[Música] Olá pessoal boa noite boa noite para você que tá chegando aqui em mais um episódio do podcast mais que autismo agora é 2025 né gente nova temporada E aí se você ainda não me conhece eu sou Kelly Varela sou produtora de conteúdos aqui do do mais autismo e também do mágicas de mãe se você não nos segue Então aproveita gente começa a seguir dá seu like aí nesse vídeo compartilha ele Com outras pessoas para que esse assunto chegue num número maior ali de pessoas que precisam de informação de qualidade e hoje pra gente conversar
sobre genética e neurodiversidade que envolve aí gente teia TDH altas habilidade superdotação a gente chamou a daane Simão que ela é geneticista e ela tem ali muito para trazer pra gente sobre essa parte genética e também eh medicina de precisão que eu vou começar já né perguntando aí para você Daqui a pouco da Mas então primeira coisa assim obrigado por aceitar vir conversar com a gente sobre um assunto que tanto eh que a gente precisa de informação e a gente ainda desconhece né que Eli uma satisfação estar aqui eu agradeço pelo convite pela oportunidade de
estar aqui partilhando né de tantos tantas possibilidades que nós temos de desdobramento de entender o quanto que a nossa genética impacta na forma de ser Neuro diverso né então a a possibilidade de compartilhar esse conhecimento é uma oportunidade eh dentro do canal que você fala de tantas coisas que são relevantes pro nosso dia a dia né eu eu gosto quando eu tenho essa oportunidade de falar o quanto a genética está presente no nosso dia a dia e você é uma propagadora desse conhecimento então muito obrigada pelo convite é é bem legal você falar assim tipo
é a genética está no nosso dia a dia e para mim vou Falar agora a minha experiência Eu só fui ouvir falar de genética mais que impactou mais na minha vida quando eu precisei realmente procurar um médico geneticista para minha filha por conta de uma síndrome que ela que ela tem mas até então nunca pensei que a genética poderia sim auxiliar a gente sem ser só nos casos raros né daí que a gente acha que é só uma síndrome rara que você procura lá o geneticista E aí então eu começo e e juntar aqui para
Perguntar para você e é tem uma um texto seu que dizia que você era uma girafa no elevador era uma coisa assim né então que que é é genética né como que ela impacta na nossa vida e e você é uma girafa na elevador O que que significa essa parte né é essa analogia da da girafa do elevador vou vou pegando ela aos poucos fazendo um contexto de como que a A genética ela tem esse impacto no nosso dia a dia e o quanto que nós temos uma limitação a compreender quando eu Falo assim a
na palavra Genética é comum as pessoas lembrarem da escola um conteúdo que era difícil um conteúdo que não gostava muito porque tinha aquela conta do azão azinho tinha que calcular umas porcentagens e quando você diz assim eu fui quando eu precisei do geneticista que é aquele geneticista o clássico e até entra aqui um pouco já da explicação o que que é a saúde de precisão né esse conceito porque até um tempo até lá 2013 e onde a gente tava Fazendo os estudos da genética a gente conseguia entender função pequenas dos genes de um único Gene
qual que era o impacto daquilo para uma doença então nós compreendíamos e buscávamos a genética nas síndromes nas doenças que você tem um único Gene e essa é uma área da genética que é chamada da genética mendeliana que ela é uma parte importante mas ela não responde à maioria das nossas características que é a onde as nossas porque eu gosto de Fazer uma analogia que a nossa Genética é como a nossa receita da Constituição então a própria palavra gen né que vem de origem do Gênese né aquilo que está lá inscrito a nossa forma de
Constituição biológica que vai fazer as nossas proporções biológicas De uma forma que é a expressão de cor de cabelo tom da pele eh sabor receptores tudo isso vem na nossa receita constitutiva e com o caminho que vem sendo feito para sequenciamento do Genoma completo hoje Principalmente com auxílio de Inteligência Artificial de novas formas de desenvolvimento do conhecimento nós estamos conseguindo acessar as nossas receitas entender essas receitas e nesse entendimento das receitas quando você falou da questão da da girafa no elevador eh a gente vai olhando dentro da neurodiversidade de receitas também constitutivas para condições que
se expressam do nosso sistema nervoso o quanto que somos diferentes e quanto que Naquela curva de distribuição porque vou pegar aqui a curva de distribuição falar por exemplo altura vamos pegar a característica altura e olhar as pessoas a gente tem uma média populacional de altura né então vai olhar lá brasileiro 1,60 que seja essa média mas existem pessoas com mais de 2 m existem pessoas né com menos de 1,5 M Então essa distribuição da altura ela se dá que existe uma média de característica mas existe aquelas extremidades aquele lugar Fora da curva então quando nós
vamos entender os processos neurobiológicos a nossa Constituição nós queremos saber onde nós estamos daquela curva para determinada condição então A genética nos propicia hoje olhar para as nossas receitas e entender onde nós temos características que são diferenciadas e um desses exemplos é por exemplo superdotação né Olhar aquela característica que está fora da curva nessa composição numa composição que é Uma uma integração entre a nossa genética e o ambiente e aqui essa analogia né que naquele conteúdo que eu faço de você ter potencialidades você ter capacidades de percepção e você ter uma um olhar sobre as
realidades só que você está num ambiente que geralmente é desenhado para média né Qual que é a maioria das pessoas a maioria das pessoas sente o sabor amargo assim mas desde a gente pensar isso a forma como nós percebemos um tom de Amargo ar Rúcula para uma pessoa pode não ser tão intenso quanto para outra pode ser um sabor insuportável né E e essa diferença que nós temos de expressão daquilo que nós somos e que acaba sendo um um delineamento parece que tudo tem que ser feito mais ou menos pro que é a maioria pro
que está no meio da curva então quando eu fui Kelly procurar A genética ela é uma história que já vem lá da minha infância que eu olhava morava num bairro onde perto da minha casa tinha um Ônibus da pai então muitas crianças que estavam ali tinham características que eu pensava como que existem condições as quais nós não conseguimos a cura o tratamento e eu imaginava um dia que eu queria pesquisar isso que eu queria estudar isso e fui fazendo todo o meu percurso até chegar entender que a genética ia ajudar nessa compreensão e hoje eu
trabalho com a genética das receitas eu não trabalho com aquela genética clássica Convencional que você citou que é aquele médico geneticista que geralmente faz avaliação um gene uma doença que aí a gente tem a genética monogênica Eu trabalho com a genética das doenças complexas que são essas onde você tem uma receita multigênica e aqui né um ponto que é interessante que isso faz parte da Saúde de precisão daqui a pouco a gente pode conversar mais um pouquinho é que uma receita Então vamos pensar uma receita de tapioca tem ingrediente pra Composição da tapioca ali que
é básico né então tem receita na nossa genética na nossa Constituição funcionamento de uma enzima né enzima que faz degradação por exemplo pro sabor na boca é uma enzima eu sei a função a receita de tapioca agora quando nós vamos olhar a característica autismo TDH super dotação é uma receita que vai envolver muitos ingredientes e aqui nós podemos pegar Aquele pudim do leite condensado sabe para ele ficar aado você tem que fazer todo um processo da Receita e vai um monte de ingredientes e o modo de fazer também importa porque se no final o pudim
Você pode ter os melhores ingredientes se o modo de fazer não estiver de acordo o pudim não acontece mas se faltar o ingrediente ou sobrar também você tem diferenciadas formas então quando eu olho para essas nossas receitas para cada uma das nossas Características o tipo e a funcionalidade o jeito de fazer da receita que é assim a nossa genética com o nosso ambiente vai ser importante pra gente expressar essas condições E aí quando eu vou fazer o mapeamento o teste genético eu tô conseguindo acessar esse modo né essa receita para entender como que esse modo
de fazer expressar essa condição E aí a girafa então digamos assim aquela coisa mesmo né de você tá Presa essa analogia Assim você faz pensando em só na super dotação que é você se sentir muito diferente dos demais ou ou ou não assim tipo a analogia da girafa do elevador ela veio da prática também no dia a dia né conversando com pessoas que geralmente vão procurar o teste genético na busca da autocompreensão do autoconhecimento então eu atendo muitas pessoas com a característica da superdotação mas também com autismo com O TDH por se entender fora da
curva e na verdade ela está se colocando naqueles quadrados naqueles limitadores daquilo que ela é porque quando eu converso né eu tô vendo ali uma pessoa que tem a característica dentro do espectro autista e ela vai me falar que não consegue entender uma linguagem pragmática do Por que o outro Está fingindo o que ele não está sentindo né você tá olhando aquela pessoa tentar se tentando se colocar num quadrado Social para ver o mundo igual os outros vem em realidades que talvez nós não precisássemos colocar aquela pessoa no elevador né é a girafa é aquele
olhar que é diferente que consegue enxergar realidades que estão num outro patamar aquele pescoço que projeta a pessoa né É você tentar se ajustar para caixas quando o teu cérebro tá funcionando de forma diferente né quando você tá expressando capacidade de sentir né o aroma né aquela criança que Chega no consultório e ela já sabe que ali um consultório só pelo cheiro daquele ambiente daquele local né E ela se auto ela já vai fazendo o processo de desregulação por Tá sentindo o cheiro então você olha e pensa aquela criança tinha que se comportar o julgamento
que se faz né então colocar as pessoas neurodiversas numa condição como se elas tivessem que ficar naquele elevador naquela caixinha né então você acha que você precisa para ir de um lugar ao Outro se deslocar entrar nas caixinhas e quando eu faço a analogia da girafa né porque a a girafa tem toda aquela proporção que ela é meio desajeitada para andar ela precisa de muito espaço né para conseguir achar lugares nas árvores né o alimento ela tem uma forma de deslocamento que às vezes é assim mesmo que o superdotado se acha né ele se vê
