Aline, muito bom ter você aqui no podcast da Em Murad. Que bom que você veio compartilhar conosco um pouco da sua história, da história da Morar. Me conta um pouco da sua trajetória, Aline.
Bom, antes de mais nada, eu que gostaria de agradecer pela oportunidade. Tô muito feliz de estar aqui, poder contar um pouquinho da minha história. Eh, vou resumir aqui um pouquinho, né?
Eu sou casada, tenho dois filhos, sou arquiteta e eu entrei em namorar em 1998, né? eh, nova, 18 anos, eu fazia estágio na na antiga escola técnica, né, na época era eh TEFS, então era técnica de segurança e trabalho, precisava do do estágio para fazer o diploma e a Morara ofereceu a oportunidade, era o primeiro estágio para técnico de segurança em obra. Então, pensa naquela época, 25 anos atrás, né, eh, uma mulher estagiando numa obra para cuidar da segurança do trabalho dos funcionários.
Então, fui eu, fiz uma entrevista, eh, passei, então eu comecei nessa área, fiquei um ano na obra trabalhando, cuidando, né, da saúde e segurança dos trabalhadores. E aí eu fui tendo oportunidade de, né, transitar por outras áreas. Eu também tinha feito na escola técnica antes o curso técnico de edificações.
Então, eu falei: "Ah, já estou aqui, né? Tá legal? Tô, né?
Tô no meio. Vou aproveitar e vou fazer o curso de o meu estágio de também de edificações, que aí já era o meu segundo diploma, né? Então eu também fiz o estágio de edificações e nesse meio do caminho também eu já tinha passado paraa faculdade, então eu fiz arquitetura, né?
Eh, entrei em 97, já tava fazendo a faculdade e aí eu falei, vou aproveitar também fazer estágio de arquitetura. Imagina, eu estava numa construtora, tinha todas as atividades, tanto para segurança de trabalho, para edificações, para arquitetura. E assim eu fui tendo oportunidades, então eu fiquei na obra, depois eu fui convidada para ir pro escritório, trabalhei na área de projetos, de orçamento, de qualidade e aí Frederico, tudo que aparecia eu topava.
Eh, eu acho que assim, eu tinha muita curiosidade do negócio de saber como é que funcionava. Então, toda vez que eu era escalada, eu pensava: "Pode estar escalando é porque eh estão acreditando em mim, né? Estão me dando essa oportunidade".
E eu gostava muito de entender a empresa como um todo. E aí eu fui crescendo, assumindo novos cargos, posições, eh ganhando a confiança também e dos sócios. E aí já tem, né, esse tempo todo, desde 1998.
Foi meu único emprego. Então, pensa, né? É, de fato, foi um casamento.
Legal. e você falou sobre coisas muito importantes pra gente aqui, Aline. Uma delas é a visão sistêmica e a outra é sobre a questão de aproveitar oportunidades que foram aparecendo.
A gente vive hoje um grande dilema nas empresas de que eh muitas pessoas não vêm tendo aquele foco numa carreira executiva com aquela ambição de crescer, coisa que você o tempo todo, né, me parece que teve. Talvez não pela ambição de crescer só, mas pela ambição de poder se desenvolver. Que que você teria a falar em relação a isso?
Eh, hoje eu vejo, né, as pessoas muito preocupadas com cargo em crescer rápido. Eh, de fato, eu não tinha essa ambição, mas eu tinha uma preocupação muito grande de fazer um trabalho legal, sabe? Tudo que eu entregava, eu eu me dedicava e eu queria entender o todo, queria fazer bem.
E eu acho que isso foi consequência. Eh, eu nunca eh me organizei para isso, mas o que eu me propunha fazer, o que vinha para fazer, eu queria fazer muito bem, queria entender e eu me desenvolvia e isso me estimulava. Então assim, hoje até hoje eu gosto muito de meta, de indicador, de resultado.
