[Música] Olá estudantes como vocês estão nós terminamos né de falar sobre a história da África historiografia da África né então agora a gente vai começar um segundo momento né Depois daquele Panorama geral nós vamos começar a falar sobre história e historiografia afro-brasileira né então a gente vai percebendo né ao longo das narrativas né ao longo das aulas que teremos que existem né estruturas muitos similares é o que a gente observa já sobre a produção de história da África né sobre a questão do racismo sobre a questão né de uma visão eurocêntrica enfim de uma historiografia
né que produz uma pseudociência né para legitimar determinadas determinadas manifestações e organizações sociais né então é o objetivo né desta aula de hoje é que a gente possa compreender problemáticas né das Produções históricas e estereotipadas atravessadas pelo racismo né então a gente vai também perceber né que a nossa tentativa e o intuito é construir um novo olhar né para que a gente possa criar né e valorizar a história historiografia afro-brasileira né para quando você se depararem na sala de aula na vida de vocês enfim vamos começar né pelo nascimento dos estudos afro-brasileiros no Brasil né
os estudos sobre identidades no Brasil né das identidades raciais né e aqui a gente vai ter muito a questão né dessa identidades raciais nós discutimos né na nossa segunda aula é sobre as questões raciais E durante essa aula a gente vai perceber que não é essa aula mas durante é a historiografia afro-brasileira a gente vai recebeu uma outra conotação né em relação à questão de racismo de raças né enfim então ali no século 19 começa a ter todo uma questão né de estudar os povos brasileiros de pensar sobre as identidades raciais de falar sobre a
miscigenação no Brasil né então a gente vai ter todos esses estudos né que aí vai vão né começar a falar dos povos africanos e como essas pessoas falam né dos povos africanos primeiro uma das principais teorias que nós vamos nos deparar é justamente com as teorias eugenistas de supremacia Branca né então a gente vai ter toda uma base intelectual partindo dessa ideal eugenista né falando sobre legitimando algumas questões sobre o Brasil e principalmente é estipulando um certo caráter estereotipado racista em relação né e discriminatório em relação à população negra no Brasil né uma outra questão
que a gente também né dentre esses dentre pensadores né que a gente pode falar sobre essas teorias eugenistas do século 19 a gente pode citar o seu velho Romero a gente pode citar o João Rodrigues e Nina Rodrigues que vão falar sobre os malefícios da mestiçagem colocando branqueamento como uma possibilidade de solução né o Nina Rodrigues por exemplo ele vai ser um médico a gente a maioria das narrativas que a gente vai perceber nesse período é da medicina é são discursos intelectuais médicos e o Nina Rodrigues ele vai ser um intelectual extremamente importante para falar
dos povos africanos porque ele foi o primeiro a incluir a população negra e a população afro-brasileira nos estudos né dentro de uma historiografia só que tanto o Silvério quanto o Silvio Romero quanto o Nina Rodrigues eles vão falar que a miscigenação no Brasil né Essa mistura de raças entre brancos indígenas e negros é uma malefício para nossa sociedade ele que traz uma decadência social para vocês terem ideia o Nina Rodrigues ele chega a comentar né partindo aí de uma visão que ele vai falar sobre as religiões também afro-bras né ele vai ser o primeiro a
falar né Isso é uma questão muito importante apesar de um discurso racial né discriminatório E eugenista que esse autor tem ele vai ser o primeiro alegar que Os cultos africanos são religiões Então até então não era tido como religião mas ele é o primeiro a alegar que também é religião só que aí ele vai falar dos perigos como se como os brancos como os brancos Eles foram influenciado pelos africanos na sua forma de religiosidade na sua forma de cultura e vai falar no sentido de desqualificação mesmo que a melhor maneira né de que a miscigenação
ela não foi algo bom justamente porque você tem essa mistura de uma cultura selvagem infantil inferior com uma cultura superior mas essa cultura superior ela foi influenciada pela por essa cultura inferior então a gente né já tem diversos conflitos nesse nessas perspectiva e justamente um autor falando né sobre o quanto a miscigenação não foi boa para o país diversos outros autores vão comentar a mesma questão né é outros autores né que a gente pode citar né e muitas vezes nós não percebemos né E são clássicos da historiografia como Caio Prado Júnior né como o Gilberto
Freyre como o Sérgio Buarque de Holanda né eles vão falar como a miscigenação foi boa né mas o discurso que eles trazem sobre essa miscigenação né como é conceitos como Paraíso Tropical né a democracia racial caiu para do Júnior chega quase alegar né que é escravidão foi algo bom e algo necessário para o desenvolvimento do país né você vai ter todo um discurso por exemplo do Gilberto Freire e do Sérgio Buarque de Holanda de falar como a miscigenação foi boa como teve uma democracia racial como país acolhe todo mundo né e a partir desses conceitos
e dessas percepções que eles instalam sobre uma nova historiografia até hoje tem que ser muito a ideia de que todos são iguais todos são tratados de forma igual porque o país é um país democraticamente tem uma democracia racial todo mundo é um país todos né Então a partir do conceito né desses historiadores né na historiografia sociólogos enfim você vai ter toda uma criação de Imaginário que percorre até os dias atuais de que pessoas negras e pessoas brancas eram tratadas de formas igualitárias como se tivessem as mesmas oportunidades ao longo do tempo né como se toda