como alguém meio desajeitado até de de forma de expressar de agir de se mexer e na verdade é o habitate que ele Está que não está sendo favorável paraa sua expressão da da totalidade da do que aquela pessoa é agora você me perguntou Kelly pessoalmente né o eu fui como geneticista eu não eu trabalhava eu sempre quis trabalhar com a saúde mental então no meu doutorado eu fui estudar dentro da Saúde Mental o autismo é o desculpe eu fui estudar no meu doutorado o Alzheimer a doença de alzheimer para trabalhar blocos cognitivos memória então eu
tive uma experiência de avaliar Pacientes daqui do Brasil lá no instituto carolins na Suécia fazer essa parte de farmacogenética para ajuste de medicações e quando eh estava lá em 2013 aqui no Brasil a gente ainda não tinha a possibilidade de testes tinha para trazer mas isso Ficava muito caro um teste genético naquela época aqui para essa finalidade da farmacogenética e tava bem no no princípio então a gente tava analisando como desenvolver esses painéis Farmacogenético aí quando eu terminei o doutorado continuei nessa busca né Por trabalhar a parte de planejamento familiar entendendo A genética é que
era mais nessa área e depois com o mapeamento foi meio que natural que as pessoas que vinham encaminhadas da psiquiatria para fazer ajuste de medicação no momento de coletar o relato a pessoa falava assim e geralmente a própria psiquiatra me relatava olha essa pessoa tem algumas hum questões de Ansiedade Muita ansiedade tem eh percepções tem uma inteligência fora da média e é difícil ela já passou às vezes pelo diagnóstico de bipolaridade de buline a Talvez algumas coisas relacionadas com autismo mas o diagnóstico ainda não tá bem fechado e aí quando eu ia avaliar o resultado
daquele teste genético tinham lá genes vários genes que são bastante comuns em superdotação então foi natural do dos Pacientes que vinham chegando que não tinham diagnóstico bem definido com um grupo de característica e um grupo de genes E aí eu ia lá e falava pro profissional olha aqui vale a pena uma investigação para superdotação e nisso nesse contato com os profissionais foi que uma das profissionais uma amiga minha né neuropsicóloga ela falou assim e o seu filho você já avaliou Ela falou porque eu te conheço eu acho que você também precisava fazer Avaliação aí eu
fui fiz do meu filho do Felipe e aí a gente né teve né a identificação da Super dotação na época ele tava com quase quatro aninhos e depois fui avaliar o meu E aquela história né você vai pelo filho de faz a sua E aí me reconheci como a girafa no elevador fazendo aí você começa pela história do teu filho pela tua história revisitar todos o né os acontecimentos as características e entender também como que a gente vai se identificando Fora da curva com essa comunidade né com essas pessoas com as neurodivergente sabe que você
falou que essa questão de as pessoas passarem por muitos profissionais receberem muitos diagnósticos diferentes e aí isso traz condutas totalmente equivocadas muitas vezes né porque às vezes a pessoa vai tomar um remédio que não precisa vai vai não vai conseguir se entender também porque assim eu tenho vários Eu tenho um diagnóstico que talvez nem nem feche Para mim eu tô tomando uma medicação que aí não seria o caso então e eu nunca consigo sair daquilo que tá me causando dor ou sofrimento né alguma coisa então traz também para essa pessoa assim o diagnóstico equivocado né
que te traz mais sofrimento Porque você pensa o problema sou eu que não consigo me acertar em nada né E aí quando você eh eu nem sabia né que tem essa possibilidade da genética por isso que eu falo tipo você investigar além né do Que a gente tá só nessa avaliação clínica porque às vezes você depende muito do olhar e da precisão desse avaliador que tá te olhando né e não que necessariamente eu acho que você pode até explicar né não que necessariamente vai aparecer lá que você é superdotado quando você faz um exame né
Essa é para você você precisa hipotetizar as várias questões e Geralmente se o profissional não ele não tem o conhecimento do que é superdotação Né Porque infelizmente nós temos um olhar errôneo que a superdotação é a genialidade que superdotação você espera um autodesempenho acadêmico né isso nós sabemos como mães que a criança vai paraa escola não mas ele né porque a expectativa que se coloca na superdotação a ignorância sobre o que é superdotação faz com que os profissionais não coloquem no rol de possibilidades essa avaliação e o que você falou que ele sobre você fazer
um Tratamento tá é uma bipolaridade bipolaridade eu vou entender e aqui eu trago um outro conceito que é da Saúde de precisão na saúde de precisão nós usamos o que é chamado da biologia dos sistemas onde você primeiro vai olhar o que que é a causa o que que tá na base Essa é a filosofia da Medicina de precisão você tem que entender a rota para saber como que aquilo desdobrou para gerar aqueles sintomas então a medicina clássica a medicina Convencional tradicional que nós usamos Hoje ela vai permanecer ainda por muito tempo até que nós
consigamos e né implementando Essa medicina de precisão ela olha assim sinal Clínico ansiedade então a ansiedade é comum a Quais doenças os manuais de psiquiatria vão trazendo você olhar os sinais uhum a saúde de precisão Pergunta assim o que que é a causa que elementos biológicos que nós podemos compreender o que é a causa E essa causa Vai desdobrar por exemplo numa ansiedade porque eu posso ter ansiedade por várias questões né ansiedade é um sintoma ela não é a origem e aqui quando eu vou perguntar o que é a causa se a ansiedade vem pelo
um sentimento de inadequação você começar dando nome do que está acontecendo né para você identificar Onde está o primeiro passo para administração né você saber o que é aquela condição e o Cérebro da pessoa superdotada ela tem um funcionamento que Uma medicação que tem um efeito né uma metilfenidato você vai olhar assim essa medicação não vai ter uma resposta para uma pessoa típica porque é um cérebro atípico então o o momento que o profissional vai fazer essa prescrição para uma pessoa neurodiversa ela tem que estar consciente dessa condição a outra coisa a sensibilidades né é
uma pessoa que responde com muita intensidade as medicações e tem uma propensão a uma sensibilidade muito grande porque ela é Intensa nas suas respostas Então essa característica de você olhar o que que é causa quando eu penso em causa de bipolaridade por exemplo eu tô tendo uma eh funcionalidade dos neurotransmissor que oscila o efeito na superdotação é uma montanha russa por uma origem totalmente diferente da bipolaridade então se a pessoa teve um diagnóstico de bipolaridade ela começa a fazer a terapia o tratamento focando no que não é não vai responder vai causar mais Desregulação mais
comprometimento das questões que estão relacionadas à saúde mental do que aquilo que deveria então a pessoa começa a se Tá mas eu sou bipolar mas não é bem assim eu tenho meus blocos né de alta produtividade de repente eu vou para uma baixa mas não é bem bipolaridade não é bem e aquilo vai fazendo uma vida né quantas pessoas eu eu recebo que vai lá 40 50 anos de uma vida de uma incerteza diagnóstica porque o profissional não se perguntou sobre Isso e geralmente quando fala assim olha em tudo que nós estamos vendo aqui vamos
olhar do teste eh já houve alguma pergunta sobre superdotação dais pessa fala não eu sou eu não tenho essa inteligência não jamais sou superdotada a primeira coisa assim que a pessoa fala ela vai não se identificar por imaginar superdotação como uma inteligência Acima da Média né só é só isso que fica como a característica da superdotação e não nós temos né e aqui eu falo novamente a Importância desses canais de comunicação pra gente desmis ificar O que é a superdotação Então isso que você acabou de falar assim e a gente tem aquele as pessoas ainda
têm realmente um preconceito um preconceito na verdade não um preconceito um preconceito né que a gente falou ali de que a criança tem que ter um q começa ali pelo q acima de 130 e ou ela tem que ser vai bem Todas as questões na escola e aí ela não vai você vai você vai conversar com pais de Superdotados ou com superdotados você vai ver que a maioria deles eh não gosta muito da escola porque é um tédio sim ou você tá ali tipo é bem isso né você tá tentando se encaixar mas não com
várias questões com aquele conteúdo que para ele não tem interesse ou com aqueles colegas que não falam do que ele quer conversar e sim ele tem que se adaptar então em tudo né eu já escutei relatos de superdotados que falavam que ah ele começou a demorar ele antes Respondia tudo rápido a a questão e respondia tudo certo então todo mundo pegava no pé dele então ele começou a responder errado e começou a ser um dos últimos para entregar a prova por quê para se adaptar e se enquadrar nesse meio e aí entra uma outra questão
também que geralmente eh geralmente não a maioria eh os médicos por exemplo não não existe um sí para superdotação porque ele é porque ela é uma condição Ok mas o Superdotado também precisa de acompanhamento sim até Para se entender para conseguir eh lidar com as questões que vem né Porque não é só coisa boa as pessoas acham só que o QI a pessoa vai dar conta de tudo e vai sozinho mas não vai né Então aí a família muitas vezes por não ter este Sid Uhum não tem acesso às terapias porque o plano de saúde
não vai cobrir então a gente começa em toda uma questão né E aí quando para a pessoa Realmente eu imagino que para pessoa cheg para você e por conta né que já sabe que é superdotada eh pedir um exame Ela já tem que ter um tem que tá com realmente querendo muito aquilo né sim porque você não tem nem o básico ali que é o acesso ao a pro teu desenvolvimento né pro desenvolvimento do te teu filho ser amparado né Por um plano de saúde coisa assim Uhum é uma é é um caminho que se
nós formos olhar é da saúde é da educação é né que precisamos Ter uma luta para para começar a alterar esses acessos e uma das coisas que você falou sobre a escola né Eu sempre relato um caso do do meu filho ele tava no no nível três lá no do maternal e ele falava assim eu não gosto porque ninguém tá na fase do Star Wars todo mundo com a Galinha Pintadinha e ele queria falar de Star Wars então para ele era muito triste ele falava assim né chegando na adaptação do maternal aquelas crianças chorando não
Quero criança chorando fou é muito não conseguia falar mas assim para ele era ele olhar aquelas crianças chorando causava né uma sensibilidade então o o olhar né você chegar na escola e e ter que começar a se adaptar Porque aqui nós temos um ponto que é um cérebro no momento de Formação então geralmente quando eu vou avaliar Quais são esses genes relacionados na superdotação eu vou ver que são genes que estão na maestria Então eles são genes que fazem uma regulação epigenética para uma expressão completa do sistema nervoso Então tá lá na base do começo
