quando é hora de solicitar a biópsia para saber qual é o tipo de queda capilar que você está enfrentando meu nome é Lívia vicari eu sou farmacêutica e tricologista e nesse vídeo a gente vai bater um papo sobre a importância e o lugar da biópsia na tricologia eu quero começar esse vídeo contando para vocês o caso de alguns pacientes que eu já atendi que realizaram a biópsia esses pacientes tinham em comum o seguinte Eles chegaram aqui na clínica e de sério meu cabelo tá caindo muito ele não para de cair eu tô desesperada eu acho
que eu vou ficar careca ele cai há tantos anos eu já passei em Fulano fulano e fulano e ninguém descobre o que eu tenho Cada um fala uma coisa eu já fiz até uma biópsia olha aqui o resultado a biópsia não mostra nada e eu não sei o que eu tenho e o meu cabelo continua caindo muito e para todas essas mulheres eu ali De frente para elas via mulheres super cabeludas nenhuma falha no cabelo couro cabeludo cheio na tricoscopia nenhum indício de nenhuma alopécia específica e os seus laudos de biópsia excluíam alopécias cicatriciais Alguns
sugeriam alopécia androgenética alguns mostravam que havia uma grande quantidade de fios telógenos e a biópsia não era conclusiva pois bem todas essas pacientes tinham em comum um tipo de queda Que Eu Já gravei vídeo aqui no canal explicando sobre ele chamado eflúvio Tóia da minha experiência Clínica os pacientes que mais realizam biópsia são os pacientes que tenham efluvio telogio que é paradoxo por os pacientes que menos necessitam realizar uma biópsia são os pacientes que TM efluvio telógeno o que acontece é que as pessoas se desesperam com as suas quedas capilares claro isso é plausível você
não sabe o que tá acontecendo você vê Aquele monte de cabelo cair e ten certeza de que vai ficar careca de que não vai sobrar nada ali o efluvio telógeno Tem essa característica né de trazer uma queda muito intensa no entanto como a gente já conversou em outro vídeo ele é muito Benigno ele não deixa ninguém careca o couro cabeludo continua cheio perde ali volume as pontas ficam ralas Mas é uma queda benigna só que no geral as pessoas têm a ideia da biópsia de que ela é o exame confirmatório ela é o ponto final
ninguém sabe o que eu tenho ninguém consegue descobrir então eu vou fazer a biópsia porque a biópsia vai me falar o que eu tenho para quem não sabe a biópsia é um procedimento considerado cirúrgico minimamente invasivo em que é retirado um pedacinho bem pequeno do couro cabeludo e levado pra análise histopatológica onde ali o patologista examina aquele conteúdo e através de algumas características que ele encontra ele vai direcionando olha isso aqui é visto de baixo da pele isso aqui também é visto e nós tricologistas interpretamos esse laudo da biópsia esse resultado da biópsia como sendo
confirmatório pra alopécia que a gente estava suspeitando ou sugerindo algum outro tipo que a gente não conseguia ver do lado de fora da pele mas que se mostrou ali do lado de baixo da pele Essa é a biópsia mas na prática por que que eu disse que é paradoxo né que a maioria dos pacientes que façam biópsia tem fluv telógeno quando na verdade quem tem fluv t lógo né quem menos precisa de biópsia o reconhecimento a identificação de uma queda capilar do tipo de alopécia que aquele paciente enfrenta é feito clinicamente durante a consulta tricol
nóg nós tricologistas analisamos três pilares fundamentais a anamnese que é a coleta de dados da queixa do relato do histórico Clínico do estado de saúde daquele paciente os exames físicos quando nós olhamos para aquele cabelo para aquele couro cabeludo e vimos características que são pertinentes a determinados tipos de alopécias e pela tricoscopia que também é um exame físico Clínico onde com uma lente de aumento nós vamos visualizando alguns achados que não são visíveis a olho nu mas que também nos direcionam a fazer esse reconhecimento diferencial para cada tipo de queda essa é uma Tríade que
dá muito certo na grande maioria das vezes e se você é um profissional que já atua ou deseja atuar na tricologia você não pode ficar de fora do tricologia de ouro que é uma plataforma online de constante atualização e aprofundamento em tricologia ali você se lapida Como de fato um Expert na maioria dos casos é suficiente a consulta tricol nóg com esses três pilares para identificar Qual é o tipo de queda que o paciente enfrenta para o efluvio telógeno que foi quem eu dei o exemplo eu não preciso nem do exame físico e nem da
