Abra a sua Bíblia, por gentileza, no livro de Êxodo, no capítulo 32, e nós vamos ler do verso 15 até o 19. Êxodo 32 de 15 a 19. Esse texto vai ser o nosso ponto de partida e uma espécie de trilho para o que eu quero compartilhar com vocês. E antes mesmo de ler o texto, eu gosto sempre de chamar a leitura do Antigo Testamento pela Ótica do Novo. Em Romanos 15:4, a Bíblia diz: "Tudo quanto foi escrito para nosso ensino foi escrito. Nada tá ali por acaso." Em primeiro aos Coríntios 10:11, Paulo diz que
essas coisas que aconteciam ao Israel do Antigo Testamento foram escritas para nossa advertência, para nosso exemplo de nós, de quem são chegados os fins dos tempos. Então eu gosto sempre de ler isso, não apenas como registro histórico, não apenas como uma menção da cronologia da vida de alguém ou de um povo, mas sempre buscando lições práticas. E o que eu quero compartilhar hoje não diz respeito apenas a uma orientação prática para você enquanto indivíduo. Eu creio, né, que isso é parte de um combo, de uma direção de Deus para nós como igreja, né, principalmente pensando
no que Deus fará daqui paraa frente e o como nós precisamos estar preparados para esse lugar aonde Deus deseja nos levar. Então, vamos lá. Êxodo 32 de 15 a 19 diz: "Moisés voltou-se, desceu do monte com as duas tábuas do testemunho nas mãos. Tábuas escritas de ambos os lados, de um e de outro lado estavam escritas. As tábuas eram obra de Deus também, o que estava escrito, tinha sido escrito pelo próprio Deus, esculpido nas tábuas". Quando Josué ouviu a voz do povo que gritava, disse a Moisés: "Há um alarido de guerra no arraial". Moisés respondeu:
"O que eu ouço não é alarido de vencedores, nem de vencidos, mas alarido de pessoas cantando. Logo se aproximou do arraial e viu o bezerro e as danças. Moisés ficou muito irado, arremessou as tábuas de pedra das suas mãos e quebrou-as aos ao pé do monte." Eu quero que a gente tome esse texto aqui, como eu disse antes, como nosso ponto de partida e o trilho para que a gente possa avaliar algumas coisas. Antes de entrar no sentido espiritual, meu primeiro questionamento é pensar nessas tábuas, né, que Moisés quebrou. Apesar da expressão tábua, né, a
Bíblia diz, eram de pedra. Normalmente a gente associa isso à madeira, mas pode ser usada tanto para uma coisa como para outra. O que era tábuas? Elas tinham nada mais nada menos do que os 10 mandamentos, o céneo o resumo de toda a aliança que Deus estava firmando com o seu povo. A Bíblia diz que as tábuas eram obra de Deus, foi Deus que as fez e que foram escritas pelo próprio Deus. Você consegue imaginar hoje falando só de algo meramente humano, natural, sem nada espiritual, quanto valeria num leilão as peças originais dos 10 mandamentos,
sabendo que foram feitas pelo próprio Deus, escritas pelo dedo de Deus, né? Isso já nos nos remonta à categoria de adjetivar como imensurável, mas muito mais do que pensar no valor que is teria como artefato arqueológico, né? objeto histórico. Quando você pensa no significado, no plano espiritual, que Deus escolhe Moisés para por meio dele comunicar a sua lei, está firmando uma aliança, né? O próprio Deus entrega aquilo. Como que esse Moisés simplesmente pega, joga no chão e quebra? Ainda bem que a história não termina ali. Deus permite Moisés subir de novo ao monte, passar mais
40 dias e dessa vez ele descerá de novo com outras tábuas no lugar das primeiras que ele havia quebrado. E eu quero usar essa história como pano de fundo para compartilhar uma mensagem que tem nos orientado desde do início das alcâncias. O tema da mensagem hoje é começando de novo. Nenhum de nós tem dificuldade de lidar com a ideia de começar de novo quando a gente fala de alguém que acabou de se converter. A maioria vai lembrar de segunda aos Coríntios 5:17. Se alguém está em Cristo, nova criatura é. As coisas eles já passaram. Eis
que tudo se fez novo. Nós vamos lembrar de Romanos 8:1. Nenhuma condenação mais há pros que estão em Cristo Jesus. Nós vamos lembrar de Isaías capítulo 1, né, verso 18. Ainda que os vossos pecados sejam como escarlata ou carmesim, eu os tornarei brancos como a neve e brancos como a pura lã. Não há sujeira na nossa vida que o sangue de Jesus não possa limpar. E nenhum de nós tem dúvida. A nossa doutrina é clara, a pregação da nossa mensagem é clara. Mas a pergunta a ser feita é: se alguém do nosso meio que já
começou de novo um dia, tiver começar de novo de novo, como nós lidamos com isso? Qual é o tipo de coração que nós temos para alguém que erra? Quando Moisés quebra as tábuas, eu vejo também um sentido figurado, porque a essência da definição de pecado lá em Primeira de João 3:4 é que o pecado é a quebra da lei, é a transgressão da lei. Então, simbolicamente, nós não temos apenas Moisés naquele momento, né? É lógico que ele tá frustrado, não apenas, né, consigo ou com Deus, mas principalmente com o povo. Ele ele eu fico imaginando,
eu acabei de subir gastar 40 dias ouvindo Deus e eu volto. Esse povo nem me esperou para receber o que eles sabiam que eu ia voltar da parte de Deus e já se corromper. Quando ele joga essas tábuas no chão, para mim tá dizendo para Deus, não brinco mais, desisto, tô fora, né? Agora, uma coisa é simplesmente desistir e abortar a missão. A outra é quebrar aquelas tábuas, como quem disse para Deus, isso nunca vai ter utilidade, não serve para nada. Nós não podemos, sob ula ou hipótese nenhuma, achar que o que Moisés fez não
foi sério. Mas quando você vê Deus oferecendo oportunidade, chamando ele de novo para subir o monte, oferecendo outras tábuas, eu e você precisamos lembrar que Deus é um Deus de novos começos. Até para quem já começou de novo. Nós não temos dificuldade de pensar o Moisés começando de novo lá atrás quando ele matou o egípcio. Porque a gente pensa ainda não tinha tido um encontro com Deus. Mas quando alguém faz uma coisa dessa, depois de 40 dias de jejum, imerso na glória, na presença de Deus, o nosso nível de intolerância sobe bastante quando você pensa
em oferecer restauração. Se eu fosse Deus, e graças a Deus eu não sou, nunca que o Arão, que construiu aquele bezerro, que foi o motivo disso tudo, teria sido levantado como sumo sacerdote da minha casa. Depois eu fico pensando, Deus, perdoar o cara tudo bem, mas fazer dele o líder ministerial. Se eu fosse Deus, e graças a Deus que eu não sou, é nunca que o Pedro, depois de negar Jesus três vezes, teria sido levantado como líder da igreja em Jerusalém. Se eu fosse Deus, e graças a Deus eu não sou, eu não sei o
