Turma, hoje eu trago mais um conto em latim, um conto que eu também traduzo pro português, é a história do palpercúnia, a história do pobre e do dinheiro, baseado em um exemplum da idade média. Exemplum era um conto que ilustrava uma moral, um típico conto cristão. E esse exemplo eh consta do sermônias vulgares de 1230, século XI, do Jaqu de Vitri, que foi um bispo, um teólogo francês.
E esse sermônias Bulgárias é uma coleção de contos que depois foram copiados e adaptados por outros autores. A história de um homem pobre que ganha um salário pequeno por um trabalho manual, mas à noites ele e a esposa dele cantam felizes no barraquinho deles, o que irrita muito os vizinhos ricos que resolvem liquidar com essa felicidade deles. Aparentemente gratuita essa felicidade.
Então vamos lá. pecúia e sol oritur e suo exit. Então hoje agora o sol nasceu já é dia e esse pobre e sai do seu barraquinho, né?
Solen orienten spectat tugurium parum spectat magnas domos wiquinaspectators sua com wiro solen spectat. Então ele tá olhando o sol nascer, ele tá admirando a sua casa, a sua casinha, seu barraquinho. Ele tá vendo também admirando as os vizinhos e suas casas ah maiores que que as dele, grandes.
E a ele tem a esposa dele ao lado dele também vendo esse som nascer. Ele fala que vida boa que a gente tem minha esposa um nostro um solikini. Ela diz: "É uma boa vida sim, só que para você tudo é maravilhoso, né?
Nosso barraquinho, sol, os vizinhos abadopidumora solanos est. Ela diz, mas vai meu meu querido esposo, vai até a cidade, vai trabalhar, o sol já nasceu. Ita faqu e ele falou: "Vou fazer isso.
Palper adop. " Então ele vai até a cidade. Palper operárius.
Ele é um operário parest. Todo dia ele trabalha e ele ganha um pouco de dinheiro, um dinheiro não muito grande, no entanto ele é feliz. Operáus paer in fos magna fodit com eu multi operari pais fosan fodun h fosan kir opidum fod operari laborant nonescun é um operário pobre que no debaixo do sol trabalha cavando e com ele outros vários operários pobres também fazem essa essa força, né, que eles estão cavando e essa força circunda cidade e todo um dia operar e labor eles trabalham o dia inteiro sem descanso.
Non deore e ele, o pobrinho, ele está enquanto trabalha, enquanto cava, ele tá pensando na esposa dele. Aí um alguém que tava ali falou: "Ei, você que vida é essa que a gente tem no sol todo dia trabalhando? " Pernita ele falou: "Sim, verdade.
Mas só que essa não é a vida toda, não é só isso, né? Iratus il perget aí ele, o sujeito operário que chamou e falou isso, tava irado e falou: "Você acha ego sole laaborare nolo di esse nolo? Non è tu sber non magna dom fala você e você acha isso?
Eu não quero trabalhar nesse sol. Eu queria ser rico. Você não gostaria de ser rico?
Você não gostaria de ser livre? Você não gostaria de ter uma casa grande? Liber e os ricos são livres.
Sim, é o que dizem. Você não quer ser rico, n? Não sei.
Abulte ero tu Ele falou: "Pá, deixa disso, seu burrinho. Quando eu for rico, você que vai cavar a fça para mim, hein? " Diz: "Sim, eu posso fazer isso.
Se você me der uma boa cerveja, eu faço. Mox! Operários tamaus não laborates.
Ele chegou, o chefe da obra falou olhando os os operários e disse: "Ei, vocês não estão trabalhando não? Não tão cavando fort laborareis fortumis fores ele falou que que eu tô dizendo talvez vocês não queiram trabalhar. Talvez vocês queirem caminha e cervejinha.
Talvez vocês não não sejam operários. Talvez vocês sejam reis. Ó poet ele vira e olha em volta fala poetas chega aí chega aí sc mag escrevam desses maravilhosos reis operar curator Os operários ficam com medo.
Aí ele chega perto do nosso do nosso trabalhador pobre pulsat. Ele fala assim: "Qu tá sua cama, ó rei". E dá um tapa nele.
Aí chega no outro operário. Tumia operário pulsa. Tá aqui a tua cerveja.
