Our [Música] meu querido estrategista. Seja muito bem-vindo aqui a mais uma transmissão ao vivo do Estratégia Méd. Se você ainda não me conhece, sou professora Bárbara, fazo parte aqui do time de medicina preventiva e hoje, conforme combinado no sábado, temos mais uma aula aí resumo para o Enamed, que esse ano, galera, também é o Enari. Boa noite, João, nosso Querido moderador. Meu povo, como é que vai funcionar aqui? Ah, claro. Pera aí. Antes de eu falar como vai funcionar, primeiro, se você ainda não é inscrito aqui no nosso canal do Estratégia Mé, inscreva-se, porque diariamente
nós fornecemos aqui conteúdos gratuitos para vocês. Então são conteúdos dê muito valor que vão te ajudar a passar na residência médica ou no famoso Revalida INEP. Vão te ajudar a passar no Enari. Então, se você ainda não é inscrito, inscreva-se e ative o sininho de notificações. Além disso, deixa o seu like aqui nessa transmissão e compartilha com aquele amigo que você quer que seja R1 com você em 2026 ou que vai pegar aí o CRM com você neste ano de 2025. Lembrando que o nosso lote especial da turma de maio termina agora na quarta-feira, dia
14 de maio, às 23:59. É a sua oportunidade de estudar com estratégia méd por até 50% off. Galera, é uma baita oportunidade. Faltam 6 meses para as provas de residência médica, ainda dá tempo de você passar, mas aí depende da sua decisão agora, tá? Então, até o dia 14 de maio até às 23:59 para ser coruja aí com 50% off. Beleza? Bom, que que a gente vai fazer aqui? Vou gravar a aula resumo do nosso curso ENamed Enari, uma aula aí de atenção primária à saúde, um tema que certamente vai vir na sua prova, principalmente
porque o INEP é a banca Organizadora e o INEP gosta de APS. A gente, como a gente tá numa aula resumo, vocês vão perceber que vai ser uma aula muito bem direcionada. O objetivo aqui não é revisar a matéria inteira, e sim de forma muito pragmática, muito objetiva, indo direta ao ponto naquilo que vai cair para que você consiga ganhar tempo, principalmente considerando que a gente já está em maio, certo? Só que aqui eu vou colocar agora uma vinheta só para facilitar Depois a vida lá do pessoal da edição que eles vão editar a aula
e vão disponibilizar na plataforma. Durante a gravação da aula em si. Vocês vão observar que eu não vou olhar pro chat, mas se vocês tiverem aí eventuais dúvidas podem deixar no chat que no final eu dou aquela olhadinha e tiro aí as eventuais dúvidas, tá? E a gente deve ter aí uma aula resumo de aproximadamente 40 minutos, talvez passe um pouquinho, mas a aula resumo, o Objetivo é ser uma aula rápida. Beleza? Então vamos lá. 30 segundos eu já volto. Não saia [Música] daí. Olá, meu querido estrategista. Bora aí para mais uma aula resumo do
nosso curso Enamed Enari. Hoje vamos conversar sobre atenção primária à saúde, um tema que certamente estará presente na sua prova do ENAMED, considerando que o INEP é a banca organizadora. Essa banca gosta muito deste tema. Então bora lá. Vocês Vão observar que nós vamos direto ao ponto. Seremos aqui bem objetivos, bem pragmáticos. Vamos falar sobre conceitos fundamentais da APS. Com esses conceitos fundamentais vocês já conseguem resolver boa parte das questões de APS. Vamos falar sobre os atributos da APS. Vamos conversar também sobre os tipos de equipes que vocês encontram na APS, apoio matricial, territorialização e
vamos conversar sobre as atribuições do médico, do Enfermeiro e do ACS na APS, porque o INEP gosta muito de perguntar as atribuições destes três profissionais. Vocês vão observar que a gente não vai falar de financiamento da APS aqui. Por quê? Porque o INEP não tem se mostrado uma banca que gosta deste tópico em específico. Então, novo cofinanciamento da PS Previne Brasil, isso nunca apareceu nas provas do INEP, principalmente quando a gente olha ali o Revalida, que é a nossa principal base, Né? Ele não gosta de perguntar isso, mas, por exemplo, tipos de equipes, atributos da
APS tem praticamente em todas as provas desta banca. Então, a gente vai direto ao ponto, beleza? Bom, primeiro ponto fundamental aqui é você entender o conceito de atenção primária à saúde. Embora a gente fale atenção primária, né, ou atenção básica, a gente fica com aquela sensação de que o atendimento é básico no sentido de ser trivial, de ser algo muito fácil, mas é Justamente o oposto, tá? A APS hoje em dia, o paradigma que a gente tem para ela é de uma APS integral, que faz basicamente tudo pelo paciente. Por isso, ela é um nível
de atenção muito complexo também, pode não ser dotado de tecnologias densas, como por exemplo, tomografia, ressonância, mas não deixa de ser complexo. Olha o que que a nossa política nacional de atenção básica, cuja última versão é de 2017, fala sobre Isso. Extensão básica é o conjunto de ações de saúde que podem ser aplicadas em nível individual, familiar ou coletivo e que vai envolver, olha aqui, promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e até cuidados paliativos, além de vigilância em saúde. A gente cansa até de falar, né? Mas olha quanta coisa é feita na
APS. Promoção, prevenção, tratamento, reabilitação, cuidados paliativos. Então O nosso paradigma atualmente é de uma APS integral. Antigamente era uma APS seletiva. Apenas alguns serviços muito pontuais eram fornecidos na PS. a gente tinha, né, o posto de saúde como local onde a gente fazia a imunização, mas não necessariamente fazia o tratamento, não necessariamente tinha reabilitação, fisioterapia, né? Antigamente as coisas eram muito difíceis. Hoje em dia, embora ainda não seja tão fácil assim, a gente já tem aí uma integralidade neste nível De atenção. Então, primeiro ponto, a PS faz isso tudo aqui. Segundo ponto, a gente diz
que a APS é a principal porta de entrada do sistema de saúde. Além disso, ela é o Centro de Comunicação da Rede de Atenção à Saúde. é a coordenadora do cuidado e a ordenadora das ações em saúde. Então, quatro características que você precisa ter em mente. Vamos lá. Ela é a porta de entrada principal do sistema. Não é a única porta de entrada, mas é a porta de Entrada principal. Ela é a o centro de comunicação da rede de atenção à saúde, coordenadora do cuidado e ordenadora das ações de saúde. O que é que isso
significa? Vamos lá. Aqui a gente tem uma região de saúde nesta ilustração. Pois bem, o paciente, quando ele necessitar de atendimento, o ideal é que ele entre pela porta de entrada principal, que é a atenção primária saúde, representada aqui pela UBS, pela unidade básica de saúde. ele será Atendido aqui, porém eventualmente pode ser que ele tenha aí a necessidade de ser encaminhado, por exemplo, para um ambulatório de especialidade, OK? Quando ele for encaminhado, ele vai, mas ele volta pra APS. Por quê? Porque a APS ela funciona como se fosse a mãe do paciente, ou seja,