cultura negra no Brasil também fosse exaltada E naturalizada como foi a cultura branca ao longo do tempo né Então apesar né de Talvez uma boa intenção de pensar sobre essa questão né de que somos todos iguais quando a gente fala de prática cotidiana né quando a gente vê os estudos né as estatísticas não é assim que acontece né então a gente precisa também questionar esses termos e esses conceitos que são trazidos por esses cores né A partir e quando essas questões começam a ser questionadas né a partir da década de 60 né quando tem toda
uma questão né de da história vista de baixo o que seria a história vista de baixo né é pensar Justamente a história não viés né cotidiano não viés da população um viés do povo negro né então a ideia que tem por exemplo de estudar a escravidão por meio da economia né como Caio Prado Júnior faz aqui você tem uma tentativa de pensar Qual era o cotidiano né da escravidão quais eram as relações que se tinham ali entre os escravos qual era a questão qual era a relação que você tinha na senzala enfim é tentar estudar
também a temas como capoeira Então você tem todo um processo onde na história do Brasil você procura observar o cotidiano você procura observar né O que é visto de baixo não da Elite né Porque até então quais eram os pesquisadores e com o que eles estavam preocupados né com a questão de desenvolvimento de um olhar branco elitista o conhecimento né o estudo era acessado para essas pessoas eram a elite branca que produzia o seu discurso seu conhecimento a partir do que ela via Então a partir da história de baixo você tem uma proposta de uma
outra perspectiva né nesse período também né posteriormente né Nós vamos ter o processo de redemocratização né em 1980 onde você onde né historiografia vai procurar debater outras questões procurar debater a questão dos Direitos Humanos vai procurar debater a questão né de reparação histórica então começa a ter todo um processo onde a população né ela começa a população negra começa a ir para as escolas a ir para as Universidades a reivindicar sua própria história a escrever sua própria história a perceber essas questões de privilégios e distanciamentos né então tem uma outra perspectiva a partir da democratização
do país né e nos anos 90 por exemplo a gente vai ter toda uma luta né para reparação histórica mesmo da população negra que não só vai escrever mas também vai ser vai estar presente em movimentos né isso antecede Claro a partir de 70 Temos vários movimentos negros no Brasil Mas a partir deste momento também há uma questão de uma intelectualidade de pessoas que estudam de movimentos negros e de uma reivindicação né é e de uma reescrita da história então a todo momento a gente vai percebendo que a história e historiografia ela vai sendo revista
né existe essa necessidade de revisão e até porque existe uma renovação de pessoas que escrevem a história existe uma renovação de olhares que escreve a história então é muito importante a gente percebendo esses processos né para se pensar História Eu recordo de uma senhora esses dias que eu trombei e eu falei para ela que eu era formada em história e ela me perguntou o que que eu achava né de História porque quando ela estudava era muito diferente do que é hoje e que ela não entende assim né para ela era muito mais fácil era da
época dela ela tem por volta de uns 60 anos e foi quando eu falei para ela que a história é isso é esse movimento outras pessoas escrevem né então ela precisa ser revista o tempo todo nós precisamos estar nos reatualizando o tempo todo né para não ficar parado né no tempo então é muito importante a gente perceber como a história o ensino de história também ele muda ao longo do tempo né E como a gente pode perceber que está a historiografia contemporânea afro-brasileira hoje né atualmente nós vamos ter toda uma questão né Principalmente ali na
Constituição de 88 começou-se né a ter um reconhecimento das reivindicações dos movimentos negros organizados e consequentemente abrir o caminhos para novas pautas emergentes né então começa a ter muita produção sobre cultural sobre o que é samba sobre o que é capoeira sobre as atividades né É afro-brasileira sobre toda uma influência afro-brasileira na cultura brasileira mas também né começa a questionar como Esses povos são vistos e eles vivem como eles sofrem com as questões estruturais por exemplo né a gente vai ter toda uma questão atualmente de se pensar o racismo estrutural né como as estruturas do
contexto né que são criadas ao longo da história do contexto elas extrapolam individualidade extrapolam uma só instituição e elas estruturam pensamentos e atitudes que pessoas naturalizam como coerentes como normais né então vai ter todo uma discussão sobre essa questão de racismo estrutural né Vai ter todo uma outra perspectiva sobre como né a gente pode pensar uma história afro-brasileira no Brasil sem Romantizar né você precisa enfatizar uma questão cultural a gente precisa validar toda essa influência mas também não deixar de lado todos os problemas que essa estrutura é construída ao longo do tempo deixou no Brasil
né e assim a gente também vai ter toda uma questão né de um sujeito do sujeitos negros se colocando enquanto agentes e sujeitos da própria história eu acho que isso é uma das questões mais importantes né quando você tem a inserção desses povos que percebem que falam deles não é realmente o que ele se identificam não é realmente o que está no cotidiano deles e acaba reivindicando né o seu espaço dentro de uma historiografia né então gente essa é a nossa primeira aula sobre história da África sobre história afro-brasileira né a gente percebe que assim
quando como a gente vê sobre história da África existe uma toda uma construção racista por trás da própria história a própria contribuição destes povos dentro de uma nação dentro de um continente enfim eu espero vocês né na nossa próxima aula até lá [Música]