o Ministério do Turismo e doutores da Alegria apresentam O Palhaço o que é o podcast dos doutores da alegria esta é uma medição conta com cinco Episódios e Queremos dividir com vocês uma reflexão sobre o arquétipo do palhaço e suas Vertentes na escola dos doutores da Alegria abrimos espaço para as práticas estudos e inquietações relacionados a esta linguagem existe uma figura muito conhecida que são os bobos da corte lá na Idade Média eles exerciam a função de conselheiros do Rei sempre correndo risco de perder sua cabeça mas firmes no propósito de falar o que era
necessário ser dito as figuras de poder eles tinham cinco grandes traços que são fundamentais para nós a verdade a comicidade o medo a crítica e o amor essas características do Lobo fazem parte de uma função social e política que são inspiradoras mas assim como eles existem outras figuras ancestrais menos conhecidas que carregam esses mesmos traços e muito mais de uma maneira muito particular por exemplo os bufões e para entender melhor esse mundo todo diferente divertido conversaremos agora com as especialistas bom estamos começando a segunda temporada do podcast dos doutores da Alegria O Palhaço o que
é e o primeiro episódio dessa temporada a gente vai falar sobre os bufões O que será que é essa figura que se fala o bufão eu tô aqui com duas convidadas queridíssimas com a Dani e com a Pâmela que vão conversar com a gente bater um papo sobre esse tema a Daniela para quem não sabe Daniela Biancardi é atriz diretora palhaça artista visual e coordenadora de projetos culturais também pesquisa o teatro cômico gestual mais de 20 anos não ficar essa carinha mas são mais de 20 anos de pesquisa formada pelo centro de artesana Helena os
teatro escolar internacional do curso profissionalizante do Centro de Arte Celena Na graduação no técnico já viajou pelo mundo com a sua pesquisa espetáculos vários recebendo prêmios premiadíssima nessa trajetória toda e também tem aqui ao lado com muita timidez Pamela Leoni também há três palhaça criadora da Cia la Leone pesquisadora de comicicidade formado em artes cênicas pela Unicamp assim como eu e atualmente apresenta o espetáculo solo a vaqueira dirigido por André Massera participa de cabarés com o número ostentação Rural e da oficinas de teatro e palhaçaria bom para começar eu gostaria de saber o que é
o bufão como é que se pesquisa como é que se estuda vocês podem me contar um pouquinho sobre isso não só para mim para quem tá ouvindo a gente Oi pessoal tudo bem Aqui é a Pâmela não é timidez assim eu fui ouvir tava absorvendo essa essa mini Bio da Dani maravilhosa emocionada tu está ao lado de uma mulher tão premiada Fala aí Dani tudo isso é para passar a bola para mim levantou para você cortar almofada acho que a gente tem um filósofo que eu gosto muito que é se ohan é um filósofo polonês
que diz sobre a morte das definições né Então vem pensando sobre isso no caminho sobre como a gente não precisa categorizar e firmar nada mas obviamente que nas culturas do mundo tem algumas etimologias né algumas origens que merecem ser citadas E lembradas então bufão na etimologia da palavra se a gente for por aí começar por aí ele quer dizer ele vem de bufar né falo quer dizer expandir inchar numa linguagem numa linguística E latim grego e que o inchaço né Inclusive tem a ver com os nossos gases Olha que loucura né se a gente pensar
fisicamente nesse efeito né uma coisa que a humanidade tem medo de falar então bufar diretamente já nos leva a um verbo que é rasgar Abrir expandir por para fora aquilo que você determinada sociedade e civilizações vão querer reter então ele vai ter ele eu tô falando da etimologia da palavra mas ele vai ter um efeito social e cultural direto bufar quer dizer isso na Itália por exemplo tem muito essa bufari né então arrotar na mesa peidar na mesa soltar os gases né E tem sociedades volta né Deixa sair então acho que tem um lugar aí
