Em vários santos a santidade é despertada ao longo de sua vida. Santo Agostinho, Santo Expedito, são exemplos. Já outros a santidade é despertada desde criança.
São João Batista, Santa Brígida da Suécia e Santa Maria Goretti, são outros exemplos. Mas vamos falar de Santa Inês, uma moça linda e nobre que apenas com 12 anos de idade já é dona de uma espiritualidade imensa e diz a inúmeros pretendentes, que Cristo é seu esposo. Ela viveu em uma época em que os cristãos eram perseguidos; e quando presos flagelados e martirizados.
Apesar de sua pouca idade, além de ser de uma família nobre, Inês foi martirizada aos 13 anos. Nascida em 291, em Roma, na Itália, Inês é descendente de uma das mais distintas famílias romanas, os Cláudios. Seu nome provém do latim e significa cordeiro, por isso ela também é invocada como padroeira da pureza.
Desde criança foi educada pelos seus pais seguindo os preceitos do cristianismo. Muito bonita e virtuosa, aos doze anos de idade, já tem inúmeros pretendentes desejosos de se casar com ela. Mas entre eles há um jovem que é filho do prefeito de Roma.
Um dia, encontra-se com esse jovem rapaz, que fica apaixonado por ela. Ele promete pedrarias e riquezas imensas se ela se casar com ele. Inês lhe diz que já estava prometida em casamento a um outro esposo.
Ela se referia a Jesus Cristo. Pois havia crescido e decidido consagrar sua pureza a Deus, resistindo às investidas dos jovens mais ricos da nobreza romana. Amargurado por ser rejeitado por Inês, o filho do prefeito junto de outros pretendentes resolvem denunciá-la às autoridades como cristã.
Inês é levada até o prefeito, que tenta convencê-la primeiro por doces palavras, depois pelo medo. Como Inês tinha pouca idade e além disso era nobre, ele não podia condená-la assim, por isso alegou contra ela sua qualidade de cristã. Inês é levada aos magistrados e recebe ordem de adorar aos deuses romanos, entre eles a deusa Vesta.
Ela se recusa energicamente e diz ao juiz: “Pertenço àquele a quem os anjos servem. ” O juiz furioso, ordena que ela seja enviada para uma casa de prostituição, onde sua virgindade seria violada. Inês é despida para ser exibida diante de uma audiência pagã, uma experiência aterrorizante para essa jovem virgem.
Milagrosamente, Deus faz crescer os cabelos de Inês, que rapidamente cobrem o seu corpo, protegendo-a de sua vergonha. O primeiro homem que tenta abordá-la fica cego por um súbito lampejo de luz e outros decidem por não repetir o mesmo erro. Como nada acontece, Inês é condenada a morte em uma fogueira, que também não consegue queimá-la, por fim é decapitada.
Era 21 de janeiro de 304. Durante séculos, dois cordeiros são trazidos para a igreja de Santa Inês, em Roma e abençoados todos os anos no dia de sua festa. Quando os cordeiros se transformam em ovelhas, sua lã é tecida em "pálios", que são estolas que o papa confere aos arcebispos para serem usados nos ombros como símbolos das ovelhas carregadas pelo Bom Pastor.
Esse costume é feito até os dia de hoje. Seus ossos estão no o altar-mor da Basílica de Santa Inês Fora dos Muros, construída no local onde estava seu túmulo. Seu crânio está em uma capela separada na igreja de Santa Inês da Agonia na Praça Navona, em Roma, na Itália.
Santa Inês de Roma, Virgem e Mártir é festejada no dia 21 de Janeiro. Gostou do vídeo, compartilhe. Clique no joinha, estará ajudando a divulgar a história de Santa Inês de Roma.
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