ele pode circular em todos esses serviços da rede de atenção à saúde, que a gente chama de Rice e que tá representado aqui. Então ele pode sair da APS, ele pode frequentar Virtualmente todos esses serviços aqui, mas ele sempre volta pra PS porque a PS é a mãe dele, é a coordenadora do cuidado. Então, quando ele volta, é ela que vai organizar todas as informações da dos tratamentos, né, do cuidado que ele teve nos outros níveis. Ela vai centralizar aquilo ali na APS, por isso que ela é, né, o centro de comunicação, porque ela vai
se comunicar com todos esses serviços. Então, a gente vai centrar a comunicação nela, ela que Vai fazer a ponte entre um serviço e outro e ela que vai organizar essas informações no prontuário, coordenando esse cuidado, OK? Então, a gente já entendeu o que é a coordenação do cuidado e ser o centro de comunicação. Além disso, né, ela também é a ordenadora desse dessa rede de atenção à saúde. Por quê? Porque a depender dos casos que ela encaminha, essa rede vai ter que se adaptar para atender essa demanda. Então, se a APS começa a Encaminhar muita
tuberculose complicada, não vai ter jeito. O gestor municipal vai ter que aumentar o número de vagas na rede pro ambulatório de tuberculose complicada. Ou se começar a encaminhar muito hipertenso, né, que não tá conseguindo fazer o controle pressórico na APS, vai ter que aumentar ali a demanda de cardiologia. Então, a APS é a ordenadora, porque ela ordena o que é que deve ter naquela retaguarda ali da rede de atenção à saúde. Beleza? Esses São os pontos mais importantes, tá? Então, só para fixar bem na sua cabeça, principal porta de entrada do sistema, centro de comunicação,
ela que faz a ponte ali entre os diferentes níveis, coordenadora do cuidado, ela que organiza o cuidado do paciente, centralizando ali aquelas informações e colocando ali, ver o que que tá repetido, o que que tá faltando, né? é a médica assistente, digamos assim, quando a gente traz pra medicina, mas é a Coordenadora do cuidado e essa coordenação não é feito só pelo médico, mas por toda a equipe e ordenadora das ações e serviços disponibilizados na rede. OK? Bom, e por que que a gente deu tanto poder pra PS? Por que que ela se tornou a
mãe do paciente, né? Porque é que ela é a coordenadora, é o centro de comunicação, é a ordenadora. Isso tem, galera, embasamento científico. Esse estudo que eu vou mostrar aqui para vocês vai esclarecer muita coisa, porque Ele foi reproduzido ao longo das últimas décadas. Foi realizado um estudo que a gente chama de ecologia dos cuidados médicos e eles perceberam o seguinte, esse grupo de pesquisa, tela cheia aí para você. Green at all realizaram, na verdade, né? Um outro grupo tinha realizado foi White Colaboradores lá na década de 70, depois foram repetindo aí. E esse foi
o último estudo dessa magnitude Green at all. Bom, se você tiver aí uma população de 1000 pessoas Saudáveis, digamos que você resolveu acompanhar 1000 pessoas saudáveis, você vai perceber que ao longo de 30 dias, pelo menos 750 pessoas vão referir alguma coisa, algum sinal ou sintoma, seja uma dor de cabeça, né, um dia que acordou um pouco mais enjoado, um dia que teve ali uma dor de estômago, então de 1000 pessoas saudáveis acompanhadas durante 30 dias, pelo menos 750 relatam aí algum sinal ou sintoma ao longo deste mês. Porém, destas 750, apenas 250 procuram atendimento
médico efetivamente. Então, observe que nem todo mundo que apresenta alguma coisa procura atendimento médico. Às vezes aquele dia que você acordou com aquela dor de cabeça, tomou uma de pirona, resolveu o problema, não precisou ir ao médico, tá? Então, apenas 1/3 procura atendimento médico. E dessas 250 que procuram atendimento médico, nove necessitam de Hospitalização. Então, observa que de 1000 pessoas em acompanhamento inicialmente apenas nove vão precisar de hospital. ou melhor dizendo, de 750 que apresentam algum sinal ou sintoma naquele mês, apenas, um pouco mais de 10% vão necessitar de hospital. Sabe o que é que
isso aqui quer dizer? Que a maioria dos problemas de saúde de uma população não é resolvido dentro do hospital. A maior parte dos problemas é resolvida fora do hospital, é resolvida na atenção primária à saúde. E isso faz com que a gente, né, pense o seguinte: se eu quero ter um sistema de saúde custofetivo, aumentar a eficiência dele, o que que é aumentar a eficiência? aumentar a resolução diminuindo o custo, eu preciso estruturar o meu sistema de saúde tendo como base, tendo como porta de entrada principal a APS, porque senão eu vou centrar o cuidado
no hospital, Vou acabar gastando mais dinheiro com tecnologias que não eram necessárias para resolver o problema do meu paciente. É lógico que eu preciso de hospital, gente, obviamente preciso de urgência, emergência, mas considerando que esse estudo é reprodutível em diversas populações, a maioria dos problemas não vão precisar de uma tecnologia tão densa. Eles podem ser resolvidos na APS. Aí você deixa os hospitais e os ambulatórios de Especialidades apenas para aqueles que efetivamente precisam. Entenderam? E é por isso que a gente fala que quando você tem uma APS funcionando do jeito que ela deveria funcionar, ela
resolve entre 80 a 90% dos problemas de saúde de uma população. E ela faz um papel filtro muito importante, deixando passar pro nível secundário ou terciário apenas quem realmente tem necessidade de passar para esses níveis. É como se o médico de família ou comunidade, né, que a gente Chama de gatekeeper, porteiro, ficasse aqui, olha, na porta de entrada do sistema, atendendo a maior parte da população, resolvendo ali aquelas demandas que podem ser resolvidas, a grande maioria fora do hospital, e filtrando, deixando passar por esse portão, que é o que separa a APS do nível secundário
ou terciário, apenas quem realmente precisa. E isso é tão importante que acaba ajudando o médico, galera, né, dos níveis secundário ou Terciário, acaba ajudando no próprio valor preditivo do diagnóstico, porque olha o que que acontece. Digamos que esse médico de família e comunidade aqui atenda todos os dias cerca de 10 pessoas com epigastralgia, tá? Um exemplo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta, todos os dias ele atende aí pelo menos 10 pessoas com epigastralgia, só que a maioria são casos que não apresentam ali sinais de alarme. Não tem hematêmese, não tem perda de peso significativa, não Tem
despertar noturno com dor. Então, a maioria você percebe ali que é um problema que você vai ajustar a alimentação, vai melhorar, enfim, é uma dispepsia ali funcional, mas sem sinais de alarme. E aí ele manda todos os dias nove para casa, mas pelo menos uma pessoa apresenta sinal de alarme. Ele precisa encaminhar pro nível secundário, tá? Todos os dias. Então, ele encaminha pelo menos uma pessoa para o nível secundário. Sabe o que que vai acontecer Lá na sexta-feira? Ele terá encaminhado cinco pessoas com alto risco ali ter algo mais grave, porque tinha sinais de alarme.
