agora vamos só olhar aqui o impacto aqui na no VT que nós preparamos sobre o impacto do acordo no Agro né o setor de maior produtividade no Brasil agronegócio será o mais beneficiado No acordo do Mercosul com a união europeia e espera aumentar seu mercado no velho continente veja na reportagem de Taísa Medeiros Associação Brasileira do agronegócio comemora o avanço das negociações segundo a bag o acordo tem importância estratégica para a segurança alimentar da Europa e fortalece o Mercosul no cenário Global da Angola onde cumpre a agenda oficial o ministro da Agricultura Carlos Fávaro destacou
a importância da redução ou até mesmo da isenção de tarifas para os produtos brasileiros este acordo prevê mais Liberdade comercial por exemplo zero tarifa para frutas café e outros produtos brasileiros cotas importantes para açúcar carne de Franco carne bovina para o ministério a expectativa é de que o acordo amplie a fatia da Europa no destino das exportações do Agro Brasileiro hoje na casa dos 12% por outro lado exigências ambientais como a lei antid desmatamento representa um desafio para os produtores nacionais a lei adiada para entrar em vigor em 2026 vai proibir a entrada no bloco
europeu de produtos agropecuários que tenham como origens áreas de desmatadas mesmo de maneira legal no Uruguai a presidente da Comissão europeia Úrsula Von derlen disse aos Produtores Rurais europeus que o Tratado comercial traz salvaguardas para proteger o meio de vida deles o acordo estipula por exemplo cotas para entrada de produtos agrícolas do Mercosul na Europa para os dois blocos existem também restrições ao uso de nomes registrados como indicação gráfica especialmente queijos e bebidas a lista final ainda não foi divulgada Senadora Qual que é a relevância do acordo para o Agro é tudo bom ou a
ponto de atenção não eu acho que o acordo é bom né os produtos que foram que são impostas cotas né Eu acho que nós conseguimos a época em 2019 quando o acordo foi eh fechado né Eh cotas maiores para açúcar pro etanol o etanol tinha uma cota bem menor passou a 650.000 toneladas eh as carnes 99.000 mas eu acho que o acordo o que vai ser bom é que nós vamos atingir o mercado eh consumidor de eh mais eh de qualidade é como alguém disse aqui ontem an é uma grife né você fazer eh você
poder exportar eh para esse mercado outros países vão falar bom o Brasil hoje tem um acordo eh comercial com a união europeia agora eh eu acho que o mais importante eh desse acordo também nós estamos aí tratando de café nós estamos tratando de abacate de frutas de outras coisas que o Brasil vai poder acessar esse Grande de mercado né que é o mercado desses 27 países da União Europeia Daniel eh Senadora Boa noite eh um aspecto que eu gosto sempre de destacar é que esse acordo é uma construção de muitos governos ele começou lá atrás
com o governo de Fernando Henrique passou por Lula 1 e do teve uma participação de Dilma Rousseff que retomou as negociações tudo que ela acertou foi mantido por Michel Temer e evoluiu também no governo Jair bolsonaro onde a senhora foi ministra da agricultura e participou muito ativamente também eh o Brasil agora no governo Lula Manteve inclusive essas cotas para vários produtos carne bovina suína de frango etanol milho que eh a senhora ajudou a negociar a minha pergunta é se essas cotas eh acabaram não ficando um pouco a quem do que se poderia negociar dito de
outra forma se a gente acabou não vendendo dendo barato o acordo pra União Europeia Será que a gente podia ter ido um pouquinho mais além ter sido um pouquinho mais agressivo na negociação dessas cotas para produtos agrícolas ou Chegamos no limite mesmo Daniel em 2019 quando foi batido o martelo do acordo eh foi o possível né Nós aquela época já achávamos que eram cotas tímidas por exemplo 99.000 toneladas de carne bovina né o próprio frango mas foi o que se conseguiu naquele momento e naquele momento eh em 2019 existia uma vontade política grande tanto do
