[Música] [Música] afronauta boa tarde bom dia boa noite para quem assistiu nos demais horários sejam todos muito bem-vindos todas muito bem-vindas todos muito bem a mais uma transmissão ao vivo do nosso pensar africanamente Nossa ferramenta de luta nossa ferramenta de Comunicação de disseminação de conteúdos de história cultura tradição ancestralidade africana afro-brasileira Nossa ferramenta de empoderamento do nosso povo muito bem nós estamos aqui na nossa experiência de fazer nossas transmissões ao vivo às 13 horas na quinta-feira para você que tá aí muito obrigado Muito Obrigada estamos no YouTube estamos no Facebook pensar africanamente onde você tiver
já dá seu like pega o link dissemina Avisa geral Que o pensar africanamente já está ao vivo nossa convidada de hoje já vou trazer aqui pra sala pra sala Tainara Vasconcelos para uma abordagem da pesquisa sobre a pesquisa dela que ela fez sobre a mulher negra ideal nas representações imagéticas do século XIX nesse 25 de julho dia da mulher negra latino-americana e caribenha dia de Teresa de banguela mais um dia de luta pelas mulheres das mulheres negras espalhadas pelo Mundo assim é que é e sigamos em frente deixa cumprimentar o pessoal que já tá aí
acompanhando a vatan cunda de Luanda Angola nos acompanhando muito obrigada é só te avisar que no sábado vatan a gente vai ter um diálogo aqui sobre mulheres negras territórios e desigualdades teremos a convidade de Angola participando viu trazendo um pouco da realidade das mulheres negras nos territórios Urbanos de Angola Cláudio paruch eh deixa ver Letícia Rocha parabéns a todas as mulheres negras nesse dia especial Letícia muito obrigada por estar aí conosco Letícia já teve aqui na sala com a gente fazendo alguns diálogos importantes sobre mulheres negras e tô te aguardando tá propõe aí e volta
que nós estamos aqui a sua disposição Ah o Cláudio dizendo que ele é de aroeira Eh Cidade de Macaé Macaé Rio de Janeiro Que bom gente vai disseminando o link aí e arrastando o geral para cá enquanto eu vou cumprimentando vocês vocês vão nos ajudando a divulgar é um horário novo aqui no canal as pessoas ainda não sabem que nós estamos transmitindo na quinta-feira à tarde também então eh vocês nos ajudam a avisar vocês é que fazem o papel que o algoritmo não faz para nós que é dar visibilidade pras nossas pautas então vocês é
que fazem Isso e eu agradeço imensamente o Zé Maria do neab unimontes presente é isso pessoal chegando aí devagarinho e a gente vai conversando enquanto isso deixa apresentar para vocês a Tainara Vasconcelos você vê essa carinha J vem aí mas a A menina já tem uma trajetória aí importante de trabalho de pesquisa de produção de conteúdos relevantes e importantes paraas nossas lutas ela que é doutoranda mestra e licenciada em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro especialista em artes integrante da rede de historiadores negros historiadoras negras essa rede que nós sabemos da importância fundamental
que que ela tem e ao desvelar ao dar visibilidade pra nossa história essa história infelizmente tão apagada mas tão importante porque aquilo que tantos pensadores Já disseram né um povo sem história alguns dizem que é como um automodel sem motor outros dizem que é como uma árvore sem raiz ou seja a História é fundamental para que nós possamos eh nos empoderar e seguir nas nossas lutas ela também integra o laboratório de pesquisa em Teoria em história interdisciplinaridade e e é coordenadora do grupo de pesquisa imago h não sei se é imago ou se é imag
pesquisa representações imagéticas negras em fotografias oitentistas semiótica Artes e ilustrações E é exatamente dessa Pesquisa dela sobre a mulher negra ideal nas representações imagéticas do século XIX que nós vamos conversar hoje lembrando né mais uma vez hoje 25 de julho dia internacional da mulher negra latino-americana e caribenha dia dia de Teresa de de Benguela essa quilombola tão importante nos processos de luta contra a escravidão no Brasil dia de luta porque para nós é sempre dia de luta Ah o Cláudio nos eh dizendo olha felicidade para minha mãe irmãs e todas Do chat pra esposa Tânia
a Juliana Mendes chegando e dizendo Já mandei nos grupos de WhatsApp é isso gente vocês é que vão avisando as pessoas que nós estamos ao vivo mas vamos lá vamos ouvir Tainara Tainara é sua primeira vez aqui no canal né a gente na época que a gente tava com a parceria com a rede você não chegou a vir seja bem-vinda por favor a casa é sua conta-nos um pouco aí do seu trabalho por gentileza muito obrigada Boa tarde a todos Nossa eu fiquei muito feliz com a oportunidade eh às vezes é difícil nós compartilharmos os
os resultados dos nossos trabalhos né que produzimos na academia e às vezes esse trabalho ele fica restrito para um grupo muito pequeno de pessoas Então nesse dia que é um dia tão especial para todas nós é uma honra estar aqui então muito obrigada Silvani pela oportunidade muito obrigada a todos que estão nos assistindo tanto Ao vivo quanto aqueles que irão assistir gravado se for do interesse de vocês compartilhem esse vídeo para que mais pessoas possam conhecer um pouco dessas representações das mulheres negras nos 800 inclusive porque essas representações elas nos marcam e nos impactam até
hoje então é um trabalho que por mais que ele seja datado lá nos 800 ele até hoje deixa a sua marca E foi exatamente assim o meu processo de tornar-me negra então sempre soube que Era Negra tá gente não tinha questões sobre isso mas o pensar politicamente a Negritude foi só no fim da minha graduação de história quando já depois de passar por quatro cadeiras de Brasil já estava na cadeira de África aquilo foi me tocando de uma forma diferente e um dia eu sou de Nova Iguaçu Tá mas estudei na Federal Rural do Rio
de Janeiro e nós fiz fizemos uma uma visita técnica ao C do Valongo com professor e foi muito interessante essa Pesquisa andamos lá no Rio e aí tinha uma feira no sábado que acontece lá no Rio e Encontrei umas fotografias pequenininhas chamadas cartas de visitas dessas fotografias eu falei nossa eu acho que eu quero estudar isso né Eu sou fotógrafa também de formação de atuação falei eu quero estudar isso e fiquei com aquilo no meu coração mas ainda não sabia exatamente o que eu iria estudar foi quando um dia no Facebook surgiram vídeos surgiu um
vídeo para mim com Várias fotografias de pessoas negras escravizadas do século XIX e foi a primeira vez que eu olhei e falei caramba eles são exatamente como eu e aquilo reverberou no meu coração incendiou meu coração de tal forma que eu fiquei obsecada com o assunto comecei a procurar tive muita resistência porque boa parte dos professores não estuda imagens Na graduação de história e eu queria de todo jeito estudar imagem e graças a Deus consegui trilhar esse Caminho desde 2015 até agora 2024 Então são quase 10 anos estudando imagem Na graduação especialização mestrado agora no
doutorado também trabalhando dentro de sala de aula com pibid então foram vários tipos de representações diferentes incluindo e sobretudo né sobretudo não eh incluindo e principalmente a fotografia que é o meu tema específico e hoje eu vou trazer representações fotográficas para vocês Verem então Eh Silvan se você conseguir passar o slide Eu acho que já ajudaria o pessoal Ok slide na tela deixa rapidamente cumprimentar aqui a gaku joc coloi Que bom ter senhora aí de novo Viu mãe a senhora tá sempre aqui conosco muito obrigada sua bênção mar Noeli chegando aí também a gaiac J
coloc de Belém do Pará viu gente Maria de Fátima semedo nos acompanhando de Portugal é isso o pessoal tá chegando e que maravilha Vem Celebrar conosco aqui esse 20 de 25 mais esse 25 de julho por favor Tainara então quero parabenizar também todas as mulheres negras que estão conosco aqui hoje no chat a mãe de todos vocês irmãs a nossa comunidade Esse é um dia de nós nos fortalecermos e hoje eu tô aqui justamente para isso né para nós nós nos fortalecermos e empoderar também através da imagem eh pode passar um pouquinho o o Silvani
tem a minha apresentação né como a Silvani falou a minha formação eu sou doutorando mestra Licenciada em história pela Federal Rural do Rio de Janeiro tenho especialização em artes onde também trabalhei com fotografia pela Unic Signorelli e aqui embaixo tá o meu e-mail caso vocês queiram entrar em contato comigo partilhar essas coisas e pode passar silv a minha pesquisa eu fiz a partir dos Campos de história cultural história da fotografia história das mulheres e gênero e raça e eu acho interessante Trazer isso aqui para vocês Porque logo quando eu trouxe quatro Campos ou áreas historiográficas
para estudar numa mesma dissertação fui descredibilizada então os professores falaram Ué você vai dar conta de estudar tantos temas diferentes Numa pesquisa só olha é muito difícil Olha eu acho que talvez não vai rolar acho que talvez você não vai conseguir eu falei para professores com certeza vai ser difícil mas eu vou tentar eu vou dar o meu melhor então eu acho interessante também Abrir esse esse ponto de de debate porque muitas vezes até dentro da academia nós somos descredibilizado enquanto Às nossas potências enquanto as nossas possibilidade de dialogar com aquilo que nós já conhecemos
porque eu já estudava isso anteriormente e no mestrado Houve essa Será que vai conseguir Será que não e conseguir gente dissertação defendida publicada então deu tudo certo eh pode passar rapidinho então os objetivos da minha pesquisa foi Analisar as construções de identidade foquem nessa palavra a partir da imagem e as formas de representação fotográfica das mulheres negras no século XIX e aí eu coloquei como ideal o que era o feminino na época e qual era esse feminino o da mulher branca da família burguesa então quando eu coloquei o título da minha dissertação né a mulher
ideal em contraste representaç fotográficas de mulher negra no século XIX eu estava querendo dizer para os Fotógrafos qual era a representação ideal da mulher negra que eles queriam mostrar paraas outras pessoas levando em consideração que o ideal da feminilidade não era uma mulher negra era uma mulher branca Então esse foi um ponto de interceção durante o segundo Capítulo da minha dissertação eu fiz Eh esses contrastes sobre o que era de fato a feminilidade e como as mulheres negras foram representadas a a partir disso que era considerado não só o normal mas o Ideal para as
