Olá, querido irmão. A graça e a paz do Senhor Jesus sejam contigo. Hoje estamos juntos para mais uma aula, para mais uma ministração aqui na mentoria Étos, e nós estamos compartilhando já há algum tempo.
Essa, na verdade, é a nossa 11ª aula. Já são 11 aulas que estou ministrando sobre a visão dos vencedores. Depois, vou pegar essas aulas todas e transformá-las numa série, como se fosse um curso aqui dentro da mentoria, para aquelas pessoas que, depois, quiserem assistir e aprender sobre esse assunto.
Vai ficar bem mais fácil. Amém? E é um assunto pouco comentado, pouco falado, mas eu quero dizer para você que todos os mestres na palavra, toda a igreja evangélica, acredita na recompensa dos crentes.
Ok? O que varia é a forma como essa recompensa vai ser dada. Então, alguns acreditam que todo crente será recompensado, todo aquele que creu e confessou a Jesus vai ser recompensado; outros creem, né?
Uns poucos acreditam que a recompensa é para aqueles que tiveram obras, não é? Mas só tem recompensa, nada mais. E uns pouquíssimos acreditam que não faz sentido ter um julgamento dos crentes e todos receberem a recompensa quando, na realidade, na prática, parece autoevidente que alguns têm compromissos, alguns têm frutos e obras, e outros crentes não.
Então, é muito, seria muito injusto da parte de Deus, e claro, ele não vai fazer isso. Recompensar, por exemplo, o apóstolo Paulo com a mesma recompensa do Joãozinho, né? Que fica jogando videogame a semana inteira e, aí, domingo de manhã, ele não acorda, não consegue vir no culto.
Não é? Ele não tem compromisso nenhum, zero de compromisso. Mas ele creu, portanto, ele é salvo.
Ok? Ele é salvo, mas não tem compromisso. O apóstolo Paulo foi mártir, entregou a vida por causa do Evangelho.
Você acha que é justo o apóstolo Paulo receber a mesma recompensa desse irmãozinho? Não, não seria justo, e Deus não faria isso. Então, me parece uma coisa evidente, baseada na lógica simples de que existem pessoas que demonstraram na sua vida muito maior compromisso, fidelidade e frutos.
E Deus procura frutos do que muitos outros, uma esmagadora maioria, que são simplesmente passivos espectadores. Não é verdade? Então, é óbvio que haverá o julgamento dos crentes.
Alguns serão recompensados, outros não. Alguns serão recompensados, outros serão repreendidos e até mesmo disciplinados. Mas lembre-se: essa disciplina não é o inferno, não é o lago de fogo.
Um crente jamais será condenado ao lago de fogo, ao inferno. A disciplina do crente não é condenação; a disciplina do crente é para a vida, é para transformação. Mas, pastor, quando a gente chegar na glória, aí já vai estar tudo pronto na nossa vida.
Isso também é outra coisa que não faz sentido. A morte não tem poder de completar algo na sua vida. Não é porque você morreu que agora você se tornou maduro na fé.
Quer dizer, você morreu aqui ignorante e agora chega lá sabendo tudo? Você morreu aqui? Não sabia nada, mas, perdão, você viveu aqui não sabia nada.
Na hora que morre, passa automaticamente a conhecer todas as coisas? Isto não faz o menor sentido. Senão, não havia necessidade de nós aprendermos aqui.
Por que que nós nos desgastamos tanto ensinando? Não é? Por que que nos esforçamos, labutamos para que os irmãos aprendam a palavra?
É porque isso tem valor, vai fazer alguma diferença. Então, eu acredito que aquele que é imaturo aqui vai chegar imaturo lá. Aquele que não conhece a palavra aqui vai chegar lá e vai continuar não conhecendo.
Então, o que não foi feito aqui terá que ser completado lá. Nós não sabemos como isso acontece, mas eu penso que não será muito diferente daqui no aspecto de ter que aprender. A diferença é que nós teremos um corpo glorificado.
Ok? Muito bem, existe uma série de recompensas que o Senhor nos dá e, nas nossas últimas ministrações, as três últimas, nós vimos as três parábolas de Mateus 24 e 25. Vimos a Parábola das Virgens, a Parábola dos Talentos e a Parábola do Servo Bom e do Servo Mau.
