Vamos lá, então. Voltando aqui o a gravação, eh estamos dando continuidade aqui ao estudo sobre dialética e alienação. Eh, Genf.
E agora vamos tentar reconectar aqui, né? ão todas essas ideias aqui. Acho que o acho que o elemento que eu acho que é o mais talvez que para mim assim foi o mais impactante ou que que me marcou mais nesse texto da Star Hawk que a gente vai ler agora, que é o nem sei como é que eu boto isso aqui, que é o Dram in the dark, né?
Eu não sei como que traduz isso. Alguém aí fala um bom inglês aí? Draming the dark.
É, seria sonhando, sonhando nas trevas, sonhando no escuro, sonhando as trevas, né? Sonhando as É, sonhando as trevas. Não, não é Dram in the dark.
Dram in the dark. É assim, ó. Ah, Dram in the dark.
Tá. Dram in the dark. Isso.
Sonhando trevas, então. Ou ou só sonhando trevas, né? Sonhando as trevas.
Escuridão também pode ser sonhando. É, eu eu pensei sonhando a escuridão, né? Eu acho que é mais para trevas também.
Acho que é trevas. Não, não é escuridão. Então, mas é porque tem um poema do Ah, não, mas aí o X1 chega aqui, a gente só tentando traduzir, o cara chega com contexto de poema aí, pô, o seu tá certo.
Ah, eu já eu já aceitei, eu já aceitei que é o Malditosistas e suas fontes. É, é, eu e minha ped do ciência não vale nada não. Não, mas é que eu mandei, foi mal, pode mandar.
Não, então, ó, esse texto aqui, esse Dram in dark, ele pensa a consciência, tá, de um ponto de vista, né, do do contexto dela lá, da psicologia, de outros estudos que ela tem e da bruxaria, né? Mas acho que principalmente da bruxaria, que eu acho que vai ser os elementos que a gente vai trazer aqui. E e do meu ponto de vista, assim, esse estudo ele foi assim bem eh enfim, bem importante, porque ele me ajudou a trazer esse pensamento dialético, né, essa essa forma dialética de se pensar, eh, né, o, sei lá, a construção subjetiva interior que a gente tem do conhecimento, né, e que a gente pode ter das nossas próprias percepções, né, dos nossos nossos próprios pensamentos assim.
Então, me ajuda muito, sabe, justamente nesse processo de método assim, né? Então, é uma forma que eu tenho que que, enfim, que eu também fui desenvolvendo aí ao longo, né, desses desses, sei lá, 20 anos, né? Claro que para poder estudar a filosofia a gente tem que já, né, já tem que est com essa parte que ganha, tal, né?
Tem todo um, você, vocês entendem que são camadas assim que elas vão se sobrepondo, né? Então, todas essas coisas elas se relacionam. tu tem uma complexidade que produz uma simplicidade, essa simplicidade produz outra complexidade quando você acumula ela.
E aí essa é basicamente, por exemplo, para tentar dar um exemplo aqui, há um outro exemplo que talvez seja legal da gente dar nesse contexto. Eu eu falei que eu ia pular do capital, mas esse esse exemplo é bom demais pra gente pra gente deixar passar, que é o binário, né? Vamos lá, gente.
O binário a gente, talvez a gente ainda não saiba eh qual que é a totalidade possível de ser criada, né, com essa desgraça aqui. Mas você sabe onde eu quero chegar, né? Eu tenho até medo de comentar porque agora eu fiquei muito confuso.
Não, por que ficou confuso? É que eu entendi é tipo assim, né? A gente tá falando daquelas coisas que são a a célula germe até até aonde que ela, né, vai chegar em sua complexidade, né?
Isso aí no caso do binário, ele vai chegar na sua complexidade em quê? na arquitetura risk. Não, mas assim, eu tô falando assim, né?
É que são, é que é um elemento muito simples, né? É o quê? Sim.
É um e dois, né? Ou sei lá, é zero e um. Zer e um.
É. É. É.
Quando você falou binário, eu fiquei pensando justamente nisso aí, no valor de zero e um. É. Então, então vocês tem que pensar assim, é uma abstração absurda assim, né?
É tipo, é uma, é uma das abstrações, sei lá, é comparável com átomo assim, né? é comparável com uma parada muito louca assim, no sentido de que eh o vamos lá o computador, assim, a gente tá se comunicando agora porque a gente tem camadas e mais camadas complexas, né, de zeros e uns. assim, né?
