e a nossa aula de hoje é sobre análise do comportamento aplicada a competência social e habilidades sociais aliás nós já apresentamos alguns aspectos da base filosófica da análise do comportamento aplicada ao contexto da competência social e habilidades sociais aqui nós vamos falar um pouco mais sobre os princípios da análise do comportamento que deram origem às técnicas eh de terapia comportamental de análise do comportamento aplicada popularmente hoje conhecida como aba e que também estão na base das terapias comportamentais de terceira onda uma uma vez que houve todo um avanço também no desenvolvimento desses princípios Eu já
procurei eh em postagens anteriores inclusive aqui no Instagram desfazer um equívoco bem comum que eu reforço aqui também a como a aba se popularizou em sua aplicação aliás muito efetiva A análise e modificação de comportamentos problemáticos e dificuldades de pessoas do espectro autista muitas pessoas imaginam que o termo é exclusivo dessa área de aplicação é exclusivo do como como técnica ou como procedimento como método aplicado somente as ao trabalho com as pessoas do espectro mas não é bem isso eu sugiro que vocês vejam a publicação que eu fiz sobre isso eh para esclarecer que é
muito mais amplo do que a aplicação ao a ao autismo embora seja muito mais disseminada em relação à questão do [Música] autismo eh eu faço uma pergunta aqui que é bem interessante você teve uma boa base de análise de comportamento Na graduação comente aqui por quê Porque quem teve uma boa base de análise de comportamento Na graduação provavelmente vai ficar eh mais eh confortável de assistir essa aula porque já tá falando só revisando coisas mas é muito importante também para quem não teve essa base A análise do comportamento ela adota uma uma perspectiva que nós
chamamos de contextual e seleciona ou seja ela coloca aquilo que nós fazemos sentimos pensamos dentro do contexto atual e da história passada de nossa relação com o mundo físico e social e também é uma abordagem seleciona porque parte do pressuposto da seleção filogenética da dos organismos em dos comportamentos que foram importantes paraa sobrevivência da espécie dos grupos etc e também ao longo da vida dos comportamentos que foram selecionados pelas contingências do ambiente e ainda da seleção cultural ou seja aqueles comportamentos que contribuem paraa sobrevivência das culturas eh existe toda uma teoria uma teorização sobre isso
eu vou colocar uma referência específica que em que nós falamos sobre isso eh na Perspectiva então da análise do comportamento e habilidades sociais então a forma como pensamos sentimos e Agimos em relação a nós mesmos em relação ao nosso mundo físico e social depende na Perspectiva da análise do comportamento da nossa história de interação com esse ambiente essa posição é tão radical que o próprio conceito de comportamento é definido em relação a como a relação entre o que fazemos sentimos e pensamos e as condições que são dadas pelo contexto físico e social são essas condições
que de alguma maneira induzem regulam ou controlam os nossos comportamentos não só os nossos comportamentos abertos que as pessoas estão tomam contato mas também aquilo que ocorre dentro da pele ou seja aquilo que nós fazemos e sentimos e pensamos como alguma coisa eh privada como eventos privados como comportamentos privados e que as outras pessoas tê acesso Apenas quando nós falamos agora você imagina o seu cliente que chega na psicoterapia muita coisa do que você vai saber a respeito dele você não vai observar diretamente você vai observar através do relato do que ele faz e para
compreender essas coisas você vai ter que ir além do relato você vai ter que compreender as condições que geraram não só o relato mas os eventos que estão sendo relatados e essa relação entre tudo que fazemos sentimos pensamos e os eventos do ambiente ela também é selecionada ela é também eh de alguma maneira eh desenvolvida ao longo da nossa interação com o ambiente Mas esse não é apenas um pressuposto é uma decorrência lógica dos princípios de análise do comportamento que foram empiricamente estabelecidos por meio de estudos experimentais rigorosos sistematicamente replicados enfim eh então um requisito
que eu acho bastante importante para você aplicar as técnicas comportamentais de Promoção e competência social eh então um requisito importante para você aplicar as técnicas comportamentais de promoção de competência social e habilidades sociais é compreender esses princípios então como eu disse se você teve uma formação uma boa formação em análise de comportamento Isso vai ser muito útil para o campo da competência social e das habilidades sociais e se você não teve eu já aproveito para deixar aqui uma lista de referências pelo menos dos princípios básicos daquelas noções mais básicas mesmo são clássicos aí de leitura