Essas três parábolas, em todas, você tem uma distinção entre o servo bom e aquele que não foi fiel. Você tem distinção entre a noiva prudente e a imprudente. Em todas elas, isso mostra que, no meio dos filhos de Deus, também há essa distinção.
Em todas as parábolas, você vê que alguns são recompensados e outros são disciplinados. Ok? Então, obviamente, isso aponta para nós.
Deveríamos levar isso em consideração. Ah, pastor, nós estamos na graça, sobre mim não há mais condenação. Não, não há mesmo, mas há disciplina.
Existe correção. Ok? E existem aqueles filhos que se esforçam para agradar o pai e outros que não se importam com a vontade do pai.
Então, é óbvio que isso também vai ser motivo de diferenciação naquele dia. Hoje, eu quero ver com você mais uma parábola: a Parábola das Bodas. Essa parábola está em Mateus, capítulo 22.
Eu queria que você pegasse aí a sua Bíblia. Mateus 22, no capítulo primeiro. Vamos ler a parábola, verso primeiro em diante.
Mateus 22, verso primeiro. Eu falei capítulo, né? De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes: "O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho.
" Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, mas estes não quiseram vir. Enviou ainda outros servos com esta ordem: "Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto: vinde para as bodas. " Eles, porém, não se importaram e se foram: um para o seu campo, outro para o seu negócio.
E os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram. O rei ficou irado e, enviando. .
. Suas tropas exterminaram aqueles assassinos e lhes encenaram a cidade. Então disse aos seus servos: "Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos.
" E depois, para as encruzilhadas dos caminhos, convidai para as bodas a quantos encontrardes. E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados. Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial e perguntou-lhe: "Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial?
" E ele emudeceu. Então ordenou o rei aos serventes: "Amarrai de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.
Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos. " Essa é uma parábola realmente solene. Então nós vamos compartilhar aqui ponto por ponto, seguindo aquilo que o próprio Senhor Jesus falou na parábola.
A primeira coisa que ele fala, no verso 2, é que o Reino dos Céus é semelhante. Então veja, esta parábola aqui é a respeito do Reino dos Céus e não a respeito só da igreja. Você já percebeu aqui na parábola que tem uma parte dela que se refere a Israel, uma parte que se refere à igreja e tem uma parte que se refere até mesmo às Bodas que vão acontecer no final da era da igreja.
Então você vê que é uma parábola que abrange um tempo muito grande. Esse é o Reino dos Céus. Ok?
A igreja hoje é só parte do Reino dos Céus. Ela é um dos elementos do Reino dos Céus. Amém.
Eu falei para você na primeira aula, nossa, da visão dos vencedores, que compreender os três aspectos do Reino é muito importante. Então você tem três aspectos no Evangelho: você tem a semelhança do Reino, você tem a realidade do Reino e você tem a manifestação do Reino. O que é a aparência do Reino?
Se você for ler lá em Mateus. . .
Deixa eu pegar aqui um versículo importante. Se você pegar lá em Mateus, capítulo 13, você vai ver o Senhor Jesus falando o tempo todo a respeito do Reino dos Céus e ele sempre fala: "O Reino dos Céus é semelhante. " O primeiro aspecto é a semelhança do Reino.
O que significa isso? Hoje existem muitas coisas que são semelhantes, parecidas com o Reino, mas nós não sabemos se são. Não sabemos, a aparência parece ser.
Então você tem igrejas, você tem instituições, todas elas têm aparência do Reino. Todas se dizem cristãs, portanto têm aparência do Reino, mas nós sabemos se elas têm de fato essa realidade dentro delas; não sabemos o que vai dentro, é só aparência. Ok?
O segundo aspecto do Reino, hoje, é o que Jesus chamou de realidade do Reino. O que é a realidade do Reino? A realidade do Reino hoje é interior, tem a ver com a habitação do Espírito dentro de nós.
O Reino hoje é dentro, é um novo nascimento. O Reino hoje significa tornar-se cidadão dele. Nós não vivemos ainda no Reino, mas já somos cidadãos do Reino.
