acontecer na Venezuela sem o Maduro. Então, é aí essa é uma das informações que o governo brasileiro tá tentando levantar, quais são os cenários ali que podem acontecer na Venezuela. Portanto, o presidente Lula manteve ali esse tom crítico que ele vem adotando, na verdade, desde o início da crise, Dizendo que a América do Sul é uma região de paz, que não deveria ter
nenhum tipo de confronto na região, nenhum tipo de ataque militar. E, portanto, ele condena esses ataques sem mencionar as palavras Donald Trump ou Estados Unidos, mas condena essas ações dos americanos, esses ataques, lembrando que o Brasil historicamente tem essa posição de defender a soberania dos países e o princípio da não intervenção, o princípio de que os povos devem ter a Sua autodeterminação. Esses são princípios da política externa brasileira desde sempre. O, não é apenas deste governo, mas o presidente Lula certamente vai ser criticado, como eu coloquei antes, porque não adotou exatamente essa postura com relação
à Ucrânia. Ele condenou sim a invasão da Rússia, mas não em termos tão fortes como isso, dizendo inclusive que é uma ação obviamente inaceitável. Claro que temos um elemento aqui muito dramático, Que é a captura de um presidente, um ditador que estava no poder eh na em Caracas por forças de outro país. Então esse é um caráter extraordinário, vamos dizer, dessa situação. Outro ponto que o presidente Lula muito certamente vai também eh apresentar é que o Brasil tem uma responsabilidade muito maior na sua região, na América do Sul do que na Europa, mas de qualquer
forma ele seria criticado por isso. No entanto, ele deixou uma porta aberta, né, Uribe, para O diálogo com os Estados Unidos. É uma forma, inclusive de se oferecer para algum tipo de mediação. Essa posição de mediação do governo brasileiro fica prejudicada sem a presença do Maduro. Mas nessa situação de incerteza que eu disse logo no começo dessa análise, o Brasil ainda tem algumas cartas a jogar, porque obviamente as autoridades brasileiras têm contatos com muitas das autoridades venezuelanas, inclusive com autoridades militares venezuelanas. Então o Brasil pode ter, como você colocou aí, esse papel de ajudar numa
mediação no futuro da Venezuela. Isso, claro, se houver um espaço para isso, a partir das autoridades que continuam no posto na Venezuela e também do governo americano e da oposição venezuelana que vai ter um papel a jogar nesse processo também. A gente acabou de trazer aí as declarações tanto do Edmundo Gonzales como também da Maria Corina Machado com relação à oposição já se apresentar aí Como preparada para assumir o governo. Vai ser mais complicado do que isso, aparentemente, mas tem um papel ali pro Brasil certamente jogar. E o Brasil deixa aberto esse caminho de uma
forma que outros países não deixaram. A China, por exemplo, claro, o Brasil também tem uma relação ali com a Venezuela e um país fronteiriço tem eh tá na sua região. Mas essa nota da China que você disse foi bastante dura também contra eh os Estados Unidos. eh, mais, muito mais Dura inclusive do que a nota do presidente Lula, dizendo que um, um representante do Ministério das Relações Exteriores da China diz que o governo chinês tá profundamente chocado e condena veementemente os Estados Unidos pelo uso imprudente da força contra um estado soberano e por terem como
alvo o seu presidente. Então, você noteí uma declaração com tons muito mais fortes do que aqueles adotados pelo governo brasileiro. Até aqui o presidente Lula Tá tentando manter uma espécie de equilíbrio ali, claro, condenar os ataques e também a captura do presidente Maduro com quem o presidente Lula ao longo dos anos teve uma boa relação, mas ao mesmo tempo tentando deixar um espaço para o diálogo. A China não tem essa responsabilidade porque não se trata da região dela, embora do ponto de vista econômico a China também acabe sendo afetada porque importava muito petróleo da Venezuela.
Então a gente vê aí como Os países, levando em consideração, inclusive suas políticas internas e suas tradições de política externa, tão adotando posições mais ou menos duras com relação a esses fatos de hoje lá na Venezuela. >> Américo Martinz, 45% do petróleo venezuelano é importado pela China. Por isso que os chineses estão preocupados. 28% são importados pelos Estados Unidos. A tendência, caso haja um controle maior dessas empresas Americanas, dessas reservas de petróleo, é que diminua a exportação pra China e aumente dos Estados Unidos. Por isso que é uma grande preocupação dos chineses. Ao mesmo tempo,
Américo Martins, chega uma informação de última hora da CNN que a Rússia tem conversado com os Estados Unidos para a liberação de Nicolás Maduro. O que poderia acontecer, caso seja bem-sucedida essa conversa, é o que aconteceu na Síria com bacharelassad, né, Américo Martins, ele saiu da Síria e Hoje está em Moscou. Poderia ser um caminho pro ditador venezuelano também se abrigar. ali na Rússia poderia, mas isso exigiria uma grande negociação diplomática com os Estados Unidos que neste momento não parecem dispostos a aliviar, pelo menos inicialmente, a situação do Maduro. Ah, o Bchar Alassad quando caiu
já foi direto, né, pra Rússia e tá lá até hoje. Muita gente diz inclusive que o Vladimir Putin, que diz que nunca chegou a Conversar com Assad, depois que ele pediu asilo para os russos, que ele poderia eventualmente alguma negociação diplomática aí no futuro oferecer o Assad para ser julgado pelos crimes que ele cometeu, ou na própria Síria ou em algum outro país ocidental. Neste momento ele está asilado e no ostracismo lá na Rússia. Agora, no caso do Maduro, isso exigiria uma negociação da Rússia oferecer algo para os Estados Unidos que pudessem eh ser atrativos
o suficiente Para os americanos liberarem o Maduro. E neste momento, eh, o Maduro talvez não interesse tanto assim para as autoridades de Moscou. É claro que a China, a Rússia, esses países que se aproveitaram muito aí da proximidade com a ditadura do Nicolás Maduro, agora eles estão preocupados porque eles perdem o acesso à parte desse mercado eh venezuelano, no caso eh da Rússia, que exportava muitos produtos para a Venezuela por conta das sanções Internacionais contra o regime do Maduro e no caso da China pela importação de petróleo. Além disso, esses dois países perdem um aliado
importante na América Latina e perdem uma posição muito importante caso exista de fato uma mudança total de regime na Venezuela. Agora, o Maduro em si já não tem todo esse valor aí para os russos negociarem dessa forma, a não ser que eles tenham algum interesse em continuar mantendo alguma posição mais forte na Venezuela. Mas os americanos estão dando a entender que o Maduro vai enfrentar uma vida dura. a partir de agora. E esse inclusive tem que ser o tom mesmo dos americanos neste momento, porque a situação continua indefinida na Venezuela. Então, os americanos não vão
aliviar neste momento a retórica contra o Maduro, muito pelo contrário, vão apertar cada vez mais até que esteja clara qual vai ser eh a situação política na Venezuela, que tipo de Transição a gente vai ter. E a gente tem alguns cenários para isso, né, Uribe? um cenário eh a Rodrigues, a vice-presidente assumir de fato como manda a Constituição eh venezuelana e convocar eleições em 30 dias, eleições que poderiam eh ser organizadas de uma forma mais democrática. A gente tem um um cenário de caos, inclusive pode ter inclusive muita violência com a polarização grande que existe
na Venezuela e alguns grupos armados. Isso Seria o pior cenário. Ou também podemos ter uma repressão mais forte com os militares eventualmente tentando aí eh se manter no poder de alguma forma. Esses militares também podem inicialmente tentar far e começar a fazer algum tipo de negociação com os americanos para ter, por exemplo, uma anistia para eles ah e em torno em troca de um outro tipo de regime na Venezuela. Então, a situação é muito incerta, inclusive com relação a quem poderia de Alguma forma ajudar o Maduro nesse momento. Não me parece que ele tem muitas
opções. UIB >> Américo Martins, a qualquer minuto Donald Trump falará publicamente sobre esse ataque de hoje. Nós da CN Brasil vamos transmitir ao vivo. Tava marcado para 1 hora da tarde, horário aqui do Brasil. Pode começar a qualquer instante. Quando começar, a gente vai para outro break news aqui dentro do nosso break news e nós vamos exibir ao Vivo a fala do presidente norte-americano e faremos uma repercussão também com os nossos analistas, comentaristas entrevistados sobre a fala de Donald Trump. Antes disso, Américo Martins, a oposição da Venezuela está pedindo neste momento que Edmundo Gonzales assuma
o poder no país aqui da América do Sul. A gente já falou as dificuldades que Maria Corina Machado tem nesse sentido. Ela tem apoio de parte da população, até dos Estados Unidos, mas a gente tá falando ainda em um país que vive um regime ditatorial com os militares no controle, principalmente da produção de petróleo. Você vê no horizonte próximo alguma possibilidade de Edmundo Gonzales assumir o poder na Venezuela? Américo, no curtíssimo prazo, vai ser difícil, eh, Uribe, vai ter que acontecer uma negociação agora entre os vários atores políticos da Venezuela, até porque nós estamos vivendo
uma situação muito Particular. Nós já tivemos no passado, por exemplo, países que foram invadidos e os seus respectivos ditadores presos. Aconteceu isso, por exemplo, em 1989 no Panamá. uma situação bastante parecida, inclusive com o que nós estamos vivendo agora, que foi os Estados Unidos na época do governo do George Bush Pai, eh, determinar a invasão do Panamá, porque existia ali muita preocupação com relação ao acesso ao canal do Panamá e uma acusação dos Estados Unidos de que o Manuel Noriega, na época, o ditador do Panamá, que passado tinha tido inclusive muitas relações com a CIA,
a agência de inteligência dos Estados Unidos, de espionagem, eh, É, a alegação é que ele também estava envolvido com o narcotráfico e, portanto, precisaria responder a isso na justiça americana. Ele foi preso, de fato, julgado na justiça americana, ficou anos na cadeia, depois ele foi inclusive extraditado e acabou morrendo em 2017 ainda preso. Mas Aquela situação era diferente porque naquela ocasião a gente tinha uma invasão dos marines americanos que estavam ocupando o Panamá. não é o caso neste momento na Venezuela, é diferente. Então nós tivemos aí a remoção do Nicolás Maduro, o ditador do poder,