desse funcionamento então por exemplo fibras enquanto a gente pode comparar assim como se fosse aquele fibra da algumas pessoas têm como se fosse internet discada na no passar aquela uma parte elétrica né nossos neurônios TM uma parte da condução que é uh elétrica o superdotado pode ter cabeamentos no na sua fibra de passagem Dessa informação que é aquela fibra ótica a informação começou é muito rápido então o professor começou a explicar né a turma tá ali fazendo a parte da comunicação repetição paraa Constituição e a criança superdotada pronta ela já entendeu o que que é
o comando o que que é para fazer e a professora vai precisar Fas ficar na clas repetições então para ele aquele tédio né de de ficar ali ouvindo aquela repetição das informações por uma Constituição neurobiológica que ele não consegue controlar não tem como ele aprender mais devagar né ch ele o professor começou Ele já sabe dentro da rotina o que que vai vir daqui a pouco com com aquela sequência E aí nessa constituição neurodiversa para o que é a parte cognitiva existe o nosso desenvolvimento afetivo esse córtex aqui precisa dialogar com o nosso sistema límbico
e geralmente essa Comunicação com o nosso sistema nervoso né que é essa integração entre o racional e emocional ela está sendo intensa porque a criança tá fazendo uma leitura as outras crianças não estão como eu entendendo rápido eu estou sentindo o barulho eu estou percebendo as texturas né às vezes é aquela etiqueta que tá ali o tênis o Ele tá captando todas essas sensações só que esse sistema límbico o amadurecimento dele por mais que seja muito Ramificado depende da experiência emocional então aí vem a assincronia né um sistema hiper estimulado um sistema que aquela criança
pode falar com você sobre filosofia né Eu lembro quando Felipinho tava 3 anos eu na feira eu só queria comprar verdura na feira naquela manhã de sábado ele parou e olhou assim mãe foi o Deus que fez todos esses daqui esses legumes t tá filho foi Foi Deus Quem Criou e quem que criou Deus eu olhei falei ess esse ser de 3 anos quer Saber quem que criou Deus né como que você vai fazer essas explicações Então aquela criança que estava ali com desenvolvimento para fazer esse questionamento que tem uma ordem filosófica de criação não
dá conta de superar a borracha dele que caiu e sujou né ele se desregula Com pequenas coisas e daí essa esse olhar que ele tem de entender que ele está se desregulando por uma coisa tão pequena ou ele não dá conta de alguns Sentimentos né que vão acontecendo ali no dia a dia faz essa pessoa ficar né essa criança ele começar a se perder em relação a como que consegue e sabe tantas coisas e na hora de administrar o Nescal que derramou né ele não dá conta afetivamente então esse cuidado com as nossas crianças esse
cuidado com a pessoa superdotada que vai se sentir em todos esses ambientes E como você falou com uma suporte uma necessidade de sintonizar isso que são essas Assincronias porque olha a capacidade que ele tem cognitiva se você for ajudando ele a ess desenvolvimento vai né ter todo esse potencial de conhecimento mas a parte afetiva e emocional tem lá no seu processo de de maturação uma necessidade de tempo né uma necessidade de você ter esse suporte o suporte Educacional para professor entender esses momentos de olhar como que os colegas estão fazendo um bullying contra aquela criança
né E nós pais Também numa expectativa entendimento que ainda é uma que vai precisar eh às vezes desse auxílio para verbalizar tudo aquilo que ele tá sentindo porque de aquela criança aqui na escola é o aluno perfeito né que tá tentando se adequar E aí quando chega em casa é o espaço que ele se desregula né que ele vai ter a liberdade de conseguir ser irritado ser agitado ser ansioso é como um grito de socorro por tudo aquilo que ele tá tendo que se Enquadrar encaixar lá na escola e até pela questão sensorial né essa
criança vai chegar em casa porque ela teve que ficar realmente se enquadrando ali e e tolerando muitas questões né que você chega Ema sobrecarga sensorial que quando você chega em casa Realmente você tem que extravazar isso de alguma forma né sim e e eu não sei se eh na superdotação e assim como no autismo que a gente tem os momentos que você realmente chegou no seu limite ali Né se o superdotado também tem isso né de chegar no seu matd E também o matd acontece na na condição então quando nós olhamos essa hipersensibilidade aumentada isso
pode acontecer né de todos os cinco sentidos e aqui né Tem várias na internet Aquelas imagens assim da etiqueta como se fosse um Cactus e o que acontece que geralmente o superdotado vai conseguir enquanto tá lá naquele ambiente e eu fazia muito com Isso eu tenho pavor de gola eu não suporto não consigo usar uma gola mais alta e isso assim sempre me deu inclusive me falavam que eu tinha que ver se de repente tinha sido um trauma de cordão umbilical enrolado sabe tinha todas as teorias para eu não conseguir só que às vezes quando
eu queria estar com uma roupa que era um jaleco alguma coisa eu colocava eu suportavel eu ia lá dava palestra tal e chegava em casa e ficava ali um ou dois dias para Conseguir me autorregular de novo pelo aquilo que ficou estimulando Então você fica com sapato desconfortável você fica com cheiro que não suporta Mas aquela fibra tá recebendo né o estímulo o estímulo daí chega o momento da desregulação também que ela vai ser qualquer esses âmbitos de expressão sensorial podem ser diferente algumas pessoas vão ter mais no tátil outras vão ser em relação a
à parte auditiva sonora e tudo isso né que está relacionada a Essa expressão de fibras E aí esse controle de você expressar o não que eu vejo dos pais dos adolescentes que ele falando assim é para o rock que ele gosta não tem sensibilidade auditiva agora pro liquidificador não tolera não suporta E aí existe inclusive uma autorregulação possível através da música né às vezes aquele rock tá numa frequência que faz com que você consiga alinhar esses receptores né então a a forma de eh Compreensão ou de alinhamento dessas fibras não tá relativamente é somente aoo
ao volume do ruído mas a integração como um todo porque são características e são formas de manifestação do nosso sistema dos cinco sentidos e cada pessoa e a isso que é uma coisa interessante que porque com o teste né quando eu pego a genética qualquer pessoa que chega a constituição ela é muito única para cada um de nós eu não vou ter uma sequência Genética igual para nenhuma pessoa porque as combinações são diferenciadas e aqui entra uma teoria que é a teoria dos copos que ela vai explicar a neurodivergente seja pro autismo seja pra superdotação
onde eu vou entender que é como um copo onde eu vou colocando inhas até que transborda e expressa essa característica como a superdotação o autismo quando eu vou avaliar os meus pacientes cada um é um copo que eu tento Entender que bolinhas que preencheram para ele transbordar então se eu pegar entre os teus filhos né e olhar aqui no autismo e aqui eles não são iguais a misturinha que levou esse copo a transbordar foi diferente sabe cada um deles vai ter genes que são características diferentes Então pode ter uma pessoa com superdotação pode ter uma
pessoa com autismo que não tenha sensibilidades hum tão aguçadas ou mas essas características elas diferem em Proporção e intensidade a partir do que é essa composição ou essa mistura genética de cada um de nós então as nossas singularidades Na expressão e que daí dentro do autismo nós vamos falar em espectro dentro da Super dotação nós estamos tentando Teoricamente fazer essas divisões Então se fala na pessoa né no criativo construtivo né intelectual né mas uma característica uma condição que eu vejo com bastante frequência é a que a pessoa superdotada Ela é visceral sabe naquilo que eu
falei dessa integração das fibras você tá tendo uma percepção e é comum eu falar assim você sente alguma coisa relacionada à percepção por exemplo do batimento cardíaco a pessoa fala mas as outras pessoas não sentem o seu coração as vísceras não sabem posição dos órgãos porque pro pro superdotado é tão comum ele já saber localização Ah então meu útero porque ele sente ele tem dimensão e proporção de percepção até das suas Vísceras e ele vive essa intensidade para a a as condições que o ambiente coloca e isso é um fator que também nós precisamos dar
suporte porque no seu dia a dia perceber intensamente tudo até como o seu corpo está funcionando Vai causando um desgaste vai causando né uma um uma forma de carregamento do nosso sistema que é muito diferenciada Então aquela pessoa que ela esteve no ambiente ela esteve ali por inteira ela vai chegar em casa vai ser Exausta vai Precisar de mais energia n e quando ela está no seu pico de energia ela quer mudar o mundo é aquela pessoa que não quem fez o projeto no outro dia não é a mesma que vai executar Porque ela foi
viceral onde ela estava Então no outro dia ela já tá na exaustão eh eu quero voltar eu quero queria continuar aqui mas eu quero voltar ainda um pouquinho ali do que você falou do Ah porque daí eu vou pegar o o sequenciamento de né pra gente explicar A gente acabou indo falando mais e e vamos voltar pro início então tá que que é um sequenciamento genético ali né PR as pessoas entenderem e você falou duas coisas Ah você pegou teus Dois Filhos e aí Ah um tem uma tem algumas características e outro tem outras E
aí pra gente explicar também a questão de hereditário né porque as pessoas ainda geralmente eh tem essa confusão assim de que tudo que é genético é hereditário ou que toda se a minha filha tem a mutação Genética então eu também tenho e na verdade né começa nela Então assim pras pessoas entenderem também o básico ali só para e a depois eu quero alinhar essa outra parte do que muitas vezes a gente escuta falar também né que as pessoas super dotadas são dramáticas porque na verdade é porque elas são intensas mesmo Sim então vamos lá o
os testes genéticos Existe uma grande diversidade Uhum E é como se nós conseguíssemos pensando num eu vou pegar de novo analogia do Livro de receitas né então vamos dizer que você tem ali o lugar onde receita tá escrita mas você tem o livro e esses livros são organizados em bibliotecas Então vou pegar a biblioteca são os nossos cromossomos né que é como é condensado esse DNA então o DNA fica guardadinho lá nos cromossomos ele é empacotado que é como se fosse essa biblioteca e eu posso Kelly fazer leituras ou análises de diferentes Formas eu posso
