como o conceito de gênero discursivo se insere nas reflexões do Círculo de btim e como esse conceito repercute em práticas de ensino de aprendizagem de línguas no Brasil é sobre isso que eu falo Neste vídeo Meu nome é Lucas Maciel Eu sou Professor na Universidade Federal de São Carlos estudioso das obras do Círculo há cerca de 20 anos no vídeo de hoje eu vou apresentar aquilo que eu comentei que eu tematize no minicurso gêneros discursivos conceitos e atualidade ministrado no quinto conid congresso de linguagem e discurso realizado na cidade de Mossoró no Estado do Rio
Grande do Norte entre os dias 8 e 10 de novembro de 2023 o minicurso foi ministrado no dia 9 de novembro de 2023 quando eu anunciei a realização desse minicurso no Instagram alguns seguidores manifestaram o interesse de assistir ao minicurso mas como não se se tratava de um evento online mas sim de um evento presencial muitos ficaram sem poder assistir a esse minicurso então atendendo a quem solicitou queria assistir ao minicurso eu vou fazer uma série de vídeos abordando exatamente o mesmo conteúdo que eu abordei nesse minicurso bom a ideia desse minicurso é falar sobre
como conceito os conceitos na verdade que estão articulados dentro do texto gên do discurso eles se articulam com as reflexões bacterianas e também com questões atuais do ensino e do aprendizagem de língua primeira questão que nós vamos pensar é a seguinte quando nós lemos a extensa obra de bacin do Círculo nós podemos nos perguntar se o baktin ele era um linguista ele era um crítico literário ou até mesmo filósofo por que um linguista porque inevitavelmente eh incontornável mas ao mesmo tempo quando nós olhamos pros textos mais extensos do btim Como por exemplo o autor e
a personagem na atividade estética a sua tese são sobre François elé o seu livro nas duas versões problemas da obra de dostoyevski depois problemas da poética de dostoievsky E também o discurso no romance O que nós vemos é que os textos mais longos do baktin eles falam sobre questões de literatura então daí Porque alguns vão considerar o bacin um linguista outros vão considerar um estudioso de literatura Mas o que eu gostaria de enfatizar é que especialmente no início das suas reflexões onde isso é mais claro o bacin mostra uma preocupação filosófica preocupação filosófica é essa
que ao meu ver se estende Inclusive durante toda a sua produção mas que ela é mais marcante nas suas nos seus primeiros textos como por exemplo para uma filosofia eh do ato ou em algumas traduções para uma filosofia do ato responsável nesse momento O que o baktin está procurando entender o btim pretende entender como o homem se constitui enquanto um sujeito cultural então o btim ele queria entender o homem enquanto um sujeito cultural Diferentemente do homem como eh um representante da espécie biológica o homem como sujeito cultural vai entender o batim ele se torna um
sujeito cultural no convivio com outros sujeitos na interação com outros sujeitos essa interação com outros sujeitos ela pode ser realizada de modo verbal e de modo não verbal um tapa um beijo um abraço um eh soco são interações não verbais elas não precisam necessariamente estarem acompanhadas de falas de textos são interações não verbais mas em geral grande parte das interações humanas se dá pela linguagem e mesmo essas não verbais elas se não são acompanhadas pelo menos são explicadas valoradas entendidas e interpretadas a partir do Verbal para eu considerar se um beijo é um ato de
afeto ou um ato de escárnio para eu entender se um tapinha no ombro é um incentivo ou uma agressão muitas vezes eu vou me respaldar no contexto verbal nas explicações verbais e inclusive no contexto cultural que me é dado principalmente pela verbalidade pelos textos pelas falas que vão me levar a interpretar aquilo como um ato positivo ou como um ato negativo visto isso o batim vai olhar então portanto que para entender o homem como ser cultural eu precisa entender a interação entre os homens nessa interação entre os homens que pode ser não verbal e verbal