Brasil do governo brasileiro quanto do governo argentino né que eh queriam fechar esse acordo depois de 20 tantos anos mas ah foi fechado o acordo ele foi para para ser eh eh escrito eh eh analisado enfim eh traduzido para pros paraas várias línguas dos países eh europeus e isso tem aí 2019 até agora né Nós estamos hoje falando de em final de 2024 então pode ser que hoje talvez se essas cotas tivessem sido renegociadas Neste período elas poderiam ter ficado maiores Mas enfim em 2019 foi o possível é isso Senadora eh eu queria tá um
pouco da questão eh ambiental se a a senhora acha que ela tende a ganhar uma relevância maior aí ao longo dos próximos anos pode acabar sendo um ponto de atrito eh eh para o Brasil no futuro eh e um ponto também de preocupação eh maior até do que a questão comercial tá muito ruim tá muito ruim a a nossa ligação eu tô vindo muito entrecortado mas eu entendi que você eh perguntou sobre o ponto sobre a a parte Ambiental do acordo que lá atrás ela tinha que ela tinha tava tá tendo retorno do som lá
atrás ela só tinha vamos dizer assim eh uma foi colocada eh uma quase uma recomendação sobre a parte ambiental depois quando o acordo foi sendo eh foi sendo escrito e e e analisado né veio então uma Side lera Isso foi uma surpresa depois que o acordo ele foi eh eh foi batido o martelo nele então aí veio essa Side leta que agora acabou que ela não é bem como foi colocado lá atrás este governo negociou para que ficasse vamos dizer assim eh as medidas ambientais não devem eh trazer restrições né comerciais disfarçadas aí em Comércio
então Eh eu acho que o acordo o que tá escrito pelo menos o que eu eu vi eu acho que atende vamos dizer melhora do que eles queriam ter colocado na tal Side letter que chegou depois do acordo eh firmado o Senadora eh tem uma série de regras e parâmetros que o acordo prevê para o nosso agronegócio eu penso que talvez as grandes indústrias do agronegócio né o grande Agro as grandes empresas elas não terão Muitas dificuldades de se adaptar mas eu penso como ficariam o pequeno e o médio produtor rural e diante dessas novas
exigências a senhora vê aí talvez uma dificuldade eu digo para pequeno e médio produtor diante do que vem por aí em termos de novas regras para cumprimento a partir deste acordo eu penso que não cai eu acho que é uma uma adaptação do com comérci para aqueles que queiram vender pra Europa né Eh por exemplo nós temos uma demanda enorme de mel pelos europeus e por outros países do mundo nós temos que est dentro dos protocolos sanitários nós temos que saber o que o consumidor lá quer mas as regras elas são elas estão postas aí
o Brasil já exporta paraa Europa nós estamos falando aí de produtos que vão ter alíquota zero nós estamos falando de um acordo comercial Mas a qualidade dos produtos e é claro que eu acho que eh talvez esse seja o o grande ganho desse acordo pro pro mercado para pros pequenos é que nós vamos eh aprender o que é que o consumidor europeu quer e fazer os produtos e o Brasil é muito bom nisso de levar aquilo que o consumidor euros mais exigentes possam querer dos produtos brasileiros Daniel eh Senadora eh a senhora pertence e à
oposição ao governo Lula eh no Congresso Nacional no senado federal e eu queria lhe ouvir se e esse acordo Mercosul União Europeia ele tem um apoio suprapartidário independentemente de ser governo e ou oposição ou se a senhora prevê algum tipo de dificuldade no Congresso porque a gente debateu muito no bloco anterior se a união europeia eh criaria dificuldades no Parlamento europeu e aqui eu tenho dito isso nós vamos ter que nos debruçar sobre esse acordo né tanto a câmara quanto o Senado eh para ver as minúcias eh do que ficou realmente posto eh no final
eh do texto que que virá eh eh da União Europeia enfim de toda essa negociação eu eu imagino que a oposição a por ser oposição mas a gente quer o bem do Brasil né Eu acho que eh esse acordo que foi tão discutido e que foi fechado na verdade em 2019 Agora nós estamos ratificando ele foi ratificado eh na Europa passou por por alguns países a gente tem vido visto eh uma movimentação da França por exemplo que eh fez aí durante a semana passada toda essa confusão com a carne brasileira eh questionando a qualidade dos
