[Música] Olá sejam todos muito bem-vindos a mais um especial de final de ano aqui do Notícias Agrícolas agora para falar de um produto muito interessante que fez a diferença em 2024 e dá para dizer que passou de coadjuvante para protagonista eu tô falando do feijão e do mercado do feijão e quem tá aqui para nos ajudar a entender esse mercado e principalmente contar todas as evoluções e principalmente as mudanças que aconteceram seja na forma de produzir seja na forma de comercializar seja na forma de buscar novos mercados é o meu amigo Marcelo leaders seja bem-vindo viu Marcelo obrigado Mais uma vez eh te receber por te receber aqui no estúdio do notícias agrícolas e pra gente fazer esse especial que aliás é especial mesmo por conta de um ano maravilhoso feijão né for sim sem dúvida nenhuma a gente chegou num num num ano especial por necessidades do próprio mercado e volumes que foram negociados uma conjunção Mundial também e eh nós estamos na hora certa no lugar certo diria com a pesquisa também muito bem eu fiz uma relação aqui de itens que a gente vai eh conversar relacionados obviamente à produção de feijão e do gergelin que é uma estrela também aí do ano de 2024 querido é exatamente e queria começar te perguntando né como é que foi a produção esse ano eh algumas mudanças na forma de produzir e atenção especial do Produtor aí pelo feijão me parece que esse ano foi um ano de virada aí para eh Quad juvante para protagonista é isso Marcelo exato coincidiu que no ano em que nós temos eh uma situação mais desafiadora na soja por exemplo eh o feijão com um volume maior conseguiu ainda assim rentabilizar os produtores Então a nossa expectativa Que nós tínhamos por exemplo de que em algum momento nós poderíamos exportar feijões do Brasil feijão preto por exemplo ela se confirmou né isso a gente já vinha eh numa preparação desde a área da da pesquisa com novas cultivares com características eh mais adaptadas às regiões produtoras até eh o própr a própria conscientização do produtor de que nós éramos importadores né pela primeira vez Nós deixamos de ser importadores e tínhamos a possibilidade de não só não importar 40 50. 000 100. 000 toneladas que a gente chegava importar da Argentina mas poderia exportar também né e por isso Eh estamos comemorando aí cerca de 70.
000 toneladas de feijão preto eh que foram exportadas né então isso mostrou que essa ção estava certa a saída da China do mercado mundial eh a seca que a gente acompanha muito o clima dos outros países né das regiões produtoras de outros países o que nós vínhamos acompanhando e que vinha acontecendo no México principalmente abriria uma uma grande oportunidade e assim foi que na segunda safra plantada no Brasil principalmente no Paraná quando havia uma expectativa de que os preços poderiam cair para perigosos números aí de r50 18$ 180 ao produtor eh foi conseguido manter 200 220 230 então Eh foi eh na hora certa no lugar certo né E essas eh quando você vai pro mercado mundial produzindo e exportando depois que passa essa grande necessidade eventualmente uma quebra lá fora você não volta ao que era você passa a participar desse mercado ano mais ano menos e essa a nossa expectativa com o feijão preto também muito bem Daqui a pouquinho a gente vai aprofundar mais na questão de exportação mas eh focando na questão de produção do Carioca a gente sabe que o feijão eh carioca é o queridinho do Brasil e do produtor rural produtor sabe produzir o feijão carioca tem lá os seus desafios por conta de clima enfim de período do ano mas basicamente a gente tem aí três safras por ano acontecendo no Brasil a safra das águas a safra eh de inverno e eh mais recentemente a safra irrigada né que fica ali debaixo dos grandes pivôs como é que tá sendo essa mudança da produção aonde que o produtor tá se concentrando e aonde que ele tá investindo e o que que mudou eh em termos de produção versus comercialização a partir do momento em que ele entendeu que existe um período mais promissor e um feijão que ele pode estocar que é o feijão eh carioca que não escurece