E lá em Lucas, capítulo 17, verso 20, Lucas 17:20 diz assim: "Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o Reino de Deus com visível aparência. " Hoje não é uma visível aparência. Jesus disse, verso 21: "Nem dirão: Ei-lo aqui ou lá está.
" Por quê? Porque hoje o Reino está dentro. Dentro, hoje, está dentro.
Essa é a realidade do Reino. Você tem a aparência do Reino, você tem a realidade do Reino. A realidade hoje é um novo nascimento, a realidade hoje é interior.
Tá me ouvindo? É mudança de natureza. Eu era do Reino das Trevas, agora sou do Reino da Luz.
Mas virá no futuro o terceiro aspecto, que é a manifestação do Reino. Quando é que vai acontecer a manifestação do Reino? Quando o Senhor Jesus vier nas nuvens, ele vai descer lá em Jerusalém, vai estabelecer o seu trono e vai reinar sobre a Terra por mil anos.
Isso nós chamamos de manifestação do Reino. Então você tem a semelhança, a realidade e a manifestação. Hoje nós convivemos com muita coisa que é semelhança do Reino, e nós hoje, eu espero, vivemos essa realidade dentro de nós e, no futuro, vamos ver a manifestação.
Essa parábola aqui fala da semelhança. Ok? Da semelhança do Reino dos Céus.
É o governo de Deus até o milênio. Tá me ouvindo? A manifestação vai ocorrer durante o milênio.
Ok? Então, o Reino dos Céus não é só a igreja. O Reino dos Céus é o governo de Deus na história.
É o governo de Deus. Começou lá no Velho Testamento, hoje é através da igreja e, na próxima dispensação, vai ser no milênio, vai ser o Reino lá em Jerusalém. O governo de Deus a partir de Jerusalém.
Tá me ouvindo? Esse é o Reino dos Céus. A igreja é parte do Reino dos Céus.
A segunda coisa que nós vemos aqui, você pode acompanhar, volta lá para Mateus 22. O texto diz que o rei, no verso 2 ainda, o Reino dos Céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Ok?
Então, as bodas nos falam de casamento. O que é um casamento? É um relacionamento de aliança.
Aliança, uma vez que Deus fez aliança com o homem. Então houve um casamento; agora vai ter a festa. A festa aponta para a abundância de Deus que foi preparada de antemão.
Então, nós estamos sendo convidados para uma festa. Você não está sendo convidado para trabalhar; você está sendo convidado para desfrutar das riquezas do Rei numa festa. Esse é o Evangelho: Deus, sendo rico, nos convida para participarmos da sua riqueza graciosamente.
Não temos que pagar coisa alguma. Somos convidados. Ok?
O terceiro verso, no verso 3, diz: "Então enviou os seus servos. . .
" Para chamar os convidados, aqui nós temos o terceiro elemento: são os servos enviados pelo rei. Quem são esses servos enviados pelo rei? Então, eu creio que essa parábola aqui não aponta para o Velho Testamento inteiro, eu creio que ela aponta para a vinda do Senhor.
Então, o primeiro servo aqui enviado pelo rei eu acho que aponta para João Batista e os seus discípulos. Eles vieram para pregar para Israel: "Arrependei-vos, porque o rei chegou! Arrependei-vos, porque é chegado o governo de Deus".
E o governo de Deus é Cristo. Mas também, eu creio que os próprios apóstolos do Senhor Jesus, os primeiros crentes em Jerusalém, eles também foram servos que estavam convidando o povo de Israel para as bodas. E o texto continua dizendo no verso 4: "Enviou ainda outros servos".
Esses primeiros servos, ninguém quis ouvir; aí ele enviou outros servos, dizendo: "Digam aos convidados: já preparei o meu banquete, os meus cevados já foram batidos, tudo já está pronto". Eu creio que os primeiros servos foram João Batista e os seus discípulos; esses aqui, agora, já estão falando do novilho cevado, que aponta para Cristo. Estão dizendo: "Olha, o novilho já foi morto, o banquete já está pronto.
Essa é a celebração do Evangelho". Então, isso aqui são os apóstolos e os primeiros crentes anunciando o Evangelho. Mas qual é a reação dos convidados?
Indiferença. Indiferença! E o texto diz que eles pegaram alguns, maltrataram (no verso 6) e outros, eles até mataram.
