Depois Ai gente como é que eu faço deixa eu ver Bom vamos lá vamos ver eu respondo rápido é eu fico olhando aqui como se eu tivesse lendo para ver se eu lembro podemos ir certo eh trudo a gente fez o resenha mas como a gente está aqui em Boa Vista eu queria fazer mais algumas perguntas para você eh que que eu acho que são importantes para para pros trabalhos FD e pra divulgação da literatura indígena em geral Então vamos lá você teve um processo você passou por um processo de consciência da sua eh identidade
indígena e agora a gente viu no Censo que a autodeclaração indígena aumentou né E você tá na UFRR também que por hoje de manhã nós estivemos lá fizemos a aquele passeio e eu vi também aquele núcleo né Eh de estudantes indígenas Então como é que você enxerga essa autodeclaração como é que você enxerga esse processo Eu sei que você não pode falar por outras pessoas Mas no geral como é que você tem visto essa questão eu vou responder contando uma história eh desde a graduação que foi na Universidade Federal de Rondônia eu tenho contato com
narrativas indígenas então primeiro lá na minha iniciação científica eu estudava narrativas do Povo amond aula quando eu fui pro mestrado A Minha tese do mestrado foi sobre a performance nas narrativas indígenas eh dessas publicações assim né de escrita alfabética feita por professores indígenas mas que de certa forma já chegava na universidade e aí no doutorado foi na PUC do Rio Grande do Sul eu fui estudar a obra queda do céu palavras de um chaman Noam Eu sempre tive contato com narrativas indígenas na minha formação acadêmica mas eu nunca tinha tido uma consciência de que eu
também era indígena ou ela existia em mim mas ela não era tão forte a ponto de eu dizer não eu também sou indígena e eu sou Maki e essa chave virou quando eu encontrei a literatura indígena porque a obra a queda do céu ela não é vista de uma perspectiva literária ela é vista de uma perspectiva antropológica das ciências humanas tanto que quando a gente vai comprar a obra a gente ainda encontra ela nas instantes de antropologia e foi quando eu conheci o Daniel mundurucu que é um dos expoentes da literatura indígena no Brasil eh
que eu percebi assim por meio das suas histórias né como eu também tinha vivido aquelas histórias como eu também tinha aquelas crenças e e a partir da presença dele no palco da PUC assim comentando um pouco sobre o que que era ser indígena na a vida indígena que virou essa chavinha para mim e logo em seguida eu encontrei a Eliane Potiguara que também é uma escritora e o próprio Cacau erá né que teve um tempo assim ele tava fazendo autógrafos aí eu diz assim eu sou pesquisadora de literatura você me dá CCO minutinhos a fila
imensa atrás de mim aí ele dizia Claro claro eu entendo eu falei existe literatura indígena porque até naquele contexto Nem eu mesmo tinha ousadia de dizer isso é literatura indígena porque não se dizia né lá nos inícios de 2017 ele falava não pode dizer que é literatura indígena Sim antes era chamada de oral leituras né ou textualidades indígenas outros nomes que não literatura indígena e essas três né três entidades assim Daniel Eliane e Kaká foram fundamentais para por meio da literatura eu ten a consciência de que eu também era indígena e foi aí que a
minha vida Mud Foi aí que tudo mudou eh então eu cheguei nessa consciência por meio da literatura por meio dos autores por meio do contato com eles e eu acho que no Brasil eh essa literatura o cinema a música que tá sendo feita também tem chegado em outros indígenas que tem tido cada vez mais força e coragem de dizer eu também sou indígena mesmo para sujeitos indígenas que moram em comunidades que são obrigados a silenciar e dizer que não são indígenas na cidade por conta né dessa vergonha que é perpetrada sobre eles né dessa discriminação
que acaba envergonhando embaraçando assim tirando eles desse lugar assim de de força mesmo e até para eles é importante isso eh e aí tanto seja na comunidade seja na cidade eu vejo esse movimento acontecendo e e esse movimento tá trazendo números né de 890.000 indígenas no Brasil a gente pulou para 1 milhão 600 eh e aí agora nascendo Ministérios Fundações museus estão renascendo né porque eles também estão ganhando eh diretorias indígenas e outros nomes né nomes assim que contemplam mais eh os povos indígenas eu acredito que isso esse movimento ele não vai parar ele vai