que teria sido de Davi, né? O homem a quem eu teria elogiado, dizendo: "Seu homem segundo meu coração e comete não apenas o adultério com Baticeba, mas homicídio com Turias para tentar e cobrir aquela primeira situação. Mas ao longo de toda a escritura, nós vemos um Deus que oferece a oportunidade de novos começos. E a gente precisa entender esse desenho bíblico. Salmo 37 diz no versos 23 24: "O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se comprar. Se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão." Primeira ideia é:
o Senhor firma os passos do homem no seu caminho. Qual a ideia de firmar os passos? É que não caia. Se cair, no entanto, não ficará prostado porque o Senhor lhe estende a mão. A ideia e o plano de Deus, gente, é que não se peque. Ponto final. Primeira de João 2:1. Essas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se contudo, no entanto, todavia, entretanto, apesar disso, alguém pecar, termos um advogado para com o Pai. Ao que eu tenho falado há tanto tempo, a ponto de perder a conta de quantos anos eu falo, é que
é melhor não pecar do que pecar e ser restaurado depois. No entanto, nós precisamos ter uma visão e um coração de restauração que reflete e manifesta a misericórdia de Deus para que alguém que por alguma razão precisa começar de novo possa fazê-lo. Provérbios 24:16 diz: "Porque sete vezes cairá o justo e se levantará, mas os perversos são derribados pela calamidade." Evidente que Deus não está estabelecendo limites. O Novo Testamento, de maneira clara diz em Gálatas 6:1, irmãos, se alguém for surpreendido de alguma falta. O surpreendido tá dizendo: "Não foi planejado." Evidente, foi surpreso. Se alguém
for surpreendido n alguma falta, vocês que são espirituais, corrija-o com espírito de mansidão e guarda-te para que também não seja tentado. Traduzindo, antes de você julgá-lo, lembra que podia acontecer com você. Agora, como a gente consegue equilibrar a ideia bíblica de que não se brinca com o pecado, de que isso é sério, né? Onde existe arrependimento e um processo é abraçado, pode haver restauração. Onde não existe arrependimento, haverá juízo. O que a Bíblia é clara, não há nada oculto que não seja manifesto. Todas as coisas serão trazidas a juízo diante de Deus, né? E a
gente não pode brincar com isso, mas como a gente concilia, né? Como a gente consegue simplesmente equilibrar essas afirmações todas? manter toda a seriedade que devemos ter, com todo o temor que devemos carregar, sem deixar de olhar paraa revelação completa de Deus, que embora julgue o pecado de quem não se arrependa, também restaura aquele se arrepende. Então nós, eu acredito que precisamos entender um processo que nos ajuda a enxergar o quadro maior, porque ao olhar para esse texto, eu vejo todo um desenho e foi a partir disso que Deus nos deu algo que tem mapeado
a nossa maneira de lidar com eh eh as pessoas que recebemos. O primeiro deles, desse processo, eu quero destacar quatro passos aqui, diz respeito a reconhecer o erro. Em Êxodo, no capítulo 34, nós vamos ler a partir do verso o seguinte: "Então, o Senhor disse a Moisés: "Corte as duas tábuas de pedra como as primeiras, e eu escreverei nelas mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas que você quebrou. E prepare-se para amanhã, para que você suba pela manhã o monte Sinai se apresente ali diante de mim, no alto do monte." Verso 4. Então Moisés cortou
duas tábuas de pedra como as primeiras e levantando-se de madrugada subiu Sinai como o Senhor lhe havia ordenado, levando nas mãos as duas tábuas de pedra. Na primeira ele não sobe com as tábuas, foi Deus que fez. Na segunda, agora ele vai ter que levar. Só que Deus disse: "Você vai subir, né, com as tábuas de pedra. Eu vou escrever nelas no lugar das primeiras que você quebrou". Deus tá dizendo, nós só precisamos desse processo de recomeço, porque você escolhe boas coisas, porque você errou. Não existe forma de se pensar em restauração se não pensar
no reconhecimento do erro e na admissão da culpa. Gente, é por isso que a mensagem do evangelho começa com arrependimento. Jesus dizia: "Arrependei-vos". Em segundo lugar, crede no evangelho. Quando você olha os rudimentos da doutrina de Cristo em Hebreus 6, primeiro vem arrependimento de obras mortas, depois vem a fé em Deus. A igreja moderna pulou o arrependimento, tá pregando sua fé. Você tem que crer em Jesus. Mas crê no quê? A Bíblia não fala só de acreditar que ele existe. O que nós precisamos é crer na obra que ele fez em nosso favor. E se
eu e você não somos pecadores, nós não precisamos de um salvador. Mas se somos, temos que admitir. Porque Jesus diz em Marcos 2:17 que os sãos não precisam de médico. Se você olhar toda a alegoria dele, ele tá falando de si como médico na condição do Salvador. Isso coloca o doente na condição de pecador. Quem são os sãos? Na verdade, não existe gente sã nessa perspectiva, porque a Bíblia diz: "Não há justo nenhum sequer. Todos pecaram, destituídos estão da glória de Deus". Então Deus não tá dizendo, Jesus não tá dizendo que o cara é são
de verdade, mas se ele se achar são e não se enxerga doente, o médico não pode fazer nada por ele. Então a premissa de todo o início da obra de Deus na nossa vida é o reconhecimento. Agora, o ser humano tem a dificuldade enormes. A gente pode voltar lá no Éden, no primeiro casal e no primeiro pecado, de reconhecer o que fez de errado. Deus pergunta para Adão: "O que é que você fez?" Deus, o Adão olha para Deus diz: "Eu nada, a mulher que tu me deste, tipo, além de não ter sido eu, ter
sido ela, foi o Senhor colocou ela na minha vida. Então, o Senhor é indiretamente responsável pelo que ela fez." E as pessoas têm mania de culpar Deus, tem mania de culpar os outros. Deus pergunta para ela, "E aí, minha filha, o que você fez?" Ela diz: "Eu não, foi a serpente." Então, quem não culpa Deus, ousou, tá culpando Satanás. Mas a maioria das pessoas têm dificuldade de admitir culpa, reconhecer o próprio erro. Nossa dificuldade não é enxergar erro, é enxergar o nosso. Porque o cisco no olho do irmão Jesus diz que a gente vê de
longe. O problema é enxergar a trave no nosso olho. Então se nós não começarmos por esse ponto, porque tem muita gente acreditando que não, algo aconteceu, vamos varrer para debaixo do tapete, o tempo resolve as coisas. Deixa eu te dizer, o tempo não resolve nada. O reino de Deus é construído de princípios e todo princípio que você quebra vai quebrar você. é uma questão de tempo. Não existe, eu repito, absolutamente nada que vai ficar oculto ou escondido. Muitas vezes o juiz pode não ser imediato, mas ele vai se manifestar. Então, para que alguém entre no