Marcelo é mudou bastante né eu diria que alguém que ficou eh 3 anos 4 anos fora do mercado de feijão alheio o que estava acontecendo não reconhece se hoje voltar pro mercado por quê Nós temos as cultivares que não escurecem nós temos uma produção mais concentrada na terceira safra se concentrando cada vez mais na terceira safra porque Um item crítico né para para o desenvolvimento das lavouras é a questão da água né então se você tem a Cap cdade a possibilidade de dosar a água que você vai dar para essa planta você resolveu o problema de de produzir basicamente né claro que existem Outros tantos desafios aí que v t sido vencidos mas a primeira e a segunda safra são safras de muito risco né Por exemplo nesse momento né Abrindo um parênteses aí nós estamos a às portas de ter uma safra enorme de feijão preto e mais feijão carioca no Paraná do que nós tivemos no início deste ano ano e eh na hora H 300 MM de chuva no Paraná então a gente já começa a ver os produtores se movimentando e lamentando lá a as perdas que vão ocorrer então afeta a qualidade do feijão afeta a qualidade Brota né o feijão carioca fica todo manchado então é um prejuízo enorme pro produtor eh na segunda safra a mesma coisa pode ser uma seca ou pode ser excesso de chuva enfim isso também acaba acontecendo na terceira safra não então com as mudanças climáticas que estão aí indiscutíveis seja qual for o motivo das mudanças climáticas você vai depender cada vez mais da irrigação a irrigação é que tem feito a grande diferença no abastecimento brasileiro e é o que dá o Brasil a capacidade de abastecer o seu mercado e gerar excedentes a irrigação é a chave para que nós tenhamos aí eh uma possibilidade de e previsibilidade da produção isso pensando eh na forma de produzir mas e na questão da diversificação Marcelo produtor eh também tá mexendo ali o seu planejamento ele tá entendendo que existem outros possíveis mercados e até mesmo visando essa questão da exportação que você trouxe aí pra gente começam a se formar polos de produção no Brasil porque você vai alcançando um nível de excelência da estrutura Agronômica que você tem da região da mão de obra que você tem na região do envolvimento do dos consultores agronômicos de determinadas regiões então você vê no noroeste de Minas mais precisamente Paracatu e e região ali eh uma maior disposição e a disposição vem de ter as sementes de ter uma mão de obra que começa a conhecer o produto de ter a a o manejo adequado e os agrônomos que Eu mencionei eh e começa e aí tem a comercialização você chama mais eh interessados naquela variedade Então fez vermelho o feijão rajado tem encontrado ali um polo interessante assim como Itaberaí em Goiás também é um polo de produção desses dois feijões e o feijão rajado especificamente é um feijão que tem tido a possibilidade de exportação para índia ainda que o desafio nosso seja o transtime para lá de 60 dias acaba escurecendo o produto tem a África do Sul e tem um mercado bastante promissor e na medida em que nós produzimos mais feijão rajado que o preço fica mais mais próximo da capacidade de compra do brasileiro também você tem um aumento do consumo desses feijões o brasileiro ele consome feijão carioca gosta excelente mas gosta de variar de experimentar outros feijões então se você tiver feijão rajado feijão vermelho feijão branco os próprios calpis os fradinhos né esses mungos que estão vindo aí se você tem essa disponibilidade essa possibilidade acessível à população você vai aumentar o consumo de feijão no total Dent dentro de uma situação diversificada O que é ótimo mas nessa nessa nessa questão que você colocou então o problema é preço ainda é é caro pro brasileiro esse feijão diferente do do Carioca sim eh nós temos Supermercados que que nos abastecem de informações e a gente vê claramente Qual é o giro que tem algumas alguns feijões então interior de São Paulo aqui por exemplo você tem logicamente feijão carioca mais vendido feijão preto segundo aí você tem um feijão bolinha Caná em algumas regiões ah alguma coisa de vermelho feijão branco o