Pau taquete laborate fodite. Ele fala fique em silêncio, trabalhem, cavem. Curator habit operari palpes fod pergunta.
Aí os operários, o chefe vai embora, os operários continuam ali cavando, né? post alqu horas wesperit finish adest curator palpibus pecunian parvan data então depois de algumas horas veio o fim da tarde finalmente o dia chegou o fim do dia chegou e o chefe da obra deu um dinheirinho para cada trabalhador. E aí o nosso pobre trabalhador foi, pegou sua, o seu dinheirinho, foi até o fórum para comprar comida, gastou todo o dinheiro dele em comida e foi com a comida para casa.
Físsimo com a Tegurum. Quando chega no seu barraquinho ele tá muito cansado. Ele cumprimenta esposa, minha vida.
Como você tá? É tu. Ela disse que tá muito cansada, né?
tá trabalha o dia inteiro e pergunta como ele tá. Fosco labor. Ele trabalhou o dia inteiro para comprar comida também.
Tá cansado. Só que tá feliz. Ele disse, mas só que eu tô feliz porque a comida é boa e a minha mulher é ótima.
Então cantemos. Wésper cantant bikini romit non comeres cantant. Eles cantam todo dia à noite eles cantam mas vizinhos por outro lado que são ricos não tão felizes quando esses pobres cantam.
Quid hcast inquid pequeninos quidam de quid ego audio cantant. Wesperant. Ele tá dizendo que que é isso, né?
O vizinho rico tá dizendo o que que eu tô ouvindo cantando. Eles estão cantando todo dia cantando. Iermiar fanand.
Ele diz: "Esposa, vai pega minhas armas, todas as minhas armas, eu farei eles se calarem. Aí a mulher do senhor rico sai e volta com uma outra coisa. Meat mars meat.
Ela ele diz: "Me dá o meu Gládiumon, minha espada, me dá minhas armas, porque eu agora tô preparado. " A guerra me chama Marte, me chama Gladion noesk irasis. Ele fala: "Você não tem espada, fica calmo.
Por que você tá tão nervoso? dormirs. Ele disse, por que eu tô, por que eu tô irado?
Porque os vizinhos estão cantando, né? Todo dia cantam. Eu não consigo nem dormir.
E eles são pobres e mesmo assim tão super felizes. Vamos à guerra. Vamos à batalha, esposa.
O Mar me chama para pra guerra. Agulteatorinos e com concílio capos. Ela fala: "Ah, seu belicoso burrinho, se você quer, a gente pode ir até os nossos vizinhos e aí fazemos um plano junto com eles.
" Ele concorda. Vamos fazer isso. Depois de algumas horas, todos os vizinhos estão ali reunidos.
Ele fala: "Queridos ricos vizinhos, saúdo você. Ben dormire poestrum legest west wespitare poestan com sua canta. Ele diz: "Quem de vocês pode dormir bem?
Quem de vocês consegue ler? Quem de vocês consegue à noite refletir? " Ninguém.
Ninguém. Eu digo porque aquele pobre ali com a esposa dele ficam cantando, cantando conos seus em força incite. Aí os vizinhos falam: "Vamos jogar eles na fossa, vamos tacar eles na foa coma aperitur".
E aí abre a porta magnos inossa não conquemos. Um homem grande e rico entra e fala: "Não vamos jogar eles na fça eu fossa conquidamos. Como assim?
Não vamos mais jogar eles na força? Então o que que vamos fazer? E rock cur mox wikinus noster nequelitus.
Ele disse, deixa que eu cuido disso. Em breve nosso vizinho não vai estar nem feliz, nem vai ficar cantando, vai se preocupar com outra coisa. Me sigam aqui fora.
Magnusbor magnaitur. Eles ele sai e vai até uma árvore grande, se aproxima de uma árvore grande e os vizinhos seguem ele. Wikini abscite vo postárbore magnan abboreitis.
Vizinhos, escondem, se escondam atrás dessa árvore grande aí, desta árvore. A partir dessa árvore vocês vão conseguir ver tudo. Domx e domides anteperis.
Aí ele vai até a casa dele, em breve sai logo sai da sua casa e tá carregando alguma coisa e ele vai até a casa do do pobre e chega na frente da porta. Magnum ankitinus arboren sait moxit moxtabit. Aí ele diz o seguinte, ele bota um saco grande na frente do do casebre deles.