Que coisa! Nós sabemos que muitos, né? Dos muitos, quase todos os apóstolos, com exceção de João — o próprio João Batista, quer dizer, muitos crentes foram martirizados naquele tempo.
Mas o rei ficou irado (verso 7) e, enviando as suas tropas, exterminou os assassinos e incendiou a cidade. A cidade aqui é Jerusalém. A cidade foi incendiada no ano 70 pelo general romano chamado Tito.
Ok? A cidade foi destruída depois que muitos servos de Deus, inclusive apóstolos, foram mortos ali. Você vê que o Senhor Jesus está nos contando uma parábola que também é profética.
Quinto elemento: então, no verso 8, disse o rei a seus servos: "A festa está pronta, mas os convidados não eram dignos. Então, vão para as encruzilhadas do caminho, convidem para as bodas todo mundo que vocês encontrarem". Então, esse convite, quinto elemento aqui, foi estendido a todos os que estão nas encruzilhadas.
Então, por causa da rejeição dos judeus ao Evangelho, não é? O texto diz que eles não eram dignos de desfrutar da festa. Festa de quê?
Das bodas, festa de casamento. Ou seja, não entraram na Nova Aliança; por isso, Jerusalém foi destruída no momento em que os judeus rejeitaram, né? Deus.
Então, rejeitaram o Evangelho. Deus, então, se volta para o mundo dos gentios, e, nesses 2000 anos, né? Muito embora tenha havido alguma resistência e até também martírio entre os gentios, de uma maneira geral, o Evangelho tem sido aceito.
Nesses 2000 anos, na verdade, podemos dizer que foi um grande sucesso, né? A sala do banquete, na verdade, está cheia! Está cheia, não é maravilhoso isso?
E aí, os servos fizeram isso: reuniram todos (no verso 10), né? Bons, maus, ricos, pobres, chamaram todo mundo e aceitaram o convite. No verso 11, diz que o rei entrou para ver a sala e ela estava cheia.
Porém, no verso 11, diz que ele notou ali um homem que não trazia veste nupcial. As parábolas do Senhor são extraordinárias. Essa, particularmente, envolve um período de tempo muito grande e explica uma quantidade enorme de verdades da palavra de maneira muito resumida.
É uma coisa impressionante; só o Senhor poderia fazer algo tão extraordinário assim. Ok? Então, ele percebe aqui alguém que não estava vestido com a veste nupcial.
Então, todos aqueles — presta atenção no que eu vou te dizer — todos aqueles que aceitaram o convite para ir para a festa são salvos. Concorda comigo? Qual é o convite?
Venha, Jesus! Creia no Senhor! Venha receber de graça, né?
Venha participar da festa. Todo aquele que aceita o convite é salvo, não tem jeito de você aceitar o convite e não ser salvo. Então, esse homem aqui com veste nupcial, ele tem que ser salvo, porque ele está na festa, mas ele tem um problema: ele não tinha a veste nupcial.
Então, você tem aqui uma questão agora muito importante, né? O que é essa veste nupcial? Então, eu creio que a veste nupcial é diferente das vestes de salvação.
Hoje, estou vestido da justiça de Cristo, por isso sou aceito diante dele. Mas a vontade de Deus é que, uma vez que eu esteja vestido da justiça de Cristo, eu possa agora bordar a minha roupa nupcial. E a palavra de Deus diz lá em Apocalipse 19, verso 8, vamos ler que essa roupa nupcial é feita de linho finíssimo, resplandescente e puro, porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.
Atos de justiça dos santos. Muito bem, entre os que ensinam a palavra de Deus, às vezes, têm divergências sobre o que seriam esses atos de justiça. Alguns acreditam que esses atos de justiça são simplesmente crer e receber a justiça de Cristo; é o único ato de justiça que o Senhor olha.
Outros não acreditam que nós somos salvos pela fé, pela graça, mediante a fé, para as boas obras. Então, você recebeu graça. Ok, mas essa graça não pode ser vã; ela tem que se manifestar na sua vida por meio de boas obras.
Essas boas obras seriam, então, os atos de justiça. Então, a roupa nupcial também está associada com os nossos frutos. Ok?