olhar a biblioteca pegar e tirar uma foto e olhar como que a Biblioteca tá organizada que é o exame mais básico e o exame mais simples que é um cariótipo olhando o cariótipo eu vou ver tem todas as estantes da biblioteca tem os 23 pares de cromossomos se tem por exemplo três cromossomos 21 é uma síndrome de Down então eu vou ter aí se o número de de estantes na tua biblioteca tiver alterada pode ser uma Síndrome agora eu posso pegar um nível de olhar essas estantes como que estão organizados esses livros que eu vou
fazer um um outro tipo de teste que é um Array então cada teste vai fazer uma leitura diferenciada e é o profissional que tem que olhar aqueles sintomas e começar a hipotetizar para fazer esse campo de investigação quando eu vou olhar os livros lá dentro o que está escrito eu cheguei no exoma então exoma foi um Exame que quando sai o exoma Nossa a gente vai poder analisar os exons estão pensando lá o nosso DNA tá escrito Ito existe uma parte do DNA que tá virando produto esse é o nosso exon né que tá vindo
para ser lido como produto quando a gente faz o exoma a gente tá vendo tudo que tá sendo lido então o exoma vai avaliar várias condições genéticas que vão gerar sndromes ou doenças que estão relacionadas à doença a o gene Eu tenho um único gên não tem naquele formato de Receita o exoma ajuda a entender várias doenças várias conç hoje nós temos entre essa diversidade de teste genético todos esses que eu falei até agora eles são muito usados na Medicina na parte de genética clássica herança do tipo monogênica hoje nós conseguimos acessar com o mapeamento
genético regiões que são responsáveis eu vou fazer a leitura lá da receita responsáveis por condições que por exemplo vou falar aqui do autismo então Eu vou olhar assim no conjunto desse mapa genético aqui quais são os genes e aqui é uma metodologia assim eu pego e tenho o diagnóstico Clínico 50.000 pessoas com autismo Quais são os genes comuns aqui então eu vou olhar que tem muitos genes que são comuns porque cada pessoa pode ter combinações diferentes então eu vou falar assim eu tenho uma receita do bolo que aquela combinação deixa o bolo mais PES e
ele abatuma sempre né essa receita já está Assim programada para sair no final aquele bolo mais soladinho então é como se aqueles genes aquela combinação do genes resulta lá no no autismo porque foi uma combinação não tenho só um gene causando autismo tem uma combinação deles então aqui o mapeamento genético entra em comparar Então vou pegar o teu mapeamento k o que que você tem em comum de genética com pessoas que têm diabetes O que que você tem em comum com pessoas que têm autismo O que que você tem em Comum então eu vou olhar
desses teus genes por uma comparação então esses estudos hoje do mapeamento ele ajuda a entender características que são complexas características que são amplas Então essa possibilidade que nós temos da Leitura genética fazendo esses diversos tipos de exame chegar a compreensão de formas que T origem diferente eu trabalho especificamente em interpretação de mapeamento então eu vou Olhar medicamento que a pessoa responde e vou pegar doenças ou características que são complexas que tem uma combinação de mais de um gen quando eu vou avaliar uma característica que é uma síndrome por exemplo eu vou procurar aqui nesse grupo
de testes onde o único Gene alterado já causa essa doença né quando eu tô falando de autismo o autismo é uma condição que ela é genética então lá naquele Gene a combinação de a com B gerou uma Sincronia na formação daquele cérebro que resultou no autismo Mas você Kelly Pode não ter autismo seu esposo Pode não ter o autismo só que quando veio o a e o b lá nessa combinação essa combinação gerou o a característica autista no no filho essa combinação ela vai ser prevista por frequência populacional eu não tenho como e imaginar olhando
na tua genética O que que você vai mandar para formar esses filhos né a gente vai poder falar Tem genes que são comuns Mas será que naquela combinação a previsão de como que aquela receita vai formar na hora de né de você fazer essa mistura que ela gera aquela característica do autismo agora se eu tô falando de uma questão genética onde eu olhei lá né vou olhar no nos teus genes para pensar nos filhos por exemplo X frágil X frágil eu vou poder olhar nos pais e ver que são portadores e falar tem 50% de
chance né geralmente é isso que a gente vai olhar Se o pai e a mãe mandar a gente tá falando de 50% então características monogênicas a gente consegue ter uma previsibilidade olhando na genética dos Pais podem acontecer situações onde eu vou fazer o Genoma ou um exoma daquela criança e olhar que é uma mutação nova aquilo foi uma condição genética mas ela não veio hereditário e aqui então vamos olhar paraa palavra hereditário então hereditário é usado assim ah é uma herança então eu posso herdar Geneticamente agora tô falando aqui biologicamente Uhum tudo que é hereditário
dentro da área da genética ele também é genético porque eu foi você que fez essa transmissão né foram os pais que fizeram a transmissão agora nem tudo que é genético é hereditário porque eu tenho a minha combinação genética que é única e eu posso ter as minhas alterações nas minhas células que vão ser minhas então um fator ambiental foi muito exposta a minha célula se dividi o Demais eu venho a desenvolver um câncer todo câncer é uma alteração genética mas não necessariamente que eu herdei ela ela pode ser minha da minha combinação ou da alteração
ao longo do tempo pela minha exposição ao ambiente então hereditário é aquilo que eu herdei e que veio lá dos meus pais agora genético é o que alterou é aquilo que tá lá na minha constituição biológica então na genética tudo que é hereditário também é genético e nem sempre o que é genético é Hereditário né essa é uma uma coisa que são condições que são diferentes então se eu vou olhar assim o autismo né que essa é uma pergunta se eu já tive um filho que é autista o próximo Qual que é a chance Dea
ter essa condição então eu sei que da minha primeira mistura já foi propício de Dev vir essa condição agora o próximo é uma nova mistura aos quais nós vamos pensar em frequência populacional se um filho já tem a chance do segundo virat é de 25% eu vou considerar ainda a idade materna alguns outros fatores mas geralmente a gente fica ali numa proporção de 25% de chance do próximo vir a ter quando eu sei que não é sindrômico existe a herança do tipo sindrômica daí é outra forma que a gente consegue identificar no teste mas a
maioria das vezes por ser uma condição complexa se eu for olhar na genética do pai e da mãe eu não consigo fazer pelo teste genético com essa previsibilidade Eu vou ficar com o risco da população que é essa porcentagem lá do 25% porque é uma característica de herança do tipo multifatorial Depende de uma combinação gênica a qual ainda nós não temos a capacidade de fazer essa previsão e e tem tem você sente assim que também tem aumentado o número de pessoas que procuram mesmo pais né casais que procuram para saber se tem essa propensão de
ter um filho autista cada vez é mais frequente a busca para pensar Em primeiro lugar dos que já t o primeiro filho né com a condição então eles vêm imaginando um planejamento familiar Qual é a a possibilidade do do segundo vir a Expressar e outros casos que acabam vindo para fazer é quando tem na família Então vem em busca do do aconselhamento né dessa condição que é multifatorial e acontece Às vezes porque a gente faz nos pais o painel do portador de identificar outras possibilidades de Condições que são monogênicas como X frágil né ou algum
tipo de câncer que pode ser expresso quando a gente tá fazendo esse painel esse rastreamento aí genético eu falo que o teste genético parece aqu uma bola de cristal né Tipo você ia lá antigamente e a mulher dizia para você olha vai acontecer isso por isso que tem que ter essa parte de acompanhamento psicológico né Eu já ouvi várias vezes para as pessoas di assim que bruxaria é essa porque porque você Tá falando né de você fazer um mapa e quase que tem aquele sentido um mapa astral ol mapa astral né tô fazendo o meu
mapa para ver o que que pode acontecer aqui Você tocou num ponto que assim quem vai fazer a consultoria genética comigo eu já adotei que ele e até vou né contar como que foi a história porque assim a Psiquiatra encaminhava para fazer avaliação paraa resposta de medicamento porque a gente tem Geralmente quem senta lá na minha Frente fala assim eu já tomei de todas as medicações não respondo nenhuma né então além dos casos que vem paraa questão de Diagnóstico a a falta de resposta ao medicamento Então umas vezes a o profissional né eu falo psiquiatra
mas né Qualquer profissional que vai fazer essa recomendação falava assim olha eu preciso identificar uma medicação que essa pessoa responde e essa pessoa que fala para mim que não responde nada eu vou olhar a Metabolização dela dos medicamentos é bastante complexo E aí eu vejo eu falo do psiquiatra porque o psiquiatra é quem mais manda porque assim Doutor meu minha pressão não regulou Você pega e mede pressão e você vê realmente não regulou agora a pessoa falar eu não fiquei bem com medicamento da psiquiatria tem subjetividade E aí quando eu vou olhar se realmente a
pessoa não teve a resposta é bem frequente a pessoa ter Uma metabolização ruim né então tudo aquilo que ela falava não respondo tá lá na genética dela de uma dificuldade mesmo em metabolizar só só para eu entender assim então assim eu não respondo a medicamento eu chego lá e você vai fazer um mapeamento você vai pedir um desses exames que você citou antes isso eu vou fazer um painel farmacogenético vai voltado só para essa parte só para essa parte de medicação E aí eu vou olhar lá o teu funcionamento Para aquelas né medicações se você
eu consigo ver as estatinas consigo ver o mi prazol a parte de os antiinflamatórios os mas eu vou ter dentro do quadro de saúde mental um bloco bastante significativo de medicamentos que eu vou olhar se você metaboliza ou não então Existem duas partes nessa avaliação que eu faço a primeira é que porque assim se o medicamento chega na tua parte hepática e o teu fígado tá degradando muito Rápido a medicação não vai fazer efeito que era esperado porque rapidamente ele já vai passar agora se aquela medicação o teu fígado degr muito lenta ela vai ficar
