semana passada a gente aprendeu O que é de fusão Lady fic Mas essa semana a gente ainda Precisa continuar nesse assunto porque é necessário entender o que a gente vai encontrar e o que a gente espera nas diferentes causas do distúrbio de difusão bom sou o Professor Augusto Cruz e toda semana quinta-feira às 18 horas você tem uma aula inédita sobre fisiologia respiratória comigo e hoje parece não ser tanto fisiologia mas hoje uma continuação sim mas por um aspecto Talvez fisiopatológico Mas que é extremamente importante complementar quando o assunto é de fusão bom nós aqui
né todas as quintas-feiras vocês já conhecem mas nós discutimos a fisiologia baseada em quatro livros Então temos fisiologia pulmonar do levitsky o fisiologia respiratória do uest o fisi respiratória do schumaker ele fica transparente assim por causa do corom aquii tá gente e o Tratado de fisiologia médica do giton que eu não mostro porque tá sem capa fico com vergonha mas você encontra o link para adquirir os livros aqui na descrição do vídeo Tá bom mas sem enrolações já dando início à nossa discussão A gente tava entendendo que os três fatores né que são relevantes ali
pra difusão são pressão parcial do gás espessura da membrana e área de secção transversa Mas como que a gente eh espera encontrar esse distúrbio O que que a gente identifica como sendo um distúrbio de difusão né h o que é o que é identificável e o que é raciocínio dentro dessa condição paraa a gente conseguir concluir que esse paciente tem ou não dis surb difusão para intervir de uma forma eficiente basicamente Esse é o raciocínio da discussão de hoje que é um raciocínio mais fisiopatológico mas que ele é extremamente importante para você que conduz aí
a insuficiência respiratória dos seus pacientes por isso que eu falo que hoje não é nem tanto uma aula de fisiologia mas uma aula de terapia respiratória uma aula de ventilação mecânica uma aula de fisio pato mas que não poderia ficar eh eh de fora dessa nossa discussão bom vamos começar já de cara com a pressão parcial do gás né porque ela vai acontecer em condições muito específicas como por exemplo as altitudes né a gente teve uma aula só sobre isso só sobre pressão tensão do gás Torre Então vale muito a pena se você ainda não
viu essa aula vai te elucidar muito sobre essa discussão como a altitude vai diminuir a tensão do gás e vai diminuir a pressão alveolar desse gás influenciando diretamente ali na difusão e na troca gasosa Mas a gente não pode ignorar que algumas outras situações podem acontecer como por exemplo as intoxicações né quando há uma inalação e há uma mudança da concentração do gás oxigênio em vista da diluição desse gás em outros gases que estão ali ã ã diluídos e misturados por conta de uma contaminação aérea dado uma fumaça ou até mesmo algumas intoxicações que a
gente não consegue ver né mas que também são gasosas Como por exemplo o monóxido de carbono Toda vez que você tem ali uma mudança da concentração porque há ali uma fumaça e há outros gases que fazem com que as concentrações das pressões mudem obviamente tudo isso vai ter vai ter influência direta também sobre a pressão alveolar do oxigênio Mas a gente não pode ignorar aqui um detalhe importante com relação ao monóxido de carbono que é o co que é muito emitido ali pelos escapamentos dos veículos né ah que além do monóxido de carbono ele não
ser um gás que deve estar ali né no no entorno da nossa ventilação mas por conta da fumaça do tráfego ele é muito recorrente aí na no dia a dia nas garagens na na via pública eh o monóxido de carbono ele tem uma altíssima afinidade com a hemoglobina beleza isso vai afetar demais o o processo por qu se ele tem mais afinidade do que o oxigênio a hemoglobina vai captar muito mais esse monóxido de carbono e muitas vezes deixar de captar o oxigênio tá então existe um um uma altíssima taxa de mortalidade em pacientes vítimas
de intoxicação por monóxido de carbono justamente pelo fato de haver uma grande afinidade e e existe um problema até paralelo a isso né que essa afinidade não vai aumentar só a captação mas também vai dificultar a a desconexão né vai vai vai dificultar que haja Ah uma quebra dessa ligação entre monóxido de carbono na hemoglobina então existem aí inúmeros casos né no passado principalmente de pessoas que estavam ali na garagem garagem fechada com o veículo ligado ah e aí acabaram não percebendo essa presença do monóxido de carbono porque ele é inodoro então você não sente