dos Estudantes inclusive de graduação eh da formação básica em análise do comportamento se você tiver cursos que você possa fazer para aprimorar também esse conhecimento vale é muito muito importante e quais são esses princípios que você precisa ter muita clareza vou só listar alguns existem até livros de glossário dos termos e conceitos assim com muita coisa o próprio Catânia que a gente indica aí ele tem a parte final do livro com acho que umas 50 páginas só de glossário de termos e definições mas h você pode também eh buscar eh eh pelo menos apreender aqueles
que são mais básicos mais importantes além é claro da base filosófica que você vai encontrar também nesses textos que a gente tá colocando aí esse livro do Skinner dá a base filosófica que é muito importante então a noção de comportamento a noção de comportamento operante de discriminação e controle de estímulos do comportamento ou seja como o comportamento é controlado pelos estímulos do ambiente a noção de contingência que nós vamos usar bastante na análise de contingências durante a interação social a questão de antecedentes consequentes com a função do comportamento isso tem a ver com a análise
funcional que vai muito além do do controle de antecedentes e e consequências imediat porque envolve também condicionamentos de ordem superior a gente vai ver isso principalmente na questão da linguagem mas também no campo da competência social e habilidades sociais os comportamentos de ordem superior que estão presentes em todas as habilidades em todos os desempenhos são extremamente importantes nós vamos falar deles mais adiante os comportamentos que são governados por regras por instruções por eh comportamento verbal nosso no caso de autorregras ou de outras pessoas a questão da da dos tipos de consequências reforço positivo reforço negativo
reforço diferencial de outro comportamento de comportamento alternativo São formas de controle do ambiente que a gente precisa compreender e que estão presentes em várias técnicas comportamentais assim como os esquemas de reforçamento de ex a punição punição positiva punição negativa os efeitos da punição nós vamos ver na terapia eh eh de nas terapias de terceira onda principalmente na Act A questão da esquiva experiencial por exemplo que tem muito a ver com efeitos de eh experiências negativas as operações estabelecedoras e eventos disposicionais que t a ver com a motivação para o comportamento que são eventos muito antes
dos eventos imediatos e que estão presentes no momento do desempenho toda a parte de comportamento verbal e de operantes verbais olha para dar um curso só sobre esses conceitos eu já levaria o meu curso todo por quê Porque a gente tem que ir também nas bases experimentais e tudo mais isso daí envolveria claro uma uma um tempo maior uma dedicação maior e uma especialização melhor melhor mas nós precisamos ter algum conhecimento sobre isso para compreender as técnicas um outro aspecto importante são atualmente os estudos de relações de equivalência do responder relacional e das Abstrações emergentes
que também estão na base da acet da terapia de aceitação e compromisso enfim vale a pena estudar para aprender e aprofundar sobre todos esses conceitos nós vamos tentar ir traduzindo aqui aquilo que é indispensável paraa compreensão das técnicas que se seguem nos próximos nas próximas aulas deste mdulo Então até aqui Ficou claro para você que pergunta você me faria Aproveita faz perguntas no na nossa plataforma tem um lugar específico para você fazer perguntas comentários e para nós é muito importante eu posso dizer que no caso da competência social e habilidades sociais A análise do comportamento
é um conjunto de técnicas de é um conjunto na verdade não só de técnicas técnicas procedimentos recursos de intervenções com foco preferencial no ensino e aprimoramento de padrões protetivos protetivos e desejáveis que no caso seriam as habilidades sociais e também de procedimentos e técnicas de supressão e manejo de comportamentos indesejáveis quando estes competem com a aprendizagem ou desempenho de habilidades sociais então o objetivo final é sempre o de melhorar a condição atual do cliente e claro evitar problemas futur duros eh e também de gerar a autonomia do cliente na análise das condições em que ele
