Eu sou uma mulher eu sou uma mulher Então o que isso que eu queria dizer Existe diferença entre BR prego uma questão de orientação sexual que vai modificar o atendimento do médico com o paciente assim como outras políticas públicas relacionadas à saúde para mulheres pessoas idosos crianças adolescente população negra a população LGBT Ela precisa também de política públicas para atenção na saúde né E essas políticas públicas vê para garantir o acesso da sua população ao serviço de saúde né Então essas políticas vê para garantir o acesso né porque muitas vezes esse acesso não é não
é e feito da maneira adequada por causa do preconceito de discriminação social que acaba né deixando que Profissionais de Saúde Tragam esse preconceito para para o seu atendimento seu serviço e a população muitas vezes por causa dessa discriminação acaba não acessando o sistema de saúde né e ula e essa política também vem para criar um protocolo de atendimentos específicos né e procedimentos específicos para essa população a gente tem no governo federal em 2011 a portaria Que estrutura a política nacional que foi publicada através de um documento em 2003 que norteia o serviço de saúde pra
população LGBT com diversos eixos sim a violência que a população LGBT sofre ela tem que ser considerada um problema de saúde pública porque a gente tem dois tipos de violências específicos a gente tem a violência física que é aquela violência que fere que deixa hematoma que faz sangrar e que muitas vezes mata né E aí a população que sofre essa violência ela procura sistema de saúde Então como é que a gente não vai considerar isso como um problema de saúde pública e para além do da violência física tem a violência psicológica se não é dentro
da família que ele sofre essa violência é na no trabalho nas escolas no meio nos meios sociais que ele convive né esse preconceito acaba se transformando em discriminação e é uma violência e aí a gente não tem nenhum programa de psicoterapia para essas pessoas que sofreram violência psicológica e a gente também não tem eh nenhum nenhum processo de psicoterapia para pessoas que também são traumatizadas por conta da violência física então qualquer tipo de violência sendo ela física ou psicológica ela tem que ser tratada como problema saúde pública Porque infelizmente a sociedade ela ainda não tá
aberta o público LGBT eu posso até contar um exemplo aconteceu comigo entendeu Eu fui a a pessoa que tava atendendo era evangélica Tu imagina e quando eu me identific ela minha filha pelo amor de Deus V aceitar Jesus como seu Salvador só que eu não tava lá para que ela me mostrasse Jesus que Salvador eu tava lá para ela cuidar da minha saúde Então existe muito essa história infelizmente acontece com relação ao atendimento dos profissionais à população LGBT a gente tem diversas discussões porque H há um entendimento de que há um grupo LGBT que precise
de um atendimento diferenciado só que aí a gente faz uma uma leitura e entende que não existe diferença entre branco preto por uma questão de orientação sexual que vai modificar o atendimento do médico com o paciente existe clar as especificidades que precisam ser atendidas e precisam ser serem atent ficar atentas a essas especificidades no caso da mulher lésbica do homem trans da mulher trans eh realmente precisa de uma maior capacitação dos profissionais uma maior informação e também eh tem que ter a participação da comunidade na no ambiente dos serviços de saúde participando através das discussões
através dos conselhos de saúde o suz hoje garante que pessoas trans tem um nome o nome social reconhecido dentro de qualquer unidade de saúde então se você tem uma recepcionista por causa dos seus preceitos e conceitos diz que não vai atender aquela pessoa trans com o nome social quando isso é garantido por lei a gente tem um problema aí né a gente já tem um primeiro impasse de acesso dessa pessoa a rede de saúde porque se você já na recepção acaba esbarrando num preconceito numa discriminação Muita vezes ess esse LGBT volta para casa sem ser
atendido ou seja volta para casa com um problema de saúde e ele não é atendido então começa essa postura do do profissional de saúde começa na recepção onde além de reconhecer o nome social evitar conversas evitar risadas evitar comentários né junto com a comunidade sobre aquele indivíduo então é é o primeiro passo e aí vem a segunda a segunda etapa que é o atendimento de procedimento mesmo específico médico né Por exemplo você vai atender uma alérgica que nunca teve contato com o pênis né então a vagina dela é muito mais sensível a um instrumento que
vai entrar ali para fazer um exame Então por que não usar um exame menor ou um instrumento menor no procedimento né com essa mulher né Eh sair também do do estereótipo que todo homem gay ele tem uma ele é está dentro de um quadro de risco para HIV Então chega um um gay e diz que tá com uma dor no cotovelo e a primeira pergunta do médico é se ele tá com HIV em dia isso é uma violência psicológica com aquele paciente principalmente nós mulheres lgc e mulheres B onde a gente e só é vista