que acontece com esses feijões que são menos conhecidos os preços são mais altos e daí você entra num círculo vicioso vende pouco porque é caro é caro porque vende pouco né o giro todo acaba sendo menor mas eu acredito que na medida em que eh nós não tínhamos tin algumas regiões que tinham só o feijão preto e o carioca e hoje essas regiões já t três quatro variedades né Quais são as os polos de consumo no Brasil que mais consome em feijão per capita Minas Gerais Goiás Qual é a característica que tem lá que qualquer um pode perceber você chega num restaurante por quilo você tem mais de um feijão então você pode ter o preto carioca o carioca e o vermelho alguma coisa assim o Raj feijão da salada né da salada e você tem mais de uma forma de de de receitas né daí tem o tropeiro né E sempre tem alguma outra coisa então se você tiver dois três eh duas ou três cultivares variedades sendo disponibilizadas paraa população ali eh o o consumo vai aumentar aumentando o consumo você começa a ter uma essa essa curva né de custo benefício começa a mudar então isso é algo que vai se alcançar com o passar do tempo e não é só o feijão rajado né eu citei o feijão vermelho vermelho hoje você tem a região de Madre de Deus em Minas Gerais eh que tem se destacado com variedades ali da EPAMIG inclusive de feijões vermelhos menores e daí tem o feijão vermelho Dark R que é um feijão chamado no Brasil americano um feijão de tamanho maior que é o feijão que é consumido na Europa né então Eh na medida em que nós vamos diversificando nós vamos aumentando a quantidade de possíveis países interessados em importar a grande novidade desse ano e que chama atenção pela velocidade com que ganhou área e exportação 60. 000 Tonel exportadas até 30 de novembro do feijão Mungo Preto eh muita gente do mercado muita gente que vive e respira feijão não viu ainda o Mungo preto e o Mungo preto já alcança 60. 000 toneladas de exportação é algo importante é um país só é a Índia que importa esse feijão então ele se adaptou bem a pesquisa já vinha trabalhando nele porque Ant viu o que ia acontecer o Instituto agronômico de Campinas Drcarbonel e DrAlisson eh trabalhando e percebendo isso vinham trabalhando com ele quando chegou uma Uma demanda maior por esse feijão Nós já tínhamos a pesquisa já tínhamos a semente para disponibilizar pros produtores então a gente vê como eh faz diferença essa atenção da pesquisa ela está se antecipando muitas vezes a uma demanda que vai surgir ali na frente pode aproveitar pensando sempre lá na frente né Marcelo eh mas vamos vamos pensar agora do ponto de vista do Produtor então do ponto de vista do Consumidor ficou muito claro Principalmente quando você coloca que e eh na prateleira é caro porque não tem consumo e não tem consumo por isso é caro do ponto de vista do Produtor quando a gente coloca essa oportunidade essa possibilidade de exportação eh você dá mais tranquilidade para ele Marcelo hoje eh ele tá mais aberto a testar essa diversificação na propriedade dele o que que você tem percebido é como em todo toda atividade humana você tem as pessoas que gostam mais da atividade e outros que gostam menos então se a pessoa não é uma pessoa dedicada que gosta de produzir feijão ele vai ter dificuldade com qualquer feijão se ele gosta e entende e o feijão já deu o retorno para ele algumas vezes e ele e persiste um pouco nisso Sem dúvida Sem dúvida nenhuma ele vai colher os frutos na questão da diversificação também não é fácil você sair de uma zona de conforto em que você planta a tua área total de um feijão só colhe da mesma da mesma forma e tem mercado para isso tem mercado liquidez aí você tem que buscar mas vai buscar o quê contrato aí começa a surgir no Brasil algo que pode vir a ser no futuro o embrião de um mercado futuro de feijão Ah mas não existe no mundo não existe no mundo mas tem um monte de coisa que não existia ja buticaba também não existe é uma delícia né então então não tem porque a gente eh deixar de investir nisso né mas o contrato hoje ele protege o produtor ele garante a liquidez pro produtor