o btim vai dar centralidade ao verbal e aí olhando para o verbal olhando para a linguagem que o bacin vai chegar na questão dos gêneros do discurso então se nós olhamos aí por exemplo para essa ilustração o que nós vemos que a Ana ela está interagindo com o Pedro como através de uma fala ou através de um texto através de um enunciado enunciado isso enunciado esse que por meio de palavras transmite as ideias da Ana para o Pedro ideias essas que o Pedro vai assimilar de uma maneira ativa concordando ou discordando gostando ou não gostando
então inicialmente o que nós precisamos pensar é que o baktin procurava entender o ser humano para entender esse homem cultural ele vai entender que o homem Ele tem que ser visto na sua interação com outros homens e que nessas interações a questão da linguagem é Central para o entendimento do homem bom dito isso nós vamos ver que uma discussão similar é trazida pelo Valos noov em Marxismo e filosofia da linguagem o valor também está preocupado em entender as interações entre os os seres humanos as interações verbais as interações discursivas o valov agora a partir de
uma de um viés mais marxista ele vai procurar entender como o sujeito se constitui nas relações sociais por meio da interação discursiva ou interação verbal vamos começar aí por essa distinção entre interação verbal ou interação discursiva caso seja necessário para alguns bacterianos quando nós falamos interação verbal eu estou olhando para a interação realizada por meio de palavras sejam textos escritos sejam falas e interação discursiva abrangeria mais do que o verbal aspectos não verbais Como por exemplo o gesto as as expressões faciais a postura corporal no caso da oralidade e em outras eh em outros meios
na escrita por exemplo Além das Palavras outros elementos elementos visuais por exemplo que venham a compor ali um impresso bom muito bem mas independentemente dessa distinção o que o Valos Ele está preocupado ele está procurando mostrar é que para entender o ser humano para entender o que se passa na consciência do ser humano o que se passa na cabeça do ser humano se nós pensar em termos marxistas para eu entender como é a consciência de classe dos trabalhadores porque os trabalhadores não têm consciência de que são explorados eu tenho que entender que essa consciência esse
saber que é explorado ou não saber que é explorado vem das interações que aquele ser humano tem com outros então eu preciso entender o homem para entender o homem eu preciso olhar as relações que eles têm para entender o que se passa na ciência de um homem eu preciso olhar o que ele recebe por meio das interações discursivas quais textos quais falas quais interações humanas ele tem como isso chega a sua consciência e como depois isso pode voltar na forma de enunciado na forma de textos na na forma de falas na forma de outras interações
então mais uma vez nós vemos o caráter fundamental da linguagem mas aqui principalmente para atender para tentar entender de um ponto de vista mais marxista como o homem ele cria a sua consciência no caso do Marxismo a sua consciência de classe para eu entender como o homem ele se constitui como ele vê a si como ele vê o outro como ele vê o mundo eu preciso entender que essa consciência do homem que essa autoconsciência vem dos diálogos vem dos textos que ele tem ao seu redor com as suas interações interações é que podem ser não
verbais mas que são eminentemente verbais Então as ideologias que chegam a mim elas vêm principalmente por meio de textos por meio de falas na terminologia baktin por meio de enunciados então o homem interagindo com outro homem por meio de enunciados ele vai constituindo a sua consciência Então o que nós estamos vendo seja pro baktin seja pro Val o homem interage com outros homens por meio da linguagem e também por meio de outras semioses mas principalmente por meio da linguagem verbal e é estudando essa interação estudando essa relação que esses homens têm por meio da linguagem
é que vai se chegar a questão dos gêneros discursivos bom e como então nós chegamos a essa questão dos gêneros discursivos o que que o matim vai dizer ele vai dizer o seg bom sim os homens interagem por meio das linguagens por meio da linguagem especialmente por meio da linguagem vermal mas essa linguagem ela é sempre organizada De um modo típico então por exemplo a minha fala hoje ela é um enunciado um enunciado verbal por meio da oralidade mas essa fala ela está organizada De um modo específico em um gênero discursivo específico que é um
