[Música] bom então nós vamos falar do Alfonso de Guimarães aí já chegamos no século XIX no simbolismo Tudo bem então essa viagem é uma viagem muito rica porque a gente vai passando por vários momentos históricos personagens né artistas figuras históricas 1700 1800 tudo bem E aqui nós vamos ter o talvez o autor que ao meu verel ele é o o primeiro moderno apesar de ser estudado no simbolismo eu vou explicar um pouquinho sobre essa perspectiva dele já ser um pouco mais avançado o simbolismo vocês lembram uma escola literária que acontece na segunda metade do século
X e a segunda metade do século XIX o que acontece você tem a crise dos valores burgueses né na Europa e aquilo que era uma Utopia romântica da primeira metade né passa a ser crise por isso que aparecem os realistas criticando a burguesia A grande questão do século dessa segunda metade é que você tem posturas dos Artistas diferentes eh no mesmo período Então os realistas e os naturalistas que que eles vão fazer eles vão fazer uma denúncia social os parnasianos e os simbolistas vão fugir da realidade os parnasianos pela racional alienação eram artistas elitistas e
os simbolistas eles vão fugir pela subjetividade essa subjetividade vai ser alcançada por poemas que trabalham sensorialidade o estímulo sensorial como uma forma de te deslocar da realidade Tudo bem então te deslocando da realidade você eh não vive os problemas da crise do universo burguesa mais ou menos essa é a ideia e essas as estratégias dos simbolistas para fazer você da realidade vão estar justamente ligados à Musicalidade e Musicalidade é um né uma é uma sensorialidade é o cromatismo uso de cores você vai perceber que os poemas usam muito aquelas assonâncias aliterações né repeti repetição consonantal
repetição vocálica eh muitas imagens eh oníricas a coisa do do do do do mundo dos sonhos que normalmente por ser pessimista se eles estão fugindo da realidade se torna pesad e palavras com letras maiúsculas o que el o que ele chama de eh você você transforma o sentido daquele substantivo você passa se um substantivo próprio quando você usa a chamada maiúscula alegorizante um universo Místico o universo mágico universo evanescente a característica simbolista Nós temos dois autores no simbolismo brasileiro o Cruz e Souza e o Alonso de Guimarães O Cruz de sou é aquele escritor negro
que e só foi reconhecido postumamente conhecido como cisney negro o Dante negro da literatura brasileira com as obras Missal e broquéis o Alfonso de Guimarães ele avança até o século XX se eu não me engano ele morre em 1921 e ele é um cara que vai buscar a fuga da realidade dele vai se dar ente A Busca Pela religiosidade então é uma é uma é uma poesia que traz muita religiosidade mas ela é muito pessimista costumo dizer com o alfonsos de Guimarães eh é meio que o Edgar alamp brasileiro assim tanto que ele tem um
poema que ele diz que escreve com um corvo sentado sobre a pena e o Corvo todo mundo já faz essa referência direto ao Paul né Eh aconteceu uma tragédia na vida dele que foi a esposa dele com constanza falecer na véspera do casamento ele ficou muito mal com isso muito mal mesmo e foi buscar Refúgio onde na religiosidade tá na igreja da catedral depois ele se casa de novo e tem com essa outra mulher 14 filhos uma tentativa talvez de ocupar o espaço da mulher e a 15ª bebezinha ele resolve homenagear a esposa a const
de constanza na menininha e a menininha morre morre bebê então a poesia dele tem todas essas características que eu expliquei do simbolismo somado a um pessimismo muito grande em função dessas questões biográficas tanto que tem uma história o Mário de Andrade E aí nós vamos falar sobre os modernistas ainda porque ainda não chegamos no século XX oo de Andrade foi o primeiro a vi aqui pr pra cidade históri Mar Andrade rodava ele foi morar em em Belém do Pará para escrever Macunaíma e tal e ele veio aqui porque ele leu um poema do do Alfonso