mulheres pode passar por favor minha querida e aí Esses foram os fotógrafos do século XIX então é interessante falar isso porque as representações imagéticas que temos das mulheres e homens negros brasileiros e que estavam no Brasil no século XIX não foram feitos por pessoas negras tá foram fotógrafos homens brancos em sua maioria estrangeiros em sua maioria que vieram ao Brasil para atuar para fazer a vida ou para ficar um pequeno período de Tempo então nós temos o Albert henschel que foi o maior fotógrafo empresário do século XIX ele era alemão radicou aqui no Brasil e
trabalhou aqui no Brasil temos o Marco ferrez que era carioca mas estudou no estrangeiro Cristiano Júnior português Militão Augusto de Azevedo também brasileiro mas também estudou no estrangeiro o Militão especificamente ele tem um trabalho em São Paulo com os negros estados então Diferentemente dos outros fotógrafos que de uma forma geral Vão trabalhar mais com nebros em situação e de escravidão o Militão Ele trabalha mais com libertos E aí eu achei interessante trazer esses quatro fotógrafos para vocês conhecerem porque cada um deles terá uma representação diferente da negritude sobretudo das mulheres negras eu na minha dissertação
trabalhei especificamente o Alberto renel mas agora na tese tô trabalhando com todos esses pode passar por Favor e essas fotografias que estudei são um tipo específico de fotografia eu acho interessante vocês saberem disso porque são fotografias chamadas de cartes de Visit E essas cartes de Visit exatamente como diz o nome são cartões de visita então eram uns tipos de fotografia menorzinhas elas eram mais baratas então por isso elas poderiam ser distribuídas para várias pessoas e elas eram comercializadas especificamente mente Para o público Branco paraas suas famílias para eles pedirem casamento para eles conhecerem um parente
que nasceu e eles não viram ou até mesmo a fotografia de um ente que faleceu Porém para as pessoas negras não era esse o caso essas fotografias elas entravam dentro da categoria de tipos negros que era exatamente para mostrar esse exótico de pessoas que eles consideravam diferentes que eram as pessoas negras então elas eram comercializadas para Curiosos Viajantes colecionadores especificamente na Europa e nos Estados Unidos Então essas fotografias eram encomendadas para esses fotógrafos para serem levadas para outro território também para registros médicos ou policiais e o objetivo desse tipo de fotografia dessas cartas de Visit
Era exatamente registrar a variedade étnica da população negra no solo brasileiro então da mesma forma como nós temos o o O o costume de Ira zoológicos porque nós queremos ver os animais diferentes naquela época faziam isso com fotografias e também com zoológicos tá gente nós tínhamos zoológicos humanos onde pessoas negras asiáticas enfim indígenas diferentes etnias eram colocadas para serem vistas pelo público pelo público Branco europeu inclusive aqui no Brasil também teve uma exposição eh de zoológico humano então Acho interessante vocês conhecerem esse Contexto Porque por mais que a fotografia ela fosse um recurso tecnológico muito
grande ela serviu aos interesses do daquela época sobretudo os interesses racistas pode passar por favor e aí as fontes que eu trabalhei foi justamente essas fotografia zinhas que vocês estão vendo aqui ao lado né que são as cartas de visite são disponíveis digital e presencialmente né então tem um acervo da brasiliana fotográfica da fundação Joaquina nabucco Eu coloquei o livro também que eu trabalhei que é o negro na fotografia brasileira do século XIX que eu acho que seria muito interessante se as casas Fundações eh até mesmo movimentos necos pudessem adquirir este livro Por mais que
ele seja até um pouquinho mais caro mas para ter essa memória ela sendo difundida entre nós também utilizei na minha na minha pesquisa anúncios né dos estúdios desses fotógrafos nos jornais né como material de apoio estavam na Hemeroteca e fui até a fundade né lá em Pernambuco para ar a pesquisa e aí o que que eu achei interessante coloquei como um problema de pesquisa eh pode passar Silvania o que eu pensei se no século X eles tinham códigos imagéticos específicos os fotógrafos então eles estabeleceram uma hierarquia entre os dois tipos de mulher Então tinha a
mulher ideal que era essa mulher branca feminilizada etc e tinha essa mulher Negra e As duas não se equivaliam socialmente mas a minha questão é esses fotógrafos eles diferenciavam distanciavam através do discurso imagético essas mulheres de uma forma brutal ou não E aí por isso eu questionei Qual era então esse ideal dessa mulher negra que esses fotógrafos queriam alcançar a partir das suas fotografias e aí Fiz uma volta ali pro contexto do século XIX eh pode passar querida e mostrei e mostro agora para Vocês a eh a o que tava acontecendo né Então até a
chegada da família real aqui no Brasil 1808 não havia um trabalho sistematizado de construção imagética textual Memorial sobre o território brasileiro e sobre a população que aqui residia então o século XIX ele vai marcar o início dessa produção artística em larga escala inclusive financiada pelo Império então o próprio Imperador trouxe missões eh de artistas ao Brasil como a missão francesa para o Brasil Para que eles viessem treinar e ensinar os brasileiros na arte e imagética né representando o Império Brasileiro a partir dos ideais de grandeza e a fotografia que foi criada ali em 1839 ela
possibilitou Então essa nova forma de construir essa identidade com base nessa imagem sobre si então não era só um Anseio da população que essa fotografia registrasse aquilo que eles desejavam sobre si mas era uma necessidade Imperial sendo assim aquilo Que era obscuro eles jogavam pro lado e maquiavam também as coisas que não eram tão boas para elevá-los para que as pessoas dos outros países vissem o Império Brasileiro de uma forma mais palatável uma vez que era um império escravista pode passar e aí a fotografia ela funciona então como um lugar de memória ela pode os
lugares de memória eles podem ser materiais né quanto imateriais Então os materiais vão ser os livros As estátuas os museus os Imateriais vão ser datas comemorativos elogios fúnebres cartas póstumas e a memória Inclusive a memória imagética se torna então um instrumento fundamental nos laços sociais de modo que essas imagens elas se tornam também um lugar de memória e se elas são então um lugar de memória se a fotografia funciona como um lugar de memória ela ela vai evocar uma série de símbolos que são capazes de moldar eh determinada visão determinadas visões sobre o passado e
aí eu acho Interessante falar sobre isso porque tem um caso muito emblemático no século XIX que é do Juca Rosa ali no Rio de Janeiro que foi conhecido como um feiticeiro também em alguns outros casos foi conhecido como estelionatário e ele tinha uma série de fiéis e como a gente tem acesso a quem é Juca Rosa e quem são as pessoas que foram fotografadas junto com com Juca Rosa por exemplo pelo fotógrafo Alberto rinel porque eles tinham diários no qual eles anotavam eh Sobre essas fotografias e doavam trocavam as fotografias umas com os outras Então
observem essa fotografia como um lugar de memória a ponto de que nós hoje em 2024 temos acesso aessas fotografias feitas lá em 1864 e conseguimos entender e valorizar esse recurso imagético como tal qual eles eles desejavam na época porque o Jucar Rosa ele pedia para os seguidores deles serem fotografados para que eles tivessem essa rede mética entre si então Percebam que até mesmo aquele discurso do escravizado coisa do negro coisa que obviamente já caiu por terra ele não se sustenta quando nós olhamos a o próprio protagonismo das pessoas negras dentro das possibilidades que eram ofertadas
que eram possibil possibilitadas ali no momento e não só adas também como os espaços de resistência né porque se fotografar e trocar essas fotografias também era uma forma de não deixar essa memória ela se esvaziar ela sair é e ser Esquecida né E aí pode passar Silvan por favor então a memória criada na fotografia ela sempre esteve entrelaçada ao conceito de identidade Coloquei até aqui o belo é o eurocêntrico então ao se fazer fotografia fado o cliente né dentro desse jogo de memória de identidade de diferença ele reforçava quem ele era ou quem ele desejava
ser em oposição ao outro então no caso de Militão Augusto de Azevedo em que nós temos certeza de que as pessoas negras Fotografadas eram pagantes você vê eu vou mostrar posteriormente essa construção imagética cheia de opulência seja a partir do padrão eurocêntrico Ou seja a partir do padrão da própria comunidade Negra mas as pessoas ao irem ao Estúdio elas se elas queriam mostrar realmente as a sua melhor versão ou construir a sua melhor versão naquela imagem pode passar querida por favor e portanto eu tenho para mim eu Acho importante divulgar isso que as imagens elas
não são neutras nenhuma imagem é neutra nem a imagem que nós produzimos a dos Nossos celulares elas são feitas com neutralidade aqueles que detém o poder controlam a comunicação e portanto eles vão criar identidades que condizem com a mensagem que eles querem passar e para que eles consigam se garantir no comando exercer política e manter as suas regalias econômicas então eles precisam atuar e representar com os Símbolos que o legitimem naquela posição então o imperador Dom Pedro I ele é conhecido como um amante das Artes e como um amante da fotografia a fotografia mal tinha
sido lançada mundialmente meses depois você já tinha um daguerreótipo aqui no Brasil você já tinha a primeira fotografia feita em solo brasileiro você já tinha o primeiro curso de fotografia sendo oferecido para o Imperador e para a Princesa Isabel então é interessante nós observarmos que Sendo o Imperador então um amante da fotografia entendendo a técnica fotográfica e tendo apreço pela fotografia Porque sim ele fez muito contratou né muitos fotógrafos para fazerem registros pessoais da família dele mas também em registros do Brasil inclusive o nosso acervo que temos hoje é porque eh na questão do exílio
