bom pessoal como tá aí no slide vamos falar um pouquinho sobre psicologia das massas e análise do eu né antes de tudo boa noite a todosos presentes aqui e boa tarde ou Bom dia para quem tiver vendo em outro horário também o livro que eu vou estar utilizando É esse aqui sempre o da companhia das Letras Quando a gente tiver trabalhando de Freud e é psicologia das massas e análise do eu é um texto que Freud escreve em 1921 Esse é um dos ditos textos sociais de Freud é muito legal tanto esse quanto o ma
estado da civilização que assim meu texto Favorito de Freud é o ma estado da civilização muito bacana porque Freud ele também faz essas análises sociais em alguns momentos da sua obra né a gente pode considerar o ttem Tabu a gente pode considerar psicologia das massas e análise do eu que conversa muito um dos seus textos mais famosos que é o ma estado da civilização e também tem o eh aquele texto dele que ele fala sobre a a religião que agora me me me faltou a memória se alguém lembrar por favor me ajude mas esse texto
é interessante por ele faz análise de certos fenômenos de massa a partir da ótica psicanalítica que até então a gente não tinha né a gente tinha uma leitura a partir de de outros autores é o futuro da ilusão o texto religioso de Freud futuro da ilusão lembrei agora então assim tem uma citação que eu quero começar colocando aqui para vocês porque é logo na primeira página desse texto de Freud em que ele vai abrir sobre o tema então ele diz o seguinte é certo que a psicologia individual se dirigem ao ser humano particular investigando os
caminhos pelos quais ele busca obter satisfação dos seus impulsos ais Mas Ela raramente apenas em condições excepcionais pode abstrair das relações deste ser particular com os outros indivíduos na vida psíquica do ser individual o outro é via de regra considerado enquanto modelo objeto auxiliador e adversário portanto a psicologia individual é também desde o início psicologia social no sentido ampliado mas inteiramente justificado que que Freud ele começa aqui porque havia um tanto quanto essa separação psicologia social psicologia individual Freud disse não dá pra gente desvincular essa psicologia social do individual individual social porque a gente enquanto
indivíduo sempre estamos inseridos nessa dinâmica de troca para com outros A começar por essa lógica familiar né que a gente tem ali um pai uma mãe ou alguém que cumpra essa função Então como Freud vai basear toda sua teoria a partir dos impulsos e que a gente enquanto neurótico reprime esses impulsos né a partir da aquela questão do complexo de edipo ele diz não a gente mesmo sendo em psicologia individual a gente tá sempre ligado ao social não tem como se desvincular disso e Freud ele vai citar nesse texto um autor que é muito interessante
a gente levar em consideração e que Freud dedica capítulos a falar sobre ele que é o gustave Lebon que é um médico antropólogo e psicólogo social francês que ele tem uma obra acerca desses fenômenos de massa então assim Freud ele começa falando sobre algumas características desses fenômenos de massa e depois ele faz uma contribuição a partir da psicanálise e desenvolve mais essas desculpe então Freud ele pega nesse ponto de partida né em dizer que a massa isso claro pegando na parte de lebom que a massa ela dispõe de certas características que o indivíduo enquanto sujeito
ali sozinho ele não dispõe ele coloca que a gente quando se forma numa massa a gente acaba que ignorando as as diferenças que nós temos e fazemos parte de uma homogenidade Então vamos dizer que tá eu aqui a Daniele a Ângela A Silvana tá todo mundo a gente começa a já ter uma diferença de gênero aqui então imagine por exemplo diferença no time de futebol diferença em posições políticas mas se tem algo em comum que faz ali a gente se unir dentro de um determinado contexto é como se nós agíssemos como se fôssemos um só
isso é algo que a partir de Lebon ele vai fazer essa citação é o que o Lebon ele vai chamar de instinto de rebanho então é uma é uma passagem bem interessante mas uma coisa que Freud fala acerca do lebom quando ele faz essas exposições em relação massa ele disz assim ele não traz nada novo né T aqui na página 32 Freud ele diz o seguinte Ah mas agora temos que acrescentar que na verdade nenhuma das afirmações desse autor Traz algo novo então Freud diz não vou me colocar aqui para fazer uma contribuição acerca da