Então você plantar um feijão que está mais garantido do que o próprio feijão Car oca a venda dele ou do que o próprio feijão preto é algo Fantástico e é o que tem acontecido nesses polos né Principalmente Itaberaí Madre de Deus eh Paracatu e outros né que estão surgindo aí no Brasil Sudoeste do do Paraná Então essa possibilidade de ter um contrato garante pro produtor a liquidez o que que nós não tivemos durante alguns anos lá nos no início entre 2010 2015 várias vezes nós tínhamos aquele embate entre eh as entidades representativas do os produtores e do governo Conab tesouro os ministérios em Brasília ah eh tem preço mínimo mas não tem recursos né Isso sempre foi um problema e o produtor começou a se frustrar então começou a diminuir Inclusive a área plantada quando surgiu a soja a soja com bom preço nos últimos anos ele agarrou com as duas mãos e tá certo ele n agora o que que acontece a partir do momento que você tem uma garantia que não é do governo mas é de mercado e é é a melhor garantia que tem é você saber que existe mercado eh é outro mundo então nós temos agora as condições de romper essa barreira dos 3 milhões 3.
200. 000 toneladas porque tem a onde mandar os excedentes estamos gerando excedentes de feijões que realmente tem mercado internacional por outro lado nós temos uma conjuntura toda que permite que ten esse escoamento então o produtor e eu não diria só o produtor né o agrônomo que eh pesquisa porque isso você tem microclimas no Brasil distintos você tem situações eh bastante diferentes às vezes num raio de 100 Km Então o que é realidade num ponto no outro ponto já não é mais realidade para aquela cultivar então a disposição de todo o setor aí Você passa por empresas que estão produzindo eh insumos dedicados ao feijão dedicados aos pulses né Por exemplo a a a possibilidade de os feijões que abrem a Vagem mais facilmente né de ter um produto que vai selar essa Vagem e ajudar a chegar na época da colheita com menos perda isso é fantástico uso de tecnologia mesmo Senador uso de tecnologia e a gente precisa né já fazendo aí uma ligação disso tudo da onde vem o dinheiro para pagar isso né e é bom que o produtor temha em conta né esse dinheiro cada vez menos do governo ele vai ter que vir do setor como é que a gente faz para investir em pesquisa se não está usando semente eh certificada né então são os desafios que vão surgindo Mas eu vejo uma mudança de comportamento do próprio produtor que vem permitindo que o Brasil cresça nesse setor né é um amadurecimento é um conhecimento o fato do Produtor ir conosco por exemplo uma feira com uma go Food Vai lá ah mas ele vai ser exportador o produtor à pergunta ah mas eu não vou ser exportador vai lá para ver é diferente de ver num powerp ver como os americanos estão vendendo feijão como os mexicanos vendem gr de bico os australianos os etíopes Os argentinos então isso abre a cabeça o fato de eh a gente tá realizando eventos internacionais aqui no Brasil e aí o produtor começa a ver que eles vêm eh aqui atrás do produto né e nós ainda não conseguimos né E essa esse é um objetivo nosso Em algum momento eh eu diria nos próximos 2 3 anos nós termos condições de organizar no Brasil uma campanha para aumento de consumo de feijão interno interno né então tanto a diversificação quanto o consumo diretamente Existem algumas eh algumas ideias algumas fakes sobre o feijão que podem ser trabalhadas né Por exemplo ah eh feijão demora para para fazer tem feijão hoje em dia que você cozinha ele na pressão e com a pressão ligada por TR a 6 minutos né então isso falta comunicação né eu acabo lembrando do tejon que sempre fala da comunicação né então Eh comunicar melhor isso paraa nossa população saber que faz bem todo mundo sabe né E quando você vê a diminuição de consumo que ocorre se você vai procurar na mesma matéria que você tá olhando lá na internet no Google Ah tá diminuindo o consumo você olha lá Quais são os motivos ninguém diz que não gosta de feijão Ah é que eu não tenho tempo de preparar temp é porque subiu o preço Então existe uma parcela da