Olá, tudo bem com vocês? Eu me chamo Tainalopes Ferreira e gostaria de fazer todos vocês bem-vindos a mais uma palestra do quinto congresso online de pedagogia. Neste momento eu vou ministrar uma conversa com vocês sobre adaptações curriculares, como planejar uma aula acessível para todos, falar brevemente sobre a minha formação e a minha atuação.
Minha graduação foi licenciatura em educação especial pela Universidade Federal de São Carlos. Então, eu me formei agora em maio do ano passado e logo iniciei a pós-graduação no curso de ABA, que é análise do comportamento aplicado em atrasos em desenvolvimento intelectual e linguagem no Lam, no Instituto Lam, que é o Instituto da Universidade Federal de São Carlos também. Atualmente eu trabalho como auxiliar de ensino da educação especial na educação infantil e ensino fundamental um, eh, na cooperativa educacional de São Carlos, que é mais conhecida como educativa, é uma escola da rede privada aqui de São Carlos, no interior de São Paulo.
Então, como acabei de me informar, não tenho um currículo tão grande, mas tenho algumas experiências aqui para compartilhar com vocês em relação às adaptações curriculares. Os objetivos que eu gostaria de passar para vocês nessa conversa hoje é entender o que são essas adaptações curriculares e em que momento o meu aluno ele vai precisar das adaptações curriculares, de que forma eu vou iniciar essas adaptações curriculares, né? Eh, não tem como trazer uma receita para vocês e falarem para vocês seguirem isso, porque vai dar certo, porque as adaptações curriculares, como nós vamos ver, ela é algo muito individual.
Então, eu vou fazer essas adaptações de acordo com as necessidades, essas demandas que o meu aluno apresentar. Não não consigo eh passar para vocês falar: "Ah, olha, vai, vai fazer isso, isso, isso". Mas o que que eu vou trazer aqui para vocês?
algumas estratégias que podem ser usadas, né, e na prática de vocês para que vocês tenham uma noção aí de como iniciar essas adaptações. Também refletir sobre como garantir a inclusão nas práticas, né? Nós já sabemos que o nosso papel enquanto educadores, enquanto professores, é garantir que o acesso desses alunos eh na escola sejam feitos.
Mas eu vou garantir de que forma, que que eu vou fazer para para garantir a inclusão desses alunos? Então, vou trazer um pouquinho eh e também para que vocês tenham uma noção, uma pequena noção de como planejar essas aulas acessíveis para as realidades que vocês vão encontrar na sala de aula, tá bom? Então, esses são os objetivos que eu quero trazer nessa conversa aqui hoje.
Eh, então, para nós iniciarmos, o que que são as adaptações curriculares, né? Elas são eh modificações feitas no currículo escolar com o objetivo de atender as necessidades específicas de aprendizagem dos alunos, especialmente aqueles com deficiência que são público alvo da educação especial. São os alunos com trastornos globais de desenvolvimento, altas habilidades, hiperdotação, deficiência visual, deficiência auditiva que demonstram alguma dificuldade de aprendizagem.
as adaptações curriculares, né, elas em eh acontecem nos casos em que as propostas gerais do currículo não corresponde efetivamente às necessidades específicas daquele aluno. Então, somente em alguns casos nós teremos então o planejamento de um PI para esse aluno. Eu tendo um PEI para esse aluno, a gente vai conversar um pouco sobre, eh, eu começo, então eu inicio fazer as adaptações curriculares.
Então, em resumo de tudo que eu falei, as adaptações curriculares, elas devem ser feitas a partir de uma análise que envolvem vários profissionais. A gente vai ver isso, vários profissionais. Então, são estratégias que nós usamos para garantir o acesso desse aluno dentro da sala de aula, para garantir a inclusão.
Como garantir a inclusão? Porque a gente sabe que só a matrícula desse aluno não vai garantir a inclusão. O que vai garantir a inclusão é fazer com que as vivências desse aluno dentro da sala de aula sejam significativas, tem um significado para ele.
