[Música] esse outro estudo ele viu a correlação entre habilidades motoras e habilidades de linguagem então um estudo bastante interessante eh da gente entender será que uma melhora de habilidade motora proporciona melhora de linguagem Então como que eles avaliaram isso eles pegaram um grupo composto por 38 crianças no grupo controle e 38 crianças no grupo experimental com idades de 24 36 meses e avaliaram o nível de habilidade dessas crianças tanto motora como de linguagem e eles viram que existe sim uma correlação positiva entre linguagem e habilidade motora ou seja crianças que TM um melhor nível de
desenvolvimento motor tem um menor uma um melhor eh nível de habilidade de linguagem então novamente se a gente trabalhar habilidades motoras das nossas crianças com tea as habilidades de linguagem também vão melhorar esse outro estudo que também achei bem interessante trazer aqui que ele era uma análise longitudinal então ele acompanhava as crianças por um longo período de tempo crianças na fase escolar primária e eles procuraram se existia uma relação entre a habilidade social dessas crianças dentro da escola as habilidades de comunicação e as habilidades motoras e eles Viram sim que as habilidades motoras elas eram
intermediadoras entre habilidades de comunicação e habilidades sociais Ou seja a minha criança com tea ela tinha dificuldades de comunicação as dificuldades de comunicação estavam correlacionadas com as a as dificuldades em habilidades sociais e o intermediador entre essas duas coisas eram as habilidades motoras então novamente confirmando que as crianças que TM um menor um melhor nível de habilidade motora tem melhor comunicação consecutivamente melhor habilidade social e isso se Manteve de forma longitudinal ou seja eles encontraram esses achados no começo do estudo e ao longo do tempo esses achados se mantiveram então não era algo situacional que
acontecia em um momento específico esse outro estudo ele visava entender se existia se as habilidades motoras eram preditivos de comportamentos adaptativos então a gente sabe que as nossas crianças com tea Elas têm uma imensa dificuldade na questão de comportamentos adaptativos por essa rigidez cognitiva por vários outros aspectos Eles não conseguem ter comportamentos adaptativos ter uma maior flexibilidade cognitiva E aí os autores eles visavam a entender Será que habilidades motoras predizem o nível de comportamento adaptativo da minha criança o quanto ela tem ou não de de habilidade de comportamento adaptativo e como que eles fizeram isso
então eles pegaram um grupo com 45 crianças e adolescentes com T eles avaliaram ti habilidades motoras a severidade do autismo né então o nível de suporte do autismo e o nível de presença dos comportamentos adaptativos então eles avaliaram todos esses fatores que impactam sobre a questão dos comportamentos adaptativos e a parte motora e eles viram primeiro achado que eu achei muito muito curioso muito interessante os participantes eles tinham piores comportamentos adaptativos do que o que cado ou seja se a gente olhar o nosso paciente com diagnóstico de autismo só sobre um ponto de vista de
q Às vezes a dificuldade de ter um comportamento adaptativo não é condizente com o nível de q ou seja não é puramente uma questão cognitiva que envolve a habilidade de ter ou não um comportamento adaptativo e aí eles viram que sim existe uma correlação entre habilidade motora eh predizer o nível de comportamento adaptativo então o que que isso significa crianças com melhores habilidades motoras tinham melhores comportamentos adaptativos crianças com piores habilidades motoras pior era a habilidade de comportamento adaptativo a partir disso né dessa desse desse achado Eles foram avaliar também a questão de destreza manual
então eles aplicaram nessas crianças um teste de destreza manual para ver se a destreza manual também estava associado ao esporte comportamento adaptativo e eles encontraram uma correlação positiva estatisticamente falando então crianças com maior destreza manual que é uma habilidade motora tinham melhor escor de comportamento adaptativo Então reforçou esse achado deles de que sim habilidades motoras são preditoras do nível de comportamento adaptativo das nossas crianças esse outro estudo um estudo muito muito bom que foi publicado em 2022 metodologicamente falando então é uma revisão sistemática com duas metanálises então eles fizeram uma revisão sistemática da literatura sobre