psicanálise nesse fenômeno de massa lembrar que Freud teve aquela questão uma recente primeira guerra mundial né então eh tem todo esse contexto na Europa na época mas não apenas lá a gente consegue ver hoje em dia nessa questão das massas Eu acho que o Henrique vai explorar isso muito bem pelo que eu tava conversando com ele questões políticas questões políticas a gente consegue ver muito bem muito claramente essa questão dos fenômenos da das massas se eh ele pegar e trouxer esses exemplos em relação às últimas eleições a gente tem material aqui para estar debatendo uma
noite inteira não no sentido de ah lado a lado do B é certo ah vamos para Ah o Lula roubou bolsonário não sei o qu P pá não é por aí a gente vai pela lógica psicanalítica por trás dessas figuras e o que elas têm a capacidade de Despertar numa massa então a gente partir a partir dessa leitura então a massa quando ela se forma ela tem algumas características primeiro sentimento de poder Invencível quando você tá lá pensa pensa uma manifestação política mesmo que fica bem mais didático da gente entender e e e pegar título
de exemplo numa manifestação política Se você pegar al em que um grupo ali que esteja reivindicando alguma coisa eles têm um sentimento de ser Invencível a massa quando tá ali junto Ela enfrenta a polícia ela ela vai para cima de carro forte ela joga pedra ela ela faz tudo ela faz tudo ela tem um sentimento de invencibilidade n tu que tem policial atirando de de escopeta de de coisa e as pessoas estão lá batalhando contra contra a arma contra a força do Estado então é assim é como se tivesse ali um sentimento ainda que durante
aquele momento de que eu sou Invencível eu sou onipotente e disso dentro da psicanálise a gente já conhece né isso vem lá detrás esse sentimento de nós sermos onipotentes então em alguma medida esse desejo de retornar aquilo permanece então quando há contextos favoráveis para que isso aconteça esse sentimento ele vem a tona Então dentro dessa lógica das massas fica mais fácil disso acontecer o segundo é o contágio se você parar para pensar primeiro eu falei desse sentimento de de onipotência de invencibilidade segundo contágio tomando aqui como exemplo Imagine que nós somos uma massa vamos dizer
que eu Angela e Daniele somos uma massa Silvana André e Carla é outra massa pessoas vamos dizer é um grupo que é adversário ao outro se por exemplo a a Silvana ela começa a provocar eu a Angela e a Daniele eu vou instigar a Daniele a Daniele vai me estigar e a Angela vai estigar então tem esse movimento de contágio entre as pessoas que estão dentro daquele grupo lembrando para ficar mais didático pensem numa manifestação política que resulta numa confusão numa briga alguma coisa nesse sentido sempre tem um membro que vai o outro e esses
afetos eles vão se aflorando dentro daquela dinâmica tá ficando Claro para vocês Gabriel e torcida organizada aí né torcida organizada perfeito perfeito se você parar para pensar eu lembro que na época quando eu ainda assisti assim acompanhava mais futebol eu não sei se alguma de vocês aqui que tá presente acompanha teve eu acho que foi um jogo de Atlético Paranaense Vasco eu não sei se ISO há muitos anos atrás que era um dos útimos jogos eu não sei se era da série A da série B em que teve um confronto entre essas torcidas e era
assim era o cara sendo pisoteado na cabeça era o pessoal rasgando a roupa dele e se não fosse dentro daquele contexto em que aquelas pessoas por exemplo tivessem identificadas por exemplo Ah sou da torcida organizada do Vasco e sou da torcida organizada do Atlético Paranaense nunca que essas pessoas na rua sozinhos iam se bater se se agredir daquela maneira aquilo ali só aconteceu dado aquele contexto atô que ele que fre ele vai colocar que quando essas massas se juntam elas podem ter um interesse em comum e geralmente o que acontece é que a gente deça
escalas no nível da civilização então a gente aqui enquanto pessoas civilizada se eu tenho uma desavença aqui com a Danielle o máximo que eu vou fazer é xingar a Daniele então por exemplo se a gente parar para pensar nessa dinâmica das massas é como se esses filtros sociais eles não existisse então a gente já partisse para agressão em muito dos casos a torci organizada é um exemplo perfeito disso pessoas ali sei lá começam a se xingar muito facilmente nos estádios muito facilmente e precisa aí de polícia para separar precisa de grade precisa de Às vezes
