E aí e pronto bom então hoje o tema da na sala vai ser violência sexual contra a mulher o atendimento no caism Unicamp quem vai dar essa nossa aula vai ser a professora Renata de Azevedo ela é graduado em medicina pela unitau tem residência médica e psiquiatria pela Unicamp aperfeiçoamento em tóxico Manias pelo Centro Médico de Marmota essa opção a pronúncia que eu já invadiram esteja Errado não sei se ela tem doutorado em Ciências Médicas pela Unicamp também aperfeiçoamento do uso de drogas na adolescência por Harvard e atualmente é livre-docente em dependências químicas pela fcm-unicamp
supervisionado também graduandos e residentes no velório de psiquiatria do Adolescente do HC e no atendimento psiquiátrico de mulheres que sofreram violência sexual no país pela professora muito obrigada por estar aqui hoje Obrigado a todos que vieram Assistir à aula e prestigiar esse momento agora eu abro para você Obrigada Raquel Eu Quero Agradecer o convite no seu nome na da liga eu gosto muito de participar das atividades da liga eu acho que é um complemento muito bacana as atividades regulares de graduação Então eu fico muito feliz de poder participar e mais feliz pela escolha do tema
eu acho que é esse é um tema tristemente frequente e muito importante que a gente como Sociedade como Profissionais de Saúde tenhamos mais informações para poder ajudar no que for possível essa situação que envolve a violência sexual sobre a mulher eu vou começar a compartilhar já e falou a partir daqui dos dados e E aí E aí é tão visualizando adequadamente Ah sim professora tá tudo certo então é e a conversei com a Raquel eu que eu ia falar um pouco sobre a experiência de Trabalho em violência sexual que a gente tem no caism da
Unicamp E para isso eu vou iniciar falando não do nosso próximo trabalho mas vou contextualizar a onde se insere esse trabalho então eu vou trazer alguns dados sobre violência sexual para poder deixar mais claro Aonde esse trabalho se coloque Qual é a sua importância então uma primeira parte é uma parte que não é a parte do caism a parte dos dados sobre violência sexual e em seguida eu vou entrar na nossa Atividade cotidiana lá no país para que vocês conhecem o primeiro aspecto Que importante a gente localizar é um dado Global sobre violência contra a
mulher ela é uma ocorrência muito frequente vocês vêm aqui na nesse primeiro nessa primeira apresentação que há uma variabilidade entre as regiões do mundo mas a despeito disso há uma certa regularidade nessa ocorrência ela é mais democrática do que a gente imaginaria E então a média de Dados com relação à violência que eu tô falando de violência Ampla é o uma em cada Três mulheres já tem sofrido algum tipo de violência de qualquer natureza quando a gente migra para os dados específicos de violência sexual no mundo aí vocês vão ver que a variabilidade geográfica geográfico
e cultural na realidade né É É um Buzz o maior mas ainda assim permanece sendo muito frequente Então os dados estimados eu vou falar um pouquinho de depois Porque que a gente fala quase sempre de dados estimados apontam que uma em cada 14 mulheres no mundo já foi vítima especificamente de violência sexual então esse dado é um dado estarrecedor a gente está falando de algo como a prevalência muito elevada O que torna muito importante que a gente tenha informação de qualidade sobre esse assunto para poder ter uma percepção a melhor sobre o que acontece e
pensar de fato o nosso papel no sentido de apoiar E principalmente de tentar evitar que isso aconteça a aos dados de violência sexual especificamente são variáveis por região são variáveis em relação à cultura são variáveis em momentos históricos a gente sabe por exemplo que em períodos de guerra a uma mudança a conformação dos dados de violência e a gente tá vivendo hoje também um período de exceção que é o período o pandêmico e estão se acumulando já dados sobre o que que esse período a impacta nas Ocorrências de violência e de violência sexual então a
os indicativos são de um aumento dos dados de violência principalmente a violência a intradomiciliar a com agravo bastante importante que é uma maior limitação no acesso aos serviços de apoio sejam eles Serviços de Saúde serviços jurídicos legais ou mesmo a rede de apoio que costuma ser uma rede bastante protetiva com relação às ocorrências de violência sem falar Claro na ausência das Crianças Em ambiente escolar Que costuma ser um espaço precioso de detecção de situações de violência envolvendo e pensam os educadores são pessoas muito atentas para observar quando uma criança dá sinais de ocorrência de violência
principalmente intrafamiliar Então nesse cenário que a gente está vivendo de pandemia existe todo uma combinação de fatores que indica a o aumento da do número de ocorrências e provavelmente de menor busca de ajuda o que vai Certamente impactar em algumas problemas no futuro não não não muito distante quando a gente olha os dados aqui aproximando mais a nossa região os dados do Brasil Brasil é considerado nas taxas globais naquela variabilidade um país com dados com a prevalência média ou média baixa embora a gente tenha problemas de notificação mas há indicativos de que a notificação a
busca de ajuda EA transparência Só precisava esteja um pouco melhor certamente O ideal Mas um pouco melhor para quando a gente olha essas informações sobre aumento de notificação a gente também tem que ficar atento a gente está falando de aumento de ocorrências ou aumento de casos notificados por algumas das vias onde as notificações podem acontecer quem tiver interesse sobre esse assunto e for procurar um pouquinho na literatura vai ver que a gente tem um volume muito maior de informações sobre violência sexual contra crianças e Adolescentes do que contra mulheres adultas por conta até de uma
série de medidas e políticas específicas para esta faixa etária então no Brasil a gente tem muito mais dados a recortados por faixa etária e a gente já tem algumas informações sobre violência contra mulher é que eu não tô falando só de violência sexual no Brasil Esses são Dados bem do comecinho da pandemia Março Abril do ano passado apontando um aumento nas taxas de feminicídio e deixa Em busca de ajuda e uma diminuição no registro de casos de estupro e lesão corporal ou pelo menos de menor notificação de novo no finalzinho eu vou apresentar para vocês
alguns dados preliminares que a gente já tem aqui do nosso serviço no caism quando a gente fala de dados epidemiológicos relacionados à violência sexual é importante ter em mente de que recorte a gente tá falando então vocês vão ver que tem uma variabilidade muito grande e Normalmente quando a gente olha as informações sobre violência o que elas constituem na realidade é uma grande pirâmide com uma base na qual estão os dados de violência sexual que acontece e que muitos deles na realidade infelizmente provavelmente a maioria deles não são notícias modificados nem noticiado de nenhuma forma
tão são ocorrendo nas situações que acontecem e aqui eu vou falar quase É possivelmente de violência contra Mulher porque é o o pano de fundo do trabalho no caism Então são situações que acontecem em que não há nenhum tipo de busca de ajuda um outro recorta um pouquinho mais acima são os dados notificados em trabalhos epidemiológicos populacionais que apontam aquela taxa estimada em torno de uma e cada 14 meninas aí a gente vai subindo um pouquinho mais nessa nessa pirâmide aí dados notificados por recortes específicos então dados notificados da Polícia por exemplo Nados notificados para
serviços de saúde geral por exemplo atenção primária e dados notificados em serviços específicos como nós e a pensando no nosso recorte que a o recorte dos Profissionais de Saúde a uma baixíssima taxa de informação dessa experiência e aos médicos fora dos serviços específicos países são Dados aqui de atenção primária apontando uma taxa de repórter de pacientes que reportam essa Informação de menos de nove de menos de 10 porcento das ocorrências a maioria das vezes porque se dado não foi indagado embora a gente sabe que ele está na base de uma grande número de queixas de