lugar de restauração, só existe um caminho, arrependimento. E esse começa com reconhecimento. Deus tá dizendo, Moisés, você quer subir, quer começar o processo de novo? OK? Vamos lembrar que você é o culpado. Se você quer, quer saber quem é o grande responsável, né, por muita coisa, como a gente gosta de dizer lá no Brasil, pela maionese ter desandado, por muita coisa ruim tá acontecendo, o lugar mais fácil de você encontrar esse responsável é na frente do espelho, embora a gente gosta de terceirizar para os outros. Eu me lembro logo no início da nossa igreja recebi
uma uma família que estava chegando de outro lugar dizendo que precisava de ajuda, né, que realmente tinham se perdido no meio do caminho e precisavam de restauração. Eu falei: "Me fale como tua sua vida". E depois de ouvir aquele camarada um tempão falar de tanto pecado que ele cometeu de uma maneira que ele não fazia nem antes da conversão, eu abismado olho para ele e falo: "Como é que você chegou esse ponto de viver uma vida tão pior depois de conhecer Jesus do que o que você vivia antes?" Ele olhou para mim e falou assim:
"É porque eu não fui pastoreado". Eu falei: "Não, tu tá de brincadeira. Se o que você tá esperando de pastoreamento, seja que a gente bote uma coleira em você ou que a gente te monitore 24 horas por dia e te dê um matalhão, cada vez você tentar pecar, isso não vai acontecer. Eu falei, nem Deus fez isso. Ele deu direito de escolha. Ele dá todas as advertências, mas ele não vai proibir. Agora a pessoa não é responsável de nada, é que alguém tinha que estar cuidando dela e não fez. Como que uma pessoa dessa será
restaurada se não dá o primeiro passo de reconhecer, de admitir responsabilidade? Não tem jeito. Por outro lado, eu lembro de uma outra conversa que eu tive com outro casal. Quando eles chegaram, eu perguntei: "Qual o motivo de vocês procurarem criar conversa?" Falou: "Pastor, nosso casamento tá feio, tá puro um fio e nós ios buscar ajuda." Eu falei: "Eu vou querer ouvir os dois. Quem fala primeiro?" O marido apontou pra mulher, falou: "Ela". E pensa na mulher que descascou o marido, mas acabou com ele. E quando ela terminou de falar, eu falei para ele: "E aí,
que você tem a dizer?" que normalmente você tem sempre duas versões, né? Ele falou: "Nada, falei: "Como?" "Nada". Falou: "Não, tudo que ela falou é verdade. Ela tá certa, eu sou o único errado aqui." Gente, eu queria parar aquela conversa soltar rojão, fogos. Vou completar em dezembro agora 31 anos de de ministério pastoral. Eu nunca vi isso na vida. Alguém falar: "Sou eu, eu sou o problema, né?" Agora, evidente que no caso desse segundo casal, dessa outra família, foi muito mais fácil trabalhar a restauração, porque quando se dá o primeiro passo, fica mais fácil experimentar
o restante. Quem tá entendendo, diga amém. Amém. Agora, em segundo lugar, a gente precisa entender que não é só reconhecer o erro, as pessoas têm que aprender a lidar com as consequências dos seus erros, né? Nós precisamos entender isso. Nossas escolhas geram consequências. E mesmo que Deus bondosamente nos permita recomeçar, isso não significa que nós estamos isento de lidar com consequência. Então Deus disse para Moisés: "Você vai subir o monte de novo mais 40 dias, né? Basicamente Deus tá dizendo, você vai voltar lá no início do processo onde você reprovou". É como alguém que reprova
no ano letivo escolar, vai ter que voltar e fazer tudo de novo, mesmo as matérias que não tinha reprovado, né? E não adianta simplesmente a pessoa, né, dizer: "Puxa, mas eu me arrependi diante de Deus, vou ter que lidar com as consequências. Vai." Quando Davi pecou e Natã se coloca diante dele para expor o pecado, Natã dá uma boa notícia. é o que a gente chama de uma janela de graça aberta na antiga aliança, na lei. Porque pela lei de Moisés, Davi tinha que morrer tanto pelo adultério cometido como pelo homicídio praticado. Não bastasse isso,
ele como rei, tinha acabado de ouvir uma alegoria de Natã sem saber que Natã tava falando dele e sentenciou o culpado da morte. Natã falou: "O cara é você?" Então agora ele tá condenado pela lei de Deus e pelo decreto real proferido pela boca dele. Mas Natã disse: "Teu pecado foi perdoado, você não vai morrer". Você é misericórdia ou não é? Sim ou não? Sim. Só que Natã diz: "Mas a espada dos amonitas que você usou para matar Urias jamais se apartará da sua casa". Pensa na confusão familiar vivida a partir daquele dia que vai
culminar talvez com o disseo mais amargo para Davi, que é a rebelião direta de Absalão. Sem contar morte acontecendo no meio dos próprios filhos. Natão olha para ele e fala assim: "Mas o que você fez com a mulher do cara escondido? vão fazer com as suas a luz do dia. As minhas contas, pelo menos 11 anos se passaram antes que Absalão, para deixar claro diante de todo o povo que a rebelião dele contra o pai não tinha volta, fizesse o que fez. A Bíblia diz que ele arma uma tenda diante do palácio e manda trazer
as concubinas de Davi, né, para mostrar que o posicionamento dele de rebeldia era um caminho sem volta. Talvez depois de 11 anos Davi tivesse até chegado a pensar, não vai dar nada não, mas todo princípio que você quebra vai quebrar você. Aí o profeta Natã diz: "E a criança que foi gerada, concebida dessa relação adúltera, vai morrer". Aí o homem passa sete dias prostrado na presença de Deus, em jejum, dizendo: "Deus, a criança não poupa a criança." E eu imagino Deus olhando, dizendo: "Vai morrer, vai morrer, vai morrer". e morreu. Pecados, ainda que perdoados, eles
deixam consequências. Lembra quando Paulo se converte? A primeira palavra profética, podemos dizer, que ele recebeu? Não foi uma profecia, mas alguém que tá falando como porta-voz do Senhor. Ananias, enviado pelo próprio Jesus, chega Paulo e diz: "Jesus me mandou para orar por você, para que você seja curado, volte a ver, seja cheio do Espírito Santo." Imagina o Paulo, aleluia, já recebendo de Deus. Tem mais, mandou dizer que você vai ter um ministério internacional, vai pregar por gentios. né? Vai falar diante de reis. Eu imagino o Paulo só dando glória. Aí o Ananias diz: "Mas mandou
falar uma coisinha também. Eu lhe mostrarei o quanto importa padecer pelo meu nome." Traduzindo, você perseguiu a minha igreja e tá perdoadíssimo, mas vai colher o que plantou. E nós estamos falando do cara que mais entendeu e proclamou justificação e graça no Novo Testamento como ninguém, mas colheu as consequências. Ou seja, a ideia, gente, do que eu tô falando aqui não é brincar contra o pecado, nem tolerar o pecado. O que nós precisamos entender é que Deus odeia o pecado por conta da separação que gera, de todas as consequências, mas ele segue amando o pecador.