de um resgate de um romper-se e depois obviamente a gente vai ver que o bufão ele vai tendo outro sentido no mundo algumas pessoas confundem traduzem um pouco para o bobo da corte mas acho que tem mais a ver com personagens de literatura ou da nossa história das Artes né das artes cênicas que vão ter uma similaridade com esse Estado de Espírito de bufão mas bufonar buffus não são criaturas humanas Então a gente tem uma no teatro vamos dizer aqui brasileiro muita gente acha que bufão é a figura diferente de um padrão que uma sociedade
determina né O que não é verdade então senão eu começo a categorizar então o bufão é o que não tem dente então o bufão é que anda diferente numa outra rítmica que outro não necessariamente quer dizer não né na verdade ele tem a figuras mitológicas ele tem a ver com o nosso sentido de Imaginário mítico a nossa potência de Imaginário mítico mas simplesmente falando eu diria que eles são figuras das nossas fábulas quem cria as fábulas quem cria os mitos nós mesmos então para nossa sobrevivência e para nossa existência né antropologicamente falando filosoficamente falando pensando
em todas as culturas originárias do mundo né a própria África vai traduzir dessa maneira ásias povos a América Latina os povos mais antigos muito antes de Cristo para nossa sobrevivência a gente inventa as nossas próprias criaturas e mitos então a gente está muito para além de Adão e Eva os búfalos moram muito antes dessas míticas cristãs eu diria se fosse para traduzir num amplo espectro depois a gente pode falar mais de estilos de bufonaria que o teatro contemporâneo vai traduzindo de alguma maneira tempões de mistério fantásticos é um mundo que eu diria assim falta no
mundo academia um instituto de bobice de idiotice de culturas populares e de bufonaria porque quando a gente entende os búfos dentro da gente os nossos mitos mais profundos a humanidade acho que se resolveria muito mais ela se amplia mais então para isso que eles vêm para satirizar as atrocidades humanas por meio de figuras não humanas todas de pesquisa que né do mistério esse lado mítico acho que quando a gente vê a figura da deformidade que tá muito associada vem essa questão ao lado do grotesco que falam que essa linha grotesco né que tem deformidade tudo
mais e Pâmela você tem o contato com o bufão teve como porque meio como é que isso apareceu na sua vida olha já tinha três anos de contato com palhaçaria quando na Unicamp um grupo de veteranos me convidou para montar um espetáculo de linguagem seria bufão mas bufão grotesco um espetáculo de rua com bastante grotesco mesmo eu não vou entrar em detalhes mas era bem grotesco e adentrando essa energia do grotesco eu fui me reconhecendo muito também porque eu fui me alargando de possibilidades expressivas como palhaça e retomar minha palhaça depois daquilo me tirou de
um lugar clichê de um lugar comum de palhaça que era realmente o que me representava mais estar mais livre em sênio eu acho que a bufonaria ela veio na minha trajetória como uma linguagem na criação de um espetáculo mas depois ela me deixou quando o espetáculo passou digamos solta no mundo para chegar em novas linguagens com mais liberdade e mais expressividade Você concorda que é uma linguagem que pode ser né um caminho de preparação às vezes corporal só para um processo né Eu adorei esse diálogo para mostrar bastante espontaneidade aqui no nosso podcast eu vou
olhar para ela eu sou assim agora que eu estou sendo filmada eu fico um pouco assim você não acha foi impactante eu acho que a mesma pergunta eu tendo a esquecer uma pergunta como é que foi bufão para você Pâmela daí eu já fui para outro lugar mas eu posso retomar o bufão para mim além de grotesco também tivesse experiência do bufão dos mistérios das figuras mitológicas que o Andrés se matou se para nós da Unicamp e conforme eu fui vendo essas figuras no meu corpo e no corpo dos meus colegas e tendo contato com
esses trabalhos de bufonaria foi me instigando também muito mais temáticas fora das temáticas de cotidiano dos clichês dos números de palhaçaria clássicos e eu fui criando uma um interesse muito maior do que eu já tinha tido por qualquer outra coisa por mitologias de criação do Cosmos aí na ocasião eu estudei eu fiz uma iniciação científica buscando criar um solo mas de uma palhaça que fosse palhaça barra bufona Cheia de Mistérios que Contasse Como que o Cosmos foi criado e eu estudei o corpo poético do jacle Cope que é uma base poética para nós acessarmos esse