mas isso não resolve de imediato a situação eh na Venezuela. É uma condição importante para essa transição, para uma coisa democrática, mas não é esse não é o único fator você retirar o Maduro não Quer dizer que você mudou completamente o regime da Venezuela. Os Estados Unidos certamente vão manter a pressão sobre os venezuelanos. Os venezuelanos vão ter que fazer um cálculo agora, os políticos, os militares, que é o seguinte: os americanos já mostraram que estão sérios nesse processo, que querem uma mudança e que tem capacidade de fazer ações, inclusive extraordinárias como essa de capturar
o Maduro. Como é que nós vamos reagir a partir de agora? Agora, existe também uma resistência muito grande a Maria Corina Machado e o Edmundo Gonzales por parte desses atores políticos na Venezuela, em especial os militares, que certamente vão tentar negociar no mínimo algum tipo de anistia para eles. Então não é imediato, tirou o Maduro, tá tudo resolvido na Venezuela, não. O processo é bem mais complicado, porque você tirou uma peça fundamental, mas uma peça que não desmorona completamente o regime. Aliás, o regime Da Venezuela foi montado dessa forma justamente para ele não desmoronar eh
simplesmente com a ausência de um dos seus pilares. Por isso que os militares na Venezuela, por exemplo, são milhares de generais, eles são muito divididos para não ter ali muito poder concentrado na mão de um militar apenas. Então eles vão tentar algum processo de negociação neste momento. Óbvio que a oposição venezuelana vai querer dizer que o Edmundo Gonzales é o o presidente de Fato, porque ele venceu as eleições que foram fraudadas pelo Maduro. A Maria Corina Machado também vai fazer isso. É possível que os americanos peçam isso, mas uma coisa você desejar ou adotar essa
retórica, outra coisa é a situação no terreno. E isso vai passar necessariamente por muitos atores na Venezuela, em especial os militares. são eles que de fato detém o poder na Venezuela. Eles devem estar entendendo que a situação é grave e devem estar Entendendo os recados que estão vindo de Washington, mas mesmo assim eles ainda precisam elaborar o que que eles vão fazer. >> Não é fácil. A gente viu o que aconteceu na Síria, baixarela Sad, ele saiu, foi para Moscou e nem por isso a situação na Síria se resolveu. Caiu Sad Hussein e o Iraque
até hoje tá naquela instabilidade política econômica que a gente vê há anos. Então é uma dificuldade muito grande quando cai um ditador para tentar Restabelecer algum tipo de governo e queçá democrático. Américo Martins, a gente tá vendo imagens agora ao vivo do púlpito em Maralago, onde daqui a pouquinho o Donald Trump falará pela primeira vez publicamente, né, uma entrevista a um veículo de imprensa sobre o ataque feito a pelos Estados Unidos à Venezuela. A gente vê alguns jornalistas lá arrumando os microfones, cinegrafistas. Donald Trump deve chegar em instantes. Nós vamos exibir essa fala De Donald
Trump em Palm Beach, na Flórida, ao vivo aqui no nosso break news da Cine Brasil. Quando o Donald Trump chegar, a gente paralisa as nossas análises. Vamos ouvir do início ao fim a fala do presidente americano e na sequência teremos análise, teremos comentários, teremos perspectivas sobre o futuro da Venezuela e sobre o julgamento de Nicolás Maduro, que neste momento está em um barco americano sendo levado ao Nova York para ser julgado por Um tribunal de marrata. Enquanto isso, eu vou falar com a Mariana Cato. 3 de janeiro. As pessoas dizem: "Não, o começo do ano,
mas é um dia que é uma pedra no sapato de muita gente. Mariana Catace, a gente vê o Américo Martins falando do Noriega, temos também o Suleani, temos agora Nicolas Maduro. É um dia de ações dos Estados Unidos contra o que eles consideram regimes ditatoriais. É isso mesmo, Uribe. O dia 3 de janeiro, historicamente é um dia Muito ruim pros principais adversários dos Estados Unidos. O Américo Martins bem lembrou aqui o ex-líder militar do Panamá, que há exatos 36 anos se rendeu depois de se refugiar em uma embaixada do Vaticano na cidade do Panamá. Ele
se rendeu às forças americanas depois de dias de pressão. Uma estratégia curiosa que os militares americanos usaram na época foi colocar altofalantes com músicas de heav metal muito altas, o som estourando e então eh Manuel Noriega, Ex-líder militar do Panamá, se rendeu no dia 3 de janeiro. Ele que também era acusado de tráfico de drogas, enfrentava essas acusações de narcotráfico, assim como Nicolás Maduro, foi levado para os Estados Unidos, enfrentou essas acusações e passou muitos anos em prisões francesas e panamenhas até que morreu em 2017. Outro destaque foi no ano de 2020, há 6 anos,
quando os Estados Unidos anunciaram ataques a Bagdá, no Iraque. Isso me recordo, >> ataques que mataram inclusive o general Cassim Suleimani, que era o líder das forças CUDs, da Guarda Revolucionária do Irã. Essas forças CUDs são eh responsáveis principalmente pelas operações do Irã em no exterior, operações externas. Então o Cassen Suleimani era acusado de ser o arquiteto, por exemplo, de um ataque em Bagdá, que matou cidadãos, cidadãos americanos. Era acusado também de planejar um ataque à embaixada dos Estados Unidos no Iraque. Também foi morto em um bombardeio dos Estados Unidos no dia 3 de janeiro.
Então, coincidência ou não, esse é um dia historicamente muito ruim pros adversários americanos. E a gente vê que realmente já poderia ter sido previsto pelo governo venezuelano, porque os presidentes americanos costumam fazer atuações nesse dia 3 de janeiro. A gente vê aqui Palm Beit. Palmibit, onde em instantes Donald Trump ele irá fazer um Pronunciamento à imprensa e falará principalmente sobre os detalhes dessa operação. A gente já tem vários pontos que ele compartilhou nas redes sociais ou que Donald Trump compartilhou também entrevista a Fox News. Ele contou que essa operação já era arquitetada desde havia fontes
do governo norte-americano no governo venezuelano que semana a semana informavam do paradeiro de Nicolas Maduro. E aí chegou-se à localização exata dele. CIA, FBI, forças Americanas conseguiram localizar Nicolas Maduro e retirar ele e a esposa do quarto onde eles estavam dormindo na madrugada da Venezuela. foram levados de helicóptero a um navio norte-americano anfíbio. Lá conversaram com o governo norte-americano. Operação acompanhada em Maralago pelo próprio Donald Trump por vídeo e aí sim conversaram com o governo dos Estados Unidos e são levados neste momento a Nova York, onde serão julgados por um tribunal em Mahattan. Todos esses
Detalhes devem ser reafirmados por Donald Trump nessa entrevista que nós da CN Brasil vamos mostrar ao vivo. Sem interrupções. Agora a gente não tem nem mais break para você acompanhar em tempo real. A gente vai transmitir o início ao fim da fala de Donald Trump depois dessa operação, a primeira grande operação dos Estados Unidos na América do Sul. pra gente falar o que a gente pode esperar sobre todo esse processo, a gente conversa com Gustavo Menon, que é Professor de pós-graduação em integração da América Latina da USP. Xará, muito obrigado pela presença aqui na nossa
cobertura. Eu vou começar a nossa entrevista perguntando ao senhor como o senhor viu essa operação? Era esperado que Donald Trump falasse abertamente sobre a possibilidade de exploração do petróleo e há num curto prazo, num horizonte, a possibilidade de restaurar uma democracia na Venezuela. >> Boa tarde, Gustavo. Boa tarde a todos Aqueles que nos assistem na CNN Brasil. De fato, mais um episódio nessa escalada de persuasão e agora com uma incursão que já vinha sendo anunciada por parte de Donald Trump ao longo dos últimos dias e ouso dizer nos últimos meses, quando nós analisamos a mobilização
estadunidense para esse ataque que afronta o direito internacional, afronta a integridade territorial de um país vizinho, e que coloca cada vez mais em cheque todos os diálogos, todas as Iniciativas de cooperação no sistema multilateral. Precisamos analisar como que esse ataque foi operacionalizado em um quadro de um mundo em conflagração. Vale destacar, Gustavo, como é que do ponto de vista das relações internacionais estamos falando de uma conjuntura bastante complexa a começar pela guerra neuráia. os conflitos que se dilataram no Oriente Médio. Quando a gente puxa para nossa região, paraa América Latina, veja que estamos diante De
uma atmosfera de fragmentação política e desintegração regional. Isso facilitou também o empreendimento estadunidense por parte de Donald Trump nesse sequestro, nessa captura de Nicolás Maduro e sua esposa na madrugada de hoje, noite de ontem na Venezuela. E perceba que estamos evidenciando, no fundo, uma espécie de colapso do direito internacional, como que as instituições que foram gestadas por parte do sistema ONU naquele cenário de Bradon Woods, de Fato, estão sendo colocad cheque em um quadro onde essas instituições simplesmente estão virando pó. Há uma série de preocupações até que ponto essa escalada de violência não afete todo
o subcontinente da América do Sul. E veja que o quadro, nesse cenário de aumento de tensões é de rivalidades entre os atores locais. Américo Martins destacou muito bem como é que Javier Milei celebrou exatamente a incursão estadunidense e por outro lado, o Presidente Lula, Gustavo Petro na Colômbia, o presidente Gabriel Borit no Chile chamaram a atenção para essa condenação e para essa ameaça que coloca em risco não só a integridade territorial venezuelana, mas também a soberania dos demais países na América do Sul. Professor, vamos falar sobre petróleo porque Donald Trump foi direto na entrevista Fox
News. Ele disse que o futuro do petróleo na Venezuela passará pelos Estados Unidos. Estados Unidos que Exploraram por muito tempo o petróleo. Depois acusaram a Venezuela de terem rompido contratos quando se estatizou a exploração de petróleo. E a gente tem os militares participando, inclusive dessa desse processo de exploração. Como o senhor vê o papel dos militares nesse momento? O senhor acredita que eles devem resistir ao governo norte-americano ou eles podem fazer um acordo nessa tentativa de exploração em conjunto? >> Essa é a pergunta chave que nós precisamos observar nas próximas horas e nos próximos dias.