saúde mental e queixas ginecológicas para se restringe apenas a dois grupos mas também que as outras doenças crônicas morbidades físicas quadro somático de um quadro de somatização e também uma dificuldade de falar sobre as informação e esse é algo Que permeia toda a questão que envolve a violência sexual é a dificuldade de abordar esse tema por conta de um estigma que acompanha fortemente muito e eu quando a gente fala de violência sexual a gente não pode perder de vista que a gente está falando de um tipo de violência que tem uma particularidade que a torna
muito especial e que está na base de muitas das consequências que vão ocorrer é o fato de que a Diferentemente da maior parte das outras violências em Que a vítima é frequentemente responsabilizado então a maior parte das situações de violência é relativamente claro que a vítima que é o agressor aqui ainda que haja uma Clarissa da ação a uma tendência muito antiga e infelizmente ainda presente de alguma forma responsabilizar a vítima essa é uma representação social ainda muito forte introjetado inclusive pelas próprias vítimas que faz com que a busca de ajuda a seja minimizada por
mim Porque ela é em volta de sentimentos de culpa e sonha trazendo o estigma de Jack algo que eu não posso dividir com outras pessoas porque de alguma forma eu fui responsável por que aconteceu então Isso dificulta demais a busca de ajuda isso passa naquela base da pirâmide seja tão Ampla e a gente vai ter acesso à informação é de um sub grupo relativamente restrito de mulheres que conseguem ultrapassar esse sentimento e Buscar ajuda isso é forçado por uma série de representações não Esses são dados do Fórum Brasileiro de segurança pública de 2016 que aponta
que a violência sexual é um dos grandes temores das pessoas particularmente das mulheres e que apesar de ser um temor de que as pessoas tenham clareza de que se eu Temos algo é porque algo que o que pode me atingir e que vêm de fora ainda há uma percepção muito elevada de que por A de que as mulheres que se dão ao respeito não são estupradas ou seja algo do seu comportamento que te protege o pior que isso algo do seu comportamento que te vulnerabiliza para ser uma vítima de violência é essa essa imagem a
mais frequente entre homens mas também ainda muito frequente entre mulheres estão Esse é um ponto muito importante quando a gente trabalha com isso e que precisa ser francamente combatido Por que acaba causando um sofrimento adicional a uma Vivência que já é tão sofrida quando a gente olha na literatura os trabalhos sobre violência a vários recordes possíveis mas existe um recorte que bastante interessante que faz muito sentido aqui para a lógica do nosso trabalho que é a base dividir em duas subpopulações uma população mais jovem constitui as crianças e adolescentes a vítima de agressor frequentemente conhecido
por vezes intrafamiliar ou muito próximo do Ambiente familiar com uma taxa menor de procura de auxílio e maior número de Atos praticados a esse tipo de essa população é atendida na Unicamp principalmente no ambulatório de Pediatria também numa parceria com o departamento de psiquiatria um trabalho dar bastante antigo do nosso departamento de participar sebo Doutor Antônio Carvalho e uma outra população que é a que nós trabalhamos no caism mais velha mas vocês podem ver mais Velha mas ainda muito jovem uma média de idade de 22 anos vítima de agressor desconhecido com maiores taxas de agressão
física de denúncia de busca de auxílio então é importante a gente ter dados sobre as subpopulações porque o desenho um serviço de cuidado desenho políticas públicas a partir das e bandas das populações aqui eu vou me dirigir então é importante a gente conhecer essas diferentes conformações a violência sexual é sabidamente Comparando com várias outras vivências traumáticas a um dos mais severos traumas produzindo muitas consequências a curto médio e longo prazo aí eu vou focar hoje claro por conta do seu recorde do meu trabalho muito mais nas consequências da Saúde Mental mas sabemos que do ponto
de vista de saúde física ela está associada a muitos a graus né mas a gestação indesejada infecções de Trato reprodutivo e infecções sexualmente transmissíveis uma Série de Padre ginecológicos lesões decorrentes de agressões físicas e na base de muitas modalidades clínicas também por conta de um complexo uma complexa relação que envolve auto cuidado auto estima saúde geral e hábitos de é um pacote aqui que vulnerabiliza para adoecimento físico quando a gente a recorta nos aspectos de saúde mental a antecedentes de violência sexual seja na infância o mesmo na idade adulta está na Base como antecedente para
muitas dos agravos à saúde mental que podem acontecer então a relação entre essa experiência e uma maior vulnerabilidade para sintomas psiquiátricos é muito robusta na literatura e alguns quadros são mais frequentemente Associados abuso de substâncias psicoativas é uma associação bastante importante a sintomas anciosos a principalmente quadros fóbicos crises de pânico ou transtorno de ansiedade generalizada a Sintomas depressivos principalmente desânimo tristeza desesperança ambos vulnerabilizando para comportamento suicida tanto pensamentos o quanto planejamento e tentativas de suicídio e transtorno de estresse pós-traumático que eu vou detalhar um pouquinho mais porque os quadros acima são quadros mais conhecidos de
todos nós mas o transtorno de estresse pós-traumático é um quadro muito importante relacionado a vivências Traumáticas e a esse tipo de vivência traumática e ele menos familiar para as pessoas Então acho que é importante o detalhe é um pouco mais para que haja uma atenção sobre a possibilidade de reconhecê-lo no cotidiano Clínico a burguesia e Holmes escreveram na década de 70 do século passado mas é uma descrição absolutamente atual ainda o que eles denominaram a síndrome do trauma do estupro uma um conjunto de sintomas psíquicos uma evolução em duas Duas ou três fases uma fase
aguda de desorganização bem próximo é a que dura em torno de duas a três semanas com sentimentos de negação raiva medo culpa humilhação variações de humor vergonha dessa Esperança sentimentos de Vingança e medo de repetição que é um temor bastante frequente nas mulheres que nós acompanhados no ambulatório uma fase posterior de reorganização ou não e é isso é isso é bastante importante para que a gente conheça os preditores de Evolução para estar mais atento a que vai onde vai haver uma possibilidade de redução dos sintomas ou manutenção ou mesmo agravamento desses sintomas como além dos
sintomas anteriores ou acréscimo de quadros fóbicos alterações do solo e ideias de suicídio sintomas de ansiedade depressão Oi e a temores que vão ficando mais consolidados então a evolução dessa fase aguda relativamente esperada diante de uma violência desse tipo para uma Evolução mais ou menos benigna Ela depende de vários elementos né Depende de antecedentes pessoais o ponto de vista de saúde mental ou sofrimento mental a Depende de do contexto da violência vivida e também Depende muito do apoio recebido então por isso que é muito importante que a rede formal que a rede de cuidado em
saúde esteja apta capacitado e sensibilizada para lidar com essas situações para que a gente possa funcionar como uma rede suficiente Para lidar com essa experiência de vivência traumática tão importante então do ponto de vista de Saúde Mental é muito comum que haja a inicial uma reação aguda ao estresse com sintomas de próprios de quem passou por uma vivência traumática com alterações de atenção de sono de humor que tende a ser relativamente alto limitado mas que pode evoluir para o que nós chamamos de transtorno de estresse Agudo São quadro um pouco mais longo e Pode trazer