Lá no Salmo 45, verso 13, é um trecho bonito da palavra de Deus, poético, que diz assim: "Toda formosura é a filha do rei, no interior do palácio, a sua vestidura recam de ouro em roupagens bordadas". Conduzem na. .
. Perante o Rei, as virgens suas companheiras que a seguem serão trazidas à tua presença, porque isso nos fala de veste nupcial. Então, esse homem foi salvo, foi salvo porque ele atendeu ao convite para a salvação e ele então veio para a festa das bodas; mas ele não pode participar do desfrute do reino, porque ele não manifestou a justiça de Cristo no seu viver.
Então, a veste inicial é feita dos nossos atos de justiça; nossos atos de justiça, portanto, são a nossa qualificação para entrar no reino, para participar das bodas, para receber a recompensa. A justiça da fé é para a salvação; você aceita diante de Deus, ok? Mas a veste nupcial é para participar da festa.
Então, todos nós devemos ter duas vestes espirituais: a veste de salvação, que é o próprio Cristo, que é a justiça da fé; e a veste nupcial, que são os nossos atos de justiça, como está lá em Apocalipse 19, verso 8, né? O linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Amém!
E isso é uma coisa muito importante, porque nós tendemos a ignorar isso e a pensar que nossas obras são irrelevantes. Não, elas são importantes; elas são importantes! Muito bem, você sabe que naquela época, naqueles dias, né, na época de Jesus, as vestes dos convidados muitas vezes eram fornecidas pelo próprio dono da festa.
Por quê? Porque, naquela época, as pessoas não tinham muitas roupas em casa; tinham poucas roupas. Não é como hoje, que a pessoa tem um guarda-roupa cheio de roupa.
Naquela época, não tinha, duas ou três roupas eram o suficiente para ela ir usando; à medida que ia acabando, ela já ia trocando. Então, elas não tinham uma roupa de festa, e, muito frequentemente, o dono da festa dava uma túnica para aqueles que vinham para a festa. Isso foi o que o Senhor Jesus fez; preparou para nós vestes de justiça.
Entendeu? Mas parece que esse homem, de alguma maneira, confiou na sua justiça própria, e isso é algo muito sério. Muitos pensam que, porque estamos debaixo da graça, o Senhor não será rigoroso; isso é um engano!
Isso é um engano! O Senhor é severo, o Senhor é rigoroso; Ele é pai, é amoroso, mas o Senhor não é descuidado e não permite que nós sejamos desleixados. Então, nós não temos mais problemas com respeito à salvação, mas nós temos ainda que prestar contas diante de Cristo, lá no tribunal, que vai acontecer quando Ele voltar.
Ali você vai saber se está qualificado ou não para participar da festa. Por último, sétimo elemento aqui, é que Ele pergunta para ele: "Amigo, como você entrou aqui sem veste nupcial? " E ele emudeceu.
Quer dizer, ele entrou porque ele creu. A porta foi aberta para ele, que a porta é Cristo. Ele entrou pela porta; no entanto, ele não tinha veste nupcial.
A Bíblia fala, então, que ordenou o rei aos serventes: "Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas. E ali haverá choro e ranger de dentes. " Então, presta atenção: a disciplina!
Isso aqui é disciplina, não é o inferno. A disciplina vai acontecer durante o milênio; ela é dispensacional. Então, durante o milênio, aqueles crentes que estou chamando de crentes vencedores, que forem qualificados, vão receber a recompensa, e a recompensa é a soberana vocação, ou seja, vocação para governar, para reinar.
Aqueles crentes que não tiveram obras, que não produziram a veste nupcial de linho finíssimo, entendeu? Estou chamando eles de crentes derrotados, ainda que eles eram mais do que vencedores, mas não viveram como vencedores; eles não vão receber a recompensa. Em lugar disso, poderão até ser disciplinados, excluídos da presença.
Entendeu? A maior parte das igrejas, dos pastores, vão dizer para você que esse cara aqui não é crente, ele não é salvo. Mas como é que ele estava na festa, entendeu?
Como é que estava na festa? Então, eles dizem que esse cara não é salvo porque, para eles, é inadmissível que um crente possa ser disciplinado, e ainda mais com essa expressão: "trevas, fora, trevas exteriores, fora. " Entendeu?