Então é isso, isso que sim vai promover a inclusão desse aluno, tá? Eu sei que meu aluno ele precisa de adaptações curriculares. Que que eu devo fazer?
e fazer um T para esse aluno. O que são, o que é o P, né? O P é um plano educacional individualizado.
Esse documento, ele vai me nortear o quê? Vai me orientar em relação ao ensino do meu aluno. Ele vai promover as adaptações necessárias que eu preciso para que o meu aluno atinja aquele objetivo.
As estratégias adequadas. Então, nesse nesse plano vai ter as as estratégias que eu preciso atingir para pro cumprimento daquele objetivo, os objetivos de aprendizagem individual e os recursos de apoio que vão ser utilizados e como vai ser feito esse acompanhamento. Então, começa daí as adaptações curriculares.
Eh, o meu aluno, ele tem uma demanda, então o que que eu vou fazer? A partir daí, vou planejar essas estratégias através do PE. O P ele deve ser construído com várias pessoas, não é você, professor, que vai fazer isso sozinho, né?
Eh, nós temos uma equipe, a escola tem uma equipe que vai participar desse processo para realizar a construção desse PE. Então, para resumirmos, né, o que que é o currículo, né, o currículo flexível, então as adaptações curriculares, elas fazem parte de um currículo flexível, que é um currículo que acolhe essas adaptações, essas propostas de adaptação, e ela tem como compreensão a necessidade específica daquele aluno. É importante ressaltar que esse trabalho não é individual, esse é um trabalho feito com a escola, a equipe desse aluno, a equipe multe que atende esse aluno, a família.
Então, todos os envolvidos ali da escola vão estar presentes nesse processo de datação curricular. Então, não é uma coisa simples assim, muito fácil. Ai, meu aluno não conseguiu atingir os objetivos nessa atividade, vou vou adaptar essa atividade.
Não, tem que ter todo um plano, todo um planejamento antes para que esse aluno possa então ter as adaptações curriculares dele. Bom, e o sucesso não depende somente de uma pessoa, mas a participação de todos. Por que que é necessário todo esse processo para fazer as adaptações curriculares?
Para assegurar os direitos à educação dos alunos com deficiência, a inclusão em salas de aulas regulares, se faz necessário a adaptação de planejamentos, objetivos, atividades, formas de avaliação, métodos, técnicas e recursos pedagógicos para atender as peculiaridades de cada aluno. A partir do momento que nós flexibilizamos o nosso currículo, eh temos essa abertura para fazer as adaptações curriculares, eh segundo o Blanco, eh, ela afirma que nós estamos respondendo a diversidade. Isso significa romper os esquemas tradicionais em que as crianças fazem as coisas do mesmo momento, da mesma forma, na mesma hora, com os mesmos materiais, né?
A própria BNCC, ela já traz cada criança tem um um ritmo diferente para aprender, que tem que ser respeitado, né? Então, a partir do momento que eh nós fazemos essas adaptações curriculares, nós estamos assegurando esse direito que por lei eh é garantido para os nossos alunos. Essa imagem, ela traz muito do que a gente já falou e que vai falar ainda eh mais à frente, que todos precisam estar envolvidos nesse processo de adaptação curricular, né?
E é preciso todos trazerem seus pontos de vista, eh, entender o ponto de vista de partida do aluno para assim trazçar o melhor caminho para que as adaptações curriculares elas possam ser planejadas e realizadas. Trago aqui algumas bases ilegais, algumas leis que falam para nós, eh, que garantem esse acesso aos alunos e garantem as que as adaptações curriculares seja feitas. Por que que a gente precisa das leis, né?
É importante eh para saber que respaldar, nós professores ficarmos respaldados das leis, né, para chegar lá eh no contexto que vamos nos no nos deparar e falar: "Olha, tem a lei que assegura isso e eu preciso de ajuda para isso. Eu não vou fazer isso sozinho, eu preciso envolver essas pessoas". Então, as leis estão aí para assegurar isso, né?