Então, a gente tem que é isso que é o que é o o, né, acho que o elemento eh que é o interessante assim, né, desses dessas células germes assim, né? Então, elas são potências de conhecimento, de criação, de criatividade, né, que produzem, né? Então assim, tudo que tá acontecendo aqui agora na nossa relação aqui, usando o computador, usando o celular, usando, né, meios de comunicação, é usando, eh, enfim, né, a forma como salva na na memória RAM, como, enfim, a gente se comunica.
Tudo isso são tipo sequências de zeros e uns, né? A forma como você transforma essas sequências de zeros e um, dependendo de como elas estão, elas podem ser transformadas em imagens na tela. podem ser transformadas nos sons que a gente tá ouvindo.
Ela tem que ser convertida de sons. Você usa zeros e uns para converter sons em zeros e uns e depois você usa zeros e uns de novo para converter zeros e uns em sons de novo, né? Então tem vários processos complexos assim, né?
Acho que eh não que o assim não que os outros assuntos dos quais a gente tá falando não sejam complexos, mas é que eu não quis entrar na complexidade deles porque eu achei que ia ser muito abstrato pra gente conversar sobre isso agora, né? Nesse contexto ia ter que, mas eu acho que computação é uma coisa que tá no nosso cotidiano e a gente tem, né, enfim, vocês de um modo geral aí vão ter algum conhecimento disso assim. Então acho que é uma complexidade que é legal da gente conversar nesse nível assim de mais detalhes assim e vai ajudar na hora de ler o capital, por exemplo, né, e de ler outros textos de filósofos também, né?
Então é isso assim. Então acho que a ideia da é você vai combinando e recombinando essas sequências de zeros e uns, isso vai produzindo graus de complexidade. Isso tem etapas muito claras, né?
Então são você passa do do cálculo, sei lá, da de um circuito que que acende ou apaga uma luz e aí você vai combinando os circuitos que que que tem que acende, apagam luzes e isso vai gerando outros circuitos e você vai complexificando isso até você chegar nos transistors e ir lá e aí quer dizer e aí você me, né, tem a complexidade que você tá diminuindo isso. Enfim, acho que, né? É isso.
Não sei onde a gente já chegou na IA agora, né, com essa desgraça aí. Quem sabe, ó, considerando a ideia de alienação, né, que é uma ideia que a gente vai aparecer aí e a ideia de magia e transformação da realidade, coisas assim, não duvido que a Iá, que a Iá se torne aí uma forma de vida no futuro, sei lá, daqui alguns 1000 anos aí, talvez antes. Hum.
Mas aí eu tô viajando, tá gente? É ficção científica. Não, não me levem a sério.
Eh, beleza. Acho que se vocês quiserem perguntar mais alguma coisa aí também. Não, acho, acho que eu entendi.
Eu não sei se há isso tudo também. Eu tenho minhas dúvidas. Não, também é não.
Sim, claro, sem problemas. Mas enfim, quando tiver, quando a gente entrar no conceito de alienação, coisas assim, vocês vão ver que é bem eh o fetiche da mercadoria, né? Então, acho que esse é um outro conceito que que que tá relacionado com a alienação, né?
Uhum. eh, que é um pouco essa coisa meio mística, meio eh o o capitalismo ele é um ser vivo, né? Ele é uma ele é uma entidade viva, assim, que que foge ao controle das próprias dos próprios seres humanos que produzem ele, né?
Então, um pouco essa que é o o fetiche da mercadoria e é isso que é a alienação. E, né, aí a se tornar uma coisa autônoma, na verdade já existe uma coisa autônoma que é o capital e ela tá muito conectada com isso, né? Enfim, mas aí eu tô tô fazendo prognósticos.
Vamos voltar vamos voltar na na consciência lá. Então assim, essa célula germe, né, que eu tava falando, né, da gente pensar a nossa consciência interior ou a nossa consciência subjetiva, eh, é legal porque dá pra gente esse essa capacidade aí, essa esse método, essa forma, esse caminho de pensar tudo o que existe de forma dialética, assim. E no caso da da Starw, eu acho que ela faz isso com uma simplicidade, com uma elegância assim que eu eh que é que é difícil de ver no Hegel e no Marx.
do Marx mais ainda assim, porque o o acho que o grande problema do Marx assim, né, para para introduzir esse assunto assim, eh é justamente que a gente tá tá muito afundado na na concretude, assim, né? Então a gente tem muito, a gente já pensa muito imageticamente essas questões assim, o Hegel ele já é mais abstrato e acho que a combinação deles vai meio que encaminhando pra forma como a como a Starw eh trabalha esses termos aí. Eu acho que tá bom, gente.
