para mim passa nada né faz nenhuma diferença verdade primeiro obrigado por ter aceito o nosso convite pra gente vai ser muito lind ter você no nosso Eu que agradeço o convite e pra gente começar queria te perguntar quando surgiu essa sua paixão por comunicação era desde cedo desde criança como foi a sua primeira ligação com televisão com comunicação com rádio né é a minha paixão por comunicação é desde sempre desde que me entendo por gente como a gente costuma dizer eh lá na minha terra em Salvador na Bahia então eu brincava de programa de auditório
no quintal da casa da minha avó eu fui criada pela minha avó materna no sob Burgo Ferroviário de Salvador e eu tinha uma plateia muito qualificada né uma audiência assim das mais altas eh e específica que eram as galinhas dela as galinhas e as plantas porque as outras crianças queriam até brincar mas aí quando eu começava a blar né a ficar dando palestrinha eu ficava meio chato porque eu queria solar né E então era muito divertido isso e eu entendi que ali eh apesar de ser uma brincadeira de Infância eh se construía alguma Persona televisiva
de comunicação Ráo radiofônica Eu tenho esse timbre né me reconheço com esse timbre de voz desde os 12 anos 11 anos por aí então é uma coisa que só foi eh à medida que eu crescia a gente só foi solidificando essa tendência essa vocação então assim eu sou um apaixonada por comunicação e todos os vieses de comunicar então eu sou uma profissional de rádio de televisão de palco e de internet net de todas as possibilidades que eu tenha de passar uma mensagem de trazer informação paraas pessoas de entreter sim e de fazer com que mais
e mais pessoas sejam autônomas nas suas vidas através daquilo que eu tô trazendo para elas Então o que eu quero de verdade é compartilhar não é trazer para mim né ser privilegiada deter uma informação e não passar diante é justamente ao contrário é ser vetor disso ser esse farol e essa possibilidade de que mais e mais pessoas quando me ouvirem e quando me verem tem autonomia sobre as suas vidas e você acha que a comunicação nesse lá atrás né no seu bairro Você brincava as pessoas já falavam essa menina vai é a gente tem uma
tem uma uma expressão eu não sei se é uma expressão para o Brasil inteiro entender mas é espótica que é uma pessoa muito extrovertida né uma geralmente é uma criança essa menina é muito espótica esse menino é muito espótica e então é muito extrovertido né muito pra frente então aquele e aquela que é líder de sala aquele e aquela que coordena as brincadeiras eh aquele e aquela que sempre tem um texto né Sempre tem uma uma resposta e isso às vezes era tratado como uma pessoa ou uma criança melhor dizendo muito ousada mas não era
eu acho que já era isso eu querendo expandir sabe querendo falar sobre os assuntos querendo dizer sobre as coisas daquele meu universo num primeiro momento e depois com a medida que eu fui crescendo e estudando e me desenvolvendo eh melhorando esse repertório né porque sempre foi isso mas sempre foi isso as pessoas sempre indicavam lá em casa na casa que eu fui criada tinha uma expectativa que também de repente eu eu versasse pra pra docência porque minha mãe é pedagoga psicopedagoga meu tio eh irmão de minha mãe meu tio mais novo é médico mas também
professor na universidade meu outro tio que infelizmente já morreu era Engenheiro eh geólogo mas também deu aula boa parte da vida então tinha uma coisa assim com sala de aula eu até engatinho nas salas de aula eu fui professora durante um período da vida mas eh o que eu gosto mesmo é de TV e de rádio hoje a TV e o rádio tá dando bastante oportunidade para todos eh eu acho que mudou muito né a visão de você comunicar tá mas você deve ter passado algumas dificuldades até porque a TV era muito quadrada né era
sempre os mesmos padrões sempre as mesmas pessoas o que que você observa nessa mudança eh você chegou a passar uma séria de dificuldade de estar de ser Aceita sim eh por conta dessa visão quadrada que tinha antes o país tem mudado né e isso é importante o Brasil tem mudado ainda é racista sexista hom fóbico eh heteronormativo a gente sabe das agruras desse país né 400 Anos de Escravidão não deixariam eh não não passariam completamente não deixariam eh marcas tão profundas na nossa sociedade isso se reflete nos mais variados setores a televisão é um reflexo