de Guimar falou Esse cara é bom foi lá naquela casa que a gente passou tocou a campainha e falou oi eu sou o mar de Andrade e vim aqui ler um poema do de gar lampou para [Música] você e vamos falar um pouquinho sobre esse importante poeta simbolista brasileiro e eles fazem amizade e o Mário L então a experiência do contato com a poesia do Alfonso Guimarães modistas de São Paulo que decidem fazer a caravana Modernista que a gente vai conversar lá lá em Ouro Preto mas só para vocês entenderem a conexão desses por exemplo
o Cruz e Souza que eu citei ele só aparece no cân nos estudos depois primeiro tempo descobre redescobre o Brasil vocês entendem vem para cá para enfim eu vou falar depois do ifan e outras coisas mais que eles vão construir aí no Brasil um dos poemas mais fortes que que eu acho do do Alfonso Guimarães é o esalia que é um texto sobre suicídio Tudo bem então a esalia ela tá no alto de um penhasco e ela não sabe se o corpo dela se ela quer a lua dos céu ou a lua do mar e
ela termina o poema o o escolhendo as duas luas a alma vai a lua do céu o corpo vai à lua do mar qumar enlouqueceu PSE na torre a sonhar viu uma viu uma lua no céu viu outra Lua no Mar no sonho que se perdeu banhou-se toda em luar queria subir ao céu queria descer ao mar e desvi o seu na torre PSE a cantar estava perto do céu estava longe do mar e como o Anjo pendeu as asas para voar queria a lua do céu queria a lua do mar as asas que Deus
lhe deu ruflaram de par em par sua alma subiu ao céu seu corpo desceu ao Mar tudo bem eh ele tem outros outros livros tem um livro dele também famoso chamado Dona Mística Centenário das Dores de Nossa Senhora e esse poema que eu vou ler para vocês ele é o da catedral ele é mais ele tem mais elementos simbolistas do que o smma o esma ataz só o pessimismo mesmo a coisa do suicídio que que eu quero que vocês percebam durante a minha leitura primeiro é uma leitura chata é uma leitura que tem tom de
missa é uma leitura que tem um ritmo para tentar te fazer dormir quase E se o poeta conseguir te fazer dormir com a leitura ele conseguiu o objetivo que é te deslocar da realidade porque dormir e morrer eh entenderam raciocínio E aí ele com essa coisa da sonoridade ele projeta o nome dele alfonsos no toque do sino no toque triste do sino da catedral beleza não Durmam hein entre Brumas ao longe surge aó ali norval aos poucos se evapora agoniza o ar rebol a Catedral bú do meu sonho aparece na paz do céu risonho toda
branca de só e o sino canta em lúgubres respond OB OB O Astro glorioso segue eter Estrada uma h furente raio de luz a Catedral éb do meu sonho onde os meus olhos estão cansados ponho recebe a benção de Jesus e o sino clama em lugubres respond poob al fond obob al f por entre líos e milares dessa tarde esquiva amargurada prece PSE a luz a rezar a Catedral e bú do meu sonho aparece na paz do céu tristonho toda branca de lua chorem lúgubres respond obre al obre al o céu é todo treva o
vento uiva do rel cabeleira ruiva vem açoitar o rosto Meu a Catedral do meu sonho afunda-se no caos do céu medonho como um astro que já morreu e o sino chora em lúgubres resp Alf AL você percebe que ele vai ele vai construindo de uma forma que chega uma hora que você já não sei se na hora que eu tava lendo uma hora você falou assim gente não acaba nunca mais passou isso parece tipo como se a tivesse rezando a você vê que essa é claro que eu dou uma entonação de de missa mas encaixa
porque era isso que ele buscou né tanto que ele ele cita coisa da de rezar da catedral mas o mais interessante como o simbolismo trabalha com sonoridade ele projetar o nome dele no badalar do Sino lúgubre lúgubre é triste e o sino toca em lúgubre responso responso é badalar então badalos tristes tocam o nome dele cobr tudo bem Então é é muito legal assim a minha o meu grande tesão de ler esse poema aqui é porque a gente tava na catedral até agora e é um poema escrito para que ela eu conheci esse poema antes
de vir para cá e depois quando eu vi para cá [Aplausos] Car com essa sonoridade a gente encerra considere se tornar membro do canal e acessar os nossos conteúdos exclusivos Y