Ele olha em volta e consegue ver os vizinhos que estão atrás da árvore grande. Eu não vi mais ninguém. Ele abre o saco, olha e fala: "Em breve eles não ficarão mais felizes, nem vão cantar.
Magnuso et saako adárboren etterosquinus post áboren secturium comterct. Esse homem grande eh deixa o saco e a casa do do pobrinho, vai até a árvore com os outros vizinhos, se esconde ali atrás e com os outros fica olhando. Mox solitur maneest e tor par exiter.
Aliquided. Logo o sol nasce. É amanhã.
Sai de casa o pobre do sai da do seu barraco, o pobre e logo vê alguma coisa ali fora. Saco magnum. Ele vê esse saco grande, vai até ele.
Moxor e tugurio exit wirum eted. A esposa dele também sai e vê o marido e o saco grande ali. Saleste.
Quem botou esse saco aí? Neskô. Você é tím.
Não sei, mas eu tenho. Tô, eu tenho, eu tô temendo esse saco. Curtimes.
Cuida esse saco. Por que você tá com medo? Que que tem nesse saco?
Inspumstrum. Que que é isso? O que que quem botou esse saco na frente do nosso barraco?
Não sei, mas eu vou levar esse saco para dentro do barraco. E leva lá para dentro. Os vizinhos atrás da árvore fala que que tem no saco?
Aí o homem grande fala: "Finis malor nostroro light domos abunta". Ele falou: "É o fim dos nossos males". [risadas] E aí os vizinhos felizes vão embora.
Paersen oriente non spectatas non exit adopt hoje. Então, esse pobre não foi ver o som nascente. Ele não saiu de casa, ele não foi pra cidade, ele não cavou a fça.
Passou todo dia com a esposa no barraco com medo. Magna pecun magna peis melhor também não possí fures. Ele fala esposa, o que fazemos agora?
A gente tem muito, muito dinheiro dentro desse saco. Agora a gente tem tanto dinheiro e a gente pode fazer a nossa vida melhor, mas ao mesmo tempo não conseguimos, não vamos conseguir fazer melhor, porque eu temo os ladrões, por exemplo, fortasse. H sac alerent, talvez os ladrões venham pegar esse saco.
Vinos, eu também temo os meus vizinhos. Fortent quit operários domnit forest. Talvez vizinho digam quê?
Aquele operário pobre agora tem uma casa boa. Como assim? É, é ladrão.
Não posso. Eu tô com medo. Eu não consigo ficar calmo.
Wesper wenit e wikini light postbor. Chega ao fim da tarde ou à noite e os vizinhos felizes vão de novo e se escondem atrás da árvore. Audit magnus quiditis.
Ele fala assim: "Escutem que que vocês estão escutando? " Michil responde. Ninguém responde.
Quid emit que que vocês estão escutando? Quid respondedos. O quê?
Gente escutando nada. É isso. O pobre não tá cantando, ele não tá feliz.
Possuiste. Que que você pôs no saco? O que que você fez?
Finen malor nobisum. É o fim dos nossos males, mas é o início deles. Ageduiste.
Vai, vai. Diz o que que você pôs no saco. Magn pecunia.
muito dinheiro. Tent. Aí chega o dia.
Paler foras non exit. O pobre não sai do do de casa. Solen orient nonedug anx.
Ele continua em casa ansioso, nervoso e tal. Quando chega a noite, os vizinhos vão até o barraco. Yan pultant aperit aí abre, bate na porta e abre o pobre.
Anusest, ele tá tenso. Mais tá triste. Salete.
Olá. Salete um curantas. Por que que você tá triste?
Eles falaram os vizinhos, por que que você tá triste? Por que que você tá e como é que você tá? Por que que você não tá cantando?
Palperal tem causa dicer non mul. Só que ele não quer dizer o motivo. Non multum dormi, ele diz que não dormiu bem, não dormiu muito.
Ag é a nones causar. Mas mas pera aí, isso aí não é a causa tum magnusit. Aí chega o o homem grande e diz: "Ego causa antica magna pecunios eramos pecunes.