vídeo para o YouTube essa fala ela é diferente de uma conversa informal ela é diferente de um pedido eh em um uma em um comércio ela é diferente por exemplo de um texto escrito de um artigo científico de um relatório os homens interagem pela linguagem mas as suas interações se dão em circunstâncias típicas que levam a nós criarmos uma certa tipicidade no modo de emprego dessa linguagem essa tipicidade nas interações verbais é que será chamada de gêneros discursivos nós organizamos as nossas falas nós organizamos os nossos textos nós organizamos os nossos enunciados segundo certos padrões
típicos que favorecem a nossa comunicação então por exemplo uma aula Ela é um gênero discursivo típico ela organiza aquela fala você enquanto Professor você enquanto aluno você não precisa ser explicado mais sobre o que é uma aula você espera que chegue lá um sujeito e que ele faça grande parte da exposição que ele fale mais que haja momento para perguntas pros alunos mas que ele de alguma maneira ministre aquele conteúdo ele vai ter naquele momento de fala que é um gênero discursivo específico a aula uma maior um maior tempo de fala a exposição é dele
Diferentemente de uma conversa informal se eu sento para tomar um café com meu amigo e só eu falo isso não é uma conversa é um monólogo né quebra as expectativas do gênero então sejam gêneros da oralidade sejam gêneros da escrita os gêneros eles nos auxiliam nas nossas interações verbais e quando portanto eu quero analisar a linguagem para entender o homem eu tenho que entender que essa linguagem sempre é realizada de maneira típica por meio de determinados gêneros discursivos então aí nós chegamos à seguinte pergunta O que são os gêneros discursivos O que são os gêneros
do discurso a expressão gênero discursivo nomeia um grupo de enunciados de falas ou de textos que possuem características comuns suponhamos que em algum momento nós estejamos ou alguém esteja fazendo uma escavação encontre vários documentos similares você vai ver ali que existe um padrão provavelmente é daquele gênero então se nós pegamos ali vários textos que tem indica de de cidade de data um vocativo um texto relativamente curto uma saudação final e o assinatura nós tendemos a acreditar que aquele texto é do gênero carta então o gêneros eles têm características típicas comuns eu consigo agrupar determinados textos
eu consigo agrupar determinadas falas porque elas têm características típicas Então os textos as falas quando agrupado segundo suas características típicas elas vão nos indicando que aqueles textos que aquelas falas provavelmente pertencem a um determinado gênero discursivo e o que é fundamental é nós entendermos que todo enunciado é realizado na fmaa de um gênero discursivo então a minha fala que é um enunciado é realizado nesse momento na forma de um vídeo do YouTube quando eu realizei esse minicurso em Mossoró a minha fala o meu enunciado era realizado no gênero minicurso presencial que ainda que eu esteja
ministrando o conteúdo muito próximo não é a mesma coisa porque lá eu estava olhando para as pessoas que estavam assistindo o minicurso vendo a recepção delas elas podiam me interromper durante a minha exposição Diferentemente do YouTube que eu faço todo o vídeo não há interrupção daquele que me ouve há resposta ativa desse que me ouve mas depois Pois é que essa resposta ativa pode chegar a mim por meio por exemplo de um comentário ou se a pessoa que assistiu ao vídeo me procurar em uma outra rede social certo mas sempre que nós falamos sempre que
nós escrevemos nós realizamos um determinado gênero discursivo então não existe a escrita existe um bilhete existe uma carta existe um relatório existe um e-mail existe sempre a escrita concretizada por meio de um gênero discursivo existe sempre a fala concretizada por meio de um gênero discursivo bom e qual que é a importância dos gêneros discursivos como qualquer conceito teórico o conceito bacini de gêneros discursivos ou gênero do discurso é importante se serve para resolver algo Então para que serve o conceito de gêneros discursivos no Brasil o conceito de gênero discursivo é mobilizada especialmente para pensar no
