[Música] [Música] Boa noite meu nome é Marcos sou um senhor de idade natural de Mossoró mas trabalha em várias cidades do Rio Grande do Norte ainda hoje não sei o que aconteceu em uma pequena fazenda de Açu foi real ou se foi fruto da minha mente cansada e perturbada pelo isolamento em 1989 eu fui contratado para poder ajudar na manutenção de uma propriedade esquecida lá no interior do Rio Grande do Norte a fazenda pertencia a família de um velho amigo Antônio que herdou o local após a morte de seus avós ele precisava de alguém para
consertar a casa principal cuidar da terra e talvez decidir o que fazer com o lugar ainda bem que não tinha animais já que não morava ninguém Ali há bastante tempo bem eu precisava de dinheiro e a solidão não me assustava muito pelo menos era o que eu pensava a propriedade que diziam ser pequena era até grande com cercas caídas Campos secos currais e celeiros abandonados aquela casa Parecia ter saído de um pesadelo madeira podre janelas quebradas e uma sensação de abandono que parecia ter infiltrado nas paredes o que parecia menos pior era a casa do
caseiro onde eu ficaria pareceu que alguém havia reformado há pouco tempo mas ainda assim estava emperado a Gustavo me esperava com sua irmã Ana ambos ficaram apenas para me mostrar o básico e Prometeram voltar em um mês para verificar o meu progresso Antônio resolveu tirar a onda com minha cara e disse quase brincando mas com um tom sério Ei Marcos cuidado com as noites aqui hein eu lembro bem dessas palavras que até hoje martelam na minha cabeça estou dizendo que era isso que o povo da região falava que tinha um mau assombro por essas bandas
mas que devia ser apenas coisas de Gen velga eu ri sem graça achando que era só uma tentativa de me assustar já que ficaria apenas eu e a fazenda jaana ficou séria E me abraçou dizendo para eu tomar cuidado pensando agora ela parecia saber de algo depois disso nos despedimos e eles foram embora ficou apenas eu e aquela Bendita Fazenda os primeiros dias passaram sem nenhum incidente tanto físico tanto espiritual o me trabalho Era duro mas havia algo reconfortante na rotina durante o dia a luz do sol expulsava qualquer vestígio de desconforto e eu me
convencia de que as histórias eram apenas lindas do Povo local durante o segundo dia um Senhorzinho parou na porteira montado em um cavalo e segurando outro foi até lá e ele disse que foi Antônio que mandou oal para mim caso eu precisasse para ir mais rápido ao Vilarejo Eu agradeci aquele Senhor e preparei o espaço doal deixando ele amarrado debaixo de uma cobertura bom os dias foram se passando sem nada Sobrenatural acontecer mas como Alegria de pobre dura pouco na quarta noite algo mudou eu estava na cozinha jantando quando ouvi um som vindo lá de
fora era um lamento baixo parecia ser de gente mas com uma coisa que me arrepiou até os ossos eu saí com a lanterna para investigar pensando que talvez fosse algum animal o vento balançava os galos das Árvores mas não havia nada ali a sensação de ser observado era tão óbvia que eu voltei para dentro da casa com medo e apressado na manhã seguinte encontrei pegadas perto do Curral elas pareciam humanas na verdade eram humanas o pé era bem maior que aquele mas não parecia ser de criança e sim de alguém com essa parte do corpo
pequena mas algo me entregava er os dedos que deixavam marcas profundas como garras eu me convenci de que era algum tipo de brincadeira talvez moradores locais tentando me assustar ou algo do tipo na sexta-feira acordei no meio da noite com passos pesados na varanda Eles não eram apressados mas estavam desgovernados como se tivesse fazendo de propósito para eu ouvir pois o que quer que fosse de alguma forma sabia que eu estava ouvindo peguei a minha esing e abri a porta de vez mas tudo que vi foi o campo deserto iluminado pela lua os passos no
entant continuando ao me redor embora não houvesse ninguém ali o som parou rapidamente deixando o silêncio ainda mais opressivo então houv algo mais sussurro que não vinha de fora mas de dentro da casa eu escutei um você não deveria estar aqui eu engor em seco girando para encarar a sala vazia o som parecia estar em todos os lugares e em um lugar nenhum ao mesmo tempo a espingarda tremia em minhas mãos e passei o resto da noite sentado na cadeira de balanço da varanda com os olhos fixos no horizonte e os pensamentos vagando sempre me
perguntando se erais da cabeça ou não na semana seguinte asis Só pioraram Portas batiam sozinhas mesmo sem vento objetos que eu tinha certeza de que estavam em algum lugar eram encontrados em outro uma noite o rádio da sala que nunca funcionou ligou sozinho emitindo um chão deado zumbido baixo mas se você prestasse atenção no som dava para escutar alguns lamentos eu decidi até a cidade mais próxima procurando respostas encontrei um velho chamado seu Lúcio que parecia conhecer bem A Fazenda quando mencionei os eventos ele ficou pálido seu Lúcio me disse que ali era Assombrado por
uma mulher e por isso ninguém morava lá eu querendo saber de mais coisa insisti no assunto e perguntei que mulher seria aquela seu Lúcio olhou para mim e disse os antigos dizem que ela era uma empregada da família que foi injustamente acusada de roubo e castigada pelo capat jogaram ela no poço atrás da casa mesmo o poço sendo fundo ela ficou Viva por dias até falecer e dizem que até hoje ela clama Por Justiça eu voltei a fazenda com a história martelando na minha cabeça decidi investigar o tal poço era fundo e cercado de mato
e o cheiro que emanava de lá era insuportável um cheiro ruim apesar do poço estar seco naquela noite foi terrível O Lamento que houvi na primeira noite agora estava em todos os cantos da casa mais alto e mais desesperado então eu a vi na porta da cozinha era uma figura pálida e sombria no lugar dos olhos eram dois buracos negros e sua pele parecia papel amoado e Molhado quando ela se moveu o som era de Passos pesados então eu escutei Por que está aqui eu não respondi eu não conseguia me mexer Imagina você sozinho no
meio do nada e uma fazenda abandonada e uma aparição horrorosa dessa te fazendo uma pergunta dessa você fica sem chão eu fiquei desesperado ela avançou lentamente até está a centímetros de mim ela estava quase me tocando quando de alguma forma saí daquele transa e recuperei o movimento corri para o Curral peguei meu cavalo e fugi sem olhar para trás quando Antônio e Ana voltaram me encontraram na cidade decidido a nunca mais pisar naquela Fazenda contei a eles o que aconteceu e o rosto de Ana confirmou que ela já sabia Ana me disse que deveria ter
me contado sobre mas ficou com medo de eu achar que era piada ou algo do tipo de certa forma eu até Entendo o lado dela Gustavo vendeu a propriedade pouco tempo depois mas pelo que eu vi ninguém ficou lá por muito tempo até hoje não sei o que era real e o que era minha mente criou mas nunca mais esquecerei o rosto daquela figura e hoje eu sei que existe sim vida após a morte e que tem pessoas que não fazem a travessia eu vi diante dos meus próprios olhos e sei que foi real não
tem como ter imaginado aquilo e nem ter sonhado e como Existem muitos e muitos relatos de pessoas que também já viram eu creio que sim é real bom obrigado gente por ouvir o meu relato uma boa noite a todos m