Gustavo, de fato, as forças armadas bolivarianas da Venezuela estão muito alinhadas com o regime chavista, com o regime de Nicolás Maduro. E o que não se sabe agora com o sequestro do presidente venezuelano é como que esse episódio será sucedido em termos da movimentação das forças armadas. Há quadro dissidentes, não há quadro dissidentes. Mais do que isso, Como é que será cumprida a própria Constituição? Sabemos que há uma série de violações de direitos na Venezuela. No entanto, veja que esse ataque não justifica de forma alguma como é que os Estados Unidos acaba adotando essa política
de ingerência em um país autônomo, em um país soberano. E vale destacar, Gustavo, do ponto de vista geoeconômico e geoestratégico, como que a Venezuela, conforme já reforçado, conforme nós Sabemos, trata-se da maior reserva de petróleo do planeta. E olhe que como há movimentações que são movimentações no sentido de freiar o avanço de certos atores que são adversários dos Estados Unidos do ponto de vista geopolítico. Há um aceno claro, nítido com essa inção estadunidense em direção a Pequim. mais do que isso, né, como que há recados que estão sendo mandados também paraa Rússia, paraa própria Europa,
onde diversos líderes de diferentes Colorações partidárias, de diferentes matrizes ideológicas, vem rechaçando aquilo que foi realizado por parte dos Estados Unidos nessa nação soberana. E claro, precisamos aguardar também como que as forças armadas venezuelanas se posicionarão em termos dessa sucessão. Como é que o presidente Nicolás Maduro será julgado em Nova York, como que os setores oposicionistas na Venezuela vão se movimentar a partir de Edmundo Gonzales, Maria Corina Machado, entre Outros atores que serão decisivos para além das Forças Armadas. Acredito que do ponto de vista da orquestração dessas forças políticas, esse ataque ao território venezuelano fortalece
uma coesão entre as Forças Armadas, que são não só eh partícipes do governo de Nicolás Maduro, mas também são privilegiadas do ponto de vista da atuação em diferentes ministérios, na própria gerência do petróleo, no controle da PDvezza que trata-se da Petrolífera equatoriana da empresa estatal venezuelana que controla o petróleo. Por isso que precisamos aguardar o pronunciamento tanto de Donald Trump, bem como analisar como que ficará a correlação de forças domésticas na Venezuela, como que esses atores, tanto xavistas, bem como da oposição, vão se posicionar nas próximas horas. Observar exatamente como deve ser o processo de
negociação, né, professor, em relação a Nicolas Maduro. A Rússia já Entrou em contato com os Estados Unidos, oferecendo inclusive guarida a Nicolás Maduro no território russo para que ele não seja, enfim, condenado ou preso nos Estados Unidos. Professor, eu vou ter que ir ao vivo para Palmebit porque em instantes Donald Trump vai falar ao vivo e a gente vai transmitir ao vivo. Eu agradeço o professor Gustavo Menon, ele é professor de pós-graduação integração da América Latina da USP e convido o senhor professor a voltar mais tarde na Nossa programação pra gente analisar com Lupa o
discurso de Donald Trump. Obrigado pela participação. >> Eu que agradeço, Gustavo. Até uma próxima. Continuamos atentos às próximas movimentações, tanto no território venezuelano, bem como a coletiva do presidente Donald Trump. Forte abraço. >> Obrigado, Xará. Obrigado pelas informações e pelas análises. A gente não vai sair dessa tela a partir de agora, porque a informação que a gente Tem é que em a qualquer segundo Donald Trump falará com a imprensa em Palm Beach, na Flórida, dando detalhes a respeito dessa operação. o cientista político, especialista em América Latina, no Gustavo Menon da USP, explicava sobre as várias
variáveis que nós temos aí no radar, tanto uma reação internacional do direito internacional, como também sobre o futuro da Venezuela. Claro, pelo Estatuto de Roma, nós temos um ato de agressão à soberania de outro País, apesar, claro, da Venezuela ter uma ditadura bastante rígida, que massacra os direitos e também as liberdades por lá. Há uma questão internacional de uma avaliação se Nicolas Maduro deve ser julgado por um tribunal internacional, eventualmente pelo tribunal de AIA ou se julgado pelo governo norte-americano. Donald Trump está levando neste momento Maduro e a mulher para Mahattan para que haja esse
julgamento. Só que há líderes mundiais Que defendem o oposto, que ele seja julgado por um organismo internacional. talvez o Tribunal de AIA, talvez algum dos tribunais da Organização das Nações Unidas da ONU. O professor e vários analistas políticos avaliam que a gente tá num quadro muito sensível politicamente, um quadro de instabilidade do multilateralismo. Nós temos três grandes nações fazendo ataques para reforçar as suas zonas de influência. Os Estados Unidos atacando a Venezuela, a China fazendo exercícios militares em Taiwan e temos a Rússia atacando a Ucrânia e isso gera instabilidade mundial. Tivemos uma divisão completa na
América do Sul, como explicava o professor Gustavo Menon. De um lado nós temos Gustavo Boret. No Gustavo Boret não, Gustavo Petro. Nós temos o Boret no Chile, nós temos também Luís Ináciula da Silva, todo se posicionando contra o ataque dos Estados Unidos, abrindo os olhos pra Possibilidade dos Estados Unidos não exercerem grande influência na América do Sul. Por outro lado, nós temos Kest, o futuro presidente do Chile, mas também Javier Milei, defendendo a queda do regime ditatorial de Nicolás Maduro. A oposição na Venezuela neste momento defende que haja o restabelecimento de uma democracia e que
Edmundo Gonzales, candidato nas eleições venezuelanas, que segundo entidades internacionais, foi o verdadeiro vencedor das eleições, assuma O poder imediatamente. Mas isso tem uma dificuldade muito grande, porque a Venezuela ainda tem neste momento como líder máximo o presidente da Assembleia Legislativa, que é irmão da vice-presidente Nicolas Maduro, com destino a Nova York, a vice-presidente está na Rússia e por outro lado, a gente tem o presidente da Assembleia Legislativa, que não sabemos o paradeiro dele, se ele está na Venezuela ou se ele também fugiu com a Vice-presidente pela Constituição Venezuelana. Quem está no poder com a saída
de Nicolas Maduro teria de convocar novas eleições em 30 dias, mas estamos em uma ditadura, ou seja, os princípios constitucionais não são seguidos a risca. Nós tivemos uma reunião mais cedo do governo brasileiro com a participação de Lula por vídeo. Lula fez essa participação com a presença, por exemplo, do Mauro Vieira, que está se deslocando neste momento Para Brasília. Nós tivemos também a presença de José Múcio Monteiro. As informações que nós temos é que a fronteira está pacificada. Não haverá reforço na fronteira em Roraima, em Pacaraima. Neste momento, os brasileiros podem passar pela fronteira, mas
os venezuelanos não. Américo Martins, a gente falava com com o analista de Internacional também, o Gustavo Menon da USP, sobre esse cenário de instabilidade mundial que causa esse ataque dos Estados Unidos. E é preciso saber quais serão os próximos passos. Você acredita, Américo, que Donald Trump trará pelo menos alguma fala desses próximos passos a possibilidade de Nicolás Maduro ser julgado por um organismo internacional ou até mesmo de Edmundo Gonzales assumiu o poder na Venezuela? Uribe. Muito difícil que o presidente Donald Trump se refira aí a organismos internacionais julgando o e ex-ditador ou o ditador da
Venezuela, o Nicolás Maduro. Isso porque eh os Estados Unidos já têm um processo em andamento contra ele. Existem acusa ações no sistema judicial americano contra o Nicolás Maduro por envolvimento com narcotráfico, inclusive também com tráfico de armas. E outro elemento é que o presidente Donald Trump não acredita nesse sistema internacional, no sistema multilateral. Então ele certamente vai encaminhar ele, o governo dele, porque não cabe necessariamente a ele, mas as Autoridades dos Estados Unidos vai encaminhar isso muito certamente dentro da própria legislação e do sistema de justiça dos Estados Unidos e não no sistema internacional. justamente
porque o presidente Donald Trump tem trabalhado contra esse sistema multilateral em vários aspectos, né? Desde o início do mandato dele, a gente vê o Donald Trump deixando muito claro que o o ele não tem nenhum apreço por esse sistema internacional, que ele acha que os Estados Unidos como a principal potência econômica e militar do planeta não precisa se submeter a esses controles externos. Então, os Estados Unidos é, por exemplo, um dos países que não aceita eh o Tratado de Roma, que deu eh origem ao Tribunal Penal Internacional, que pode julgar pessoas, como, por exemplo, tem
processos em andamento contra o autocrata da Rússia, o Vladimir Putin, também contra o primeiro-ministro de Israel, Benhain, Taniarro, por Supostos crimes de guerra. Eles poderiam eventualmente também julgar o Nicolás Maduro, mas o Estado Martins, Américo Martins, Américo Martins, desculpa interrompê-lo. Nós temos agora Donald Trump postando na Truff Social a primeira imagem de Nicolás Maduro após a captura. Ele está a bordo do navio americano anfíbio e ele está, vocês vem na imagem, vedado, está com os olhos cobertos e também não está ouvindo com fones de ouvido, provavelmente para não Saber onde ele estava e para onde
está sendo levado. Donald Trump trouxe a informação entrevista a Fox de que Nicolás Maduro até gostou do passeio de helicóptero. Foi uma ironia, uma brincadeira de Donald Trump. A gente vê Nicolas Maduro com uma garrafa d'água na mão, vedado também com os fones de ouvido. Eu não consigo ver se ele tá algemado ou não pela imagem, mas o que a gente consegue observar que ele está nesse momento, segundo informou o Donald Trump, no navio anfíbio-americano com destino a Nova York. Essa imagem é forte, não é Américo Martins, vai ser muito explorada pelos dois lados, tanto
pelos defensores de Nicolás Maduro como pelos acusadores de Nicolas Maduro, porque nós temos um ditador, então, capturado e custodiado pelo governo dos Estados Unidos. Exato, Ribe. É uma imagem forte, como você disse, a primeira imagem divulgada aí pelos Estados Unidos, diretamente Pelo presidente Donald Trump, mostrando o ditador eh Nicolás Maduro nesse navio de guerra americano, eh com os olhos vendados, com esse protetor de ouvido ou um fone de ouvido, com essa eh imagem eh da segurando a água. Uma imagem que mostra claramente ali a vulnerabilidade, né, do Nicolás Maduro, esse ditador que fez tantos discursos
fortes contra os Estados Unidos, que prometeu resistir. E agora a gente tem essa imagem que mostra o Nicolás Maduro completamente eh eh Cercado ali, tomado, né, pelas autoridades americanas. Isso vai ser é uma imagem que vai ser muito explorada do ponto de vista político, como outras imagens similares foram exploradas no passado também quando a gente teve quedas de outros ditadores, né? O Saddam Hussein quando foi preso no Iraque passando por um exame médico todo descabelado. Essas são todas imagens que inclusive são selecionadas na verdade, né? para mostrar a fragilidade dessas Pessoas que mandavam com mão
de ferro nos seus países anteriormente. Então, isso vai ser eh debate de muito eh muita discussão, infelizmente, nas redes sociais, discussões também eh entre vários eh políticos, porque vai tá em cheque, inclusive a legitimidade ou não dessas ações. Os Estados Unidos, desde o início têm dito que estão agindo porque existem acusações concretas, segundo os americanos, de envolvimento do Nicolás Maduro e do regime dele no tráfico de Drogas e também tráfico de armas. Não é uma ação ali necessariamente para defender a democracia ou por conta das fraudes comprovadas as eleições venezuelanas no ano passado. Esse é
o tipo de imagem que é produzido, feito para mostrar essa vulnerabilidade e também para mandar uma mensagem, né? Uribe para outros inimigos e rivais dos Estados Unidos que os americanos neste mandato do presidente Donald Trump podem agir sim dessa forma contra líderes Políticos que sejam opositores ali dos Estados Unidos. É claro que a Venezuela é uma situação muito específica. Os americanos vinham trabalhando lá nessa ideia de derrubar o Maduro e o seu regime já há muito tempo. A Venezuela é um país muito mais fraco do ponto de vista militar, por exemplo, do que os americanos.