o cheiro do monóxido de carbono e ali pelo fato da garagem tá fechado e o carro tá ligado a concentração do monóxido de carbono ali dentro ia aumentando e muitos casais por exemplo que estava ali na garagem né fazendo uns negócios aqui que o que o horário não não permite a gente a gente falar acabavam aos poucos ali rebaixando e tendo uma parada respiratória e morrendo por hipoxemia ah de dada pela intoxicação por monóxido de carbono tá isso é muito grave isso é muito preocupante mas é extremamente importante a gente falar na questão de difusão
é óbvio gente que a altitude a gente já falou sobre isso mas uma das coisas que a gente tem que resgatar lá da aula da das diferenças das tensões dos gases dos torrelles ali na na altitude é a medida terapêutica né como a gente estava falando já anteriormente sobre você aumentar a pressão alveolar entregando mais oxigênio Então quando você dá um fluxo de oxigênio ali seja por um catéter uma máscara ou diretamente na via aérea seja de forma não invasiva ou invasiva numa prótese traqueal O que você tá fazendo é ao aumentar a concentração do
gás oxigênio naquele todo então quando você tá ventilando o seu paciente com uma fo2 maior do que atmosférica você está gerando um aumento da tensão desse oxigênio e consequentemente aumentando a pressão parcial desse desse gás aumentando a pressão alveolar mais troca gasosa essa é uma medida até terapêutica né oxigênio terapia consiste nesse raciocínio então o que que a gente promove ali quando aumenta fo2 é forçar mais troca gasosa Mas isso também pode ser um baita indicativo aí de quão complexa tá essa troca gasosa né Eh a gente sabe que o oxigênio ele não é tão
solúvel quanto o dióxidos carbono né então quando você tem ali um distúrbio de difusão o principal e e e o primeiro achado vai ser a a o distúrbio da oxigenação não tanto do dióxido de carbono O dióxido de carbono vai começar a apresentar variações quando o distúrbio tá muito grave tá até porque ele é 20 vezes mais solúvel do que o oxigênio então ele tem um uma difusibilidade muito mais facilitada Então quando você tem um surb difusão primeira coisa que aparece para você ali de cara é uma alteração na oxigenação E aí muita gente usa
como base os parâmetros da análise gasométrica né a pressão arterial de oxigênio a saturação arterial de oxigênio ou até mesmo a saturação periférica na oximetria de pulso Ah só que não basta a gente analisar esses resultados é importante entender sobre que condições esses resultados foram encontrados né a gente sabe por exemplo que a pao2 ela varia ali em indivíduos jovens saudáveis de 80 a 100 mas em condições de fa2 atmosférica 21% arredondado né ah ou até mesmo aquela po2 da idade ela é em idoso saudáveis mas com fo2 atmosférica a partir do momento que a
fo2 aumenta indica que você tá chegando naquele resultado com muito mais dificuldade né então pera aí eu eu precisei de mais oxigênio para chegar no normal então alguma coisa tá alterada alguma coisa tá afetada e eu preciso entender e até existe um cálculo bem comum na terapia intensiva que é a relação po2 sobre fo2 né não confundam com índice de oxigenação isso não é índice de oxigenação tá essa relação que rapido a gente rapidamente fala como relação PF né po2 sobre fo2 ela vem indicar sobre que condições a gente chegou nessa po2 né foi em
condições normais ou não E aí isso faz uma relação né que você divide a po2 sobre fo2 já fracionada e vai te dar ali um valor em milímetro de mercúrio que indicam quão eficiente tá essa troca né E a gente já já é conhecido ali e de normalidade né que esperam se valor acima de 400 como valores ótimos acima de 300 como valores Ok bons vai e abaixo de 300 já distúrbios preocupantes né que vão se agravando quanto menor fori esse valor então menor que 300 a gente considera um distúrbio de troca gasosa leve menores
que 200 um distúrbio de troca gasosa moderado e abaixo de 100 um distúrbio de troca gasosa grave Lembrando que isso não é síndrome do desconforto respiratório Agudo tá a gente não pode cravar a a ards só com um critério que é relação PF essa relação faz parte dos critérios faz mas a gente consegue cravar só com eles não tá existem muitas outras doenças que levam o paciente a um distúrbio de troca que vão ter baixa da relação PF mas que não são síndrome do desconforto respiratório Agudo então muita atenção nesse detalhe bom continuando aqui na