Alguma dúvida disso tudo? Tá tudo certo? Algum comentário?
Ô, eu acho que eu tô ficando bom nisso aqui, hein? Ficou bonitão, né? É, rapaz, acho que depois depois de foi quantas, sei lá, umas cinco, seis reuniões já.
Então, isso também tem a ver com esse processo, né? Então, o que que é? Vamos lá pra gente pensar concretamente aqui a nossa questão, né?
Então, a célula germe é isso, né? Então, ah, a gente vai fazer uma reunião de leitura coletiva, aí começa com o professor lá, ã, olha aqui o texto, leia um texto, tal, tá aqui o texto, ó, vamos ler juntos aqui, pá, pá, pá. Aí as pessoas contribuem, falam: "Não, olha, se você fizer desse outro jeito aqui, fica melhor".
O próprio professor reflete sobre o que ele tá fazendo, fala: "Putz, que que vai ser mais didático? O que que vai ser mais, que que vai ser mais interessante? Como é que vai funcionar?
Não sei o quê. P p pá. Você reflete ali sobre o seu trabalho, o que que você tá fazendo, esse trabalho concreto, né?
A praxis. Nossa, gente, a praxis, como é que eu esqueci da praxis nesse processo todo que? Eh, a praxis ela é ela é fundamental em todos esses contextos aqui, né?
Então, a criança ela só consegue se desenvolver eh praticando e errando, né? Da mesma forma tem muita tentativa e erro, né? Enfim, a vida a vida do programador é isso, né, gente?
É tentativa e erro. Mais erro do que tentativa, mas enfim, a vida é assim mesmo. Eh, acertos nunca a gente coloca para funcionar.
É isso. Acertar, falar que a gente acertou. Eu acho muito então o o colocar para funcionar é o rodos, né?
O caminho, né? É o é o foi, foi, vai, continua indo, tá? Tá em pé ainda, tá funcionando, vamos lá, segue, né?
Isso é o rodos, né? Você vai vai, né? É o método de você fazer a coisa vai andar.
[Música] Eh, então a praxis, a praxis, a praxis, tá gente? A praxis não é simplesmente a prática, tá? A praxis ela é um processo, tá?
que tem a ver com esse rodos aí. Eh, nossa, não consegui nem falar sobre filosofia moderna. Claro que eu falei sobre o Hegel aqui, né?
Mas eu queria ter falado sobre outros fil tem, enfim, Decarts, eh, Decarts, principalmente, que eu penso logo existo, né, que tem a ver com essa consciência aí. A gente já vai chegar lá. Mas a praxis ela é uma unidade, tá?
A praxis, ela é uma unidade de teoria e prática. Ela é mais como se fosse um círculo, né? Eu não consigo desenhar um círculo.
Eu queria aquelas flechas assim, sabe? Que uma ponta pra outra. Será que eu consigo fazer isso aqui?
Olha só, gente. Talvez eu consiga. É.
É, depois também, Xu, recomendo muito pegar os plugins do Excalid Drw. Depois tem 79 bilhões de milhões de plugins que são muito massa. Não, calma aí, vamos, vamos com calma.
Eh, mas o que que é essa teoria prática, né? Então, você começa com a prática. A gente sempre começa com a prática, gente.
Isso é, isso é a materialidade, tá? Para você conseguir fazer qualquer teoria, qualquer reflexão, qualquer pensamento, qualquer qualquer coisa, você precisa primeiro primeiro você está fazendo alguma coisa. E aí quando você tem um termo na no cinema e na na literatura que eles chamam inmedia res, que é em meio às coisas, né?
Então, eh, quando você chegou já, já as coisas já estavam acontecendo, né? Quando você nasceu, você já tinha seus pais, eles já tinham a vida deles, já tinha história, já tinha um monte de coisa acontecendo. E a gente sempre chega no meio do caminho e a gente sempre sai no meio do caminho, né?
Então isso é, enfim, eu não vou ficar, não vou, não vou ficar existencial agora falar sobre a vida e a morte. Outro dia eu falo sobre isso, mas a questão é que a gente sempre começa na prática. Então a gente sempre já começa o que que significa já começar na prática ou na matéria, tá?