Então, eh eh tem condições muito particulares, mas o objetivo aqui é mostrar, por um lado, o poderio americano e também as vulnerabilidades Do Maduro e de ditadores que eventualmente apareçam no caminho dos Estados Unidos. Vai ser uma imagem icônica que vai ser muito explorada eh politicamente e que a gente trouxe aqui em primeira mão e na CNN. Uribe >> me informam que ele está algemado. Sim, viu Américo Martins, que é possível ver na imagem abaixo algemas nos punhos de Nicolás Maduro. Quando se tem claro a captura de alguém, é normal que estejam com os olhos
vedados justamente com o Seu objetivo de não ver o caminho que está sendo feito e também com os ouvidos, no caso, com esse com esses fones. Pode também ter sido que esses fones foram colocados na Américo Martins, porque o barulho do helicóptero é muito grande e eles foram levados por helicóptero e, portanto, levados a esse navio anfíbio que neste momento vai em direção a Nova York para o julgamento de Nicolás Maduro. Na tela vocês veem também o púto em Palm Beat, onde em Instantes Donald Trump fal falará pela primeira vez não uma entrevista em um
veículo de imprensa, mas publicamente a todos os veículos de imprensa sobre a operação de hoje que ele acompanhou de Maralago, uma operação feita pela CIA, pelo FBI, pelas forças de segurança dos Estados Unidos que capturaram Nicolás Maduro em lugar ainda incerto. A informação que a gente tem é que ele estava com a esposa em um local fortificado. Foram retirados do quarto, levados a um helicóptero, depois ao navio anfíbio e agora devem chegar aos Estados Unidos, me dizem ainda hoje. E lá ele deve ficar custodiado. Ao mesmo tempo, Américo Martins, e você já apontou as dificuldades
desse processo, nós temos o Vladimir Putin tentando negociar algum tipo de rendição de Nicolás Maduro e para que ele fique na Rússia e não permaneça trancado nos Estados Unidos, o que pode ser utilizado como uma moeda de Troca eventualmente para que os Estados Unidos consigam capitanear o processo de mudança de governo ali na Venezuela. A dificuldade que a gente tem, né, Américo Martins, é saber o paradeiro do presidente da Assembleia Legislativa. Ele está no poder hoje porque a gente tem Nicolas Maduro fora, capturado pelos Estados Unidos, a vice-presidente na Rússia, seria ele na hierarquia venezuelana
quem estaria no poder. Mas a gente não sabe também se ele escapou. Exato, Uribe. E se escapou, muito provavelmente toda a hierarquia aí do regime ditatorial da Venezuela tá em pânico neste momento. Podem ser os próximos, né? Então todos eles devem estar neste momento tomando atitudes ali para tentar se proteger. A gente teve logo pela manhã, depois da confirmação desses ataques americanos e da captura do Nicolás Maduro, muitos líderes do regime venezuelano se manifestando, né, de Osdaldo Cabedio, por exemplo, que Hoje é o ministro do interior da Venezuela, dizendo que vão resistir. Nós tivemos membros
da do Congresso ali do Parlamento da Venezuela também. vários ministros, o ministro das relações exteriores da Venezuela, publicando nas redes sociais várias fotos, inclusive de conversas que ele diz, está tendo com outros ministros de relações exteriores da região, publicou inclusive uma foto de uma suposta conversa que ele teve com o ministro Mauro Vieira e outros Ministros, inclusive da África do Sul, da Rússia, de vários pontos, porque o, por um lado, o governo venezuelano, as pessoas que ficaram, as autoridades que ficaram, querem dar a impressão de que o regime time continua de que eles estão no
comando. Por outro lado, eles precisam também eh tá fora do alcance dos Estados Unidos. Porque veja, se essa operação aconteceu e os detalhes que estão aparecendo e certamente o presidente Donald Trump vai dar mais Detalhes daqui a pouquinho nessa entrevista que a gente tá esperando para acontecer, isso certamente aconteceu com a colaboração de eh pessoas dentro do regime do Maduro. A CIA tem trabalhado na Venezuela já há muito tempo. Eh tem teve autorização do presidente Donald Trump. Ele disse isso inclusive publicamente para fazer várias ações dentro da Venezuela. E eles estavam monitorando, segundo as informações
que a gente recebe, todos os passos do Maduro já há alguns dias. O mesmo pode estar acontecendo, obviamente com outros líderes do regime chavista, porque os Estados Unidos sabem que não é apenas eh remover o Maduro do poder que vai causar a queda imediata de todo o regime, menos ainda a instalação de um regime democrático ou da chegada do Edmundo Gonzales ou da Maria Corina Machado ao poder. Esse é um processo. Então, essas autoridades venezuelanas devem estar neste momento também todas tentando Tomar as as precauções que eles acham que precisam tomar para escapar da mesma
da mesma coisa que aconteceu com o Maduro de acabar sendo capturado. Eles, os espiões da CIA certamente contaram com informações internas, senão eles não saberiam exatamente aonde o Maduro tá para poder fazer uma operação tão bem sucedida. tão rápida e tão de surpresa assim como eles conseguiram fazer. Isso deixa em alerta todas as outras autoridades da Venezuela. Por isso é que A gente não vai ter ainda tão cedo as confirmações do paradeiro dessas pessoas. eventualmente podem também tá sendo aí alvos de outras ações, mas neste momento a gente tem, por um lado, as autoridades venezuelanas
que têm peso dentro da Venezuela fazendo declarações normalmente por redes sociais ou eh vídeos gravados. E por outro lado, a gente tem também essa preocupação desses mesmos líderes e não revelarem exatamente aonde eles estão, porque a Situação é incerta dentro da Venezuela. Eu imagino o pânico que deve tá correndo entre essas autoridades sobre os próximos passos e que tipo de garantias eles eventualmente vão ter, por exemplo, das Forças Armadas da Venezuela. Deve eh neste momento eles estão tentando entender ali quais serão os próximos passos. >> Ele tá dando um chá de cadeira ali nos jornalistas.
O Donald Trumpico Martins falou que seria 1 hora da tarde, 1:38 Já. Até agora Donald Trump apareceu. Ele acompanhou durante a madrugada toda essa operação. Ele disse a Fox News, se a FBI, Forças Armadas Americanas. E me causou surpresa, Américo Martins, a surpresa da Venezuela, porque Donald Trump já falava que faria esse ataque, Nicolas Maduro estava preparado pro ataque, mas não houve reação nenhuma das forças eh venezuelanas. A bateria antiaérea não foi utilizada. O que nós tivemos foram alguns soldados americanos Feridos, mas nenhum morto. Tivemos um helicóptero atingido também dos Estados Unidos, mas o que
parece é que foram realmente pegos de surpresa os venezuelanos, né? Américo Martins, Américo Martins, Américo Martins, desculpe, Donald Trump chega neste momento. Iremos exibir ao vivo e traduzido o primeiro discurso dele depois do ataque à Venezuela. Vamos >> estarem aqui. Isso é algo grande. Agradecemos por estarem aqui. Ontem, tarde da noite, hoje de madrugada, sob minha direção, os Estados Unidos, através de suas forças armadas, conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela. O poder militar americano por ar, por terra e pelo mar foi usado para lançar um um ataque espetacular. E foi um ataque
que acho que as pessoas não viam desde a Segunda Guerra Mundial. Foi uma força contra uma fortaleza Militar altamente fortificada no coração de Caracas para tirar o o ditador fora da lei Nicolas Maduro, de lá e trazê-lo à justiça. Foi foi uma das exibições mais eficazes, surpreendentes e poderosas do poder americano e da competência das dos nossos militares na história americana. E se vocês pensarem, acho que se pensarmos no ataque Contra Suleimani, o ataque contra Al Bagdari e a obliteração, a dizimação dos das instalações nucleares iranianas que aconteceram recentemente, uma operação que foi conhecida como
martelo da meia-noite, todas foram executadas perfeitamente. Nenhuma nação no mundo pode conquistar o que os Estados Unidos conquistaram ontem ou honestamente, nesse curto período. Toda a capacidade militar venezuelana Ficou sem nenhum poder. Enquanto homens e mulheres das nossas forças militares, com ajuda das forças policiais americanas, capturaram Maduro na madrugada, no escuro da madrugada. Estava escuro, as luzes estavam apagadas e graças a uma expertise que tivemos, nós conseguimos agir nessa escuridão. Capturado junto com sua esposa Cília, Nicolás Maduro, ambos eles, o casal irão agora, irá agora enfrentar a justiça americana. Maduro e Silaflores foram acusados formalmente
no distrito sul de Nova York pelo promotor J. Clayton por sua campanha de narcoterrorismo mortal contra os Estados Unidos e seus cidadãos. Eu quero agradecer os homens e mulheres das nossas forças militares que alcançaram esse sucesso ao longo da madrugada com uma velocidade de tirar o fôlego, precisão e incompetência. É um tipo de ataque que raramente vimos. Soubemos de alguns ataques nesse país Que não foram tão bem, como aquela vergonha que passamos no Afegonisto. Ou se olharmos para os dias de Dimy Carter, eram dias diferentes. Agora somos um país respeitado novamente, como nunca antes. Esses
guerreiros altamente treinados em colaboração com as forças policiais americanas os pegaram de uma forma muito rápida e muito precisa. Eles estavam esperando por nós. Eles sabiam porque nós tínhamos muitas Embarcações ali. Nós tínhamos uma posição pronta e eles foram completamente obliterados. Eles foram, desculpa, incapacitados. Eu, o que eu vi ontem à noite foi algo muito impressionante. Eu não sei se vocês terão a chance de, de assistir isso, mas foi algo incrível de assistir. Nenhum americano foi assassinado. Nenhum pedaço de equipamento americano foi perdido. Nós usamos muitos helicópteros, aviões, Muitas pessoas envolvidas nessa luta, mas nenhum