muito sofrimento e impacta muito na vida é que eu vou de novo Tô falando nesse nosso universo aqui do nossos pacientes e pode ser muito na vida dessa mulher podendo num subgrupo Ainda bem que ela do grupo mas ele é bastante mais frequente do que nós gostaríamos evoluir para o quadro de stress pós-traumático Então por que que é importante a gente conhecer essa possível evolução porque quando eu de tecto rapidamente Os sinais que aumentem as chances dessa progressão eu tenho que tentar agir mais rapidamente porque o transtorno de estresse pós-traumático Claro que pode ser tratado
mas ele é um quadro de gravidade muito importante e traz muitas consequências nocivas e que pode cronificar senão bem cuidado do o máximo que a gente puder fazer medidas para que ele não se instale mais importante tanto mais importante é é um transtorno de stress pós-traumático ele tem alguns Conjuntos de sintomas aqui o diferenciam por exemplo de um quadro ansioso ou de um quadro depressivo embora haja uma pequena sobreposição mais a tem algumas sintomas são bastante específicos e que tornam esse quadro particular estão a base dele é a vivência de um evento traumático e aqui
um evento inequivocamente traumático Então é algo embora o que é o último cedo ao é claro que tem uma variabilidade devido ao mais um critério Importante do teto é que haja uma vivência a base traumática EA vivência de violência sexual Sem dúvida nenhuma é uma vivência muito a mágica um conjunto de sintomas envolve uma resposta de medo intenso de impotência ou de horror às vezes de Freeza em as pacientes ficam de fato paralisadas após a sua ocorrência não é é um grupo de sintomas muito importante que nós vemos com mais frequência nas pacientes que nos
procuram quando de mama por avaliação Para interrupção legal por gestação decorrente de violência estão pacientes que frequentes nos relatos no frequentemente não sei lá vão depois do que aconteceu eu congelei eu não consegui fazer mais nada não consegui vir o Primeiro Momento demorei para procurar ajuda porque eu realmente fiquei imobilizada pelo medo um outro conjunto O Thomas é o conjunto que envolve as revivescência da Então são recordações Muito afetivas recorrentes intrusivas que incluem imagens ou cheiros ou experiências que lembram aquela vivência que elas não são invocadas las invadem a pessoa é tração às vezes imprevisíveis
e torna são muito assustadoras sonhos recorrentes sonhos com a experiência em si ou com dados que a envolve Então por vezes nós temos pacientes que têm uma não tem uma lembrança do evento vivido Principalmente quando a foram drogadas com uma substância de seta acordaram e Perceberam o que havia acontecido os sinais físicos etc que elas não tem uma memória do evento mas ainda assim elas sonham com perseguições sonho com medo só com um conteúdo muito próximo de uma vivência de violência tudo isso levando um sofrimento muito intenso aí frequentemente o grupo de sintomas que vem
em seguida muito relacionado a isso desenvolve um comportamento de Esquiva né então para evitar ao máximo dessas Experiências elas tentam evitar deve estar pensamentos evitar sentimentos evitar atividades e locais e suas vezes vai tornando a vida muito restrita então a possibilidade de qualquer coisa fazer lembrar é uma possibilidade que vai sendo evitado então é importante a gente vê isso no ambulatório porque por vezes ir ao caism que foi o primeiro lugar onde elas foram quando aconteceu a violência por vezes também pode ser um espaço para gerador de Sofrimento então É algo que a gente também
tem que considerar o peso da ajuda e ele dá com a pacientes ir para lá é algo muito bom então assim ah o comportamento de Esquiva é algo que precisa ser detectado porque se a gente não fica atento a paciente tende assim causa orar e e deixando de fazer coisas e daqui a pouco ela não consegue sair de casa então é muito importante a gente ficar atento ao comportamento de Esquiva e o último grupo de sintomas de hiperexcitabilidade Né alterações do Sono principalmente insônia irritabilidade dificuldade de concentração a uma hipervigilância né está o tempo todo
atenta o que pode acontecer não chega a ser um quadro delirante para nós não é isso mas é uma resposta de Hiper Alerta principalmente de sobressalto né um temor para estar o tempo todo a Atento ao ambiente pensando que algo pode acontecer existem alguns fatores de risco para desenvolvimento de técnica a gente precisa conhecer para Estar mais atendendo a um grupo de fatores que é pré trauma que é O que são fatores que já são anteriores que acompanha essa pessoa que envolve a comorbidade psiquiátrica principalmente depressão e ansiedade vulnerabilidade social exposição anterior a trauma Principalmente
uma trauma dessa natureza por exemplo uma experiência de violência sexual na infância adversidades na infância principalmente perda parental precoce a ausência de rede de apoio ser Mulher e ser mulher mais jovem Então são é um conjunto de fatores aí vocês podem imaginar o quão frequente esses fatores são um serviço como o nosso rir já fazem um pano de fundo de vulnerabilidade a um outro grupo de fatores são os fatores perdem traumáticos relacionados à violência envolve a gravidade do trauma seja a gravidade do ponto de vista da intensidade da violência do número de agressores ou de
uma série de elementos que podem tornar essa vivência O pior e a ocorrência de associação Pede traumática então são pacientes que fazem quadro dissociativo de estranhamento de si e do ambiente durante a violência e elementos pós-traumáticos que aí entra fortemente a equipe de apoio para tentar evitar o uso de estratégias de enfrentamento inapropriados uma exposição excessiva a lembranças repetidas em uma falta de rede que vai funcionar tentando tamponar um pouco a esses sintomas todos tão intenso Alguns Produtores estão a dissociação é algo que precisa ser observada Por que ela está associada a uma piora evolução
Então esse já é um combinado no ambulatório que estão com uma quando as pacientes são atendidas no atendimento de emergência e descreve um quadro desse tipo semelhante a isso elas já rapidamente são engraçadas no ambulatório e a gente sabe que a intervenção e o mais rápido possível minimiza a Evolução Protect e algo que é importante que é evitar na no estresse Agudo o uso de benzodiazepínicos que é uma prática bastante comum porque eles são associados ao momento da chance de fixação de memórias traumáticas tentar evitar nesse momento o uso dessas medicações a isso é um
artigo interessante para quem tiver interesse é uma revisão sobre tept e ele aponta alguns dados parte que são muito caros para nós o ponto de vista de cuidado a Importância da do comportamento evitativo que às vezes ela a base a cola que faz com que esse distúrbio persista é uma importância de tratamentos para lidar com as formas de diminuir os comportamentos evitativos fazendo uma titulação da exposição é claro que a paciente está muita aflita para sair por exemplo a gente vai fazendo isso aos pouco é importante que ela não se deixe aprisionar porque isso vai
ficando cada Vez mais difícil algo que o satinho que chama atenção é a importância dos profissionais na atenção primária e conhecer não apenas a importância da descendente de violência sexual mais quadros que possam fazer pensar em pé pedir para a avaliar a gravidade e encaminhar se for o caso e importância da psicoterapia como tratamento de primeira linha podendo ser apoiada por uso de medicamentos para algum sintoma salvo então tratar precocemente e tratar Adequadamente Pepe faz muita diferença na evolução eu vou falar para vocês duas dados do nosso serviço no ambulatório Lembrando aqui que a gente
tá falando dessa pontinha lá superior desse iceberg né que são as mulheres que sofreram a violência e tiveram a possibilidade de procurar ajuda seja e tiveram a a capacidade EA força de buscar essa ajuda ou porque dividiram o que aconteceu com alguém e esse ao dividir uma outra pessoa falar então Vamos procurar um serviço vamos ver o que é possível você pedir apoio Então mas a gente tá falando aqui provavelmente pelo que indica a literatura em torno de vinte por cento das ocorrências não tem todo o mar uma base Aqui para baixo que nós não