Por exemplo, a LDB, ela garante o direito da educação adaptada às necessidades dos alunos com deficiência. Então, ela traz que o que se entende por educação especial que ela entra nessa modalidade e quando necessário haverá eh serviço de apoio especializado nas escolas regulares, né, para atender as peculiaridades dos alunos da educação especial. Já a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, ela reforça o direito da adaptação curricular e educacional.
Ela fala que precisa-se adotar medidas para de individualizar o atendimento de alunos com deficiência, considerando as necessidades específicas, inclusive adaptação razoável de currículos, métodos, técnicas, recursos e organização específicos para aquele aluno. Precisamos também a lei brasileira, ela traz que precisa oferecer eh profissionais de apoio escolar, formação adequada e professores de professores e recursos de acessibilidade. Esses recursos de acessibilidade eles também são nós eh um dos tipos de adaptação curricular.
E nós vamos ver isso um pouco mais à frente. A BNICC, que que ela traz? A BNCC, ela estabelece o direito de todos os estudantes à aprendizagem com base na equidade.
Então, no eh ela traz aqui que reconhece que cada estudante aprende de maneira diferente, em tempos diferentes, exigindo práticas pedagógicas flexíveis e estratégias de ensino diversificadas. Considera-se também, né, a inclusão um princípio fundamental que assegura o direito de todos os estudantes a participação, aprendizagem e desenvolvimento. Então, o que que a BNC traz?
Ela orienta que as adaptações curriculares elas devem garantir os direitos de aprendizagem previstas, respeitando cada ritmo e possibilidade dos alunos. Então, a gente já sabe, ponto, já temos as leis, só que as leis tal não adianta, né? nós precisamos agir também, né?
Então, o que que essas leis garantem? As adaptações de currículo de metodologia e recursos e avaliações. Elas garantem o atendimento individualizado e apoio especializado.
Elas garantem a participação plena dos alunos com deficiência na escola regular e a responsabilidade da escola em garantir acessibilidade pedagógica. e também eh a acessibilidade pedagógica, a gente vai ver um pouco mais à frente, ela faz parte eh da da adaptação de currículos. Também trago aqui alguns tipos de adaptações que podem ser feitas eh nas adaptações curriculares.
Lembrando que eu vou trazer algumas estratégias que vocês vão usar, que que vão ser muito úteis para vocês. Só que, como eu já falei, quando a gente se reúne com uma equipe, a equipe escolar e a equipe da e daquele aluno, a equipe mul e a família, nós vamos eh identificar o que que aquele aluno precisa atingir e vamos construir os objetivos. Então, o que que eu trago aqui são apenas algumas estratégias para que eh você já tenha um norte de como iniciar esse trabalho, né?
Então, o que eu trago aqui primeira são a os tipos de adaptações. Trago quatro. Então, o primeiro é as adaptações de conteúdo, que é o quê?
É uma reorganização do que será ensinado. Como assim? Eh, o conteúdo às vezes vai precisar ser modificado, talvez regredir um pouco para que o aluno ele estabeleça eh objetivos que não foram cumpridos anteriormente, que ele precisa para atingir os de agora.
Então, eh, talvez o conteúdo volte um pouco, o currículo volte um pouco. Eh, então ele vai modificar, ele vai fazer com que a quantidade de ou a complexidade daquele assunto. Então, eh, essa é as adaptações de conteúdo.
Vai colocar em que nível, que pé estamos, que que precisamos voltar. Não, ele não vai seguir o conteúdo da turma nesse momento ou vai, ele vai seguir. Eh, é importante lembrar que as adaptações curriculares, eh, não, eu não vou fazer um novo currículo pro meu aluno, eu vou tentar pegar o máximo de conteúdos que vai ser trabalhado com a minha turma e tentar adaptar de forma que contemple o meu aluno.
