o módulo de hoje sobre regimes cambiais [Música] o regime cambial de um país é a maneira como o país administra a taxa de câmbio o que isso quer dizer o banco central ele pode escolher por exemplo fixar o valor da moeda nacional com relação às moedas estrangeiras e garantia que ele preço para quem quiser comprar ou vender a moeda que é o que a gente conhece como regime de câmbio fixo ou então o banco central pode também deixar a taxa de câmbio é de terminada pela oferta e pela demanda de modo que o preço da
moeda nacional com relação às moedas estrangeiras vai flutuar que é o que a gente conhece como regime de câmbio flutuante a oferta ea demanda por moeda ela vai surgir das operações comerciais ou das operações financeiras como a gente viu nos módulos anteriores por isso que com a abertura do mercado de base do mercado financeiro a volatilidade da taxa de câmbio tende a aumentar bastante em termos teóricos muitas vezes a gente fala apenas nesses dois tipos de regimes cambiais o flutuante eo fixo mas no mundo real grande parte dos países vai adotar regimes intermediários que a
gente vai comentar ao longo desse vídeo a gente pode pensar nos regimes de câmbio fixo e câmbio flutuante como dois extremos de um espectro sendo que a grande maioria dos países vai se situar em algum lugar que não os extremos então porque a gente estuda os extremos bom porque sabendo as vantagens e as desvantagens associadas com cada um dos regimes puros a gente consegue avaliar melhor o que o país está abrindo mão e o que ele está ganhando quando ele escolhe se aproximar ou se afastar de cada um dos extremos como vocês podem imaginar existem
vantagens e desvantagens associadas com qualquer um dos dois regimes por exemplo no regime de câmbio fixo o banco central determina o valor da taxa de câmbio e se compromete a vender divisas a taxa estipulada para fazer isso o banco central ele precisa ter reservas internacionais em quantidade suficiente para atender uma situação de excesso de demanda por essa moeda por exemplo né e ele também vai precisar estar disposto a comprar qualquer excesso que exista de moeda estrangeira ao fazer isso o banco central ele está abrindo mão de parte da sua autonomia para conduzir política monetária que
é uma das maiores desvantagens associadas à adoção do regime de câmbio fixo por outro lado a grande vantagem desse tipo de sistema é justamente o fato que é uma previsibilidade do valor da moeda nacional com relação às moedas estrangeiras o que é extremamente importante para o comércio internacional já nos regimes de câmbio flutuante a taxa de câmbio ela vai se ajustar de modo a equilibrar o mercado de divisas então quando existe um excesso de demanda por moeda estrangeira a moeda nacional vai se desvalorizar e quando ocorreu o excesso de oferta de moeda estrangeira a taxa
de câmbio da moeda nacional vai se valorizar assim se a gente pensar num modelo ideal de câmbio flutuante onde o mercado de moeda estrangeira é um mercado de concorrência perfeita eo banco central não intervém o balanço de pagamentos teoricamente ele ficaria sempre equilíbrio porque se houvesse um déficit por exemplo uma situação em que existe um excesso de demanda por moeda estrangeira isso ocasionaria uma desvalorização cambial que como vocês já sabem né quando desvaloriza a moeda aumenta a competitividade das exportações e reduza a demanda pelas importações o que eventualmente de deveria reverter esse déficit original em
tese a mesma coisa aconteceria também se tivesse um superávit ou seja um excesso de oferta de moeda estrangeira que geraria uma valorização cambial e aí como você também já sabem a valorização cambial ela reduziria a competitividade das exportações aumentaria as importações e eventualmente iria reverter esse superávit então em regime de câmbio flutuante o banco central ele não precisa garantir que o valor da moeda nacional e dessa maneira ele pode direcionar a política monetária para atingir outros objetivos essa liberdade para conduzir política monetária é uma das principais vantagens associadas ao regime de câmbio flutuante por outro
lado esse regime ele vai gerar uma maior volatilidade da taxa de câmbio que pode desestabilizar os fluxos comerciais e aumentar a incerteza bom então qual o regime que é melhor como todo dia quando depende depende do que é mais importante para o país naquele momento muitas vezes os países vão ficar com o melhor de cada um dos regimes cambiais adotando algum regime intermediário vamos a alguns exemplos em um regime de flutuação suja que inglês vai aparecer como do workflow tem eu como fiel floating os países eles vão tentar manter o máximo de autonomia de política
econômica sem sacrificar muito a estabilidade do câmbio então o princípio básico da flutuação suja vai ser o mesmo do câmbio flutuante com a diferença de que o banco central ele vai intervir para balizar os movimentos da taxa de câmbio quando for necessário o objetivo será justamente manter a liberdade do câmbio flutuante mas limitando a sua instabilidade esse é o regime que o brasil adota atualmente pensando em regimes que se aproximam mais do câmbio fixo a gente pode pensar por exemplo no regime de bandas cambiais onde a taxa de câmbio ela vai ser fixada junto com
o intervalo aceito de variação tanto para cima quanto para baixo ou seja existe uma previsibilidade do câmbio mas dentro do intervalo o que vai conferir o banco central o maior grau de autonomia para conduzir a política monetária então nesse sistema de bandas cambiais ao invés de garantir um preço o banco central garante que o câmbio vai ficar dentro de uma banda de um intervalo enquanto a taxa de câmbio estiver dentro dessa banda a determinação da taxa de câmbio vai seguir a determinação do câmbio flutuante se por acaso a taxa de câmbio atingiu seu limite o
banco central vai atuar vendendo moeda estrangeira no limite da desvalorização da moeda nacional e comprando moeda estrangeira no limite da valorização da moeda nacional também nessa linha mais perto do regime de câmbio fixo tem um sistema de controlo e pega que é um sistema no qual a taxa de câmbio vai ser corrigida pelo diferencial entre as inflações interna e externa de modo que a taxa de câmbio real permanece fixa o sistema de mini desvalorizações que o brasil adotou a partir de 1968 foi um regime desse tipo existem ainda casos mais extremos no fixo como regime
de cães board que a argentina adotou entre 91 e 2000 nesse tipo de regime a emissão de moeda nacional só pode ser feita quando o equivalente em moeda estrangeira é adquirido de modo que existe uma limitação muito grande de política monetária esse tipo de regime ele normalmente adotado quando o país quer pegar emprestado a credibilidade de outro banco central mas ainda assim manter a sua moeda nacional no limite o país ele pode acabar substituindo a moda doméstica por outra que seja tradicionalmente estável como muitas vezes essa moeda acaba sendo o dólar dos estados unidos a
substituição da moeda nacional por moeda estrangeira é conhecido como dolarização é o caso do equador por exemplo nesse caso o país ele perde completamente a sua autonomia de política monetária e cambial espero que esse vídeo tenha sido útil preto a discussão dos regimes cambiais até o próximo [Música]