da sociedade né então a gente anda par e passo que a sociedade almeja que a sociedade demanda e o que a sociedade avança a gente percebe isso num acho que um produto que é tipo exportação e que não há como negar que fazemos melhor do que ninguém são as telenovelas a gente tá vivendo esse momentos de remakes Por exemplo agora e quando a gente traz esses assuntos que antes eram Tabu ou que não eram nem mencionados então a gente atualiza e fica andando junto com essa sociedade que também se modernizou que também traz novos novos
assuntos e novas demandas então é a mesma coisa com Proc processo televisivo no jornalismo eh sempre tivemos profissionais negros e negras a gente sabe disso mas infelizmente durante muito tempo a gente tinha uma ou um para dizer que tinha né E isso também era um modelo da sociedade isso correspondia ao modelo social à época e ao tempo que a gente se moderniza e que a gente começa a falar sobre a pauta racial e os próprios movimentos de mulheres de pessoas negras lgbtq APN AM também começam a reivindicar os seus lugares porque repito os profissionais sempre
existiram qualificados ao máximo mas não havia espaço é uma vitrine na verdade não vitrine acho que literalmente igualdade de você representar uma sociedade exatamente uma sociedade diversa é uma sociedade mais igual né equipes diversas estão mais fidedignas ao que a gente espera como sociedade então trazem melhor os assuntos Tem lugares de fala são próprios porque às vezes a gente conta a história da outra pessoa ou de um grupo social sem fazer parte dele só pela Nosa observação cheia de vícios inclusive então quando a gente tem a possibilidade de estar nesses lugares estar nesses lugares de
decisão estar nesses lugares que tem um potencial de representatividade eu acho que a gente que todo mundo ganha e a gente tem a possibilidade de mostrar o nosso trabalho porque não nos falta qualificação e Sim muitas vezes oportunidade você perguntou se eu sofri com o preconceito racial e com racismo eu acho que não há uma pessoa eh pret oarda nesse país que não tenha sofrido em maior ou menor grau né é preciso e elencar isso então Eh já falaram muitas vezes do meu cabelo esse cabelo hoje que a gente vê estampado na capa da revista
né esse cabelo que a top Magazine fez questão de trazer para para essa edição de l líderes já foi muito criticado inclusive falando aqui um termo técnico mas e uma época a gente fazia muito programa recortado em cromaqui E aí eu trabalhava numa emissora e a gente estava fazendo uma edição especial acho que era aniversário da cidade aniversário da capital uma data Redonda Enfim então era um programa extenso e a ideia era que eu apresentasse e e as imagens atrás de mim fossem imagens icônicas da cidade né pontos turísticos etc e a gente foi recorreu
ao crom aqui que hoje menos mas naquela época se usava muito e o editor não conseguia recortar não recortava não dava certo não funcionava até que ele falou pra editora e estávamos todos né dentro do estúdio disse assim é mas não tá dando para recortar por causa do cabelo dela o contorno do cabelo dela tá dificultando o croma Então eu preciso ajeitar mais reduzir e eu tava em frente à câmera né olhando assim e disse assim meu cabelo microfonada obviamente meu cabelo não tem problema nenhum acho que a gente tá com problema com o profissional
que não tá sabendo operar a tecnologia e isso foi uma confusão uma confusão no fim não foi em croma saímos pela cidade a semana inteira fazendo a exatamente gravando em frente aos pontos turísticos dando aquele texto todo isso obviamente index sou um custo né porque a gente escolhe estúdio também para aglutinar esse esse custo mas foi a primeira vez que eu me vi assim confrontada de verdade como uma uma característica negroid uma característica minha eh diante do meu trabalho as outras coisas é é um racismo mais sofisticado mais velado mas que a gente sabe o
que acontece existe racismo sofisticado é é é um conceito de Elias Sampaio Elias Sampaio é um Pensador economista um Pensador antirracista e e ele diz que o racismo no Brasil é sofisticado é o racismo a brasileira porque parece que hoje chamamos de racismo Recreativo por exemplo parece que é uma brincadeira parece que é uma anedota parece que é uma coisa usual comum a todos e todas mas não é racismo então ele tem meandros e caminhos sofisticados e a sofisticação que Eli Sampaio se refere a essa que a pessoa que é oprimida às vezes está ali
Abraçada ao opressor ou ou a opressora porque é num ambiente de trabalho é num ambiente escolar é dentro da sua casa muitas vezes né com com com pessoas eh da sua família axial da sua família ampliada E aí você ainda fica na dúvida se aquilo foi racismo mesmo porque é tão Sutil né é tão eh especial né dentro dessa sofisticação perversa que a pessoa que está recebendo aqui aquele xingamento que tá recebendo aquele menosprezo que tá sendo depreciada por conta da cor da sua pele ou do do do do seu cabelo ou do formato do