as estamos e que a gente precisa ter melhores mecanismos para acessar então eu vou falar nos dados do ambulatório né vamo colocar o que acontece no país nesse o carlismo para quem não conhece o Centro de nosso Hospital da Mulher da Unicamp é um serviço de referência para a saúde da mulher e a onde está inserido o nosso serviço então só para vocês terem uma ideia até 97 países já existia Claro a o atendimento à violência sexual acontecia mais uma forma não sistematizada Então a nossa a violência aconteceu chegavam para o serviço de uma forma
menos frequente que o serviço não é desenhado para polir os casos acabam chegando menos um Represamento a partir de 98 foi criado o ambulatório de atendimento especial como é o nome do nosso ambulatório a como equipe inicial de ginecologista psicólogo enfermeiro e assistente social em 2001 principalmente em função do desenho inicial do protocolo para prevenção de profilaxia de HIV principalmente de hepatite o infectologista integrou a equipe aí a partir de 2006 por iniciativa de dois residentes de psiquiatria Cláudia e Thiago se sensibilizaram por esse atendimento começaram a atender voluntariamente mulheres que sofreram violência sexual e
que tinham que psiquiátricas mais evidentes são a gente vai fazer a parte do serviço mas eram como a inter consultores de alguns casos Eu já comecei a supervisioná-los se a pessoa já vão 15 anos a partir de 2007 os residentes de Jeová passarão a fazer parte desse ambulatório de forma regular o que é algo muito importante a Gente tem residentes capacitados a lidar com isso E aí de 2008 para cá isso não não sai tudo e 2008 foi acontecendo aos poucos uma série de incrementos foram acontecendo ponto de vista de informação então foram integrados nessa
nesse ambulatório residência de medicina de família e de emergência do ponto de vista da psiquiatria passam os meus residentes de terceiro ano e de 4º ano os R3 atendem as adultas e os R4 As adolescentes isso dentro do programa Regular os internos de medicina antes do quinto ano agora do sexto e treinamos em psicologia e serviço social então A ideia é que a gente forme um grupo de profissionais de e acessibilidades e capacitados para lidar com situações de violência Então esse é o desenho prévio ao ambulatório para que vocês conheçam um pouco do fluxo né
então de onde vem as mulheres que são atendidas no ambulatório estão ao período pré-hospitalar nelas em geral Cheio outro procura espontânea porque procurar na internet encontraram referências do serviço ou encaminhadas de um outro serviço de saúde que não tem essa esse grupo específico de trabalho ou serviços policiais ela chegam para o atendimento no pronto atendimento na emergência em qualquer dia da semana qualquer horário onde Elas serão avaliadas e principalmente ela principal a primeira avaliação é trabalhar para ver se houve uma violência com um Componente sexual pode ser uma violência física sem o componente sexual nos
pagamento Oi e aí se foram apenas uma Apenas não uma violência especificamente física sem o componente sexual ela vai ser encaminhada para o nosso pronto-socorro do Hospital Geral da Unicamp para lidar com as situações De traumas físicos quando foi uma violência sexual mas em criança ela vai ser acompanhada na Pediatria mandando a violência sexual em Alguém que já é publi ou tem pelo menos 14 anos ela é esse e ela é avaliada para ver o tempo transcorrido da violência até o atendimento aos nós dividimos em atendimento imediato e tardio isso vai desenhar a profilaxia então
a avaliação Inicial Zami físico ginecológico a coleta de exames sempre será feita mas a possibilidade de utilização de anticoncepção de emergência a iniciação da quimioprofilaxia com tav para evitar a infecção E por HIV isso tudo vai só vai poder ser feito se a paciente chega no dentro de uma janela de tempo então por isso que é muito importante que haja informação sobre isso né que a paciente saiba que ela não tem que ir depois não tem que ir primeiro na polícia a primeira coisa a fazer é buscar o serviço de saúde para iniciar o mais
precocemente as medidas profiláticas melhorou muito de um tempo para cá mas a gente não faz muito tempo que acontecer nós vemos situações como Essa uma paciente sofreu violência procurar um serviço de saúde era sexta-feira à tarde e aí sujeito falar então para ela procurar o carlismo na segunda-feira você já vai perder ou três dias de uma profilaxia que a gente sabe que quanto mais precoce mais efetiva quando ela chega tardiamente após o quinto dia essas a profilaxia não vai poder ser feita mas ainda assim ela vai ser os homens serão acolhidos ela vai ser acompanhada
no bloco O anbu Oi hoje acontece às quintas-feiras à tarde no país e nós temos uma média de atendimento de quatro casas novas por semana é um número tristemente elevado e aproximadamente uma avaliação de interrupção legal por semana a equipe fixa hoje tem uns um docente da ginecologia professora Arlete às vezes professora Daniela quando que também substitui da psiquiatria eu e Otávio que também é supervisor duas psicólogas que fazem parte da equipe Ana Luiza e Mariana assistente social André Janete enfermeira baiana e técnica de enfermagem tem um grupo fixo e bastante coeso e muito envolvido
no ambulatório junto com isso um grupo de Formação com os residentes permanentes estão residentes ddr1 e de psiquiatria R3 R4 passam o tempo todo longitudinalmente no ambulatório nós temos passam em rodízio no sexto ano C internos as internas agora no sexto passa um dia conosco não é muita coisa Mas dá sempre para ver ser muito interessante os exames em geral aproveitam bastante e os residentes observacionais Por que passam um curto período de tempo de medicina de família de emergência e psicólogos em treinamento e pós graduandos pós-graduandos e também um ambiente de pesquisa muito importante para
vocês terem uma ideia geral da população que nós atendemos como eu falei anteriormente a uma população a média de Idade do nosso ambulatório em torno de 20 anos então embora o corte de idade Inicial seja em torno dos 12 e 13 anos em uma concentração muito grande de mulheres adolescentes e jovens então metade praticamente das nossas pacientes aqui tá 4752 mudado que nós estamos levantando agora tá 49/51 eu quase metade são adolescentes a maioria de cor é solteiro entrar em uma série de variáveis que tem a ver com a faixa etária jovem então maioria solteiro
e Maria Sem filhos a escolaridade levemente superior à média Nacional a maioria empregada o estudando muitas com religião mas oitenta por cento e com prática religiosa o que tem uma interface importante do ponto de vista de rede de apoio e quando a vivência de violência de rede de apoio de ausência de rede de Apoio às vezes uma em cada quatro não tinha uma Nunca trate de uma relação sexual prega a violência e 16 por cento já tinham antecedentes de Violência sexual vi principalmente sofrida na infância as o horário predominante é a noite e madrugada a
principalmente abordagem na rua no nosso serviço nosso serviço majoritariamente violência urbana e não violência doméstica o app importante perpetrada por o agressor desconhecido setenta por cento das vezes dez porcento pouco mais do que isso agressores múltiplos O que é um agravante do ponto de vista de Experiência traumática com intimidação uma variação de formas de violência sexual e uma taxa de notificação a polícia de sessenta por cento a variável essa desse tempo importante que a o tempo entre a ocorrência EA busca de ajuda de vocês vem que 65 por cento chegam até 24Horas com dado muito
importante do ponto de vista de profilaxia e o mais de oitenta por cento chegam dentro dos até cinco dias se tem uma variabilidade vou mostrar esse dado Para você seguir as isso faz com que nós temos dados muito positivos nos últimos Mais de Mil casos que nós acompanhamos nós não tivemos nenhuma Virada a ver Por exemplo algo bastante importante para nós um serviço então chegando a tempo é feito a profilaxia como vocês podem ver consequências pacientes que buscam o serviço dividiram essa vivência atualmente frequentemente a esse alguém que ajuda a pra vir ao serviço quando