O Dom Pedro I ele deixou o acervo fotográfico né ele doou o acervo fotográfico para o Brasil é importante nós também sairmos Desse lugar idealizado e pensarmos o quanto essa fotografia era importante paraa manutenção do Poder do Império Brasileiro então se a família imperial Detinha o poder ela também controlava a comunicação do Império Brasileiro E aí conseguia exercer a a política manter a sua regalia fazer os seus acordos econômicos né atuando e representando de forma que o legitimasse nessa posição Inclusive a definição do que é belo do que é feio do que é seguro do
que é Perigoso serve então justamente para essa manutenção de poder e para que as pessoas se esforcem cada vez mais para ficarem parecidas com esse padrão e para os grupos que são dissidentes diferentes eles sejam controlados ou excluídos devido à baixa autoestima então é um sistema engendrado que ele funciona muito agarrado e as imagens elas são parte constituinte desse sistema né então é importante que você tenha uma definição de Belo eurocêntrica que diga Que o ideal de beleza são as pessoas brancas que o ideal de estética são as pessoas brancas que o ideal de comportamento
são as pessoas brancas é a civilidade do Povo europeu Apesar deles estarem escravizando as outras pessoas em diversos continentes né e aquilo que então não é Europeu é feio é inseguro é perigoso pode passar minha querida e aí eu trago mais um ponto que é falar que as imagens elas possuem hisor né Isso significa que essas imagens elas vão Sofrer um trabalho ali de classificação de exclusão então eu vou dizer a imagem que eu quero guardar é que eu não quero Elas mostram as configurações sociais daquela época Elas mostram os conceitos de um tempo de
espaço né então o que que era importante para aquela época o que eles queriam deixar para trás o que eles queriam reforçar essas imagens elas são determinadas pelo interesse dos grupos que as geram então uma imagem que é feita pelo Brasil paralelo será Completamente diferente de uma imagem produzida pela rede de historiadores negros essas imagens Elas são fruto da cultura então a imagem produzida em 2024 é completamente diferente da imagem produzida no século XIX e da imagem produzida no século XV como uma pintura e portanto essas imagens elas não são verdadeiras e nem são falsas
gente mas elas mudam de acordo com a necessidade ideológica Então para mim que sou historiadora da imagem como me considero Não é importante ficar assim a essa imagem ela é verdadeira ou ela é falsa é importante entender Por que houve uma por que mexeram nessa imagem por essa imagem foi produzida dessa forma por posaram dessa forma e é isso que vai constituir e conduzir esse trabalho e aí pensando nisso né Eu sempre me questiono e sempre pergunto aqueles que estão comigo você já se perguntou porque que a representação n né a população negra ela É
sempre é colocada de uma forma negativa vinculada a trabalhos subalternos a criminalidade a Sexualidade enquanto a população Branca pelo contrário é representada ocupando posições de liderança então quando nós trabalhamos com qualquer tipo de imagem é importante fazermos perguntas Quem produziu essa imagem em que posição social o idealizador dessa imagem estava em que tempo que essa imagem foi feita para Quem esse trabalho estava sendo dirigido por por ele estava sendo feito quem são os atores dessa imagem e qual mensagem essa imagem quer passar a partir disso de todas essas questões desse levantamento é que eu começo
a conduzir a pesquisa pode passar querida e aí é importante nós entendermos se a gente vai falar então da construção do Belo da construção do feio a gente precisa entender como que aconteceu a representação feminina na arte ao longo Das eras então na pré-história nós temos ali a venda de willendorf acredito que se fale assim e nós podemos ver que ela era uma mulher voluptuosa ela era uma mulher com seios fartos com um quadril grande que que essa mulher significava ela representava o culto à fertilidade o culto a essa deusa mãe que nutre o culto
a essa deusa a essa figura feminina que provê então na pré-história Os cultos eles eram ionados às figuras femininas justamente por se entender que era o Feminino que era capaz de conduzir a vida que era o feminino que era capaz de manter essa essa revitalização já ali na antiguidade clássica nós temos aqui A escultura da Vênus de Milo a representação da mulher era um pouco diferente primeiro lugar o ideal imagético Deixa de ser as figuras femininas né Essas representações femininas associadas à fertilidade e ele passa a ser o ideal masculino né então é o corpo
masculino que é o ideal que ele Tem todo o padrão estético que ele é perfeito como David Michelangelo é o corpo do homem eu não sei se eu falei o corpo da mulher mas era o corpo do homem que é essa essa epítome né daquilo que se espera como ideal e o corpo da mulher ele está em contraposição ao corpo do homem porém até mesmo a mulher ideal nesse tempo ela tinha um corpo considerado masculinizado Então você vai observar as formas dessa mulher por exemplo o tamanho do braço o tamanho do Ombro você vai observar
o abdômen dessa mulher e ele é muito próximo a esse ideal masculinizado Então até ali na antiguidade clássica aquilo que se colocava como um padrão era o masculino e as mulheres estavam abaixo desse masculino mas chegando próximo né tentando ser representadas próximo na Idade Média já muda tudo se a mulher antes ela estava próxima do homem aqui ela se torna o total oposto e ela está ali próxima às figuras demoníacas né Então é onde você surgem todos aqueles manuais de demonologia essa mulher ela provoca a queda do homem a mulher el laiva ela é luxuriosa
Ela traz tudo aquilo que é ruim que pode prejudicá-lo então nas representações é muito comum você ver as mulheres nuas seminuas ou então muito próximas a uma imagem Demoníaca né considerada Demoníaca ali naquele contexto europeu e Cristão isso é muito interessante Porque então essa mulher ela vai ser a a idealização de Tudo aquilo que é ruim enquanto racional o bom então serão esses homens e é importante dizer também que nós temos muita dificuldade de encontrar por exemplo eh as representações imagéticas negras nesse período principalmente na internet gente isso é muito difícil de encontrar você precisa
fazer um trabalho de pesquisa específico porque isso é pouquíssimo divulgado então eu tô trazendo aqui mais pela linha da Europa porque é justamente a a a influência Dessa arte que vai chegar e vai desencar lá nas fotografias que eu estudo tá bom e na idade moderna Você tem o nascimento da Vênus né então é essa mulher que agora ela já quase uma figura divina ela já é próxima à perfeição então se antes ela representada tudo que é sujo tudo que é mal tudo que é podre não sei o qu agora não agora essa mulher é
idealizada mas qual é a graça ela não é humana se ela é idealizada se ela tá acima de tudo se ela é esse ideal de Pureza se ela é esse ideal de lão Então ela também não é humana pode passar querida na Renascença você vai ter essa mulher ali com toque de sensualidade Então antes a na na ali no na idade moderna essa mulher ela estava sempre sendo olhada na Renascença essa mulher também vai se olhar então você vê a Vênus ao espelho o corpo dela tá disponível para ser olhado ela não tem uma autonomia
do seu corpo nessas representações mas ela também Sente um um certo gozo de ser olhada ou seja nesse momento essa mulher ela também brinca um pouco com a sensualidade sexualidade no Iluminismo essa mulher é elevada novamente e aí você consegue ver as roupas a opulência e no século XIX gente aí o negócio ele cai assim de uma tal forma e não é porque cai porque entra uma figura Negra Não é porque cai Porque a partir desse momento a representação Negra ela É solidificada consolidada como tudo que é negativo E aí o século XIX ele é
marcado pela figura da Venus jento que é essa mulher da última imagem que eu coloco para vocês a Venus jento eh ela foi uma mulher negra Sara Bartman e nascida no fim do século XVII ela fazia parte do do Povo coan também conhecido como zento que conhecida como a etnia mais antiga do mundo enfim eles são uma comunidade extremamente fechada e ela foi adotada para uma família é uma Família Branca obviamente trabalha ali para aquela família né Então ela foi adotada muito naquele sentido de ser empregada dessa família Mas qual é a questão dessa mulher
ela tinha um corpo extremamente voluptuoso tal qual as mulheres do do Povo dela então cintura fina quadril muito grande eh seios fartos enfim a vulva também um pouco maior aí do que se conhecia na Europa ela era uma mulher muito pequena ela tinha apenas 1,35 m de altura E como eu falei para vocês ela tinha essa característica né de ter um acúmulo de gordura nas nagas Enfim então ela tinha um corpo mais entre aspas saliente do que era do que era conhecido ali na Europa e por conta disso em 1810 ela foi vendida eh para
ir para Londres foi na verdade ela foi incentivada a ir a Londres né para trabalhar em espetáculos porém chegando lá A Sara ela foi exposta em circos feiras teatros numa jaula devido aos seus atributos Físicos né E ela era exibida assim para ser apreciada como exótica por pelos europeus Então ela ficava nua na verdade seminua presa a uma corrente ela só tinha a genitália dela coberta gente ficava andando de quatro para ressaltar o tamanho das nádegas dela e portanto da sua natureza animal em incontrolável isso tudo porque eles queriam confirmar que essa mulher ela era
animalizada então como o tamanho da nádega dela era maior eles compreendiam Então que ela era hipersexual então a jaula a corrente mostravam a Sara como sarir né que é é o nome dela eh original eh mostravam como ela era supostamente perigosa porque a sua genitala desproporcional colocava ela enquanto uma mulher selvagem Olha que terrível ela foi vendida a um adestrador de animais ela passou a ser exibida em prostíbulos em espetáculos em praça pública ao lado de animais ursos macacos Pulgas percevejos ela foi examinada em nome da ciência Então ela foi estudada por zoólogos fisiologistas naturalistas
foi pintada nua mediram mamilo n g clitores lábio tudo que podiam inclusive A modelagem do corpo da Sara foi todo feito em gesso pintado e a obra se encontra até hoje lá no museu do homem em Paris e com o fim das das invasões napoleônicas acredita-se que a Sara ela infelizmente teve que recorrer à prostituição e ela tinha muitos Problemas com álcool né então ela infelizmente acabou falecendo Em 1815 aos 26 anos e como a desgraça ela sempre vai aumentando essa mulher ela foi autopsi e E aí o homem que a autopsi que foi o