fazendo efeito colateral então o medicamento não tem efeito esperado porque ele não vai nem chegar onde deveria então a pessoa que tem náusea que tem aquela resposta do medicamento não esperado o normal é almejado é o que tá lá a dose da receita essa é a primeira parte existe uma segunda parte Por que que esse sintomas está expressando então às vezes Aquela ansiedade que o médico colocou lá um um medicamento ansiolítico é ela não era bem aquela rota que estava causando Então vai fazer a orientação de qual é a medicação que tá com uma rota
necessária se é uma parte da serotonina da dopamina então a eu consigo fazer essa orientação de qual é a melhor medicação pela parte farmacogenética n Esse é um um teste que cada vez mais ele tá sendo né difundido E ele começa principalmente com a psiquiatria por causa exatamente dessa subjetividade de encontrar resposta mas aí né dessa história que que eu estava contando que eu recebo muitos pacientes para fazer esse ajuste de medicação a pessoa chegava e falava assim para mim olha né Então teve um caso porque foi bem emblemático assim que a profissional mandou e
falou olha eu preciso de ajusta de medicação porque é um caso de de ação Suicida a paciente veio e falou para mim eu quero saber meu risco para tudo para câncer para Alzheimer eu quero que você olhe meu risco genético para essas condições E aí o encaminhamento para mim era a ideação suicida então de repente eu falei assim eu vou pegar esse mapa e eu vou falar de um risco que a pessoa pode ter elevado para uma condição a qual eu vou est dando argumento para algo que não que a Psiquiatra queria resolver ali Agora
aquela saúde mental dela então foi nesse momento que assim eu já fui pra clínica né porque meu esposo ele já trabalhava com psicoterapia eu tava na área da pesquisa já né lá desde o meu doutorado apaixonado por essa área de saúde e de precisão e ele falava assim daane você tem que sair do Muro acadêmico com tudo isso que você conhece e colocar esse conhecimento como um atendimento Clínico como uma consultoria e eu falava tá mas Ninguém faz isso essa profissão Não existe uhum falava Mas você tem que colocar isso e ele sempre me incentivava
muito inclusive nessa clínica que eu fui trabalhar em equipe m profissional já era a clínica que ele trabalhava como psicoterapeuta eu falei olha Jeferson nós vamos precisar trabalhar em conjunto aqui porque sempre que for passar pelo mapeamento eu preciso que você esteja junto para dar o suporte para essa pessoa para como ela vai interpretar Essas informações e como que ela vai absorver teve um senhor que ele me falou assim Doutora se você falar que eu tenho risco para Alzheimer eu saio daqui com Alzheimer ele falou para mim o que o profissional da Saúde F eu
tenho eu não sei lidar com isso do você pode vir a ter é porque parece que fica impactante né aquilo e até sair da sua cabeça parece que não eu vou ter eu vou ter e vou morrer disso vou ter e vou morrer disso e não tem outra saída a porque vai Ter tá ali diz que eu vou ter sabe tipo Então realmente é até você respirar e entender que pode ser que né Sim esse essa característica que você falou assim olhar para mapeamento e entender que eu tenho genes de risco ideia aqui eu vou
te contar outra coisa que nessa história de eu ir pra clínica eu era muito resistente era professora na PUC aqui na disciplina no departamento de bioética então eu era professora da disciplina de ética e genética e eu tinha uma crítica Esses testes exatamente pelo Impacto falava se nós vamos trazer pra pessoa o risco que ela tem de desenvolver que Impacto que isso tem sempre foi o meu foco falar do impacto da informação genética na vida da pessoa aí em 19 minha mãe teve um linfoma e naquilo eu fui procurar genética de linfomas e tal e
eu cheguei num numa população que Inclusive a Dra Angélica B é uma das pesquisadoras que faz parte né desses estudos em relação à frequência de Linfomas onde você tem intolerâncias não identificadas principalmente intolerância ao glúten então a pessoa ela não tem os sintomas clássicos mas aquele nível de intolerância leva ela desv movimento né porque aqueles linfócitos começam um processo de retirada daquela inflamação que a pessoa nem percebe que está acontecendo aquele processo inflamatório por um desgaste daquele sistema chega o momento que essa propensão pode vir se desenvolver como Linfoma E aí eu fui olhar daqueles
genes e fazer o meu teste se eu tinha aquelas aquelas genes e eu né minha mãe já tinha né veio a falecer com linfoma super jovem tinha 57 anos e eu fui buscar e eu compartilhava dessa genética Então eu fui fazer a retirada daquilo que era para mim inflamatório no caso do do glúten e aí foi uma questão que assim para mim antes era ética né você dar o impacto dessa informação só que de repente eu tava diante de algo Que pegou para mim moralmente falei eu tenho possibilidade conhecimento para fazer para mim e eu
vou mudar uma coisa que assim não vou mais comer glúten é é uma coisa que eu retiro e eu estou fazendo a prevenção para algo que tirou a vida né então eu consigo mudar um hábito como uma prevenção de uma condição que é complexa E aí teve nesse momento né no meio desses acontecimentos uma pessoa que veio para mim e falou olha eu fiz um Teste genético e no meu teste não deu risco nenhum para câncer então eu não tô mais fazendo mamografia Aí naquele momento eu olhei assim falei tá não é isso que o
teu teste diz Ele estudou entre vários genes de possibilidade para câncer mas não significa que você não tenha que tomar os cuidados e assim que ele naquele momento eu pensei eu tenho que ir pra clínica porque as pessoas estão fazendo teste o teste é capaz de trazer mudanças Na modificar né hábitos de vida que vão nos trazer a capacidade de qualidade e tem formas de interpretação que vão prejudicar porque o aqui entra um fator assim é a genética mais o ambiente Uhum Então quando eu identifico esse modo de vida né que nem eu falei ah
foi naquele caso eu fiz o teste e eu pude fazer a modificação do hábito de vida então o hábito o modo que nós vamos ver o fator ambiental ele também importa nessa receita né que é aquilo que eu falei do Modo de fazer então as nossas características biológicas elas dependem de uma integração com o ambiente que a gente tá inserido né E esse é o tripé da Saúde de precisão até você vai olhar fator biológico você vai olhar fator ambiental e vai olhar modo de vida esses três estão integrados fator ambiental se eu tenho um
paciente que é aqui de Curitiba e eu tenho um paciente que é lá de São Paulo de Guarapuava cada um deles está exposto a uma poluição ambiental Diferente e esse ambiente poluição não muda nós estamos expostos a esse ambiente a água que um paciente que mora numa região de contaminantes é diferente esse ambiente é uma crentão a outra coisa o paciente que chega dentro da Saúde Mental às vezes é aquele que tá comendo só miojo ele não tem força para um hábito saudável de vida e aí ele tá tomando aquele medicamento que é para recaptação
de serotonina mas ele não produz ele tá comendo só miojo não tem Um micronutriente importante para produzir aquela serotonina então ele tá com uma falta daqueles micronutrientes E aí vem toda uma adequação porque assim a a gente divide a saúde em áreas Uhum mas o nosso corpo é único e e quando eu recebo painel genético tá falando dessa unicidade é o que a gente come o que a gente processa né é o exercício que a gente faz para recrutar E aí é outra coisa que assim a gente tem muit essas padronizações a Gente tem muitos
elevadores para falar assim ó qualidade de vida é você levantar 6 da manhã fazer uma caminhada Comer o ovo na no café da manhã é você pega e cria um estilo de vida saudável só que tem gente que tem sensibilidade ao Ovo tem o cronotipo noturno que se ele acordar 6 da manhã e for correr ele pode morrer do coração né Cada pessoa tem suas características específicas e quando eu faço essa análise quando eu tenho esse conhecimento eu estou olhando Para isso que é a constituição única é a nossa forma de identidade a nossa forma
de que às vezes eu tenho várias crianças que foi feito o mapeamento e aquela sensibilidade à fruta aquela rejeição aquela seletividade paraa fruta era porque a criança tinha frutosemia né ela não pode ela não consegue fazer a digestão daquele Açúcar da fruta então fruta é saudável sim mas tem gente que pode ter uma sensibilidade uma intolerância a essa fruta a estamina Então são vários os elementos que são plausíveis de identificação para cada um de nós para falar o que é qualidade de vida então eu gosto muito mais de falar em Vida qualificada do que qualidade
de vida porque qualidade de vida virou um produto virou um pacote agora a minha vida qualificada é identificar o que para mim É de fato aquilo que é saudável e eu falei Nisso porque a questão do exercício né às vezes aquele ambiente da academia se você vai falar para uma Pessoa com autismo superdotação o próprio TDH que fazer atividade física é uma necessidade e você faz aquela pessoa tá lá na academia é igual a criança que você faz ficar sentada porque ó academia você tem que ter disciplina a criança superdotada tem que ter disciplina vai
ficar ali em algo que ela não consegue às vezes o superdotado não consegue ficar numa academia com aquele ambiente daquele barulho e aquele exercício que não tá ajudando ele a dispersar o Neurotransmissor ele precisa de algo que saia né daquelas realidades e não fique ali preso essas condições Então até isso de olhar o superdotado às vezes no buscar uma qualidade de vida fazer tudo que tá dentro do padrão e não necessariamente a personalização é entender o funcionamento da pessoa para que ela consiga colocar no seu estilo de vida o que de fato lhe faz bem
isso que você falou da Academia porque assim né Eh a gente vai percebendo muito só na na prática assim e e às vezes a gente não entende que algumas coisas nos incomodam e e não sabe que vai além até do conseguir estar ali ou porque daí você muitas vezes ah eu não consigo ir pra academia porque eu não sei explicar o que ali está me deixando irritado ou mal ou não tá tendo o resultado que deveria né sim e a mesma coisa da da questão de não consigo comer o que todo mundo Come da comida
saudável então padrões que a gente segue e que falam você tem que fazer tantos minutos disso tantos minutos daquilo ou fazer aquilo aquilo outro então nemum no mapeamento eu conseguiria ter eu tenho essa visão assim então de tão mais profunda né tipo de coisas básicas do dia a dia como o sono que você falou né Por exemplo todo mundo tem que dormir 8 horas não por dia não né todo mundo tem que eh só dormir à noite então aquele Horário ali e tem que ser naquele horário sabe essas questões tipo que você falou né a