nada, nenhuma parte dos nossos equipamentos foi perdida e nenhum membro dos nossos serviços foi morto, o que é mais importante para os Estados Unidos. As forças militares são o que há de mais forte e mais poderoso no planeta. as nossas capacidades. Com as nossas capacidades, podemos mostrar aos inimigos o que podemos fazer, porque não há equipamento parecido no mundo. Se vocês imaginarem Que nos Estados Unidos 97% das drogas estavam vindo pelo mar, 90% e essas cada barco desse pode matar em média 25.000 pessoas. Na verdade são 97%. E se a gente pensar que muitos vinham
desse lugar da Venezuela, nós agora queremos ah ajudar esse país e coordenar esse país a fazer de uma forma justa, ter alguém ali que tem até que essa Situação seja resolvida. Nós iremos administrar o país até que ele possa eh permanecer de uma forma segura, apropriada e justa. Ele precisa ser justo, porque é é disso que se trata para as pessoas. Nós queremos paz, liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela. Isso inclui muitos venezuelanos que vivem nos Estados Unidos e querem voltar para casa. Nós não podemos Ter outra pessoa assumindo poder na Venezuela
e que não tenha o povo venezuelano em mente. Nós tivemos décadas disso. Não vamos deixar isso acontecer. Eles estão lá agora e as pessoas não entendem. E como eu disse, bom, eles estão lá agora. Nós estamos lá e ficaremos até que uma transição adequada aconteça. Nós vamos basicamente executar, administrar o país até que uma transição Apropriada aconteça. Como todos vocês sabem, o negócio do petróleo na Venezuela tem sido eh usado por muito tempo e eles não estão retirando nada do que eles poderiam em comparação. e o que poderia acontecer nesse país? Nós teremos então as
nossas grandes empresas de petróleo americanas, que são as maiores do mundo, algumas estão entre as maiores do mundo, que vão gastar bilhões de dólares para Consertar a infraestrutura que está altamente destruída e começar a ganhar dinheiro pelo país. E nós estamos prontos para isso, para nós estamos preparados para lançar uma segunda onda de ataques, se for necessário. Nós entendemos que uma segunda onda seria necessária, mas agora acho que não, porque a primeira onda foi tão bem-sucedida que não precisaremos de uma Segunda, mas estamos preparados para uma segunda, uma muito maior. Na verdade, essa foi bastante
precisa, foi ao ponto, mas se precisamos de uma muito maior, o que acho que não, mas nós poderemos fazer isso. essa parceria da Venezuela com os Estados Unidos da América, um país que com os quais todos querem se envolver agora, porque as pessoas entenderam o que podemos fazer e conquistar. Nós faremos o povo da Venezuela rico, Independente e seguro. E também faremos as muitas pessoas da Venezuela que vivem hoje nos Estados Unidos muito felizes. Eles sofreram. Eles sofreram porque muito foi tirado deles e não vão sofrer mais. A ditadura ilegal de Maduro foi um reinado
de uma rede criminosa imensa, responsável por tráfico de drogas, que acabaram levando à morte eh milhares de pessoas nos Estados Unidos. Como foi dito já na acusação formal, ele Pessoalmente supervisionou o cartel conhecido como cartel de soles, que invadiu o nosso país com esse veneno fatal, responsável pela morte de incontáveis americanos. Tal centenas de milhares ao longo dos anos morreram por causa disso. Maduro e sua esposa irão agora encarar o poder total da justiça americana e serão julgados em solo americano. Eles estão agora numa embarcação vindo e o destino final é Nova York e uma
decisão será tomada E se será entre Nova York ou Miami na Flórida. Nós temos evidências imensas de seus crimes que serão apresentados nos tribunais e eu já pude verificar o que temos. é ao mesmo tempo horrível de tirar o fôlego. Por muitos anos, em seu mandato como presidente da Venezuela, ele se manteve no poder mesmo depois que O mandato correto já havia sido acabado e e lançou campanhas de violência, terror e subversão contra os Estados Unidos, ameaçando não só o seu povo, mas a estabilidade de toda a região. Além de o do tráfico de quantidades
gigantescas de drogas ilegais que levaram ao sofrimento de pessoas e a destruição humana de muitos países, em especial os Estados Unidos. O Maduro enviou gangues, assassinas e selvagens, incluindo sangrentas, a Sangrenta gangue de trem de arágua para aterrizar comunidades americanas em todo o país. Eles fizeram isso. Ele fez isso. Eles eh tomaram complexos de apartamento, cortavam dedos de pessoas que ligavam pra polícia. Eles foram brutais. Eles não serão mais brutais agora. E eu tenho de parabenizar as nossas forças militares, o Pit Hexet, de todos da Guarda Nacional, porque o que eles fizeram, seja o que
eles tenham feito eh em em Washington, que agora é Uma cidade totalmente segura, não há mais crime e em Washington. Nós tínhamos, não tivemos e nós tivemos um um ataque terrorista algumas semanas atrás, mas esse é um tipo diferente de ameaça. Mas nós não tivemos nenhum assassinato por um longo período, 6 7 meses. A gente tinha dois assassinatos por semana na capital e não temos mais isso. Os restaurantes estão abrindo, as pessoas estão felizes, as pessoas estão saindo com suas filhas, Com seus filhos, esposas, indo para restaurantes e por toda a capital dos Estados Unidos.
Portanto, eu quero agradecer a Guarda Nacional e os nossos militares e as forças policiais. Nós nós estamos fazendo isso ã também em Memphis, no Tennessei, e o crime também está caindo ali. Nós começamos essa operação algumas semanas atrás e o crime já caiu 77%. O governador de Luziana nos telefonou, é uma ótima pessoa e nós Queremos ajudá-lo. Eu quero ajudá-lo. É certamente da da parte boa da Luisiana. Porque existem áreas ali que são bem difíceis. E o crime caiu. Eu acho que caiu. Depois de duas semanas e meia. Parece que que parece que praticamente não
temos mais crime ali. Dá para imaginar porque que governadores não gostariam que a gente nos ajudasse, como Chicago, por exemplo, o o crime caiu um pouco ali. Nós tivemos uma pouca ajuda, mas o governador de Linóis, onde fica Chicago, é um desastre. Ele não quer a nossa ajuda, mas enfim, vocês verão como isso se desenrolará. do mesma coisa com Los Angeles. Nós salvamos Los Angeles tempos atrás e o chefe do departamento, a chefe do departamento de polícia fez uma Declaração que o governo federal não podia entrar ali. Então nós perderíamos Los Angeles e havia aquelas
tumulto nas ruas de Los Angeles. Nós não precisamos do crédito. Nós saímos e poderemos voltar se necessário. Nós voltaremos, aliás, mas nós precisamos reforçar aqui o que aconteceu em Washington, porque ela se tornou de um lugar que era infestado Pelo crime como um dos lugares mais seguros do mundo, onde as gangs que que estupravam, torturavam e matavam americanos, mulheres e crianças em todas essas cidades que eu mencionei, gente que vinha do trem de Arágua, que foi enviada por Maduro para aterrorizar o nosso povo. E agora Maduro nunca mais vai ameaçar um cidadão americano ou ninguém
da Venezuela. Não haverá mais ameaças. Por anos, nós Destacamos as histórias desses americanos inocentes que foram roubados pelos pelas por essa organização terrorista venezuelana, que é a pior, uma das piores, eu acho que é a pior, as americanos como a Josely Nungary de Houston, que tinha 12 anos, uma linda menina, o que ela eles ela foi ah ressequestrada atacada e assassinada por animais do trem de Arágua. Eles mataram J Depois jogaram seu corpo sob uma ponte, uma ponte que nunca mais será a mesma depois que as pessoas viram o que aconteceu ali. Como eu disse
muitas vezes, o regime de Madura esvaziou suas prisões e enviou seus monstros do pior tipo os mais violentos para os Estados Unidos para roubar vidas americanas. Eles vieram de instituições de saúde mental, de eh hospícios, de prisões. E eu digo isso, eh eu sempre digo isso Porque eh as prisões são piores. Uma instituição de saúde mental não é tão dura quanto um hospício, mas tivemos de ambos. Eles vinham dali, er, esvaziaram esses locais, os traficantes, os chefes do tráfico, eles mandaram tudo que era de ruim para os Estados Unidos, mas não mais, porque agora nós
temos uma fronteira que ninguém nunca teve antes. E a e também nós conseguimos apreender Petróleo ah venezuelano para trazer para solo americano, porque eles retiraram isso. Eles fizeram, eles roubaram bilhões de dólares do nosso petróleo. Nunca tivemos um presidente que tenha decidido fazer algo a respeito. Eles lutaram guerras a milhares de quilômetros de distância. E e nós que construímos a indústria petrolífera na Venezuela, com o nosso talento, com o nosso trabalho, deixamos que um um regime socialista Roubasse durante esses governos anteriores e roubassem usando a força. Isso foi um dos maiores roubos de propriedade americana
na história do nosso país. Eu acho que foi o maior roubo de propriedade na história do nosso país. Uma estrutura imensa de petróleo foi tomada e os americanos nunca vão permitir que poderes estrangeiros roubem o nosso povo ou façam isso. Agora, sob o ditador depost maduro, a Venezuela. H, ela vai. Enquanto estava com uma dor, eles usaram armas que tiraram de nós e e usaram isso ontem à noite, provavelmente trabalhando com os cartéis que agiam nas nossas fronteiras. Todas essas ações são em violações, são estão em violação dos princípios básicos da política externa americana que
vinha sendo usada nos últimos dois séculos, mas não mais. Se voltarmos ali pra doutrina Monro, ah, isso foi um ela foi algo imenso e nós a trouxemos de volta, nós a substituímos. A doutrina Monro, eh, a gente meio que tinha que esquecido dela, mas ela foi muito importante. Nós não podemos esquecê-la. Nós vamos esquecê-la, mas sobre e ela está na nossa nova estratégia de segurança nacional. A dominância americana no hemisério ocidental nunca mais será Questionada. Isso não irá acontecer. Então, para concluir, por décadas, os nossos governos foram negligentes ou mesmo contribuíram para essas ameaças de