curvier ele a dissecou moldou a Sara e conservou o cérebro e a genitália dela inform formou e tem um livro que é o livro de zoólogo humano que fala que inclusive e esse momento ele foi um um quase que um momento fetichista para o curvier porque ele pôde finalmente Colocar a mão na genitália dela e comprovar que ela não tinha nada de diferente nada de animal em relação a uma mulher branca mas vocês acham que ele ficou convencido não em 1824 Ele publicou um livro sobre a história natural dos mamíferos E aí ele colocou figuras
enfim e aí A Sara ela apareceu catalogada como uma das 120 espécies de mamíferos uma das 120 espécies de mamíferos e a Sara ela ligava a não ser forçada tá gente ela Passou por um por um para um tribunal para dizer que ela não tava sendo forçada a passar por aquilo o que obviamente era uma mulher que estava em outro país não tinha família ali a únicas pessoas que ela tinha por ela eram justamente aqueles que a compravam para que ela pudesse ser exposta enfim e ela passou por diversas humilhações públicas Então por que eu
acho importante falar sobre a representação imagética que foi feita sobre a Sara Bartman Porque mesmo depois de morta o corpo dela continua a ser exposto gente essa mulher morreu Em 1815 até 1974 a genitália dela ou seja a vulva dela era apresentada descoberta lá no museu do homem juntamente com o cérebro e os outros órgãos delas que estavam expostos em formol e só Nelson Mandela em 2002 conseguiu que os órgãos e asadas Delas fossem devolvidas à África do Sul e aí é importante a gente entender que nessa época onde a ginecologia ela Se consolidava e
a Sexualidade da mulher normal entre aspas tá gente que a gente entende que era mulher europeia servia apenas paraa maternidade ou seja essa mulher não podia nem ter prazer dentro do próprio casamento que era a instituição oficializada para os médicos europeus o corpo da Sara e portanto o corpo de todas as mulheres negras que era um corpo voluptuoso um corpo ur vilino ele era entendido como lac Laci Então ele Era uma fonte de corrupção e doença e portanto justificava-se todas as atrocidades sexuais cometidas contra as mulheres negras durante o século XIX então o cvir ele
concluiu que a Sara associava uma mulher da espécie humana a mais baixa dessas mulheres né com a mais alta da família dos Macacos ou seja ela era o elo perdido entre o homem e o macaco e a partir da Sara que o Imaginário da hipersexualidade da mulher negra foi construído em Contraposição ao corpo da do do homem europeu civilizado comedido inteligente então se a Sara era vista como animalesca com apetito sexual descontrolado e de natureza instintiva o que eles mesmos comprovaram que não er verdade ela estava em contraposição também a mulher branca pudica que tinha
o corpo coberto e que era guardada para o marido então a Sara Ela seria a aproximação da mulher negra aos animais devido ao desenvolvimento da sua Genitália e não é à toa que até hoje o século XXI a maior parte das representações de mulheres negras são sempre sexualizadas uma mulher negra curvilínea já é considerada uma mulher hipersexual simplesmente por existir então A Sara ela se tornou símbolo desse discurso né que dizia que a população negra não deveria ser tratado como humano porque olha ela pode ser humilhada desumanizada o divertimento dela o divertimento dos europeus a
Partir dela pode servir pro avanço da ciência porque ela não é como nós então eu trouxe isso aqui porque a representação feminina na arte a partir do século XIX ela vai ser toda baseada na Sara Bartman e importante dizer lembra que foi só no século XIX que o Brasil começou a fazer Produções imagéticas em massas da população negra Então tudo isso está ligado pode passar minha querida e as mulheres brancas na fotografia brasileira ao contrário da Sara Bartman elas eram um significado de opulência e sofisticação elas eram sempre pertencentes a algum homem tá gente o
pai ou o marido Então essas fotografias mostravam o recato dessa mulher a religião mostravam essa mulher como uma boa dona de casa então não era a toa que muitas dessas mulheres eram fotografadas num cenário que parecia uma uma sala eh elas eram sempre fotografadas lendo como essa terceira foto ou segurando uma Criança para mostrar que ela era uma boa mãe ou Então como uma matriarca como essa última imagem ou como essa segunda imagem ela tá na frente de alguns arbustos e tudo mais mostrando que ela era a dona da fazenda então não só o marido
dela era se posicionava como um fazendeiro como essa mulher se posicionava que ela era a dona juntamente com ele dessa propriedade em níveis hierárquicos diferentes mas ela também estava à frente desse negócio ou Seja todas essas mulheres nessas fotografias ela elas sempre representam aos grupos familiares delas elas nunca são vistas enquanto pura e simplesmente uma mulher solta tá bom pode passar querida já na fotografia das mulheres negras no Brasil pelo contrário essas mulheres eram o outro da fotografia o diferente Elas não tinham nome em primeiro lugar elas nunca tinham nome Elas não tinham Família Elas
não tinham história As fotos delas eram em muitas etnográficas ou seja as fotos para mostrar o comportamento daquele grupo em sua maioria elas também eram vistas como um símbolo sexual e um símbolo do exótico e elas estavam sempre em contraposição da mulher branca Então se na imagem anterior nós vimos as mulheres todas tapadas né até o pescoço aqui você vai ver que o corpo da mulher negra na fotografia do século 19 era entendido como uma propriedade pública então todas As mulheres eram entendidas como propriedade tá gente porém a mulher branca ela era uma propriedade da
família a mulher negra era de todo mundo porém nós encontramos registros de opulência quando ligados à africanidade ou então quando essa mulher trabalhava para uma família abastada então nessa segunda fotografia por exemplo essa era uma empregada obviamente escravizada da família imperial brasileira e você vê que ela está coberta tão coberta quanto Nos outros registros não mas ela está arrumada ela tá com arco ela tá com brinco ela tá com o pano da costa Ela tá com uma blusa bonita no primeiro quadro nós vemos que essa menina ela está brincando brincando né de cavalinho com uma
criança branca e de uma forma em que ela parece animalizada em relação à criança e na última no último retrato né Nós vemos essa foto etnográfica onde essa mulher parece aparece completamente nua gente Então é aqui é por isso que eu falo sobre os tipos negros eles mostravam os tipos de pessoas então e eh não é uma pessoa como eu como você não é um tipo diferente exótico que precisa ser mostrado nos seus costumes Então vamos vamos fotografar essas pessoas nuas vamos eh encomendar essas fotografias com fins etnográficos para coletar dados para ser usados em
trabalhos científicos e para quê esses trabalhos científicos eles Davam base às teorias racistas eles queriam provar a superioridade Branca então eles solicitavam eh retratos de bustos retratos antropométricos né para poder comparar a raça humana então esses retratos não eram feitos só com a população negra tá tá gente mas eles nunca nunca eram feitos com a população Branca inclusive você tem muitos retratos de pessoas adoecidas pessoas negras adoecidas Então você tem pessoas com elefantiase Eh em sua maioria eram homens tá então eram homens com elefantiase tanto na perna nos pés no saco eh você tem muitas
mulheres fotografadas mulheres e meninas tá fotografadas com os seios de fora nuas enfim eh essas fotografias então elas tinham esse apelo exótico né E como eu falei elas eram vendidas aos estrangeiros tanto aqui no Brasil quanto no exterior como suvenir em forma de cartões postais Ou cartões de visitas então Os compradores dessas fotografias eram curiosos colecionadores pessoas que estavam em busca de entretenimento e vendidas também para todo aquele que desejasse estabelecer uma super prioridade visual com o fotografado Inclusive tem um anúncio do Cristiano Júnior de 1866 que é um anúncio que eu acho interessante porque
ele é assim variada coleção de costumes e tipos de pretos cousa muito própria Para quem se retira para a Europa ou seja se você quiser ver uma variedade de coisas que a gente não entende né os costumes de pretos os tipos diferentes de pretos Então tem um preto da Angola tem o preta tem um pret leva pra sua casa que é uma coisa muito legal para quem tá se retirando pra Europa Então esse era o contexto da fotografia do século XIX apesar de serem fotografias Tecnicamente muito muito bem feitas elas tinham esse olhar esse apelo
que que eu Acho interessante de falar então pode passar minha querida e aí um ponto que eu acho importante também de trazer é a questão da nudz se eu falei para vocês que as mulheres brancas eras estavam sempre representadas cobertas né quase nunca você via o antebraço delas aparecendo as mulheres negras não era raro que elas estivessem com seios de foras então aqui eu não tô falando sobre diferenças de Cultura tá gente porque Dentro da população negra do que que residia no Brasil eh eu falo residia Parece até que as pessoas queriam estar aqui né
mas é só uma forma de comunicar mesmo isso não era uma questão isso não era uma grande estão elas estarem com seio de fora mas eu estou falando em contraposição a esse ideal europeu aquilo que os europeus que eram um grupo dominante eles colocavam Tá bom então a regulação do corpo feminino através das representações Visuais no Brasil ela se fundamenta a partir do controle dos corpos que eram entendidos como marginalizados e exóticos então a representação da mulher Nas artes ela em muito mostrou a inferioridade da mulher como a representação do negro também ela não é
do século XIX tá gente nós temos eh representações ali do Império Romano onde quando negros apareciam eles eram sempre vistos como inferiores não só negros tá gente eh negros árabes eh os Mouros enfim eh o próprio Império Bizantino era sempre colocado mais afastado da figura de Jesus então isso não é de agora isso não era do século XIX na verdade mas no Brasil o que que a gente vai ver que a regulação do corpo feminino não acontece única exclusivamente como acontece na Europa que era o corpo da mulher então era a mulher branca que era