E a gente precisa separar ações das pessoas. E como igreja, nós somos um ambiente que vai receber pessoas que precisam de restauração. No início da nossa história, o senhor falou comigo de uma maneira clara e a gente entendeu que isso não era só para Curitiba e serviria, né, paraas alcances de uma forma geral. É lógico que o contexto é todo o reino, mas isso é uma direção para nós. Ele me disse assim: "Estou lhe confiando uma caverna de adulão. Eu gelei, eu lembrei de Primeiro Samuel 22. Quando Davi tá fugindo de Saul e se refugia
na caverna de Adulão, a Bíblia diz: "Só gente boa se uniu a ele. Os amargurados de espíritos endividados, os levianos, todo mundo tava com problema, fugindo dos seus problemas. procura Davi. E o Senhor diz: "Vou lhe confiar". Então eu lembro que eu reúno nossa equipe e digo: "Gente, nós precisamos ter uma mentalidade que trabalhe e ofereça restauração, misericórdia às pessoas". E nós começamos a entender um desenho olhando e somando tudo aquilo que a palavra de Deus diz. Porque em Neemias 4:2, alguém que estava zombando do processo de reconstrução dos muros pergunta: "Renascerão acaso dos montões
de pós pedras que foram queimadas?" Sabe o que é curioso? Esse povo não decidiu reconstruir com pedra nova. Pega as pedras em ruína e queimado. Diz aquelas mesmos compuseram essa muralha um dia, vão voltar a fazer parte dela. Nós vamos reaproveitar o material. E assim que Deus trabalha quando diz respeito à gente. Graças a Deus que as pedras queimadas não são descartadas, elas podem ser reutilizadas, elas podem ser reaproveitadas, mas para isso existe necessidade de um processo. A gente percebe que alguns têm dificuldade disso, de reconhecer, né, a o o próprio erro e assumir responsabilidade.
O segundo aspecto, como eu já introduzi aqui, diz respeito a aceitar consequências. Davi passa um apedrejamento público de siem e todo líder que peca vai viver o apedrejamento público. Ele realmente, né, eh eh se expôs àilo. Mas o que eu e você precisamos entender é que, apesar de lidar com consequência, tem gente que quer restauração sem admitir o erro. Impossível. Tem gente que reconhece, assume a responsabilidade, mas não quer consequência. Outro dia, outro dia é bondade, no início do ministério, quase 30 anos atrás, uma pessoa me aborda e ela fala assim: "A gente estava lidando
com o caso de um líder que tinha caído em pecado moral". E como igreja, nós temos que ser sérios em relação a isso. A Bíblia diz que antes de ser estabelecido, um bispo tem que apresentar qualificações. E quando você pega a lista de qualificações, só uma de 16 lá em Primeira Timóteo 3 diz respeito à habilidade, apto para ensinar. As outras 15 são traços de caráter, porque liderança é fundamentada no exemplo. Agora, a pessoa não tem que ter qualificação só para entrar e depois entrou, tá vitalisto, tipo concurso público. Ninguém me tira. O apóstolo Paulo
diz em primeiro aos Coríntios 9 verso 27: "Eu esmurro meu corpo, eu reduzo a escravidão para que depois de ter pregado não venha ser desqualificado." Então a mesma pessoa que qualificou para entrar pode ser desqualificado a ponto de ter que sair. E aí a gente tinha afastado um desses líderes num processo de disciplina e um irmão me procura indignado. Ele fala assim: "Vocês acham que já não acha que puniram demais fulano?" Falei: "Punir? Quem que tá punindo? O quê? Vocês afastaram o cara do ministério já faz se se meses já não acha que foi uma
punição suficiente. Falei: "Meu amigo, se você achar que nós estamos punindo, nós vamos ter um problema sério, doutrinário e tudo mais". Falei, o fulano se arrependeu diante de Deus antes de trazer o assunto dele a público, quando ele confessou o pecado dele primeiro para liderança, depois pra igreja e passou sete dias em jejum no meio do mato, sem comer nem beber, chorando arrependido profundamente. Deus o perdoa. Depois ele confessou pra família e a família o perdoa. Ele confessou pra liderança da igreja, a a liderança o perd. Ele pediu para confessar toda a igreja e nós
como igreja o perdoamos. Se Deus e o mundo perdoa ele, alguém tem direito de punir? Ele exatamente falei, é isso que eu vou te dizer. Exatamente. Nós não estamos punindo. A liderança é baseada no exemplo. Ele perdeu o exemplo. Agora ele precisa de tempo para reconstruir. E as pessoas simplesmente às vezes dizem: "Eu tô perdoado e quer que tudo seja instantâneo". Um chegou para mim outro dia e falou: "Pastor, voltei do retiro tocado, impactado, eh eh entendendo que precisava arrumar minha vida, que as coisas não podem ficar escondida, que com Deus não se brinca." E
gente, vamos lembrar disso. O mesmo Deus que nós estamos apresentando, misericordioso, também é sério. Gálatas 6 verso 7 8. De Deus não se zomba, pois tudo que o homem semear, isso também sei fará. Quem semeia na carne, da carne colhe corrupção. Quem semeia no espírito, do espírito colhe vida eterna. Vai colher o que planta. Agora esse camarada chega, abre um monte de coisa que tinha aprontado pra esposa e falou: "Agora não me botou para dormir no sofá, o senhor não pode interceder por mim?" Eu falei: "De jeito nenhum, tomara que você fique lá pelo menos
uns três meses." Ele: "Que isso pastor? Deus me perdoou." Falei: "Deus te perdoa, sua mulher te perdoa, nós te perdoamos". Agora você arrebentou o coração dela e você precisa respeitar o tempo que ela precisa para ser curada. Você precisa ganhar a confiança dela, mostrando de fato que teve um encontro genuíno com Deus. Não é porque você reconheceu o erro que não vai ter que lidar com consequência. Então as pessoas elas às vezes querem o processo pela metade. Tem gente nem começa. Tem gente começa o primeiro passo, mas não lida com o segundo. Pastor, então se
eu reconhecer o erro, aceitar a consequência, já terminei. Não. Terceiro lugar, fazer restituição. Algo interessante que nós lemos em Êxodo 32:16, que as primeiras tábuas que Moisés quebrou eram tábuas de Deus, feitas pelo próprio Deus. Agora, quando Moisés é chamado para subir o monte, recomeçar, Deus diz: "Corte duas tábuas de pedra como as primeiras, e eu escreverei nelas mesmas palavras que está na primeira que você quebrou". Deus tá dizendo: "Você quebrou minha tábua vai me dar outra, vai me restituir." A primeira vez que Moisés sobe o monte, ele não precisou levar as tábua de pedra.
