né? O Trump ele é um cara, eu considero um cara meio difícil de ler. A gente tava conversando aqui antes de começar que muit a maioria das coisas que ele fala a gente descarta mesmo, que são meio maluquíes, mas tem umas outras que ele fala e ele acaba fazendo, né?
Então, eh, a gente tava vendo um circo lá na Venezuela e aquele papo de cartel de los soles, aquele papo de segurar a onda ali do tráfico de drogas, não sei o quê, e culmina na captura do Maduro que com as acusações que tem a ver com narcotráfico e tal. Eu li também que falou-se pouco do tal do cartel de Lois Soles no tal da da acusação lá. No fim a gente vê que tem o Trump fala muito mais sobre petróleo agora do que qualquer do que inclusive cartel de los soles, etc.
Eh, vamos lá. A gente tem uma, você tem existe uma motivação clara na tua na tua análise pro pro Trump ter feito isso, que não seja a dancinha do Maduro? >> [risadas] >> Dancinha do Maduro tá tá na mídia, tem até memes já, né, na dancinha dele.
Na realidade isso tudo, apesar do do Don Trump ser esse essa figura que, como você falou, você não, ele fala muito e na realidade no no final das contas ele faz muito pouco, mas o que ele faz muito pouco tem um impacto muito grande na geopolítica mundial. Na realidade, isso é uma estratégia dos Estados Unidos antiga, né? Talvez o Donald Trump tenha um lado bom que ele meio que derruba a hipocrisia.
Tanto que logo depois que ele invadiu na na >> petróleo, >> na na conferência lá de imprensa, ele já deixou claro que o interesse deles é o petróleo, né? E como eu tava te falando, não é nem as pessoas falam, os Estados Unidos não precisa, né? Os Estados Unidos é autossuficiente em petróleo, mas é como tava falando, não é sobre ter acesso, é sobre bloquear o acesso dos outros, né?
>> Principalmente da Rússia e da China. >> A China tem como maior parceiro econômico eh a América do Sul inteira é maior parceiro econômico é a China, não é mais os Estados Unidos. >> Aham.
>> Né? Não à toa na quando ele divulgou a doutrina de segurança nacional, ele ressuscitou a famosa doutrina Monal, né, >> que ele colou chamou de de doutrina Don Roll de Donald, né, ele tem esse lado narcisista também, né? >> O ego dele é muito sinistro.
>> Tanto que ele lançou agora a nova frota de navios que vai ser construído, vai ser com o nome dele, né? Geralmente se dá o nome dos presidentes porque eles morrem, né? Pela importância que eles têm, né?
que nem que nem o tal do ele foi fazer a a conferência, sei lá, um lugar que ele foi falar publicamente lá que era no centro é não sei o que, Kennedy. Ele quer mudar para Trump Kennedy o nome da parada. Tu fica, cara, calma aí, cara.
Morre primeiro, pô, [risadas] né? >> Deixa que os outros te homenageem. Não, não, tu se homenageia, pelo amor de Deus.
E bom, tem aí com por conta do ego e da maneira como ele fez tudo isso, é só isso que você falou e já abre uma porrada de coisa, né? Mas eh o ego dele, o fato dele ter tirado o Maduro e manter o regime, qual que é a tua análise sobre isso? Porque ontem eu tava falando com o Rock, o Rock tava falando: "Cara, eh, imagina, seria muito mais traumático se ele chega lá, captura o Maduro, leva embora e ainda coloca Maria Corina, por exemplo, no no poder, que seria e a oposição, né?
eh, seria um trauma muito maior. Então, eh, existe uma análise que tirar o Maduro, mas manter o regime, ainda que seja um regime corrupto, envolvido com com narcotráfico e mantém a Venezuela como o que é o que eles chamam de um narcoestado, eh, ainda assim é menos traumático e e uma e uma transição pro que viria a seguir. Como é que tu analisa a esse deixar lá o regime?
A Deus Rodriguez. É, na realidade assim, primeiro tentar desconstruir essa a narrativa, essa propaganda do Estado que os Estados Unidos sempre faz quando ele ele toma algum tipo de atitude de mudança de regime, né? Então eles fizeram toda uma propaganda antes e ele mesmo desconstruiu quando ele falou com a imprensa que o objetivo era petróleo.
>> Então isso não tem nada a ver com narco, com narcotráfico, com terrorismo, com democracia, com direitos humanos. Os Estados Unidos não se preocupa com isso e nunca se preocupou, né? Eh, eu até falei no meu canal justamente sobre isso.