população que é muito sensível a 50 centavos R 1 de preço que sobe Então por que que sobe o preço porque produzimos menos do que o consumo né A questão da praticidade tem gente que não tem tempo e precisa de algo mais prático e tem gente que não quer se dar ao trabalho tem tempo mas ele quer alguma coisa mais prática então na medida em que eh nós tivermos condições no futuro de ter uma campanha Nacional eu acho que é possível organizar isso começando pelas escolas não tem a m uma dúvida que estão estará aberta aí a possibilidade de aumentar consumo interno nós temos um mercado importante isso é um grande privilégio normalmente eh ocorre como a Argentina a Argentina produz feijão mas não consome então ela não tem o mercado interno nós temos um mercado interno aí está uma um um dos motivos porque vem crescendo a produção de feijão com vistas também a exportação muito bem então vamos falar da exportação porque e me confirme me me corrija se eu tiver errado mas estamos num ano de recorde de exportação absoluto absoluto e tanto pela questão de que os produtores responderam né a a as indicações que foram passadas de que o o ano poderia ser interessante para feijão preto somando com o feijão eh Mungo Preto Que Eu mencionei que são 60. 000 toneladas mais próximo a 70.
000 de feijão preto mais o rajado mais um pouco de Mungo Verde mais vermelho mais todos os calpis e aonde nós chegamos a 300 toneladas de feijão então chegamos aí à casa de 1 bilhão 700 milhões de reais exportados de feijão isso e tem impacto na economia muito grande e aí eu pondero Alexander pondero que muito dos daquilo que é eh resultado dos investimentos em feijão ficam aqui porque por exemplo uma trading aonde o diretor ou o CEO dela investe né normalmente eh nos grandes centros ou fora do Brasil né no feijão o que que acontece ele Irga toda a economia ele começa lá na na Vila né onde é produzido que vai se esses recursos vão ser gastos ali né então esses polos de produção houve um um estudo feito pelo ind há alguns anos atrás lá no no Mato Grosso que indicou que inclusive não se foi mais a fundo no estudo mas o estudo apontou que coincidentemente os polos de produção de feijão tin um IDH maior Olha onde que a coisa chega então quando a gente menciona que feijão é uma uma causa social É por isso né O Impacto de ó de feijão é muito diferente do impacto de ó de commodity n e graças a Deus nós temos a opção de plantar os dois eu me a gente chegou a comemorar a exportação de 100. 000 toneladas né E agora você tá falando de 300. 000 toneladas tá consolidado esse mercado Quem são os nossos clientes e como que a gente pode ampliar essa exportação Há uma grande mudança nos últimos anos na postura e na e na posição Eh aí sim do governo do Ministério da Agricultura quando você passou a ter uma maior interação entre o Ministério da Agricultura e o ministério de relações exteriores né e Apex então a figura do do adido agrícola em países como a Índia né e cito Ângelo que tá lá que é um adido agrícola hiper dedicado eh faz toda a diferença então a Índia é um país promissor o país que mais importa pulses no mundo a Índia gostaria que nós produzíamos grão de bico lentilha ervilha e mais os feijões né então não chegamos ainda nesses outros três mas feijões nós somos bons nisso o Brasil né os noss nossos produtores a nossa tecnologia a nossa ciência levou a a um tá levando a excelência a produção de feijão e aí o que acontece com uma estrutura promovendo lá você passa a ter uma fatia maior desse mercado os exportadores os exportadores têm investido eh junto aos produtores né então muito do que se planta de feijão no Brasil hoje é bancado entre aspas não pelo plano safra mas por e Recursos priv desses exportadores então é toda uma máquina que tá funcionando bem aí o que que acontece você tem índia que é o principal importador mas você tem grandes volumes sendo exportados paraa Turquia você tem eh Paquistão a África do Sul esse ano México Venezuela ah passam desses 70 países né que o Brasil vem exportando feijão aí veio o o advento aí há 2 anos do eh