Ele mandou a massa que não tinha nada eh significativo do ponto de vista de sinais de alarme. Embora pelo menos cinco que tinham ele conseguiu encaminhar. Aqui no nível secundário, a gente vai formar uma população com alto valor preditivo positivo. Por quê? Porque aqui você tem alta probabilidade de doença. Você Filtrou a população pro especialista focal, só mandou quem realmente tinha alta probabilidade para teste. E aí quando o especialista focal fechar um diagnóstico, será de alto valor preditivo positivo, porque quando você aumenta a probabilidade pré-teste, você aumenta o VPP. Então, olha como a organização do
sistema de uma forma eficaz, todo mundo sai ganhando. Você aumenta a resolutividade, diminui custo e ainda melhora o perfil diagnóstico lá Nos níveis secundário ou terciário, porque o médico de família está filtrando a população, aumentando a probabilidade para teste lá nos níveis secundário e terciário, certo? Bom, a APS ela pode ser organizada, galera, de diferentes formas, tá? A depender do país, ele vai organizar sua PS de uma forma ou de outra. Aqui no Brasil a gente optou por organizar a nossa atenção primária à saúde com base na Territorialização. Então, a gente divide o município em
territórios, na verdade em áreas de abrangência. Cada UBS ganha aí uma área de abrangência e dentro da UBS a gente divide novamente esse território, dando um território para cada equipe de saúde da família. E dentro da própria equipe a gente subdivide esse território criando microáreas. E por que que a gente vai criando territórios cada vez menores? Porque no Brasil existe algo chamado Determinante social de saúde. Aqui você pode morar no mesmo município, mas pode ser que a parte do município onde você more é uma parte mais carente e exista uma outra parte onde a condição
socioeconômica é maior. Ou até mesmo dentro do próprio bairro você tem ruas que são mais nobres e você tem ruas que na verdade são de periferia, são comunidades. Então, nós temos uma heterogeneidade muito grande no país e a gente sabe que A depender da forma como a pessoa vive, o quanto ela ganha, qual é a escolaridade dela, se ela mora num lugar seguro ou não, e isso influencia no adoecimento. Então, para facilitar, né, a saúde comunitária, facilitar a construção de políticas de saúde, facilitar o planejamento das ações de saúde, o mais lógico é que eu
entregue para cada equipe de saúde da família um território onde as pessoas são semelhantes entre si, porque aí a equipe Vai trabalhar com aquele número de pessoas cadastradas, mas que são muito semelhantes do ponto de vista socioeconômico cultural. natural, então estão sob a pressão dos mesmos determinantes de saúde. E aí o que eu aplico de ação de saúde para um vai servir para o outro, entende? É por isso que a gente territorializa aqui. No Reino Unido já não é assim. No Reino Unido, o médico de família tem lá uma lista de pacientes e cada paciente
pode Morar em um lugar diferente, porque lá a pressão dos determinantes sociais de saúde é outra, não é tão heterogêneo assim. Então, para ele não faz muita diferença se o paciente mora no bairro A ou mora no bairro B. As ações vão ser parecidas quando a gente fala de saúde coletiva, né? Aqui não. Aqui a ação empregada para um determinado bairro ou determinada parte do bairro não vai servir, digamos assim, ou não vai ser o principal problema da outra parte do Bairro. Então a gente vai, ó, segmentando, criando territórios para dar para cada equipe, tá?
E esses territórios aqui, justamente porque não porque são muito heterogêneos, eles não respeitam limites geográficos. Então, pode ser que uma equipe fique com a metade de um bairro, com a metade de outro bairro, enfim, ao invés de você dar um bairro inteiro para uma equipe, você pode ser que você dê a metade de cada bairro, porque aquilo ali faça mais Sentido, né, do ponto de vista socioeconômico cultural. As pessoas são mais parecidas entre si, naquele contínuo ali, entre um bairro e outro. Então, a territorialização ela não segue limites geográficos. O que ela segue é justamente
se as pessoas são semelhantes naquele pedaço ali geográfico, se elas são semelhantes entre si do ponto de vista dos determinantes sociais da saúde, ok? Pela nossa política nacional de atenção básica, cada equipe de saúde Da família deve ter entre 2.000 e 3.500 pessoas cadastradas. Obviamente que a depender da região do Brasil, isso aqui não será respeitado, né? A gente tem equipes com 6.000, 7.000 e até 8000 8.000 pessoas, perdão, cadastradas. Então, infelizmente não é respeitado. Mas pela PENAB, o número máximo de indivíduos em uma equipe deveria ser de 3.500 pessoas e ainda assim é muita
gente numa equipe, tá? E dentro da microa deve ter aí cerca De 750 pessoas acompanhadas por um determinado ACS. OK? Esses são os números atuais, mas a APS não funciona do jeito que deveria. Não dá para atender ainda, né? Falando em termos realísticos, né? Não dá para atender ainda eh 90% dos problemas de saúde da população sem o México entrar em burnout. Isso é o que tá na teoria. Se Deus quiser, um dia a gente consegue chegar na teoria. Na prática ainda é um pouco complicado, mas é isso aqui que Vai cair na sua prova,
certo? Bom, e a APS, galera, ela tem características que fazem com que ela seja APS, características que moldam a personalidade dela, fazem ela ser quem ela é. E essas características são chamadas de atributos da APS. Atualmente nós temos dois grupos de atributos. Temos os atributos essenciais e os atributos derivados. Quem são os atributos essenciais? São eles longitudinalidade, acesso ou primeiro contato, integralidade e coordenação do cuidado. Então são quatro atributos essenciais e o INEP adora isso aqui. E quais são os atributos derivados? Orientação familiar, orientação comunitária e competência cultural? Beleza? Coordenação do cuidado, a gente já