nós observamos as reações A essa experiência de violência sexual a maior parte das mulheres referem reações emocionais ou físicas principalmente alterações do Sono sintomas depressivos e ansiosos como eu falei anteriormente flashback uma taxa de ideação suicida de planejamento suicida relevante mas felizmente nosso ambulatório tem taxas de tentativa de suicídio muito baixos quando comparados a literatura pensando nessa população esse sentimento infelizmente acompanham ainda no Fortemente as nossas pacientes de vergonha de cul e levando a evitação social isolamento medo de repetição e quando a gente vai trabalhar especificamente as reações psíquicas tem uma taxa considerável de mulheres
que apresentam poucos sintomas do fique com os elas são Principalmente as adolescentes e algo que nos intriga bastante talvez porque a vivência de violência tem uma representação diferente ainda quando a paciente mais Jovem Então a gente tem que seguir de uma forma específica mais de 10 porcento das pacientes apresentando o quadro de estepe a uma taxa relativamente pequena de comorbidade psiquiátrica 10 por cento mas nós sabemos que a mulheres com transtornos mentais graves pensamento deficiência intelectual são mais vulneráveis a situação de violência é a que foi uma tentativa de avaliar fatores Associados agrupamentos específicos de
respostas de sentimentos De culpa e de vergonha comportamento evitativo comportamentos ui Siva e o suicida e a resposta de apreensão tem algumas variáveis se destacaram a ter filhos associado ao alguns agrupamentos de sintomas mas como um elemento protetivo para comportamento suicida estado civil também associado principalmente Ter um companheiro se casada Associação com agressores múltiplos e com tipo de intimidação que são Dados já bastante a robustos na Literatura quando a gente compara adolescentes e adultas nós vemos que existem algumas diferenças tem a ver claramente com a a faixa etária aí nós observamos que no nosso grupo
metade das adolescentes que são atendidas eu não tinha tido alguma Experiência sexual anteriormente Ou seja a qual será a repercussão para a vida e para a vida sexual como um todo e Ter iniciado a aproximação com algo que obviamente que não é uma relação sexual mas que tem Esse componente uma primeira experiência então certamente Sul requer alguns alimentos mais longitudinal para gente avaliar a repercussão então como eu disse anteriormente muito mais frequentemente Elas têm uma menor reação psíquica ao evento e isso é algo que nos entre para a gente precisa ficar mais atento a esta
resposta específica é quando nós olhamos os tipos de sintomas apresentados por adolescentes e adultas nós vemos que as adultos a pressão muito Mais sintomáticos porém As adolescentes menos sintomáticas com mais frequência tentativa de suicídio então algo muito próprio da a ciência da impossibilidade da passagem Alto da forma de descrever essa vivência de Sofrimento talvez não apresentando sintomas mais fazendo diretamente uma tentativa de se dedão também algo que a gente precisa continuar estudando para tentar cuidar da melhor forma possível Esses são delas bem recente do trabalho De Mestrado da Alexandra que avaliou com o subgrupo só
de adolescente e foi avaliando algumas mudanças ao longo do tempo e o que nós vimos aqui foi caiu novamente a vinda precoce que algo a gente precisa estar mais atento então se a paciente demora mais para vir ela perde a chance de realizar uma profilaxia Então isso é algo que a gente precisa estar muito atento para divulgar a importância e deixar essa informação muito acessível Esse é um recorte Zinho De um trabalho que a gente está fazendo foi o primeiro deles do trabalho relacionado à mudança e na no mas atende nos atendimentos no contexto da
pandemia a nós acompanhar nós avaliamos as mulheres que solicitaram interrupção legal seja ficaram gestantes posso violência no período de Março a Maio do ano passado logo no primeiro primeiros dois meses da pandemia e comparamos com esses nesse mesmo bimestre dos dois anos anteriores Pré paninho eu nós esperávamos por que haveria uma queda muito grande do número de casos no nosso serviço porque a gente trabalha principalmente com violência urbana perpetrada na rua e com menor circulação de pessoas a gente achou que isso os números iam cair isso não aconteceu Vocês vem que em 2000 na especificamente
para a interrupção legal né em 2018 tivemos nesse período oito mulheres 2019/11 em 2022 ou seja não caiu absolutamente ao contrário quando a Gente olhou esse grupo fim da quarentena Eles tomam do lugar então o número se Manteve mas ela ocorreu muito mais entra domiciliarmente por agressor conhecido ou familiar Aí chamou atenção que nosso serviço no serviço Regional então nós atendemos na região bastante Ampla mais da metade dos nossos pacientes não são de Campinas normalmente no período da da pandemia nós tivemos noventa e dois por cento de mulheres atendidas de Campinas ou seja Provavelmente os
municípios mais distantes o mais dificuldade de vir para atendimento por conta das limitações de circulação o que faz pensar que esse número seja ainda maior porque a gente teve um mesmo número de atendimento restrito quase que é um município Então esse andado bastante preocupante e se monte de dados e números etc mas o que nos importa são as pessoas que estão por trás desses números é isso que a gente e esse cuidado são obviamente muito Importante para a gente poder construir um serviço de melhor qualidade mas a história uma história e a gente precisa Estar
atento às particularidades das demandas dessas mulheres nos trazem e a melhor forma de ajudá-los então alguns elementos são muito importantes no Cuidado alguns elementos individuais como eu falei que são vulnerabiliza dores que levantam as nossas Red flags para riscos de Maio evolução fatores da violência fatores que tornam a violência Ainda mais traumática o suporte existente ou inexistente formal e informal que a gente precisa conhecer e e fortalecer se for o caso a ao quanto a rede de apoio formal pode foi acionada e pode ajudar nesse momento nessa ocorrência Quais são os mitos e as representações
sobre violência dessa mulher e do seu Da sua rede para que a gente Li a empregada dela própria vai se aumenta o seu sofrimento atrás de sentimentos de Culpa e de vergonha e antecedentes que são antecedentes que agravam a a evolução o mais sofrimento mental normal o principal manejo é uma mesmo não farmacológico de pão de vista de saúde mental pela importância de ter profissionais sensibilizados e capacitados e tem que ser as duas coisas tão não basta sensibile estar sensibilizado e não tá Tecnicamente preparado e também não basta estar preparado e ser a pouco em
paz e passa As duas coisas são muito importantes a o serviço para você ágil acessível para lidar principalmente com os temores Agudos medo de repetição medo de engravidar medo de pegar uma doença sexualmente transmissível avaliará a gravidade e fazer uma certa hierarquização das Nações dentro das demandas daquela paciente seguir as o desenhando projeto terapêutico conhecer a rede que eu vou tentar construir para cada paciente a rede de Apoio social e apoio emocional também o tratamento farmacológico do ponto de vista da Saúde Mental pode acontecer acontece com muita frequência mais de riquezas e também Tecnicamente apoiado
tão de novo a evitação dos benzodiazepínicos na situação aguda ao alívio de sintomas Principalmente as que estão aparecendo atrapalhando a paciente a insônia os pesadelos algumas coisas que estão atrapalhando que ela retome uma certa rotina de vida que faz muita Falta para ela a psicoterapia de suporte fundamental desde o início às vezes ela é marcada antes da paciente chegar no ambulatório já desde imediato os inibidores de recaptação de serotonina quando necessário os quadros de sintomas depressivos ansiosos ou mesmo de tempos são as medicações mais utilizadas e às vezes Associados a pequenas doses de antipsicótico não