a torcida do outro time nem ser permitida de entrar porque se entrar é muito provável que dê confusão Isso numa lógica individual muito difícil muito improvável que isso viesse acontecer apenas Nesse contexto de massa Então o que Freud vai tentar aqui a partir da psicanálise é fazer uma elaboração porque diabos isso acontece Carla pode falar queria compartilhar uma experiência aqui eh rápida eh foi um como é que eu vou dizer um trabalho teatral performance foi uma performance né de um grupo teatral e e e assim o trabalho deles eh incitou muito isso né eles fizeram
um trabalho assim de trazer uma energização corporal e teve um momento que um deles pegou uma moto e foi em direção a um outro que tinha feito já todo um trabalho também e e eles fizeram de uma maneira tal que é como se esse que tava com a moto fosse atropelar e foi Num clima um clima assim De euforia que todo mundo estava torcendo para que isso acontecesse Inclusive eu não vou mentir não e depois eles desfazem rapidamente essa cena e fica aquele constrangimento do que aconteceu foi um negócio muito marcante era isso perfeito perfeito
lembra isso que eu tava falando de descer os níveis em relação à socialização porque a sociedade ela existe a partir das renúncias a gente faz a renúncia principalmente em relação aos nossos desejos sexuais e principalmente também muito também em relação à nossa agressividade que a gente abre mão disso um pressuposto de haver essa segurança a partir do direito e etc mas dentro dessa lógica de massas como a Carla citou nesse exemplo era Pelo que eu entendi né era uma moto que ia atropelar uma pessoa né isso ficava na eminência né e ficava a moto ficava
assim eh na eminência e e sempre acelerando né era isso e e veja só todo mundo torcendo para que isso acontecesse e depois que para que essa situação que essa cena se desfaz há um constrangimento é como se essa repressão ela voltasse à tona Olha que interessante se a gente parar para pensar é como se por exemplo dentro dessas dinâmicas de massa por algum momento a gente perdesse um pouco ou quase que totalmente esse filtro as torcidas organizadas são um exemplo perfeito disso são exemplo perfeito quantidade de gente que morre anualmente por conta de conflitos
de por conta dessa dessas torcidas organizadas e da maneira como se dão os conflitos é algo que todo ano aparece em jornais se você parar para ver dentro dessa dinâmica de massa e aquilo que eu volto a dizer só tem sentido a gente estudar Freud eh sentido Clínico mesmo se a gente ver a aplicabilidade daquilo que ele fala nos dias de hoje né senão tinha ficado pra história mas muito mas muito mesmo daquilo que Freud colocou há mais de 100 anos atrás a gente vê hoje com muita clareza nos dias de hoje tanto na clínica
quanto em fenômenos sociais também então uma outra coisa que ele diz aqui que é o heterogêneo ele submerge ao homogêneo então por exemplo por mais que a gente tenha diferenças aqui eu tenho diferença com a Daniele eu tenho diferença com a Silvana com a k a gente se tiver numa massa é como se momentaneamente esquecemos dessas diferenças e nos juntamos como se fôssemos um todo em prol de Algum objetivo em prol de alguma ideia em prol de algum Líder iso é muito interessante é tem um áudio aberto acho pronto Fechou então outras características que Freud
coloca a partir dessa citação do lebom que ele diz que a massa é irres pega novamente o exemplo da torcida organizada anônima irresponsável você vai lá tá jogando uma pedra de D de uma torcida para outra é ano também irresponsável aqu al pode bater na cabeça de alguém po ferir pode matar se a gente pegar por exemplo aquela aquela manifestação bolsonaro que foi lá no congress a de Anonimato agiram que de forma irresponsável que muitos Ficaram presos por acreditarem numa ideia e estarem ali dentro de uma lógica de massa você não vai ver o manifestante
seja a partir do do PT seja a partir do do do partido lá do bolsonaro sozinho ir fazendo isso Mas eles fazem dentro de uma lógica de grupo por quê Porque essa massa ela dá essa sensação de Anonimato Então o que eu tô fazendo aqui não tá sendo visto e essa e essa liberdade de ser irons áv ainda que momentaneamente é como se Freud ele coloca como se ali dentro dessa conjuntura de grupo em que a gente tá unido em prol de alguma coisa É como se essas repressões principalmente da agressividade elas se rebaixem e
a partir daí esses movimentos acontecessem então a gente tem eh três três situações que são muito Claras de a gente ver isso né tanto nas torcidas organizadas como a Daniele pontuou movimentos políticos e na guerra também sendo que na guerra é um pouco diferente porque tem eh eu vou chegar nesse ponto mas aí na guerra tem geralmente a presença de um líder geralmente a massa ela não é homogênea tem sempre um líder para comandar então Eh Freud ele coloca que a massa ela pode ser Nobre mas ela também pode ser cruel e na maioria das