viu no início da aula, né? essa capacidade que a APS tem de se comunicar com os outros níveis, entender o que é Que o paciente fez nesses outros níveis. E aí a APS ela vai eh organizar ali o cuidado do paciente, juntar todas as informações e tomar as condutas necessárias, inclusive verificar falhas. Por exemplo, pode ser que você tenha um paciente que é hipertenso, diabético, eh enfim, é nefropata e aí você precisou encaminhar ele pro cárdio, pro endócrino e pro nefro. E aí ele vem do cárdio com uma prescrição de luzartana, vem do nefro com
uma prescrição de enalapril. E Aí quando você vê o paciente tá tomando losartalapru ao mesmo tempo. Ora, você só viu isso porque você estava organizando o cuidado dele, coordenando o cuidado. Aí você entra em contato com esses especialistas, pelo menos deveria ser assim, para que vocês ali fechem o conjunto, qual vai ser então a medicação que ele vai usar dali pra frente, tá? Então isso é a coordenação do cuidado. Integralidade. A gente também já viu no início da aula, a APS, ela tem uma Carteira de serviços. Você não encontra mais apenas imunização na APS, você
encontra também, né, tratamento médico, tratamento de fisioterapia, nutrição, ou seja, equipe multidisciplinar, saúde bucal. Então você tem ali uma série de serviços que são oferecidos para aquela população e claro a gente também sempre procura ver o próprio indivíduo com a sua integralidade, longitudinalidade, acompanhar ao longo Do tempo e talvez um dos atributos mais desafiadores seja o acesso ou primeiro contato. O que que isso significa? A APS, galera, ela é a porta de entrada principal do sistema. Se ela é a porta de entrada principal, essa porta não pode estar fechada, porque senão você não consegue cumprir
por meio dela a universalidade. Então essa porta, de alguma forma ela precisa estar aberta e esse é o grande desafio. Como é que o Ministério da Saúde, né, e as principais bibliografias de APS recomendam que a gente organize a UBS para que consiga atender todo mundo. O ideal é que a pessoa, quando ela chegue na APS, quando ela chega, né, na Unidade Básica de Saúde, você faça o acolhimento com classificação de risco. O que que é o acolhimento? você escuta aquela pessoa, qual é a demanda dela e isso de forma empática, sem julgar se aquilo,
né, é uma bobeira ou não, e faz a classificação de risco, porque se ela Tiver um risco elevado, ela vai ser atendida no mesmo dia. Caramba, mas é atenção primária, à saúde, eu atendo emergência, muita coisa. As pessoas não fazem distinção se é a PS ou se é UPA. elas vão, tá passando mal, vai para onde tem uma unidade primeiro. Fora que a APS ela faz parte da rede de atenção às urgências e emergências. Então sim, a gente atende emergência na APS, talvez não tão em alguns lugares nem tanto, mas em outros que não tem
UPA por perto vai Atender muito. E aí a gente não pode mandar aquele paciente embora sem classificar o risco, porque talvez seja um risco elevado, paciente vai morrer e a gente vai responder por negligência médica. Então o correto, galera, é acolher, classificar o risco e aí a partir do risco, você decide se vai ser atendido no mesmo dia ou se pode voltar outro dia para atendimento. Às vezes não é algo tão urgente assim, né? pode retornar num outro dia. Só que aí a Pessoa sai sabendo quando ela vai voltar, porque o problema é mandar essa
pessoa para casa e aí falar: "Volta no mês seguinte para ver se você consegue uma senha ou então a a agenda do médico tá fechada, só vai abrir daqui a 3s meses." Isso é fechar o acesso, porque a pessoa sai da unidade sem saber quando vai voltar e se ela vai ter o problema dela resolvido. Então isso que não pode acontecer, tá? dar acesso, é facilitar a entrada. A pessoa pode até não ser Atendida no mesmo dia, mas pelo menos ela sai sabendo quando ela vai voltar e ela vai voltar para perto. E é claro
que isso é um grande desafio para as equipes, tá galera? Mas na teoria é isso, OK? E em relação aos atributos derivados, nós temos a competência cultural, que é você ser competente na cultura daquela população, porque a depender de como é a cultura, isso vai influenciar no adoecimento ou não. E aí você precisa Entender minimamente para que você consiga cuidar daquela comunidade. orientação familiar, como as relações familiares interferem ali no adoecimento, como funcionam como rede de apoio e orientação comunitária, que é como a comunidade está estruturada com os seus equipamentos sociais. O que que é
isso? O que que é equipamento social? Ah, aqui tem uma uma associação de moradores, aqui tem uma igreja. Aqui tem um parque onde as pessoas conseguem Fazer atividade física. Aqui tem um valão. Você consegue consegue entender a estrutura da comunidade. Por quê? Porque dependendo de como é essa estrutura, a população vai adoecer mais de um problema do que de outro. Por exemplo, quando você tá lá na comunidade ribeirinha, lá na Amazônia legal, você vai atender com mais frequência determinados tipos de problemas. Ah, eu vou, eu tô atendendo muito acidente com animal peçonhento. Ah, eu estou