Eu não vou fazer um novo currículo para ele, né? Logo em seguida, a gente tem as adaptações de metodologia, que são as mais utilizadas, né, que são essas adaptações de metodologia. A gente vê mais ela no contexto escolar, porque são mudanças na forma de como o conteúdo é ensinado.
Então, o aluno ele vai eh seguir o conteúdo da turma, ele vai eh ver o mesmo o mesmo assunto. Porém, o que que nós vamos trazer? nós vamos trazer mane outras maneiras para várias outras formas para que aquele conteúdo seja explorado pro aluno aprender.
Então, nós vamos trazer recursos visuais, nós vamos trazer tecnologias assistivas, eh trabalhos em grupos, vídeos, música, talvez desenho, enfim, o que a gente definir naquele Pay é o que a gente vai usar para esse aluno para fazer as adaptações curriculares dele. Lembrando que eh só pra gente ter essa diferença e e não errar quando estivermos a nossa prática, então as adaptações de currículo ela vai mudar, vai reorganizar o que será ensinado. Já as adaptações de metodologia, ela vai utilizar de estratégias para mudar a forma que vai ser ensinado.
Então vamos lá. Eh, meu aluno, eu identifiquei que ele vai precisar de adaptações curriculares, então automaticamente talvez ele precise de adaptações na forma de ser avaliado. Então, é muito importante pensar também quando nós fizermos o nosso pays assegurar as adaptações desse aluno, as formas de avaliação desse aluno precisam ser pensadas também.
talvez saha um pouco daquele tradicional de escrita, porque a escrita talvez não contemple o nosso aluno. Então, pensar aí no tipo de adaptação, eh, de avaliação, tentar alterações nas formas de avaliar o seu aluno, como mais tempo de prova ou provas orais onde o aluno pode falar, eh, alguém marcar ou outros instrumentos além da maneira da forma escrita. E as adaptações de acesso.
O que são essas adaptações de acesso? são meios onde vai garantir que o nosso aluno ele tenha condições físicas, materiais, de participar das atividades. Então, por exemplo, uma rampa de acesso para chegar até um laboratório ou um mobiliário adequado com eh a carteira, eh apoio para os pés, eh uma intérprete de Libra, uma máquina eh Libras, né, uma máquina Braile, então a gente vai ver as necessidades desse aluno.
Por isso que eu falo que a equipe, porque eu sozinha, enquanto educadora especial ou professor da sala regular, eh, a gente não tem o suporte para conseguir todas essas coisas sozinhas, né? Então, eh, por isso que é um trabalho que vai envolver todas as pessoas da da escola, eh, os profissionais, né? E e é importante pensar que quando a gente fala das adaptações curriculares, então não é só mudar eh algo na folha que vai dar para esse aluno.
Olha o quantas quantos tipos de adaptações envolvem. Então, a partir daí, eu sei que meu aluno, ele precisa de adaptações curriculares. Eh, como que eu vou começar?
Eu preciso montar o PI desse aluno. Eu vou fazer. Então, vou vou trazer algumas estratégias para que vocês possam se apropriar de como iniciar esse trabalho.
Eh, essas estratégias são primeiro conhecer o meu aluno, conhecer os gostos e interesses dele e assim estabelecer um vínculo com ele. Nossa, mas por que que é importante isso? Porque a partir dessas vivências do aluno, eh, você conhecendo o contexto social, cultural, eh, emocional desse aluno, você vai poder trazer atividades que contemplem melhor, que façam com que ele esteja inserido, eh, as coisas que ele vive estejam inseridos nas atividades e vai ser muito mais proveitoso para esse aluno, né?
Eh, é importante buscar os laudos médicos, psicológicos para entendermos eh melhor eh as demandas desse aluno e a partir daí eh estabelecer junto com essa equipe que que meu aluno precisa atingir de objetivos, precisa se criar diálogos. Então, não vou falar só uma vez com a equipe multidisciplinar Fre Pay, não falo mais. eh ter diálogo, ter trocas de como está sendo eh a evolução desse aluno, se ele está cumprindo os objetivos que foi eh colocados naquele PI.