Então para mim toda vez que eu vi alguma coisa bem feita ou que, né, dava resultado, isso me retroalimentava e eu ficava ainda mais feliz, mais engajada e queria mais e me sentia desafiada. Então isso foi consequência, no meu caso foi consequência. Eu vejo que muita gente às vezes tem ambição, mas trabalha para isso.
Eu não trabalhava porque eu gostava muito e aquele resultado eu falava: "Poxa, que que bacana, né? Qual que é o próximo? Que que eu vou fazer?
E dessa perspectiva de desafio, de resultado, essa pegada toda, quais são hoje os grandes desafios da morar? Uhum. E como é que você lidera um time?
São quantos colaboradores hoje? Ao todo, hoje a gente tem 550 colaboradores diretos. Um time de 550 colaboradores diretos, fora os indiretos.
Uhum. Exato. Como é que a gente traz essa energia a esse pessoal para fazer realmente a coisa acontecer?
Me conta. É, não é fácil. né?
A gente depende aí dessas 550 pessoas, mas eu acho que a gente tem um alinhamento muito grande. Eh, até na sexta-feira passada a gente fez uma reunião de planejamento estratégico apresentando pra equipe. Então, no nosso organograma, né, é muito importante que tudo isso chegue até a ponta.
E a forma de chegar até a ponta são através da é através das lideranças, né? Então, a gente tá em desenvolvidas lideranças para fazer esse trabalho para que todo mundo tenha o mesmo objetivo, chegue no mesmo resultado e tenha muito muita clareza do que que para fazer e do que ele está namorar para quê, né? Então eu acho que isso é um ponto muito importante.
O nosso desafio continua sendo pessoas. A gente tá aí no momento do Brasil com, né, a menor taxa de desemprego aí dos últimos anos. Então acho que não só a dor da morada, a dor geral, né, do Brasil, né?
Então, a gente falta mão de obra e aí a gente fala de todos os níveis mesmo, né? Eu acho que essa dor é muito grande, tanto de operário, nível técnico, eh nível sior, enfim. Eh, mas a gente tem uma equipe muito boa, de muito tempo de empresa, então eu acho que isso, eh, a Morar fez esse dever de casa muito bem ao longo dos anos, de reter as pessoas, sabe, de eh cada um que tá ali vê uma oportunidade de crescimento, de carreira e isso acaba retendo as pessoas.
Então esse desafio é o maior. A gente tem o desafio aí também, né, de que mais se fala hoje de inflação e de juros. Então isso é muito ruim pro mercado imobiliário.
Eh, a gente sofre muito. Hoje a Morar tem atuado, né, no mercado da minha vida especificamente. Eh, não atrapalha tanto, mas é sempre ruim, porque acaba que as pessoas, né, t perde o poder de compra e isso tudo pro mercado é muito ruim.
Mas basicamente são esses dois desafios assim, né? A gente precisa ter muito cuidado. Aline, você é capchaba, certo?
Isso. Como você se sente e liderando uma empresa Cabixaba um mercado, né, muito promissor como Espírito Santo? Quais são os grandes projetos da morar hoje aqui dentro do estado?
É, primeiro que eu sou capixaba, tenho um orgulho enorme, então para mim é um prazer estar dentro da Morar, que é uma empresa genuinamente de Capixaba. Acho nosso estado fantástico. Eu sempre, inclusive vendi o nosso estado para você, né?
Vem mesmo, vem morar aqui que aqui é maravilhoso. Verdade. Depois você me confirma se era verdade ou não.
E eu tenho muito orgulho porque assim, a Morar é uma empresa de muita referência aqui no estado, né? Tem uma marca muito consolidada, foi fundada em 1981. Então aí já, né?
Agora nesse meio do ano a gente faz 44 anos. Então, eh, a gente concorre, eh, tem uma participação no mercado muito forte. Eu vejo que os capixabas reconhecem a morar por isso.