colocada Ali nua no Brasil não no Brasil a mulher branca ela era Coberta e o controle desses corpos entendidos como marginalizados e e exóticos era feito nas pinturas nos desenhos nas fotografias então a posição do corpo nu da mulher negra demonstrou como o corpo dessa mulher ocupava o Imaginário da época tanto como um sintoma como como um desejo e a representação das suas formas mais íntimas da mulher negra ocupava os locais de subalternidade Então ela era vista como A amante adequada a mulata a trabalhadora a mulher desregrada que poderia então ser violada tá Porque se
ela não tem regras ela pode ser violada Sim ela Ela pediu para ser violada na verdade ela não tinha constituição familiar de acordo com a moralidade da época e hoje as Pesquisas mostram que sim as pessoas negras tinham família e elas revelavam também a enorme violência paraa qual essas mulheres eram reservadas então elas eram Hipersexualizadas libertinas descontroladas ou passivas então é muito importante nós entendermos que a forma como as pessoas brancas do século XIX entendiam a nudez era completamente diferente da forma como os indígenas entendiam a nudez a forma de como os povos africanos entendiam
a nudez a nudez para o europeu era um um um como eu posso dizer um símbolo do vencido tanto que em guerras era comum que eles despem as pessoas tanto que era comum Que no mercado de escravizados eles fossem despidos tanto que é comum hoje quando nós queremos mostrar o quanto nós amamos nossos petes nós vestimos roupinhas neles então a nudez que foi construída ao longo do tempo ela não tem nada a ver simplesmente com a nudez ela tem a ver com um recurso de poder e a regulação do corpo feminino no Brasil se fundamentou
a partir das imagens justamente mostrando mais ou menos nudez Então quando essa mulher é entendida como hipersexualizada libertina desregrada bota nula se essa mulher é considerada como uma mulher de valor para uma família ela fica mais vestida tá bom gente isso aqui eu não estou inferindo um juízo de valor eu estou explicando como é se deu essa construção a partir [Música] das imagens é importante então a gente Entender isso por que os negros então nessas fotografias eles exibiam acessórios da cultura africana eles estavam sempre Nis ou então eles estavam com trajes típicos eles posavam simulando
alguma profissão e não não não raro que eles estivessem seminus tá mostrando essa profissão e eles também mostravam muitas escarificações e esse tipo de fotografia revelava então o primitivismo do povo negro em relação ao Branco e a cultura branca que era entendida então enquanto civilizada então Eh com isso o que eu quero mostrar É como essa construção foi feita porque a nudez ela foi um fator fundamental para que o europeu revelasse o grau de subordinação do fotografado em relação a ele Assim como os pés descalços revelavam o grau de subordinação do escravizado em relação ao
senhor que era calçado Então essa sup as evidências da inferioridade negra elas buscavam Justificar para o exterior a ideia de uma de uma escravidão pacificada e não Cruel então assim gente olha só esse pessoal que tá aqui fotografado olha que como essas mulheres estão Olha como elas aceitam serem fotografadas Então essa escravidão toda a violência que acontece aqui ela não é tão ruim gente na verdade essas pessoas são assim trabalhar para elas para nossas famílias traz contato com com o cristianismo traz traz contato com a Civilidade então nós estamos fazendo um favor a essas pessoas
era basicamente isso que através desses recursos imagéticos se pregava ao mesmo tempo que você mostrava essas pessoas são inferiores essas pessoas são exóticas essas pessoas são subordinadas a nós se justificava que elas precisavam passar por aquela escravidão para que elas entrassem num processo de civilidade num processo de civilização então a escravidão ela era mostrada como Pacífica e não Cruel porque L essas pessoas têm até profissão gente elas até trabalham até trabalham e pode passar pro lado querida e aí eu mostro aqui para vocês algumas fotografias do Alberto henschel né Eh vocês vão ver que às
vezes se fala Albert henschel às vezes se fala Alberto porque havia o costume de abrasileirar os nomes então o Alberto henschel ele tem um trabalho ele foi o maior fotógrafo do século XIX aqui no Brasil Ele teve quatro estúdios atuando ao mesmo tempo as fotografias dele são majoritariamente fotografias de pessoas brancas ele assim como vários outros fotógrafos recebeu o o selo de fotógrafo da casa Imperial é que não significa que esses fotógrafos eles trabalhavam exclusivamente para o Imperador mas que o imperador apreciava o trabalho deles tá a família imperial apreciava o trabalho deles e aqui
a gente consegue ver alguns elementos e nessas Fotografias né então no quadro do Meio nós vemos uma mulher negra num cenário atrás tá mostrando ali a proximidade dela então com a selvageria com a selva com a natureza ela está sendo representada como uma vendedora de frutas então por isso que ela tá com essa bacia cheia de abacaxis e outras frutas vemos também que ela está com cigarro na boca pulseiras de contas tá com o pano da costa e aqui no nós vemos um pouco de nudez como essa mulher tá Nua Claro que não pra gente
é normal esse tipo de traj hoje mas ela tá com ombro aparecendo ela tá com os braços aparecendo isso era incomum nas fotografias de mulheres brancas então quando a gente coloca esse contraponto dá para ver algumas mensagens que o Alberto renel quis passar nós vamos nesse terceiro quadro por exemplo a mulher negra já com escarificações na pele mostrando Então as diferenças éticas em relação aos costumes dos povos Africanos e os costumes dos povos europeus ou então do brasileiro no primeiro quadro nós vemos então uma mulher cujo cabelo está despenteado Então ela tá com metade do
cabelo arrumado metade desarrumado e para todo mundo que já teve acesso ao livro da da história da Beleza Negra história da beleza negra no Brasil ou então conhece um pouco da cultura Negra sabe que o cabelo é inegociável para uma mulher negra Então você ter em algumas Fotografias esse tipo de repres ação onde a mulher aparece despenteada com metade do cabelo penteado com cabelo desgrenhado isso é muito potente porque o cabelo é um símbolo de animalidade um cabelo desregrado para um europeu do século XIX significava que essa pessoa era incivilizada Então observem essas imagens no
próximo quadro pode passar Querida isso nós vemos uma mulher extremamente imponente Lindíssima Belíssima eh nessa época a fotografia era costume que as pessoas tirassem a fotografia viradas a 3 qu4 3/4 de perfil não olhando pra câmera porque o olhar pra câmera era associado a fotografias policiais e você vê o empoderamento a potência dessa mulher Diante da tela ela também que tá com uma blusa da quatic Canoa bem profundo que não aconteceria também num quadro de uma mulher branca Mas você vê que ela possui um brinco ela possui um colar ela tá com um turbante Bonito
bem amarrado e o quanto que essa mulher ela tá presente nessa fotografia então o fato de serem pessoas sendo fotografadas dentro de um contexto onde essas fotografias Possivelmente seriam vendidas para europeus e nesse caso elas foram vendidas sim para um colecionador europeu não significa que essas pessoas também não aproveitavam desse momento para fazer os seus próprios registros né porque acredita-se que muitos deles ganhavam esses retratos eh ou recebiam Um pagamento em forma de dinheiro ou ganhavam a permuta né de de receber as suas fotografias essa mulher do meio a mesma coisa né olha como ela
tá bonita ela tá bem afeiçoada nessa fotografia e no último quadro nós vemos uma mulher negra muito jovem vendendo também frutas provavelmente simulando o mercado e ela tá com seu bebezinho nas costas né mostrando que a mulher negra ela trabalhava junto com os seus filhos e Isso é muito potente porque logo depois nós vamos ver as representações de amas então ter essa mulher em contato direto com o seu filho né poderia mostrar duas coisas um uma denúncia pelo fato dessas mulheres trabalharem com os filhos e também uma outra denúncia de mostrar olha como que eles
são subordinados não tem ninguém para Cuidar dessa criança como cuidam dos nossos pode passar querida nós temos nesse quadro uma fotografia que eu acho Belíssima que é de uma idosa e nós não temos tantas representações de idosos assim eh negros nas fotografias e nas fotografias do Alberto henschel aparecem vários idosos então você vê uma mulher que nessa época a estimativa de vida não passava dos 40 anos ela sendo uma idosa você vê que as idosas elas são cobertas Então as mulheres mais novas elas têm o o busto bem bem aparentes né as mulheres idosas estão
mais cobertas ela tá com torço cobrindo seu cabelo você vê as Marcas de expressão e a gente sabe obviamente que provavelmente ela teve uma vida muito difícil mas a minim é emocionante ver que essa mulher não só existiu como a vida dela não foi esquecida por conta desse registro a gente sabe que ela esteve entre nós então para mim é muito potente eh saber disso e temos outros dois quadros de mulheres mais jovens essas mulheres também com a cabeça coberta era uma característica das mulheres desse dessa Época importante dizer que nas fotografias de Alberto rechel
nós veremos essas mulheres de uma forma geral não muito próximas a essa animalidade que alguns fotógrafos registraram você vai ver algumas com muita opulência como no último quadro eh em geral elas estão sempre cobertas com o pano da costa mas com braço antebraço um ombro aparecendo com cordões de contas cordões e e joias específicas da cultura Negra brincos enfim a gente Consegue até observar hierarquia dentro da própria cultura Negra a partir desses símbolos eh presentes nessas fotos pode passar minha querida temos também as fotografias de Marc Ferris e as fotografias de Marc Ferris elas Marc
Ferris ele não fotografou tantos retratos tá gente ele tem uma fotografia mais voltada para os negros em exercício na lavoura mas é importante ver essas fotografias primeiro que a a a primeira fotografia ela é atribuída a qu atun que Não é verdade tá gente na época de aquaton ainda não existia eh fotografia porque a aqu tun ela é do fim do século X eh e ela foi uma das líderes do Quilombo do Palmares então é importante a gente entender que essa fotografia ela é datada de 1885 chamada negra da Bahia e essa mulher ela não