seu nariz ou do dos seus contornos fica verdadeiramente achando que hum eu acho que eu tô pesando a mão com essa história não é possível que isso tá sendo dito dessa forma desse jeito para mim e é uma agressão mas é Nossa não tinha pensado esse lado e gourmetizar Isso é uma violência tão forte mais forte do que você simplesmente mostrar que você tá ali né eh deixa uma pessoa do outro lado sentindo inferiorizado Exatamente exatamente agora eu vejo que eh para ti eu acho que para todo mundo também que leu o livro A vida
é um presente ah a vida é um presente apesar de tudo isso eh outro aí eu vou falar de outro Pensador compositor cantor maravilhoso que é uma referência para mim lazo matumbi soteropolitano baiano e ele tem uma música que diz assim apesar de tanto e não tanta dor que nos invade somos nós alegria da cidade apesar de tanto eu só sei cantando apesar de tanto Não tanta dor que nos invade somos nós alegria da cidade apesar de tanto Não tanta marginalidade somos nós alegria da cidade E aí ele canta várias várias agruras sociais mas Repete
que somos alegria da cidade Então apesar de tudo isso Apesar deste país apesar dessas questões a vida é um presente minha gente e a gente estava brincando agora né sobre isso assim e sobre o envelhecer né que é melhor obviamente sempre envelhecer do que morrer cedo é um ditado C que me acompanha lá em casa então se você puder escolher você vai escolher viver e quanto mais vida melhor vida com qualidade vida com saúde obviamente e a vida eh me presenteia a todo tempo e é preciso reconhecer esses presentes cotidianos esses pequenos milagres porque às
vezes a gente obviamente a gente pensa grandes coisas a gente quer grandes coisas mas tem um caminho para chegar e nesse caminho a gente vai colhendo Essas flores sabe essas Pedrinhas né a gente vai fazendo construindo o nosso Castelo mais lá na frente e é o meu primeiro livro O nome é esse a vida é um presente pela Editora planeta pelo seo cotidiano ano foi um presente o convite porque eu nunca esperei nunca pensei isso de fato nunca pensei em escrever um livro A partir do momento que os meus seguidores nas redes sociais começaram a
falar Rita você tem que escrever um livro você tem que colocar esses esses mantras essas orações porque eu abro câmera de manhã e falo mantras Isso faz parte da minha vida do meu cotidiano comecei a compartilhar de novo essa história de compartilhar isso com as pessoas independente da da profissão de fé da pessoa independente da fé que ela professe independente da da eh da religião que ela siga eh isso é uma coisa que me acompanha desde sempre o pensamento positivo as boas palavras eu entendo mesmo que cada sílaba cada fonema cada palavra é uma sentença
que você escreve Pro universo a vida é bumerangue não há como você plantar caqui e esperar maçãs assim não tem como o plantil pode ser aleatório mas a colheita é certa então cria essa ambiência positiva não se distancie da realidade obviamente né Não fique sentado esperando chuva cai do céu o Milagres também mas é preciso que você se movimente né Deus já disse isso tá lá é bíblico faça por onde que eu te ajudarei então é preciso que façamos alguma coisa agradecer já é alguma coisa dizer aqui pô acordei tô vivo vamos lá talvez seja
a coisa mais importante né ô porque você não tem como lidar né com ou é vida ou é morte não tem meio termo então enquanto estejamos vivos façamos o melhor o que que o baiano tem a baianidade do Povo baiano o que que o baiano temana Rita Batista eu acho que essa coisa de ser o estado por onde o Brasil começou né tem essa reunião dessa brasilidade através da baianidade e eh ser a primeira capital do país né 475 anos Salvador a minha capital Então traz muito disso traz muito da essa reunião de povos desse
português explorador e que escraviza os indígenas e depois no segundo momento entra nesse circuito mundial de escravizar povos africanos pessoas africanas que foram trazidas a força arrancadas do do continente africano para essa diáspora né falamos muito em diáspora e o Brasil tem uma residência de diáspora e boa parte dos estados do Brasil eh e esse Porto que que é são os nossos portos né o porto da Bahia o chamado porto da Bahia do Entreposto de Salvador que traz eh essas pessoas e que formam né esse através desse tecido social formam o Brasil a partir dali