está inserido na análise das interações sociais que ele conduz que ele participa na análise das contingências do seu ambiente das normas das regras e tudo isso tem uma contribuição ímpar da análise do comportamento ela se baseia Principalmente nos estudos sobre comportamento operante eh partindo do que eh do princípio de que tudo o que nós eh fazemos sentimos pensamos deve ser examinado em eh em termos da função ou seja dos resultados obtidos e da sua relação com os eventos do ambiente físico e social e aqui incluindo é claro os nossos eventos privados corporais nem sempre observáveis
como as nossas Sensações o nosso pensar os e pensamentos as nossas emoções e sentimentos então o comportamento é definido por essas relações e o modo como elas são estabelecidas fortalecidas ou enfraquecidas ao longo da nossa história com o ambiente físico e social e nós podemos aplicar este raciocínio às habilidades sociais e aqueles todos os requisitos da competência social Agora uma palavrinha sobre comportamentos problemáticos e a sua relação com competência social e habilidades sociais essa é uma parte muitíssimo importante para crianças adolescentes adultos e idosos Embora tenha sido tem tenha muito mais literatura para a a
psicologia infantil E aí a gente vai encontrar muito mais sobre comportamentos problemáticos em relação com habilidades sociais quando você pesquisa a o desenvolvimento na infância de todo modo é importante destacar aqui que a análise funcional que eu acabo de me referir ela vale também para os comportamentos problemáticos então Eh esses comportamentos que interferem na aprendizagem de habilidades sociais e no desempenho socialmente eh competente A análise do comportamento parte do princípio de que ninguém nasce com problemas de comportamentos os comportamentos são aprendidos Então são as condições do ambiente que de alguma maneira acabam gerando induzindo ou
restringindo condições de comportamentos alternativos e dando margem a esses comportamentos eles também são chamados de eh concorrentes ou seja eh eles concorrem eles competem eles bloqueiam a aquisição ou desempenho de determinadas habilidades sociais isso vale também para adultos eles são geralmente aprendidos e mantidos porque eles geram consequências iguais ou até melhores que os comportamentos desejáveis diante de demandas interpessoais semelhantes Vamos dar um exemplo se uma pessoa consegue atingir os seus objetivos nas relações interpessoais agredindo coagindo impondo é claro que esses comportamentos eles vão ficar muito mais fortes vão ficar muito mais frequentes muito mais recorrentes
e vão competir vão meio que dispensar os comportamentos pró-sociais desejáveis Então as pessoas que eh estão sendo estão apresentando esses comportamentos uma das primeiras hipóteses é será que ela não aprendeu comportamentos alternativos melhores ou será que as contingências do ambiente dela são Tais que não vale a pena ter outros comportamentos são esses comportamentos que funcion essa é a pergunta que está na base aí da ideia de concorrentes a psicopatologia infantil principalmente ela identifica dois grandes grupos de problemas de comportamento os chamados externalizantes que são dirigidos ao outro dirigidos ao ambiente como os comportamentos agressivos opositores
citiva ou autodirigidos como a ansiedade social o isolamento a timidez a a baixa autoestima tudo isso voltado para o próprio indivíduo quando ocorrem problemas de comportamento e falhas Nas condições veja pode ocorrer as duas coisas e pode ocorrer falhas Nas condições ambientais para aquisição e desempenho de habilidades sociais gerando problemas de comportamento pode então acontecer ser os déficits de habilidades sociais então grande parte dos déficits de habilidades sociais estão Associados a problemas de comportamento e parte deles estão associado a falhas Nas condições ambientais de aquisição e desempenho dessas habilidades Mas então nesses casos tudo isso
precisa ser superado com o apoio com o arranjo com o rearranjo de contingências ambientais mais áveis educativo seja isso isso pode ser feito tanto no contexto educativo quanto num contexto terapêutico então Em ambos os casos o objetivo vai ser ensinar e estimular comportamentos positivos substitutos substitutos com função equivalente então não adianta eu ensinar uma criança a falar eh de uma maneira pró-social educada gentil se o ambiente dela não eh eh não apresentar não reagir positivamente a esses comportamentos então ele não vai ter a função de gerar aquelas consequências que estavam sendo obtidas pelo comportamento problemático