com uma ação antipsicóticos mas nem somente do ponto de vista de controle de impulso de Melhora de qualidade de sono EA possibilidade de uso de Topiramato e principalmente de trás using para lidar com os pesadelos é muito importante avaliar a presença EA qualidade da rede de apoio é claro que ela é fundamental mas às vezes ela não existe e a gente tem que lidar com a realidade como ela é ou ela é incapaz de ajudar e precisa ser ajudada para ser uma rede importante trabalhar com a sua rede também é muito importante alguns destaques que
são Fundamentais para avaliar é tem a sabe-se que muitas das mulheres que são atendidas na atenção básica não apenas por causa do ponto de vista da ocorrência da prevalência mas também sabendo que a violência sexual tem uma relação com morbidade clínica então é sobre a representação na atenção básica apesar disso muitas mulheres referem experiências negativas quando relatam a profissionais histórias de violência sentindo-se pouco apoiados né Culpabilizado ajudado então é muito importante que os profissionais da atenção básica que é o nosso grande suporte de em saúde sejam sensibilizados e capacitados para ter uma boa escuta sobre
isso tem uma boa percepção sobre os próprios valores sobre os próprios mitos e poder atuar da melhor forma possível para ajudar essa mulher a lidar com esse sofrimento a gente tá no ambulatório no serviço Universitário Então esse é um espaço também de coleta De informações de produção de ciência então aqui são alguns dos artigos dos trabalhos que ocorreram estão acorrendo na no ambulatório agora eu sei que está assistindo essa aula agora a Maria Tereza minha aluna O que é minha residente que tá escolhendo dados sobre esse ambulatório e a Martelo na administração que também tá
trabalhando Otávio que aluno de doutorado são vários trabalhos que tem acontecido nesse ambulatório que vão Montando todo um conjunto de informações para a gente qualificar e este cuidado e outros cuidados né esse é um relatório claramente assistencial que não importa é fazer uma boa uma boa assistência mas olhar para os dados torna essa assistência também melhor isso é bastante importante eu queria fazer aqui um agradecimento público para equipe então a ali em cima nossa equipe fixa nas duas primeiras linhas aqui embaixo algumas pessoas que Participaram da construção estão participando dessa construção Porque fala eles são
ambulatório feito de pessoas para pessoas Então faz toda a diferença algum envolvimento eo empenho dessa equipe ao longo desse tempo todo a base que está por trás dessa desse ambulatório aqui precisa ser modificada para que a gente tem cada vez menos trabalho que auxilia o ideal é mudar a forma como a violência sexual é normalizado né diminuir ao máximo a Tolerância à violência contabilização objetificação a gente tem muito que trabalhar com relação a isso eu tenho eu acho que as coisas estão melhorando mas a gente tem um caminho ainda muito longo com relação a isso
e a quebra de Mitos EA quebra de estigmas que E aí embora a gente ajuda essas mulheres eu não tenho dúvidas sobre isso a gente ajuda um sub-grupo pequeno que faz que cheio não tem um enorme grupo que nem chega por conta de todo esse estigma que Tá ao redor essa aqui é a cartilha não sei se vocês todos conhecem que a nós fizemos o grupo dos sábios aqui da Unicamp sobre violências escola acessível em PDF e aqui são algumas sugestões de filmes Adoro cinema então o tempo termino minhas aulas colocando sugestões de filme com
recorte do tema Esses são todos os filmes que tratam da temática de violência sexual com diferentes acordes para quem tiver interesse bagunçam todo são muito legais Alguns mais legais do que o outro mas eu acho que para quem tem interesse sugiro aqui algumas a arte também nos apoiam entender melhor a nossa realidade é isso obrigado gente eu vou terminar aqui no compartilhamento e Tá bom muito obrigado professora é agora a gente vai recolher as perguntas e falar com você só que antes disso eu queria compartilhar o link o formas de presença para os ligantes Quem
é e a palavra chave é caism o formas vai ficar aberto por 30 minutos e por favor prehension caism a palavra-chave Ela é professora eu gostaria de abrir as perguntas com uma pergunta da liga da Coordenação que é a seguinte como são obtidos os dados epidemiológicos de violência sexual contra a mulher quais as medidas capazes de combater a subnotificação e os dados de violência vende muitas Fontes né então quando a gente olha os dados por isso que quando eu olho esse dado na mídia eu tenho que saber de onde ele foi colhido as principais fontes
são as fontes de notificação formal dos serviços de violência de notificação Global não de notificação nominal isso é muito importante e as dados de notificação policial Esses são as duas fontes dos dados que mais são publicizadas mas a gente tem dados de estudos epidemiológicos que isso então Como uma pergunta e em geral esse dado também tem que ser colhido de uma forma muito cuidadosa senão a taxa de subir de notificação é muito grande né ou de dados indiretos de serviço eu vou fazer um levantamento ano uma unidade básica e isso é levantado de prontuários como
um dado de antecedente mas nós saber em menos de 10 por cento das mulheres reportam as informação então para você ter esse essa fotografia fidedigna eu tenho que tentar juntar todas essas Fontes e chegar nessas estimativas que é esse esse desenho que o Messi tenta trazer para gente né de uma em cada três mulheres de algum tipo de violência e o mercado 14 especificamente de violência sexual acho que para diminuir a ocorrência a gente tem que lidar com que a violência contra a mulher é de uma forma a Franca né que ainda é uma violência
de gênero uma violência de caracterização sobre a mulher uma a sociedade acostumada a achar que algumas Coisas podem ser normalizados eu acho que a gente está no momento particularmente rico em que em que isso possa não acontecer embora infelizmente a gente esteja no cenário político em eu sou a vai na contramão do que a modernidade está no mostrando deu muito feliz quando eu vejo os jovens lidando com isso de uma forma muito mais incomodada muito mais clara se dando conta da de não fazer em algumas normalizações embora a gente tenha uma Tentativa de alguns retrocessos
mas eu acho que ainda assim a gente está conseguindo avançar é a quebra desses paradigmas eu acho que vamos fazer com que a gente consiga primeiro melhorar a sua cuidado porque já acontece porque isso já é ruim né E quem diz no futuro que isso não aconteça mais né acho que é isso que a gente tem que almejar o máximo possível o Ok muito obrigado essa é a primeira pergunta da do chat é Da Beatriz Ramos ela pergunta a maioria dos casos de estupros são também relacionados à pedofilia ou não Oi da eu o nosso
recorte do ambulatório é um refri ambulatório de adolescentes e adultas então o nosso recorte especificamente não né Se a gente for pegar o recorte do ambulatório de crianças Sim e a maioria dos casos de violência envolve violência contra crianças e adolescentes e majoritariamente a uma parte dos Agressores é penoff mas não é a realidade desse ambulatório que desenhe porque as nossas vítimas são prioritariamente adultas ou adolescentes O que é Ruth Tavares Barros professora como a senhora enxerga a divulgação desses serviços realizados no caism para a população de Campinas a gente tem tinha com mais clareza
uma rede em Campinas que chamasse rede iluminar que que tenta divulgar o máximo as informações sobre o acesso ao serviço em Campinas locais mim não serve só Campinas ele serve uma região bastante amplo o próximo serviço mais próximo que nós temos de referência para violência sexual é o Pérola Byington em São Paulo e o outro mais próximo é o da USP de Ribeirão Então a gente tem uma uma área de abrangência bastante grande hoje a tecnologia faz com que as pessoas têm um acesso mais facilitado muitos dos pacientes que procuram caism procuraram na internet e