segurança no hemisfério ocidental. E e agora no governo Trump, nós estamos reassegurando o poder americano de uma forma muito forte em nosso país, em nossa região, na região onde fica o nosso país. É muito diferente. Será tudo muito diferente do Que era há um tempo atrás. O futuro, ah, o futuro será determinado pela capacidade de proteger o comércio, território, os recursos que são centrais para a segurança nacional. Eles são centrais para a nossa segurança nacional, assim como as tarifas, elas fazem o nosso país rico e elas fazem a nossa segurança nacional mais forte, mais forte
do que nunca. Mas essas são as leis de ferro que sempre determinaram o nosso poder Global. E nós vamos mantê-las assim. Nós vamos assegurar as nossas fronteiras, nós vamos parar os terroristas, nós vamos acabar com os cartéis e vamos defender nossos cidadãos contra todo tipo de ameaça estrangeira ou nacional. Outros presidentes podem não ter não ter tido coragem para defender os Estados Unidos, mas eu nunca vou permitir que terroristas e criminosos operem com impunidade contra os Estados Unidos. Essa operação extremamente bem-sucedida Deve servir como um aviso para qualquer pessoa que queira ameaçar a soberania americana
ou as vidas americanas. Mas de forma ainda mais importante, o embargo ao petróleo venezuelano eh se mantém em efeito total e as o exército americano está em posição e todos todas as opções militares podem ser usadas. Todas as figuras políticas e militares na Venezuela devem entender que o que aconteceu com Maduro pode acontecer com eles e vai acontecer com eles Se eles não forem justos com o seu povo. O ditador e terrorista maduro finalmente saiu da Venezuela e as pessoas estão livres. Estão livres novamente. Demorou muito para elas, mas os venezuelanos estão livres. A América
é uma nação mais segura nessa e desde essa manhã ela se tornou uma nação ainda mais orgulhosa, porque ela não permitiu que essa pessoa horrorosa ficasse nesse país fazendo coisas ruins para nós. Não permitiu que isso Acontecesse. O hemisfério ocidental está mais seguro. E eu agradeço a todos por estarem aqui. Quero agradecer o general Razing Kane. Ele é um homem fantástico. Eu já trabalhei com muitos generais. alguns dos quais eu não respeito e eu trabalhei com outros que não eram bons. Mas esse cara é fantástico. Eu assisti ontem à noite um dos ataques mais precisos
e e foi um ataque pela soberania, pela justiça. E eu tenho muito orgulho do Nosso secretário de guerra, Pit Hagset, eh, e ele gostaria de dizer algumas palavras agora. Muito obrigado. Muito obrigado, senhor presidente. Finalmente, um comandante em chefe que o mundo respeita e o povo americano merece. Como o presidente disse, as palavras podem mal podem capturar a a bravura e o poder da e a precisão dessa operação histórica. Eh, foi um ataque dos conjunto das forças militares e policiais do estado da Flórida, Executado por americanos, pelos melhores americanos que o nosso país podem ter,
guerreiros que não se comparam a ninguém. O que testemunhamos ontem à noite foi pura força, mas feita com precisão, com a glória dos guerreiros americanos. E eu me sinto humilde diante desses homens. Eu tiro meu chapéu para o general Dan Razing Kane, para todos os americanos que trabalharam ontem à noite para isso. Nossos guerreiros são a elite Da América e mais uma vez o presidente mostrou que os apoia. Nenhum outro país no planeta, nem de perto, podem pensar num em fazer uma operação como essa. E nenhum outro presidente tenha mostrado esse já mostrou esse tipo
de liderança, coragem e resolução. A combinação mais forte de poder que o mundo já viu. Como o nosso presidente disse, os nossos adversários devem ficar alertas. A América pode projetar seu poder em qualquer lugar, em qualquer hora. A Coordenação, a precisão, a letalidade, a longa, o longo braço da justiça americana esteve em total exibição no meio da madrugada. Nicolás Maduro teve sua chance, como teve o Irã, teve sua chance e até agora eles não conseguiram. Eles tiveram que brincar um pouquinho para descobrir o que éramos capazes de fazer. O presidente Trump é mortalmente sério em
relação a parar essas gangues de drogas Que envenenam os nosso povo. E ele está mortalmente sério sobre ter de volta o petróleo que foi roubado de nós. Muito sério sobre restabelecer a dissuação americana e a dominância no hemisfério ocidental. É uma questão de de segurança, de liberdade, de prosperidade para o povo americano. Isso é América em primeiro lugar. Isso é paz através da força e o Departamento de Guerra dos Estados Unidos tem muito orgulho de fazer isso. Bem-vindos a 2026 sobre Presidente Trump na América está de volta. E agora eu quero chamar o nosso general
Razing Kane para alguns detalhes da operação. Muito obrigado, senhor secretário. Muito obrigado, senhor presidente. Bom dia a todos. Ontem à noite, sob ordens do presidente dos Estados Unidos e em apoio de um pedido do Departamento de Justiça, como o presidente disse, as ofensas militares americanas Executaram uma missão de apreensão em Caracas, na Venezuela, para trazer a justiça duas pessoas acusadas, Nicolás e Cecília Maduro. Cília Maduro, perdão. Essa operação conhecida como resolução absoluta, foi discreta, precisa e conduzida durante as horas mais escuras de da noite de 2 de janeiro. E ela foi o ápice de meses
de planejamento e ensaio, uma operação que, honestamente, só as forças militares dos Estados Unidos poderiam executar. O que Eu gostaria de trazer agora é trazer alguns detalhes sem comprometer as nossas táticas, técnicas e procedimentos. Há sempre a chance de que nós possamos ter de fazer esse tipo de missão novamente. Nosso trabalho interagências começou meses atrás, depois de décadas experiência de operações complexas integradas entre terra e ar e e operações marítimas também. Nas últimas duas décadas elas foram treinadas e essa Missão mostrou que todo componente das nossas forças conjuntas com soldados, marinheiros, membros da Força Aérea,
fuzileiros, trabalhando em conjunto com as agên com parceiros das nossas agências de inteligência e de polícia. E numa operação inédita, nós conseguimos juntar as capacidades de inteligência e nossos anos de experiência em Huntington. Então, foi com ah esse trabalho que incluiu a CIA, a NSA e a NGA, nós Fizemos isso. Nós observamos, nós esperamos, nós nos preparamos e nos mantivemos pacientes e profissionais. Essa missão foi meticulosamente planejada, trazendo as lições de décadas de missões nos últimos anos e décadas. Foi uma operação audaciosa que apenas os Estados Unidos poderiam executar. Ela exigiu a precisão mais absoluta
e a integração das nossas forças conjuntas. E a palavra integração não explica completamente a complexidade De tal missão. uma extração tão precisa que envolveu mais de 150 aeronaves em todo o hemisfério ocidental, em coordenação próxima, todas indo juntas no mesmo lugar para fazer camadas, efeitos de camadas para um efeito, para um objetivo único, que era interditar as forças nos arredores de Caracas e, ao mesmo tempo, manter a surpresa tática. Uma falha em qualquer componente nessa máquina tão ajeitada iria eh comprometer Toda a missão. E a falha nunca foi uma opção para essa força conjunta americana.
Aqueles no ar, no céu, sobre Caracas ontem à noite estavam prontos a dar suas vidas e aqueles no solo também e aqueles dentro dos helicópteros. Eu queria falar um pouco da preparação, dos meses de preparação do nosso trabalho com a inteligência para encontrar maduro. Então nós sabíamos por onde ele andava, onde ele vivia, para onde ele viajava, o que ele comia, o que ele Vestia, quem eram seus animais de de estimação. E no início de dezembro a nossas forças ã foi colocada uma série, nós fizemos uma série de eventos de alinhamento. Nós escolhemos o dia
correto para minimizar o potencial de dano civil e maximizar os elementos de surpresa e ao mesmo tempo trazer o o o Maduro para ser jogado aqui. Como o presidente disse hoje, ah, a Venezuela sempre foi um fator Importante nessa época do ano. Nas semanas de Natal de Ano Novo, os homens e mulheres dos Estados Unidos ficaram aguardando as ordens. para que executassem essa operação. Ontem à noite, o tempo mostrou que ele uma um ele abriu uma clareira que era perfeita para os aviadores mais capacitados no mundo manobrarem os oceano, as montanhas, ali tem um teto
muito baixo. Então, quando essa Nós às 6 horas da tarde ah no horário ocidental, o presidente ordenou que as forças militares seguem com a missão. Ele disse que gostaria eh que ele desejou boa sorte e que Deus continuasse com todos. E ao longo da noite, as aeronaves continuaram lançando, saindo de suas bases em locais em diferentes bases em terra e no mar, em todo o hemisfério ocidental. No total, mais de 150 aeronaves, bombardeiros, aves aeronaves de reconhecimento e de Inteligência, helicópteros trabalharam para isso. Foram milhares de horas de experiência usadas para isso. O membro mais
jovem de nossa tripulação tinha 20 anos, o mais velho 49. E não há nada que se equipare a nossa força militar. Quando ah quando começou a noite, os helicópteros eh saíram e começaram a voar dentro da Venezuela, a cerca de 150 m acima da linha da água. Acima deles, eles eram protegidos por Aeronaves que estavam ainda mais altos da dos fuzileiros dos Estados Unidos, da Marinha e da Força Aérea, além da Guarda Nacional. A força incluiu F22, F35, F18, I1, bombardeiros E2 e uma mais uma aeronave de suporte para abastecimento, além de drones pilotados remotamente.