então o comportamento problemático volta Eh aí que tá a ideia de substituto substituto no sentido de ter uma função equivalente então buscar Qual a função do comportamento problema da das dificuldades que o indivíduo tá passando e tentar encontrar comportamento substitutos equivalentes e mais funcionais mais Eh mais que prevem resultados de médio e longo prazo melhores pro indivíduo pro ambiente paraa sua relação com as pessoas do ambiente isso vale por exemplo no caso do autismo a gente tem comportamentos que podem até ser induzidos por condições orgânicas mas que podem de alguma maneira ser controlados na medida
em que eles Em que outros comportamentos ensinados e programados e rearranjados podem gerar melhores consequências para desenvolvimento do indivíduo então Eh nós temos que considerar tudo isso inclusive assim comportamentos antissociais comportamentos agressivos eles também têm essa a essa análise funcional é fundamental eh a a própria eh timidez essa essa introversão a pessoa pode ter eh na interação com os outros por suas próprias dificuldades de não ter aprendido habilidades sociais para algumas situações de interação ela não consegue a por déficit de fluência por déficit de desempenho ela não consegue os resultados que outras pessoas conseguem Então
ela tenta entrar no grupo mas é malsucedida ela busca eh fazer amizade mas não consegue ela tenta fazer uma pergunta em sala de aula mas os coleguinhas riem porque o jeito que ela fez foi muito falho quando isso acontece a pessoa se volta se fecha e aí esses comportamentos acabam sendo reforçados porque ela evita aquelas então novamente são as contingências do ambiente que estão de alguma maneira controlando também Esse aspecto da timidez Esse aspecto da introversão da fuga de situações sociais que poderiam ser importantes para o desenvolvimento bom Aqui é só para deixar mais claro
né é importante a gente definir os tipos de déficits porque os procedimentos de intervenção tem a ver com o tipo de Déficit Então vamos relembrar aqui a quais seriam os tipos de Déficit nós temos os déficit que nós chamamos de aquisição Ou seja a habilidade não aparece porque não foi aprendida tá então a gente a gente apresenta na na situação de avaliação na situação Clínica uma série de demandas a gente coloca uma criança para conversar com a outra para ver se o que que ela fala como ela fala o que que ela consegue como ela
consegue interagir a gente vê que ela tem déficit ela ela não faz ela não não ocorre aqueles comportamentos que você gostaria ou então ela é elogiada ela não consegue agradecer ou alguém faz uma coisa muito legal e ela não consegue ela não agradece em várias situações você você você conclui que ela não sabe fazer isso então déficit aquisição tem a ver com não sei mas existem os outros déficits um déficit de desempenho não é que ela não sabe ela sabe mas ela não faz então acaba fazendo de uma frequência muito baixa Às vezes a gente
vê adolescentes que hora cumprimentam ora não ora falam de uma maneira educada ora falam de uma maneira ríspida então vejam ele sabe mas as contingências de alguma maneira tão reduzindo a frequência que seria esperada ou que seria desejada o caso do do do autismo também muitas na verdade no caso do autismo não no caso de qualquer problema de comportamento grande parte das dificuldades tem a ver muito mais com déficit de desempenho e influência do que com déficit de aquisição as pessoas sabem mas elas não fazem então o investimento do terapeuta vai ser no rearranjo de
contingência aí para essas pessoas e o último é déf infuência que a a a habilidade ocorre aquele exemplo que eu dei da criança ela ela a habilidade ocorre mas sempre com uma forma que não gera os resultados que ela gostaria Então ela acaba ocorrendo com alguma frequência mas com uma proficiência falha e a tendência é acabar reduzindo a frequência também então o que que acontece com esses diferentes tipos de déficits nós vamos ver aqui que eles têm a ver com os objetivos da intervenção quando existe déficit de aquisição é claro o que você precisa fazer
é ensinar não existe a pessoa não sabe então ela precisa aprender uma habilidade social então nesses nesses casos você precisa mapear Quais são as habilidades que precisam ser em assadas quando nós estamos falando em déficit de aquisição nós estamos falando do não sei não consigo Então qual é o objetivo da sua intervenção é ensinar você precisa mapear Quais são os comportamentos que de fato a pessoa não sabe isso pode ser feito diretamente se for uma criança ou se for um adulto ou pode ser feito com outras pessoas do ambiente perguntando eh dando algumas situações ela