Atendendo muita malária, intoxicação por mercúrio, porque a comunidade lá está estruturada de uma determinada forma. Se você estiver numa metrópole, vai funcionar diferente. Ah, eu tô atendendo muita hipertensão, muito paciente com diabetes. Ah, estou trabalhando numa comunidade carente, né? Eu atendo muitas pessoas com ansiedade, depressão, já atendi trauma eventualmente num num conflito armado que teve, chegou o paciente, né, com PAF, com projeto de Arma de fogo, enfim. Então, a estrutura da comunidade influencia como ela vai adoecer e quais serão os principais tipos de problemas que você vai atender. Isso é orientação comunitária. Se você conhece
a infraestrutura, você já sabe qual é o problema que você vai atender com uma maior frequência, você já se prepara. Então, o atendimento ele se orienta segundo a comunidade, orientação comunitária, epidemiologia do local e infraestrutura do local. Beleza? E em relação aos tipos de equipes, galera, bora lá. Nós temos diferentes tipos de equipes atuando na APS, mas as principais que podem aparecer para você numa prova do Enamed feita pelo INEP são essas aqui. Tela cheia para você. Equipe de saúde da família, equipe de atenção primária, ESF e EAPE, cara. E o INEP gosta muito dessas
duas aqui. Equipe de saúde da família Ribeirinha e equipe de saúde da família Fluvial. Vamos falar primeiro dessas Duas, equipe de saúde da família e equipe de atenção primária. Aí depois eu te mostro quais são as diferenças pra equipe de saúde da família Ribeirinha e a Fluvial. OK? Vamos lá. Qual é a estrutura da equipe de saúde da família? É a mesma estrutura da equipe de atenção primária, mesma. Esse esses são os profissionais que podem compor as duas equipes. Então, a equipe de saúde da família pode ter um médico, enfermeiro, auxiliar ou técnico de Enfermagem,
agente comunitário de saúde, agente de combate às endemias, cirurgião dentista, auxiliar ou técnico em saúde bucal. OK? Porém, quando a gente fala em equipe mínima ou equipe obrigatória na equipe de saúde da família, nós devemos ter no mínimo médico, enfermeiro, auxiliar ou técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde. Então, se o INEPT perguntar qual é a equipe mínima da equipe de saúde da família, você já sabe, são esses quatro Profissionais aqui. médico, enfermeiro, auxiliar ou técnico de enfermagem, agente comunitário de saúde. OK? Os outros são composição não obrigatória. Você não precisa ter um agente
de combate às endemias ou a equipe de saúde bucal, que aqui no caso, né, é o cirurgião dentista e o auxiliar ou técnico em saúde bucal para cadastrar uma equipe de saúde da família, tá? Então, uma equipe de saúde da família pode existir sem esses três Profissionais, mas não pode existir sem esses quatro profissionais aqui, certo? E qual é a diferença da equipe de saúde da família em termos de composição mínima para a equipe de atenção primária? Justamente a composição mínima. A equipe de atenção primária, ela vai ter a mesma composição, também pode ter esses
sete profissionais. Porém, quando a gente fala em equipe mínima, a equipe mínima muda. Enquanto na equipe de saúde da família, Obrigatoriamente você tem que ter também o técnico de enfermagem e o ACS na equipe de atenção primária, não. Você só tem que ter obrigatoriamente o médico e o enfermeiro, ok? É por isso que tem muito gestor ampliando a atenção básica com equipe de atenção primária, porque na equipe de saúde da família, se ele fosse ampliar com a equipe de saúde da família, ele teria que ter pelo menos quatro profissionais naquela equipe, ficaria Mais caro para
ele, porque ele tem que pagar quatro profissionais. Aqui não. Aqui ele já cria a equipe apenas com dois profissionais. Aí fala: "Ó, tô aumentando a APS, mas só tem dois profissionais na equipe porque é uma equipe de atenção primária." Mas qual é o combinado? Ele até pode expandir com a equipe de atenção primária, mas mais para frente ele tem que converter essa equipe de atenção primária em equipe de saúde da família, certo? Mas essa essa Essas são as diferenças, a principal diferença entre elas, tá? É a equipe mínima. E é isso você precisa saber, beleza?
em relação à equipe de saúde da família Ribeirinha e equipe de saúde da família Fluvial. Mesma coisa, galera. A diferença é que esses dois formatos de equipes, eles vão existir apenas na Amazônia Legal e no Pantanal Sul Matogrossense. Vocês não vão encontrar saúde da família Ribeirinha e Fluvial Fora dessas regiões. Só pode criar esse tipo de equipe lá. Municípios da Amazônia Legal e Municípios do Pantanal Sul Matogrossense, OK? A equipe de saúde da família Ribeirinha atende basicamente, né, a maior parte dos seus atendimentos são terrestres e a equipe de saúde da família fluvial, a maior
parte dos seus atendimentos é em uma fluvial em cima de um barco. Só que ela tem algumas, essas equipes têm algumas peculiaridades. Por exemplo, elas podem Ter até 24 ACSs. Por quê? Porque são áreas de grande dispersão territorial. Imagina, você tá no meio da floresta amazônica, você tem uma comunidade aqui, uma outra comunidade lá embaixo. São áreas de grande dispersão territorial, um acesso só não vai dar conta. Aí você pode ter até 24 agentes comunitários de saúde, até 12 microscopistas, que são profissionais que você não vê nas outras equipes só lá, porque lá a gente
faz muito Diagnóstico de malária, então tem que ter ali alguém que entenda, né, de interpretação de lâmina, que consiga fazer gota espessa, aquela coisa toda. Até 11 técnicos de enfermagem. Então, uma equipe terá muitos profissionais por conta dessa grande dispersão territorial. Mas é basicamente isso, tá? Equipes exclusivas dessas regiões que funcionam de forma muito semelhante, mas que vai vão ter ali um número maior de profissionais para atender essa grande Dispersão. Beleza? Bom, é preciso que você também compreenda o que é apoio matricial, que a gente hoje em dia, né, tem ali o protótipo as emultes.