Vamos lá começar na prática ou na matéria. Significa que você quando você começou a enxergar, pá, nasci, não tô vendo nada, nossa, agora tô vendo, nossa, agora tô, você começa vendo embaçado, tal, enfim, eu não vou eu não vou eu não vou entrar no, no âmbito, no, no âmbito da, da, da, da experiência da criança assim, mas assim, quando você viu, você já tava enxergando, tava enxergando tudo em cor, já tava enxergando tudo em formas espaciais. Acho que quando você era criança lá, você tinha dificuldade de de, né, de locomoção, de espacialidade e tal, não tinha muita noção do que que é grande, porque que é pequeno, tal.
E conforme você vai crescendo, você vai percebendo isso. Mas quando você começa, já é complexo já, né? Então isso começar na prática ou na matéria.
Então é a complexidade. O Bruno falou aí, né, da complexidade, né? Então esse processo aqui da da desse caminho da consciência, ele vai, que nem eu falei aqui, do simples ao complexo.
Só que na verdade o o simples no qual você começa, ele já é complexo, porque em nenhum o simples, na verdade ele é uma abstração, né? O simples ele não existe. Isso é materialismo histórico, né, gente?
O idealismo é é é diferente um pouco. Ou sei lá, o idealismo ou a filosofia moderna que eu tava tentando que eu ia tentar chegar lá em algum momento, mas não vou chegar tão cedo. O simples não existe, só existe o complexo.
O simples ele só existe na consciência. né? E aí agora a gente já pode voltar lá pra consciência.
Então o simples ele só existe na consciência, porque a nossa consciência ela tem uma capacidade de abstração. E não é só a consciência que tem a capacidade de abstração. Nossa, a nossa percepção, o nosso corpo, ele tem capacidade de abstração.
Então, quando você consegue, por exemplo, eh, quando você consegue pegar uma coisa com a sua mão, isso é uma capacidade de abstração. Quer dizer, você está isolando um objeto e você tá, né, eh, conseguindo manipular ele porque você isolou ele. Ele ele agora ele é um objeto simples, né?
Quando ele tá jogado na cena, quando ele tá jogado na paisagem, é uma complexidade, né? E esse objeto simples que eu que eu que eu esse conceito simples de caneta ou sei lá, de de de coisa, ele mesmo em si mesmo, ele já é complexo, né? Então, aí pensando do ponto de vista do materialismo histórico, né?
Eh, então vamos fechar aqui. Então, a gente, então, quando a gente começa a teoria, a prática ela já existe há muito tempo. E na verdade a teoria já existe há muito tempo também, porque sempre que houve ser humano, que houve macaco, que houve homo erectos, homo sapiens, essas coisas tudo aí, ou enfim, desde que a gente existe, já existe a teoria também.
O que que é a teoria? A teoria ela é um acúmulo de consciência, né, de saber, né? Eh, consciência, ela é sinônimo de saber, né?
Ah, que é que é essa ciência que tá aqui, né, da consciência é o saber, né? No caso, a gente fala saber científico, mas essa ciência é esse saber, esse estar ciente, esse estar percebendo, entendendo alguma coisa ali, né? Enfim, esse esse conceito da da ciência é é muito amplo assim, né?
Tem muita coisa que dá para a gente explorar a partir disso. Eh, deu para entender a praxis, não, né? Mas assim, eu entendi.
Eu eu acho que sim, assim, a prática, quando quando a gente começa o estudo de qualquer coisa prático, já existe uma teoria por trás, ainda que seja uma teoria rudimentar, né? Eh, então a gente já sempre que a gente entra na história ou quando a gente entra na vida ou quando a gente entra em qualquer campo do conhecimento ou em qualquer campo, né, do saber ou em qualquer campo prático, já existe um saber e existe um um uma ferramenta que você explora aquela ferramenta, no qual no caso a nossa ferramenta primordial é o nosso próprio corpo, né, e a nossa própria mente. E o e o próprio ato de explorar essa essas ferramentas, ele é um ele é uma prática em si mesma.
Ele é um uma prática que é praxis, porque ela é um saber que é prático. Então quando você, que nem a gente tá falando do ombro lá, né, quando você alonga o seu ombro, você pela sua corporeidade você tá explorando a espacialidade do mundo, você tá explorando outras coisas. estão mesmo esses atos simples que a gente acha que são simples, na verdade eles já têm uma teoria que tem a ver com o nosso conhecimento prático das coisas e essas coisas elas estão interligadas, né?
