James Reid Hoffa, um nome não muito conhecido no Brasil, mas que teve história nos Estados Unidos. Conhecido no meio como Jimmy Hoffa, ele foi um dos líderes mais famosos e controversos da história dos Estados Unidos. Ele ficou conhecido principalmente por seu papel como presidente da International Brotherhood ofsters, que tem a sigla IBT, um dos maiores e mais poderosos sindicatos do país, que representa caminhoneiros e trabalhadores do setor de transporte.
Apesar de não ser conhecido por aqui, coincidentemente ele nasceu em uma cidade chamada Brasil, no interior do estado de Indiana, lá nos Estados Unidos. E a título de curiosidade, essa cidade nasceu a partir de uma fazenda local que já se chamava Brasil, nome dado propositalmente por seu antigo dono em homenagem ao nosso querido Brasil com S. Estamos falando, gente, do século XIX, quando a cidade surgiu.
Agora, retornando ao século XX, mais precisamente na década de 1970, vamos conhecer a história que ainda intriga muitos americanos, o mistério acerca do desaparecimento e da morte de Rofa, o que envolve três dos pilares do sindicalismo corrompido dos Estados Unidos naquela época: dinheiro, poder e a máfia. Jimmy Hoffa nasceu em 14 de fevereiro de 1913 e desapareceu misteriosamente, praticamente à luz do dia, no dia 30 de julho de 75, após diversas diligências sem sucesso das polícias locais, estaduais e federais dos Estados Unidos, em 30 de julho de 82, Rofa foi oficialmente declarado morto, mas sem um corpo, o mistério permaneceu. Afinal, ele foi um líder sindical que serviu como presidente do maior sindicato de caminhoneiros dos Estados Unidos entre os anos de 1957 a 1971.
E ele também se tornou notório por seus supostos laços com o crime organizado, o que levanta todas as suspeitas por seu desaparecimento em 1975, ainda mais em circunstâncias tão misteriosas. Rofa descendia de uma família operária de indiano, filho de um mineiro de carvão que faleceu quando ele tinha apenas 7 anos. Em 1924 mudou-se com a mãe e os irmãos para Detroit, cidade que se tornaria o palco de sua trajetória meteórica no sindicalismo americano.
Aos 14 anos, ele largou os estudos e começou a trabalhar como estoquista e almoxarife. Foi esse ambiente de trabalho duro que despertou seu instinto de liderança e senso de justiça, entrando para o movimento sindical na década de 1930. Seu talento para a organização e negociação o levou rapidamente a cargos de destaque.
Primeiro como agente comercial da local em Detroit, depois como presidente do Conselho de Motoristas dos Estados Centrais em 1940 e 2 anos mais tarde da conferência de caminhoneiros de Michigan. Em 1952 chegou à vice-presidência internacional do Teamsters e em 1957 assumiu o comando máximo do sindicato substituindo David Beck. Segundo um site de informações globais, o Calendar Z, ele desempenhou um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento do sindicato, que eventualmente se tornou maior em número de membros nos Estados Unidos, com mais de 2,3 milhões de membros em seu auge durante seus mandatos como líder.
reconhecido como um dos negociadores mais duros e eficazes do setor de transporte. Rofa transformou os Tinsters em uma potência sindical. centralizou a administração e os acordos coletivos, consolidando o poder no escritório internacional da organização.
Um de seus maiores feitos foi a articulação do primeiro acordo nacional de transporte de cargas, marco que ampliou a influência do sindicato em todo o país. Ossters organizaram caminhoneiros e armazenistas em todo o centro-Oeste americano e posteriormente em todo o país. OFA desempenhou um papel fundamental no uso habilidoso pelo sindicato de greves rápidas, boicotes secundários e outros meios, tanto para alavancar a força sindical em uma empresa, quanto para organizar trabalhadores em outra e, finalmente, para conquistar reivindicações contratuais em terceiras.
Esse processo que levou vários anos, a partir do início da década de 1930, foi o que mais contribuiu para levar os Tinsters à posição de um dos sindicatos mais poderosos dos Estados Unidos. Novamente de acordo com o Calindar Z, Hoffa envolveu-se com o crime organizado desde os primeiros anos de seu trabalho no Sters e acabou criando uma conexão que perdurou até o seu desaparecimento. Ele foi condenado por adulteração de júri.
tentativa de suborno, conspiração e fraude postal e eletrônica em 1964, em dois julgamentos separados. E esse não foi o seu primeiro julgamento, não. Anteriormente, em 1957, ele conseguiu safar-se de uma das acusações, na qual ele havia implantado escutas telefônicas em outros sindicatos.