Eh, em 1991, a inteligência, isso é um documento da inteligência americana. Em 1991, a inteligência americana já tinha identificado o Álvaro Uribe, que depois se tornou, era senador, depois se tornou o presidente da Colômbia como alguém que colaborava com o cartel de Medelim e era amigo do Pablo Escobar. Depois ele se tornou presidente da Colômbia e um documento do arquivo de segurança nacional que se tornaram público.
Tá lá que em 2004 a segurança dos Estados Unidos, esse esse documento do arquivo da segurança nacional tá lá a classificação do Álvaro Uribe, que então o presidente era um colaborador do cartel de Medelim nos altos níveis do governo. Ele era presidente da República, não é? O que que os Estados Unidos fez?
>> Ah, >> deu uma medalha para ele da presidência da liberdade, não sei o que lá. O Bush deu a medalhinha para ele, não invadiu a Colômbia e não sequestrou. Então, o problema deles não é com narcotráfico.
>> O e o o Álvaro era mais alinhado com a com os Estados Unidos. >> Os Estados Unidos. >> Isso leva a gente aquele aquele papo lá da doutrina, >> como é que é o nome queele que ele tá que botando?
Don >> Don R. A doutrina Don Roll, né? Eh, essa ideia ela, cara, se a gente para para analisar do ponto de vista do interesse do país mais eh poderoso das Américas, que é os Estados Unidos, ela não faz sentido.
Veja, eu não tô dizendo que ela tá certa, mas é uma política que faz sentido, não é? que é deixa a Como assim o meu inimigo tá vindo aqui e fazendo negócios e e de e e trazendo soft power deles pra América, pro meu quintal, e eu vou ficar olhando. Então, não faz um pouco de sentido do ponto de vista geopolítico que exista mesmo uma doutrina down roll?
É, na verdade assim, eh, vou falar sobre isso, mas só continuando, você vê que na América do Sul o problema para ele não é o narcotráfico, né? >> Acho que até a presidente da do México agora falou: "Por que que vocês não combatem os traficante americano, né? São quer combater traficante no mundo?
" >> Porque os Estados Unidos tá definhando, né? Com a droga realmente lá. Mas porque o governo americano tá nem aí pra população em si, né?
O presidente do Equador, Daniel Noboa, também é envolvido pela inteligência americana, mostrou que eles foram pegos. Eh, a, se não me engano, a Noba Trading, que é da família dele, é filho de um oligarca rico. Ele é o presidente, eh, foi pego traficando drogas para a Europa.
Ele também é um aliado dos Estados Unidos. Europa. >> É de recebido pelo pelo não.
Então em Oduras foi eleito agora em >> um presidente agora que é aliado dos Estados Unidos, foi eleito. Ele até foi questionado sobre isso na imprensa. O ex-presidente que era aliado lá no primeiro mandado do Trump tava depois que ele saiu da presidência de 2022, ele foi preso pela justiça americana.
Foi processado e preso assim como eles estão processando agora o Maduro, pela justiça americana e estava preso pelo tráfego de 400 toneladas de cocaína pros Estados Unidos. Que que o Donald Trump fez? deu perdão e tirou ele da cadeia.
Ele foi questionado nessa mesma coletiva de imprensa é por que tá prendendo Maduro, acusando ele de narcotráfico e você soltou um que é justiça americana, você perdoou que a justiça americana porque lá assim como no Brasil, o presidente tem o poder de perdoar. Perdoou e tirou ele da cadeia. Você viu a resposta dele?
O que eu tô falando? O bom do Trump que ele é transparente, ele não tem hipocrisia. Ele falou: "Não é porque ele é nosso aliado e é do partido do presidente atual".
Então isso prova que o problema com eles não é vou prender você porque você é traficante de droga. Eles não estão preocupados com isso. O Armé Alxara, que era um terrorista da Alqaida, depois migrou pro Estado Islâmico, só que agora quando o regime da Síria caiu, ele assumiu o poder, ele tava na lista dos terroristas mais procurados pelos Estados Unidos, tinha uma recompensa de 10 milhões de dólares pela cabeça dele.
No dia que o Bchar Alassade caiu e ele assumiu a presidência, os Estados Unidos tirou ele da lista de terrorista e recebeu ele na Casa Branca como honra de Estado, porque se tornou um aliado dos Estados Unidos. Então, o problema dele também não é com terrorismo. Eh, terrorista ruim, terror, traficante ruim, eh, quem eh infringe os direitos humanos ruim é quem não é aliado deles.
Quem é aliado deles, tudo bem. Se ele tivesse preocupado com a democracia, por que que a Arábia Saudita é aliada? >> Aliada, >> o ditador que matou um jornalista dentro da embaixada do consulado da Arábia Saudita dentro da Turquia.