pessoa pode dormir mais tarde mas não vai conseguir acordar cedo então sim e é apaixonante né a possibilidade que a gente tem dentro do mapeamento de fazer é quando eu falava que a gente divide dicotomizadas coisas mas que o nosso corpo né Tem esse funcionamento integrado existem esses padrões então eu vou olhar lá alguns genes um deles é o Cloque o outro é o per o cloque de relógio per de periodicidade que eles forma uma sincronia pro nosso ciclo circadiano e ciclo circadiano é todo o ciclo né é o ciclo para saber qual é o
teu melhor horário que você tem um melhor ritmo de frequência cardíaca Quando que você começa a produzir melatonina quando que vai diminuir essa produção então se eu pego dentro da população eu tenho uma janela de distribuição do sono por exemplo que Existe mais ou menos 1 terç ali que fica um bloquinho de pessoas que são esse Gene clock ele tem uma regulação ela começa a produzir melatonina por volta das 11:30 noite e aí esse relógio vem fazendo uma sinalização que por volta das 7 horas vai diminuindo o o ritmo E aí que ele vai começar
a ativação mitocondrial pro organismo começar a funcionar é aquela pessoa que é o cronotipo do lobo né Ela não ela pode deitar 10 horas ela pode fazer todo O ritmo do Sono Ela deita e a melatonina não está ali né ela não tem um relógio um Cronos ali programado para que a sua glândula pineal já esteja naquela produção desse neurotransmissor aí eu acho que eu tô com insônia eu vou lá e tomo o remédio para dormir mais cedo porque todo mundo tem que né então ela vai aí ela acorda você acordou né o horário comercial
ela acordou 6 horas vai tentar comer vai passar mal começa porque o estômago ainda não começou a Produzir aquelas enzimas digestivas tá aquela pessoa que acorda e nem quer comer nada ela vai ter como principal refeição o almoço e tá tudo bem porque é até uma agressão contra o seu sistema digestório já trazer aquele alimento ou então aquela pessoa pessoa que eu falei lá que ela quer ser do clube das CCO ela vai acordar às c e vai fazer uma corrida essa pessoa ela pode até fazer exercício pela manhã mas ela tem que fazer um
bom aquecimento porque isso aumenta o risco De algum problema cardíaco se ela não tem ainda todas as mitocôndrias funcionando para o que é o seu cronotipo aí ela vai ter Ali pela 5 da tarde então aquela pessoa que geralmente ela acorda ela tá só de corpo presente né a criança que vai pra escola tá lá mas ela ainda né ela não conseguiu acordar aí quando chega ali pelas 5 da tarde vem a energia ela começa a criar ideias né ela tem o teu o pico dela e a noite é uma criança para todos os as
suas atividades Então Esse ciclo né do do noturno do lobo e ao contrário daquela pessoa que se ela for dormir meia-noite né ela ficou num evento social ela já tá ali bocejando ela não é amiga da festa ela foi dormir meia-noite 6 horas o relógio biológico dela já manda sinal para acordar né tem o diurno que é aquele diurno programado ele 10 horas tá produzindo melatonina esteja num ambiente com luz ou sem luz ele tá o relógio dele é certinho vai tá ali e aí aquela 6 horas tá acordando Então já tem um relógio que
é diferenciado mas existe um meio que são as pessoas que o sistema de perico fica ficam esperando a rotina então a pessoa consegue dormir mais tarde consegue acordar mais tarde e Conforme você muda então durante a semana vai dormir e acordar todo dia no mesmo horário ele regula então o corpo produz dentro desse desse quadro agora chegou o final de semana mudou aí começam asas células de novo se perguntar Opa que horário que São as coisas então essa pessoa a rotina importante para ela esses são três cronotipos que a gente divide Mas eu posso ser
mais uma coisa mas outra porque é uma constituição que depende da Integração desses genes e quando eu faço o mapeamento eu vou olhar e falar Olha aquele você tem um cronotipo aqui noturno Então a gente vai ter que administrar você consegue na tua vida se organizar para não ser dentro do horário comercial não consegue como que a gente Vai conseguir colocar elementos que são de melhor produção de melatonina um probiótico para acordar e já começar a melhorar o teu sistema digestório aqui de funcionamento suporte condal então eu vou olhando essas características e te fala assim
que nós estamos muito no começo a gente compreende ainda assim olhando estudando uma pessoa que faz um mapeamento hoje daqui 5 anos nós vamos saber muito mais informações nós somos bebês entendendo a saúde de precisão e o Mapeamento genético lá vem todas as propensões para desenvolvimento de alergias intolerâncias que já são conhecidas os genes então para o o glúten pra lactose pra frutosemia amendoim histamina vem essas alimentos né que vão poder ser causadores dessas intolerâncias e aí vem também algumas coisas relacionadas à metabolização Porque nós não metabolizamos de forma igual as vitaminas então vitamina D
B12 essas que São mais frequentes um caso que é o mais estudado mais falado por exemplo do folato né o folato é vitamina B9 a B9 é importantíssimo pro processo de metilação do DNA para gerar serotonina para gerar vários neurotransmissores folato vem de folhas então se nós pensarmos dos nossos ancestrais que comiam muitas Folhas Verdes na no seu dia a dia o folato vinha diretamente dessas folhas como hoje a nossa alimentação não é mais com Essa base de folhas foi enriquecida as farinhas com ácido fólico que é um precursor do folato então enriquecido com ácido
fólico só que na hora de degradar de converter o ácido fólico em folato tem uma enzima que vai lá e faz isso no Brasil mais ou menos 40% das pessoas não tem essa enzima funcionando no seu 100% se falta esse ácido fólico né esse folato vai ter problema na produção por exemplo da serotonina que é o neurotransmissor relacionado com humor Com bem-estar então quando eu faço o mapeamento eu identifico Olha você não faz essa degradação nós vamos precisar suplementar no formato de folato às vezes eu já tive caso de paciente que era tentativa de gestação
fazia suplementação de ácido fólico e não folato a gente mudou a forma suplementar e e veio né conseguiu o o processo gestacional que estava em busca por uma inserção desse e nas crianças com autismo é muito frequente essa alteração E aí fazer essa suplementação ajuda a melhorar o processo de produção de serotonina e isso Kelly Ele conta um pouco da nossa história biológica né então se você pensar etnicamente existe assim a comida italiana a comida alemã né a comida afro esses micronutrientes eles faziam parte daquela Constituição e às vezes hoje nós somos essas misturas que
vem com necessidades nutricionais que eram hábitos alimentares dessas populações Então quando eu faço mapeamento eu acesso a tua história da tua Constituição e a tua necessidade biológica específica eu consigo pensar num plano nutricional suplementar né não é ir lá na farmácia e comprar o aaz porque às vezes a gente não metaboliza bem o ácido fólico que tá lá no AZ não metaboliza bem a vitamina A precisa de um retinol então é olhar as nossas características para poder fazer aquilo adequado uma coisa que é muito Interessante que geralmente a pessoa superdotada que tá no processo de
eh de busca de autoconhecimento às vezes ela vai percebendo essas sensibilidades né você falou assim às vezes eu como algo que não faz bem eu não entendo porquê Ou vou na academia e não entendo Porquê o mapeamento ajuda exatamente a a identificar esses também essas características que são nossas ali e a gente até então é muito comum no na na hora que eu tô falando trazendo esses Resultados a pessoa tá ali lágrimas falando assim agora eu entendo porquê Agora eu entendo porquê Porque eu penso na questão sensorial que muitas vezes a gente não entende o
porquê então é tudo sensorial então é tudo por conta só por causa da luz ou só por causa do do cheiro só mas muitas dessas questões sensoriais então podem ter tipo uma explicação ali o mecanismo biológico de geração desse processo Né tá é que nem alergias né que você falou tipo eu eu vou dar o meu exemplo assim tipo eu já fiz todos os exames de alergias possíveis e nenhum detecta o por que que eu tenho alergia aí eu comecei a achar que é só sensorial Então porque se todos tipo os exames que a gente
conhece né tipo daqueles da pele ou de sangue e e mesmo não aparece a causa mas eu continuo tendo aquela alergia Uhum Então eu vivo Tomando antialérgico né direto uso como uso contínuo Mas eu continuo tendo alergia sim então e pensando em constituição biológica no momento de formação do nosso tecido nervoso o epitelial faz parte né Toda a ramificação que vai dos nossos receptores paraa pele eles vêm nesse processo por o nosso sistema sensorial faz a captação de leitura do que é o ambiente Então nesse momento você ter o teu sistema imune entendendo o que
está Acontecendo no ambiente ele é importante e ele já vem por isso que assim se você imaginar que a a maestria desses neurotransmissores né desses neurônios que estão envolvidos no processo da neurodivergencia como um todo né teia superdotação o próprio TDH né emem porções o TDH às vezes ele tem nessa constituição blocos que podem ser menores em neuroforma mas tá ali naquele momento que aquele tecido embrionário tá sendo Formado tem uma maestria diferenciada nessa maestria diferenciada esses receptores esse sistema imune também acaba impactado então aquele número de receptor ou aquela sensibilidade de receptor ela fica
mais aguçada então quando a nossa pele está sentindo que mudou temperatura porque o tempo todo a nossa pele tá aqui na cada passo nós damos uma mexida ali para não necrosar os tecidos né a gente tá percebendo pressão começou a mudar a Temperatura a pele já vai fazendo né fazendo essa passagem de informação ela também vai recrutar sistema imune percebendo que o ambiente tá trazendo informação de algum risco então a poluição pode ser um fator né alguma coisa do ambiente mudou eu aviso o meu sistema imune que precisa fazer essa proteção Então esse sensorial ligado
ao nosso imune E essas percep que são tanto do ambiente sensorial mas também daqueles micronutrientes porque Alimento também quando chega no nosso intestino é uma fonte de entrada de microrganismos que eu tenho que sinalizar que alguma coisa não tá errada que alguma coisa não tá certa e nessa sinalização a nossa forma nutricional né o autista o o o superdotado ele tem uma sensibilidade aos alimentos também muito significativa né porque tá venda ali do ambiente se tá entrando se tá tendo uma diversidade que é compatível com essa produção dos Neurotransmissores porque o recrutamento de neurotransmissores de
