é visível como nós estamos atravessando um cenário mutante camaleônico transformador que muitas vezes nos deixa sem as respostas que a gente precisa para dar conta seja dos nossos filhos seja dos nossos alunos ou seja da gente enquanto coletividade então eu poderia começar dizendo que Nando Reis Quando afirmou que o mundo está ao contrário e ninguém reparou ele tava quase certo porque eu acho que a gente reparou eu acho que a gente tá percebendo que não dá mais pra gente criar os nossos meninos e meninas como fazíamos há 20 anos atrás não dá mais para interpretar
a realidade do Século XXI como se no século XX estivéssemos nós estamos numa experiência de intervalo inédita Nós somos as testemunhas oculares de uma transição de paradigma pela primeira vez na nossa história recente a gente tá entre um entre um presente que tá quase terminando e um futuro que ainda não nasceu a gente não quer repetir a nossas velhas formas do viver para educar os nossos meninos e meninas mas a gente também não tem um outro modelo para colocar no lugar e essa experiência de intervalo ela nos lança em uma série de paradoxos por exemplo
nós somos uma sociedade extremamente honista que valoriza de maneira muito destacada o prazer mas nós não estamos necessariamente mais felizes nós somos uma sociedade que está obsecada com a saúde Mas a nossa saúde mental não anda lá muito bem nós nunca estivemos tão conectados interligados mas nós estamos muito sozinhos nós continuamos desejando que os nossos alunos estejam enfileirados silentes atentos Mas queremos também que eles sejam criativos e disruptivos para abrir uma Startup no Vale do Silício a tensão entre gerações sempre existiu existiu entre o meu avô e o meu pai existiu entre meu pai e
eu e existe entre a minha experiência com meu filho a diferença é que meu avô meu pai e eu estávamos todos na modernidade e meu filho está num outro tempo então é a primeira vez que eu venho de uma referência e tenho que educar uma criança que está em outra isso é inédito isso nos lança Na incerteza isso nos deixa na angústia eu poderia dizer sem medo de errar que eu sou um pai positivista e meu filho é um neut Tribalista estamos diante de pais e professores modernos que tem que educar crianças e adolescentes hiper
modernos não é uma tarefa fácil o eixo identificatório de quando eu era garoto era um eixo vertical eu sou muito jovem para falar na minha época mas o tempo muda num velocidade tão grande que eu posso falar que na minha época a gente fazia uma coisa de cada vez então primeiro a gente fazia uma coisa depois outra depois outra depois outra até que a gente chegava em algum lugar então se entrava numa empresa muito jovem se passava 30 há anos na mesma empresa e a ideia era ir galgando postos crescendo Essa era uma ideia de
um adolescente da década de 80 ou no âmbito afetivo primeiro se namorava depois se noivavéu encontrar um adolescente que tem a minha idade 47 anos que vive na casa dos seus pais que já tem dois filhos que trabalha sustenta esses filhos ou seja ele conjuga vários papéis ele é pai é verdadeiramente filho ao mesmo tempo essa possibilidade é uma possibilidade que nos lança em uma série de liberdades mas nos deixa um pouco inseguros E com isso eu t conversando com livro do bman que fala sobre esse pêndulo entre a liberdade e a [Música] segurança Essential
values Absolut indispensable satisf satisfying rewarding One Security other you be happy you can't have decent dignified Human life in the of One Security TR no in History on the planet theen formula perf of security and Freedom each time you get more Security you Surrender a bit of freedom no other way time get a bit more Freedom Surrender g andose a nossa juventude a nossa infância ela era muito segura porém pouco livre o meu sonho quando eu era adolescente era sair rapidamente da adolescência para entrar na idade adulta aonde estaria reservado para nós a alegria a
felicidade e a liberdade obviamente é um preço o preço de assumir os papéis adultos hoje a adolescência Deixa de ser uma fase passa a ser um modo de existir no mundo todos Queremos ser jovens a nossa cultura ela é uma cultura tarista e que valoriza de maneira Sobrenatural a juventude as crianças querem ser adolescentes os adolescentes querem ser adolescentes os adultos querem ser adolescentes e os idosos querem ser adolescentes porque na adolescência está tudo de bom estão todas as alegrias todas as possibilidades tudo aquilo que a gente Valoriza enquanto cultura está na adolescência a gente
promove um elastecimento da adolescência uma abreviação da infância um enaltecimento de tudo que essa Juventude representa ao fazer isso a gente cria uma um dissolver de fronteiras quando meu pai trazia um amigo em casa no final de um expediente de trabalho as crianças se recolhiam para a área íntima automaticamente porque se sabia que naquela área social havia conversas temas que eram do campo adulto que não faziam parte do campo da infância com isso não estou dizendo que isso é uma coisa boa ou ruim mas era assim que acontecia não era hoje quando eu chego com
um amigo em casa meu filho tá jogando videogame ele pede para eu falar baixo para não atrapalhar ele e esse mesmo amigo que chega comigo pega o videogame e joga com ele e de repente troca-se o canal e passa um jornal ou uma notícia pra qual ele não tá preparado para lidar para ouvir nós temos hoje no Brasil um número muito grande de crianças que estão tendo acesso a conteúdos pros quais psiquicamente Eles não estão preparados especialmente depois do Advento inexorável do digital crianças que T acesso cedo à pornografia crianças que T acesso de maneira
absolutamente precoce à violência explícita estão numa situação de vulnerabilidade Porque estão expostas a conteúdos pros quais psiquicamente elas não estão Preparadas Então se o dissolver das Fronteiras nos traz alguma Liberdade nos traz também muita insegurança e nós enquanto adultos precisamos pensar sobre essa perspectiva nós estamos diante do inédito criar filhos ou educar Alunos hoje é trocar o pneu com o carro andando