ensino e na aprendizagem de língua veja então nós temos um conceito batino do Gêneses do discurso que é um conceito teórico muito importante muito potente muito eh produtivo em termos de Pesquisas mas no caso do Brasil ele também é muito relevante quando nós olhamos para as questões de ensino Por que então a pergunta é por que o gêneros do discurso ele é tão importante no ensino na aprendizagem de línguas no Brasil porque veja até aquele momento vou pontuar aqui o gênero do discurso eles ganham a o conceito de gênero do discurso ganha a maior repercussão
no Brasil a partir de 1998 com os parâmetros curriculares nacionais de língua portuguesa terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental Então a partir de 98 quando o o conceito de gêneros ele está em uma normatização oficial que são os parâmetros curriculares nacionais de língua portuguesa os pcns de 1998 nós temos esse conceito repercutindo em diversas práticas de ensino e aprendizagem portanto de língua pensemos o seguinte até aquele momento não que já não houvessem discussões acadêmicas e até no âmbito da própria história da própria escola mas até aquele momento nós ainda eh vivíamos com a ideia
de que se ensinava e se aprendia escr e leitura oralidade seja em termos da produção da oralidade da recepção da oralidade de maneira abstrata genérica Como assim professor ele ensina a escrever ele ensina a falar ele ensina a ler ele ensina a escutar um texto oral bom o que os gêneros vão trazer pro contexto do ensino é nós termos a consciência enquanto professores enquanto sujeitos aprendentes sujeitos do aprendizado que não se ensina e não se aprende a escrita em geral abstratamente se ensina e se aprende a escrita de determinados gêneros discursivos uma criança Ela não
aprende fazer uma petição inicial Ela não aprende a fazer uma sentença judicial Ela não aprende a fazer um relatório empresarial em geral na escola ela não aprende a fazer um romance ou seja nós ensinamos determinados gêneros discursivos e não ensinamos outros gêneros discursivos então o gênero discursivo ele traz pelo menos e inicialmente esta questão essa consciência para o professor e para o aluno de que não se ensina e não se aprende escrita e leitura oralidade na produção e na recepção de oralidade de maneira genérica o que nós ensinamos E aprendemos são determinados gêneros da escrita
determinados gêneros discursivos da oralidade então isso vai mobilizar as práticas vai mobilizar os materiais didáticos os livros didáticos que vão a partir desse momento portanto passar a contemplar uma variedade maior de gêneros discursivos agora a escola o ambiente escolar o contexto escolar ele está mais consciente do fato de que não se ensina e não se aprende a abstratamente escrita leitura e oralidade o Que Nós aprendemos e o que nós ensinamos são determinados gêneros discursivos bom o conceito continuando ainda nessa discussão a respeito de qual a importância do gêneros do discurso que nós vemos é que
o conceito baktin de gêneros do discurso se faz presente em documentos oficiais como os parâmetros curriculares nacionais os pcns desde 1998 mas também depois os pcnem os paramos poes nacionais de Ensino Médio eh programas nacionais do livro didático PNLD Programa Nacional do livro didático do ensino médio penel e hoje inclusive na base Nacional comum curricular então o conceito bacteriano de gêneros do discurso se faz presente em documentos oficiais como os pcns e a bncc e em diversas práticas escolares e livros didáticos mas uma questão que nós nos fazemos é mas será que o conceito de
gêneros do discurso tem de fato melhorado a educação no país essa é uma questão bastante complexa bastante polêmica veja porque também existem críticas há pessoas que vão dizer que o conceito de gênes do discurso não melhorou em nada a educação então ponemos o seguinte obviamente é mais interessante a escola pelo menos ter consciência o professor ter consciência o aluno ter consciência de que se ensinam e se aprendem determinados gêneros discursivos e não todos os gêneros discursivos isso não apenas no âmbito da Educação Básica mas inclusive no ensino superior quando por exemplo o aluno ele adentra