tricoscopia menos ainda da tricoscopia porque a tricoscopia de quem tem um efluvio telógeno é a tricoscopia de quem tem um couro cabeludo normal não tem nada de errado e não tem nada específico que nos direcione a esse reconhecimento eu reconheço que um paciente tem um efluvio telógeno pela história dele pela queixa que ele me apresenta pelo que aconteceu anteriormente com ele só pelo Pilar da anamnese no máximo eu vejo como tá aquele cabelo e vejo que é típico de um eflúvio por o Cabeludo mais cheio pontas mais ralas no máximo uma rarefação aqui nas temporas
nas entradas mas por vezes essas características físicas nem chegam a se manifestar e a gente faz o reconhecimento somente pela anamnese Então realmente esse paciente não precisa chegar até a biópsia a biópsia é portanto um exame que pode ser mesmo o Fim da Linha quando eu realmente não sei o que está acontecendo ali posso solicitar a biópsia na prática essa solicitação ela costuma ser mais pertinente e válida e útil em casos de alopécias cicatriciais e em alguns casos de alopécia areata as alopécias cicatriciais são um grande grupo de alopécias em que a perda capilar que
ali acontece pode ser Irreversível ou seja ocorrem processos inflamatórios tão grandes que levam à morte do folículo piloso e uma vez que o folículo piloso morre fibrosa até o termo que nós utilizamos ele não nasce mais cabelo então é um diagnóstico que exige uma urgência a ser feito eu preciso saber o que tá acontecendo com aquele paciente porque se for de fato uma alopécia cicatricial eu preciso entrar com um tratamento específico para frear esse processo para que esse paciente Não perca mais nemum fio de cabelo porque o que ele perder provavelmente não vai voltar e
algumas alopécias cicatriciais podem ter um reconhecimento que ainda seja difícil de fazer durante a consulta Clínica Principalmente quando elas estão em estágios muito iniciais ou quando ela está apresentando características que se parecem com outro tipo de alopécia e na dúvida O que pode vir a esclarecer é uma biópsia e eu disse também que para alguns casos de alopecia areata a biópsia pode ser pertinente esses casos dizem respeito principalmente a Alopecia areata difusa e até a incógnita que são subtipos de alopécia ariata que podem ser um pouco mais difícil de serem reconhecidos clinicamente agora vamos lá
para solicitar uma biópsia o solicitante né O tricologista que está solicitando ele deve apresentar a sua hipótese diagnóstica ao patologista que vai fazer essa análise então então a gente pode dizer Olha estou encaminhando o paciente para biópsia porque eu suspeito que ele possa ter uma foliculite decalvante ou um liquem plano Pilar ou então uma malope seriata incógnita e o patologista por sua vez deve ser de preferência um dermatopatologia de couro cabeludo especificamente para que o patologista possa fornecer informações que serão válidas quando esse laudo voltar Onde eu posso olhar aquele laudo e dizer olha ele
viu isso isso isso e isso me diz que é um liqu plan Pilar olha ele viu isso e isso aqui não acontece na foliculite decalvante Então não é isso olha ele viu glândulas sebáceas e glândulas sebáceas já são inexistentes em alopécias cicatriciais então é importante também para que a biópsia seja útil que o patologista nos forneça essas informações necessárias e que são valiosas e que são úteis o que eu quero dizer é que precisa haver uma boa Harmonia uma sintonia as coisas precisam acontecer nessa dupla tricologista e patologista Então não é simplesmente fazer uma biópsia
e sim como essa biópsia vai voltar e como ela será interpretada se você já fez uma biópsia se você já viu um laudo no final do laudo na Conclusão o patologista ele pode escrever e ele comumente escreve que aquele resultado ele deve ser correlacionado com a clínica para que seja confirmada determinada suspeita ou não com isso o que que ele quer dizer o que que isso significa que a biópsia precisa ser relacionada com a avaliação clínica com a avaliação do tricologista que viu todo o contexto exemplo em uma dessas pacientes com efluvio telógeno o laudo
da biópsia veio como sugestivo de alopécia androgenética mas que a relação deveria ser feita com a clínica pois bem a clínica o que eu estava vendo na tricoscopia no exame físico na história dela não havia indícios de alopécia androgenética a biópsia pode ter mostrado um marcador Mas isso não fecha um diagnóstico quem fecha esse reconhecimento do tipo de queda capilar é outre ecologista na clínica não é a biop o que eu quero dizer para vocês e posso estar sendo até repetitiva é que a biópsia em palavras muito Claras pode não ser a Salvadora do mundo