continuar e cada vez mais as pessoas vão poder lembrar e agir para além do Eu também tenho uma voz indígena que bonito e e eu ia te perguntar justamente sobre a questão da da literatura também eh que você diz no originas né a literatura eu escoli a escrita alfabética mas também trago o vocabulário de de outras lnguas né só pra gente situar Aqui as pessoas que estão nos ouvindo nós temos 305 povos indígenas aproximadamente no Brasil não sei se é exatamente esse número aqui em Roraima a gente estava falando hoje de entre 11 e 16
povos né eh como é como que é essa relação eh de eh com das línguas né E de ter escolhido a literatura indígena para eh falar da cultura desses povos né porque engraçado a gente falou na Bet educar também de transmídia E aí você tá trazendo essa questão da transmídia né ah não é só a literatura é a música eh são várias outras eh formas de meios de comunicação na literatura é um deles então Eh essa escolha da literatura eh foi feita como e por que esse canal assim a literatura sempre esteve presente na minha
vida né Eu sempre desde criança escrevo faço meus próprios cadernos de poesia eu sempre fui uma leitora muito Ávida eh e e a minha formação né é letras teoria da literatura e teoria da literatura então a literatura já tava ali no meu caminho sempre esteve né acompanhando a minha vida a minha formação só que era uma literatura que eu não que não fazia sentido para mim eu juro que eu li alguns poemas e eu dizia meu deus o que que isso quer dizer né e um conjunto de representações muito embranquecido muito longe da nossa realidade
que chega a ser literalmente outro mundo eu como leitora indígena eh Lia alguns romances e ficava profundamente assim tristes não só assim pela estética que elas apresentavam mas também por ser tão distante do meu mundo né eu que sou uma mulher do Norte nunca pensei por exemplo o que que seria gari eu fui aprender o que que era gar assim em São Paulo né e mais ou menos ainda porque lá se chama Estação né Estação da Luz Estação eh foi quando eu viajei para Paris que eu fui entender ah entendi eo significa isso mas era
literalmente poemas do Mário de Andrade né e do Osvaldo de Andrade E aí eu ficava pensando meu deus esse é um mundo totalmente distante do meu a literatura realmente é um lugar inacessível e aí quando eu comecei a l literatura indígena e ter essa identificação foi também quando eu comecei a procurar a teoria indígena e aí eu consegui reorientar graças a uma orientadora que foi a Maria Teresa audu Mas ela tá viva ainda tá E ela disse assim não vai estudar traz o que você puder E aí que eu percebi que a gente também tinha
pouca teoria indígena para falar sobre a Literatura e eu consegui reorientar minha pesquisa paraa literatura indígena porque de repente tudo fazia sentido a representação as histórias as crenças os personagens com os nomes nas línguas Os territórios As Aventuras de pé no chão eh o nome dos animais a essa cosmologia de mundos né que que a literatura vai nos apresentando é outra forma de se relacionar eh o mundo indígena tem a sua suas características assim eh que que é um pouco apresentado né na dentro da literatura que permite assim que quem é indígena possa dizer Nossa
eu vivi isso eu entendo isso né Eh vou só dar um exemplo a obra do cudan hchana eh o hchana É também um povo indígena aqui de Roraima ele eh tá falando sobre os muitos milhos Os muitos tipos de milhos que existem né no mundo e isso é um grande ensinamento assim para porque a gente foi ensinado a viver na monocultura né comer a batata doce Branca o milho amarelo e aí né vai comendo um tipo de alimento de uma só cor e acha que só a melancia vermelha né que só existem elas e aí
os mundos indígenas mostram que tudo é sempre muito plural das sementes à plantas aos animais é tudo muito plural né Tem sempre tem muitos tipos daquele tipo daquela raiz daquele animal daquele pássaro daquela árvore E aí tem uma assim que o que essa essas sementes nas estão sendo ameaçadas e eles chamam o pajé para um ritual e eles batem folha mas quem não é daqui inclusive outros indígenas não sabem que bater folha é um ritual daqui daqui é um ritual que os nossos povos compartilham porque nós temos muitas plantas pajés e essas plantas elas eram