acharam E o cara violência sexual ajuda a Campinas assim e a pizza e aparece Então acho que a a mais formas de acessar mas é algo que a gente tem que sempre está divulgando e mostrando a possibilidade de se atendimento a gente tem uma alimentação como alimentação concreta que é uma limitação de tamanho de serviço né então o desenho de segmento do ambulatório é para atendimento até seis meses da violência a gente não consegue receber violências mais tardias Porque eu tenho que ter um fluxo de entrada e saída vocês viram são quatro casos novos por
semana né então tem que ter pessoas entrando e pessoas saindo para que a gente possa receber novas pessoas que a gente sabe que ele não deixa de atender um número grande também de violências que são percebidas para diamente que acabam sendo absorvidas pela atenção básico pela rede formal mas não é um serviço específico mas eu acho que a divulgação As Lagrimas ela sempre pode melhorar sem vida é bom agora uma pergunta da Raquel é professora Qual é o tempo que essas mulheres acolhidas no caism São acompanhados por vocês assim Acho que você acabou de responder
né Vamos passar para próxima então Oi Beatriz frison Machado professora como seria o manejados os sintomas Agudos dessas pacientes sem o uso de benzodiazepínicos já que os efeitos dos Isrs podem demorar algumas semanas para serem percebidos ou só os isrs seriam suficientes só fazer um gancho então para pergunta daqui a gente acompanha por seis meses portanto quando está dando quatro meses e a gente vê que essa paciente vai ter que ser seguida por mais tempo já é um trabalho da equipe e fazendo e prospectando qual é a rede que ela vai cuidar Então já vem
na unidade básica ou no serviço de Saúde Mental para ela poder fazer esse segmento então De fatos SRS são lentos né deram três quatro 16 semanas para ter uma resposta efetiva o mais importante a gente tem clareza do sintoma algo do que a gente quer tratar porque há algo que a gente precisa tomar bastante e onde Vista farmacológico é o que é uma reação emocional esperada a gente tem até um diagnóstico criado no ambulatório que a gente chama de reação esperada o evento que não é um diagnóstico não é um Cid mas é a clareza
de que a sintomas Humanamente esperados por quem passou por uma experiência como essa e isso não é um transtorno não é necessariamente uma patologia a ser tratada farmacologicamente a gente por isso que é importante a gente ter conhecimento dos preditores de gravidade para variar né quando vocês passarem lá esses eu falo isso toda quinta-feira com os internos então quando ela vale uma paciente Ela traz algumas queixas por exemplo atar um pouco demora um pouco Para pegar no sono sai na rua um pouco pelo Alerta tá um pouco desanimada esse mesmo quadro eu pode ser que
eu faça um apoio de orientação a psicoeducação estimula muito a psicoterapia e sintomas muito semelhantes Pode ser que por quê Porque ele põe e os preditores que vão me sugerir que aquilo tende a ir para um lado e para o outro então às vezes a dependendo da história a gente vai tratar mais precocemente é por isso que por vezes a Gente faz Associação com os antipsicóticos em dose baixa principalmente quetiapina que ela ajuda a melhorar a qualidade do sono que algo que faz muita diferença para essas mulheres dormir um grande problema ou porque elas estão
hiper ativadas ou porque sonhar é terrível então elas não dorme porque elas não querem sonhar com a vivência traumática então cuidado do Sono faz muita diferença Então as medidas de gente solo e às vezes Medicação que ajuda a dormir o maior qualidade uma possibilidade é usar produzir link que ajuda principalmente com os pesadelos relacionados a a a violência também é uma possibilidade para me para melhorar e medidas que se for possível a gente acopla psicoterapia sem bom pastor dá a diferença a gente tem o privilégio de ter uma equipe de Psicologia muito legal no caído
Então a gente tem duas se colocar as formais da Equipe mais duas aprimorando então a gente consegue encaminhar para psicoterapia todos os pacientes Eu também nos dá um grande apoio para falar eu tô um pouco na dúvida se medicando medico vamos dar mais um tempo para psicoterapia e elas nos reportam se precisa de ajuda ou não então a se o sintoma alvo é um sintoma ansioso ou principalmente Sônia essa Associação às vezes dsrs com antipsicóticos em dose baixa a gente usa com bastante Frequência eu fiquei é mais uma pergunta da Raquel O que é professora
ouvimos muito falar sobre os efeitos do estresse crônico em vários sistemas como nervoso e imunológico e cardiovascular no caso do tept isso também anotado em dúvida nenhuma a gente fala muito do estresse crônico lá no neurodesenvolvimento né o estresse crônico da infância que pode volera bilizar para uma série de distração nos ao longo da vida e o Stress agudo que o teste também vulnerabiliza ele tem uma associação enorme comorbidades psiquiátricas e com orbida diz de saúde como tudo você sabe que essa interação ainda a gente tem muito que aprender sobre ela né mas a interação
de estresse de liberar de liberação de fatores estressores aumenta a vulnerabilidade para a doença cimento agora como é que a gente isola os fatores biológicos dessa evolução e os fatores relacionados à por exemplo O cuidado porque algo que acompanha muito fortemente a experiência de violência sexual é um prejuízo muito importante a autoestima a autoestima comprometida a leva a piora do autocuidado de uma forma geral né o autocuidado em relação às medidas de saúde como um todo a busca de ajuda EA percepção de sintomas Então o que faz que a que essas mulheres têm uma taxa
muito mais elevada de adoecimento físico e mental Não há dúvida os mediadores E Qual é o papel específico da cascata de stress nisso é que é muito difícil de isolar né porque tem isso com todo o resto junto então as Mas eles certamente é um dos pés Agudo tem um papel semelhante ao stress crónico iniciada no meu desenvolvimento principalmente o estresse da violência sexual e é muito obrigado mais uma pergunta que eu tinha perdido aqui o Daniel Chung perguntou é primeiro ele agradece pela excelente aula e aí ele pergunta poderia Comentar se no atendimento a
alguma preferência de que a vítima seja atendida por profissionais mulheres A então isso quando vocês passa no internato é algo que vocês vivenciam com muita frequência né quando a a gente atende os pacientes eu a gente sempre pergunto quando tem alunos a gente pergunta se tudo bem entrar um aluno para acompanhar o atendimento aí e a gente fala que é um aluno ontem não abandonar então se tudo bem algumas Pedem que não principalmente no porque vocês acompanham o primeiro dia da paciente no ambulatório é um dia que ela tá muito sensível a isso então a
frequentemente acho que via de regra a gente tem duplas de profissionais É mas às vezes já aconteceu de eu ter dois residentes homens no ambulatório né então a gente tenta ao máximo evitar essa situação já aconteceu de não dava mesmo aí eu que atendi ir mas a gente tenta fazer isso tá Por exemplo quando Vocês passam como internos professores a gente sempre faz uma uma troca cruzado assim se eu tenho um residente Entra com uma aluna e vice-versa para não entrar nos dois homens na sala por exemplo Então isso é algo que a gente tenha
se cuidado tem uma série de cuidados que a gente foi construído com o tempo locais Esse é um deles ficar atento de que ser atendido por um homem ou por dois homens pode ser muito traumático para as mulheres o outro é quando elas a Paciente vai fazer ultrassom por exemplo na avaliação de interrupção legal deixar muito Claro no prontuário que é um ultrassom para avaliação de interrupção legal então não é o ultrassom como hoje está acostumado O que é aquele momento feliz que a mãe um coraçãozinho bater na mãozinha pezinhos até o ultrassom silencioso no
