da nova moda do momento são os bebês reborn, né? Aqueles bonecos hiper realistas que as pessoas estão tratando como filhos de verdade. Mas uma advogada recebeu um pedido inusitado.
Intermediar a guarda de um deles. Trata-se de uma baita encrenca judicial e é um tipo de ação inédito. A gente conversou com essa profissional que não esconde a preocupação com a insegurança jurídica.
Reportagem para você. A advogada Susana Ferreira tem um escritório especializado em direito digital, mas dia desses ela recebeu uma cliente querendo iniciar uma ação, digamos inusitada e também inédita. Eu fui procurada por uma mãe de uma bebê reborne para regulamentar a situação da bebê reborne dela, porque ela constituiu uma família e e a bebê reborne faz parte da família dela, só que o relacionamento não deu certo e a outra parte insiste em conviver com a bebê Riborne pelo apego emocional que teve nela.
E no atendimento me foi dito que outra bebê reborne não solucionaria a questão pelo apego emocional que já tem. na bebê. Susana contou que ficou assustada num primeiro momento.
Tentou sugerir a compra de uma nova boneca, mas o ex-companheiro dizia que já tinha apego emocional a que eles tinham comprado. A mulher disse que se ele quisesse ver o bebê reborde, deveria dividir os custos. Já o homem pedia acesso à administração da página da bebê no Instagram, que começou a ser monetizada.
Obviamente a demanda de regularização de guarda de um objeto não é não é legítimo pro judiciário, né? Não tem como regulamentar guarda de uma boneca que é um objeto. Mas a questão da rede social sim é uma questão legítima.
Foi então que Susana percebeu que poderia ajudar, mas não da maneira que a cliente queria. E aí eu entrei em contato de novo explicando, né, tentando ver se a gente conseguia reverter isso só para uma um a parte da rede social. Susana deve manter a ação para resolver a questão da conta do Instagram.
O sucesso do perfil tem uma explicação simples. Os bebês Riborne estão em alta atualmente. Tanto que no Rio de Janeiro, um vereador sugeriu a criação do Dia da Cegonha Riborne para homenagear os artesãos e artesãs que produzem os bonecos.
Nas lojas, crianças, mulheres e idosas se encantam. O trabalho de fabricação é minucioso e detalhista. Cada peça é única.
Especialistas já concordaram que os bebês Riborne podem fazer bem pra saúde mental. Até aí tudo bem, mas para Susana, querer torná-los uma questão jurídica é uma temeridade para a já sobrecarregada justiça brasileira, que esse delírio social só vai paraa frente se o judiciário aceitar. Uhum.
Então assim, se começarmos a ter jurisprudências eh relativizando a boneca como se fosse um bebê, ser humano, com os direitos de uma de um cidadão, aí a gente vai ver se bom desse problema. SBT News, o maior canal de notícias do YouTube.