nosso essa nossa ferramenta né nosso corpo e todas as possibilidades e foi maravilhoso na minha trajetória e entender que eu poderia tocar em temas muito maiores e universais enquanto palhaça e que essa palhaça ela na verdade ela era uma bufona que tava se disfarçando para ser melhor aceita nessa nossa sociedade que gosta muito de palhaços de certa forma tem uma uma pandemia aí que a palhaçaria que quando eu me descobri como bufona eu também descobri que eu não ia conseguir chegar em todos os lugares que eu queria com aquela estética e que a minha figura
de palhaça ela seria ela teria portas mais abertas e enfim e mais que eu não perderia a minha camada de bufona acho que enquanto palhaça acho bom essa leitura porque na verdade todas essas metodologias que a gente está falando aqui obviamente elas estão intrisicamente ligadas ao teatro mas o teatro tá ligado a outras míticas e práticas né e ritualísticas culturais né mas por exemplo quando ela Traz essa palhaça meio bufa acho que ela resume aí ou ela amplia para um lugar do que é palhaçaria também do que é como cidade nas nossas culturas para quem
é ator então a gente eu enquanto atriz criadora nós estamos numa era onde não tem mas o ator intérprete né eu espero um texto chegar eu dependo de um texto de gabinete então a gente vende uma metodologia bastante liberdade a França tem o Peti comediante já de tradição que é o Comediante que cria tudo né E nós temos essa serve no Brasil diretamente né todos nós comediantes são autocriadores pensar na desci Grande Hotel enfim é uma tradição Nossa também isso está em culturas quanto mais repertório crítico estético linguístico eu bebê eu saio ganhando como comediante
essas culturas que a gente tá falando aqui são aquelas dizimadas na história Então você não vai ver num centro acadêmico de artes cênicas um estudo aprofundado realmente a Unicamp é uma das poucas que vai beber dessa fonte mas são em outros lugares então por isso que o Le Coq vai montar a escola dele por uma necessidade uma urgência até política porque os grandes conservatórios de artes cênicas não querem mexer nesses demônios nesse lugar profano do teatro o bufo está ligado ao profanar ele está ligado a um sentido de sátira que é intrínseco é cirúrgico é
ele pulsa no tumor da humanidade palhaçaria também eu não precisaria chamar minha palhaça de bufa se os palhaços Ultimamente não tivesse ficado tão good Place vamos falar real né porque eu percebo uma dificuldade de quem estuda palhaçaria de afundo com seu com a sua bobice é porque eu estudo bufonaria é uma das escolas ou é qualquer um que vai defender esse método tem outras práticas né teatro de grupo de diversas pegar o Eugênio barba métodos né o próprio aqui no Brasil por exemplo se a gente pegar o MST como eles estudam teatro eles estudam em
banco então resgatar como le coque quer fazer né se a gente pegar esse Resgate ou é se rememorar reinventar-se para um teatro coletivo um teatro de bando tá ligado à mítica do Buffon eu não caminho sozinho então quando ela traz isso então eu estudo uma bufonaria eu estudo diversos tipos de bufão que aos poucos vai filtrando numa máscara que é a menor do mundo é a mais ligada à humanidade né Ele é mais próxima do humano o palhaço ele não é mais especial ele não é o mais engraçado e ele não é ela não é
a máscara principal máscara tá ligado a Persona etimologicamente então eu amplie o personas em mim né Uma delas é permitir essas criaturas esses monstros que habitam o meu inconsciente A bufonaria tá neste colegiado e o palhaço ele é a tradução humana quase que psicológica né o bufão tá em todo lugar então ele não sobrevive sozinho então assim eu me inspiro na bufonaria para contribuir com a minha palhaçaria mas a bufonaria O Búfalo sobrevive só então os grotescos que grotesco vem de grota né das cavernas Os seres das cavernas aquele que tá lá dentro o mais