Então é tudo complexo, sempre tudo é complexo e acho que esse é um dos acho que um dos aprendizados, um dos ensinamentos fundamentais aí da do materialismo histórico, né, dessas coisas. Mas aí, Xu, aí a teoria é como que ela liga em si, porque beleza, tudo é complexo, a gente tá, né, inserido sempre num contexto complexo, só que aí a gente tem que começar a tipo a entender esse esse esse esse ambiente que a gente tá, né? Sim.
Aí a gente tem um aspecto da que seria o pensamento, né? Opa. E a realidade?
E acho que isso aqui vai. Nossa, perfeito, Bruno. A gente tá chegando na A já tá falando.
Oi. Levantei, ó. Levantou o quê?
Levantei a bola. Agora você a gente tá fal a gente já tá falando sobre o texto da Star Hawk, tá? Porque é sobre isso aqui o o texto dela, né?
Sobre essa relação entre pensamento e realidade, né? E a gente já tá falando, enfim, né? Claro, a gente já tá falando sobre várias coisas aqui, né?
E é, na verdade, tudo isso aqui tá relacionado com E aí essa coisa, né? Tá, pera aí, você perguntou da teoria, como é que se forma a teoria, né? Então, a teoria ela é uma construção, né?
Então, a gente constrói um saber sobre as coisas, né? Um saber teórico nesse sentido, eh, acadêmico, né? Ah, é um o Marx foi lá e ele estudou o capitalismo e ele escreveu um livro sobre o capitalismo, né?
Sobre o capital. Eh, só que aí que tá a questão é é muito parecida com essa coisa de você fica revisando, né? Então você produz eh, passar um exemplo aqui, a gente acho que eu tô cansando já.
Talvez o do binário pode ser um exemplo bom, porque a gente começa com a prática, né, que já é complexo binário. Aham. E aí a gente começa a entender melhor esse esse estado do binário.
E aí a gente começa a juntar mais binários. começa a a partir da teoria, né, praticar outras outras complexidades, seria tipo algo assim. Então assim, eu tô eh agora vamos voltar.
Então, acho que é isso aqui, ó. O binário, que nem eu falei, né, é a coisa mais simples que existe do do da computação, né? sem binário não não existe computação.
Eh, ou pelo menos essa computação concreta de computadores físicos que existem na realidade, né? Talvez possa haver outras computações que usam outras formas de número, né? Mas o que eu tô querendo dizer é esse essa vocês vocês estão vendo que tem uma uma conexão entre o binário e e a máquina, né?
E a máquina ela só é do jeito como ela é por causa do binário. E o binário ele só é importante por causa da máquina. Então isso é uma relação complexa.
Mas eu tô falando assim, por exemplo, então existe um saber sobre o binário que é que é que é anterior à computação, né? Uhum. Então sei lá, os gregos, os egípcios, os outras outros povos, né?
Eles têm um saber sobre o que que é a numerologia, o que que é o binário. Inclusive, tem um texto do Libnis sobre o binário. Eh, o Libnis ele é um dos inventores do cálculo, infim, né?
o cálculo diferencial integral, se eu não me engano, os matemáticos aí, os engenheiro que me que me corrijam se eu estiver errado. Eh, ei, é infinitezimal e diferencial integral é a mesma coisa, gente. Oi.
Eh, cálculo infinitesimal e diferencial integral é a mesma coisa? Não, não, não, não. E qual que o L inventou?
Não, o não. O o cálculo diferencial é o Newton, né? É os dois, tá?
É porque tem aquela treta lá e tal, né? Eh, até onde eu sei a história, os dois inventaram o cálculo diferencial ao mesmo tempo, sem se comunicar, né? E aí acho que o Newton acho que conseguiu, deve ter conseguido patentear antes, alguma coisa assim.
Foi, foi um negócio assim, é o Nilton, eles até trocaram cartas e tal para falar sobre isso, só que aí o Newton, ele não é que patenteou, né, mas ele era ligado a uma universidade, aí meio que ficou o nome dele. É, mas fim decimal é o cálculo em fim decimal, eu eu não sei exatamente do que que você tá falando, mas é eh seria a parte da questão dos limites, né? Teu cálculo no limite.
Isso é isso é antes do cálculo diferencial integral. Entendi. Não, mas é isso, né?