vezes é covarde também e pouco importa a autopreservação lembro o que eu tava falando no início de Às vezes tem um policial numa manifestação te apontando uma escopeta e você vai lá e vai jogar uma pedra na aquele policial você pouco tá se importando ali com sua autopreservação é como se esse senso de a gente fazer o que nos cabe ali para nos mantermos vivos Ele não existisse momentaneamente ou existisse num grau muito menor do que se a gente comparar num cenário habitual da maneira como a gente vive no dia a dia eh tem outra
parte também que é muito interessante que essa massa ela T de ser hiperreativa então basta um estímulo muito pequeno Para que alguma coisa aconteça é como se fosse aquela aquela ligação a Faísca e um tanque de gasolina é muito fácil de explodir quando essa massa ela tá energizada por qu energizada isso porque lembra que eu tava falando para vocês da questão do contágio de um membro estimular o outro de um membro eh meio que aflorar os ânimos do outro se eles estão dentro de uma mesma lógica de um mesmo ideal de um mesmo objetivo então
é como se um estimulasse o outro então por exemplo vamos dizer que ã eu faço parte de uma massa Daniele tá do outro lado e e a Daniel ela faz um xingamento para a minha massa é muito fácil que esse xingamento que essa provocação ela ganha dimensões muito maiores justamente por conta desse contágio por isso que Freud ele coloca que a gente dentro dessa lógica de massa se torna se nos tornamos hiper reativos e tem outra parte que ele diz destaque que é muito interessante que eu vou abordar um pouquinho mais na frente que é
a crença Na Autoridade geralmente a gente tem um senhor que vai guiar essa massa às vezes na torcida organizada quem acompanha aqui futebol sabe que tem uma pessoa que é tipo o chefe o chefe mesmo ali da torcida organizado quem comanda quem diz ah vamos fazer isso vamos fazer aquilo e movimentos políticos também tem os líderes que tem o comando dessa massa e eles dão uma falsa sensação mas os membros acreditam muito nisso de segurança então muito das pessoas elas só agem dessa maneira mediante a esse falso senso de segurança de Anonimato e de irresponsabilidade
que pode aparecer ali dentro dessa conjuntura Então esse Líder geralmente que se apresenta nessa massa se a gente por exemplo pensar no num movimento político ah Vamos citar por exemplo né o bolsonaro Então vamos dizer que ele esteja fascinado ali por uma forte crença de de que ah o Brasil vai acabar por conta do comunismo Então foi uma frase alguma coisa nesse sentido que ele vinha dizendo nas eleições e ele falava isso com muita convicção Você pode ter a leitura política que for você pode completamente descordar disso mas ele tinha convicção Ou pelo menos demonstrava
muita força de pensamento naquilo que ele falava e ele transmitia uma coisa que é muito essencial nesse fenômeno de massa que é a segurança então ele conseguia em alguma medida e esses fortes líderes políticos se a gente pensar o trump também na mesma medida o Lula também eles conseguem transmitir essa questão da segurança essa ideia de assegurar que vai acontecer alguma coisa daquilo que eu tô pensando e de instigar todas essas pessoas e Freud ele coloca algumas condições para que essa massa ela de fato ela venha a existir e continuar a primeira que ela de
fato tem continuidade de existência então se a gente pensar nos dois exemplos principais que são times de futebol então torcidas organizadas ligadas a a esses times de futebol e partidos políticos e suas manifestações todos eles têm uma continuidade de existência não foi da noite pro dia já estão há décadas talvez há séculos aí então tem o vínculo afetivo né então por exemplo tem essa questão do do quem tá ali na massa com uma certa Fraternidade em relação ao outro né estamos juntos a gente tá todo mundo aqui no mesmo barco alguma coisa nesse sentido e
às vezes eleger um inimigo em comum isso é algo que fortalece também a massa então tanto do vamos dizer se a gente pegar nos exemplos da da das últimas eleições o Henrique ele vai explorar isso melhor mas se a gente parar para pensar do lado do Lula ele diz ah os fascistas não sei o qu tá e o lado do bolsonaro ah Os Comunistas que querem destruir a família tá tá isso de ter o inimigo comum fortale essa ideia da massa então por exemplo nós estamos juntos por um propósito nós vamos combater um inimigo comum