nossa na nossa explicação né a relação PF ela vai ser ali um um um um termômetro da coisa se a coisa tá muito grave ou não né se urbio tá muito relevante ou não e a partir daí vem o nosso nosso raciocínio se de fato o nosso distúrbio é de difusão ou outro distúrbio de oxigenação ah dentre todas as causas né que são difusão hipoventilação aveolar disturbo de relação VQ ou alteração do 2,3 de fosfoglicerato bom se for de fusão é necessário a gente ter ali análise do dos fatores né primeiro ah a pressão parcial
do gás é um fator relevante então questão altitude ou até intoxicação de outros gases pra gente pensar nisso ou então a gente falar sobre área de secção transversa que no caso vai ser relacionado por exemplo numa doença pulmonar obstrutiva crônica no enfisema pulmonar a perda de septos alveolares a perda de de sacos sacos alveolares indicando uma diminuição do número de paredes pode ser um fator então a gente já vai levar em consideração esse fator como casuístico da da da hipoxemia ou por exemplo uma atelectasia que vai diminuir a área e a chegada da ventilação nas
membranas alvelo capilares então isso também pode ser um pode ser um distúrbio de difusão ou quando a gente tá falando sobre espessura da membrana né ah no caso por exemplo do edema agudo de pulmão e o edema agudo de pulmão inclusive que pode ser cardiogênico ou não né mas que em suma vai gerar ali um extravazamento de líquido no interstício alvéolo capilar com ou não in dação alveolar mas que vai aumentar a distância paraa passagem desse gás né E aí esse raciocínio baseado no que a gente falou na na aula passada que vai ter a
relevância não só do diagnóstico mas da intervenção né qual que vai ser a principal intervenção por exemplo no caso do do enfisema a gente não vai conseguir reconstruir ali as áreas pulmonares Então a gente vai ter que entender que existe um um um grau basal ali de distúrbio mas que obviamente muitas vezes esse paciente vai precisar de uma suplementação do oxigênio existem muitos pacientes pneumopatas crônicos que são dependentes do oxigênio para se manter uma saturação para paraa segurança tecidual né em vistas de que nessa condição já se espera a a não reconstrução estrutural de anos
que foram destruídas já no caso por exemplo da Telect Asia a reversão desse processo Telect másico que vai ser uma correlação tanto da do achado Clínico da da hipoxemia quanto da os cuta quanto da imagem a gente intervém ali e observa uma melhora da área da da troca gasosa consequentemente pelo ganho dos alvéolos agora no edema gudus de pulmão cardiogênico a gente também tem ali intervenções que vão pensar na causa desse Edem Gudo de pulmão ele ele é um Edem Gudo de pulmão cardiogênico então a gente tá falando sobre um um distúrbio relacionado ao aumento
da pressão intravascular tá então a gente precisa pensar em melhorar esse fluxo sanguíneo para desobstruir ali e diminuir o extravazamento de líquido na na região alveol Pilar né Então aí vai desde intervenções que vão diminuir a resistência vascular periférica aumentar a eficiência da bomba do ventrículo esquerdo diminuir o volume de líquido intravascular com diurético ou até mesmo a pressão positiva né a Pipe que vai contribuir bastante ali para reaproximar o ovelo do capilar mas eu queria falar bastante sobre isso eh até pra gente entender alguns outros achados Paralelos nesse detalhe ã que existe na anatomia
a capilar principalmente Principalmente não né detalhe detalhadamente ali no capilar um receptor que é o receptor chamado de justa capilar receptor j e a função dele é justamente enviar via vago lá pro tronco encefálico pro grupo respiratório pontino mas especificamente a informação da distância entre o alvelo e o capilar e o objetivo dessa informação é justamente e entender se o alvelo não tá comprimindo o capilar e atrapalhando o fluxo sanguínio ou se o alvelo não tá muito longe do capilar aumentando muito a espessura da membrana e consequentemente a difusão isso afeta diretamente na intensidade da