Eh, então assim, antes da existência do binário, eu já tinha muitas complexidades na matemática. E o binário ele é uma, digamos assim, é uma é uma é uma fórmula simples, é uma forma simples de você expressar e o mesmo cálculo matemático que a gente faz. E aí o Libnis, inclusive, ele tem uma exploração que ele faz, né, dessa dessa ideia que ele usa o binário para fazer cálculos normais, assim, ele fala: "Caralho, todo mundo tinha que usar isso aqui porque isso aqui é muito mais fácil de usar e é muito mais rápido você fazer cálculo usando esse negócio".
Eh, isso muito antes da computação, né, muito antes do Alan Touring, enfim, de outros eh de outros pensadores aí da matemática e do cálculo que inventaram a computação, né, eh, a computação moderna, né, enfim, acho que acho que o Peralta tava comentando os negócios aqui. Computação clássica, computação quântica seria não binária, mas bizarro. É, eu não vou entrar nesse nesse nesse negócio aí.
Tá bom, gente. Acho que eh então o simples, a teoria, no caso, eh Bruno, é isso. A gente vai reconstruindo a a teoria, ela é um tipo de reconstrução abstrata do concreto, né?
Uhum. E aí a gente faz essa reconstrução abstrata do concreto, a gente transforma essa reconstrução que a gente faz numa hipótese e a gente testa essa hipótese, né? E aí quando a gente testa essa hipótese, a gente confirma essa construção abstrata que a gente fez.
E essa essa construção abstrata que a gente fez depois do teste eh que a gente faz, né, empírico que a gente faz, essa abstração, eh, essa construção abstrata, ela se transforma em uma em uma forma ideal concreta. Eh, eu posso só fazer, eu eu para ver se eu entendi Xu, eu queria só fazer o comentar uma coisa sobre essa relação da da teoria e da prática. Claro, claro.
Eh, pelo que me parece na construção que você fez, para que eu peguei o bom de andando aqui, mas na construção que você fez me parece que é assim, que a teoria constrói a prática que constrói a teoria. Então, é meio que um ciclo. Isso.
Aham. Então você, vou pegar um exemplo bemulo aqui, mas eu acho que que ele vai servir bem para entender isso. Por exemplo, se a gente pega eh o levantar de uma pedra, primeira pessoa que lá que teve que levantar a pedra, ela pegou eh se abaixou, pegou a pedra e levantou e saiu carregando, né?
Sim. Aí veio lá alguém e e começou a ver que as pessoas estavam sentindo dor nas costas. Então ela ela escreveu aquela teoria de como levantar pedra, mas ela viu que não era a eh a prática ideal.
E aí a partir disso foi se estudando outras formas de levantar pedra para construir outras teorias e testar na prática. Seria mais ou menos isso, não é isso? É, eu acho que do ponto de vista eh tipo como metáfora, eu acho que é um pouco isso mesmo.
Claro que, né, na na prática a teoria é outra. Sim, sim. a teoria mais concreta, né?
Pelo menos que uma coisa que o X1 falou também é que começa na prática, né? Isso. Isso daí para mim é que é importante também da gente entender.
A gente não parte da teoria, né? A gente já parte do mundo material que existe pessoas carregando pedras. Isso.
Aham. E essa reflexão, né? Por exemplo, o Peralta trouxe assim: "Ah, aí pessoas perceberam que tava tava eh vocês têm que também pensar, Peralta, que é uma coisa coletiva, né?
" Uhum. Também nunca nunca parte do do indivíduo isolado, né? O indivíduo isolado ele é uma invenção moderna, é uma invenção, né?
do não tinha como sobreviver antes da da do da modernidade se você quisesse morar sozinho. Nas claro que acontecia casos, né? Mas eu tô dizendo assim, na maior parte das vezes é sempre coletivo.
Então o saber ele é uma coisa coletiva, a prática ela é uma coisa coletiva, né? Então tem toda essa essa essa questão que é importante também. Então, então assim, não é uma pessoa que levantou a pedra pela primeira vez, né?
É um, toda uma espécie animal que tem essa capacidade, né? E essa e isso vai acontecer tudo tudo ao mesmo tempo, assim, né? igual o Libes e o Newton eh descobriram os dois ao mesmo tempo, sem se conversar que que que o que que era o cálculo diferencial integral.