Antigamente a gente tinha o NASF, lembra? Agora ainda existem algumas equipes naf, tá? Porque o NASP, a gente diz que ele não acabou. O que aconteceu é que o governo mudou o tipo de equipe. Um belo dia chegou e falou assim: "Olha, a gente não vai mais Cadastrar a equipe NASP". Aí ficou um tempo sem criar novas equipes NASFs. Aí os gestores tinham que decidir se mantinham as suas ou se ia ou se ia desfazer a equipe. E aí em 2023 vieram as emultis. Mas o que que é o o apoio o apoio matricial? Independentemente
de ser NASF ou de ser emulti? Lembra que a gente falou que o paradigma atual da APS é ser integral? É que a gente consiga resolver o maior número de problemas da população na APS? Então, algumas vezes a Equipe ela se depara com algum problema que ela até pensa o seguinte: "Caramba, eu conseguiria resolver esse problema aqui na APS se eu tivesse um psicólogo perto, se eu tivesse um psiquiatra perto? Muitas vezes o o encaminhamento acontece e ele nem precisava acontecer porque esses profissionais não estão ali na APS, a equipe não sabe manejar direito, não
tem experiência. Então, quando a gente fala em apoio matricial, a gente fala de colocar uma equipe de Apoio, uma outra equipe que não é a equipe de saúde da família, que não é a equipe de atenção primária, é uma outra equipe com profissionais diferentes daqueles que existem na equipe de saúde da família ou na equipe de atenção primária, justamente para ficar de retaguarda na própria PS, porque aí quando a equipe não souber resolver um determinado problema, ela vai lá nessa essa equipe de apoiadores que é a EMULTI. Então, a gente tem as equipes de Referência,
equipes de saúde da família, de atenção primária e equipe de apoiadores, que é atualmente a emulti. E aí, se você se depara com um paciente que tem dor e aí você, poxa, eu não queria encaminhar ele, eu acho que eu consigo resolver isso aqui, mas eu tô um pouco insegura. Você vai lá na emul, bate na porta ali da emul, fala: "Poxa, me ajuda com um paciente que tá lá no consultório, eu não tô sabendo manejar direito". Aí o Profissional vai lá e te ajuda. Então aí a o apoio matricial ele é um recurso que
a gente tem para manter o paciente na APS, manejar aquele caso na APS e evitar um encaminhamento desnecessário, tá? É uma equipe de apoiadores com outros profissionais ali que estão ali para apoiar as equipes principais ou equipes de referência, que são as equipes de saúde da família e as equipes de atenção primária. Beleza? E essa equipe de apoiadores, galera, a gente não Encaminha para eles, tá? Como tá todo mundo no mesmo nível de atenção, o que a gente faz é pedir uma interconsulta. Vai lá, bate na porta onde eles ficam, pede ali uma interconsulta. Eles
até podem atender esses pacientes sozinhos, mas o termo ah, encaminhei para a Emul, encaminhei para o Nash, é um termo incorreto, porque você só encaminha de um nível de atenção para o outro. E não é o caso aqui, tá? todo mundo ainda na APS, é justamente para evitar Encaminhamento desnecessário. Beleza? Bom, atualmente, o que que a gente tem de novidade na Emulf? Elas têm basicamente a mesma composição. Vou jogar isso aqui na tela cheia até para vocês printarem, tá? Mas lembrem-se que no NASF nós tínhamos médico do trabalho e médico internista ou clínico geral, né?
Clínica médica. Já na Emul, esses dois profissionais aqui, eles não existem mais, mas a gente agora Tem a possibilidade de ter médico cardiologista, médico dermatologista, endócrino, ransenologista, que é o especialista em ranseníase e infectologista, tá? Então observa que daqui para cima, composição completamente igual. O que muda é o que tá aqui embaixo. Mais uma vez nas fitinha, médico do trabalho e médico internista. E o Aemut não tem mais esses profissionais, mas agora tem cárdio, dermato, endócrino, rancenologista e Infectologista. Beleza? Bom, e pra gente terminar aí a nossa aula resumo desses profissionais que podem compor as
equipes de saúde da família ou equipes de atenção primária, os mais importantes para a prova, que é o que o INEP gosta, são esses aqui. Médico, enfermeiro ISS, eles gostam de perguntar as atribuições desses profissionais na APS. Então, bora lá. Primeiro eu vou te mostrar o que tanto o médico quanto o enfermeiro podem fazer. São atribuições em comum aos dois. Depois eu vou te mostrar o que é que só o enfermeiro faz, só o que o médico faz e só o que o ACS faz. Beleza? Bom, tanto o médico quanto o enfermeiro realizam a atenção
à saúde, as pessoas e a e as famílias que estão sob as suas responsabilidades. Ambos também fazem estratificação de risco e os dentistas também fazem estratificação de risco. E aqui a gente precisa pontuar a diferença entre estratificação de risco e Classificação de risco. Classificar um risco é classificar o risco individualmente. É o que a gente faz nas UPAs ou quando o paciente chega na UBS. Ah, vamos classificar em azul, verde, amarelo, laranja, vermelho. Isso é classificação de risco. Agora, estratificação e não classificação é quando você estratifica o risco da comunidade, OK? Então aquela comunidade, ela
é muito vulnerável, ela é pouco vulnerável, Enfim, isso é estratificação de risco. Médico, enfermeiro e dentistas podem fazer isso, tá bom? Tanto o médico quanto o enfermeiro encaminham quando necessário, mas aqui tem uma pequena diferença que eu vou mostrar para vocês daqui a pouquinho. E médico e enfermeiro planejam, gerenciam e avaliam atividades desenvolvidas pelos agentes comunitários de saúde e agentes de combates às endemias. Também existe uma pequena diferença aqui que eu vou comentar agora Com vocês, tá? Vamos começar aí pelo enfermeiro, aquilo que só o enfermeiro faz, atribuições exclusivas deles. Telachei para você. Na APS,
galera, a gente tem uma quebra de paradigma que é a seguinte: o enfermeiro, ele pode, além de realizar, claro, né, consultas da enfermagem, ele pode solicitar exames complementares, presescrever medicações conforme protocolos. Então, pela lei federal da enfermagem, que é de 1986, o enfermeiro ele pode prescrever, É uma atribuição reconhecida legalmente e na APS ele prescreve. Aí você vai pensar, mas ele prescreve qualquer coisa? Não, ele prescreve sobre protocolos. O que que é isso? Vou dar um exemplo do protocolo de Brasília, tá? paciente chega com lombalgia. Aí existe o protocolo de enfermagem para atendimento de lombalgia.