Conforme a força começou a aproximar de Caracas, eles começaram a desmantelar e acabar com o sistema de Defesa aérea da Venezuela. E na Venezuela eles eles empregavam empregaram arma para segurar a a passagem, impedir a passagem eh dos helicópteros. E o nosso objetivo sempre foi e será proteger os helicópteros e as forças terrestres para fazer com que eles cheguem no alvo e depois voltem para casa. Depois que eles cruzaram o último ponto de terreno alto e começaram a a chegar mais próximos, nós passamos a nós Tínhamos de manter totalmente o elemento surpresa. Conforme a força
de helicópteros atingiu um nível mais baixo, nós chegamos às instalações de Maduro, nós chegamos lá a 1 da a 1:01 da manhã no horário nosso ou às 2:1 da manhã no horário de Caracas. Eles desceram nas instalações de Maduro e se moveram com precisão, velocidade e disciplina em seu objetivo. Isolaram a área para segurar a segurança das forças em terra, ao mesmo tempo em que Apreendiam as pessoas acusadas. Ao chegar na área alvo, os helicópteros e eh abriram eh tiveram troca de fogo e eles responderam: "Um dos nossos helicópteros foi atingido, mas ele continuou perante,
como o presidente disse hoje, todas as nossas aeronaves voltaram para casa e continuam operantes pelo resto da missão. Conforme a operação se desenvolveu no na instalação, nossas e nossas equipes de inteligência de ar e terra Proporcionaram atualizações em tempo real para força para as forças, assegurando que elas pudessem navegar ao longo do do complexo sem risco desnecessário. A força se manteve protegida pela pela aviação tática que voava sobre eles. Maduro e sua esposa, ambos acusados, desistiram e foram então levados e sob custódia para o departamento de justiça e eles foram apoiados com profissionalismo pelos nossos
militares, Sem nenhuma perda de vida americana. Depois de assegurar que nós havíamos estávamos com as pessoas indiciadas, com as pessoas acusadas, nós saímos, os helicópteros subiram e foram então recarregados. E começamos então a a uma troca com as forças de de segurança da Venezuela na saída. As forças acabaram saindo às 3:29 da manhã Com o Maduro e sua esposa a bordo a bordo e depois eles foram colocados a bordo da embarcação USS e Vodima. Para encerrar, eu gostaria de dizer que nós testemunhamos hoje uma demonstração poderosa das forças conjuntas do dos Estados Unidos. Nós pensamos,
nós desenvolvemos, treinamos, ensaiamos, fizemos debriefing, eh ensaiamos novamente e novamente nós, não para acertar, mas para assegurar que nada desse errado. O nosso trabalho é para Integrar as forças de combate, para que quando as ordens cheguem, nós possamos entregar uma força com a com o tempo e o lugar que nós escolhamos em qualquer lugar no mundo. Estou imensamente orgulhoso hoje das nossas forças conjuntas e e repleto de gratidão de representá-los aqui hoje. Não há simplesmente nenhuma missão que seja difícil demais para esses profissionais fantásticos e as famílias que os apoiam Hoje de manhã. Nossas, sabemos
que nossas forças continuam na região e estão em em estado de prontidão, preparadas para demonstrar poder, se defender e demonstrar os nossos interesses na região. Essa operação é um testamento da dedicação do nosso compromisso inabalável à justiça e a nossa resolução de responsabilizar aqueles que ameaçam a paz e a estabilidade. Para encerrar, eu gostaria também de trazer minha gratitude, minha Gratidão de todo coração aos homens corajosos e mulheres que executaram essa missão, sua coragem, seu compromisso incansável à nossa nação. Muito obrigado, senhor presidente, senhor secretário, eu não tenho muito acrescentar depois de tudo que vocês
ouviram hoje. Nicolas Maduro foi acusado formalmente em 20 acusações. Ele já devia sido acusado, perdão, em 2020. Ele não é o presidente legítimo da Venezuela. Não é, não somos nós que dizemos isso. Eh, isso outros ah países já fizeram. Ele é um fugitivo da justiça americana e havia um e havia ah um prêmio de 50 milhões de dólares para para quem dissesse onde ele estava. Nós economizamos 50 milhões agora, né? Mas enfim, ele teve múltiplas oportunidades para evitar isso. Nós oferecemos eh alternativas muito generosas e ele escolheu agir como um homem louco, Escolheu eh ficar
zoando e o resultado foi o que vimos ontem. Ah, a outra mensagem que nós seguimos é que nós não gostamos desse tipo de brincadeira, nós não jogamos com isso. Eh, pessoas que que eh decidirem eh convidar o ah o enfim, a confiscar petróleo americano ou de fazer alguma coisa assim, deve pensar mais, porque esse não é o governo Biden. As pessoas eh faziam jogos e acham que nada iria acontecer com elas. Eu espero que eles entendam Agora que esse presidente, o 47 presidente dos Estados Unidos, não joga. Ele diz o que irá, ele diz o
que irá acontecer e ele lida com um problema. As pessoas falam: "Ah, poderia ser feito isso, poderia ser feito aquilo". Esse é um presente de ação. Eu não entendo como as pessoas não entenderam isso. E se as pessoas não entenderam isso, agora elas entenderam. Não é hora de ficar brincando. E eu acho que as pessoas precisam entender que Esse presidente eh fala e ele dá coletivas e ele fala tudo para vocês e ele é quando ele é sério em alguma coisa, ele realmente é sério a respeito. É o presidente da paz. Aliás, ah, acho que
eu já disse isso antes. Ele, esse cara teve múltiplas oportunidades. Ele poderia ter saído de outra forma. Ele escolheu sair da forma como ele saiu hoje. Mas eu acho que eu estou muito feliz pelo que aconteceu Hoje. Mas o que eu quero dizer é não façam joguinhos. Não façam joguinhos com esse presidente no poder, porque isso não vai acabar bem. Eu espero que vocês saibam. Eu acho que uma lição foi aprendida ontem à noite e nós pretendemos seguir em seguida. Senhor presidente, o senhor disse que os Estados Unidos vai administrar a Venezuela. Quem está no
poder agora? Nós vamos vamos administrar com um grupo. Nós vamos fazer isso de forma adequada. Nós vamos reconstruir a infraestrutura de petróleo que nos custou bilhões de dólares e vai custar bilhões de dólares para ser construída. Isso será pago pelas companhias petrolíferas e serão reembolsadas pelo que fizeram. E eu acho que nós vamos administrar de forma correta e vamos fazer assegurar que os venezuelanos sejam cuidados. Nós vamos assegurar que Esse povo que foi forçado a sair da Venezuela por esse bandido possa ser cuidado. O senhor quer dizer que tropas americanas vão ficar no país quando
o senhor fala que vão administrar o país? Bom, nós não falamos de pés de botas no solo ali. Nós ah, nós estamos num nível mais alto agora. Eu não tenho medo de dizer isso. Nós nós o que eu quero dizer apenas é que esse país será administrado corretamente. Isso não foi feito em vão. Eh, isso não foi uma um ataque perigoso, foi um ataque preciso e poderia ter dado muito errado, mas nós foi feito com muita com dignidade. A gente poderia ter pedido equipamento, o equipamento é menos importante, porque nós poderíamos ter pedido pessoas, nós
vamos administrar o país, vamos fazer isso de uma forma justa e isso trará muito dinheiro para as Pessoas. Nós vamos reembolsar aquelas pessoas que que enfim que foram eh roubadas de certa forma. Eles não vão se livrar disso. Eles roubaram nosso petróleo. Eles construíram toda uma indústria ali com a nossa ajuda. Nós construímos isso para ele e eles tomaram sem nada. Então é isso. O senhor pode explicar por que mecanismos vocês vão governar o país? Vai ser uma autoridade americana que irá Coordenar? Nós teremos pessoas designadas para isso. Serão várias pessoas e vocês saberão disso
em breve. Olha, será por um período as pessoas que estão aqui comigo, as pessoas irão governar? No momento é um país morto, né? E nós éramos um país morto um ano atrás e hoje nós somos o país mais quente do mundo. Isso exige liderança. E a liderança tem teve muitas pessoas ruins Ali, pessoas que não deveriam liderar o país. Não vamos dar uma chance a que essas pessoas assumam o lugar de Maduro. E nós temos pessoas fantásticas também nas forças militares. Então nós teremos essas pessoas para governar até que eles possam fazer por conta própria.
Nós faremos muito dinheiro para as pessoas e vamos dar uma meio de vida para ela e também vamos reembolsar aqueles no nosso país que saí, tiveram de sair a Venezuela. O senhor falou com a com Maria Corina Machado sobre ela, líder da oposição. O senhor falou agora no na TV há pouco numa entrevista. Como é sua relacionamento com ela? Ela foi, a vice-presidente foi escolhida por Maduro. Então o Marco está trabal lidando com isso diretamente. Nós tivemos uma conversa com ela, com a vice-presidente e falamos também com a a Maria Corina para fazer a Venezuela
Grande novamente. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse algumas semanas que que ele que era preciso tomar cuidado com o que fizesse na hora. Bom, eles têm fábricas de cocaína, ele tem fábricas onde fazem cocaína e eu acho que eles tá fazendo cocaína e mandando pros Estados Unidos. Então ele precisa mesmo ficar esperto. Eh, algum membro do Congresso foi notificado antes disso? Olha, esse não é O tipo de missão que nós devemos pedir, fazer uma notificação ao Congresso. Foi uma missão acionada com as condições precisavam ser encontradas avaliadas noite após noite e nós monitoramos isso
por alguns dias. Mas essa foi foi um apenas a prisão de dois fugitivos acusados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Então, não é o tipo de missão que a gente precisa Pré-notificar, porque isso iria arriscar a missão. Vou acrescentar algo. O Congresso tem a tendência a vazar operações e isso não seria bom. E acho que se eles vazassem em general, nós teríamos um resultado muito diferente. Eles sabiam que a gente estava indo para lá em algum momento. Ele tá, a gente tinha um monte de navio ali, eles sabiam que estávamos chegando. O Congresso iria
vazar e nós não queríamos nenhum Vazamento. O senhor foi uma das únicas pessoas a assistir isso ao vivo. O que Maduro estava fazendo quando vocês entraram? Houve algum momento em que os Estados Unidos consideravam que ele pudesse eh atacar de volta? Isso poderia ter acontecido, sim. Ele estava, ele estava num local, ele estava tentando entrar numa área mais segura, porque tudo preso ali por portas de aço. E mas nós somos tão rápidos e passamos Ali tão rápidos que não foi possível que ele conseguisse fugir. Então foi surpreendente. Nós, mas houve muita oposição, sim. Houve troca
de tiros. Vocês viram uma parte disso e nós, ele tava tentando chegar numa área segura que não era segura porque nós conseguimos explodir aquelas portas de aço em 47 segundos, não foi? Eram portas muito grossas de aço e uma porta pesada. E ele ele conseguiu passar pela porta, mas não conseguiu fechá-la. Onde o Maduro estará agora? Para onde ele irá agora? Eu acho que no futuro ele irá para Nova York. E onde ele ficará em Nova York? Bom, isso vai depender das autoridades locais. Os Estados Unidos têm um um histórico meio controverso de com ditadores
sem e depois não, o plano não dá certo depois. Bom, nós temos, tivemos presidentes diferentes, nós tivemos históricos diferentes, nós ganhamos muito e nós, se você olhar para Suleimani, paraa Bagdad, Pra operação Martelo da Meia-Noite no Irã, que foi incrível, agora nós temos, nós não teríamos paz no Oriente Médio. E hoje temos paz no, no Oriente Médio porque isso aconteceu por causa da operação martelo no deserto. Então, há muitas vitórias. Eu só vejo vitórias. Por quanto tempo o senhor imagina que os Estados Unidos vão governar a Venezuela? E por por quanto tempo governar o povo