pajés antigamente e continuam sendo pajés para curar né quem adoece para proteger assim e aí Esses são códigos que a literatura indígena vai introduzindo na nossa vida né E E então quando eu comecei a ler literatura indígena eu falei Opa ISO eu conheço isso eu conheço né e tudo começou a fazer sentido mas especialmente Assim eh a literatura para mim vai ser sempre o ponto de chegada e o ponto de chegada de novo porque um dia energia foi embora em Porto Alegre né E aí a gente com celular toda hora não sabe nem o que
fazer depis que a energia vai embora internet vai embora Enfim meu celular tava descarregando não tinha internet não tinha energia e aí eu fui ler obras não tinha nada para fazer peguei uma vela e fui ler literatura indígena e nesse dia eu li um conto do Daniel mundurucu que era histórias de terror histórias para assustar E aí eu fui dormir fazia muito tempo que eu não sonhava com animal e nessa noite eu sonhei com uma anta numa floresta talvez da minha infância eu não sei e eu acordei assim muito feliz tanto quanto sonhar com cachorrinhos
assim você se acorda sorrindo né e eu a eu entendi a força da espiritualidade presente nas palavras indígenas e por isso que eu utilizo a literatura indígena né como esse lugar de pesquisa Mas também como esse lugar que me cura como uma leitora de muitas obras ocidentais ao longo da maior parte da minha formação e da minha vida tem alguns anos aí que eu me dedico exclusivamente à leitura de obras indígenas tanto para fazer a pesquisa Mas também como para me curar E aí eu cheguei num momento assim em que eu conheço muitas obras indígenas
graças ao governo federal Obrigada né programas de incentivo a educação senão eu não teria conseguido comprar os livros e conhecer essa diversidade de obras e autores eh mas aí chegou esse ponto de eu conheço muitas obras e agora eu estudo outras línguas para ler obras de autoria indígena publicada em língua francesa em língua inglesa e esse é o meu sonho assim de poder passar o resto da minha vida lendo literatura indígena e não só literatura né uma outra questão aqui que que surge é a questão da própria antropologia né porque a antropologia como você disse
não tem muitos teóricos mas o cacau erá é um antropólogo indígena não é isso e e eu vi algumas algumas críticas né também ao a forma como a antropologia foi escrita porque era alguém que vinha observava mas de fato não tinha a sensibilidade ou as questões eh como você tá falando aí do sonho né Será que algum antropólogo já já sonhou como um indígena ou já teve as mesmas eh a mesma observação da natureza enfim a relação é completamente diferente então alguém pode vir observar e e mesmo assim não entender né achar que achar que
entendeu e não entender e por outro lado Eles foram Pioneiros nessa questão de de dizer olha essas pessoas são inteligentes possuem organização e política e etc então eles foram importantes para para vocês também eu acredito né como é que tá isso hoje e se se a gente vai ter você acredita que a gente vai ter também mais intelectuais né nessas outras áreas de conhecimento o Daniel mundurucu Ele tem um livro chamado mund ucando do sobre sobrevivências roda de conversa com educadores que foi publicado em 2017 né pela própria Editora E aí ele nessa obra ele
tem um conceito de literatura indígena e ele faz o ensaio também da presença do movimento da literatura indígena no Brasil e tem um momento que ele diz assim né Eh o movimento indigenista que é feito por antropólogos linguistas né que que se dedicam aí a vida para trabalhar com povos indígenas eh foi muito importante e ainda é muito importante na história indígena mas a estrutura brasileira né inclusive que negava a cidadania povos indígenas barrava a presença indígena e eles também estavam imersos né nessa estrutura eh Porque por mais bem intencionados que eles são que eles
fossem eh nenhum disse assim vamos lá publicar como autor indígena né e é por isso que não existem autores indígenas aí até antes da da Constituição Federal é uma uma ou outra exceção né então Eh o que a gente entende que faz parte né dessa estrutura brasileira que vai apagando a presença indígena e então quando surgem os antropólogos indígenas eles se propõem a questionar mesmo o seu lugar dentro desse espaço e dizer Olha foi muito importante a luta né a a sua luta a sua pesquisa o seu estudo mas agora a gente quer falar por