O enfermeiro vai lá e classifica. É uma lombalgia mecânica, é uma lombalgia inflamatória. Se for Inflamatória, vai tá lá chamar o médico. Beleza? Se for mecânica, ele continua. Tem sinais de alarme? Não tem sinais de alarme. Opa, não tem sinais de alarme. É uma lomba algia mecânica porque é uma contratura muscular, algo assim. Aí ele prescreve um relaxante muscular, uma de pirona, né? Um analgésico simples. Aí ele chegou aqui nessa fase do algoritmo, ah, posso prescrever isso, então isso aqui para ele. Aí vai tá lá no no fluxograma dele, né? O quanto de Relaxante de
relaxante muscular, o quanto de dipirona, ou seja, posologia, quais sinais de alarme deve orientar. Ah, não é uma lombalgia que tem sinais de alarme. Opa, chamaram o médico mais uma vez. Então, é sobre protocolo, aquilo que o Ministério da Saúde fez o protocolo, ou o gestor estadual ou municipal. E aí eles vão seguindo e também podem solicitar exames complementares, especialmente de doenças cuja magnitude em saúde pública é muito Grande. Por exemplo, tuberculose, ranceníase, né? doenças de grande impacto, pode solicitar exames complementares para a investigação sem problemas, tá? E aqui eu não tô discutindo se deveria
ou não aquela discussão de ato médico, não. Tô aqui falando sem julgamento de valor para vocês entenderem como funciona, porque isso já caiu em prova e pode ser que caia novamente. Você tem que acertar essa questão, beleza? Além disso, eles Fazem acolhimento com escuta qualificada e classificação de risco. Eles realizam ou supervisionam. Então, embora o médico também possa classificar o risco, a supervisão do acolhimento com classificação de risco é responsabilidade do enfermeiro, certo? Além disso, eles também supervisionam as ações dos técnicos ou auxiliares de enfermagem e dos agentes comunitários de saúde. E aqui você tem
que prestar Atenção na diferença entre os verbos, porque planejar, gerenciar e avaliar as ações dos agentes comunitários, o médico também pode fazer, mas supervisionar isso é algo do enfermeiro. Então o ACS, digamos assim, ele tem como chefe imediato o enfermeiro. Embora o médico possa, né, como a gente viu, gerenciar, planejar essas ações, quem supervisiona é o enfermeiro, OK? E implementar aí, manter os protocolos da sua profissão atualizados, certo? E o Médico, bom, o médico vai realizar consultas clínicas, ele pode realizar na APS pequenos procedimentos cirúrgicos. Então, de lipoma, inserção de di, que mais? Eh, e
de cistocio, cantoplastia, eh, quebra de fecaloma, tudo isso pode ser realizado na APS. A gente tem um documento do Ministério da Saúde chamado de carteira de serviços. É como se fosse um catálogo dizendo tudo que pode ser feito na APS, né, em termos ali de Procedimentos cirúrgicos, procedimentos clínicos. E esses procedimentos cirúrgicos que são considerados ambulatoriais podem ser feitos porque estão ali sob anestesia local. OK? O médico encaminha, né, outros pacientes para outros níveis de atenção à saúde. Mas aqui tem uma diferença. O enfermeiro também encaminha, mas o médico quando encaminha ele mantém sob a
sua responsabilidade a a responsabilidade do de coordenar o cuidado ali do Tratamento. Então o médico encaminha, mas não perde o paciente de vista. Ele se mantém o responsável pela prescrição terapêutica. OK? E além disso, é o médico que indica a necessidade de internação, porque essa capacidade, né, essa habilidade de indicar se é uma internação ou não, isso é um ato médico exclusivo pela lei do ato médico. Então, outro profissional da PS e de outros níveis não podem indicar internação se não forem médicos, OK? E também aí Exercer outras atribuições da sua profissão, tá? Mas o
que eu acho que o INEP pode cobrar para vocês no ENamed, porque é o que ele cobra frequentemente em outras provas, como como o ENAD, né, o antigo ENAD e o Revalida INEP, é isso aqui, atribuições do ACS. Por quê? Porque os ACSs, galera, eles não têm só por função cadastrar a população e entregar dia de consulta e de exame. A função deles é maior do que isso. Os ACSs de forma geral, né, essa Coisa de entregar datas e horários de consultas e exames, isso existe dentro da PINAB. É uma prerrogativa deles, claro, mas não
é só isso. Olha o que que eles também podem fazer quando eles forem treinados para tal. Eles vão precisar fazer um treinamento e vão precisar estar ali sobre a supervisão de um profissional de nível superior, mas eles podem executar ações que, porventura sejam de técnicos de enfermagem. Eles podem aferir a pressão Arterial, inclusive no domicílio do paciente. Eles podem aferir a glicemia capilar, inclusive de diabéticos. Eles podem aferir a temperatura axilar durante uma visita domiciliar, por exemplo. Eles podem realizar técnicas limpas de curativo. Então eles podem fazer curativos desde que eles sejam treinados para tal.
podem orientar a administração da medicação em paciente em situação de Vulnerabilidade. Ainda podem fazer verificação antropométrica, eles podem medir e pesar a criança, por exemplo. O que eles não podem é diagnosticar ali, né? Ah, é uma desnutrição, é uma obesidade, porque aí cabe ao profissional responsável por isso, médico ou nutricionista, né, que faz ali o diagnóstico nutricional. Mas pesar e medir, tranquilo. Fazer curativo limpo, tranquilo. Orientar como se deve tomar uma medicação, principalmente em pessoas Em situação de vulnerabilidade, tranquilo também. Só não pode muito além disso, porque já entra no diagnóstico, né, na prescrição e
aí já é a atribuição do médico, por exemplo, tá? Acompanhamento de condicionalidades e programas sociais, né, como, por exemplo, Bolsa Família. E eles também verificam ali a situação vacinal, se tá tudo certo na carteira de vacinação, se precisa recomendar alguma vacina. Então eles não são meros entregadores de datas De consultas e exames. Eles têm uma função muito mais ampla nesse acompanhamento e o INEP gosta bastante disso. OK? Bom, para encerrar, eu vou mostrar aqui uma questão do Revalida INEP para vocês entenderem como o INEP funciona. E as questões, meu povo, não são tão triviais assim.
O INEP, ele não joga uma questão de coreba para você, ele faz você pensar em cima da questão. Por isso que todos esses conceitos são fundamentais, porque se você tiver esses Conceitos em mente, você consegue raciocinar em cima da questão e você chega no gabarito. Então, bora lá. Olha essa questão aqui como foi inteligente. Um médico de família e comunidade tem identificado certa piora nos indicadores de saúde de crianças de sua população distrita. Durante uma reunião com profissionais de saúde, ele expõe essa preocupação e sugere que a equipe estabeleça estratégias de acompanhamento das crianças do
Território, atribuindo responsabilidades e metas para cada categoria profissional. Quais ações voltadas para a população poderão ser realizadas pelos agentes comunitários de saúde que compõem essa equipe? Então ele tá te perguntando atribuições do ACS. Tela cheia mais uma vez. Alternativa A. Bom, os ACS eles podem verificar os cuidados com o coto umbilical nas crianças menores de 28 dias de idade. OK? Por quê? Porque coto Umbilical é curativo. Lembra que eles podem realizar técnicas limpas decurativos? Então eles podem verificar se o cotumbical ali dos recém-nascidos tá tudo OK ou tem que fazer alguma orientação com a mãe.
