Olá aluno na aula de hoje vamos falar sobre agentes que atuam no sistema gástrico e agentes que atuam no sistema entérico parte dois de acordo com o seu plano de ensino na aula anterior nós falamos um pouquinho dos antifiséticos e antiespumantes nós falamos do estimulante de apetite e nós falamos dos procin de ação no trato gastrointestinal na aula de hoje nós vamos iniciar com os antiácidos um detalhe importante dos antiácidos é que a gente tem um um limite de utilização um um um como se fosse um tabu né a gente não utiliza tanto antiácido na
medicina veterinária Quanto é utilizado em humanos Mas o problema disso é justamente porque nos eh animais eles não vão falar pra gente que eles estão com incômodo gástrico Ou seja a gente utiliza antiácido geralmente como uma forma preventiva caso a gente vá entrar com medicações potencialmente irritantes do trato gastrointestinal ou caso a gente for entrar com antiinflamatórios por um uso aí prolongado a gente entra às vezes com antiácido eh eh uma forma de de ajuda aí os antiácidos Mas a gente não entra para tratar acidez porque a gente não não tem muito como saber que
esse animal está sofrendo com acidez gástrica não não não dá né eles não vão eh eh dizer pra gente que eles estão sentindo isso geralmente quando a gente vai chegar num problema clínico ele já está mais grave um pouco então a gente tem essa limitação no uso de antiácidos mas a gente tem esses usos Principalmente quando a gente vai prevenir eh eh algum caso eh eh por por medicação outro exemplo importante do uso de antiácidos na na rotina é quando a gente quer prevenir acidose ruminal que aí sim eh a gente vai prevenir a acidose
ruminal porque esse animal vai ter uma alteração na alimentação né algumas algum vai sofrer algum mecanismo alguma uma fase da alimentação que pode ser que ele desenvolva acidose ruminal então a gente utiliza como preventivo novamente sistêmicos e não sistêmicos então os antiácidos têm ação sistêmica ou não sistêmica ou seja ou eles agem no organismo como um todo ou eles agem somente no estômago tá local e eles aumentam o PH gástrico ou seja o ácido clorídrico que é o o o o sintetizado e liberado no estômago para ação de digestão ele é um ácido que diminui
o PH gástrico Então os antiácidos eles vão aumentar esse PH para evitar algum processo de acidez então eles têm ação de neutralização do ácido clorídrico nessa figura então que vocês estão visualizando eu tenho uma representação de uma célula do estômago essa célula parietal aí tá e do lado esquerdo aí bem no canto superior eu tenho direito desculpa do no canto superior direito de vocês eu tenho escrito lumem gástrico seria representação da parte de dentro de um estômago viu gente então eu tenho dentro da célula todos os mecanismos representados paraa liberação e formação do ácido clorídrico
Então eu tenho uma bomba de controle de cloro e potássio entrada e saída de íons de cloro e potássio para dentro da célula e eu tenho uma bomba de eh eh hidrogênio potássio e atpase que vai soltar hidrogênio h+ no Lumen gástrico e retornar com o potássio k mais para dentro da célula par etal E aí o que que acontece eu tenho a formação do ácido clorídrico no lumem gástrico tá E aí eu tenho uma célula epitelial superficial que é responsável por liberar o bicarbonato que é o hco3 e o muco que são responsáveis por
proteger a mucosa gástrica porque o ácido ele pode lesionar a mucosa se fosse liberado na mucosa sem nenhum tipo de proteção ele causa úlcera gás que ele causa irritação posterior úlcera e pode até perfurar a mucosa do estômago então ele como proteção tem essa produção de muco e bicarbonato para funcionar como um tamponamento e equilibrar esse PH tá então eh eu tenho assim uma regulação da secreção de ácido clorídrico Como dito aí na na na figura 32.2 né na legenda no estômago e locais de ação de alguns medicamentos então aí eu tenho representado antagonistas muscarínicos
eu tenho misoprostol eu tenho eh Omeprazol e Lansoprazol que são medicamentos que podem ser utilizados que vão afetar alterar essa secreção de ácido clorídrico e de muco e bicarbonato tá aí eu tenho por exemplo uma célula que tem liberação de estamina essa estamina ela é responsável por estimular a bomba de hidrogênio e potássio com liberação de hidrogênio para o luming gástrico eu tenho a gastrina que vai também estimular eu tenho eh a ação de antihistamínicos eu tenho a prostaglandina e o PG que vai agir nessa formação principalmente do muco e do bicarbonato então eu controlo
todo esse processo e aí entra o alguns medicamentos que agem na bomba né de prótons aí no caso do Omeprazol e lanzoprazol eu tenho alguns antistamínico que vão diminuir essa ativação do H2 consequentemente diminuir essa produção de ácido clorídrico E por aí vai na estimulação e proteção do do estômago né da mucosa do estômago então a gente viu a presença do bicarbonato como uma forma de controle do PH do estômago né além do muco como proteção e a gente pode fazer a utilização do bicarbonato de sódio como um antiácido tá só que ele tem ação