" Aí ele disse o seguinte: "Eu eu digo qual é a causa de você tá assim, porque você achou muito dinheiro. " Nós vizinhos vimos isso. A gente tava atrás ali da árvore e a gente viu você pegando o dinheiro, levando pra tua casa e por isso que agora você tá com medo.
Esto tiquis Júpiter perd peunian. É isso mesmo que você falou. Júpiter destrua essa essa esse dinheiro que eu achei.
Ele diz o seguinte, nós ficamos tensos da manhã até à noite, ficamos com medo de ladrão. Nem ter uma casa melhor, nem um comida melhor podemos comprar omnick magna, porque senão eles vão ver e falando se ele é pobre e e tem e e compra uma casa boa. Como assim?
Conamos fals jogam ele na na força. H deck and omn. Isso que vão dizer todo mundo.
Eu fico tenso, estou cansado. Laboram também eram cantavam labor seguinte, antes eu ficava, agora tô agora tô ansioso e cansado. Antes eu trabalhava muito, mas eu ficava feliz e cantava.
Agora não trabalho e no entanto fico cansado. Non corpore. Não, não de corpo.
Imo, fessus. Eu tô na cabeça que eu tô cansado. E de manhã à noite eu fico com medo de ladrão.
Eu tenho medo dos vizinhos. Eu tenho medo de vocês. Júpiter perd Hun pecuni Júpiter destrua essa esse dinheiro.
Alferea e tire isso da minha vida. Eu não quero isso. Anxiusolo.
Não quero ficar tenso. Fures timerenolo. Lus liberolo.
Eu não quero ter medo de ladrão, nada disso. Eu quero ser livre e feliz. Magnusisantimus.
Aí o homem grande com os outros vizinhos vão embora. Ninguém canta. Os vizinhos estão felizes.
E mais feliz de todos está aquele belicoso, belator, aquele que queria ir para pras armas. Ele lê e cogitat e pensa à noite, fica refletindo cogitat legit com aliquid. Ele tá pensa e reflete e lê, só que ouve alguma coisa.
Cuida, orcast, cuida audio. Que que é isso? Que barulho é esse que eu tô ouvindo?
Canta. Eles cantam. Cantam.
Ainda cantam, eu digo irados foras exitárbore magnum saced. Irado, ele sai da pela porta e aí vê embaixo da árvore o saco, o saco grande. Oxor arma afer arma mars adum.
Esposa, ele vê esse saco e fala: "Esposa, as armas, eh, pega as armas. O Marte, Marte tá me chamando paraa guerra". Esse é o esse é o conto.
Eu não acho que esse conto eh tem como moral o dinheiro como algo que corrompe. É um conto maravilhoso, mas não acho que seja essa mensagem. Eu acho que muitas pessoas podem achar que essa é a mensagem, mas eu acho que ele fala muito da inveja da felicidade, né?
É uma felicidade que vem de uma paz interior. Vem, é uma felicidade que vem do fato de que o trabalho merecido traz a maior satisfação, né? Que o trabalho traz dinheiro, traz aquilo que que a gente precisa para viver e talvez até mais do que precisamos, que traz mais conforto, etc.
Só que o dinheiro não merecido é que destrói a paz interior. Sim, o dinheiro quando ele não é merecido, ele destrói a paz interior. O não merecimento que corrompe a nossa noção de justiça, não o dinheiro em si.
O dinheiro é reflexo do trabalho duro do de você agregar valor pra sociedade. Isso isso é o dinheiro. É é um espelho.
É um espelho. O dinheiro é só um meio de troca. O que que tá por trás?
está o trabalho que você fez ou de que alguém fez e de te deu ou que você trocou algo com alguém, ofereceu o valor e recebeu o dinheiro. Então, o dinheiro é um mero espelho daquilo que você agrega. O dinheiro não corrompe, então, né, obviamente, porque ele é reflexo apenas.
O dinheiro não merecido, esse sim é fruto de algo que é indevido e aí sim traz infelicidade. Lembrando, pessoal, que todo o dinheiro que o governo recebe é indevido, porque é fruto de correção, salvo se alguém doou de livre espontânea vontade, que eu gostaria de saber quem é essa pessoa, né? Mas isso é uma história para para outro dia.
É isso, pessoal. Mais um conto que eu achei sensacional. M.