escuro porque é muito sofrido para ela que ela experiência então são coisas que a gente foi construindo com a medida em Que o serviço foi ficando mais sensível a essas coisas e Que bom que as pacientes nos dizem isso né isso aqui me incomoda muitas vezes elas falam vou tá aqui é horrível para mim né eu saio até saio daqui melhor porque eu gosto do atendimento mas chegar para mim aqui é lembrar que foi aqui que eu vim né então isso é sempre a gente também tem que estar atento a isso a gente tem uma
perda do primeiro atendimento do imediato para o ambulatório de mais de 20 por 5 a 1 pacientes que não venham bloco nenhuma vez ela só veio por mediato naquele momento agudo e depois não conseguem voltar para ambulatório né então isso também a gente tem que tentar minimizar o máximo mas temos que respeitar porque a gente não vai ganhar querem por um sofrimento a mais além daquele todo daqueles todos E aí e é mais uma pergunta da Raquel no caism vocês tem algum treinamento para os Profissionais que vão trabalhar com Mulheres vítimas de violência sexual e
vão trabalhar em outro serviço aqui trabalhando na nossa Raquel é eu acho que é no próprio serviço do Carisma né Eu não sei onde será que ela quiser É isso mesmo vem quem passa a gente tem que fixa né que é uma equipe já está junto há bastante tempo a gente tem desde rodízio rapidíssimos que é o que vocês passam uma tarde só lá então logo que vocês chegam a gente tenta situar um Pouco sobre a contexto sobre esses cuidados até os residentes que passam meses os meus dentes que passam seis meses eu a gente
sempre sustenta uma série de informações Com artigo com desejo ambulatório para que essas informações de cuidados estejam meio discutidas com todo mundo uma coisa que eu sempre converso com quem passa no ambulatório é que a isso é uma regra do nosso ambulatório que eu acho uma regra muito importante que a gente não re Pergunta violência então A violência é descrita e já e ela é necessária que seja descrita Por que essa descrição que vai definir a profilaxia Então eu preciso saber se tiver uma violência sexual em que houve um risco de uma transmissão por exemplo
de DST ou se foi paciente receber uma lambida Então faz diferença para saber se então no imediato eu preciso colher dados é a única vez depois não mais um ambulatório o que não Quer dizer que a paciente não vai querer comprar então isso é uma coisa que eu falo sempre com vocês e com os residentes não fato de você não perguntar para não repetir revitimizar não significa que você não precisa estar preparado para ouvir porque as pacientes precisam às vezes contar mais uma vez para ouvires mais alguém que não foi culpa delas que não foi
a roupa delas que não foi aonde elas estavam e certo então isso também algo faz Credo preparo Que vai sendo construído compito eu tô nessa boa cara 15 é claro que toda semana eu ainda me surpreendo assim pastor de Deus as coisas que podem acontecer então vivências muito muito sofridas é um ambulatório muito pesado que a gente vê coisas que são inimagináveis às vezes exatamente por isso eu vou agora muito importante então a sensação de que a gente está fazendo a diferença ao ouvir essas mulheres é uma sensação que eu Acho que depois de vista
de saúde é muito importante para nós no serviço eu não consigo imaginar como é que elas tocaram a vida se sentir a possibilidade de ter esse tipo de ajuda e a gente sabe que muitas mulheres não vão Então a esse preparo esse preparo dosado na medida até onde vocês vão né O que é mais observacional ou quem vai trabalhar de uma forma de intervenção a gente tinha até antes da pandemia a visitas técnicas de de outros serviços aí não pessoas que Vão trabalhar no caism mas para outros serviços que querem melhorar o seu ambiente hospitalar
sobre o atendimento a polícia de violência então vinham visitas técnicas que a gente fazer isso com mais frequência agora na academia que elas vão acontecendo tá bom É eu gostaria de repetir só mais uma vez aquela chave do fóruns presença que é caism e eu gostaria de fazer uma pergunta também que é se as vítimas é a equipe enfrentou problemas para Realização da percepção legal E também qual a isso vai ter opção legal E também qual que é o procedimento legal necessário para quem pelo opção Roma tá então existem dificuldades a chegar a principal dificuldade
é prévio a a procedimento em si que é o fato de que por alguma razão contextual ou individual esses pacientes Não conseguiram chegar a tempo para fazer profilaxia e não ter a violência né então quando eu aquela pirâmide que eu Não sei para vocês essas pacientes que nos procuram por puro gestação decorrente de violência tão mais para baixo do nosso grupo que a gente conhece são aquelas que não viriam e elas dizem isso e a quem faz avaliação sou eu somos a equipe fixa que faz avaliação então elas dizem Olha eu sofria violência fui para
casa também um banho de três horas decidi que eu não ia mais pensar nisso então vai lá na procuro serviço ela não conta para ninguém porque em geral Quando ela conta para alguém tem sempre alguém para dizer olha vamos procurar o serviço dela ela fecha sem informação quando elas a grávida ela se desespera Claro e ela procura o serviço não por causa da violência ela por causa da da consequência da violência eu quando ela chega no país meu aquele fluxo que eu mostrei para vocês não é o fluxo da interrupção porque ainda não tem um
fluxo próprio é um ambulatório dentro do Ambulatório elas nem vem para Emergência porque ela chegou depois ovos e elas a gente tem que ter uma agilidade na avaliação principalmente dependendo da idade gestacional Então essa é a paciente quando chega para avaliação ela já é vista rapidamente já faz ultrassom passa para todos da equipe e a gente leva para a reunião que acontece às segundas-feiras então é muito rápido para que a haja uma decisão sobre a interrupção o povo a informação mais Importante é a coerência da violência com a É porque ela pode ter sofrido uma
violência estar grávida mas não necessariamente está grávida da violência Então esse é um dado objetivo O importante porque é isso que a lei no nosso país nos permite fazer uma interrupção de uma situação relacional da violência não há trâmite jurídico a ser feita uma decisão da equipe de saúde eu às vezes tem essa informação Incorreta que a paciente precisa de autorização do juiz não precisa uma decisão a a violência a equipe é capacitada e treinada para fazer essa avaliação e para fazer autorização e fazer interrupção é dentro do tempo que nos é permitido que até
20 semanas então tem uma uma construção bastante rápida o problema é quando a paciente chega muito tardiamente duas vezes acontece principalmente nas adolescentes muito jovens que demoram muito para se dar Conta que estão grávidas ea e chega um tardiamente para avaliação da todo procedimento de interrupção que a gente já teve mais obstáculos no passado do ponto de vista de uma certa dificuldade inclusive da equipe de saúde com relação à a esse procedimento acho que isso nesse momento tá muito melhor né a gente tem um volume e quer bastante considerado né que é um em torno
de um caso por semana tá bom se não tiver mais perguntas eu Queria de novo agradecer muito pela aula pois todo mundo aprender muito né é eu acho que essa foi a primeira vez que a gente teria saldo na liga eu não sei não acho que não teve bom e muito obrigado professora eu acho que todo mundo aqui foi muito boa aula que agradeço acho que as pessoas têm mesmo mais interesse no com mal eu vou falar sobre esse ano eu acho que tem como ela tem uma mesa sobre violência em uma mesa sobre transtorno
mental na Gestação Então acho que têm uma percepção sobre as particularidades do sofrimento mental na mulher que que eu acho que também tem tem crescido ultimamente né Eu acho que bom feliz com isso Eu que agradeço obrigado e eu agradeço também professora pela sua presença várias pessoas no chat da elogiaram e realmente foi mal incrível Obrigado por transmitir tudo isso para gente de enfim obrigada por abrir todo esse para a Liga para o desconhecimento Né adquirido de verdade muito obrigada voltava espero vocês lá no espero te encontrar de verdade deu vontade de ir já agora
aqui ó