Então, é muito importante ter esse retorno da equipe para ajudar a nortear o nosso trabalho. Eh, iniciar também com observações. A sala de aula é sempre bom observar todos os alunos, no caso, né?
mais específico, eh, como tá sendo os, eh, o progresso desse aluno, trazer a família eh relatos de como tá sendo eh a família trabalhar com os os mesmos objetivos que nós, que as equipe. Então, é muito importante quando a família participa desse processo e trazer também avaliações iniciais, diagnósticas, né? Essas avaliações elas dão norte de onde estamos com o nosso aluno, eh o que precisamos fazer para seguir, de que forma eh esse eh vamos seguir com esse aluno.
Então, essas avaliações diagnósticas elas são muito importantes para esse processo, OK? Identifiquei as barreiras de aprendizagem do meu aluno. Então, o que que tá impendindo ele de fazer com que ele tenha acesso aos conteúdos?
É visual? étivo, cognitivo, é só é social, é emocional. Então, a partir daí, com o meu p feito, com as minhas estratégias e objetivos para serem cumpridos, vamos adaptar como o aluno vai chegar ao objetivo que precisando.
Então, aí nós começamos a realizar as adaptações do currículo, pegar nossas atividades que vamos fazer com a turma, pensar outras estratégias, outros meios para que o nosso aluno possa ter uma aprendizagem significativo para ele, que aquilo que ele tá aprendendo possa fazer sentido para ele. Não, nada disso vai dar certo. E essa adaptação não vai ter resultado, não vai ter sucesso.
Considerando, né, a diversidade na escolha de estratégias, né, há vários métodos que a gente pode pensar para utilizar nas atividades dos nossos alunos, né, eh, métodos orais, método visual, o lúdico, dinâmico, digital, áudios, recursos táteis, né? Então, eh, é realmente buscar e colocar a mão na massa para fazer. Por isso que é um processo que vai, ele vai precisar pesquisa, ele vai precisar tempo, né?
Se meu aluno não vai eh ser contemplado dessa forma que eu vou se a atividade de turma hoje vai ser uma prova ou eles vão escrever e vão ler, vão interpretar, talvez para esse aluno não vai ser possível. se eu trazer um vídeo para ele assistir nessa aula, eh, jogos de para ele responder através de um tablet, enfim, usar tecnologia, a gente vai falar um pouco mais à frente, né? Mas, enfim, buscar meios, recursos, né?
Recursos tanto manuais quanto tecnológicos para fazer com que esse aluno seja contemplado. É importante também antecipar as adaptações, né? Eh, porque as adaptações elas precisam de materiais, elas precisam de tempo, elas precisam de uma mediação da equipe.
Então, eh, não é possível eu chegar na sala de aula e ou chegar pro educador especial, para alguém da equipe falar: "Olha, amanhã nós vamos fazer uma uma atividade sobre o ciclo da água. " por favor, faça uma adaptação aí de uma atividade, pensa aí algo, improvisar algo pro para esse aluno, não tem como, porque a adaptação ela precisa trazer materiais, ela precisa trazer ter um objetivo, ela precisa cumprir os objetivos que a gente colocou no PI. Então não tem como ser algo eh que a gente improvisa da noite pro dia.
Então é algo que tem que ser antecipado, que tem que ser planejado e pensado, tá bom? Eh, só assim que essas estratégias elas vão ter o resultado que nós esperamos para para esse aluno. Como eu havia falado anteriormente, eh, eu não sou uma pessoa que tem muita facilidade com a tecnologia, mas sei de muitos recursos, de muitos jogos, vídeos, audiobooks, eh, que podem ser usados, aplicativos que podem ser usados para garantir com que esse aluno ele possa participar do do conhecimento, do acesso a esse conhecimento.
mesma forma eh que os nossos alunos eh estão inseridos no contexto escolar. Então, existem vários softwares eh de de leitores de tela, aplicativos, educativos adaptados. São muitas estratégias além do do manual, né, que a gente faz, traz para aluno.