A partir disso, a justiça passou a vigiar os seus passos. Ele foi preso e julgado novamente em 67, recebendo uma sentença de 13 anos de cadeia, mas a sua prisão não duraria muito tempo, não. Ainda segundo o mesmo site, em meados de 71, Rofa renunciou à presidência do sindicato como parte de um acordo de comutação com o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, e foi liberado no final daquele ano, mas foi impedido de participar das atividades sindicais até 6 de março de 1980.
Rof alegou que nunca concordou com essa condição. Ele inclusive acusou pessoas importantes da administração de Enixon, incluindo o procurador geral John N. Mitchell e o conselheiro especial da Casa Branca, Charles Colson, de privá-lo de seus direitos ao impor essa condição.
E suspeitou-se que a condição havia sido imposta à Rofa por causa de pedidos da liderança dos Tinsters, mas isso foi negado por Frank Fit Simons. Frankfit Simon. era uma pessoa leal à Rofa, morador de Detroit e membro de longa data do Tinsters Local 299, que devia sua alta posição, em grande parte a influência de Rofa.
Quando Rofa entrou na prisão, Frank Fit Simons foi nomeado presidente interino do sindicato e Rofa planejou administrar o sindicato da prisão por meio de Fit Simons. Apesar da proximidade e confiança, Fit Simons logo se distanciou da influência e do controle do amigo depois de 67 para o desgosto de Rofa. Fit Simons também descentralizou um pouco o poder dentro da estrutura administrativa do IBT.
renunciando à grande parte do controle do qual Rofa se aproveitou como presidente do sindicato. Jimmy acabou renunciando ao cargo ainda na prisão, como vimos também como parte do acordo com Nixon para que fosse liberado. Em 73, Rofa planejava retomar a presidência dos Tinsters.
Ele tentou diversos caminhos jurídicos para invalidar a restrição, para que pudesse reafirmar seu poder sobre eles. Contudo, John Dean, ex-conselheiro da Casa Branca de Nixon, estava entre os chamados para depor nos processos judiciais de 74. Jean, que se tornou famoso como testemunha do governo em processos decorrentes do escândalo de Watergate, em meados de 73, redigiu a cláusula em 71 a pedido de Nixon.
Hoff acabou perdendo sua batalha judicial, já que o tribunal decidiu que Nixon agiu dentro de seus poderes ao impor a restrição, pois ela se baseava na má conduta de Rofa enquanto ele servia como oficial dos Tinsters. Rofa enfrentou uma resistência imensa quanto ao seu retorno. Além disso, perdeu muito de seu apoio anterior, mesmo na área de Detroit.
Como resultado, ele pretendia começar seu retorno regional com o Local 299 em Detroit, onde manteve alguma influência. Em 1975, Hoa estava trabalhando em uma autobiografia, a Rofa the Real Story, que foi publicado alguns meses após o seu desaparecimento. Ele havia publicado anteriormente um livro intitulado The Trios of Jimmy Hoffa ou Os julgamentos de Jimmy Hoffa lá em 1970.
Bem além dos sindicalizados e de gente ligada ao governo, os planos de Rofa para retomar a liderança do sindicato também foram recebidos com a oposição de vários membros da máfia. Um deles era Anthony Provenziano, que havia sido um líder local dos Tinsters em Nova Jersey e vice-presidente nacional do sindicato durante o segundo mandato de Rofa como presidente. Provenzano era um capor regime na família criminosa Genovese da cidade de Nova York.
Isso significa que ele era um membro de alta patente na hierarquia dessa família da máfia italiana. Pelo menos dois dos oponentes do sindicato de Provenzano foram assassinados e outros que se manifestaram contra foram agredidos. Provenzano, antes um aliado de Rofa, tornou-se o inimigo após uma suposta rivalidade, quando ambos estavam na prisão federal de Lewisburg, Pennsylvânia, lá na década de 1960.
Em 73 e 74, Rofa pediu seu apoio para recuperar sua antiga posição, mas Provenziano recusou e ameaçou Rofa, dizendo que arrancaria suas entranhas ou sequestraria seus netos. Outras figuras da máfia que se envolveram foram Anthony Diacaloni, um suposto chefão da máfia de Detroit e seu irmão mais novo, Vitor. O FBI acredita que eles estavam se posicionando como mediadores entre Rofa e Provençã.
Os irmãos fizeram três visitas à casa de Rofa no lago Orion e uma ao escritório de advocacia do Guardian Building. Seu propósito declarado ao se encontrarem com Rofa era marcar uma reunião de paz entre ele e Provençano. O filho de Rofa, James, disse que o pai estava se esforçando tanto para voltar ao carro que ele estava cada vez mais recioso de que a máfia fizesse algo a respeito.