Eh, nos últimos anos aí a gente ganhou várias premiações de recall, de marcas de valor, marcas ícones. E é muito interessante porque assim, nessas premiações, né, embora hoje a nossa atuação esteja mais voltada para minha casa e minha vida, eh as premiações, como, né, são perguntas, eh, é uma resposta espontânea das pessoas, a que que é o que vem na mente delas, né, uma geralmente uma pesquisa de lembrança, de marca, eh, a gente já ganhou como condomínio de alto padrão, como administradora de condomínio, como imobiliária. Então, eu acho que é muito legal assim estar numa empresa que de fato eh é referência, né, no mercado imobiliário, é uma referência aqui no estado.
Então, ao mesmo tempo que é muito orgulho, é muita responsabilidade. Então, é um compromisso meu com sócios, né, de de fato cuidar da empresa, perpetuar a empresa e eu faço com muito amor e prazer, tá, Frederico? Que legal.
pro nossos estudantes, pro pessoal que tá mergulhando agora numa carreira executiva, entrando no mercado de trabalho, quais seriam talvez os seus conselhos para essa moçada aí que tá chegando? É, essa parte é um pouquinho mais difícil, né? Porque assim, dar conselhos, o que foi para mim não necessariamente é o que é bom pro outro, né?
Mas eu eu falo um pouco assim de seja crítico, tenha muita análise do que você faz, sabe? Eu vejo muitas análises superficiais sem informação, sem dado, né? Um pouco de intuição.
Isso eh eu acho que é muito importante você ter informação de qualidade para você tomar decisão. Então, faça análise, faça crítica, seja proativo, traga solução, não traga problema. Então eu acho que isso não importa o cargo, né?
Eh, todo mundo deveria estar sempre pensando, né? Qual que é a solução? Como é que eu faço melhor isso?
Como é que eu mudo isso? É se incomodar com as coisas, né? Eu vejo às vezes as pessoas muito eh passivas, né, digamos assim, e é você tomar frente das coisas.
Eh, poxa, se isso fosse meu, como é que eu faria, né? Eu, Então, às vezes a pessoa tá lá, ah, você é só da empresa, não é meu não. Se você se você fizer alguma coisa que você não faria na sua vida pessoal, não faça, né?
Se você tiver que fazer alguma coisa, só faça o que de fato você faria. Então, às vezes a pessoa: "Ah, eu vou comprar uma passagem, essa passagem tá mais cara". Mas você compraria para você se fosse, né, na sua vida pessoal?
Não, não pagaria não. Por que que você acha que a empresa vai pagar? Então, eu sempre tive, embora não seja empresária, né?
sou uma funcionária, mas eu sempre tive essa visão de de fazer o que eu acredito que é certo, independente se é meu, se da empresa. E Aline, eu vejo uma preocupação muito grande namorar e isso obviamente também vem de você com o cliente. E essa figura que é o cliente, quais são os esforços que você recomendaria aí pros nossos executivos para colocar ele no centro da sua estratégia?
Eh, hoje, né, os nossos clientes, a gente tem uma jornada interna pra gente tratar o cliente. Eh, ao todo aí a gente tem uma base de 4. 000 clientes, uns 1000 e pouco ativos, né, assim, que tem o dia a dia, eh, com com compras recentes de apartamento e a gente trata ele numa jornada.
Então, eh, quando ele entra, a gente tem toda a área de vendas, depois a gente tem a área de suporte da Secretaria de Vendas, a gente faz todas as comunicações nesse começo com ele, a gente faz pesquisas, né, no momento que ele já é nosso cliente, a gente começa a fazer pesquisas, entender a satisfação dele. A gente tem um comitê interno de clientes que se reúne semanalmente, né, com pessoas de todas as áreas, da área de obra, da área de financeiro, da área de projetos. E todo esse comitê traz informação para retroalimentar esse sistema.
Então, a gente é muito preocupado. Eh, é até um cuidado que eu falo assim, o quanto que é representativo ou não alguma reclamação, digamos assim, né? Porque a turma tem tanto o foco que às vezes, né, quer que a exceção vire regra.