Na segunda, ele tem que fazer levar, subir com elas. Um dia alguém me perguntou em tão de brincadeira, falou: "Pastor, o senhor sabe porque Moisés ficou 40 dias em cima do monte Sinai?" Falei: "Não". Ele falou: "É porque o senhor não subiu o Sinai, porque depois que sobe dá um desânimo de descer". Eu lembro que a primeira vez subi o Sinai, eu ficava lembrando dele e rindo sozinho, né? Mas eu fico imaginando que era subir aquilo tudo agora carregando as pedras. Mas Deus tá dizendo: "Você vai restituir as minhas pedras que você quebrou". Só que
Deus no início diz: "Você traz as pedras", eu escrevo. Como é que essa história termina? No verso 28 de Êxodo 34, a Bíblia diz 27 28. O Senhor disse ainda a Moisés: "Escreva essas palavras, porque segundo o teor dessas palavras fiz aliança com você e com Israel." Moisés esteve ali com o Senhor 40 dias, 40 noites, não comeu pão, nem bebeu água e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as 10 palavras. No início Deus disse para Moisés: "Você traz a tábua e escreve." Depois Deus di quer saber? Agora você também escreve. Eu não vou
escrever de novo o que eu já escrevi a primeira vez. Isso é parte de um processo restituição. Quando Zaqueu diante de Jesus disse, "Se em alguma coisa eu defraudei alguém", que era uma brincadeira, o publicano fala isso, porque ele vivia de defraudação. Ele falou: "Eu vou restituir quatro vezes mais, ainda vou dar recurso pros pobres." Jesus olha e disse: "Hoje entrou salvação nessa casa". Porque não é apenas alguém que reconhece o erro, que tá disposto a lidar com consequência, mas levar o processo adiante que envolve restituição. Restituição não é só física, gente. Mas até isso
se tiver alcance tem que acontecer. Nós estávamos num dos nossos retiros de integração anos atrás. O irmão me procura chorando e falou: "Pastor, Deus falou uma coisa comigo que eu nem lembrava que eu tinha feito, mas ele me mostrou uma cena deu ainda adolescente roubando a galinha do sítio vizinho da chácara vizinha da nossa. E Deus mandou eu voltar e restituir a galinha que eu roubei." Eu olhei para ele e falei: "E qual a dificuldade?" Falou: "Pastor, problema na galinha, eu dou o galinheiro inteiro. É a vergonha de ter que admitir." Eu falei: "É isso
que Deus tá querendo mexer. Não é só restituir a galinha". Interessante. Quando ele foi, a mulher ficou tão emocionada, falou: "Nunca vi isso na vida". Ela falou: "Não vou querer galinha nenhuma, mas para mim você tá dando evidência que teve um encontro com Deus. Você pode orar pela minha casa, você pode pedir a esse Deus que mudou sua vida, que nos toque". Sabe, existe mais do que a mera restrição física. Eu vi um testemunho de um outro pastor, amigo nosso do interior da Bahia e ele falou: "Olha, me apresentou a mulher no final do culto",
falou: "Isso aqui é fulana. Isso aqui durante anos foi uma das mãe de santo mais temida aqui da da da região pelo tipo de trabalho que ela fazia. E ela teve um encontro maravilhoso com Cristo e disse: "Ela tem andado pelas ruas da cidade só esperando que as pessoas a reconheçam". Cada um reconhece, ela para e diz: "Eu preciso de pedir perdão". Quando eu fazia as coisas que vocês me pagavam fazer, estava na ignorância. Eu não conhecia a verdade. Hoje eu conheço e preciso não só anunciar isso às pessoas, mas eu também preciso te pedir
perdão, que cada vez que eu fazia um trabalho para alguém, a pessoa virava as costas, eu mesmo amaldiçoava para que voltasse com outros problemas para eu continuar tirando dinheiro com os meus trabalhos. A diz: "Hoje eu conheci a verdade". Ela diz: "Não tenho dinheiro para restituir o que vocês me pagaram, porque nada disso, por mais dinheiro que entrar se fica, porque quando não tem bênção, gente, a coisa desaparece. Eu dizer, mas eu preciso no mínimo pedir perdão." Eu fiquei impressionado. É difícil você ouvir alguém que sai não apenas pregar, mas procurando restituir o que fez.