Da mesma forma, o ser humano, vários seres humanos ao eh sei lá, em em regiões geográficas diferentes, levantaram pedras ao mesmo tempo em comunidades humanas diferentes e eles viram que aquilo era útil e eles começaram a usar aquilo e e deu certo e foi muito legal e e enfim e estamos aqui hoje por causa disso. É um pouco essa que é a relação da complexidade, assim, né? Então essa complexidade ela vai se acumulando, né?
eh, ela é cultural e ela é natural ao mesmo tempo, né? Então isso isso é muito legal do materialismo que eu acho que que, né, que aqui eu vou começar a entrar nas frases de efeito, né? Eh, o natural é cultura, não, a natureza é cultura e a cultura.
Aí tem uma coisa da da do conceito marxista de de ser humano. O o Marx mesmo no texto do Marx tá escrito homem, né? Mas a gente vai ser aí estamos lutando aí por uma linguagem mais neutra, não binária, mais inclusiva.
Então vamos usar ser humano em vez de homem, tá? Mas quando tiver no texto lá, eu não me importo que leiam de outro jeito. Aí, eh, não tenho problema.
Mas ser humano, eh, o Marx, ele tem um conceito de ser humano, de que o ser humano é diferente dos animais, mas ele não explica isso muito bem assim. É uma e e é difícil de entender, mas essa relação entre natureza e cultura, assim, ele entende que natureza e cultura é a mesma coisa. Cultura e natureza é a mesma coisa.
Isso tá lá no Darwin também. Enfim, né? Então assim, nós somos parte da natureza e a natureza é o que permite que a nossa cultura exista.
Então, para que nós possamos ter cultura, para que nós possamos ter ciência, para que nós possamos ter tecnologia, a gente precisa de um corpo natural que é capaz de vocalização de vogais e consoantes. Para poder fazer filosofia, eu preciso ser capaz de vocalizar vogais e consoantes. Então, essas coisas elas se misturam.
Não existe separação entre ai, porque o ser humano é um ser racional, né? A frase, uma das frases que eu mais gosto do do Hegel, tudo o, opa, que é real. E aí o conceito do Hegel de racionalidade, mas a realidade é isso, né?
Então, a realidade é esse todo complexo do qual a gente não consegue eh a gente não consegue acessar, né, a profundidade da complexidade da realidade, né? E a racionalidade ela é um reflexo dessa complexidade, né? E entender que tudo é real e que tudo é racional significa, não significa entender que tudo é simples e que dá para entender tudo fácil.
Não é isso. É o contrário, né? Quer dizer que a gente precisa de muito esforço e muita razão e muito pensamento e muita reflexão para conseguir dar conta de explicar a complexidade do real e a complexidade a complexidade de uma usina hidrelétrica ou a complexidade eh de um avião ou comple todas essas complexidades, né, de coisas, a complexidade da IA, né, essas complexidades elas só existem porque eh porque a nossa razão ela se se baseia e se e se se funda na complexidade da própria realidade.
E aí a gente reflete sobre isso, a gente rebate e devolve isso pra natureza e a natureza devolve pra gente, a realidade devolve outra coisa pra gente e a gente vai interagindo nesse nessa comunicação e a gente vai produzindo essas complexidades, porque tudo que é racional é real e tudo que é real é racional. né? E é são reflexos, né?
Então, o reflexo quer dizer que eh a realidade aqui a gente tá, eu tô mais ou menos pensando na matéria, né, né, na materialidade, materialidade na materialidade e na [Música] na materialidade. Então aqui é o lado da realidade e o lado do pensamento é o lado da idealidade. Então assim, no Marx, né, no marxismo ainda, apesar de que a gente diz que o Hegel é idealista e que o Shelling é idealista e que outros filos tem o idealismo alemão, que é um uma corrente filosófica que é precursora do Hegel, né?
O Hegel, na verdade, ele é ele é um ele é um idealista alemão, né? Opa. Ele é, digamos assim, o último [Música] filósofo mais famoso aí dessa corrente do idealismo alemão.
Claro que tem os seguidores do Hegel, tem os jovens regelianos, tem, enfim, né, um monte de coisa aí depois do Hegel, a partir dele, mas ele é, digamos assim, um marco histórico que a gente tem aí do idealismo alemão. Mas não é porque o Hegel é ideelista e o Marx é marxista que o Marx não tem uma teoria do conhecimento, né? Uma teoria do pensamento humano, de como que o pensamento humano funciona.
