com base nisso vamos vou propor para você para vocês alguns insights aí alguns pensamentos em cima disso que a gente acabou de conversar eh sempre que a gente fala de Treinamento que aí isso vale para qualquer forma de Treinamento seja um treinamento comportamental um treinamento motor um treinamento de outras habilidades a gente tem que lembrar o quê uma parte mais mais estrutural de como fazer esse treino então treinar etapas em dissociado ele funciona desde que a sua atividade ela já seja naturalmente dividida em etapas Então vamos dar um exemplo para ficar um pouco mais claro
a marcha o caminhar o caminhar ele é naturalmente dividido em etapas a gente tem eh quem é fisioterapeuta educador físico que entende de análise de marcha sabe que a gente tem as etapas da Marcha então quando a gente caminha naturalmente a gente tem algumas etapas com isso eu consigo dentro do meu treinamento dividir eu consigo treinar e trabalhar uma etapa específica da Marcha mas o que que é importante a gente entender que é um problema da terapia convencional Às vezes a gente força essa divisão por uma tarefa que não tem divisão então a gente trabalha
por exemplo a criança tá fazendo Eh vou dar um exemplo só para ficar claro também a criança tá fazendo um alcance e eu quero de uma forma forçada dividir a aquele alcance em etapas então eu trabalho só uma etapa daquele alcance e eu imagino na minha cabeça que isso vai trazer uma melhora da função como um to e a gente não pode inferir isso não dá para inferir que Dividindo uma função em etapas uma função que não é naturalmente etapas eu vou melhorar a função como um todo outro ponto pra gente pensar o treinamento de
etapas ele funciona para várias coisas por exemplo o treino de marcha que nem eu falei aqui anteriormente Trein etapas da Marcha funciona a gente sabe que tem resultado e tem estudo científico falando disso mas a gente precisa lembrar também de treinar a função como um todo então de novo puxando pro tema da aula às vezes a terapia convencional ela enfoca num treinamento de um etapa daquela atividade então o paciente ele é submetido a um treinamento de etapas de uma atividade mas por diversas questões por falta de tempo de duração da sessão falta de volume de
treino seja qual for a justificativa não tem tempo do terapeuta Que Faz terapia convencional treinar as etapas e também treinar a função como um todo então às vezes o enfoque é em treinar uma etapa uma divisão uma subparte dessa atividade mas não treina-se a atividade como um todo e aí esse é um dos motivos que a gente precisa sentar e analisar para ver se às vezes a lacuna de desenvolvimento do nosso paciente não tá aí na falta de treinar a função como um todo Às vezes a gente como terapeuta enfoca eh de uma maneira exacerbada
em treinar as etapas e a gente esquece de treinar a função de uma maneira Global Outro ponto treinar metas que não sejam condizentes com a funcionalidade alvo traçada pela família não repercute em melhora de autonomia Independência participação e qualidade de vida então se os meus objetivos de tratamento Eles não estão condizentes com a funcionalidade que a família traçou eu não posso inferir que eu vou melhorar dir a autonomia Independência participação e qualidade de vida do meu paciente então Lembrando que o objetivo final do meu tratamento é promover uma melhora de autonomia Independência todos esses esses
conceitos se é tudo isso que é o objetivo melhorar no meu paciente eu preciso alinhar as minhas metas terapêuticas com a funcionalidade que a família traçou é igual a gente falou anteriormente não adianta eu colocar a minha criança em pé entendendo que é importante ela estar na postura bí se a fam não vai utilizar isso no contexto não é aplicável ao momento e ao contexto daquela criança então isso não vai repercutir diretamente numa melhora de autonomia e Independência porque eu tô trabalhando uma habilidade que ela não vai ser reproduzível ela não vai ser replicável em
outros contextos a longo prazo isso se pede também a gente precisa pensar que diferente da terapia convencional para sair desse problema de uma falta de especificidade de Treinamento a gente precisa aumentar a oportunidade de prática então a gente precisa ter mais oportunidade de praticar aquela funcionalidade que eu quero melhorar ampliar a variabilidade então treinar aquela mesma habilidade em diferentes contextos com diferentes situações diferentes eh níveis de distração diferentes exigências ao sistema nervoso central Então eu preciso variar o meu Trein para proporcionar neuroplasticidade eh e considerar também que nem a gente acabou de falar o contexto