sistêmica então aí eu faço Qual que é o problema da utilização do bicarbonato de sódio pode levar a distensão abdominal porque eu tenho aumento na formação de gás carbônico na ação né Desse bicarbonato com ácido na formação no sistema então eu tenho aumento da produção de gás e consequentemente esse animal pode aumentar a eructação eh eh ou a distensão mesmo tá atua em uma molécula de ácido clorídrico Ou seja no caso do bicarbonato a dose do bicarbonato vai atuar em uma molécula cada uma molécula de bicarbonato AGE em uma molécula de ácido clorídrico a gente
vai ver que tem outros antiácidos que agem em duas moléculas de ácido clorídrico ou até três hidróxido óxido de carbonato de magnésio né ou hidróxido de de magnésio óxido de magnésio ou carbonato de magnésio eu posso ter os três tá a ação demulcente adsorvente e laxante tá é mais seguro que o bicarbonato e ele atua em duas moléculas de ácido clorídrico tá então por exemplo demulcente o que que é uma ação demulcente ele faz uma película de proteção no estômago né além dessa ação antiácida adsorvente ele reduz a absorção tá de alguns eh componentes então
auxilia nesse nesse processo de proteção Mas pode atrapalhar em questão de nutrição tem que tomar cuidado com isso e o efeito laxante também que ele pode ter além disso a gente tem o hidróxido de alumínio hidróxido de alumínio é ainda mais seguro que os que eu falei anteriormente tá e a gente tem uma ação também demulcente adsorvente só que aqui no caso eu não tenho ação laxante eu tenho uma ação constipante então também tem que prestar atenção nessa ação e o hidróxido de alumínio a gente tem uma ação em três moléculas de ácido clorídrico tá
efeito adstringente interfere na absorção de fosfato Então tem que tomar muito cuidado nessa questão da absorção de fosfato porque eu vou alterar fosfato vou alterar cálcio e né se eu for utilizar por um período prolongado eu posso ter essa deficiência aí então tomar cuidado com a utilização no caso de hidróxido de alumínio porque ele vai quelar né ele vai impedir a absorção de fosfato no trato gastro intestinal carbonato de cálcio Qual que é o problema do carbonato de cálcio primeiro tem um risco grande porque ele tem um efeito reverso eles encontraram um efeito reverso né
nos estudos eles viram que tem a possibilidade de um efeito reverso O que que seria esse efeito reverso eu vou eh eh adicionar o carbonato de cálcio aparentemente ele faz a redução né da da da acides aumenta o PH mas ele libera ele favorece a liberação de ácido clorídrico Então eu tenho como efeito entre aspas rebote e quando ele se liga o ácido clorídrico do estômago e vai pro intestino ele pode liberar esse ácido clorídrico dentro do intestino e o intestino ele não está preparado para um pH baixo paraa presença de um ácido e aí
o que que acontece eu vou ter lesão da mucose intestinal então eu não tenho mais muitas ações do uso de carbonato de cálcio tá então a gente evita além de interferir na absorção de fosfato também bloqueadores de ácido clorídrico os bloqueadores de ácido clorídrico eu tenho and agonistas estamin éticos do tipo H2 lembra lá na imagem que a gente tem a estamina como uma forma de estimulação na bomba de potássio e hidrogênio quando eu eu libero hidrogênio pro lumem do lumem gástrico né então quando eu bloqueio essa estamina eu bloqueio essa bomba de uma certa
forma Então eu tenho diminuição na liberação de hcl de ácido clorídrico exemplos desses antagonistas eu tenho cimetidina Ranitidina e a famotidina tá então eh eh São inibidores né do tipo de stamina eu vou inibir a estamina e eu vou agir na estamina no caso de inibidores da bomba gástrica de hcl eu vou agir em outra parte então esses eu vou inibir aquela bomba de potássio e cloro Então quais são esses Omeprazol e bloqueia reversivelmente a bomba de prótons então eu tenho esse controle dessas bombas paraa liberação de ácido ainda eu tenho o sucralfato que entra
como um bloqueador de ácido clorídrico só que o sucaf ele é uma associação de hidróxido de alumínio e sacarose sulfatada tá ele tem essa ação antiácida além de ser um bloqueador tá então ele é um bloqueador hcl e tem a ação antiácida do hidróxido de alumínio produz uma barreira física sobre a mucosa exposta ou seja ele tem essa ação de proteção diminui diminuição da difusão de hcl da passagem de hcl para o Lumen do estômago tá e eu tenho aqui as indicações né quando utilizar os bloqueadores de ácido clorídrico com os antiácidos então em gastrites
é recomendado o uso de bloqueadores de ácido clorídrico em úlceras é necessária a associação de bloqueadores de ácido clorídrico com antiácidos e refluxo isofagite é recomendado bloqueadores E antieméticos no caso desses animais que TM possibilidade de hes chegamos ao final da nossa aula até o próximo vídeo e bons estudos