O que é treva? Você tem que entender a Bíblia no conceito da palavra de Deus, por exemplo, a Bíblia fala que esse mundo está em trevas, e significa que está escuro aqui, entendeu? Por que a Bíblia fala que esse mundo está em trevas?
Porque está longe da presença. Então, nosso conceito natural, quando lemos aqui, é de um lugar escuro, né, que você vai ficar lá fechado e chorando. Não!
Isso aí significa que você não vai ter acesso imediato à presença do Rei. Amém? Trevas aqui é um lugar de exclusão, é um lugar de vergonha, não é um lugar de glória.
Então, lembra disso: Deus é gracioso, Deus é gracioso, mas quando Ele é severo, Ele é severo mesmo. Então, este aqui é o mesmo caso do servo que enterrou o talento, é o mesmo caso das virgens néscias que ficaram de fora, é o mesmo caso daquele servo mau que não cuidou dos seus conservos, que achou que o Senhor ia demorar. Todos eles receberam a disciplina semelhante.
Todos eles. Você não acha isso interessante? Todos receberam.
Ok, então, cientes disso, a gente tem que ser humilde diante da palavra de Deus. Receba como está escrito. Amém?
E, por fim, o texto diz uma afirmação: porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos. Você vai ver, em todo o tempo, no livro de Romanos, por exemplo, a salvação é sempre colocada na forma de um chamado: aos que chamou, fomos chamados para tão grande salvação; aos que chamou, a estes justificou. Então, ser chamado é ser chamado, é ser salvo, ok?
Ser salvo, mas ser escolhido é ser qualificado para recompensa. Tá me ouvindo? O que que é ser escolhido?
Eu já expliquei. Já te dei essa ilustração aqui. Tá ficando repetitivo, né?
Mas você tem uma laranja boa, uma laranja brocada e uma laranja de plástico. A laranja de plástico é falsa, entendeu? Ela é uma laranja falsa.
Ela parece laranja, tem semelhança de laranja, mas ela é falsa, ela não é laranja realmente. A laranja brocada não é uma laranja falsa, é uma laranja verdadeira, mas é uma laranja desqualificada. Não vai entrar na minha cesta porque das compras que eu estou fazendo.
E você tem a laranja perfeita, a laranja boa, que é o Crente Fiel, entendeu minha ilustração? Então veja, quando a Bíblia fala que muitos são chamados, mas nem todos são escolhidos, o seguinte: a quantidade de salvos é grande, mas a quantidade daqueles que vão reinar não é tão grande assim, é pequena. Muitos são salvos, poucos vivem como vencedores, tá me ouvindo?
Muitos são chamados, poucos são qualificados. Qualificado, o chamamento é para salvação. O chamamento é para ser parados para Deus.
Lá em Romanos 1, verso 7, a palavra do Senhor diz assim: Paulo diz, né? "A todos os amados de Deus que estais em Roma, chamados para seres santos, chamados para serdes santos. " Ok, porque o chamamento é a salvação, né?
Lá em Efésios 4:1, Paulo fala a mesma coisa em outro contexto. Ele diz: "Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro do Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados. " Qual que é a vocação?
A salvação. Ok, então essa é mais uma parábola de advertência. Como é séria a advertência da palavra de Deus, não é mesmo?
Então medita, pensa, avalia. Descanse sempre na graça, vive constantemente confiado na justiça de Cristo. Mas não deixe que a graça que você recebe seja vã na sua vida, tá me ouvindo?
Muitos não têm compromisso nenhum, não têm disposição de servir de forma alguma, não têm disposição de serem instrumentos, canais nas mãos do Senhor para nenhum tipo de obra. Essas pessoas estão imaginando que não haverá, da parte de Deus, um ajuste de contas, mas haverá. Você recebeu muito, tem compartilhado pouco.
Você recebeu uma salvação tão grande e você não tem tido frutos correspondentes. Então é tempo de mostrar isso, é tempo de mostrar a seriedade das coisas do reino. Amém.
Bom, espero ter abençoado você hoje. Hoje nós vamos ficando por aqui e até a nossa próxima aula, a semana que vem. Fica na paz.