nós mesmos e esse falar por nós mesmos é um comprometimento assim que não é uma pesquisa acadêmica é um movimento político dentro da antropologia e é por isso que surgem Então os antropólogos indígenas a Universidade Federal do Amazonas tem um núcleo muito forte a gente tem o João Paulo tucano que ganhou prêmio Cap de melhor tese na área da antropologia vocês não sabem como isso é muito difícil isso é histórico né e o a além do João Paulo Tucano a gente tem o Jaime dicra a gente tem o Justino Sarmento que é Padre inclusive assim
e antropólogo e indígena e tá ali para você ver que o comprometimento com a com o movimento indígena ele é o ponto de partida para inclusive contestar todas essas contradições né E esse a gente também tem uma antropóloga aqui que é macuchi Então veja a gente já tem esse movimento de antropólogos indígenas que reconhecem importância do indigenismo né pras lutas eh do movimento social mas entende também que o protagonismo ele chegou ele foi permitido a partir da Constituição Federal e essa autorrepresentação ela também é a a ela não parte só da letra publicada da escrita
alfabética é esse corpo né que foi ocultado desses espaços antropológicos né desses espaços linguísticos e desses espaços literários E aí vou dar um exemplo assim na linguística muitos povos e tem muitos problemas com gramáticas né porque elas são iniciadas primeiro por esses estudiosos depois como elas já são publicadas demora M tempão para se convencionar o que que é porque já tem um um grupo acostumado com essa fonética com essa escrita né como que vamos subverter isso assim para deixar mais fácil aqui no contexto Mac a gente tem esse problema né algumas gramáticas de linguistas primeiros
padres né que dizem que não tem tal letra e tal letra aí tem como é que a gente vai ensinar isso pras crianças e pro jovens e pros velhos e como é que a gente volta a ter 100% do povo falando a língua então essas questões a gente pode trazer eh paraa pauta hoje em dia porque a gente já tem formações de linguistas indígenas antropólogos indígenas e se espelha muito também no movimento indígena de fora né a gente tem a linda Tur Smith que é é maori a gente tem o Emil kem que é Maia
quich da Guatemala que são intelectuais aí de diferentes áreas que se conectam com outros intelectuais e compartilham então Eh os seus eh as suas lutas dentro do do movimento indígena que a gente pode acessar por conta da academia artigo acadêmico livro né e eu acho que tá crescendo esse movimento né a gente tá tendo cada vez mais assim estudantes estudando antropologia formando se formando antropologia indo pro mestrado indo pro doutorado e com demandas que o povo reivindica né E essas são pesquisas assim fundamentais porque a gente não tem a voz de um pesquisador né a
gente tem a voz de um coletivo de uma comunidade de um Povo Inteiro muito lindo bom por fim eh eu acabei de ler o livro originárias el são contos de muitos povos é muito plural a forma de contar a história forma uma a o tema da história eh quando chegou ali na no no nos Tabajaras que é na região onde meus pais nasceram ali Pernambuco Ceará Eu também tive essa sensação Nossa conheço conheço essa história conheço essas palavras né porque é isso o indígena ele está em tudo né Eh inclusive Eh é bom frisar isso
porque eu falei que vinha aqui para Roraima para alguns amigos Falaram mas mas você vai entrevistar um indígena em Roraima não é não é em Manaus tipo não gente então tem indígena no nordeste em São Paulo no Rio de Janeiro est sul todos os estados do sul todos os estados existem indígenas né são 305 povos É muita gente eh Então me emocionou muito assim de de pensar nesse Brasil tão plural e como eh a gente tem essa cultura eh entrelaçada né entre a entre a nossa a cultura geral né de muitas formas comida a rede
as músicas né É muita coisa e a gente não se dá conta disso né então Eh essa pluralidade que inclusive eu acho que é o lugar onde a escola deve estar né a você vai pra escola para sair da família para encontrar o outro o que é diferente aprender a conviver né então eu acho que a escola é o lugar da da literatura indígena e de todas as outras literaturas né Eh você acredita que essa mensagem eh dizer você tem esse desejo E e essa intenção quando você também escreve um livro eh organiza um livro
né como originárias de que as crianças no futuro eh tenham essa percepção dessa eh pluralidade né que a gente vive no Brasil e que isso pode a gente pode ter um futuro menos racista como é que você ue essa Utopia assim que eu tô aqui sonhando o movimento de literatura indígena fala desde sempre né que chegou no mercado editorial brasileiro negociando nada foi gratuito então uma das portas assim que um dos caminhos que conseguimos fazer foi eh acessar os esse mercado editorial infantil e juvenil então hum a maior né quantidade de obras o nosso maior