em situações x y ela faz isso os inventários são muito bons vocês viram os inventários porque eles arrolam um conjunto grande de situações e você pode perguntar qual a frequência com que a pessoa apresenta aqueles comportamentos e sistematicamente alguns ela coloca que nunca você pode desconfiar que é um déficit de aquisição Pode ser que a pessoa não saiba aí você vai analisar com mais detalhe esses comportamentos em que condições a pessoa tem maior dificuldade bom agora se a pessoa apresenta uma frequência baixa aí você pode desconfiar do Déficit de desempenho ou do Déficit de fluência
no caso do Déficit de desempenho o seu objetivo vai ser rearranjar o ambiente rearranjar as contingências facilitadoras motivadoras e fortalecedoras da frequência você não precisa ensinar por isso que é importante você vai otimizar a sua intervenção você vai ensinar o que precisa ser ensinado e rearranjar contingências para aquilo que precisa ser eh eh objeto desse tipo de intervenção e os déficits de fluência você vai buscar aprimorar pode ser os componentes corporais e paralinguísticos pode ser a discriminação dos momentos em que determinadas habilidades são requeridas ou não pode ser uma discriminação melhor dos próprios comportamentos das
consequências para identificar melhor as condições do ambiente que vão gerar melhores resultados enfim todas essas coisas aí elas geram falhas de fluência eu vou dar um exemplo mais concreto uma criança sabe fazer perguntas só que ela nunca percebe muito bem o timing da pergunta e aí quando ela vai fazer a pergunta já passou o momento já estão em outro assunto e aí é claro não vai ser bem recebido ela não vai ter o resultado que ela gostaria porque ela já falou já perdeu a chance já perdeu a oportunidade Então esse é um caso de Déficit
infuência que precisa ser ensinado em termos de comportamentos de discriminar as situações ou ela fala muito baixinho ou ela fala com uma expressão que não condiz muito bem com o que ela tá falando então são todos falhas de fluência no caso de crianças típicas a maioria das intervenções como eu falei elas envolvem procedimentos para aumentar a frequência e rearranjar aí as condições e não para ensinar especificamente como desempenhar ou seja a maior parte das dificuldades em habilidades sociais são de desempenho ou fluência mais do que de aquisição no caso de pessoas do espectro Provavelmente nós
vamos encontrar mais dificuldades de aquisição E aí sim é necessário todo um arranjo especial de contingências para ensino por isso eh a gente pode dizer que no caso de pessoas típicas de desenvolvimento típico a maior parte das intervenções elas acabam correndo naturalmente em condições ambientais favoráveis ou até criando-se contextos naturalísticas de intervenção então na escola você pode eh juntar um grupinho ali para conversar e dando feedback e fazendo uma série de coisas que é suficiente para melhorar essas habilidades na no lazer na situação de lazer os pais podem fazer isso com as suas crianças enfim
a a isso ocorre mesmo que não tenha um adulto monitorando e nós todos aprendemos também em contextos naturalísticas a aprendemos e aperfeiçoamos habilidades sociais nesses contextos quando nós não temos condições impeditivas como problemas de comportamento condições neurológicas condições orgânicas que podem atrapalhar então nas aulas deste módulo nós vamos ver os principais procedimentos e técnicas comportamentais e depois Vamos retomar essa questão dos três tipos de Déficit dos problemas de comportamento com as sugestões específicas para a promoção de habilidades sociais em cada um desses casos Então por hora eu quero só apresentar para vocês aqui o uma
lista de de procedimentos para o caso de aquisição são esses primeiros conjuntos aí e depois uma lista de procedimentos de técnicas para a a superação de problemas de desempenho de habilidades sociais Então esse essa lista Aí toda foi elaborada aqui pelo meu pelo meu supervisor de doutorado nesse livro que nós organizamos tem um capítulo dele e ele apresentou eh de uma maneira organizada essa lista que depois se vocês quiserem também vale a pena ler eu vou deixar na indicação então Eh embora esse quadro tenha sido eh elaborado para crianças e adolescentes o conjunto dessas técnicas