a matéria mais bruta né de uma humanidade de um pensamento humano e que desce para uma determinada civilização pode ser colonizadora português castradora e ele ri daquilo ele tá tão no mundo dele que ao descer em bando para ele poder sobreviver como um bando de adolescentes eu vou num clube eu vou com a minha galera eu vou com a minha rapaziada e para eu sobreviver na rua eu ando com a minha galera E aí eu sobrevivo na coletividade eu sobrevivo em bando como vírus bactérias mitocôndrias coisas dentro da nossas células a gente não é feito
de uma dentro da gente tem muitos órgãos que sobrevivem células que sobrevivem juntas O que significa que isso é uma nova não isso é uma tradução de uma cosmogonia planetária cuja qual não faz o menor sentido a humanidade se achar individualista sozinha bufão para o Teatro indica para nós é uma necessidade não só do le coque que vai pesquisar culturas do mundo inteiro ele tá sediado na França mas não é sem tempo dele se a gente olhar para diversas culturas no mundo a tradução é como que a gente constrói coletivamente Um Novo Mundo buffos São
reflexo Desse nosso Imaginário e dessa forma de organização de mundo então as lideranças são bobas o grotesco é Grota porque ele ri ele tem a liberdade de enlouquecer e ri da bexialidade Humana porque ele não é humano ele ri de como ele quer ele não se apega ai meu ar condicionado eu não sei como que não é por nada mas em algumas igrejas não sei como as pessoas fazem sexo porque esse penaliza tanto e culpa-se tanto imagina o gozo né não deve ter menor graça então o bufão vai falar disso eu gozo da loucura quanto
eu quiser e eu vou rir de você seu rei babão né que o máximo que você fala é Tá ok né o máximo que você consegue a sua máxima é matar pessoas eu vou rir de você vou ridicularizar você vou imitar você pantomimicamente vou usar de todos os artifícios que eu tiver acrobáticos pensar de pensamento e você vai olhar para mim vai rir comigo e tão idiota você é que você não percebe que você tá rindo da bufonaria por isso que tem uma associação aos bobos da corte que faziam seus reis rirem sem eles perceberem
mas eles não são buffos falei eu dei uma teses risona aqui mas é para traduzir o que no processo dessa atriz incrível dedicada que a Pâmela porque ela faz um rompimento dentro do teatro erudito e acadêmico eu não quero ser a primeira atriz de gabinete eu quero estudar Isso aqui de comédia que rasga o corpo dela revela o corpo dela da forma mais mais grotesca e que é bela né então a gente sai do conceito de Belo do grego Romano Então são muitas sociedades que bufam por aí e que agem coletivamente em bando aí tem
seres fantásticos de mistério que vão questionar existência humana os proféticos que profetizam pensamento humano mais com formas mais grotescas ou fantásticas os fantásticos e a liberdade de você sair do teu ego como ator desconstrói cria uma figura com restos de satélite x resto Sei lá eu vou partir de uma coisa biológica você é uma mitocôndria na cabeça eu sou uma Geleia e esse ser vai criando uma lógica de sobrevivência naquele espaço cênico que você olha e fala nossa que trágico como ele nasce morre como ele questiona a humanidade então isso também tira atores do seu
Egotrip inclusive comediantes né É para mim o bufo Fantástico é a morte do stand up com todo respeito aos stand Ups eu adoro standar mas sai eu Meu Ego microfone sendo fodinha dando uma piada você não tem nem cara você é uma gosma você vai ter que se virar com aquilo então são propostas aí cênicas para a formação de atores que eu acho que toda a humanidade vem a pisar dessa fonte não resolveu uma questão porque a gente fica pensando né a gente tem uma escola de teatro né de arte não de teatro escola de
arte a gente pesquisa palhaçaria dentro da escola a gente tem atores que vem trabalhar com a gente que são formados na máscara do palhaço alguns né que passaram a funcionaria pela viagem da máscara pela escola do helicóptero também que foram lá pesquisar e trazem para cá essa pesquisa e a gente quando vai para o hospital como palhaço satirizando a figura do médico né o visto jaleco e vou brincar com essa autoridade lá dentro a gente vê que o palhaço ele tem essa potência de checar de uma certa forma esses abusos autoritários que acontece porque o