profundidade da Inspiração Então como ele vai Via vago uma informação aferente ah indicando a alteração da espessura da membrana ele volta ali né via frênico pro diafragma a informação se você precisar aumentar ou ou diminuir a profundidade da Inspiração isso é perceptível na avaliação do paciente né então quando a gente tem um paciente ali com uma inundação de membrana alvelo capilar até inundação de alvéolos a gente percebe que não não o paciente não apresenta só uma hipoxemia com desconforto respiratório padrão né O que a gente percebe é um aumento da intensidade do esforço com uma
inspiração muito profunda então a gente percebe uma hiperpneia né que é uma inspiração muito profunda com uma frequência respiratória muito alta e essa hiperpneia ela pode ser uma característica de um reflexo de de receptor J que a gente chama de reflexo de Hiper insuflação de Hering brer tá então olha como esse achado ele pode ser um complementar ali na avaliação até para te indicar então pô Percebi meu paciente tem um aumento da pressão arterial sistêmica ele já não tem uma bomba ventricular esquerda muito eficiente uma hipótese aqui né Eh Observe que esse paciente tá tendo
uma hipoxemia com desconforto respiratório Franco hiperpneia Naus cuta estorando se for solicitado uma radiografia vou perceber um um infiltrado uma congestão pulmonar absurda gente isso isso é um sinal clássico ali de que você tá tendo uma inundação e e um aumento da espessura da membrana E aí nesse caso né a Pipe ela vai ser muito favorável justamente para tentar reaproximar o alvéolo do capilar é óbvio que a gente tá falando especificamente aqui do edema agudo de pulmão cardiogênico o não cardiogênico que é a síndrome do desconforto respiratório Agudo aí entra em outros fatores outras discussões
né se é pulmonar extrapulmonar se a gente tem um baby lung ou não são muitos fatores que tem que ser levado em consideração até responsividade da PIP vai ser eh algo relevante nessa discussão mas olha como é é é muito importante a boa avaliação e a associação de de elementos né então a gente estava falando aqui inúmeras vezes vou perceber uma hipoxemia eh vou perceber um desconforto respiratório mas a característica do desconforto pode eh e me trazer já um achado particular eu tô falando de aus cuto tô falando de radiografia de tórax tudo para fazer
com que nós tenhamos ali a melhor e mais assertiva conduta paraa solução desse distúrbio de difusão tá por isso que eu tô falando que essa aula parece muito uma aula de terapia respiratória é óbvio gente que aumentar fo2 é a primeira medida quando você tem uma hipoxemia grave né então na eminência de uma queda de de de oxigenação importante a primeira medida é a o aumento da fo2 justamente para você promover ali um aumento da tensão do gás o aumento da pressão alveolar e aumentar a troca gasosa a força né com objetivo de você conseguir
garantir uma saturação pro paciente que vá diminuir o risco dele ter um um um uma um uma instabilidade Clínica uma parada cardiorrespiratória ou outra complicação associada mas essa medida Ela não é uma medida definitiva então é uma medida emergencial até que outra medida para se solucionar esse distúrbio venha e E aí você consiga de novo voltar fo2 pros valores de normalidade tá então a fo2 ela é uma medida de resgate que vem tem como objetivo evitar que o paciente tenha uma complicação mas é necessário a intervenção e a intervenção adequada ela vem mediante o achado
da causa então a gente tá falando aqui sobre uma das causas de hipoxemia sobre a difusão né eu listei aqui nessa aula inclusive quatro ca causas difusão hipoventilação aveolar disturbo de relação VQ e alterações do 2,3 de fosfoglicerato só que aí a gente tá falando sobre uma das causas e uma dessas causas tem três fatores Então olha como tudo é muito fragmentado e a nossa monitorização a nossa avaliação ela precisa ser muito precisa porque aí sim a gente vai conseguir intervir de uma maneira eficiente e evitar que os nossos pacientes tenham grandes complicações tá bom
bom Espero que vocês tenham gostado dessa aula eu não tinha pedido like Mas já dá o like aqui já se inscreva no canal porque novas aulas todas as quintas-feiras vem e é isso gente fisiologia respiratória é algo complexo mas não é um bicho de sete cabeças e a gente consegue trazer muita informação enriquecedora com base aí das melhores literaturas que a gente tem sobre o assunto Tá bom quinta-feira que vem eu espero você na aula no do fisiologia respiratória e é isso gente valeu muito obrigado e tchau yeah yeah