também pode ser aplicado para crianças e adolescentes neurodivergentes e até adultos na parte de e procedimentos para ensino para aquisição nós vamos falar de cada um desses procedimentos de uma maneira mais detalhada não de todos mas dos principais ao longo das próximas aulas dos principais que nós adotamos e que são importantes para o treino de habilidades sociais mas vale a pena a gente só fazer uma uma uma consideração aqui mais geral sobre o que que contêm eh todos eles vocês podem ver aí osos procedimentos de aquisição primeiro conjunto que incluem procedimentos de modelação instrução ensaio
comportamental e resolução de problemas esse esse é o quarteto forte mesmo para o ensino de habilidades sociais agora quando nós falamos dos dos déficits de desempenho dos déficit de fluência nós estamos falando em manejo de antecedentes ou seja de rearranjo do ambiente social para tornar mais provável o aparecimento dos comportamentos que se pretende instalar E aí nós temos desde ajuda física ou verbal a gente chama de prompts dicas jogos cooperativos rearranjos do ambiente aqui por exemplo organização de cadeiras e almofadas numa sala aproximando as crianças a inclusão de objetos que podem suscitar o interesse a
conversação se você tá trabalhando com habilidades de conversação as intervenções mediadas por colegas isso é muito importante elas podem incluir tanto as estratégias de iniciação por exemplo orientar colegas para iniciar e manterem interações pró-sociais com as crianças que são mais isoladas pode incluir o monitoramento por colegas que podem eh reagir com atenção aos comportamentos desejáveis do outro pode incluir a modelação de comportamentos pelos colegas quer dizer um colega começa a fazer dá só uma dica ou apresenta uma estimulação que serve de dicas de de empurrão de gatilho para que o outro Apresente o comport apropriado
tem também o relato positivo por colegas que significa criar condições cooperativas onde todo mundo ganha todo mundo ganha a o o grupo todo ganha por exemplo pontos quando determinada criança apresenta comportamentos apropriados é claro que isso vai fazer com que o grupo estimule essa criança a apresentar comportamentos adequados vai reagir vai ficar mais atento a isso encorajar prestar atenção e eh isso é muito importante especialmente para aquelas crianças que T um estatus sociométrico muito baixo e que geralmente são ignoradas pelos colegas então quando a a o rearranjo de contingências envolve o grupo acaba se tornando
mais provável de de de de haver essa essa mudança na frequência e esse fortalecimento e desses comportamentos desejáveis as intervenções baseadas na consequência geralmente envolvem reforçamento positivo positivo ao invés de punição ou de outros meios então esses reforçamentos positivos podem incluir elogio social acesso à atividades preferidas sistema de pontos ou de economia de fichas tem algumas restrições quanto a sistema de fichas mas sob condições bem adequadas de condução do procedimento elas são muito efetivas tem os contratos comportamentais também os contratos comportamentais quando nós especificamos paraa criança olha Eh se quando você fizer isso vai acontecer
isto e isso pode acontecer pode ser feito de várias formas por exemplo a assim que você terminar a sua lição terminando até tal hora você vai ter acesso a 1 hora de TV ou a meia hora de TV do seu programa Predileto é um contrato de comportamento a os recados entre a escola e a casa sobre os comportamentos desejáveis sociais dos Estudantes é muito interessante porque Em geral os pais acabam recebendo recado quando as coisas estão ruins mas aqui a o foco é realmente os comportamentos desejáveis isso é bem bem importante bom eh que mais
as o que nós podemos ver é que as abordagens de grupo que envolvem o grupo todo que envolv a interação entre as crianças em que a o terapeuta consegue reunir crianças para para atividades de grupo ou o professor na sala de aula faz atividade de grupo bastante monitoradas e orientadas para determinados desempenhos eles podem ser altamente positivos altamente efetivos um exemplo desse tipo é o jogo do Bom Comportamento que chamado good behavior game onde também são especificadas as os ganhos de pontos paraa turma toda à medida que determinados comportamentos ocorram então a a turma toda
ganha e a turma toda de alguma maneira acaba sendo parceiro isso é muito utilizado nas escolas e todo mundo acaba sendo parceiro do professor para buscar essa essas aquisições e vamos falar um pouquinho sobre as contribuições da análise do comportamento em particular dos desenvolvimentos mais recentes da análise do comportamento para as terapias de terceira onda que enfatizam de alguma maneira as habilidades e a competência social seja do terapeuta seja do cliente e nós vamos começar por uma que enfatiza as habilidades terapêuticas nesse módulo nós vamos ter um uma aula somente sobre habilidades sociais do terapeuta