E foi provado pela inteligência turca que foi a mando do ditador da Arábia Saudita. E os Estados Unidos não emitiu nenhuma nota de repúdio a esse assassinato. Então eles não estão preocupados também com democracia, nem com direitos humanos.
Então assim, só para desconstruir que isso aí é propaganda. Eles têm o interesse por trás disso é econômico e geopolítico, tá? Eh, então, voltando aqui na sua pergunta, por que que os Estados Unidos, por que diabo os Estados Unidos classifica todo mundo como inimigo dele?
todo mundo que não tá no nosso, todo mundo que que ajuda o o outro, assim, o me parece que o que os Estados Unidos quer garantir que as Américas estarão sob a dos Estados Unidos. Para isso aí entra lá na Venezuela, tira o Maduro e para de mandar coisa pra China, para de mandar coisa pra Rússia. A ideia é, me parece fazer sentido, sabe?
Eu não tô dizendo que tá certo de novo, mas me parece fazer sentido eles quererem controlar se o Brasil fosse eh tivesse a proeminência que os Estados Unidos ou se o Brasil tivesse no lugar dos Estados Unidos, provavelmente ia fazer a mesma coisa, não ia >> não. Porque a China faz a mesma coisa, >> cara. A China ali é diferente, porque eu Isso aqui eu tô, ó, você que é o cara, tá bom?
Eu tô Vamos lá. Eh, os Estados Unidos eles estão eh geograficamente numa posição eh eh eles provavelmente a posição deles de de potência e tudo mais deve-se pelo menos em alguma medida, ao fato de estente americano, que é um continente que, bom, ele tá cercado para cá por um oceano, cercado para cá por um oceano, tem pouca fronteira, não é muito não é muito fácil de invadir e tal, e essa essa posição poderosa dentro da América do Sul é dentro da das Américas é importante mantê-la porque a medida que eu que que a China, por exemplo, começa a chegar nas Américas e e colocar ali a sua a sua influência, eh suponho que seja algum tipo de Imagina, a Rússia não tava [ __ ] porque o os países estavam querendo juntar o OTAN e poderia ter umas bases militares lá. Então imagina a China vindo para cá, para Venezuela, por exemplo, e podendo colocar uma base militar.
>> Não, tá? Então vamos lá. Pelo próprio exemplo seu, qual que é a diferença?
A China exerce influência em outros países sobre que forma? >> A China ela tem eh acho que na na maior parte das vezes econômica. >> Econômica.
A China impõe algum tipo de mudança de de regime algum país que ela fez negócios. >> Mas os Estados Unidos não tá sob ameaça. >> Por quê?
>> Porque a China tá crescendo. >> Não, não é essa econômica. É uma ameaça econômica, >> não é uma ameaça militar.
A China nunca, a China com todos os países do mundo, inclusive 160 países dos quase 200 que estão na Organização Mundial do Comércio, 160 tem a China como maior parceiro econômico. >> A China, nesses 160 países nunca exigiu nada além de uma cooperação econômica. Igor, é bom para você fazer esse negócio comigo?
É bom você comprar esse produto, eu compro o seu, faz um acordo econômico e fecha. A China nunca chegou, como os Estados Unidos chega em todos os lugares e exige que você a adote a agenda econômica dele. Você adota o chamado consenso de Washington, que você permita que ele influencie eh no seu país, não só politicamente, mas militarmente, instale bases militares no seu país.
Os Estados Unidos tem quase 800 bases espalhadas pelo mundo. >> Então, eh isso é uma ameaça pros países que estão sendo colonizados dessa forma. A China nunca fez isso.
A China faz negócio pro Brasil, nunca falou assim, ó, eu fazia negócio no governo Bolsonaro, fazia negócio do governo Temer, fazia negócio eh com a ditadura militar. Eh, quando a China veio a primeira vez do Brasil para fazer cooperação, inclusive para aprender com o Brasil, como se industrializa um país. >> Para quem não sabe, até 1980 o Brasil era considerada uma potência industrial ascendente, né?
O que nos ferrou foi os Estados Unidos, que fez a gente adotar a cartilha dele e a gente se desalizou. Mas a China veio aqui no governo militar. Eu tô ligado.
>> Conversou com os militares, visitou o Brasil, visitou a usina de Itapu. A China nunca chegou, nunca deixou de fazer nenhum negócio com nenhum país pela ideologia. Se você é direito, se é esquerda, ela nunca deixou.
Então ela, a China sempre faz negócio com os outros. Eu não tô às vezes falar: "Ah, o cara tá defendendo a China". Não, eu tô analisando a realidade.