projeto Apex Brasil com o ibraf onde estão sendo investidos R 3 milhões deais sendo 1 milhão e da Apex 1 milhão e dos exportadores para quê para promover lá fora então o que aconteceu no feijão eu diria para você e 2025 começa uma virada é até 2024 nós éramos comprados Então você tinha o produto O cliente tava correndo atrás o mundo tava correndo atrás a partir de final de 2023 24 eu falei 2025 né 202 próximo ano mas 2023 2024 é uma mudança é uma começo da virada em 2023 24 começa a fazer efeito a promoção Ou seja você ser proativo você ir lá fora vender o Brasil você ir lá fora falar da nossa sustentabilidade unir as vozes do nosso setor com as vozes da soja do algodão do Milho das carnes do café que já fazem isso e e vender o Brasil lá fora ser proativo nisso isso começou a ser possível a partir do momento que você tem um projeto como esse e aproveito aqui para mencionar né que está na reta final um acordo do ibraf com um estado do Brasil para promover o feijão carioca na Índia a feijão carioca carioca feijão dos brasileiros dos brasileiros por qu na negociação O que é que nós temos colocado pros indianos os indianos querem o feijão Guandu que nós não produzimos em larga escala eh para consumo próprio mas podemos vir a produzir mas a destinação do Guandu vai ser só para os indianos basicamente e o feijão Mungo Preto Que Eu mencionei também basicamente é para os indianos então eh propusemos uma troca ó já que o Brasil tá aumentando a produção e vocês precisam de 200.
000 toneladas desses feijões e será que não cabia um espaço aí pra gente poder exportar o nosso feijão carioca isso seria muito bem visto né pelo governo pelos produtores então é o argumento que nós temos colocado na mesa né e eh o que que eles fizeram Eles não têm como investir na divulgação do feijão carioca dentro da Índia e colocamos esse desafio aqui no Brasil e estamos às portas aí de ter agora recursos para 2025 para fazer uma promoção de feijão carioca dentro da Índia durante um ano a proposta do projeto é 2 anos mas o primeiro ano tá garantido os recursos A ideia é que num país de 1 bilhão 400 milhões de habitantes que consome muito feijão muitos pulses que depende disso que é ah eminentemente vegano vegetariano então Eh por que não eh eventualmente proteína vegetal tem um peso importante para eles né Sem dúvida nenhuma é é é Tudo para eles e o feijão carioca nós temos eh para produzir um feijão que a gente produz 1. 800. 000 toneladas para você produzir 200.
000 a mais é um instalar de dedos e para nós estrategicamente é ótimo poder gerar excedentes de feijão carioca Por que que o preço médio do feijão carioca dá as osciladora ele não tem para onde mandar se ele falta não tem da onde Trazer amenizou isso nos últimos anos né entre os fatores um fator novo desse ano a gente não pode esquecer de mencionar o índice de preços do cpna você começa a ter uma organ ação no setor que chega até esse nível né o nível de precificação a partir do momento que você tem eh um país como a Índia importando 20. 000 10. 000 50.
000 toneladas abriu o caminho eh pra gente evoluir também nesse feijão lá dentro tudo foi assim nós não tínhamos vários hábitos de eh de alimentação aqui no Brasil e nós importamos esse hábito né Então por que não levar lá de novo comunicação né se nós investimos em comunicação eh com esses países com certeza a gente vai ganhar um espaço porque é o nosso objetivo sempre Ah tá bom vamos produzir os feijões que eles consomem é o caminho mas vamos tentar exportar o feijão que nós mais produzimos né Aí nós estamos garantindo que o nosso consumidor vai ter um preço justo muito bom você falou aí de 70 países tem algum país que não tá nessa relação que eh Tá Na Mira de vocês ou tá na mira da produção de feijão eh e enfim para onde que a gente vai Marcelo China China China China eh tem uma característica muito curiosa na China né a China eles decidiram por eh governo né decidiu que na área que planta feijão vão plantar soja porque a soja o milho vai gerar proteína animal eh a proteína do feijão é uma proteína entre aspas barata