ou habilidades terapêuticas essa primeira que nós vamos falar chama-se terapia analítico funcional que foi desenvolvida pelo colber sai em 2001 quer dizer veio a público em 2001 Mas provavelmente Eles já vinham trabalhando com isso há muito tempo eles já vieram ao Brasil eles têm uma interação muito grande com pesquisadores e terapeutas do Brasil com os estudiosos do Brasil sobre a fap essa essa abordagem ela focaliza então a intervenção Direta do terapeuta sobre os comportamentos do cliente no aqui e agora da sessão ou seja o terapeuta é o agente principal a a relação entre o cliente
e o terapeuta é o principal mecanismo de mudança terapêutica e aí a terapia vai ter como foco os chamados crbs comportamentos clínicamente relevantes pode ser CCR em português mas os comportamentos mais conhecidos mesmo como crbs o crb1 seriam os comportamentos problemáticos do cliente Esse é o foco do terapeuta o crb2 seriam os comportamentos que indicam Progresso terapêutico e o crb3 seria os comportamentos do cliente que indicam que ele passou a observar interpretar e a manejar os seus próprios comportamentos Então essa esses três elementos eles implicam em uma série de habilidades do terapeuta para observar para
evocar os comportamentos fazer emergir esses comportamentos para consequenciamento crbs 2 e TR e não crb1 e para observar os efeitos da sua atuação no sentido de promover a aquisição e a generalização das melhor do cliente Esse é uma essa é uma abordagem muito interessante porque veja ela tá focando ela pode focar as habilidades sociais do clientes dos clientes como crb2 crb3 e e precisa focar as habilidades do terapeuta como mecanismo de mudança e é muito tem sido muito efetiva tem dados antes de efetividade desse processo terapêutico a segunda que nós vamos pegar é a a
um processo terapêutico que tem sido aplicado Originalmente ao tratamento do transtorno borderline e outros transtornos de risco também mas progressivamente ele foi testado com êxito para outros problemas de humor bipolar alimentar abuso ânsia transtorno do estress pós-traumático a depressão o TDH tudo isso com um módulo focado em efetividade interpessoal vocês já devem saber que eu estou falando da dbt que é a terapia comportamental dialética desenvolvida pela Marshall lhan eu gosto muito da Marshall lhan desde do comecinho de 2000 um pouquinho antes quando ela trabalhava já com assertividade em mulheres treinamento assertivo para mulheres isso acho
que na juventude dela e eu gostei muito foi um um artigo que que que foi muito importante para mim eu vou deixar aqui na referência para vocês e ela continuou desenvolvendo seus estudos e formulou a terapia comportamental dialética juntamente com o pesquis Associados a ela que eh tem como eu já falei algumas coisas aqui para que que ela tem sido testada e mostrado o êxito né e uma das características associadas à habilidades sociais é exatamente o módulo de efetividade interpessoal esse módulo ele agrupa na verdade três subconjuntos de de habilidades que comumente são requeridas para
a melhora desses pacientes então isso eh ela reconhece e fica muito clara a importância do treinamento de habilidades sociais no processo terapêutico e nós podemos identificar olhando para esses subconjuntos da efetividade interpessoal uma parte dos requisitos do que nós chamamos de competência social e muitas das habilidades que nós classificamos como assertivas Quais são esses três blocos o primeiro ela chamou de dearman que tem um eh eh São acrósticos né para as habilidades relevantes isso em inglês mas assim basicamente esse primeiro módulo expressar-se claramente afirmar os próprios desejos reforçar a outra pessoa eh eh manter-se autoconsciente
na relação eh demonstrar confiança negociar tudo isso tá nesse primeiro módulo vocês vão reconhecer aqui muitas das classes das quais nós já falamos ao longo deste curso o segundo módulo é o módulo give que são as habilidades para manter e efetivar relacionamentos sadios como ser gentil validar o outro olha aí a empatia facilitar propiciar todos esses comportamentos que são importantes para a qualidade de um bom relacionamento o terceiro módulo é o Fest é outra outra sigla que são as habilidades de promover a efetividade o autorespeito junto com a autoestima do outro Ou seja aquele olhar