individual Então se a gente pensar em aprendizado eu até coloquei motor aqui mas não precisa ser necessariamente motor se a gente tá pensando em promover aprendizado um processo de generalização daquela habilidade e capacidade eu preciso pensar que o meu paciente Tem Que Ter mais oportunidade de praticar aquela habilidade ele tem que praticar aquela mesma habilidade num contexto Mais amplo mais variável e eh treinar aquela habilidade dentro do contexto em que ele tá inserido se eu pensar treinar habilidades e capacidades eh nesses três pontos a chance de sucesso do meu planejamento terapêutico é muito maior continuando
nessa linha de raciocínio a terapia convencional a gente encontra um excesso de padronização ambiental então o que que isso significa significa que a terapia convencional a gente encontra um ambiente Clínico que tem uma redução ou até uma ausência de enriquecimento então a gente contra nas terapias convencionais ambientes que são eh pouco variáveis e pouco enriquecidos então é um é um ambiente Clínico extremamente neutro sempre com eh a mesma exigência e a mesma demanda ao sistema nervoso central porque a informação que advém do meio ambiente é sempre a mesma o ambiente clínico é sempre o mesmo
um pouco oportunidade de enriquecimento Qual que é o problema de Por que que isso gera um problema para quem faz a terapia convencional e foi um um dos pontos que os métodos intensivos se propuseram a solucionar quando eu ten um ambiente que é pouco enriquecido eu tô levando pro meu sistema nervoso central uma exigência menor pra tarefa eh e aí o que que isso acontece se a gente pensar no processo de generalização o meu paciente pegar aquele aprendizado daquela habilidade daquela capacidade e reproduzir em todos os contextos a gente não consegue proporcionar esse nível de
melhora então às vezes dentro de um contexto controlado num ambiente controlado com poucos distratores com pouco enriquecimento o meu paciente até tem um determinado nível de desempenho mas a hora que ele vai pro mundo lá fora Aonde a o enriquecimento ambiental a quantidade de informações sensoriais que ele recebe do ambiente é muito maior do que o meu ambiente Clínico ele não consegue desempenhar el não consegue performar da mesma maneira que ele performa na clínica Esse é um dos principais problemas que a gente encontra quando a gente vê que um paciente ele tá evoluindo dentro do
ambiente Clínico mas ele não tá reproduzindo essa mesma esse mesmo desempenho essa mesma performance no ambiente Extra clínica então a gente precisa entender eh como fazer esse processo proporcionar na verdade né esse processo de generalização dessa habilidade dessa capacidade por qu o ambiente ele traz pra gente informações eh diversas informações sensoriais que são as informações aferentes Então a gente tem que lembrar que o nosso sistema nervoso central ele funciona por meio de informações sensoriais aferentes que chegam aos meus órgãos sensoriais são enviados pelas vias ascendentes até o meu córtex onde a gente processa essa informação
planeja e executa uma resposta referente motor é assim que funciona a bem grosso modo eh o funcionamento de qualquer indivíduo se eu dependo de uma resposta aferente do meu ambiente para ter uma resposta eferente motora é meio Lógico eu pensar que um ambiente com maior enriquecimento vai me trazer mais aferência ele vai proporcionar uma resposta motor uma eferência diferente por isso que dentro de um contexto de pacientes com diagnósticos neurológicos isso é extremamente importante mas isso é um conceito que a gente vê até para pessoas que não tenam propriamente um diagnóstico então crianças que foram
submetidas a um ambiente com pouco enriquecimento ambiental o desenvolvimento intelectual cognitivo sensorial motor ele fica aquem do que as crianças eh que estavam inseridas num ambiente com mais enriquecimento e por fim a gente vai falar um pouquinho no próximo slide desse conceito de affordances é um conceito que o pessoal da Psicologia domina muito mais eh é um conceito an mas ele é um conceito que ele é muito aplicável pras pessoas que trabalham com parte motora então físio educador físico é um um conceito mesmo muito interessante da gente entender e qual que é o problema daqui
a pouco eu já vou explicar o que que são as afford de uma maneira bem simplificada eh o a baixo enriquecimento ambiental né a pouca o excesso de padronização perdão e o baixo enriquecimento Ambiental do meio ambiente ele reduz significativamente as então ele faz com que o meu ambiente ele traga poucas informações se ele me traz poucas informações por uma falta de enriquecimento Eu tenho pouca oportunidade de utilizar essa capacidade essas essas habilidades naturais que a gente tem que são as AAS