a universidade e aquele professor universitário ele solicita gêneros da esfera acadêmica como por exemplo uma resenha um fichamento e ele não ensina aquele aluno a realizar esse gênero por quê porque ele acredita que aquele aluno sabe escrever e que Portanto ele é capaz de escrever qualquer gênero não o aluno ele é capaz de escrever aqueles gêneros discursivos que ele aprendeu ele tem algum domínio da escrita Mas ele tem que flexibilizar equacionar o seu conhecimento sobre a escrita para um gênero discursivo específico ele precisa ser ensinado sobre isso bom então voltando a nossa questão é melhor
trabalhar com isso sim é melhor trabalhar com o conceito de gêneros do que trabalhar com uma ideia de que se ensina escrita e leitura e oralidade de maneira abstrata isso esclarece para o professor esclarece para o aluno Quais são os objetivos Quais são as expectativas o que será possível ensinar o que não será possível ensinar então sim a meu ver os gêneros discursivos o conceito de gêneros discursivos ele contribui efetivamente nas práticas de ensino de escrita de leitura e de oralidade seja na produção de oralidade seja na recepção de oralidade então sim o gên do
discurso ele pode melhorar a educação no país a questão é que nós temos que ver como isso vai ser mobilizado efetivamente nas práticas dos professores e nos livros didáticos isso sem contar questões muito mais abrangentes como por exemplo Qual é a estrutura física daquela escola Qual é a condição social financeira Econômica emocional daqueles sujeitos que estão ali em situação de aprendizagem Porque por mais sofisticado que sejam os conceitos que nós estejamos mobilizando se aquele sujeito ele não tem uma Alimentação adequada ele não está em condições psicológicas emocionais adequadas obviamente o ensino não acontecerá mas a
aprendizagem não acontecerá mas supondo aí uma se não Um Mundo Ideal pelo menos um mundo razoável em uma situação plausível de aprendizagem comum de aprendizagem sim o gênero do discurso tendem a melhorar tendem a ter um ensino mais efetivo de leitura e de escrita outra questão polêmica que um dia eu posso falar em outro vídeo é mas e onde fica a gramática como se articula os conhecimentos gramaticais de língua portuguesa quando nós pomos no eh na base no centro do ensino de língua portuguesa a questão do gêneros do discurso não vou discutir essa questão nesse
vídeo posso discutir em um outro mas voltando a nossa questão sim a meu ver o o conceito de gênes do discurso tem melhorado a educação do país tem suscitado melhores livros didáticos Então se efetivamente Os alunos não estão saindo melhores da escola isso se deve a outras razões que não é a proeminência a centralidade da ideia de gêneros do discurso na no ambiente escolar bom ainda antes de chegarmos ao texto bacti gêneros discurso eu queria comentar o seguinte no Brasil especialmente no universo escolar é mais comum usa a expressão gêneros textuais do que da expressão
gêneros discursivos sim se nós olharmos os materiais didáticos se nós olharmos as práticas didáticas se nós fizermos uma rápida busca na internet uma rápida busca no Google nós Vamos ver que o o termo a expressão gêneros textuais ela é muito mais comum que a expressão gêneros discursivos Será que essas expressões gêneros textuais e gêneros discursivos são equivalentes essa é uma pergunta vamos voltar para o ponto de vista prático na escola Se o professor fala em gêneros textuais porque ele é isso que vem no livro didático é isso que ele vê nos cursos de atualização eh
isso que o aluno entende melhor talvez a expressão gêneros textuais seja mais eh palatável mas inteligível para o aluno ensino for no ensino médio não há problema em usar a expressão gêneros textuais mas aqui eu vou falar do ponto de vista teórico do ponto de vista baktin as expressões gêneros textuais e gêneros discursivos são equivalentes não a meu ver não são equivalentes primeiro porque nos textos do bacin do círculo não aparece não existe a ocorrência da expressão gêneros textuais a as expressões que estão presentes nas obras do Círculo de bacin São gêneros discursivos ou gêneros
do discurso não existe a expressão gêneros textuais nos textos do Círculo de bactine então se você quer fazer um trabalho bacini você deve optar pela expressão gêneros discursivos ou gêneros do discurso e não gêneros textuais Mas então de onde vem a expressão gêneros textuais a expressão gêneros textuais no Brasil vem dos estudos de outras áreas da linguística como por exemplo a linguística textual que assimilaram o conceito baktin de gêneros discursivos e de alguma maneira traduziram a expressão nos gêneros discursivos para gêneros textuais então é uma outra teoria que assimila que pega a teoria baktin e