que a gente fala que é ganha ganha na competência social ser justo também né equilibrar aí as trocas agir de acordo com valores tudo a ver com o nosso conceito de competência social ser verdadeiro que é a questão da coerência entre o pensar o sentir e o fazer enfim a a a marcha linehan Ela acabou então escrevendo mais recentemente um livro específico para a AD dbt focada nessa efetividade interpessoal [Música] também e Aqui nós temos a análise do comportamento e habilidades sociais na act terapia de aceitação e compromisso act é uma abordagem terapêutica que compreende
o sofrimento humano como resultado da inflexibilidade psicológica isso levaria a pessoa a uma esquiva experiencial ou seja uma fuga das experiências que POD podiam ser eh relevantes para superar os seus problemas há um processos que nós chamamos de fusão cognitiva que tem a ver com contoles inadequados e relações inadequadas que a pessoa vai formando ao longo da vida apego a um conceito rígido de si mesmo perda de contato com o momento presente e tudo isso levando então a dificuldade do indivíduo de agir de acordo com seus próprios valores frequentemente tomando decisões erradas ou que considera
erradas e com isso acumulando cada vez mais dificuldades na sua vida em termos teóricos essa abordagem se apoia Principalmente nos desenvolvimentos mais recentes da análise do comportamento sobre linguagem e cognição aqui com destaque pro que nós chamamos de teoria dos quadros relacionais ou ou rft ou teoria das molduras relacionais o que que essa teoria explica ela explica aquelas relações arbitrárias emergentes que se dão a partir da linguagem e cognição do indivíduo em que os eventos do ambiente passam a adquirir de forma indireta funções detin sobre o comportamento com implicações para emoções pensamentos e ento psicológico
então o objetivo da terapia ela vai ser exatamente aumentar a flexibilidade psicológica do cliente seu contato com os próprios valores emoções e sentimentos no momento presente daí a importância por exemplo do mindfulness nesse nessa abordagem com suas próprias reações psicológicas no sentido de aumento de consciência tudo isso como base para manter ou mudar os comportamentos de acordo com seus valores há todo um processo de enquadramento de Quais são os valores e para onde a pessoa quer ir O que que ela busca tudo isso para orientar o processo terapêutico Então a partir das formulações teóricas a
act acaba adotando técnicas de reformulação de falas pensamentos sentimentos tudo isso baseado na aceitação da realidade e das reações emocionais e comportamentais da escolha de uma direção de acordo com seus próprios valores e do comprometimento com essa mudança assim de uma maneira muito resumida esses seriam os aspectos eh fundamentais da ACT e aqui também para chamar atenção que a noção de aceitação significa não significa aceitar tudo e pronto não significa a consciência e A análise dos sentimentos que vão surgindo no momento seja ansiedade raiva frustração para o indivíduo poder ter uma ação mais consciente em
relação a eles sem fugir sem a esquiva experiencial ou a fuga desse sentimento S se esquivar da experiência emocional nesse sentido a flexibilidade psicológica a ação de acordo com os valores a regulação emocional a ação da consciência que são todos conceitos inerentes à terapia de aceitação e compromisso eles poderiam ser relacionados também ao desenvolvimento de competência social e a possível efetividade desse processo terapêutico embora É claro essa relação com competência social e habilidades sociais ainda sejam questões pouco exploradas pela pesquisa é uma um campo aí ainda a ser eh desenvolvido é a forma como eu
vejo na realidade eu falei dessas três teorias dessas três abordagens de uma maneira bastante resumida eu peço até desculpa da para aquelas pessoas que são especialistas em cada uma delas porque puxa será a Zilda simplificou demais não eu só fiz questão de trazer para o curso porque eu acho três abordagens extremamente relevantes no contexto da terapia e três abordagens que permitem fazer essa articulação com competência social e habilidad sociais Eu imagino que vocês possam fazer outras articulações e até eu gostaria muito de saber que outras relações vocês fariam de cada uma dessas abordagens com o
que a gente vem estudando nesse curso combinado então aqui uma série de eh referências para vocês que tem a ver com essa aula eh espero que vocês aproveitem muito eu reproduzir aqui também aquelas que eu já tinha colocado lá no começo tá tá tudo aí e eu gostaria de retomar então muitas dessas técnicas Na verdade nós vamos retomar muitas dessas técnicas nessa abordadas nessa aula nas próximas aulas ficou interessado ficou interessada comenta pra gente faz um post sobre isso