Tem muitas eh estratégias aí tecnológicas para nós usarmos a favor da inclusão desses alunos. Então, pensando aí um pouco de estratégias para usar, a gente pode trazer essas para serem usadas no nosso contexto. Sobre as formas de avaliar o meu aluno, elas precisam ser adaptadas também.
Se eu tenho um P, é porque meu aluno ele precisa desse planejamento mais individualizado. Então eu preciso pensar também que as a forma de avaliá-lo, ela vai exigir um pouco mais também. Então vai ter que sair um pouco desse método tradicional e pensar em provas orais, eh em pensar no uso das tecnologias ativas a favor, eh em avaliações contínuas.
Talvez o meu aluno ele não consiga esperar até o final do do bimestre ou do trimestre, como são algumas escolas, para ser avaliado. Ele precisa ser avaliado continuamente para ver se ele está cumprindo esses objetivos. Então a avaliação contínua, ela é muito importante nesse processo de de avaliar o aluno, tá bom?
talvez usar os desenhos, eh, apresentações ou, enfim, qualquer outro formato se a prova escrita não contempla esse aluno, trazendo o que tem por cima de uma forma muito simples, um exemplo de adaptação de metodologia. Então, eu coloquei lá no meu PE que meu aluno eh está no primeiro ano. Eh, no primeiro ano eles trabalham matemática, as eh a soma, né, eh na na área de matemática.
Então, eu trago aqui uma atividade simples, sem adaptação curricular. Então, pinte a opção que apresenta o resultado correto da soma. Então, a turma seguiria esse método.
Então, ah, eu tô com uma dificuldade com meu aluno. Eh, meu aluno, ele ainda esse conceito da continha, tem uns recursos, não tá fixo para ele. Que que a gente pode fazer?
Então, se tá lá no PI desse aluno, eh, vamos trazer materiais, eh, para ele pegar táteis, né, materiais para ele utilizar para ajudar nesse processo. Então aqui eu trago uma adaptação muito simples, simples de metodologia que que pode ser bem eficaz nesse processo. Por exemplo, trouxe o o primeiro a primeira situação.
2 + 4 igual que que a gente pode usar o material dourado, o palitos, eh materiais onde o nosso aluno ele possa pegar e colocar nesses quadradinhos. Então, ah, se a facilidade do meu aluno é o pegar, ele precisa ter um um recurso visual. Então vamos usar esse recurso visual para auxiliá-lo nesse processo.
Então pensando aí nesse recurso visual, a gente pode trazer o material dobrado para realizar essa situação, um problema aí. Então colocar dois, dois duas linhas aqui, mais quatro aqui. Quanto vai dar?
Vai dar seis. Cortou o resultado aqui, mas é seis, né? Então, junta as pecinhas, colocam seis pecinhas aqui.
E agora, como é que meu aluno ele vai colocar o resultado? Ele vai recortar e colar ou ele vai pintar ou ele vai conseguir escrever? Então, essa seria um exemplo simples de uma adaptação de metodologia de uma atividade.
Passando aqui para outro exemplo, eh nós temos um outro caso, né, que também dá para fazer uma adaptação simples de metodologia. E, por exemplo, são alunos do quarto ano, eles estão vendo matéria de geografia, eles vão fazer uma pesquisa. Eles fizeram um passeio, eh, uma visita escolar, né?
em um rio e uma mata ciliar. Então eles vão pesquisar, né, de as diferenças sobre aquele solo, a mata ciliar do rio, as características, as diferenças, entre e aí pensando na aluna que não tem esse movimento de pinça para escrever, tem uma deficiência intelectual, o que que foi proposto para ela, para que ela participasse? da dessa atividade, sendo que no PEI dela a gente tem a adaptação de metodologia.