deficiências motoras e a relação disso com habilidades sociais quando eles fizeram ali eh a a seleção dos estudos eles acabaram dividindo em dois grupos de metanálise então é uma revisão sistemática que se dividiu em duas meta-análises uma primeira meta-análise incluiu 114 estudos sobre algumas questões específicas e outra metanálise incluiu 21 estudos sobre outras questões específicas de uma maneira geral o que que eles visavam avaliar em todos esses estudos se existia uma correlação entre o nível de deficiência de função motora das Crianças com te e as habilidades sociais e eles viram que sim que existe essa
correlação então foram encontradas primeiro ponto deficiências significativas de habilidades motoras em crianças com Tera Esse foi o primeiro achado que o estudo citou eh que o grupo eh os grupos né avaliados nesses nesses estudos aqui as crianças tinham deficiências significativas de um ponto de vista de habilidade motora e que essas deficiências significativas em habilidades motoras estava correlacionadas também com deficiências significativas em habilidades sociais então mais um estudo aí com alta qualidade metodológica mostrando que se eu quero que o meu paciente com T tenha melhor habilidade social Esse é o objetivo da família é o objetivo
principal do planejamento terapêutico eu preciso desenvolver a habilidade motora do meu paciente e um segundo achado que eles encontraram foi que o nível de deficiência motora de deficiência de habilidade motora estava correlacionado com os principais sintomas de ter ou seja lembra daqueles principais sintomas que a gente citou alguns slides atrás que são encontrados nas crianças com T quanto pior era habilidade motora mais perceptível mais expressivo eram ess sintomas e quanto melhor era o nível de habilidade motora da criança menos perceptível menos impactante eram esses sintomas de terra esse outro estudo ele avaliou a correlação entre
habilidade motora e função executiva também é muito importante porque a gente sabe que as nossas crianças têm alterações de funções executivas e que isso impacta muito muito grandemente sobre a funcionalidade então eles pegaram um grupo com 48 crianças com té com idades de 6 a 12 anos e compararam com outras 48 crianças com desenvolvimento tip então o primeiro ponto que eles encontraram que as crianças com T tinham uma pior avaliação motora ou seja em comparação aos seus pares com desenvolvimento tipo as crianças con tea tinham um desempenho motor eh a quem do que do que
os seus pares e eles encontraram também que as crianças com té tinham menores coror de função executiva ou seja se a gente comparar uma criança com T com uma criança com desenvolvimento motor TIP de mesma idade a gente vai encontrar pior eh habilidade motora E pior função executiva e qual que é o o o impacto disso existe uma correlação entre as habilidades motoras e as funções executiva sim existe uma correlação Principalmente quando a gente fala do domínio né na capacidade de controlar e e desempenhar uma atividade de coordenação manual e desempenhar atividades que exijam flexibilidade
cognitiva então crianças que eh tinham melhor score de coordenação manual de controle manual tinha um melhor score de flexibilidade cognitiva então aí de novo a importância da gente desenvolver habilidades motoras no caso as habilidades motoras manuais para trazer um impacto positivo sobre sobre a questão da flexibilidade cognitiva que é uma das funções executivas que a gente precisa que as nossas crianças tenham assim como a coordenação manual teve uma correlação com o controle inibitório ou seja crianças que tinham melhor coordenação manual apresentava um melhor nível de controle inibitório que a gente também é algo que a
gente quer desenvolver nas nossas crianças o controle in Vitório que é uma das funções executivas então trabalhar a coordenação manual é um um componente importante esse estudo foi um estudo que avaliou o equilíbrio nas crianças né então avaliou o equilíbrio em crianças e adolescentes com te eh um estudo com n grande né um número de indivíduos avaliados grande então 100 participantes sendo que 50 crianças tinham um desenvolvimento típico e 50 crianças tinham o diagnóstico de té e o que que eles encontraram de resultado que o grupo de crianças com tea ele tinha sim deficiências em