Então eu até tenho um pouquinho esse cuidado lá interno, porque a turma se move muito pelo cliente, então é de fato uma uma cultura nossa. E a parte que eu acho que é muito importante é como o cliente, poxa, se tá vindo alguma coisa do cliente, como é que a gente melhora paraa frente? Então não é só ter essa informação e trabalhar pensando em resolver aquilo, mas como é que a gente tira proveito de fazer isso paraa frente?
Então a gente tem essa jornada de muita pesquisa, então pesquisa pós-venda da secretaria quando entrega as chaves, depois na assistência técnica. Então esse canal é sempre aberto e a gente, quem também não é cliente, a gente também faz muita pesquisa de mercado, de produto, né? Poxa, antes de lançar, como é que eu vou eh lançar esse produto?
Que que tá, qual que é a dúvida que eu tenho? Como é que eu tiro isso do meu cliente? Então, a dúvida é dar atenção, da ouvir bastante, né?
Às vezes o as pessoas têm medo, quer ficar longe, né? Ter tipo: "É, o cliente eu não quero encontrar não, deixa eu sair correndo, senta com ele, ouve a dor dele, conversa, seja franco, seja verdadeiro, que e de certa forma o mercado imobiliário como um todo vende sonho, né? Quer dizer, você vende a casa da pessoa, isso não deve ser fácil, né?
É, e cada um tem uma expectativa diferente, né? Mas você tem que ter um um direcionamento escolher, não dá para querer também agradar todo mundo. Mas eu acho que assim, a gente faz isso também com muita preocupação, muito amor e a parte de obras assim é muito fantástico.
Assim, o a gente tem a ISO 9001 desde 1998, desde quando eu entrei e isso ajudou bastante, né? né? Então, o produto que a gente entrega tem uma entrega muito constante eh em todas as obras.
Então, hoje não é porque a gente, né, faz o Mercado Minha Vida, que é uma obra de menor qualidade, não, ela segue os mesmos processos e procedimentos de uma obra se fosse de alto padrão. Então, isso também traz muita confiança, segurança pros nossos clientes e indicação futuramente, né, Aline? Então me conta um pouco dessa jornada do cliente, da experiência do cliente.
Me conta assim o que que você e e Amor fazem de diferente para esse cliente. Ah, ótimo. A gente tem um uma entrega recente de uma de um empreendimento agora que a gente fez em Vila Velha e é um momento muito marcante para todo mundo.
Então, imagina, são 250 famílias que a gente vai fazer uma entrega de chaves. Ao invés de simplesmente entregar a chave, a gente faz uma experiência. E eu acho que nesse momento é muito legal porque a gente escala o time inteiro da Morar.
Então assim, são quase 50 pessoas para poder dar conta de fazer essa entrega de 250 famílias e faz uma festa muito linda assim, sabe? Que de fato torna aquele momento marcante. E assim, você vê cada história, já teve pedido de casamento na hora de receber a chave, sabe?
as pessoas chorando e depois o o retorno de cada um que participou ali do evento é fantástico, assim, eh, acaba que o funcionário entende tudo, né? Por que que você tá ali para para quem que você tá fazendo aquilo, né? E por que você tá fazendo aquilo.
Então, fica a família muito feliz e também os funcionários assim encantados, porque cada entrega é uma emoção diferente, né? tem a nossa emoção de fazer e a emoção de quem tá ali recebendo naquele momento. É muito mais que uma relação comercial é um propósito, não é verdade?
Muito bem, Aline, queria agradecer você pela presença. Você abrilhantou muito aqui o nosso podcast, desejar sucesso a você na sua carreira, a morar com a toda a sua equipe e dizer que é um orgulho muito grande para Morar de ter vocês aqui conosco nesse podcast. Eu que agradeço.
Espero que tenha servido de inspiração ou de, né, de algum exemplo aí bom para pros futuros jovens. Eh, e aí você não me respondeu se você se o que eu falei do Espírito Santo, você estamos aqui muito felizes e daqui não saio mais. Ah, tá joia.
Obrigada. Tá bom. Prazer.
Tá joia.