Então, vamos mudar algumas estratégias para que ela possa ser contemplada da mesma forma. A gente traz aqui então a vivência dessa aluna dentro dessa atividade. Então, se a aluna foi eh visitou a a mata, o Rio, tiramos foto, então ela vai colocar através de relatos.
Então, a professora vai poder escrever o que ela falar e ela vai colocar fotos dela. Então, diferenciar qual que é a foto do rio, essa primeira foto aqui, qual é a foto da mata, eh, você olhando o rio, você na mata. Então, e ela vai poder falar essas experiências, talvez seja muito mais significativo do que eh tentar fazer com que ela fizesse uma pesquisa.
Eh, então isso é muito muito legal trazer as vivências dos alunos nas atividades escritas fazer muito mais sentido e significado para ele dentro dessa dessa atividade. Pensando em um exemplo de adaptação de acesso, eh, a atividade que foi proposta paraa turma, eh, eles iriam escrever um, eh, na verdade, teria um texto, né, no livro didático sobre o meio ambiente. Então, análise do ecossistema, das interações entre os seres vivos e da importância da preservação no meio ambiente.
O que que eles precisavam fazer? Ler texto e responder as questões. Como é que minha aluna, meu aluno pode ser contemplado diante das dificuldades que eles apresentam naquele contexto?
O que que eu posso fazer? Posso trazer para eles uma opção de acesso, posso trazer um vídeo, talvez um vídeo que aborde esse tema. Esse vídeo pode ser até usado com a turma também.
Eh, algo que chama bastante atenção na no nas estratégias de adaptações curriculares e chama o agrupamento dos alunos. agrupamento dos alunos, eh, organização didática e disposição de imobiliários. E o que são isso, né?
são formas que favorecem a aprendizagem dos alunos através da colaboração. Então, às vezes o que eu vou adaptar para meu aluno, ele pode passar pra turma toda e pode ser trazer até um eh resultados eh melhores, né, que a turma eh interage mais e com o tema, assim como o aluno que que aquela adaptação foi destinada, né, vai ter também eh esses ganhos. Então, a turma toda pode ter esses ganhos eh quanto o aluno também.
Então, pensar nos agrupamentos desses alunos, de que forma eu tô fazendo as atividades, será que eu posso tentar utilizar eh uma atividade onde eu vou deixar eles em grupos e em grupos eles vão ter mais interações entre si, vão trocar mais ideias e assim pode ter um outro resultado? Então, é sempre tentar além da dessas de acesso, de conteúdo, trazer com que os alunos mesmo se eh interajam para trazer essa autonomia, essa interação, esta esse protagonismo que o aluno precisa, o aluno para se desenvolver. Então, se isso tá no PEI dele, que ele precisa dessa interação, precisa trabalhar autonomia, precisa protagonismo, eh precisa colaboração, essas atividades onde você envolve um grupo, fazer atividades de grupo ou fazer mudar o mobiliário da sala, mudar a forma de como a sala está, é um dos recursos eh eh bem eh que também trazem bastante resultados na hora de adaptar o meu currículo para o meu aluno.
Então, aí trazendo aqui, posso trazer vídeos, posso trazer eh tecnologias assistivas, como aqui no caso os acionadores, aqui na tela do aqui é o computador, que é o acionador. Eh, posso pensar em órteses para ajudar a escrever meu aluno que se ele conseguir escrever e precisar de órteses, eu posso pensar em órteses. Eh, um trabalho aí de envolver toda a equipe multi, né?
Por isso que as adaptações elas não ocorrem sozinhas, só nós vamos fazer, mas tem a equipe, né? Porque a equipe que vai proporcionar isso para nós também além da escola. Eh, o que que eu gostaria, né, que que vocês fixassem dessa conversa hoje, né?
E para nós começarmos a fazer uma adaptação curricular, eu preciso conhecer o meu aluno, eu preciso acolher ele, eu preciso ver eh os seus interesses e a partir daí eh os objetivos que ele precisa cumprir eh para conseguir então começar a realizar essas adaptações, né? Preciso entender também que essa responsabilidade não é minha sozinho. Não posso fazer isso sozinho, não.