então tem essa leitura também eh tem a questão da tradição e dos costumes e tem a questão também da divisão de funções então para uma massa ela perdurar geralmente ela tem que cumprir essas Cinco características continuidade de existência vínculo afetivo rivalidade tradição e costumes e essa divisão então são esses cinco tendo esse cinos é muito fácil dessa massa ela se manter consolidada e durar dentro disso Freud faz um um um ele cria um exemplo a partir de duas massas artificiais que é a igreja e o exército se você parar para pensar tanto a igreja quanto
o exército ambos cumprem essas cinco condições tem continuidade de existência são seculares ou milenares questão do vínculo afetivo na igreja igreja tem um vínculo afetivo entre os membros do exército tem um vínculo afetivo ali entre os soldados né se a gente parar para pensar no filme e Tropa de Elite ou se a gente parar para pensar naquele O Resgate do Soldado Ryan quem assistiu tem lá a gente não vai abandonar o soldado aqui boa noite a gente não vai abandonar o soldado aqui ele é nosso irmão então tem esse sentimento tem a questão da rivalidade
tem um inimigo comum a gente tá lutando por essa causa por esse ideal por um país por algo grandioso geralmente essa questão da tradição e dos costumes que tanto a igreja quanto o exército se a gente parar para pensar na igreja católica por exemplo tem a missa tem tem as datas que são de celebração o exército também tem asar a bandeira de como é como é o contrário de aste não sei enfim descer a bandeira né E também tem essa divisão de funções se a gente parar para pensar a igreja ela tem essa separação né
se o Padre o coroinha o Bispo o papa e no Exército também tem essa questão do soldado cabo Sargento General E por aí vai então ah essa essas duas massas Freud coloca que são muito hostis a questão de mudanças né então é como se por exemplo tem essa formação tanto da igreja quanto da do do exército e elas são muito reativas a qualquer tipo de mudança Então se a gente parar para pensar o exército ao longo dos anos dificilmente vai mudar aquele eh aquele treinamento rigoroso aquela questão do de do sargento lá dizer que o
cabo tem que fazer e por aí vai essa questão dess herarquia não vai mudar como dentro da igreja eh muito muito se luta por exemplo para o reconhecimento do dos casais homossexuais e foi coisa da igreja Católica de séculos de milênios para conseguir chegar a algum avanço Zinho em relação a isso né então se a gente parar para pensar se a gente parar para ver essas instituições elas são muito resistentes a qualquer tipo de mudança e tem a ideia de que o chefe dessas massas Ele ama a todos então se a gente parar para pensar
tem um papa tem um papa que também é como se fosse eh O Elo mais alto que é próximo de Jesus Cristo que é próximo de Deus então é como se por exemplo tivesse ali um chefe uma autoridade uma pessoa de hierarquia superior que amasse todos os membros que é como se fosse um pai idealizado e Freud coloca isso né que vai me dar segurança que vai me dar proteção da mesma maneira se a gente parar para pensar dentro de um movimento político e dentro de um exército por exemplo que vai est lá o o
general o general Vai comandar e ele sabe o que ele tá fazendo eu tô Seguindo aqui eu soldado com meu outro companheiro soldado com meu outro eh companheiro de batalha que também tá seguindo as ordens desse desse General né então é como se todos eles sentissem que estivessem Ganhando esse amor dessa autoridade e o que é que Freud Coloca ele vai rar retornar aquele conceito de ideal do Eu é como se a gente colocasse esse chefe quem tá guiando essa massa como alguém idealizado como alguém que dispõe de Todas aquelas virtudes e características que nós
gostaríamos de ter por isso ele é um dos motivos a gente atribuir toda essa segurança toda essa legitimidade àquela pessoa tem um trecho muito interessante que é na página 76 que Freud ele coloca assim uma massa primária desse tipo é uma qualidade de indivíduos que puseram o único objeto no lugar de seu ideal de eu e em consequência identificaram-se com com os outros em seu eu ou seja todo mundo ali tá identificado naquela massa a partir daquela figura do do do chefe então de maneira geral um breve recorte desse texto eh O que Freud ele