energia para criança superdotada ou pro adulto superdotada Ele é bem intenso né porque é um neurofuncionais diferentes assim pro autismo né não existe um né a pessoa diz ah isso ainda não são muitos né são muitos e como que aí a gente sabe desses muitos E aí vai saber como que isso na prática também Vai ajudando essas pessoas autistas ou até as pesquisas e tudo mais né para com relação ao autismo assim porque só o fato de você saber que tem aquele g e não fazer nada parece que não vai mudar em nada a vida
da pessoa daí né é essa é uma pergunta assim geralmente vem relacionado à obesidade né Às vezes o profissional nutricionista ou que ele quer usar o teste genético ele vai falar assim eu já sei que a pessoa tem eu não Preciso do teste para para confirmar esse diagnóstico só que eu peguei lá um gene que é bem comum no no autismo que é o chank TR Qual é o fenótipo Qual que é a função desse gen essa é a nossa primeira pergunta na biia de sistemas o que que esse Gene faz esse Gene tá relacionado
a processo do neurodesenvolvimento na parte de plasticidade e de uma plasticidade relacionada nos processos de linguagem Então o fenótipo que nós esperamos Quando essas alterações estão acontecendo tem muito de questões de linguagem pragmática então eu vou esperar ou vou ter associações que estão relacionadas a essa linguagem como um fenó para essa pessoa alguns casos como por exemplo do Gen bndf que nem é no no autismo mas no autismo eu vou pegar tem muitas dessas rotas Kell que elas me ajudam a olhar e falar pro prescritor esses genes aqui esse tem um apl tipo em Drd1
drd1 é o receptor de dopamina Então aquela criança né aquele adulto que tem esse bloco aqui de dopamina eu vou entender que a medicação tem que vir da suporte que a alimentação tem que vida suporta aquele sistema dopaminérgico geralmente o sintoma principal aqui associado vai tá a questão de regulação e eu vou olhar que a terapia do tipo que faz aquela recompensa vai ser positiva para essa criança porque é exatamente num centro De autorregulação que ela tá tendo esse neurodesenvolvimento comprometido então geralmente avaliar o Quais são os genes que estão aqui e ní tem até
uma clínica que geralmente quando eu faço essa comunicação eles falam Nossa como que você tem a percepção dessa criança eem só olhar o mapeamento você nem conhece né às vezes ali o comportamento da criança você tá nos descrevendo exatamente o que ela é de resposta ao ambiente né Então faz essa sincronia Entre o que é a função do Gene e aquilo que a criança expressa no seu comportamento Então nós vamos buscar moduladores o que você falou da pesquisa quanto mais nós fom conseguindo associar que de fato esse genótipo né aquela Constituição do Gene tem em
relação com o fenótipo eu vou conseguir sabendo origem buscar formas de ajudar a trazer qualidade de vida para essas condições e aqui o eu vou pegar um outro Gene que não é propriamente do autismo mas que Tem essa relação o bndf por exemplo é um gene que ele tá relacionado a neuroplasticidade também né um gene que ele tem uma a uma função na arborização do nosso sistema de porque a gente tem no momento de formação dos dendritos uma comunicação que é a neuroplasticidade a nossa capacidade de criação de novas ramificações Então esse genes se estuda
muito hoje nessa questão que nós queremos um aprimoramento as pessoas Buscam muito esse aprimoramento cognitivo né pensando tipicamente Só que essa expressão somada né uma condição um gene desse que super expressa essa característica numa criança ou né numa pessoa que tenha TDH ela faz o pensamento arborizado e esse pensamento arborizado é o tipo que TDH também nós somos falar um termo guarda-chuva né TDH ele envolve um ali vários tipos de TDH que no fim a gente direciona entre com um bloco mais de Atenção ou de hiperatividade ou do duplo Mas isso fica lá para uma
questão neuropsicológica só que aqui pensando em funcionalidade quando eu tô avaliando por pelo mapeamento quando é um TDH que tem essa alteração no bndf é aquela pessoa que eu gosto de pegar e até né Eu uso o exemplo disso da taça eu pego essa taça e pergunto assim o que que eu posso fazer com essa taça ah coloca água nela e geralmente numa frequência de bndf de expressão típica Convencional Você tem uma entrega tá taa água pronto eu vou passar a informação ela veio fechou esse circuito agora nessa capacidade de Hiper arborização eu vou perguntar
assim o que que dá para fazer essa taça Ah se você virar ela vira uma bonequinha com a saia ou então eu posso colocar um gelo limão e fazer uma Você desenhou 10 possibilidades do que dá para fazer com essa taça na hora de entregar ele vai pensar assim eu não vou entregar só com água é medi CR ISO né porque você conseguiu desenhar 10 opções você tem que pelo menos só que lá naquela hiper arborização de conhecimento ele sabe o que que é o modelo perfeito que ele criou aí tem a dúvida se entre
aqueles três tipos de perfeito já chega o perfeito e daí aquela pessoa que começa a procrastinar porque ela tem 10 possibilidades ela vai entregar o que deu de última hora e não é só a taça com água então ela vai criando essas ramificações e se é para Uma coisa boa com criatividade então ela vai ser aquele profissional que entrega alguma coisa diferente né já é diferente porque ela tem 10 possibilidades agora Digamos que isso daqui fosse alguma coisa que gera uma ansiedade porque você tá pensando no risco que tá vindo uma chuva né E daí
geralmente cria assim ah tá vindo a chuva pode e o que que pode acontecer ela cria também 10 possibilidades de problemas eí entra um pouco do que você falou de de ser Dramático né porque você tem criatividade para criar todos os cursos de ação né então esses cursos esse curso de ação que existe aqui para para você imaginar né as possibilidades de de solução do problema ou paraa criação desses problemas é outra coisa que eu acabo fazendo a integração com o Jefferson na parte de terapia porque existem elementos que eu consigo controlar pela parte biológica
eu peguei o exemplo do bndf onde tem moduladores Fitoterápicos então por exemplo Gin cobiloba ou o ginen o chá verde são formas mais naturais ou então vou olhar medicamentos que vai por essa via floxetina né mas geralmente a gente vai tentar olhar numa forma mais natural de controle desse bndf e tem outras coisas que vão pelo comportamento Então o meu né A minha Associação com a parte terapêutica também é pra gente olhar essa parte genética e na terapia começar a trabalhar tá você tá desenhando a a Pessoa aquilo que você falou sobre eu tomar consciência
sabe a hora que eu vou pensar em tomar uma decisão falar tá isso é uma constituição que o meu cérebro tá fazendo isso Geralmente eu uso inclusive esse exercício para pensar assim quantas vezes a pessoa com a superdotação tá passando pelo uma tpm e aí aquela sensibilidade dela tá dentro do ciclo gera uma série de fatores que trazem e você passa a ter consciência biológica não agora eu tô de TPM é isso não eu tenho uma constituição que cria essa hiper arborização ou como que eu vou administrar isso e é nesse sentido que esse conhecimento
vai sendo Libertador porque o superdotado vive uma eh um misto assim meu Deus como a ignorância como é bom Ignorar as coisas eu queria não tomar proporção de tudo que eu sei né a pessoa fala isso ela fala assim eu vejo ignorância como uma bênção só que tomar o conhecimento de como você funciona também pode ser uma Verdade que te liberta de coisas que são o teu cérebro querendo te modular para esse tipo de funcionamento então a busca de saber né que foi a pergunta que você começou ali e no meu pensamento arborizado eu já
divaguei que você vai conseguir olhando esse Gene entender função pensar em modulação e eu vou falar assim de uma angústia aqui eu vou sempre torcendo para que seja algo que a gente entenda a Rota e às vezes eu vou falar assim nossa olha achamos a rota essa pessoa não metaboliza bem a dopamina então dá pra gente colocar um precursor de dopamina e vai funcionar tem casos em que eu vou achar uma rota que a gente ainda não sabe o que fazer tem e cada paciente é um novo desafio é um mapa completo ao qual essa
nova descoberta vai ajudar a gente a pensar em novas formas de terapia novas formas de condutas então às vezes isso vai ser conhecimento que Vai levar para estudos porque na genética e aqui a genética Clínica Entra muito disso tem muitas doenças que são raras tem muitas condições que são raras a pessoa é a única que tem a aquela alteração E aí cada e uma das coisas que eu vejo Kelly que para mim quando um paciente chega tem um gene que eu nunca vi eu não tenho nenhuma restrição e falar assim eu não sei o que
que é essa condição Eu não sei porque existem mais de 8.000 doenças genéticas só de doença Imagine de características Então o que nós ignoramos na genética é muito maior do que aquilo que a gente sabe então cada pessoa e cada alteração nova é uma oportunidade da gente descobrir e trazer novas formas de intervenção e qualidade de vida né E até o que você falou né aparece uma pessoa ali mas a gente também Deixa explicar que é uma pessoa que fez o exame que descobriu que tem né não significa que seja só ela que que aí
Entra um outro que tudo que você tá falando aqui se todo mundo tivesse acesso muda muito a sua a percepção de você a questão de qualidade de eh medicina a gente medicina preventiva mesmo né de a gente conseguir eh se cuidar Mas da forma certa sem entrar só na receita que todo mundo tá seguindo mas o acesso primeiro à informação de saber para que serve sim né Para que que serve porque eu não sabia que servia para tudo o que você tá Falando aqui entende sim eh e aí o acesso financeiro também né de um
exame genético que no Brasil ainda é muito caro sim né é essa é uma uma questão até que do fármaco né Existem algumas iniciativas pro fármaco pra parte de cárdio Então hoje já se busca colocar isso no SUS porque tem relação com morte súbita tá diretamente relacionado a um desfecho mais drástico né mas por exemplo a gente pensar os custos que tem hoje com a Parte oncológica e se o teste fosse feito quanto que poderia ser prevenido só que não se Sistema de Saúde onde você não tem acesso cada vez muda idade ou grupo que
vai ser atendido por uma mamografia que já é um passo né quando pode se expressar você vai pensar em inserir uma ferramenta genética né então a a a condição porque quanto mais pessoas vão tendo acesso mais o preço também vai sendo diluído né e e isso de levar informação do quanto teste Genético vai ajudar a reduzir por exemplo efeitos colaterais né efeitos colaterais que podem ser muito mais causadores de prejuízo pro sistema E aí elas estão falando assim se a gente vai fazer uma lógica Econômica porque é o que vai acaba na conta do que