quando você compara com a proteína animal então o que que eles fazem eles começaram incentivar o consumo é uma coisa que não fecha a princípio para numa primeira vista tudo isso né quer dizer você para de produzir você incentiva o consumo Claro porque é uma proteína barata para importar do do mundo pode ser lentilha pode ser ervilha pode ser feijão né grão de bico e os feijões tem um feijão especificamente que eles têm um grande consumo que é o feijão Mungo Verde Então esse feijão Mungo verde e vai ser uma mudança enorme o momento em que nós tivemos o acordo fitossanitário com eles detalhe no momento em que eles pediram um acordo fitossanitário do gergelin que a gente pode conversar daqui a pouco eles pediram também um acordo eles pediram isso é é histórico eles pediram um acordo para importação de feijões em 2016 nós tínhamos proposto pra China a possibilidade de ter um acordo fitossanitário para Mungo Verde silêncio não aconteceu nada só que a China passou a ser Importadora cada ano um pouco mais um pouco mais crescendo a importação e diminuindo a produção lá dentro e eles pediram em 2023 um acordo fitossanitário então isso está em andamento né os adidos agrícolas que estão lá no no na China estão trabalhando ativamente para que a gente tenha eh quem sabe no prazo de 1 ano 1 ano e meio um acordo fitossanitário com a China então a China é um mega mercado a partir do momento que você passa a produzir um volume grande de feijão Mungo Verde paraa China você tem eh uma diminuição do teu custo médio de produção por diluição de custos pesquisa e tudo mais então a gente vai eh ser cada vez mais atuante no Japão na Indonésia nas Filipinas na Malásia né que são mercados aí muito interessantes e na medida em que você atende esses mercados você também se torna mais competitivo para atender mercados eh eh chamados mercados da Saudade Mas é pro que está nos Estados Unidos que está no Canadá né então você passa a atender essa demanda deles também então é uma é uma uma engenharia eu diria uma engenharia de eh de de comercialização de produção colocar tudo isso organizar para isso andar muito bom Marcelo a gente tá caminhando já pros finalmentes mas eu não podia deixar de tocar em dois pontos importantíssimos pro setor que de fato vão consolidar esse momento profissional que o mercado ou que a produção de feijão vem passando no Brasil que é a questão das sementes certificadas e a questão da pesquisa e desenvolvimento um depende do outro né você tendo a garantia dos royalties ou recebendo pela semes certificadas e garantindo pro produtor obviamente resultado lá na frente você gera recursos para investir em pesquisa Sim nós dependemos do quê Por que que a iniciativa privada não investe hoje em pesquisa porque ela não tem retorno né imagine o produtor plantar feijão se ele não vai dar retorno para ele a o investidor investir em pesquisa mas depois é tudo pirateado então nós temos aí um uma situação que tem que ser resolvida eu diria assim durante 2025 por quê Porque outros países começaram a Pesquisar mais sobre feijão feijões mais resistentes a estresse hídrico a algumas doenças eh H um p de dees que chegou a ter um feijão que cozinha em panela aberta em 15 minutos um folos em 15 minutos eh então a pesquisa tá avançando lá fora para nós continuarmos competitivos nós precisamos temos é condição sinequanon nós termos aí a pesquisa avançando e para que isso aconteça Vai ser necessário que o produtor utilize mais sementes só que claro a regra do jogo tem que mudar para todos já existe um percentual grande de produtores eu diria que praticamente dobrou o uso de S nos últimos 2 3 anos e semente certificada né então nós tínhamos lá 12 14 15% hoje é provável que nós estejamos aí a 25% de uso de sementes por quê Porque ela dá resultado mas as instituições públicas elas não costumam ficar chorando entre aspas a falta de recursos eles tentam lutar com o que eles têm e lutando com o que eles têm olha o que a Embrapa tem feito o IDR tem feito o IAC tem tem feito e você daí eh são empresas públicas Onde é que estão as