depois de um tempo a capital do império muda-se pro Rio de Janeiro e a gente tem também outras idiosincrasias outras especificidades daquela região porque a gente tá falando de Nordeste e de Sudeste mas depois desse Telecurso deixa eu contar o que você me perguntou ai gente tem a música também né Tem Brinco de Ouro tem eu tenho pulseira de ouro tem eh eu acho que que o baiano e a baiana tem muito pertencimento tem muito orgulho do seu lugar sabe e sabe exatamente De onde saiu e para onde pode partir né Gilberto Dios diz que
a Bahia já me deu reg compasso todo mundo que sai da Bahia por algum motivo né ou ou fica nesse fluxo de ir e voltar como é o meu caso hoje em dia eh sabe que tem para onde voltar e sabe que a partir daquele lugar a gente pode conquistar o que a gente quiser a gente tem as ferramentas para conquistar o que a gente quiser então eu acho que a sensação a sensação não a certeza do pertencimento nos faz tão fortes e aí sem nitidez sabe nenhuma mas é só porque é muito próprio né
sermos daquele daquela Terra termos esse sotaque termos essa cor de pele aqueles e aquelas que que são negros e negras pardos e pardas Mas a nossa comida a nossa cultura o o o que ouvimos né o nosso fazer artístico essas coisas todas que Encantam o resto do país eh a gente tira essa onda dizendo que a gente mora onde todo mundo gostaria de estar pelo menos alguns dias da as suas férias ou o verão inteiro porque é muito bom é é muito bom fazer parte né Eu sou soteropolitana sou da capital mas isso de ter
esse estado país de 417 municípios de várias costas dos contornos mais específicos e ao mesmo tempo Gerais que tem essas grandes possibilidades no mesmo estado eu fico muito feliz de ter tido a sorte de ser Baiana de ser soteropolitana liderança para ti é conquistada ou a liderança está na maneira de você tratar próximo ser líder né liderar eu acho que faz parte de um arcabouo faz parte de um repertório como você trata as pessoas porque você não você não é colocado no lugar você é conduzido né não é um guinda que vai e te coloca
no topo para mim você faz essa construção é como subir um subir de escadas Então essa metáfora para mim diz muito porque a partir do momento que você começa a subir essa escada mas com o apoio das outras pessoas trazendo a sua equipe trazendo aqueles e aquelas que vão lhe conduzir a este lugar e que se reconhecem no seu fazer no seu fazer no seu falar no seu agir Isso sim é uma liderança real para mim né No meu ponto de vista é uma liderança que faz sentir ainda mais no país e é preciso o
tempo todo me lembrar disso que a gente teve capitanias hereditárias que a gente teve um processo de escravização esse H pouco que eu falei que a gente teve um processo de importação de pessoas uma época né Para que fosse povoado e que houvesse o branquecimento dessa sociedade que já tava muito escurinha e a partir disso pessoas negras que foram avisadas durante um tempo foram Libertas e entregues à própria sorte e o povo europeu apesar do que estava acontecendo na Europa obviamente aquela época e a gente sabia do regime de acessão que aquelas pessoas estavam vivendo
e não é pecado nenhum querer migrar para um outro lugar para ter uma vida melhor mas com igualdade de condição E aí chega aqui tem um pedaço de terra Então você parte de algum lugar então como a gente tem essa essa diferença no nosso processo de colonização é muito importante que olhemos isso e quando falarmos ou quando nos disserem nos outorgar outorgar outorgar quando nos forem outorgados esse título de liderança que atentemos para isso que não fiquemos vaidosos com isso que fiquemos mais responsáveis porque você você está gerindo a vida de algumas pessoas você está
servindo de exemplo para algumas pessoas algumas ou muitas pessoas estão entendendo que você é um algumas ou muitas pessoas estão entendendo que você é um expoente naquilo que você faz então tem atenção quando você tiver este título que para mim tem que sair da boca das outras pessoas através do seu exemplo é a certeza do pertencimento é a certeza do pertencimento obrigado nada amor não sei se erá isso oi não sei se erá isso ótimo só uma apresentação Rita que a gente começa o vídeo eu sou eu sou Rita sou tal T tal trabal tal
tal tá olhando para você também meu nome é Rita Batista sou mulher preta e comunicadora hoje eu sou uma das apresentadoras do programa é de casa da TV Globo aos sábados junto com Talita Moret Maria Beltrão e Thiago Oliveira e em breve Serei uma das apresentadoras também do Saia Justa do GNT ó obrigadinho obri