habilidades motoras e deficiências no equilíbrio estático e dinâmico então o equilíbrio parado e o equilíbrio dinâmico em movimento eh elas tinham um pior equilíbrio então lembrando daquele daquele quadro clínico que a gente colocou das Crianças terem uma marcha na ponta dos pés tem terem uma alteração de Equilíbrio eh Esse estudo confirmou eh essa pressuposição nossa de que as crianças têm uma piora de Equilíbrio se eu sei que elas têm piora de Equilíbrio eu preciso trabalhar o equilíbrio eh e dentre todas as coisas que eles avaliaram foi uma avaliação bem extensa e completa com esse grupo
de crianças o que que eles encontraram alterado nas crianças com ter habilidades motoras de uma maneira geral força destreza manual velocidade da corrida agilidade precisão motora finina integração motora finina e equilíbrio então só por esse por esse tópico aqui que eles encontraram alterado no grupo de crianças avaliados a gente já tem uma infinidade de coisas que a gente pode trabalhar então se eu sei que tá alterado força e destreza manual eu posso trabalhar força e destreza manual se tá alterada velocidade tá corrida e agilidade os meus treinamentos pode ser podem ser no intuito de gerar
uma melhora nessa questão se eu sei que tem uma alteração de destreza motora Fina de precisão também de Equilíbrio é a mesma coisa esse estudo ele avaliou eh a correlação em entre questões de habilidades motrio sensório motoras então o nível de habilidades sensório motoras e o impacto disso sobre a ved sobre atividades de vida diária então será que crianças que T uma pior habilidade sensória motora tem um impacto sobre as suas avides sobre as atividades de vida diárias então eles pegaram um grupo com 35 crianças com com idades entre 3 e 4 anos eles avaliaram
a questão da habilidade motora né da das habilidades sensórias motoras e as habilidades de vida diária e o que que eles encontraram que as crianças apresentavam respostas sensoriais atípicas que a gente já sabe né Isso é para quem tá no dia a dia clínico é muito perceptível elas apresentavam pobres habilidades motoras e de vida diária então sim elas tinham esses fatores alterados E aí como que isso se apresentava de uma maneira mais expressiva no grupo avaliado as crianças tinham um perfil de sensorial e e de hiperreatividade sensorial correlacionado a uma habilidade motora então quando era
testado uma determinada habilidade motora a criança respondia a essa a esse teste de habilidade motora com esquiva sensorial ou com hiperreatividade sensorial e o mais interessante é que eles foram avaliar se essa performance de habilidade motora da criança não estava correlacionada com a parte cognitiva então será que a criança que performa melhor motoramente ela per performa melhor motoramente porque ela tem um cognitivo melhor e eles viram que não que o cognitivo cognitivo não alterou isso ou seja crianças que tinham uma performance cognitiva melhor elas não necessariamente respondiam melhor motoramente então mesmo crianças com diagnóstico de
T que tenham um perfil cognitivo bem desenvolvido elas ainda assim vão apresentar habilidades motoras elas ainda assim precisam de um treino de habilidade motora dentro do seu planejamento terapêutico eh esse outro estudo ele se prestou a avaliar a diferença entre as habilidades motoras nas crianças com diagnóstico de té sob um ponto de vista Clínico então o que que ele encontrou que dentro da amostra avaliada 87% das Crianças com tea tinha algum acometimento motor então quase 90% das crianças com T tem alguma alteração do ponto de vista motor só que o que que também eles viram
que um número muito pequeno de crianças estavam inseridas num tratamento com enfoco motor ou seja as crianças elas estavam inseridas muito mais num tratamento da questão comportamental de linguagem da questão sensorial do que num tratamento que envolvia o enfoque motor então nós temos aí uma lacuna entre um achado Clínico de que 90% das essas tem alteração motora mas um número muito pequeno faz tratamento motor e os achados sugerem que essas alterações motoras nas crianças com elas são possíveis de ser medidas então é Possível sim a gente quantificar a alteração motora que a criança tem e
tratar essa alteração motora e que a hora que a gente detecta e trata essa alteração motora a gente produz um impacto Positivo na habilidade de comunicação social então eles avaliaram a habilidade de comunicação social das crianças e eles viram que detectar e tratar produzir um impacto positivo eh nessa habilidade das crianças