Enfim. Então primeira parte aqui tá correta. Segunda parte aqui da questão, identificar possíveis dificuldades em relação ao aleitamento materno. Problema nenhum ele observar ali, né, fez uma visita domiciliar, observar se a pega Está acontecendo de forma correta, né? Lembra que ele podem, eles podem executar, claro, se devidamente treinados e sob a orientação de um profissional de nível superior, podem ali executar funções que o técnico de enfermagem executaria, tirando administração, né, função venosa, administração venosa de medicamentos, né, administração parenteral. Então isso aqui, né, eh, função que o médico, enfermeiro e o técnico de enfermagem Pode fazer,
verificar se a pega tá acontecendo corretamente. Então, até aqui tudo certo. Agora, olha a terceira ação, orientar pais sobre a alimentação de crianças abaixo do percentil 3 no gráfico de peso para a idade. Ora, se é abaixo do percentil 3, essa criança tá ali na desnutrição e aí ele vai orientar a alimentação. Isso já é um diagnóstico nutricional e um tratamento nutricional, porque você não tá ali num estado Nutricional normal, você está em um estado nutricional patológico. Então isso aqui já foge ao escopo dele. Qual é o escopo dele? Lembra? Ele vai fazer a antropometria,
peso e altura. Mas as consequências disso, né? O diagnóstico e o tratamento, nutricionista e médico. OK? Então tá fora o ACS não pode fazer isso. B. Verificar as condições de higiene e a presença de assaduras em menores de 28 dias, OK? Porque eles podem fazer Curativos limpos. Olha a segunda frase. Oferecer orientações alimentares para pais de crianças obesas. Aqui é algo que foge ao escopo também. Se a criança tá obesa, ela tá fora do estado nutricional, né? ali da eutrofia nutricional, digamos assim, até redundante, né? Ela tá fora da eutrofia, então isso já passa a
ser um estado patológico, aí vai ficar a cargo dos profissionais de nível superior, certo? Então também já tá fora aqui. E a outra Fase, a outra frase era orientar sobre o uso de medicamentos para controle de sintomas leves após aplicação de vacinas. E isso eles podem fazer porque tá aqui, olha, orientar a administração correta da medicação ou de medicamentos, que é o termo mais correto, OK? Então tá fora por conta dessas orientações alimentares aqui, tá? C verificar se o teste do pezinho, a vacinação BCG e a vacinação contra a hepatite B foram realizados em crianças
de até 28 dias de Idade. Isso aqui tranquilo. Se não fez teste do pezinho, ele vai orientar, né? Se não fez, por exemplo, a imunização, ele vai orientar porque ele pode checar ali o cartão vacinal. Então, OK. Avaliar sinais que indicam violência em crianças de todas as idades. Ele pode fazer isso e verificar se a família está inscrita no Bolsa Família. Lembra que a gente falou que ele pode acompanhar condicionalidades de programas sociais como Bolsa Família? Então, esse aqui vai Ser o nosso gabarito. E a última frase, a última alternativa, né? Por que é que
está incorreta? Verificar o peso e o comprimento das crianças de até um ano de idade e anotar os valores na caderneta de saúde aqui, OK? Porque ele não tá tomando conclusões, tá só fazendo a antropometria. Encaminhar para a Unidade Básica de Saúde as crianças sem cicatriz da vacina BCG após 4 meses da aplicação. E isso aqui ele não vai fazer porque Ninguém faz, nenhum profissional, né? A gente não reaplica a BCG só porque não apareceu a cicatriz vacinal, então tá incorreta por isso. Não porque é uma atribuição de um um outro profissional, é porque ninguém
faz mais isso e verificar se a família está inscrita no Bolsa Família, ele pode fazer, mas o que mata a questão é justamente essa conduta incorreta. Então o gabarito foi a alternativa C. Entenderam como é que o INEP funciona? Cara, ele não te dá a questão beijada, mas se você entende quais são as atribuições do ACS, você olha isso aqui, você vai raciocinando em cima de cada frase e você encontra o gabarito. Não é uma prova fácil. É claro que tem níveis de dificuldades diferentes ao longo das questões. Vocês vão encontrar questões fáceis. Geralmente as
questões de atributos da APS são mais fáceis, mas vocês vão encontrar questões pesadas como essa aqui. Então treinem com as Questões do Revalida Inepamed. Elas vão dar uma boa base do que é que vocês vão com questões do ENAD, perdão. Treinem com questões do Revalid INEP e com questões do ENAD. Elas vão dar uma boa base daquilo que vocês encontrarão no Enam. Questões assim em que você precisa ter os conceitos fundamentais e raciocinar em cima de cada alternativa. Beleza, meu povo? Bom, dúvidas podem mandar para @prof.bárbarbara Bárbara da alegria. Temos ainda algumas aulas, né, bem
aí compactadas para vocês. Ainda vamos falar de declaração de óbito, ética médica, para deixar vocês aí bem preparados para a prova do Enamed, beleza? Então, vejo vocês na próxima aula. Até já. [Música] Pronto, meu povo. Aula resumo aí de APS entregue para vocês. No próximo sábado, se eu não me engano, a gente tem aula de Ética médica. Na próxima segunda, temos aula de declaração de óbito. Ou seja, a gente tem aí ao longo da semana uma baita programação para que você já comece a estudar de forma direcionada para o ENamed, que vai ter como banca
o INEP. E você está no melhor curso preparatório para estudar para o ENamed. Por quê? Porque a gente tem uma baita experiência com o Revalido INEP. A gente entende perfeitamente a cabeça do INEP. A gente já respondeu as questões do ENAD Muito antes, que a gente já sabia, né, que o INEP poderia ganhar aí força. Então, a gente já tem no nosso banco questões do ENAD respondidas há muito tempo. Treinem com essas questões que vão fazer muita diferença na sua preparação. Lembrando que no dia 14 às 23:59 teremos aí o encerramento do lote especial da
turma de maio. Até 50% off. Ainda dá tempo de você passar na residência nesse ano. E se você vai fazer prova de revalidação, primeira Fase, ainda dá tempo de você começar a estudar. Prova deve ser da na segunda quinzena de agosto, entre o dia 15 de agosto e dia 30 de agosto. A gente tá em maio, então você tem aí pelo menos 3 meses para, ó, cair dentro e conseguir aí o seu CRM. Certo, galera? Bom, esqueci de dar boa noite, né, Ana Paula? Boa noite. Obrigada. Claribel, obrigada João pela moderação. Tuane agora aí online.
Bom galera, é isso. Qualquer coisa me procurem aí no Insta, estarei aí à disposição de vocês. Vejo vocês então na próxima aula. Grande beijo. Tchau. [Aplausos] Tchaua. Doboru [Aplausos] pronto? [Música] Obrigada, viu? Você você tem uma ideia de quantas pessoas tinham online? Eu esqueci de avisar no Insta que eu ia entrar ao Vivo. Achei que a até que tinha bastante gente. É, o povo tava calado. Então, obrigada, viu? Fica com Deus. Ciao. Ciao.