Eh, por conta de de tudo que a gente precisa, né, da equipe, dos laudos e de trocas, mas é uma responsabilidade minha correr atrás de envolver esses profissionais. Então, o acolhimento, a responsabilidade. Eu preciso ter flexibilidade em mudar o meu conteúdo, dar a forma que vai ser ensinado para que possa contemplar esse aluno que apresenta essa demanda.
Preciso ser criativo, né? né? Então, ter criatividade para trazer novos recursos ou para buscar outros recursos, eh, fazer recursos manuais, enfim, ser criativo, né?
Então, a internet ela tá aí para nos ajudar muito nesse processo e precisa buscar, né? Eh, infelizmente eu não gostaria de usar essa palavra, mas acho que acho que vai encaixar nesse momento, porque talvez não seja isso, mas é sair dessa zona de conforto, de achar que tá tudo prontinho, os planos vão estar certos e a gente não vai ter que sair eh usar aquilo que tá, não. A gente tem que sair dessa zona de conforto e buscar, buscar novos, buscar novas estratégias, porque é um direito desse aluno estar lá na sala de aula e é uma responsabilidade nossa.
enquanto educadores de me incluo também que eu sou recém formada e estou atuando há pouco tempo, mas eh é uma responsabilidade nossa fazer com que essa inclusão ela aconteça. Eh, essa fala nós sempre escutamos durante a graduação, pelo menos no curso de educação especial, que é sempre manter o foco no potencial desse aluno e não na limitação. A limitação a gente já sabe que existe.
A, eh, muita gente já tenta pôr barreiras, então a gente já sabe, vamos eh manter o foco no que esse aluno tem de potencial e é este potencial que vai fazer com que ele trabalhe e ele se desenvolva e ele atingir os objetivos. Hoje eu gostaria de finalizar essa conversa, eh, fazendo um convite para vocês. A partir de hoje todos nós não vejamos a educação inclusiva, a inclusão como um desafio a ser enfrentado.
Ai porque fala de inclusão, a gente pensa, ai um desafio, é um desafio. Não, não é um desafio. da gente tirar isso de ser um desafio, mas sim levar como um processo de ser uma oportunidade de transformar, de transformar tanto eh a experiência daquele aluno em sala de aula quanto a nossa.
E a partir do momento que nós vemos que estamos lutando para que esse processo aconteça, eh, a partir do momento que nós fazemos a nossa parte, as nossas adaptações, nós estamos eh sendo poderados com saber, sabendo que nós estamos fazendo, estamos empoderados e e a nossa vida é transformada, a nossa prática é transformada, porque a parte disso a gente vai melhorando a nossa prática e vai influenciando as outras pessoas que estão ao nosso redor para transformarem as suas práticas também. A inclusão ela não acontece apenas com as leis, mostrei várias leis ali para vocês, mas ela precisa da nossa atitude enquanto educadora. Se queremos uma educação verdadeiramente inclusiva, precisamos começar mudando o nosso olhar, a nossa prática e as nossas crenças.
E que nós sejamos pedagogos, sejamos educadores, que não apenas ensinem, mas também que acolham, que respeitem e que valorizam a cada singularidade. E a escola do futuro é aquela que todos cabem, né? na escola que a gente pensa que é ideal, escola que vai ser perfeita e que vai ter inclusão.
Só que essa escola ela começa agora com nós, com cada um de vocês, com a oportunidade que vocês vão ter de transformar a partir do momento que fazer uma adaptação curricular parece ser algo simples, mas ela vai transformar a experiência desse aluno, dessa família, dessa equipe. E é isso que é a inclusão desde já. Eh, agradeço pela oportunidade e por compartilhar eh um pouco desse conhecimento com vocês e sigo-me à disposição no nas minhas redes sociais através do meu e-mail para conversarmos sobre muito obrigada.
Aproveitem o congresso e as outras palestras.