a questão de prevenção de hormônio e que não só é isso que nós precisamos nós precisamos do de uma saúde integral todo né O que acontece com nós L que Bia a população LGBT é muita questão da mente mas ninguém vê ninguém lutar pelo um um trabalho psicológico um trabalho de mente entendeu as mulheres trans por exemplo Existe uma grande negligência do sistema de saúde em relação ao processo de hormonização dessas mulheres né que é chamado hormonoterapia essas mulheres e esses homens trans eh fazem o de medicamento sem nenhum acompanhamento médico né vão em qualquer
farmácia compram qualquer hormônio tomam em dosagens né que eles mesmos fazem por observação E aí o sistema de saúde não tem não tem nenhum nenhum cuidado com essa hormonização e essa hormonização vai trazer lá na frente com certeza né possíveis doenças os riscos que a população LGBT está submetida é eh são os mesmos da população em geral porém como eles têm dificuldade de acesso a Serviços de Saúde eles estão mais vulneráveis nós podemos citar entre as mulheres eh lésbicas e bissexuais existe o risco dos câncer ginecológicos câncer do colo do útero câncer de mama entre
os os gays os travestis existe eh o risco aumentado do câncer da próstata além de de que a gente também encontra o risco aumentado das doenças sexualmente transmissíveis a aides E também o uso inadequado da hormonioterapia o trabalho de planejamento familiar com o público LGBT deve ser um trabalho eh com uma postura acolhedora e humanizada e devemos eh fornecer para eles todos os métodos de do planejamento familiar né Além de que a gente deve também eh mencionar para eles explicando exeção e também a fertilização artificial tem postos que atendem perfeitamente como eu já fui em
vários tem hospitais também que são a nível de primeiro mundo mas geralmente o tratamento é com falta de humanização o profissional de saúde ele precisa também de um tempo para ele de conhecer a [Música] necessidade eu tive tava presa aí eu fui fui para lá e tive mal tratamento e não quis me dar meu L ficou rolando para dar meu laudo médico e eu lá com algema na na mão e e ele ficou me rolando foi se Bora me deu me laudo ficou fala mal fica falando mal com a pessoa não sabe conversar fica com
a cara feia PR depoi deixei de fazer meu tratamento lá para fazer meu tratamento lá no cor repico e no cor repico meu treinamento tá tudo ótimo então a atenção básica por si só ela já contempla o problema é que nem tudo que tá no papel é seguido então o que que o suiz hoje poderia tá fazendo para amenizar esses problemas é tá capacitando esses profissionais para um atendimento melhorado e mais humanizado pra população LGBT precisa avançar realmente um pouquinho porque na nossa formação médica nós não recebemos nenhum nenhuma informação nenhum treinamento para eh a
especificidade do atendimento à população LGBT precisa realmente ter mais discussões fóruns como o a estraté sa da família a porta de entrada o serviço de saúde então a postura a gente tem que ser uma postura mais acolhedora tem que ter uma visão aberta para nós podermos eh realmente abgar toda a população e que eles possam ter acesso ao serviço de saúde que ele não deixe de procurar o serviço de saúde Porque é importante né então assim se ele sofreu algum tipo de discriminação naquele serviço de saúde ele pode tentar procurar um outro serviço de saúde
na região dele caso não tenha ele pode entrar realmente eh na ouvidoria né nos conselhos de saúde para tentar melhorar a postura daqueles profissionais eh naquela unidade de saúde a qual ele sofreu discriminação então que isso que eu queria dizer para eles ajudar mais as pessoas sem ter mais muita discriminação sem ter muito nojo de chegar perto da pessoa porque tem medo tem nojo de chegar perto da gente porque a gente vai na rua porque tem pessoa que beem na rua porque tem pessoas que não gostam de de tomar banho que né que precisa de
que precisa de um banho né orientar mas a orientação el tem que dar mais atenção a gente mais diálogo Eu sou uma mulher eu sou uma mulher bissexual tem a minha colega que ela é uma mulher trans todas nós temos necessidade como mulher mas tem que ter a especifidade e um médico ele tem que saber a diferença que existe Não é porque eu tenho útero e não tem útero ela tem pênis mas na cabeça dela ela é uma mulher Então ela tem que ser vista como ela gosta de ser como ela é a aut denominar
gay lésbica bissexual transsexual travestir é importante porque as políticas públicas hoje no Brasil são feitas com base em dados né então quanto mais pessoas se assumirem gays lgicas bissexuais transsexuais vai existir uma visibilidade para essa população Então se o governo começa a reconhecer que essa população existe ele tem que começar a criar políticas públicas para que essa população tenha e equalidade no que T cidadania né Então essas denominações que antigamente não existia todo mundo era apenas gay e começou a se especificar é para que a gente comece a lutar políticas públicas específicas eu não posso
dizer que a política para mim que sou gay vai atingir a lésbica né porque eu tenho especificidades e ela vai ter a dela então por isso que existe essas letras e essa sigla pra gente Lutar em conjunto e Ness junto conquistar políticas públicas específicas para cada [Música] segmento