Restituição pode ser emocional. Tem gente que pe outro, pede perdão para Deus, mas não vai pedir perdão para quem ofendeu. O pacote de restituição, ele precisa ser maior. Eu perguntei para aquele pastor, mas quanto tempo a mulher tá fazendo isso na minha cabeça, falei: "Uma, duas semanas é fácil". Ele falou, passou há mais de um ano nesse momento. Ela anda diariamente na rua, várias horas por dia, só para criar oportunidades de fazer as restituições. Então, quando a gente percebe isso, é um quadro extraordinário, fantástico. E há pessoas, né, que vão precisar desse entendimento. não é
apenas o reconhecimento do erro, assumir a responsabilidade, nem só a disposição de lidar com as consequências, mas também envolve praticar restituição. Mas durante os primeiros anos do nosso ministério, o trilho era só essas primeiras três partes. Eu não enxergava a quarta. Pastor, qual é a quarta parte? Completar a missão. Qual a missão que Deus entrega Moisés no início? E disse: "Você vai ensinar a minha lei, a minha palavra ao povo". Moisés desce do monte, quebra as tábuas e não ensina ninguém. E aí Deus diz: "Não vou te dar oportunidade só de consertar o seu erro
diante de mim. Eu quero que você finalize a missão. Como é que Êxodo 34 nos mostra a história? Terminando verso 29 de Êxodo 34 diz: "Quando Moisés desceu do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do testemunho, se quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia depois de Deus ter falado com ele. Quando Arão e todos os filhos de Israel olharam para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia e ficaram com medo de chegar perto dele. Então, Moisés o chamou. Arão e todos os chefes da congregação
foram até ele e Moisés lhes falou. Falou o quê? Verso 32. Depois, agora o segundo tú, vieram também todos os sírios de Israel. Antes eram os chefes da congregação, agora todo o povo, aos quais Moisés ordenou tudo que o Senhor lhe havia falado no Monte Sinai. Então, a história termina agora com Moisés, completando a missão. Foi nesse momento que Deus falou comigo, sua visão de restauração tá incompleta. Você abriu o seu coração para que a igreja fosse uma caverna de adulão, para que as pessoas chegassem para ser restauradas, mas você só acredita que elas podem
ser restauradas a ponto de ser salvas e viver um pouco melhor do que estava vivendo. Mas a maioria desses que veio para começar de novo, de novo, você não consegue acreditar que eles possam estar envolvidos ministerialmente. E Deus me disse, você vai ter que repensar isso. E eu lembro que aquilo foi um choque. Na hora o Senhor falou, você percebeu a sua dificuldade de pregar sobre Sansão? Falei: "Não tem muita coisa para pregar do Sansão, né? a não ser que ele não foi um exemplo a ser seguido. E o Senhor me disse, esse é o
seu equívoco, ele não entender a restauração final de Sansão. A Bíblia diz que ele matou mais filisteus no dia da sua morte do que durante toda a vida. Quando o anjo anuncia o nascimento dele, qual é o propósito primário que é apresentado? Ele libertará Israel da mão dos filisteus. Essa era a essência do propósito. O que ele não fez a vida inteira, agora no final, arrependi de uma vez, ele faz mais do que uma vida inteira, tá? olhendo as consequências. Ele reconhece o erro. Ele tá ali pedindo misericórdia a Deus e a oportunidade de consertar.
Ele teve que lidar com as consequências. Foi feito um prisioneiro, refém, escravo, virou objeto de zombaria, perdeu sua visão, porque o pecado, mesmo que perdoado, jamais nos permitirá viver o plano completo de Deus. Mas ele tá dizendo: "Senhor, ainda que eu tenha que lidar com tudo isso, eu tenho um projeto para terminar, um propósito a ser cumprido, mesmo que eu morra mais cedo, mesmo que eu tenho que pagar com a minha vida, me deixa cumprir o propósito." E nesse último momento, o que Deus lhe permite viver é o cumprimento do propósito de uma maneira que
nem somando todos os seus dias juntos ele tinha conseguido fazer. E nós precisamos desse entendimento. O que eu tô compartilhando hoje não visa apenas ajudar alguém de vocês, talvez precisa avaliar se você tá nesse trilho, onde tá e o que tá faltando. Mas nós precisamos de uma mentalidade, de uma cultura bíblica para receber as pessoas que Deus tá dizendo que vai trazer para ser restauradas nesse lugar. Então, não significa que a gente faz vista grossa. O pecado tem que ser chamado de pecado e não tem outra forma de tratar com ele. Tem que ter arrependimento,
reconhecimento do erro e da responsabilidade. Tem que se lidar com consequências. Tem que ter os processos como de restituição. Mas gente, isso não significa não completar a missão. Naquele dia, Deus me falou: "Você não entendeu o propósito da caverna de Adulão?" A ideia não é só que Davi recebesse aqueles homens. Quem esses homens se tornaram? O maior exército de conquista que você vai encontrar em toda a escritura foi liderado por Davi. E eram esses homens que chegaram naquele estado. Desde que haviam entrado na terra de de Canaã, a terra prometida. Nunca possuíram a plenitude da
terra. Nunca. Por centenas de anos, desde a entrada liderada por Josué, a nação de Israel nunca tinha possuído. Quem foi o homem que os lidera a possuir tudo? Davi. A Bíblia diz, quando Salomão assumiu o trono para reinar, não tinha mais guerra. havia paz porque não tinha mais inimigo para ser sujeitado. Todo mundo tinha sido sujeitado. E esses homens restaurados se tornaram parte do maior exército de conquista que a nação de Israel jamais teve. Porque o plano de Deus não é só restaurar pessoas, é fazer deles soldados que compõem um exército, que vão cumprir os
planos e o propósito de Deus. Quem tá entendendo? Ezequiel 37, a gente fala do vale de ossos secos, que não há quadro que não possa ser mudado. Israel tá vivendo o auge da apostasia. Nunca estiveram tão distante Deus em tamanho pecado, a ponto dizer: "Nossa esperança cessou". Deus diz: "Ei, eu é que sei os planos que eu tenho a respeito de vocês. São planos de bem, não de mal, para dar um futuro, uma esperança." Deus tá dizendo: "Tenho anunciado juízo enquanto vocês não se arrependem". Mas se arrepender tem restauração. Aí por meio de Ezequiel dá
a visão, ele pergunta: "O profeta, pode esses ossos voltar viver?" Ele responde o que ele responderia: "Tu sabes, tipo, eu é que não me arrisco a falar". E o Senhor diz: "Profetiza para que o vento sopre". E aí nós temos aquela cena linda, extraordinária que termina como a Bíblia diz: "Então, se se levantou um exército inumerável. O processo, o objetivo final da restauração é que um exército se levante." Então Deus não quer apenas restaurar a gente que consiga entrar no céu, né? Outro dia um falou, perguntei para ele, é, como é que estão as coisas?