James estava convencido de que a reunião de pais era um pretexto para Diacalone preparar Rofa para um golpe, já que ele ficava mais inquieto a cada vez que os irmãos de Acalone chegavam. Porém, em 30 de julho de 75, a história de Rofa tomou um outro rumo, um rumo completamente desconhecido pela polícia e que até hoje tudo o que se fala sobre o assunto não passa de deduções. Ele simplesmente desapareceu após ter ido a uma reunião com Provenzano e Jacalone.
A reunião aconteceria às 14 horas no restaurante Matthew's Red Fox em Bluefield Township, um subúrbio de Detroit. Rof havia escrito as iniciais de Jacaloni e a hora e o local da reunião em seu calendário de escritório. TG 2 PM Red Fox.
Rofa deixou sua casa e em Lake Orion às 13:15. Antes de ir ao restaurante, ele parou no escritório de Pontiak, Michigan, de seu amigo próximo, Linton, ex-presidente dos Tinstes local, que agora dirigiu o serviço de limousine. Lanton e Hoffa foram inimigos no início de suas carreiras, mas eles acabaram se tornando amigos posteriormente.
Quando Rofa saiu da prisão, Clinton também se tornou secretário de nomeações não oficial de Rofa e organizou um jantar entre o amigo e os irmãos de Acaloni em 26 de julho, no qual eles o informaram sobre a reunião de 30 de julho. Lanton estava almoçando quando Rofa passou por ele. Então Jimmy conversou com alguns dos funcionários presentes e deixou uma mensagem para Lanton antes de partir para o Matos Red Fox.
A tarde de 30 de julho de 75 se desenrolava com uma atenção crescente para Jimmy Hoff. Entre 14:15 e 14:30 impaciente, ele ligou para a esposa de um telefone público em frente a Damon Hardware, bem perto do Matthew Red Fox, e a queixa era clara. Jacaloni não havia aparecido, fazendo esperar.
A esposa, sem notícias, apenas ouviu a promessa de Rafa de estar em casa no lago Orion, às 16 horas, a tempo de grelhar bifes para o jantar. Enquanto a espera se arrastava, várias testemunhas viram Rofa andando de um lado para o outro no estacionamento do restaurante, aparentemente desapontado. Dois homens o reconheceram, pararam para um breve cumprimento em um aperto de mão.
Hoffa também fez outra ligação, desta vez para Lanton, reiterando o atraso dos homens. Embora Lanton tenha registrado a chamada como sendo às 15:30, o FBI, com base em outros registros telefônicos, suspeitou que a ligação tivesse ocorrido mais cedo. Aproximadamente entre 14:45 e 14:50, o FBI estima que Rofa deixou o local sem sinais de resistência.
Uma testemunha chave relatou tê-lo visto no banco de trás de um carro marrom descrito como um Lincoln ou Mercury, acompanhado por mais três pessoas. O mistério em torno do seu desaparecimento estava apenas começando. Na manhã seguinte, ao desaparecimento de Jimmy Hoffa, pontualmente às 7 horas, sua esposa ligou para os filhos preocupada.
O marido não havia voltado para casa. 20 minutos depois, o amigo da família Linton dirigiu-se ao restaurante, o Matthews Red Fox, o último local onde Rofa fora visto. No estacionamento, encontrou o carro de Rofa destrancado, mas nenhum sinal dele, nem qualquer pista sobre o que poderia ter acontecido.
Imediatamente Linton acionou a polícia. Em pouco tempo, a Polícia Estadual de Michigan estava no local e o FBI foi chamado. Ao cair da tarde, por volta das 18 horas, James Pirrofa, filho do líder sindical, formalizou o desaparecimento do pai com um boletim de ocorrência.
A família desesperada ofereceu uma recompensa de $200. 000 por qualquer informação que ajudasse a esclarecer o mistério. Uma das poucas evidências concretas surgiu com a descoberta de um carro, o Mercury Merquis Broghan Marron, modelo 1975, pertencente a Joseph Jacaloni, filho de Anthony Jacaloni, um dos supostos envolvidos na misteriosa reunião que Rofa teria naquele dia.
Curiosamente, o veículo havia sido emprestado naquela manhã a Charlie Chuk O'Brian. O filho adotivo de Rofa, embora os dois estivessem afastados havia anos, OB alegou ter usado o carro apenas para entregar peixes. Ainda assim, tanto a família de Rofa quanto os investigadores passaram a vê-lo como suspeito.