privadas investindo tem DrMenezes e a o ta alguma coisa agronorte e eh falta recursos para fazer isso acontecer então o o mercado provavelmente nos próximos 2 anos vai passar por essa evolução e a utilização de um volume maior de sementes retroalimentando a pesquisa muito bem eh que que tem de novidade na pesquisa Eu acredito que a a grande novidade além de o fato de que a gente acostumou com feijão carioca que não escurece mas gente isso é impressionantemente eh importante Ainda que os primeiros tivessem né de um lado ele ele era clarinho mas ele o cozimento não dava um caldo Ideal hoje já alcançaram esse caldo ideal e chegou né o o IAC por exemplo o DrAlison e o Drcarbonel eh lançaram nesse ano uma cultivar de Cranberry que tem escurecimento lento isso aí é é algo assim fenomenal é é quase que dá ré no foguete essa essa o que aconteceu recentemente eh essa questão do do escurecimento lento é importante para todas as variedades e e modifica a forma de comercializar o feijão no final das contas sim e é muito difícil de chegar nisso é uma é uma é um melhoramento muito apurado eh o que que vai acontecer por exemplo um país como a Turquia um país como a África do Sul ou a Índia né então eles levam 60 dias para chegar lá o feijão Cranberry Por exemplo quando o feijão chegar lá ele chega escuro agora imagine o momento em que você entrega um produto para ele que numa escala de 0 a 10 ele vai manter 8,5 9 durante 6 meses 7 8 meses e até mais e as suas qualidades de cocção então todo o mercado deles vai se beneficiar inclusive quem comprar lá se quiser é comprar para especular compre ele não vai escurecer abre todo um leque de oportunidades aqui nós vamos poder produzir mais por quê Porque nós vamos poder armazenar também e pegar o mercado no melhor momento voltando a irrigação que foi por onde a gente começou irrigação é concentrada é mês de agosto setembro outubro né Depois você vai durante o ano eh comercializando até agora a gente tem observado que claro entre o momento de pico de oferta e o preço médio ao longo dos meses tem valido a pena você carregar esse estoque e você pode carregar esse estoque se você tem feijões que não escurecem então é o caso agora do Cranberry eu diria assim uma eureca é algo eh fazer uma estátua né pro pessoal do IAC por e colocar todo o conhecimento a serviço de encontrar como fazer isso eu não entendo de pesquisa Mas eu vejo que é difícil sen não todo mundo fazia e o mundo não faz muito bom Marcelo infelizmente o nosso tempo tá terminando Eu tenho um minutinho aqui pra gente fazer um falar um pouquinho do gergilim né E principalmente porque agora temos as portas da China abertas pro gergilim brasileiro que que vai acontecer vai melhorar preço vai exigir mais pesquisa enfim o que que a gente pode falar do gergilim e a nova perspectiva pesquisa ela tá E caminhando no Brasil né Tem e genética vindo de fora do Brasil sendo adaptada aqui trabalhada ela vai surtir efeito a média de produtividade e de capacidade de Colheita do gergelin que é muito pequenininho vai aumentando DrDiego fiorezi da Universidade Federal do Mato Grosso tem feito um trabalho maravilhoso né durante o Pulse Day que a gente realiza pelo interior ele tem feito as demonstrações de como você pode aumentar a a quantidade colhida né Não adianta você ter capacidade de produzir 1000 mas você só consegue colher 300 eu diria assim que de um ano para outro dobrou isso foi a 600 700 e na medida em que eh adaptação de eh plataformas que já existem fizeram uma grande diferença durante esse ano Qual é a outra situação que tá fazendo diferença as cultivares que não abrem o capulho que não explodem né para jogar a semente longe então isso também acaba se somando aí a a evolução do setor e a a grande o grande momento a ser comemorado é a abertura no Mercado Chinês por quê Porque dos 2 milhões de toneladas no mundo que são comercializadas China é 1 Milhão Ah então vai subir o preço aqui não não não se espera isso pode haver um efeito colateral Em algum momento mas a partir do momento que o Brasil passa a produzir 400 500.