Se for pastor, tô tentando crer na doutrina da repescagem para ver se eu subo em segunda chamada, né? Tem gente que tá se esforçando para tentar entrar sacado pelo fogo, como disse Paulo lá, sem nenhum galardão, sem ter feito nada. E nós precisamos ter uma mentalidade de restauração que seja maior do que isso. As pessoas podem ser úteis mesmo depois de terem tropeçado. A prova disso é Deus levantar o mesmo Arão que cometeu aquela bobagem do bezerro de ouro e dizer: "Vai liderar a minha casa". Levantar o mesmo Pedro que negou Jesus para dizer: "Vai
liderar a minha igreja". é ter levantado Moisés depois disso para comunicar as mesmas leis. Então, eu lembro que chegou um momento onde eu realmente chorei muito diante de Deus, porque eu falei: "Deus, eu acredito na restauração de muita gente até o passo três. Eu não consigo acreditar que muitos deles vão viver o quarto passo." E Deus diz: "Você vai precisar crer nisso e trabalhar, chamando eles também a cooperarem para que o processo seja vivido." E aí Deus me fez uma pergunta que mudou tudo. Ele disse: "Por que o rosto de Moisés brilhou quando ele desceu
do monte?" E lembro que eu falei para Deus, 40 dias na nuvem da glória em jejum. Falei: "Té eu brilhava inteiro. Acho que brilhava nem só o rosto." Quando eu falei: "Até eu brilhava". O senhor disse: "Tãou que não brilhou da primeira vez?" Falei: "Então não é 40, deve ser a soma, 80 só vai dar resultado depois de 80." Há uma diferença entre o Moisés que desce do monte a primeira e o Moisés que desce do monte a segunda vez. Na primeira, quando Deus diz, eu eu quero que você volte lá em Êxodo 32 pra
gente ver esse esse desenho, porque é muito interessante. Quando Josué, que não tá sabendo de nada fala: "Olha, tem alar de guerra". Moisés age com ele como quem diz sabe de nada inocente. Ele fosse a laria de guerra era canto ou de vencedor ou de vencido. Ou era um tipo de festa, ou era um tipo de pranto. E dissas músicas não combina nem com uma coisa, nem com outra. Mas a verdade é que Moisés já sabia. Porque quando a Bíblia diz no verso 6 que o povo se sentou para comer, beber, se levantou para se
divertir, lá na frente a Bíblia vai dizer que eles estavam desenfreados, ninguém conseguia pará-los. O verso 7 de Êxodo 32 diz: "Então o Senhor disse a Moisés: "Vá e desça, porque o seu povo, o povo que você tirou do Egito, se corrompeu e depressa se desviou do caminho que eu lhe havia ordenado, fez para si um bezerro de metal fundido, o adorou, lhe ofereceu sacrifício, dizendo: "São esses a Israel seus deuses que tiraram você da terra do Egito". Curioso é que Deus diz para Moisés: "O seu povo e não diz o meu povo." Eu vivia
isso quando era garoto. Eu ia tanto pro pronto socorro de um de um certo eh eh hospital municipal que os médicos já me conheciam, já me comprimentar. Ô Luciano, você de novo? Eu lembro de uma ocasião, eu tinha caído uma árvore, eu tive uma luxação séria na na mão esquerda, né? Eu eu quando fui cair, caí de costa perto da sarjeta, no susto, no reflexo, joguei a mão para proteger as costas. A mão pegou no degrau da sarjeta e o braço passou. Quer dizer, ela desencaixou inteira. Não houve fratura, eles chamam isso de luxação, mas
ela desencaixou inteira da junta e veio parar em cima do punho onde tá o relógio. Com desenho todo complicado, nada mexia. Eu tinha uma dor absurda, uma sensação de desmaio. Me levaram pronto socorro para colocar no lugar. Tiveram que me dar anestesia geral. E eu lembro que eu tô com o braço inessado. Aí voltei, ia ficar com o braço inessado em torno de um mês. Voltei para as brincadeiras do dia a dia. Ainda tava com o braço engessado, acho fazia umas duas semanas. E eu lembro que tava brincando num terreno baldi, nós somos de uma
outra geração que não brincava com videogame, brincava na rua, né? E e tinha um terreno baldio do lado de casa. Eu lembro de um mato alto, crescido. A gente tinha uma brincadeira chamado soldado ladrão. Não era só brincar de esconder e nem só correr atrás. Tinha que chamar pelo nome. Eu tô por um trilho caminhando, passa um correndo e você vê quando o cara dá aquela corrida, estica o pescoço, tipo, eu vi alguém, mas não sei o que é. Falei: "Vai voltar". Peguei me joguei no meio do mato só para me esconder. Dei a sorte,
entre aspas, de achar um garrafão de vinho quebrado quando caí em cima. Mas abriu o meu joelho assim de de aparecer os ligamentos e quando eu corria para casa ia rasgando mais. Então eu lembro que eu chego, meu pai olha aquilo, ele pega um mertiolate. Na época merolate era ardia, não é, não era que nem os de hoje não. Ele vira inteiro, ele só faz assim, não dá um pi, ele vira aquele negócio inteiro. Eu eu pensando, ele quer desinfetar ou quer me punir? Gente, meu pai e minha mãe começaram a discutir. Meu pai dizia:
"Olha o que seu filho fez". Minha mãe dizer: "Não, o seu filho, quer dizer, um eu não era mais filho de ninguém. Eu dizia: "Eu sou filho dos dois". Mas naquele momento, né, eu não era filho de ninguém. Meu pai dizendo que tinha vergonha de ir de novo. Eu ainda não tinha nem tirado o gesso do braço, me levar de novo pro hospital. E assim, um ficava dizendo: "É o seu filho, é o seu filho", né? Eu quando eu leio esse texto, talvez por causa da experiência, imagino Deus dizendo para Moisés: "É o seu povo".