nossos produtos nós vimos a Polônia também a Bélgica eu acho que ainda tem um capítulo pela frente porque esses países que não querem esse acordo porque tem medo da concorrência dos produtos brasileiros eles vão tentar que outros países também entrem eh que não aceitem enfim esse acordo mas ele tem o acordo ele tem uma parte que é política e tem uma outra parte que é eh o comércio e técnica né e o comércio e que eh eu acho que 65% aceita tando ele acaba passando É ISO eu vejo que eu vejo que que nós temos
aí eh esse é o maior acordo entre entre blocos que foi enfim que é assinado aí eh nos últimos anos eu penso que a gente deve se debruçar nele mas eu não vejo que nós teremos tanta resistência apesar de não ter discutido isso ainda eh com os meus pares eh eh no senado federal Senador eu queria lhe ouvir sobre a relação com a China se eh a senhora enxerga que vai haver uma redução na dependência do agronegócio brasileiro com a China ou da agropecuária especificamente Já que é o nosso maior parceiro eh hoje maior parceiro
comercial E lembrando que a China tende a crescer bem menos na próxima década né Ou seja faz uma contribuição menor pro crescimento do mundo inteiro não é diferente pro Brasil Olha eu não vejo que a gente pode diminuir eu acho que você ter a abrir novos mercados ter acesso né a mercados Quanto mais melhor eu tô aqui hoje em Florianópolis discutindo justamente isso o que será da agricultura brasileira o crescimento com esse cenário eh todo aí de China de Estados Unidos eh ficando mais protecionista nós estamos aqui numa grande discussão o problema do Brasil não
é produzir e não é vender nós precisamos ter mais mercados e eu acho que o acesso ao mercado europeu ele será muito bem-vindo e a gente tendo colocado o pé lá eh qual eu acho que é o grande problema que a França eh a Polônia e outros países da Europa tão vendo que eu ainda não vi na nossa discussão é que eles perder podem eles não eles podem perder o acesso que eles têm hoje a outros países da Europa que eles vendem também os seus produtos né Aos seus pares e o Brasil pode ser um
concorrente paraa França qu com os países europeus para quem a a França vende os seus produtos que o Brasil pode atrapalhar pela nossa qualidade e o volume que o Brasil tem para ofertar para esses países bom Senadora Teresa Cristina agradeço muito seu tempo nessa sexta à noite eu não sei se meus colegas querem arrematar uma última Daniel thí deixo com a thí não Senadora eh eu eu quero voltar rapidamente então na questão política que a senhora eh diz que não conversou com os seus pares ainda o Brasil também vive um momento polarizado aqui do do
nosso lado a Argentina que é o maior parceiro eh daqui do do do mercul né do Brasil eh o milei hoje dando vários recados que não queria mas que vai aceitar até porque ele não tem como não eh não topar eh O Daniel passou por isso dessa polarização política eh a senhora acredita mesmo nessa blindagem de que a grandeza do acordo vai ser mais forte e Eu acredito que sim eu acredito que sim isso não vai ter tem que ser trabalhado esse malestar da França eh pela primeira vez mostrou vamos dizer eh para o Congresso
Nacional um pouco do que eh esse acordo vem trazendo mas eu acho que a assinatura do acordo depois de 25 anos né Eu acho que tem coisas boas pros dois lados é um acordo Alguém deixou de ganhar Alguém deixou de de algum lado alguém perdeu um pouco mas se compens em outro e o acordo não é só agrícola nós temos outras coisas neste acordo eh que podem beneficiar as duas partes eu eu acho que tem que ser bem trabalhado podemos ter um pouco de resistência sim né acho que não será um passeio eh como como
teria sido no passado acho que esse assunto da França azedou um pouco o humor dos parlamentares eh com o bloco europeu mas eu acho que que à medida que esse acordo agora chegar nós nos debruçarmos sobre ele nós vamos ver as vantagens e as as desvantagens que ele vai trazer mas o Brasil é muito bom que a gente faça acordos nós fizemos um com Singapura tem um ano e meio que ele está sendo revisado eh para poder ser bater o martelo finalmente que é um acordo que nos interessa muito tem aí com efta então O
Brasil precisa começar a acordos eu acho que eh com o volume de produção principalmente no agronegócio que nós temos nós temos que ter outros acesso a outros mercados e eu acho que quanto mais acordos nós fizemos melhor pro nosso país