tem nome né ela vai aparecer sobre a estética fotográfica das pessoas abastadas ou que tinha uma relevância social dentro da Comunidade Negra uma vez que ao invés de estar só com uma veste de algodão cru como era no caso das fotografias anteriores né que estavam com uma blusa de algodão cru só com pano da costa por cima eh ela tem um traje de baiana muito bem detalhado né uma saia grande escura rendada um camiso né que é essa blusa de cabeção rendado um colar de contas bracelete nos dois braços muitos anéis brincos a cabeça coberta
por um turbante branco é muito bonito né Eh então a gente percebe que essa mulher ela está dentro de uma sala o pano da coa está atrás ou seja essa mulher é uma representação de uma mulher abastada ou uma pessoa de liderança dentro da própria comunidade então a diferença de retratos fica muito claro aqui a gente pode também ver nessa segunda imagem né que já é uma senhora e é importante eh também eh entendermos que não eram todas as Pessoas que poderiam ser fotografadas assim uma vez que isso poderia criar isso aqui especulação isso poderia
criar problemas dentro da própria comunidade Ou seja você tem uma liderança dentro da comunidade aí vai uma pessoa de uma categoria que não é de liderança e ela é fotografada assim dessa forma com todos esses elementos isso poderia criar tensões dentro da comunidade então acredita-se que essas mulheres fotografadas eram ou da liderança eh eh Social ou da liderança religiosa tá E no último quadro Nós também temos uma mulher trabalhando com seu filho uma vendedora de frutas essa mulher que foi fotografada também por outros fotógrafos e também então é interessante também perceber que essas mulheres faziam
intercâmbio entre alguns estúdios né provavelmente convidadas por esses fotógrafos pode passar querida e aí nós temos a fotografia do mercado do Rio de Janeiro né então uma vendedora do Mercado do do Rio de Janeiro é uma das fotografias mais emblemáticas do século XIX pode passar e aí atrás dessa dessas fotografias eh é um bilhete postal tá gente que ele é de 1800 1909 já a gente vê a seguinte inscrição tipo negro descendente da raça africana importada ao Brasil pelos portugueses em 1600 e 1700 Então tá falando aqui da família dela e não especificamente dessa mulher
Raça Forte limpa e boa para o serviço de limpeza e Agricultura aquela que resiste ao clima quente aí tem outras fotografias né Desse bilhete postal esse bilhete postal Já é datado de 1903 E são essas fotografias eh do Marc Ferris pode passar querida pode passar e aqui tem as fotografias de Rodolfo linderman e nós vemos um outro tipo de fotografia então já é uma mulher novamente dentro do um estúdio de fotográfico mostrando ali que ela Provavelmente estava ao ar livre mas não estava só era um estúdio ela é a representação de uma lavadeira Ela tá
de calça ou seja ela tá mostrando a condição dela de escravidão você você vê que ela tá do lado da bacia ela tá posicionada olhando diretamente pra câmera o que não era comum na segunda fotografia você vê essa mulher com alguns elementos né do traj de baiana mais simples mas ela tem alguma coisa na cabeça dela é um guarda-chuva é o que Isso que tá na cabeça dela então até mesmo nós que somos pesquisadores às vezes temos um pouco de dificuldade de compreender algumas linguagens fotográficas mas o certo e o que fica claro para nós
é a diferenciação né que essas fotografias TM das fotografias das mulheres brancas do Brasil europeias estadunidenses etc e por por último né é uma criola da Bahia que você novamente vê os símbolos da opulência nessa mulher Então olha a quantidade de contas que Essa mulher tá no pescoço Cruz a quantidade de pulseiras e braceletes Ou seja é uma mulher bem posta bem posicionada dentro da comunidade aí fica aquela questão essa mulher de fato era bem posicionada dentro da comunidade ou essa mulher foi fotografada com esses elementos para mostrar esses atributos por ser uma fotografia étnica
não sabemos pode passar querida nós temos as fotografias também de João goston e aqui nós já vemos negras com Opulência que são negras que trabalhavam dentro de casa então geralmente elas eram de famílias abastadas ou então eram de fato mulheres negras ab estadas como nós temos os casos das negras minas que enriqueceram que tinham redes de sociabilidade que inclusive alforriaram outras mulheres eh e temos Então essa representação visual e você vê que essas mulheres as duas primeiras elas estão com o traje muito parecido com aquele com aqueles Trajes europeus ou seja também havia esse intercurso
né Essa essa aproximação da estética europeia você veja que o cabelo delas está arrumado em relação à aquele primeiro cabelo que eu falei que estava desarrumado ou seja são os símbolos da civilização e em contraponto nessa última foto Nós também temos uma mulher bem vestida Só que já com os símbolos da cultura negra que é o pano da costa a saia né o Saião o turbante enfim e essa mulher ela tá com a mão Sobre um livro o que significava intelectualidade então não sabemos se esse era um livro Uma Bíblia Ou se era um outro
livro livro mas que fica muito claro que o João goston nessa fotografia não estava querendo aproximar essa mulher negra da animalidade muito pelo contrário pode passar querida nós temos então fotos de revert clum temos essa foto belíssima do meio que eu particularmente acho ela incrível principalmente pelo traj dessa mulher Então o tipo de tecido dela é um tipo de de tecido da saia dela diferente do que costumamos ver essa mulher tá bé acionada Ela tá sentada de perna cruzada e a ponta do sapato dela aparece mostrando então que ela não era uma mulher escravizada Você
tem o tamanho do torço dela mostrando a su opulência a forma como ela encara diretamente a fotografia ou seja ela não está sendo só fotografada ela também se dá a ver enquanto um sujeito dentro dessa Fotografia e nos quadros ao lado nós vemos mulheres escravizadas uma trabalhando como dama de compan Então ela tá ao lado de uma jovem branca e as outras duas enquanto lavadeiras E você também tem a presença de uma mulher branca ali olhando o serviço delas apoiada na pedra pode passar querida e o agus cistal ele já tem umas fotografias com um
recurso etnográfico bem maior então você vê mulheres com Escarificações bem aparentes você vê uma mulher nua né então com os seios de fora ele coloca no colar dela mas ela está com o seio de fora você não vê conforto nessas fotografias né então você não vê que essas mulheres deram-se a ver foram fotografadas da forma que queria se sentiram de fato sujeitos na fotografia pelo contrário você sente desconforto você sente a fotografia étnica e isso é muito forte no trabalho do Augusto stal Pode passar querida mais uma vez temos uma foto de uma mãe com
filho trabalhando né amarradinho aqui no no no torço dela eh temos uma mulher já brincando com o tecido temos a outra eh bem posicionada também com turbante grande e um turbante colorido então era meio difícil de você encontrar um turbante com uma estampa tão grande né e com o pano da ca transpassado mas enfim nos registros do Augusto stal fica muito claro esse Recurso étnico forte utilizado por ele bem como nas fotografias de Cristiano Júnior pode passar querida as fotografias de Cristiano Júnior você vai ver esse apelo né ao trabalhador então Cristiano Júnior ele tem
uma série de retratos né de mulheres e homens deles trabalhando como no quadro três da vendedora de frutas você tem essa menina do segundo quadro que tá nua né seminua diante da câmera isso nunca aconteceria com uma jovem Branca tá gente e é Importante dizer que não era pela pela questão do da idade de casar porque muitas meninas brancas casavam ali com 12 anos e com 15 já tinham até falecido devido aos partos durante esse tempo né faleciam no parto Então não é por conta da da da da disponibilidade sexual que essa menina branca ela
teria né que os pais forçariam ela se casar É justamente porque esse corpo negro era entendido como público Então por mais que essa menina essa jovem branca ela fosse Casada muito cedo né então ela ocupasse o o local de senhora muito cedo dentro da sociedade ela não seria vista como uma propriedade pública ela ia sair de um dono ir para um outro ia sair do pai ia pro marido você vê então outros elementos étnicos dessas mulheres né mas já com opulência então a baiana no primeiro e no segundo quadro já com opulência e pode passar
minha querida e temos também os retratos de amas e os retratos de amas para mim eles são uma História à parte porque as amas elas tinham um um elas tinham uma presença muito forte na sociedade oitocentista né então nós sabemos que para a para os povos europeus o afeto o apego à mãe ele era muito diferente do que para os povos africanos indígena onde as crianças tinham contato com as mães né até Justamente por isso é que você tinha as amarrações pro corpinho da criança ficar próximo à mãe na Europa não essas Crianças eram assim
que nasciam mandadas pra casa de uma cuidadora a casa de uma ama muitas vezes e voltavam só quando já tinham qu ou 5 anos o número de crianças mortas era muito grande né E foi ali no século XVII então que se começou a criar-se a noção de que havia um instinto Maternal Ou seja que as mães deveriam amar os filhos de uma forma específica E para isso a amamentação ela foi incentivada né então no século XIX Você tem uma campanha contra ex amas de Leite muito forte você tinha colos né de de como deveria ser
a ama de leite em relação a caráter em relação à saúde em relação a trabalho se o filho tava vivo ou morto enfim eu quero deixar esse quadro aqui para mostrar o quanto que as próprias crianças negras elas foram afastadas muitas vezes de suas mães e você tem claramente uma ama de leite no meio eh representando de fato uma mulher amamentando E para isso isso significa que uma criança negra não estava sendo Amamentada ou estava ficando com os restos da amamentação dessa mãe porque em muitos casos a preferência era por mulheres que tinham perdido os
filhos ou então essas crianças eram de fato afastadas do contato da mãe e nós temos essas amas que se tornaram amas secas também ou seja mulheres que já foram amas de leite mas já saíram desse período da Maternidade ou que vão atuar como babá que são os responsáveis por criar essas crianças Então são as mães Dessas crianças então por isso que eu falei sobre a a própria questão da da criação do instinto materno né da dessa noção de que o amor ele o amor da mãe ele tem que ser de uma forma muito específica porque