hospital é um lugar muito hierárquico né você vê como a equipe de limpeza tratadas Às vezes as auxiliares de enfermagem os enfermeiros os tem um certo né um funcionário quando chega o paciente ele fala a gente tem intrínseco dentro da gente um certo preconceito né não vou perguntar para as pessoas Cadê o doutor eu quero falar com o gerente eu quero falar com E como é que você trabalha com isso né como é que a gente junta ouve a voz desses nossos públicos que estão lá dentro que são pessoas Miseráveis a gente só trabalha em
hospitais públicos né e a gente recebe essa essa minoria como a gente fala que são desprezado pela sociedade o palhaço consegue dessa leitura e como é que eu levo isso para dentro do hospital para questionar Então quando vocês trazem essa linha de pesquisa da bufonaria né de ouvir e tentar colocar prática Eu sinto que o palhaço deve cada vez mais fazer isso dentro do hospital né E aí na escola como é que a gente pesquisa isso nesses trabalho em escola existe um método de passar isso adiante de fomentar isso na cabeça das pessoas estamos fechando
aqui já tá no último bloco aqui digamos assim vocês vão workshop vocês vão oficinas dão cursos eu não tô dentro de uma escola mas eu gosto muito de dar oficina de bufão de dar uma introdução a bufonaria ou preparação corporal para grupos de teatro ou de circo com a linguagem da bufonaria e esse caminho de desconstruir Realmente esse corpo esse Ego e esse corpo cotidiano para em busca de algo artificial mas que traga uma visceralidade uma verdade uma presença que tenha muito mais assertividade e a partir da paródia e visões muito mais lúcidas as pessoas
elas conseguem a partir de improvisos acessar críticas muito certeiras quando elas estão mais disponíveis muito mais fora do seu dos seus escudos né das suas máscaras do dia a dia e sim disponíveis três vezes seguidas falta disponibilidade para escuta inclusive Às vezes a gente fala muitas coisas e nossa viver essa experiência da bufonaria em sala de trabalho deixa todo mundo arrebatado com muita vontade de sair criando a partir Dalina é porque depois é um trabalhão fazer com que isso se torne a linguagem de um trabalho artístico de um espetáculo daí é muito muito ensaio trabalho
pesquisa até agora eu só tive oportunidade de ser dirigida e enfim ver todo trabalho acontecer no meu corpo com a direção e condição de outra pessoa e de introduzir trabalhos por não por muitas horas né pouco tempo com atores e atrizes Você já dirigiu trabalhos de perfumaria já bem longos assim ou vai para uma montagem de Espetáculo eu fui dirigida acho que o grande barato dessas formações de novo ampliar repertório crítico estético então não a gente costuma dizer não morre na linguagem o que você é capaz atriz criadora já atravessar essa linguagem então primeiro palhaço
não tem só o nariz vermelho né que é uma linguagem é um signo equivocada das pessoas bufonaria a mesma coisa então máscaras cômicas Elas têm nos ajudado as tragicômicas para a gente ser alto criador com mais algum então crie o seu invente a sua nova mais para onde você vai com esse espetáculo Então como que você monta por exemplo um shakesper a partir da Perfumaria Como que você monta um texto Sei lá tô parado como seria Todas aquelas figuras míticas potentes tremenda a obra brasileira a partir de de de figuras de um Realismo Fantástico de
uma né tô inventando aqui então a gente consegue direcionar né Tem um processo onde Eu visto testo até me decepciona jogo de todas as maneiras receba esse espaço nessa linguagem para depois ir galgando para criar minha própria obra vamos dizer assim né as minhas personanas acho que isso é um caminho acho que também tem um caminho de Formação social um papel da comédia na história não atou o livro de Aristóteles desapareceu por conta da Inquisição e culpa né são crime da Igreja Católica de como que num processo de formação mesmo não só para atores e
não atores eu fiz um trabalho na Fundação Casa você falou agora falei acho que um trabalho que eu queria lembrar assim e com as meninas na unidade de Taipas a gente montou listra tá na língua do funk que é o que elas queriam e sempre é difícil porque eles não querem que elas fiquem juntas para não ter rebelião e eu para não subestimar e não ser clascista né que as pessoas na Fundação Casa tem elas queriam estudar bolsonaria elas queriam pantomima elas queriam E aí quando a gente foi estudando tudo isso a gente criou uma