Deve esperar isso? Olha, nós faremos rapidamente, nós mas haja é um período que nós queremos reconstruir. Nós teremos de reconstruir toda a infraestrutura. A infraestrutura está apodrecida e é muito perigoso. É um território que foi arrasado. Mesmo a a área de petróleo, ela foi muito destruída e ela ficou perigosa. Então, é uma infraestrutura velha que apodreceu eh foram coisas que estavam foram feitas 25 anos atrás. Nós Que teremos de recolocar, senhor presidente, a China, a Rússia e o Irã tem interesses na Venezuela. Como essa operação afeta seu relacionamento com eles? Olha, quando se trata de
China e e da Rússia, a Rússia agora vai ter que andar na linha, mas em relação aos outros países que querem petróleo, nós nós vamos nós somos o negócio do petróleo, nós venderemos para eles. Então eles não podem falar nada porque nós Vamos vender imensas quantidades de petróleo para outros países. Muitos já usam, mas muitos mais irão comprar. Senhor presidente, qual a sua mensagem para os venezuelanos hoje? A população civil especificamente tem muitas perguntas. Qual a sua mensagem para os venezuelanos? Nós teremos paz, justiça. Algumas das riquezas que vocês deveriam ter tido por um longo
tempo que foram Roubadas de vocês. Vocês terão paz, segurança, vocês terão um país de volta e um grande país. Se vocês olharem 30 anos atrás, talvez um pouco mais, era um grande país e eles destruíram esse país. Lembra que e se perdemos essa eleição, essa eleição, eu disse isso no passado, a Venezuela vai piorar muito mais. E e isso aconteceu depois e só depois de do E só e e isso só passou a a a ser cuidado depois da minha reeleição, Porque com o Joe Biden eles pioraram muito. A Venezuela não estaria onde está se
não se essa eleição não tivesse sido roubada. O senhor está dizendo que o secretário Hegset e o Mark Rub vão governar a Venezuela e o senhor mandar militares? Eles vão trabalhar com o povo venezuelano para assegurar que e que isso seja feito corretamente, porque as pessoas querem sair. Eh, e quem quer Assumir? Então, ninguém quer assumir esse poder agora. Tem uma vice-presidente que foi indicada por Maduro e parece ela falou com o Marco Rúbi há um tempo atrás e ela disse: "Faç o que vocês precisarem". Eu acho que ela foi bastante simpática, mas ela não
tem uma escolha. Nós vamos fazer isso corretamente. Nós não vamos fazer isso e sair e deixar ah se virem, vão pro inferno. Se nós saíssemos, ele teria zero chance de de se recuperar. Nós vamos governar corretamente, vamos executar isso de forma profissional e nós teremos as maiores companhias de petróleo do mundo investindo bilhões e bilhões de dólares, usando esse dinheiro na Venezuela. E os maiores beneficiários serão os venezuelanos. Eu quero reforçar isso. Os venezuelanos que saíram, que tiveram de sair do país, que estão nos Estados Unidos e que agora eh eh podem voltar. O senhor
acha que eh os americanos estão protegidos? Nós estamos protegidos, mais protegidos do que nunca, porque ninguém mexe conosco. O senhor está ah preocupado de alguns elementos do do regime maduro continuem ali? Bom, nós sabemos onde eles estão. Eles sabem que nós estamos agindo muito diferente do que a gente agia até dois dias atrás. Como isso ajuda na política de América First? De América em primeiro lugar. Nós queremos nos ter os melhores vizinhos. Nós queremos ter estabilidade ao nosso redor e nós queremos nos cercar de energia. Há um a tremenda potencial de energia na na nesse
país. É muito importante para nos proteger. Acho que para nós é importante isso. Há uma mensagem para para o presidente Cuba. Olha, Cuba não está bem agora. Não. O sistema não foi muito bom para o povo Cubano. Eles sofrem há muitos anos. Eu acho que Cuba é algo que falaremos no futuro, porque Cuba é uma nação que está fracassando muito, muito. E nós queremos ajudar o povo. Nós, é muito que aconteceu. Nós queremos ajudar os cubanos, mas também queremos ajudar aqueles que foram forçados a sair de Cuba e vivem no nosso país. Quer falar algo
de Cuba, Marco? Eu dei uma declaração alguns minutos atrás, ã, é para levar o presidente a sério, Porque Cuba é um desastre. Ela é governada por um homem senil incompetente e em muitos casos eh ele foi administrado por homens cenis, incompetentes e agora não só não cenis, mas incompetentes. E não há economia, é um colapso total. E vejam, eh, e eles eram protegidos por Maduro. Então, e é, é uma coisa, é uma coisa que chega uma uma colonização praticamente. Eles tentaram colonizar do ponto de vista de Segurança. A Venezuela fez isso em Cuba. Olha, o
presidente anunciou uma semana atrás que qualquer coisa que fosse sancionado, o petróleo sancionado, não será permitido. Então isso está incluído? A resposta é sim. >> O senhor tem a noção da localização da oposição da da líder da oposição Corina Machado. Esteve em contato com ela? Não, não. Eu acho que para ela seria muito difícil Ser a líder, porque ela não tem o apoio ou o respeito de todo o país. Ela é uma mulher muito simpática, mas ela não tem o respeito. O senhor acha que vocês podem administrar a Venezuela por anos? Olha, não vai custar
nada porque vai sair muito dinheiro e ele será substancial. Então isso não vai nos custar. nós, e para nós será importante, que são países que serão seguros e que não estarão abrigando inimigos em todo o Mundo. Nós vamos reconstruir e nós não vamos gastar dinheiro. Quem vai gastar dinheiro são as indústrias petrolíferas. Nós vamos recuperar o petróleo, muito dinheiro vai sair daquele solo e nós vamos ã ser reembolsados pelo que gastamos ali. Então eu acho que vai ser o que aconteceu ontem foi algo muito importante que aconteceu ontem à noite. Nós fomos, nós temos de
ser cercados Pelos países mais seguros e nós temos de ter energia. Isso é muito importante. Nós precisamos ter energia de verdade. Se olharmos para a energia que o que aconteceu com a Venezuela foi um desastre. o que aconteceu e as e acho que os venezuelanos eram os maiores beneficiários disso. Quando o senhor falou com o Maduro pela última vez, eu não vou entrar nos detalhes da conversa, mas eu tive conversas com ele E eu falei: "Você precisa se render". E eu achei que ele chegou muito perto de fazer isso, mas agora acho que ele gostaria
de ter feito isso. O senhor recentemente perdoou o ex-presidente de Honduras que foi condenado por tráfico de droga. O senhor pode explicar essa contradição? Eu apoiei eh o presidente que venceu em Honduras. Eu apoiei o presidente que venceu no Chile e o homem que venceu na Argentina. Estamos indo muito bem em Casa com esse grupo que o homem que eu perdoei eh não pode ser igualado assim, porque o governo Biden tratou um um homem chamado Trump que foi perseguido por eles. Esse homem estava fora do país de uma forma muito injusta e era uma situação
muito injusta que acontecia com ele. e ele é membro do partido do homem que venceu em seu país. E nós gostamos desse dessas pessoas. E uma das razões eh de acontecer esse esse perdão é porque o Partido no poder falou muito fortemente que ele havia sido maltratado pelo nosso país. Então >> eu e as pessoas que estão aqui comigo estudamos com muito detalhe e vimos que o processo dele havia sido muito maltratado. E o senhor falou de de do que chamamos de botas no solo, né, de tropas no local. O senhor vê essa situação na
Venezuela? A nossa presença na Venezuela, ela tem Tudo a ver com o petróleo, porque nós vamos mandar nossos especialistas e talvez precisamos de alguém, mas não muitas, não muitas pessoas. Acho que nós teremos muita riqueza saindo daquele solo e essa riqueza vai ajudar os venezuelanos ali e fora da Venezuela e vai para os Estados Unidos na forma de reembolso pelos danos causado ao nosso país. Eu quero agradecê-los uma última pergunta. Então, então eu vou dar uma última pergunta Agora porque vocês me trataram bem, a não ser que foram uma pergunta ruim, aí eu vou embora.
É sobre Putin. O senhor eh teve um telefonema com ele na segunda-feira. Vocês falaram sobre Maduro? Não, nós não falamos de Maduro. O senhor tá bravo com ele agora? Eu não estou feliz com ele, com Putin. Ele está matando muita gente. Eu acho que o as 8:15. Sabe o que é 84? Foi Tailândia e e Camboja. Não, eu eu Consegui salvar isso. Oito guerras e um quarto. E eu falei: "Eu vou dar 1/4." E quando eu estou agora no 8 e 1/4. Em outras palavras, eu dei alguns dias para que eles voltassem à paz. Eu
achei que seria a mais fácil de ser resolvida a Rússia e Ucrânia, mas não é. Eles fizeram coisas muito ruins. Essa é uma guerra do Biden, não é uma guerra minha, mas eu quero salvar vidas. Vocês viram que no mês passado 30.000, Não, 27.000 na verdade no mês anterior. Nesse mês 30.000. Maior parte de soldados morreram nesse mês passado. 30.000. Eh, e eu quis que a OTAN pagasse os 5% que eles precisavam e não os 2% que eles pagavam antes dos seus orçamentos em defesa. E agora eles pagam 5% e eles têm muita munição. Nós
estamos mandando uma série de coisas e eles pagam. Os Estados Unidos não está perdendo dinheiro e Provavelmente não perderemos dinheiro com isso. Nós, eles estão perdendo 25, 30.000 E os seres humanos que vem de outros lugares, vem de longe. E se eu puder parar isso? Fazendo um acordo, a vida é um acordo, né? E as pessoas foram assassinadas em Kivia, as pessoas foram assassinadas em outras cidades, em número um menor, mas foram assassinadas também. Mas eu não tô feliz com isso. Eu espero que a gente Consiga resolver isso. Eu acho que o o Witkov está
ali. Nós estamos fazendo um progresso. É uma guerra que não teria acontecido se eu fosse presidente. Todo o Putin disse isso. Todo mundo disse que se eu fosse presidente não teria acontecido. Eu herdei essa guerra. Essa foi uma guerra de Joe Biden, Zelensk e Putin. Eu entrei nessa situação e está uma bagunça. E eu quero dizer isso. Eu observei uma observação ontem à noite que foi tão precisa, tão Brilhante, foi incrível. Se nós tivéssemos as nossas pessoas, como esse general envolvidas naquela guerra, ela teria acabado há muito tempo. Para usar um termo antigo, essa guerra
se tornou um banho de sangue e nós não queremos mais isso. 2:36, Denise Bobadilha traduziu mais de meia hora de discurso de Donald Trump. Vamos administrar a Venezuela foi informação Mais importante dada pelo presidente norte-americano. Donald Trump disse que irá designar administradores, militares e civis, mas não disse quem são eles. Falou em uma transição democrática, que os Estados Unidos irão permanecer no controle da Venezuela até que a democracia seja restabelecida, mas não trouxe prazos. Disse que a administração será de forma justa. e correta. Donald Trump também revelou que conversou com a vice-presidente da Venezuela, Delc
Rodriguez, que estaria, segundo ele, no controle do país e que em uma conversa recente, Delc Rodriguez disse que Trump poderia fazer o que fosse necessário. Donald Trump falou inicialmente que tinha conversado com a líder da oposição, Maria Corina Machado. Depois disse que não conversou com ela. Mas o mais importante, ele disse que dificilmente Maria Corina Machado teria apoio para assumir o poder na Venezuela. Segundo ele, ela não tem o respeito da População. Donald Trump disse ainda que Nicolás Maduro irá para Nova York e que Maduro e sua mulher serão julgados pelos Estados Unidos. disse ainda
que vai reconstruir a infraestrutura de petróleo e que vai reembolsar companhias americanas que perderam dinheiro com a estatização do setor pelo governo venezuelano, mas não colocou ali meias palavras. disse que vai ganhar dinheiro com o petróleo da Venezuela, que os Estados Unidos vão controlar o petróleo da Venezuela e que vão vender para vários países e que a Rússia terá que andar na linha. São muitas informações, são muitos break news que nós da CNN Brasil vamos repercutir a partir de agora com o nosso time de analistas, comentaristas e entrevistados. E quem vai capitanear essa cobertura é
a nossa Muriel Porfírio.