E tudo isso aqui que eu tô falando para vocês, na verdade é uma em filosofés a gente chama de epistemologia, né? e traduzindo para o português, é teoria do conhecimento. A partir disso, vocês já podem entrar lá no [Música] no naquela pasta que eu fiz ali de introdução à dialética.
Deixa eu jogar ela aqui. Tem um vídeo filosofia marxista da ciência da aurora do conhecimento. Deixa eu jogar ele aqui já.
OK. Aqui introdução à dialética. Eh, tem um vídeo ali que chama Filosofia Marxista da Ciência um, que é a teoria das obstrações.
Eh, com tudo que eu passei para vocês hoje, vocês já conseguem assistir esse vídeo. Ele é um vídeo um pouco mais comprido, assim, um pouco mais complexo. Tem uns textos lá também que dá para ler e tal, mas eu acho que já dá pra gente eh partir pra leitura do texto da Star.
Acho que mais uns a gente não vai conseguir entrar no Marx hoje, mas a gente já falou bastante de Marx também. Enfim, né? Tá tudo conectado, gente.
Se se alguma coisa que eu digo faz sentido. Eh, eita, eu abri os negócios aqui, não achei Starrock. Pera aí.
Ah, não, Starock tá no Ah, alguém tem fácil aí? Tá outro aqui. Achei.
Vamos lá. Alguém lê para mim aí. Eu leio.
Pode deixar. Ah, você quer que eu l os dois parágrafos? Isso.
Começando aqui no prólogo. Esse aqui é, então, esse é o livro da Star Hawk, né? E sonhando a escuridão.
Esse aqui é o meu nome. André Xurra de quem ining the dark. Beleza.
Prólogo. Sonhando a escolidão. Esse é um livro acerca da conjunção entre o espiritual e o político.
Ou melhor, é um trabalho que tenta se mover num espaço onde tal separação não existe, onde as histórias de dualidade que nossa cultura nos conta não mais eh não mais nos obrigam, binds, a repetir os mesmos velhos enredos. Uhum. Tal espaço é escuro e quase esquecido, mas o seu íntimo reside um poder que ocorre que corre contrário ao princípio da nominação sobre a qual nossa sensibilidade está fundada.
Essencialmente, este é um livro sobre poder. Fala sobre a diferença entre superper íntimo e sobre as histórias e formas de pensamento que concedem poder, sobre princípios éticos que se fundam eh no poder íntimo. Embora se eh se movimente no escuro, não é?
Embora se movimente no escuro, é também sobre visão e ação, ou seja, sobre magia, a arte de evocar poder íntimo e usá-lo para transformar a nós mesmos, nossa comunidade, nossa cultura, usando-a para resistir à destruição que aqueles que detém o superper estão impondo sobre o mundo. essa esse par de conceitos aqui, né, que ela tá mobilizando aqui, que ela chama de que eu traduzi, né, por super poder e por super poder e poder íntimo, tá? na no texto original em inglês, eh, power over e power from within, né?
Eu acho que é assim que tá lá no no original. Eu não sei se tem fácil aqui agora. Não sei onde é que tá agora.
Acho que tá lá no meu quarto. Não vou não vou lá buscar agora. Mas enfim, outra hora a gente vê confirma isso.
Mas o então o texto original é isso, né? Então é power over, que seria esse poder político de dominação, de controle, né? Que é o poder que o que o o capital exerce sobre a gente, que que um governo pode exercer sobre você, que a polícia exerce sobre você, né?
eh esse poder de coersão, né? Um poder de dominação, de controle, de coersão, de intimidação, né? De violência.
Esse é o esse é o poder, esse é o power over que ela tá chamando aqui. E ela tá contrapondo a esse poder, né, de controle, de dominação, um power from within, que ela tá chamando de poder mágico ou de poder interior, de poder, né? E e vocês podem ver pelo texto aqui que não sei, né, até agora, né, não tem nada para mim, não tem nada místico assim, né, aqui nesse contexto, eh, o, o, a magia ou esse power from é tipo essa esperança que a gente tem de um mundo melhor, essa, né, essa visão que a gente tem de que a gente quer transformar a realidade, né?
Então, acho que isso que eu acho que, né, são elementos da magia e da, né, desse texto aqui que eu queria trazer pra gente hoje, assim, eh, ih, e acho que perdemos, perdemos, perdemos alguns navegantes já, mas tudo bem. Eh, o ele teve que ele foi lá paraa reunião do Shquin, que vai começar daqui a pouco. Uhum.