que vai falar em termos de gêneros textuais mas quando você vai para os textos do batim para os textos do círculo do valor do meded que você vai encontrar é a expressão gêneros discursivos gêneros do discurso e não gêneros textuais para além dessa questão terminológica da presença desses termos nos textos do btim eu ainda gostaria de dizer o seguinte já falei que a expressão gênero textual vem da linguística textual que adapta seu modo conceito Bacano de gênes do discurso mas eu queria ainda trazer uma questão mais conceitual a meu ver gêneros do discurso é um
conceito Diferente do conceito de gêneros textuais o gênero do discurso é entender a vida por meio da linguagem o gênero textual é partir do texto e buscar entender o contexto vamos lá eu comecei esse vídeo falando que o baktin pretendia entender o homem entender o ser humano entender o homem na vida para entender esse homem entender o homem na vida ele vai olhar a necessidade de entender a linguagem e vai ver que essa linguagem é realizada por meio de gêneros discursivos mas a sua reflexão A reflexão do baktin ela parte do do da vida de
entender o homem Ele busca entender o homem e aí na busca por entender o homem que ele chega à linguagem e chegando na linguagem ele vai chegar no conceito de gêneros discursivos ou seja ele parte da vida para chegar à linguagem para chegar ao gênero discursivo já o conceito de gênero textual faz talvez um movimento contrário ele parte do texto para entender o contexto porque o conceito de gênero textual ele está muito fincado na linguística textual que começou a olhar o texto como algo que vai além só da estrutura frasal da estrutura frástica então a
linguística textual ela nasce como uma disciplina que procura ser transfrástica transfácil texto aí os conceitos tão importantes da linguística textual como de coesão e coerência que é olhar as relações entre frases as relações entre parágrafos mas veja nesse momento o que se está discutindo ali na na são as relações entre o texto e o texto inclusive tomado inicialmente as reflexões da linguística textual de um ponto de vista abstrato não se estava discutindo se a coesão e a coerência eram diferentes em diferentes gêneros discursivos estava se olhando questões de coesão e de coerência em textos em
geral Então veja a linguística textual aí depois ela digamos vai trazer para si as reflexões do batim vai entender que o texto ele se estrutura de maneiras diferentes em determinados gêneros discursivos mas ela partiu do texto olhou depois para a importância de observar os gêneros do discurso no caso que ela vai traduzir como gêneros textuais como gêneros textuais e E aí ela vai tentar articular depois esses gêneros textuais ao contexto onde determinados sujeitos produzem determinados gêneros textuais Quem produz determinados gêneros textuais onde circulam determinados gêneros textuais então a linguística textual Ela nasce do texto depois
ela reconhece a importância de entender o o o texto enquanto um gênero textual e depois é que ela vai olhar o contexto em que esse gênero textual se insere A reflexão do bacin é diferente ele começa para entender a vida para entender o ser humano para entender a linguagem e para chegar a entender a importância do gênero discursivo como um elemento de organização nas interações discursivas nas interações verbais entre os seres humanos Então são caminhos diferentes para esses dois termos né nobin parte da vida para chegar oo gênero a linguística textual parte do texto para
chegar ao gênero Então são reflexões muito diferentes e que do ponto de vista teórico do ponto de vista binian vão ter consequências diferentes Então esse primeiro vídeo nós começamos a falar aí a respeito de alguns desses aspectos que eu abordei nesse minicurso e na sequência do dos vídeos nós vamos ver outros aspectos Espero que você tenha gostado vai deixando aí o seu comentário já e me indicando se tem alguma questão que você gostaria que eu falasse mais eu agradeço por você ter ficado comigo a até o final do vídeo Um grande abraço e até o
próximo vídeo