Em 21 de agosto, cães farejadores encontraram vestígios do cheiro de Rofa no interior do veículo. Os principais suspeitos, Jacaloni e Anthony Provenzano, que segundo Rofa, deveriam encontrá-lo naquele dia, negaram qualquer encontro e alegaram estar em outros lugares. Provenzano teria sido visto em Roboken com os sindicalistas locais.
Embora sua aversão aos investigadores fosse diferente, ele afirmou estar jogando cartas com Stephen Andreta, irmão de Thomas Andreta, em Union City, Novar Jersey. Apesar de intensa vigilância e interceptações telefônicas, a máfia permaneceu em silêncio. Até mesmo conversas particulares entre seus membros não revelavam nada.
Um manto de omérerta, o código do silêncio das organizações mafiosas, parecia envolver o caso. Somente meses depois, em 4 de dezembro de 75, um investigador federal declarou em tribunal que uma testemunha havia identificado três homens de Nova Jersey como participantes do sequestro e assassinato de Rofa. Thomas Andreta, Salvatore Brigúlio e seu irmão Gabriel, todos eles ligado à Provenção.
Em outubro daquele ano, o procurador geral de Michigan, Frank de Kelly, liderou pessoalmente uma operação de busca em Waterford Township, motivada por uma denúncia anônima. Um informante dizia que mafiosos queriam que o corpo de Rofa fosse finalmente descoberto. No entanto, mais uma vez a escavação terminou.
Sim. respostas. Décadas após o desaparecimento de Jimmy Hoffa, o caso continua envolto em incertezas.
Apesar dos esforços de múltiplas agências de segurança, incluindo o FBI, nenhuma conclusão definitiva foi alcançada quanto ao seu paradeiro ou aos responsáveis por seu possível assassinato. A vida de sua esposa, Josephine Hoffa seguiu em silêncio após o sumisso do marido. Ela faleceu em 12 de setembro de 1980 e foi sepultada no White Chapel Memorial Cemetery em Troy, Michigan, ainda sem saber se ele estava vivo ou não.
Atu somente 2 anos depois, em 9 de dezembro de 82, Rofa foi declarado legalmente morto com data retroativa a 30 de julho, naquele mesmo ano, pelo juiz de sucessões Norman R. Barnard, do condado de Oakland. Em 89, Kenneth Walton, então chefe do FBI em Detroit, declarou ao The Detroit News que acreditava saber quem havia matado Rofa, mas que o responsável jamais seria levado à justiça.
Segundo ele, processar o caso exigiria a exposição de informantes e fontes conficiais, o que tornava a acusação inviável. Já em 2001, a FBI tentou um avanço técnico. Comparou o DNA de fios de cabelo de rofa retirados de sua escova pessoal, como a mecha encontrada no carro de Joseph Jacalone.
No entanto, os investigadores não puderam confirmar se o líder sindical esteve naquele veículo no dia de seu desaparecimento, pois ele poderia tê-lo utilizado em outra ocasião. Em 16 de junho de 2006, o Detroit Free Press divulgou na íntegra o chamado memorando Hofex. um documento interno do FBI com 56 páginas, redigido em janeiro de 76 para um briefing na sede da agência em Washington.
Embora não apresente conclusões definitivas, o memorando sustenta que Rofa teria sido morto por ordem de membros do crime organizado, temerosos de sua tentativa de recuperar influência sobre os tinters, especialmente o controle sobre o poderoso fundo de pensão do sindicato. Segundo o documento, Chuk O'Brien, descrito pelos agentes como um mentiroso habitual, teria dirigido Mercury Marron, de 75, pertencente a Joseph Jacaloni no dia do desaparecimento de Rofa. Cãs farejadores identificaram o cheiro de rofa no banco traseiro direito do carro, onde também foi encontrada uma mecha de seu cabelo.
No porta-malas havia uma espingarda calibro 12 de ação por bombeamento e no porta-luvas, munições calibre 22 e pon. Mesmo após tanto tempo, buscas por pistas continuaram. Em 2021, escavações ainda ocorriam em áreas da região metropolitana de Detroit.
No entanto, uma das teorias mais aceitas por especialistas é que o corpo de Rofa foi cremado, um fim que se confirmado, garantiria que seu desaparecimento continue sendo um dos maiores mistérios não resolvidos da história americana. Livros e filmes contam essa história ainda inacabada. Se você se interessa por esse tipo de assunto envolvendo dinheiro, poder, mistério e máfia, então não deixe de assistir o filme O irlandês com Robert de Niro e Al Patim.
Quem sabe você não encontre o fio da meada que todo esse mistério que se estende há 50 anos.