quem realizava esse trabalho esse amor e esse afeto eram as mulheres negras com as crianças brancas pode passar querida Então temos outras fotos de mulheres negras trabalhando tanto na lavoura como vendedoras lavando Roupa e aí pode ir pro próximo quadro e o henschel ele vai então mostrar a nós henschel e tantos outros fotógrafos né mas especificamente eu estudei o henschel né que por trás da história imagética brasileira havia em sua maioria uma narrativa europeia branca e masculina né do que seria ideal Então seria a mulher ideal Negra apenas uma projeção desses olhares masculinos quantas dessas
mulheres Elas tiveram possibilidade de Se mostrarem quanto sujeitas se divertindo se empoderando aparecendo de fato como elas gostariam de ser representadas e não aceitando única e exclusivamente aquelas demandas que foram colocadas pelo fotógrafo para terem a possibilidade de uma fotografia então nós vimos que tinham as mulheres que trabalhavam como modelos né Elas iam nos estúdios elas fotografavam tinham as mulheres que eram convidadas por esses fotógrafos para serem fotografadas Tinham as pessoas que estavam sendo estudadas por esses fotógrafos Ou melhor não pelos fotógrafos pelos contratantes desses fotógrafos tinham as pessoas que eram fotografadas para registros policiais
tinham as amas que eram fotografadas a pedido da família então nós também temos uma variedade de fotos de mulheres negras que foram fotografadas a pedido dos Senhores E aí você vai ter tanto a mais opulenta Eh com com mais opulência agarrada com as Crianças mostrando afeto com uma roupa muito bonita que Inclusive era um símbolo de que a família era muito abastada Então se os seus seus escravizados eles estavam bem posicionados isso significava que você tinha muito dinheiro né então isso funcionava também como um capital econômico eh uns pros outros porque os álbuns fotográficos eles
ficavam dispostos na sala de casa então as visitas elas tinham a oportunidade de Ver esses álbuns e por último né Depois que tinha passado a família inteira você tinha também as fotos do escravizados E você também tem por outro lado famílias que levavam os escravizados para serem fotografados claramente contra a sua vontade porque eles só passavam humiliação diante daquelas câmeras diante daquela câmera né então para minha pesquisa eu trabalhei com uma série de elementos para conseguir fazer a catalogação A análise Dessas imagens pode passar Querida isso E aí você vê nome a identificação a data
localização local de armazenamento Enfim tudo eu fui colocando coisa por coisa para conseguir de fato fazer uma análise semiótica dessas imagens comparando com elementos culturais comparando com a a a própria história o contexto da época comparando com pinturas com desenhos com litografias então isso tudo tá presente na minha pesquisa especificamente eu Trouxe aqui a fotografia Mas na minha pesquisa eu dou uma enriquecida com outros elementos também e para concluir no último quadro eu mostro que a partir dessas fotografias nós percebemos que a mulher negra ideal transitava entre uma cativa com grilhões nos pés e aquela
que acendeu socialmente e que mesmo assim mesmo tendo acendido mesmo sendo uma pessoa de liderança na sua comunidade mesmo usando uma série de colar de contas saiotes lindos turbantes Lindos Elas não tinham nome nos registros delas então a mulher negra ideal do século XIX a partir dos resultados da minha pesquisa era aquela que ficava no Limbo entre a condição de humanidade e a de subhuman ora ela podia acessar os espaços e tecnologias novas reservados para aqueles que eram vistos como humanos e dignos de luxo e de conforto e Em outro momento elas eram silenciadas pela
falta de nome por uma indiscrição na vestimenta por um cabelo Desarrumado propositalmente deixando-a desconfortável independentemente disso essas fotos elas servem como legado e hoje mais de 100 anos depois nós temos a possibilidade de ver nos identificar sermos tocadas e nos sentirmos pertencentes porque essas mulheres não só existiram como resistiram e estão presente até hoje muito obrigada Nossa Tainara que Trabalho maravilhoso esse que você desenvolveu parabéns parabéns e tá disponível essa Sua dissertação as pessoas acessam em algum lugar Olha ela já devia estar disponível no site da Rural então eu acredito que ela já tenha sido
disponibilizada porque já foi enviada pra plataforma mas se ainda não está disponível vai ser disponibilizada até o fim do ano porque agora é só a Aria postá-la no site certo tá certo mas parabéns mesmo que Trabalho maravilhoso muito obrigada a Mary Hendry que está nos acompanhando lá dos Estados Unidos De dizendo que episódio excelente informativo ela diz quero compartilhar com minhas amigas mas elas não falam português mas o YouTube Tem um recurso aí que elas podem usar elas podem pedir legenda e colocar o idioma que elas querem a legenda que dá certo viu Letícia eh
a Letícia tem uma pergunta para você as são duas pessoas que deixaram perguntas já já eu leio estão aí no chat privado ou no grupo de WhatsApp você pode dar uma olhada aí Enquanto eu vou conversando com o pessoal aqui a Lúcia dizendo Tainara muitas perguntas pouco tempo então por isso passo só para desejar sucesso e visibilidade ao seu trabalho muito obrigada dizendo se pode substituir brasileira com americana por isso prestamos tanta atenção ao nosso Cabelo roupa e maquiagem é comum experimentar tratamento de diferente dependendo da aparência o santo Marco que também deixou pergunta para
você dizendo Parabéns a pesquisadora tainar uma política escrita potente as imagens explicam eu fico atento aos olhares das mulheres em todas elas trabalho incrível Alessandra Santos aí nos acompanhando gente vocês que chegaram depois sabe que esse material fica gravado e a disposição de vocês né quando terminarmos aqui dá alguns minutinhos que já vai tá aí para vocês assistirem Vinícius dos Santos que encontro maravilhoso Eh Alessandra pergunta e quem é a mulher negra ideal de hoje eu nem sei se mudou tanto essa imagética né eu nem sei se mudou tanto assim essa imagética Sheila Santos dizendo
que trabalho magnífico gratidão por lançar esse olhar crítico sobre as representações imagéticas das mulheres pretas excelente pesquisa Viviane di excelente obrigada por compartilhar Aline Monte recém graduada aqui na úp Deão Preto em pedagogia dizendo Tainara Trabalho lindo parabéns pela pesquisa de uma relevância autoria imensa mar Noel querida você tá aí que bom Parabéns Tainara pelo Belo e sério trabalho de pesquisa Obrigada pela partilha cita paz lindo trabalho de pesquisa belíssima apresentação parabéns super relevantes e sensíveis as suas observações sobre os trabalhos fotográficos muito bem eu acho que a a impressão que as pessoas tiveram foi
a mesma minha que o seu trabalho é de uma Profundidade de uma relevância imensa indo pra nossa rodada de encerramento porque olha nós já estamos com 1 hora e 22 mas valeu muito a pena muito a pena te ouvir Valeu muito a pena o santo Marco dizendo o que a pesquisadora Tanara Analisa das obras atuais que falam de imagens associando ao analisador branquitude mas que pouco se aprofunda a respeito dos fetiches dos autores aí ele continua pesquisadora tainar acredita que a imagem é recurso Imagético que produz ideia de herança da branquitude e paralisado da negritude
ó a pergunta é longa mas tá no no chat privado e tá no grupo de WhatsApp você quiser olhar e Dacia Rocha muito interessante as questões apresentadas Tainara essas representações podem dialogar com as imagens de controle termo de Patrícia R Collins O que acha Tainara e da Alessandra né querendo saber e hoje né como é que tá a imagética sobre a mulher negra tô te Devolvendo para você dialogar com essas duas perguntas com que você achar que deve por favor Ok eu vou responder a Letícia primeiro muito obrigada pelas perguntas muito obrigada a todos que
parabenizaram o trabalho eu fiquei muito muito muito feliz e fico muito emocionada também né eu pesquiso isso há muito tempo mas é sempre aquela acho que isso é uma marca né do do racismo do povo negro que a gente sempre acha que o trabalho é menor Do que é né sempre acha que não não tá legal que não tá tão bom E aí a ao ver que vocês gostam que vocês acham potente o trabalho que se sentem tocados eu fico muito tocada e emocionada então muito obrigada Porque isso me dá mais força para continuar L
Logo no início do trabalho eu mostrei alguns debates que eu faço dos Campos né de história cultural história da fotografia história das mulheres e gênero e raça e na raça eu utilizo o Livro imagens de controle um conceito de Patrícia rollins da Wi Bueno então sim trabalho isso tem uma parte do meu trabalho do segundo capítulo que eu trago conceito de imagens de controle e vou debatendo ele inclusive trazendo pinturas para mostrar um pouco das imagens de controle e fotografias também então sim esse trabalho ele é totalmente eh eh problematizado a partir também desse conceito
né tem outros livros que eu trabalho como mulheres rass classe da Angela Davis olher mules negros raça e representação da B hooks história da Beleza Negra da Amanda Braga eh trabalho também o genocídio do Abdias então tem vários tem uma bibliografia eh bastante consolidada do de pesquisadores negros incluindo esse trabalho maravilhoso da Patrícia rcis né que foi abordado aqui pela Wi Buena então sim e no meu perfil do Instagram não sei se posso fazer Jabá mas se puder o meu perfil do Instagram é @ coisas Tainara e Lá eu faço discussões de representações imagéticas colar
aqui no chat seu perfil tá bom @ coisas Tainara e eu faço discussões sobre isso Inclusive tem uma postagem sobre imagens de controle eh tem imagens sobre imagens de controle sobre representação dos negros no desenho animado novela brasileira Inclusive eu tô dando um curso agora né sobre a representação do negro no cinema de terror então eh Eu realmente tenho eu mostro muito esse trabalho lá no Instagram se vocês quiserem seguir corre lá as outras perguntas gente vocês querem me botar ensia justa né Alessandra Qual é a imagem ideal da mulher negra Hoje nós estamos reconstruindo