>> Lembrando que lembrando que Cobor é japonês, ele devia odiar os chineses, né? [risadas] >> É historicamente. Exatamente.
E até de vez em quando eu faço isso meia culpa, né? Tu é dessa cozinha aí porque tu é de Okinal ou porque tu é brasileiro? >> Não, eu sou essencialmente sou brasileiro, né?
Sou descendente de japonês, mas sou brasileiro e estudo história. Olha a realidade. O Japão cometeu eh atrocidades, né?
Com a era imperialista do Japão, inclusive. Uhum. >> Eh, o Japão se tornou imperialista por influência americana, né?
que a a reforma Meiji lá foi quando os Estados Unidos, a marinha americana cercou a o Japão e obrigou o Japão a fazer negócio com eles. Teve um lado bom que o Japão se desenvolveu economicamente, se indú começou a se industrializar na reforma Megi, mas sofreu essa influência de fazer as coisas pela força, que depois que o Japão se tornou uma potência, ela tentou fazer a mesma coisa com os outros países da Ásia. >> Quem que era o imperador do Japão na Segunda Guerra?
que abrindo um parênteses, tu tu sabe que o que que aconteceu com esse caraito, >> que aconteceu com ele? Não aconteceu nada, ele foi julgado, alguma coisa? >> Não, depois ele morreu e assumiu o filho dele, o Arito, né?
Mas o imperador japonês na Segunda Guerra Mundial era o Hiroito. >> Entendi. Entendi.
E não deu nada. >> Que na realidade ele ele foi meio que o fantoche, né? Foi o exército japonês que exerceu uma influência forte porque o Japão entra na guerra.
Ele não queria. Eh, na época da do início da Segunda Guerra, o imperador Japão era fraco politicamente. Quem mandava era o exército.
Inclusive a Marinha japonesa era contra o Japão entrar na guerra, atacar os rab. A Marinha era contra isso. >> Foi por influência fascista do exército japonês que o Japão fez isso e acabou entrando na na Segunda Guerra Mundial.
Então assim, >> se fodeu. >> O que eu tô analisando, as pessoas criticam porque as pessoas sempre acham que tem que ter um lado ou outro. Eu tô analisando a realidade.
O que a realidade nos mostra é isso. Como você falou, eu sou japonês, eu não tenho por ficar defendendo a China. Só que quando você olha a história da ascensão da China depois da revolução comunista, você vê que a China asendeu economicamente, privilegiando o povo chinês.
Todo estado, nação, você precisa pensar primeiro no seu povo. Mas ela nunca infringiu eh perdas pela força a outros países. Todos os países que a China faz negócio, ela faz por via da cooperação econômica, faz quem quer.
Obviamente que numa relação desigual de poder econômico, você tem um poder de barganha maior para negociar. >> Só que os países fazem negócio com a China. precisam da evolução da China.
Hoje a China é um ponto positivo na geopolítica mundial, porque ela é a única potência econômica capaz de fazer frente aos Estados Unidos. Então, a China surgiu como uma alternativa pro resto do mundo. Se antes você precisava ir em Paris, Londres ou Nova York para pedir dinheiro emprestado, pedir financiamento, pedir qualquer tipo de coisa, você tem que >> você pode ir lá ou na China.
>> Hoje você pode, você tem a alternativa de em Pequim fazer e o que todos os países fizeram, >> Pequim. Por que que todos os países procuram a China para fazer negócio e não nos Estados Unidos? >> Por quê?
Porque os chineses são menos, ó, eu vou chutar. >> Com quem você preferiria fazer negócio? Com alguém que você chega para fazer negócio e o cara quer impor as coisas para você pela força ou alguém que até com poder de barganha maior que você te oferece um bom negócio?
>> Mas tu não tá me dizendo que o chinês é bonzinho? Não, deixa eu te falar, numa mesma negociação comercialmente ninguém é bonzinho, tá todo mundo defendendo seu interesse. Vou te dar um exemplo.
Eu vou chegar aqui, eu começo fabricar camisa. Eu venho aqui e vou negociar. Igor, vamos trocar aqui o seu patrocínio aqui.
>> Tira Inside, põe aqui a JK Camisas. Vamos aqui e tal. E vou te impor isso >> por relações comerciais.
Vou te oferecer, você vai fazer ou não um negócio comigo. >> Exato. >> Tá.
Agora imagina que eu sou um americano. Eu vou chegar aqui e falar: "Igor, ou você faz um negócio com a minha empresa ou todos os seus outros patrocinadores aqui vão cancelar o contrato com você. No limite, se você sobreviver, eu vou invadir a tua empresa aqui e vou tomar ela de você.