público ainda é o público infantil e juvenil tanto que a gente vai ter três ou quatro romances né a gente vai ter livros de poesia mas menor volume mas contos infantis e juvenis assim são a sua maioria Quando a gente fez originárias a gente pensou nesse público né de 9 17 anos também e porque a gente também acredita né que a criança nesse período de formação tá muito mais aberta a diferença e é muito fácil assim ver né uma criança lida muito mais com questões de gênero você fala assim para ela ah chamado de Ah
beleza começa né e questões de gênero questões de raça né Eu acho que são as formas como a gente vai chegar na criança que ela vai internalizar né essa relação e para mim a melhor forma de Educar é pelo entretenimento né pela pelas histórias pelas maravilhas do mundo pelo horror que a literatura indígena apresenta ou pela alegria que ela apresenta ou pela beleza ou pelo mistério né que aquilo tudo possui se eu uma adulta fico Encantada eh com as histórias por exemplo do yaguare yamã né E quando ele traz a Muiraquitã que a Muiraquitã assim
é o objeto de de Desejo de muitos brasileiros por conta da história do makunaima E aí tem uma cena assim que ele traz num dos dos livros dele que ele fala assim aí a a criança pegou a Muiraquitã mas não sabia que era Encantada E aí o tio se transformou no Juma e virou um encantado só que esse Encantado mata as pessoas e eles precisaram fugir então tinha que deixar o iraquitã né como isso me me me faz assim repensar o lugar da M aí quando alguém fala você quer uma mqu de presente não obrigada
não quero né deixa lá deixa lá e eu me divirto com isso mais ou menos como o anel do do sen Anéis sen Anéis Nossa que lindo né Não Não obrigado deixa ess precioso PR lá né não quero nada que brilhe não quero mas aí a gente contou essa história numa sala de aula né e as Crianças ficaram assim nossa eu sempre achei que a Muiraquitã era demais assim eu adoro sos eu continuo adorando só não pega a Muiraquitã a gente se divertiu horrores e eu acho que a força da narrativa né da forma como
apresenta é como vai aproximar ou não os indígenas a literatura brasileira infelizmente ela teve esse Impacto muito negativo né E aí né quando as obras chegam assim sem essa literatura comparada ou sem a literatura indígena as crianças vão pensando de fato que os indígenas são ruins que estão no passado que não existem mais e que qualquer presença hoje é uma corruptela desse passado ou seja que é já uma falsidade né Então até desmistificar isso assim é outra história mas aí quando ler desde criança já essas obras pode ler os contos né pode ficar fazendo teorias
do Porque que o sol virou o sol Nossa ele era feio agora bonito e aí né uma beleza assim que que é tão forte que as pessoas nem conseguem enxergar mas chegou nessa magnitude né Essa pessoa é que se transforma no sol ou então como que faz uma panela de barro Nossa uma panela de barro é super difícil de fazer E aí quem é que vai ensinar os processos de fazer uma panela de barro que a gente percebe então que a panela não é só pegar o barro e moldar tem toda uma tecnologia de lua
de tempo de queima de desenho que a narrativa da o conto da parenta né vai ensinar dentro do originárias de vontade de fazer a panela se espelha nessa daqui como modelo né então eu acho que a gente pensa sim nesse público infantil juvenil da escola dos Estudantes né quer encontrar cada vez mais eles eh para poder conhecer essas essa forma talvez mais leve né de a gente apresentar a nossa cultura Não tô dizendo que a gente vai prisar de um jeito romântico mas do nosso jeito né E o nosso jeito é esse de est sempre
na sociedade brasileira e a gente tá sempre vivendo assim com os brasileiros sendo brasileiro inclusive mas não reconhecidos eu acho que a palavra poética indígena ela é isso ela é cura ela também é uma boa relação ela é cuidado né Eh de novo ela não é romântica mas ela tá ali assim para mostrar um outro mundo acho que a literatura indígena São convites assim é um convite a acessar esses outros mundos diria isso assim então eu tenho fé né Apesar de tudo eu tenho fé sim que Ótimo muito obrigada tô muito feliz de tudo que
aconteceu aqui hoje também que as nossas palavras alcancem corações e mentes Obrigada e é isso gente