querida nós estamos reconstruídas é o trabalho de todos nós porque até dia desses as nossas imagens eram só imagens de controle Mas cada momento cada dia que passa nós nos colocamos como sujeitos dizendo que apesar de a branquitude querer trabalhar Ainda com imagens de controle nós estamos estamos reescrevendo nossas histórias nossas histórias então nós hoje nos posicionamos como um povo letrado como um povo intelectual como um Poo povo amoroso como um povo cheio de dengo como um povo que também ama festa que também ama se posicionar que também ama viver porque tudo aquilo que nós
temos enquanto povo enquanto cultura enquanto africanidade foi reduzido e distorcido como coisas ruins Então hoje Nós estamos reconstruindo cada um de nós a cada momento se a gente pensar pela branquitude tá a mesma coisa mas nós estamos fazendo diferente então a imagem ideal da mulher negra hoje está sendo reconstruída ainda não chegamos lá mas tá sendo reconstruída pelos esforços de todos nós e Marco também me colocou no maç ajusta né Maro eh você falou sobre o fetiche do Branco nas imagens e assim gente isso não vai parar eu tenho para mim de que nós Devemos
nos fortalecer porque a branquitude por mais que hoje esteja mais consciente esteja se colocando e alguns estejam de fato participando dos debates e fazendo um trabalho antirracista o sistema é estruturado estruturante então Eh Existem poucos trabalhos sim que falem sobre esse fetiche da branquitude não só na parte sexual mas também na parte da violência existe um fetiche da branquitude pela violência que é considerada uma Violência Negra então é considerada uma violência racializada Então por mais que nós tenhamos na história do mundo Hitler e Leopoldo I que meu Deus do céu o que foram essas duas
figuras né essas figuras Não não são essencializar né como a violência da branquitude porém a própria branquitude em suas representações Traz essa violência como uma essência da negritude né então na minha visão enquanto pesquisadora existe poucos trabalhos que falam sobre isso Assim como Existem poucos trabalhos que atuam ali sobre a própria questão dessa inveja dessa reconstrução né dessa possibilidade da reconstrução que o povo negro tem de ter passado por tudo que passou de ter vivido uma história de terror aqui no Continente Americano e de ter se se reestruturado né estar se reestruturando Apesar de todas
as assimilações que fizeram então sim eu acredito que a imagem é um recurso imagético que produz essa Herança da Branquitude e sim se a gente olhar na TV a representação imagética do povo negro do Brasil é absurdo dos Estados Unidos é absurdo no cinema é absurdo eh e isso sim paralisa a Negritude de uma forma que eu acho eh porque isso é essencializar então por exemplo no meu curso hoje gente é um curso gratuito tá que tá sendo oferecido pelo laboratório de teoria em História interdisciplinaridade ele fala sobre a história do negro no cinema de
terror Então como os negros são representados eu começo trabalhando desde daquele filme O Nascimento de uma nação que não é um filme de terror tá mas para o povo negro é pela representação do negro nesse filme e termina em corra 2017 né então são 102 anos de análise e um ponto específico desse desse curso é mostrar como eh a imagem do homem negro como predador de mulheres brancas foi consolidada então isso já era uma coisa que acontecia ali No fim do século XIX início do século XX nos Estados Unidos colocando esse homem negro como Predador
para justificar linchamentos uma vez que você que esses negros estavam conseguindo alguns direitos civis estavam requer nendo alguns direitos civis e o cinema ele tem essa possibilidade de amplificar esse discurso e é um discurso que nós vemos até hoje então assim existe uma assimilação também do povo negro que você vê que muitas vezes eh a pessoa Acendeu economicamente ela para de se relacionar com outras pessoas que são negras Então existe esse discurso porém existe a resistência do próprio povo Então isso que nós estamos fazendo de combater essas narr de combater esse sistema isso também existe
então eu não digo que estamos paralisados e não digo que estamos balizados digos que assimilamos mas estamos botando abaixo também esses discursos da branquitude é Isso gente peço desculpa teve uma rápida queda de energia aqui mas aí até as coisas voltarem ao normal até o o a Internet voltar demorou um pouquinho então perdi parte da fala da fala da Tainara mas vou assistir aqui quando terminar a parte que eu perdi algumas pessoas trouxeram alguns comentários nesse período em que eu estava fora eh a a Marily perguntando se você tem interesse em incluir afrolatinas fora do
Brasil no seu Trabalho raqu te parabenizando di Obrigada pela dedicação a este maravilhoso trabalho é um presente para enriquecer nossa história Alessandra dizendo temos que resenhar estratégias e ações a partir dos erros e acertos nossos dos opressores para vencermos porque nos interessa vencer em coletividade nossa luta é sanca e Ubunto Aine Monte dizendo no bloco do curso de música da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto uma parente que dá acesso aos instrumentos musicais a uma parede que retrata mulheres negras seminuas e homens negros Também logo ao lado uma outra imagem de pessoas brancas mulheres
e homens vestidos a no tempo no tempo que você foi passando suas imagens eu fui resgatando aqui as minhas que ali pude ver isto a Sheila Santos dizendo tem um livro que fala sobre esse fetichismo branco por arma sexo o ódio branco não sei se tem em português Eh o nome inglês é da papers the kys to the color de Francis a a a autoria Francis cre elsinho prci aqui mais ou menos eh Alessandra também trazendo essa mesma pessoa tem uma teoria muito boa sobre o medo da branquitude a melanização Estamos nos encaminhando para encerrar
Tainara não sei se você tem mais alguma questão para colocar fique à vontade A querida perguntou se eu tenho interesse de ampliar o trabalho no doutorado eu vou continuar estudando as mulheres brasileiras porque é muita fotografia para analisar para vocês terem uma noção eu analisei 40 fotografias na dissertação e eu pesquisei 12000 fotos é muita foto gente é muito trabalho e agora no doutorado eu tô com 50 aumentei 10 então é um trabalho muito grande mas pro pós dooc ou para artigos que vou publicando aí Durante esse tempo tô aberta se vocês tiverem indicações me
mandem por e-mail podem também me convidar para falar sobre isso eu amo falar sobre isso não tenho tantas oportunidades mas fico muito feliz inclusive por ter essa oportunidade então muito obrigada a todos que assistiram que gostaram que fizeram perguntas Silvan muito obrigada pela oportunidade foi meu presente do dia tô muito muito muito emocionada mesmo Obrigada a todos e seu trabalho é O nosso presente de vida para enriquecer nossos processos de luta parabéns mesmo pelo seu trabalho a casa tá aberta quando você quiser propor continuidade outras fotos para analisar outras pautas que você trabalha nós estamos
aqui à sua disposição e dando sequência ao nosso nossos diog J aqui nesse momento em que nós celebramos hoje dia internacional da mulher negro latinoamericana e caribenha Dia Nacional de Teresa de Benguela dia 31 agora é o dia da mulher africana Então no dia 27 A gente volta com o diálogo transnacional a Lourdes Brasil brasileira obviamente a Mimi maquia de Angola embora a gente tenha divulgado aí a participação da Beatriz ramz Uruguai não será ela a terceira pessoa vai ser a betania shredder da Alemanha vamos analisar eh a questão da da dos territórios urbanos as
mulheres negras e as desigualdades A Betânia inclusive como migrante que é vai trazer análise a Partir do lugar das mulheres negras migrantes na Europa Então já tô convocando vocês tá já deixa seu like já aciona o lembrete porque sábado a gente dá continuidade aí agora numa outra vertente um outro olhar a a Aline Monte dizendo Vou lhe acompanhar linda pesquisa Vou te chamar no Insta para estar aqui na USP I beirão preto fazendo uma fala com a gente olha que maravilha Ah muito obrigada a Maria cedo que nos acompanha lá de Angola dizer excelente Trabalha
trabalho Tainara adorei gente muito obrigada Tainara muito obrigada mais uma vez parabéns pelo seu trabalho e e muito obrigada a vocês afrona a cada um a cada uma que se somaram aí nessa nossa novidade de fazer transmissões eh no sábado nas quintas-feiras à tarde deixa ver a Alessandra compartilhando aí Alessandra você tá no Facebook eu vou tentar copiar aqui você compartilhando Aí o material a teoria do medo e Francis Welson a teoria do medo dos brancos a partir da superioridade genética da melanização eu eu vou tentar pegar isso aqui para compartilhar com o pessoal já
que nós comentamos eh o trabalho dessa pesquisadora deixa eu pegar aqui e compartilhar com vocês antes de encerrar Eh aí está para vocês diga antes de terminar eu gostaria de fazer duas indicações de leitura pro Pessoal que talvez não tenham tido acesso diga não é sobre a história da fotografia mas é sobre pensar a si mesmo na Negritude que é o tornar-se negro da Incrível D Neusa do Santos Souza S sim importantíssimo e eu também considero importante acordo inconsciente que é um trabalho que vai mesclar ali com psicanálise mas também vai falar sobre o sofrimento
de você se entender como uma pessoa negra numa sociedade branca na qual todo mundo deseja A branquitude Então acho que é importante também nós termos acesso a esses trabalhos que são pesquisado por pessoas negras profissionais da área da saúde mental negras e que propõe a quebra desses padrões de auto ódio e de valorização de nosso povo da nossa cultura é eu tornar-se Negra eu tornar-se negro eu conheço outro é o sofrimento do inconsciente não eh olhar do inconsciente Ai meu Deus qual é o nome Pera aí deixa eu botar aqui do no vejo Aí no
Ai meu Deus de quem que é o autor isildinha Batista isildinha acordo inconsciente acordo inconsciente Zildinha batistaa acordo inconsciente gente então isso significação significações do corpo negro uhum Ok Zildinha Batista do inconsciente tá ótimo tá aí as indicações para vocês a cheira dizendo gratidão pelas indicações e aguardo publicação do seu trabalho Dizendo que presente pensar africanamente gente Muitíssimo obrigada obrigada a cada um e a cada uma que nos acompanhou nessa tarde de quinta-feira continue compartilhando porque quem perdeu vai poder assistir vai poder assistir depois e é isso gente eu tô aguardando vocês no sábado às
15 horas muito obrigada cuidem-se muito bem autocuidado cuidado mútuo são ferramentas que nos trouxeram até aqui pratiquemos aguardo vocês no sábado Tainara mais uma vez muito obrigada até lá afronauta