Aí o Moisés vai orar, né? E ele diz assim, verso 11, ó Senhor, por que se acende a tua ira contra o teu povo? O povo é teu, não é meu. Um tá jogando pro outro. Mas mesmo quando Moisés intercede para que Deus poupe o povo, é meio que assim, senhor, que vamos falar de você, vai ficar bem para você, vai ficar bem para mim. Você não vê bem um coração de misericórdia pelas pessoas. É meio que assim, pensando no bem maior, é melhor perdoá-los. Ele vai dar sermão em Deus. Ele vai tentar ensinar Deus
a ser Deus, dizendo: "Senhor, tá fazendo tudo errado. Deixa que eu lhe oriento, deixa que eu lhe explico." Mas alguma coisa dentro de Moisés não tá legal depois dele ter quebrado essa estal no capítulo 33 ele diz para Deus: "Me mostra sua glória". Deus di, Moisés, se eu aparecer para você de forma plena, você vai ser desintegrado, você não aguenta. Vamos fazer o seguinte, vou te botar na fenda da rocha, vou te cobrir com a mão e quando eu passar e tirar minha mão, te deixo você me ver pelas costas. Eu vou te mostrar minha
glória. Esse pedido é muito interessante. Por quê? Para responder esse pedido, Deus chama Moisés de novo pro monte e manda ele subir de novo com as tábuas. Então, capítulo 34 começa com orientações, são a resposta ao pedido e ver a glória. E aí Deus diz o seguinte para ele no verso 5, o Senhor desceu na nuvem, esteve ali junto de Moisés e proclamou o nome do Senhor. Porque Deus disse: "Vou cobrir com a mão, vou passar, vou proclamar o meu nome e depois eu tiro a mão." Então, e proclamou o nome do Senhor. O Senhor
passou diante de Moisés, proclamou: "O Senhor, o Senhor Deus compassivo e bondoso, tardinho irá-se, grande misericórdia e fidelidade, que guarda misericórdia em mil gerações, que perdoa a maldade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocente o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos sílios até a terceira e quarta geração." Imediatamente Moisés curvou-se paraa terra e adorou ao Senhor. Deus disse: "Moisés, deixa eu te dizer quem eu sou. Eu não sou esse Deus vilão maldoso que você acha que você tem que me ensinar a ser Deus. Deixa eu explicar
para você quem eu sou. Eu sou Deus compassivo, bondoso, tarde. Grande misericórdia e fidelidade, que perdoa a maldade, a transgressão e o pecado, apesar, né, de que eu não inocente culpado. É por isso que não existe arrependimento, jamais haverá manifestação da misericórdia. Mas mesmo Deus dizendo que não brinca com isso, ele leva Moisés a uma outra percepção. E agora Moisés que desce do monte na segunda vez, desce com o rosto brilhando. E naquele dia o que Deus falou meu coração foi: "A minha glória jamais se manifestará na vida de pessoas que não entendem a misericórdia
restauradora que eu ofereço à pessoas". E sabe, nós precisamos entrar no lugar onde a gente brilha o brilho de Deus. Primeiro lugar, vivendo o bom testemunho, né? Mensagens como do temor de Deus vão ter que voltar a ser pregadas no nosso meio, porque as pessoas estão brincando com Deus. Um dia alguém perguntou pro meu filho numa entrevista pública num painel: "E aí, você sente muito peso ou pressão de ser o filho do Luciano Subirá?" Falou: "Gente, eu sinto pressão, peso e pressão de ser filho de Deus. Ser filho do Luciano Subirá é menor delas". Ser
filho de Deus? Sim, é esse tipo de coisa tem que trazer temor no nosso coração e não nos permitir brincar. E tem muita gente brincando, mas o que as pessoas confundem é longanimidade com impunidade. Deus fala no livro do Apocalipse de uma mulher que ele rotula com Jezabel dizendo: "Diê-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição." Mas ela não quer se arrepender. Deus diz: "Eu vou prostrá-la de cama." Bem, como os que com ela adulteram, eu vou matar os seus filhos. Quando Deus vai oferecendo tempo e misericórdia, e o juiz não costuma ser imediato,
gente, porque Deus sempre vai oferecer longanimidade. As pessoas interpretam a longanimidade como impunidade, tipo, deu nada, não. E quando se começa a brincar e não abraça a longanimidade, Deus vai deixar claro que impunidade não existe no reino de Deus. Então assim, mas ao mesmo tempo que nós vamos ter que resgatar essa seriedade do temor a Deus e de saber que não há nada oculto que não seja manifesto, nós também vamos ter que ter o coração de misericórdia para que aqueles que no meio do processo se arrependem e percorrem um caminho de restauração tenham um ambiente
de acolhimento, onde a gente brilhe e resplandeça de fato quem Deus é. Eu tenho certeza que nos próximos anos Deus vai trazer gente quebrada num nível e numa quantidade que nós nunca vimos antes. Mas a casa dele continua sendo um ambiente de restauração. E eu não creio que ele quer que essas pessoas apenas se salvem sem poder ser úteis. Eu quero, eu creio que Deus quer nos usar para que cada um deles chegue ao projeto final, que é completar a missão. Se aquilo que estamos falando de alguma coisa em em algum aspecto ou alguma coisa
daquilo que estamos falando servir para você. Amém. Mas a minha intenção hoje não é pregar aplicação individual, é que a gente pense nisso coletivamente. Para onde iremos? O que que deve nos nortear, né? Que tipo de coração e espírito nós devemos ter, né? E ao mesmo tempo em que preservamos todo o temor, reverência e zelo, dizendo, "Nós não vamos brincar com Deus, nós também precisamos entender que ainda haverá restauração para aqueles que tropeçaram, né? Evidentemente, continuo dizendo, é melhor não pecar do que pecar e ser restaurado depois, porque o processo é doloroso. O processo ele
vai tomar tempo, muita coisa vai ser perdida e comprometida, mas não significa o fim de tudo. Então, a Bíblia diz: "O que está em pé cuida para não cair. A ideia sempre será essa." Mas para aqueles que tropeçaram, que ninguém desista, que ninguém aborte o que ainda pode ser salvo, que haja um entendimento e restauração. E quando eu falo que a aplicação não é só individual, porê de repente a gente tem gente que até reconheceu o seu erro, mas não soube lhe dar com consequência. Tem gente que até vai ao segundo tópico, mas não avança
pro terceiro, paraa restituição e reparação. Mas tem gente já chegou ao terceiro, mas jogou fora o chamado. E deixa eu te dizer, o mesmo Jonas que é jogado fora do barco e a tempestade acalma é o Jonas que depois de arrependido vai cumprir o plano e o propósito de Deus. Outro dia um falou: "Não, pastor, Deus me chamou um dia, eu não tenho dúvida disso, mas eu estraguei tudo, olhei para ele e falei: "Você acha que quando ele te chamou, ele não sabia as borradas que você ia fazer?" E ainda assim ele chamou, ele olhou
para mim e falou: "Nunca pensei nisso". Eu falei: "Mesmo sabendo que você meteu os pé pelas mãos e eu lamento muito o que você fez. Era muito melhor que não tivesse feito, mas isso não significa que você ainda não seja útil. E que você não possa mudar a vida de pessoas. Paulo diz: "Com a consolação que nós somos consolados, nós consolamos os outros. A restauração que alguns de nós vivemos será inspiração para outros precis ser restaurado. Será advertência para que alguns não precisem ser restaurados. E nós precisamos permitir que mesmo se falhamos, vou continuar repetindo,
a ideia primária, o melhor caminho é que isso não aconteça, mas mesmo onde houve falha, que haja o devido tratamento, que haja o devido processo e que no final Deus seja exaltado e seja glorificado. Você recebe essa palavra em nome de Jesus. Isso.