coloca só para fazer uma recapitulação e um resumo as massas elas se unem Quando essas pessoas indivíduos se unem elas acabam perdendo certas características individuais e ganham características próprias e a partir disso descem degraus é degraus ou degrais degraus acho que é degraus degraus degrau pronto Obrigado Desc degraus da da da civilização e a partir daí certos movimentos eh agressivos certos movimentos de certos comportamentos que não apareceriam dentro de uma perspectiva individual aparecem nessa perspectiva coletiva eu conversando com Henrique antes da aula creio eu que ele vai entrar muito nessa questão do dos movimentos políticos
dos últimos anos porque a gente vai ter muita bagagem muito exemplo para demonstrar tudo isso que Freud colocou então Dada essa primeira exposição queria ouvir de vocês se ficou alguma dúvida algum tipo de pergunta exemplo contribuição sintam-se à vontade eh você tava falando eu fiquei lembrando da eleição do Síndico do meu condomínio aqui hã que parecia eu moro num condomínio que é gigante tá são oito blocos são 700 apartamentos quase e parecia Lula e bolsonaro brigando e aí teve um momento que eu eu tava na eleição né aí eu tava lá atrás tava no fundo
assim não quero ficar na bagunça mas teve um momento que eu não conseguia eu tava começando a me sentir começou a me dar crise de ansiedade eu nunca tinha tido isso você falei gente eu tô passando mal aqui aí eu saí entrei no Instagram sabe eu falei cara quero sair dessa porque o negócio vai te contagiando sim é muito louco você vai mesmo tipo assim eu não tava com intenção é óbvio que eu tinha intenção de votar não queria que o o outro lado ganhasse e tal mas assim eu não tava com intenção nenhuma de
entrar na briga e eu fui levada se se você não presta atenção você vai mesmo né E aí tá jogando pedra nos outros se você for preciso sei lá perfeito você disse ó eu não não tava com vontade não não queria ir mas era como se eu sentisse algo ali que tivesse me puxando para isso lembro vocês todos moradores aí compartilhavam de algo comum a gente precisava eleger alguém e se a gente não elegesse o outro lado ia para ia ia eleger esse outro candidato então é como se dentro ali tivesse uma característica como muito
forte para que vocês se unissem em prol de alguma cois coisa então é como se o sujeito ele se sentisse ali meio que eh colocado para participar mesmo esse é o dilema que é colocado muito bom o que é louco é que são vizinhos né tipo assim numa porta é um na outra porta é Teve teve um do do grupo que perdeu que a mulher depois no dia seguinte foi bater na outra mulher que falou que a mulher tava bateu meteu a porrada gente mas São pessoas que dificilmente em outro contexto se agrediriam no sentido
do no sentido da se não fosse essa conjuntura de massa de grupos e grupos se não tivesse uma desavença anterior a isso né era muito difícil de acontecer então Freud ele pega lebom Para justamente exemplificar que muito daquilo que acontece nos fenômenos de massa ele não aconteceria se fosse de forma individual como se tivesse toda uma conjuntura social ali e acontecesse algo na nossa mente que fizesse com que essa principalmente a agressividade ela vinhesse à tona sim eh é eu não sei assim isso isso parece quando tipo assim os times opostos ão eh assim depois
do jogo né eu vê porque já aconteceu isso o uma analista que eu tive há uns anos atrás que o filho dela era vascaino E aí passou em frente a torcida do Flamengo tinha uma galera do Flamengo não era nem no Maracanã nem nada mas passou perto meteram porrada nele que ele tava com a camisa do Vasco sempre flamengo né sempre flamengo um absurdo vai Flamengo pelo amor tá tudo explicado nem sei aí mas tinha que ser Flamengo mesmo tinha que ser ai ai pode terminar Gabriel desculpa eu tô não foi isso só era já
tinha aberto pro pessoal contribuir perguntar falar alguma coisa já tinha concluído Ô Gabriel oi qu que fal relação questão eu tô falando Ana em relação à questão do pai ideal né Eh se você observar também nessas nos em relação aos líderes políticos alguns deles são chamados de painho papai painho por exemplo tem tem um termo que usam pro Lula papai Lula já par muitas vezes Exatamente é papai papai Lula papaizinho painho Pois é é interessante né Freud ele coloca essa questão do um pai idealizado que vai trazer segurança para toda essa massa mas bem bacana
esse comentário é isso então Gabriel encerrou sua parte falou Fechou tá maravilha Eh boa noite vocês né eh chegou a quase hora né temerar a hora né da da prova e eu vou falar um negócio ó nossa que que é isso hein que apareceu agora na minha câmera Eu já falei para você fechar esse botão mas o que que eu preciso fazer tá quebrado meu amigo dechar esse botão entendeu tudo bem encerra grava Gabriel para falar da minha aqui Vai encerrando gravação alguns convidados eu não se