" Essa é a diferença. Aí vocês, desculpa o exemplo aqui, mas você sabe, você sabe o que é sofrer sanções. Então eu, os Estados Unidos sempre oferece sanções aos outros países, empobrece, inclusive a Venezuela, inclusive o Irã, empobrece o país por meio da coersão econômica, de sanções econômicas, bloqueios, embargos.
Aí Cuba, né? Aí quando o país tá lá definhando, morrendo, a população obviamente vai se insurgir, porque a população não consegue enxergar essa estratégia geopolítica mundial, mas sim surgir contra o governo que tá lá no poder no momento, porque acho que a culpa de todas aquelas mazelas econômicas é do país, não é? É a culpa dessa estratégia dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos infringem isso a todo mundo. >> Não duvido, não é isso que eu tô dizendo. Mas o Maduro tem uma culpinha ali também, né?
Não dá para dizer que >> não, lógico que tem. Ninguém tá dizendo que ele >> a merda da Venezuela é culpa exclusiva dos Estados Unidos. É, >> é, eu costumo dizer assim, ninguém, quando eu falo assim, não tô defendendo a China, não tô defendo Maduro, estamos analisando, você tá saindo de fora e tá analisando.
Então isso que a gente tá falando não é sobre Venezuela e Maduro, >> Danis, podia ser o Chaves, podia ser o outro que anterior. O que a gente tá falando é sobre a estratégia dos Estados Unidos. A estratégia dos Estados Unidos não é contra tráfego de droga, terrorismo, democracia, direito, não é nada.
A estratégia dos Estados Unidos é econômica. E novamente não é sobre ter acesso porque ele tem petróleo, é sobre bloquear o acesso de outros países, principalmente da Rússia e da China e as colaborações técnicas que o Irã dá paraa Venezuela na extração do petróleo, já que o Irã é um grande produtor de petróleo. Então é uma estratégia geopolítica de bloquear.
E aí vem essa doutrina Morel. Por que que ele chamou de corolário Trump? Isso remete a 1904 o corolário Rosvell do Teodoro Roosvell que em 1904 inclusive era inclusive era em referência à própria Venezuela, que em 1902 e 1903 tava sofrendo pressões de países da Europa, intervenções econômicas de países da Europa.
Teodoro Roosevell criou o corolário Roosevelt, que ficou conhecido como a política do big stick, né, do grande porrete. >> Eh, que era o seguinte: nenhuma potência europeia pode interferir no continente americano. Nós vamos resolver na força.
Foi isso que ele falou, da do grande porrite. E aí ele fez essa influência, foi inclusive coincidentemente eh o ST foi essa crise com a Venezuela, que o que então assim, os Estados Unidos ele ele enxerga o hemisfério ocidental, basicamente o continente americano, como o seu quintal. >> Quintal deles.
Claro. Aham. >> Agora, por que que nós precisamos ser quintal de outro país?
Os países são soberanos. >> Total. a gente não tem que, e é o contrário, eu acho que a gente tinha que se sentir meio eh ficar puto com isso daí, >> mas também não é isso que eu tô dizendo, que assim não é natural que eles vão fazer essa [ __ ] Tipo, o bloqueio, todo tudo o que eles impõem a Cuba não é não é ainda nessa mesma intenção de manter o o continente americano sob o domínio do dos americ dos estadunidenses.
>> Mas o que eu falo para você é por pela força, >> porque eles não têm mais o não tem mais a moral. >> Por que que não oferece coisas melhores pra gente? Então, entendeu?
O que o Brasil, o que eu tô falando assim que a gente tem que defender o interesse do Brasil. Eu também acho. >> Nós enquanto país, enquanto pzeiro, a gente quer fazer negócio com quem fizer melhores negócios que a gente.
>> Eu não quero fazer negócio porque o cara tá me ameaçando, porque é a força, entendeu? Então para nós é bom que exista a China e os Estados Unidos. >> Inclusive o segundo parceiro comercial do Brasil é os Estados Unidos.
O Brasil também tá falando que não vai fazer negócio dos Estados Unidos. Só que como eu tenho alternativa, eu tenho um poder de barganha. Poxa, ainda tá me oferecendo um negócio melhor, vou fazer com ele.
Ah, agora é os Estados Unidos tá me oferecendo um negócio melhor, vou fazer com ele. O que os Estados Unidos tá querendo fazer, ó, faz negócio comigo na marra, >> senão tá [ __ ] >> Você quer fazer negócio com a China? No limite, vou fazer igual eu fiz com a Venezuela.
Vou cercar aqui o o Vou proibir de entrar mercadorias aqui da China no Brasil. Vou proibir você de exportar pra China. Yeah.