que você pensa que ela é que você espera que ela seja que você depositou as suas esperanças nela a biópsia ela é interpretada pelo tricologista em todo o cenário Clínico então não basta vir um marcador histológico da alopécia androgenética Eu preciso ver essa alopécia androgenética em outras características eu preciso identificar essa Lope androgenética em outros achados clínicos se você ainda não é inscrito no canal já se inscreve por aqui deixa o seu like por aqui a gente tá sempre conversando sobre assuntos relacionados a queda de cabelo e os seus tratamentos um outro caso para compartilhar
com vocês que aconteceu recentemente aqui na clínica é de uma paciente que apresenta alguns pequenos sinais de uma alopécia cicatricial chamada alopécia frontal fibrosante que acomete a linha de implantação do cabelo e vai levando o cabelo aqui para trás deixando uma sensação de testa maior e Geralmente acomete as sobrancelhas também e essa paciente ela começou a manifestar uma perda de sobrancelhas que pode ser o início de uma alopécia frontal fibrosante pela Clínica do que nós vemos por enquanto essa suspeita não se confirma Mas é uma suspeita presente e é plausível poderia ser solicitado a essa
paciente uma biópsia para ver se realmente é uma alopécia frontal fibrosante Lívia você falou alopécia frontal fibrosante alopécia cicatricial tem que saber o quanto antes tem que reconhecer para começar a tratar sim é verdade poderia ser feita uma biópsia mas essa biópsia vai ser feita de onde não adianta que seja feito pra biópsia a retirada de um pedaço do couro cabeludo aqui se o problema está acontecendo aqui então o local em que a biópsia é realizado também é importante é o mais importante né inclusive de onde fazer a coleta desse material então tá essa paciente
tem uma alopécia que se manifesta nas sobrancelhas e no início do cabelo dela vai ser feita uma biópsia aqui da testa onde a biópsia se você não sabe é um procedimento cirúrgico ainda que minimamente invasivo mas que deixa uma cicatriz tem ponto aonde tem cicatriz que foi tirado os folículos pilosos dessa região não nasce mais folículo piloso porque não tem como fazer nascer folículo piloso então é uma cicatriz onde não tem mais cabelo e você vai deixar uma cicatriz bem aqui na frente na testa dela ou na sobrancelha dela só para você ter o nome
de uma alopécia que talvez a biópsia ainda nem confirme de tão Inicial que ela é talvez ela nem esteja se manifestando ainda no couro cabeludo o que eu quero dizer é que também també é preciso ponderar os prós e contras Qual é o benefício de eu ter o nome dessa alopécia de eu ter essa confirmação e Em contrapartida deixar nessa paciente uma cicatriz permanente na testa onde todo dia ela vai olhar pro espelho e vai ver aquela cicatriz se eu desconfio que essa alopécia está ali eu posso então iniciar uma forma preventiva de tratamento por
cautela e que seja seguro para ela e eu posso a acompanhar essa paciente clinicamente de modo que se essa alopécia Começar a se manifestar eu já estou ali pronta para pegá-la mas com uma conduta adequada e segura eu também já posso iniciar um trabalho de prevenção para que ela de fato não venha a se manifestar e vou acompanhando essa paciente Essa foi a conduta que eu achei mais prudente a tomar no caso dessa paciente que eu tô aqui compartilhando com vocês de que embora ela pudesse ter uma indicação válida pra biópsia não necessariamente isso seja
viável de ser feito por isso é que a biópsia na tricologia ela deve ser muito bem indicada e essa indicação deve levar em consideração esses pontos que eu fui conversando com vocês quão eficaz vai ser solicitar essa biópsia ou quão viável é solicitar essa biópsia a tricoscopia que é esse exame Clínico que eu falei para vocês com uma câmera de aumento ele surgiu nos últimos anos para realmente diminui muito a incidência da biópsia até tempo atrás realizava-se muito mais biópsia e agora com a tricoscopia que nos permite uma diferenciação diagnóstica mais precisa a biópsia ela
é muito menos necessária do que era antigamente e aproveitando se você é um profissional que ainda não é um expert em tricoscopia você precisa se aprofundar nisso em tricologia de ouro a gente tem um módulo com análise de centenas de imagens para você treinar o olhar e aprender a fazer esse é reconhecer os achados para que você diminua a incidência de biópsia que é um exame que literalmente deixa marcas permanentes no paciente e que se não for solicitada com muita precisão muita cautela e expertise vai deixar essa marca à toa não vai ajudar não vai
ser útil nada a biópsia tem sim o seu valor ela deve ser solicitada mas ela deve ser solicitada com sabedoria quando ela realmente for necessária e poderá ser útil é isso que eu quero dizer que nós não sejamos levianos com esse exame que é tão importante tem o seu valor mas também tem o seu peso e tudo isso precisa ser considerado