Legista tocavação totalmente delas meio bufo meio tudo parecia não sei explicar assim e dentro da unidade o bufar fez outro sentido ele tem um sentido de uma outra cosmogonia elas ocuparam aquele lugar que as põe cárcere numa Liberdade lá dentro que não dá para chamar de liberdade mas minimamente de pensamento crítico Então eu acho que quanto mais a gente conseguir que essas Artes essas linguagens estejam no processo de formação social e formar público a partir delas é um ganho para a sociedade é um ganho para a gente obviamente que com atores e atrizes eu vou
fazer um trabalho também que vai formar politicamente socialmente é igual né e por último acho que onde o riso continua pode continuar com uma função social política e crítica que a gente não resvale na graça mas no humor num deboche e sátira como uma arma dos loucos poetas que atravessem a banalidade humana humorista O Comediante não pode ser banal como aquele que ele ri ele tem que atravessar um outro lugar então por isso que eu acho que a gente tem que atravessar essas máscaras porque elas são muito mais para receber do que para ficar super
propandindo engraçadinho eu tô banalizando a mim mesmo como o ser humano né Eu às vezes costumo dizer para alunos eles chegam aí dirige um espetáculo para gente mas é cultura popular aí tem uma aluna Redonda uma estrela uma cortininha isso é circo mas o circo brasileiro com cortina estrelinha europeu onde está essa cultura popular onde habita os seus maiores criaturas míticas quer mexer com essa realidade Então vamos a fundo porque você vai romper essa loninha você vai ver que até tua espacialidade cênica é outra E isso tem a ver como essa máscara que recebe muito
mais do que está superpropondido né a gente provoca né Eu não tô matando o palhaço com ukulele mas eu acho que dá para essas figuras cômicas atravessarem para por elas essas pessoas por elas aí você mexe com seus mitos mesmo né então acho que essa é a grandeza da bufonaria para as duas aqui que ficam falando horas como junto com a Roberta né a curadora disso tudo junto com você a gente fica horas falando porque por séculos a comédia e essas riquezas linguísticas linguísticas são castradas da humanidade conta da igreja né a gente sabe disso
adorei conversar com essas duas a Pâmela falou disponibilidade três vezes você falou cosmogonia duas vezes eu queria que na terceira você traduzisse para o nosso público que não sei se todo mundo sabe o que é cosmogonia quando ela fala de Cosmos a gente pensa nas constelações nas cartografias humanas né a gente pensa na organização vão pensar na constelação então a cosmogonia tem a ver com outras formas de organização humana novas cosmogonias coisas que estão para além dessa constelação que a gente conheça né como se fosse porque a gente tem um padrão ocidental inclusive de pensamento
de organização nós somos organizados geograficamente por uma merda de um meridiano de Greenwich Ou seja a rainha morreu mas o meridiano dela continua Ela continua mandando e a família dela no planeta você se direciona e norteia-se por uma um meridiano que é traçado e desenhado pela população inglesa como a gente rompe isso com outros outras perspectivas do nosso próprio planeta terra então eu enxergo uma outra forma de por exemplo existe um voo que sai de Tóquio e vai para o Havaí né então é possível eu habitar no planeta do outro lado e pensar por essa
perspectiva outras cosmogonias outras formas de organização social e cultural Maravilha Pronto acho que agora não tem mais dúvida eu tô aqui com a Pâmela Leoni com a Daniela Biancardi o tema do nosso podcast foi o fones foi bufonaria eu sou o Raul Figueiredo ator artista famosa da doutores da Alegria tive imenso prazer de conversar com vocês duas e no próximo episódio a gente vai falar sobre a comédia The Last que vem rompendo também aí com outras tradições né que são os artistas de máscara de meia máscara obrigado por ver a gente e até a próxima
[Música]