vai entrar ou não né mas é uma pessoa e quando eu trabalhava com Alzheimer eu olhava assim o paciente e foi uma das coisas que me levou para fármaco né Eu vi um paciente porque no começo a pesquisa era Desenhada para achar genes causadores para alzaimer só que o que me me levava muito ao questionamento às vezes um paciente com Alzheimer chegava eu fiquei ali por dois anos no HC fazendo coletas chegava no começo do ano ele tava bem aí chegava o final do ano aquele paciente tava cadeirante com necessidade já de sonda tudo em
um ano ele teve uma piora e às vezes tinha aquele paciente que já tava 10 anos ali e os dois tinham um diagnóstico de Alzheimer e na hora de Responder a medicação tinha aquele que respondia tinha aquele que não via diferen e tinha aquele que dava tanto efeito colateral que era aquela pessoa que ia tá debilitada falava mas se é o mesmo diagnóstico por que que cada um responde tão diferente né E foi isso que da eu mudei minha pesquisa e fui hipotetizar a questão fármaco Então você olha o o custo que tem eu vou
pegar ISO aqui porque foi no Alzheimer que eu estudei mais essa parte o custo que tem Esse medicamento né média hoje com R 400 essa medicação pro idoso que já está debilitado piorado usando a medicação né como que a gente não tem ainda mais pro pro idoso que é polifarmácia um sistema que vai fazendo esse esse teste essa condição chegar né a ser acessível aí nós vamos ter um momento assim que é os profissionais saberem como interpretar Porque hoje a gente tem uma limitação do profissional para conseguir entender essa informação genética e depois esse Acesso
que é assim hoje pro profissional de saúde é uma escolha ele querer saber interpretar ou não quando a saúde de precisão for se estabelecendo não vai ser mais uma escolha vai ser uma necessidade e eu eh uma época lá em 2010 quando eu almejava um dia pensar que essas informações porque parecia gataca aquele filme do Futuro né que você olha assim e pensa Meu Deus será que algum dia a gente vai conseguir Fazer essa previsão que foi o que você falou assim parece uma bola de cristal então a gente já hipotetizar e trazia na ficção
científica como será quando chegar essa possibilidade como que a gente vai administrar essa essa forma de de acesso à informação só que evoluiu muito rápido né E quando eu falei para você quando eu assisti gatak eu tava na faculdade e hoje estar trabalhando com isso foi impressionante como foi rápido então eu tenho uma perspectiva que mais Ou menos daqui 5 anos a gente já vai ter um acesso muito melhor a esse esse essa ferramenta que é uma ferramenta de Tecnologia em saúde que eh vai passar a ser um direito a você poder ter esse acesso
para melhora na saúde porque hoje pegando o TDH né que é onde a gente utiliza muito a maioria das pessoas com TDH acaba utilizando a medicação Só que até você chegar um medicamento certo que funciona para você né você passou por vários ali que te deram um monte de Efeito colateral que traz um monte de gastos às vezes necessários para aquela pessoa né sim enquanto que se a gente tivesse já um uma condução mais né tô vendo aqui que tá parecendo que sei lá a ritalina ou o venvance a gente tem vários ali né o
atenta qual deles vai ser melhor para ess Principalmente quando a gente fala de criança né é eu porque o adulto o adulto ainda consegue Eu ainda tenho uma percepção nem todos tá mas assim o Adulto consegue ter uma percepção um pouco melhor daquilo agora a criança muitas vezes não consegue te dizer por né é e até o Às vezes tem uma expressão usada na escola que é o sossega Leão né o medicamento é usado para aquela criança ficar quieta então será que de fato tá na rota para melhorar a aprendizagem Será que aquela criança precisava
necessariamente da modulação dessa via E aí aparece o pai que a criança tá tendo prejuízo por não estar Usando a medicação Porque de fato ela precisava desse suporte mas por ouvir tanto o uso né de desmedido da medicação né ele ser resistente e o outro que na criança não para mas são efeitos às vezes da própria dinâmica familiar e não precisava necessariamente da medicação eu eu recebo Muitos pais que vem com medo de usar o CDB por exemplo medo de Psicose de vício né associado ao canadi biol e que também o teste genético vai nos
ajudar a compreender se tá na rota Se faz metaboliza e E aí é todo uma necessidade da gente avançar nesse conhecimento para poder fazer essas orientações do responde ou não a a essa medicação eu eu tenho mais para CDB que vem da infância porque acho que ainda né a gente não tem uma robustez de estudo do que propriamente o as vias para TDH mas para TDH também é uma das fontes que a gente tem com o mapeamento para poder fazer exatamente essa indicação que você tá falando é Porque pensa né a ritalina vamos falar da
RIT Lina que é a mais conhecida e a mais acessível né pra maioria das pessoas eh Ela acabou sendo muito utilizada principalmente para criança ficar quieta e muitas vezes essa criança aí vamos pensar numa criança criativa ou numa criança que não tá suportando ficar naquele ambiente porque tá chato para ela às vezes é ou ela é super dotada e nem sabe né sim então às às vezes só vai Pelo a gente tem um exagero também de achar que tudo precisa né de medicação e às vezes D medicação ali sem sem que a criança realmente precisar
se ela vai ficar quieta ou ou ou vai ter Cris de ansiedade mais assim se a criança ficar quieta então beleza então funcionou né e eu vejo que pra gente eu tomo o bance enquanto adulto a medicação não é para eu ficar quieta é para me ajudar a ter foco para que eu Produza mais porque eu Tenho né para que eu me sinta melhor e na e na criança parece que a gente tem essa esse outro olhar ainda de eu quero só que ela pare de de causar né digamos sim e e nós pegamos um
sistema escolar ensino de uma forma geral que nós mudamos né a dinâmica todo o ambiente profissional tal e a escola permanece né você vai olhar na Constituição as cadeiras a fila o quadro o professor nós temos uma expectativa muito grande com as crianças né Uhum no Ambiente que a até quanto tempo atrás a criança ficava lá embrulhada no coir inho só só essa questão né as mães falam com a criança então nós já estimulamos ela muito no começo de quando vai para ela ir pra escola ela ainda está de quando igual quando nós éramos crianças
então a gente acaba sendo muito assíncronos em relação às nossas expectativas com as crianças né então esse ficar parado eh já não é mais Compatível com o estímulo que nós damos desde que a criança tá no ventre então a necessidade de achar esses recursos como foi a caso da medicação é é tá desconcatenar do que a gente esperaria que é exatamente esse rendimento né E aí a gente falando autistas altas habilidades eh quando a gente tem esse excesso de informações ou de eh você vai num lugar que para você te causa eh um gasto muito
grande de Energia tem aquela coisa de Acabou minha bateria social né E como que eu lido com isso eh como como que eu poderia melhorar essa parte se a gente for pensar tendo esse mapeamento genético Como que essa parte poderia ser beneficiada assim né tipo para eu ter uma qualidade não é nem para eu aturar melhor esses momentos Mas para não sair muitas vezes o que acontece também eu quero estar naquele lugar sim a pessoa não ela não quer Ficar sem ter acesso a uma festa ou a ir num evento e tudo mais mas ela
ela não consegue ou é tão desgastante aquilo que aí ela na próxima vez ela já vai lembrar daquele desgaste e não do momento de estar lá né Essa questão que nós já estávamos falando sobre serviço seral né estar no ambiente absorver todo o ambiente e trazer questões que são né típicas do processo de empatia por exemplo né o a leitura do outro então existe até um mecanismo que Já se vem lá da infância porque você se sente diferente Então você começa a tentar interpretar e ler isso por comportamento né a leitura do que o outro
tá sentindo então isso desenvolve meio que como comportamento mas com mapeamento é uma um dado que eu estou levantando não tenho né a publicação ainda sobre esses resultados mas é muito mais frequente a expressão de um gene da oxitocina com baixo receptor em superdotado do que Aquele que porque a oxitocina é um neurotransmissor que tá relacionado ao amor então nós mulheres expressamos mais na amamentação no no momento né da Maternidade a gente falar mais perto do parto né até fazer sua né porque às vezes tem que fazer intervenção e é bem comum entre as mães
superdotadas terem que fazer intervenção inserindo oxitocina quando você tem esse Gene que tem essa menor expressão E aí é aquilo que assim a a bateria social É Como se eu conseguisse acessar Quando eu olho esses receptores de ocitocina um nível e muitas das pessoas superdotadas TM uma menor expressão dessa oxitocina então a tua bateria social ela tem um limite você está ali e você sente muito mais a questão racional e você avalia muito mais como essa relação do que sentir propriamente aquele prazer porque aí quando você tá banhado de ocitocina aquele hormônio que te dá
a sensação só do bem-estar de está ali só que você Avaliando tantas as as condições e você tendo uma menor expressão desse receptor passa a ser um peso a vivência social então às vezes vai chegando no final do dia às vezes você tá trabalhando na de trabalho você tá gastando tanta ocitocina chegou a final do dia você só quer repor tua bateria você precisa de um momento para ficar quieto em silêncio você não quer ver pessoas não é porque você não gosta das pessoas mas porque você não tá tendo ocitocina para isso Para relacionar com
os outros e aí nesse processo de empatia o superdotado tem também uma capacidade de fazer a empatia não de sentimento mas de racionalidade você olha pro outro e você faz uma leitura racional empática e você pensa essa pessoa está sofrendo e aqui entra um sofrimento emocional porque você avalia o sofrimento do outro na tua medida Às vezes o outro nem tá sofrendo naquela proporção só que o superdotado Pega aquele sofrimento e sofre na Intensidade que ele é de pessoa então essa leitura de entender essa empatia que você está tendo essa tua capacidade Ática Será que
ela é de fato na proporção daquilo que a pessoa está sentindo e será que você tá conseguindo sentir isso ou você tá racionalizando né então Essa gestão do sentimento de empatia ele vai passar por esse quadro que a gente tem que entender do superdotado vira a ter esses momentos dessa baixa de ocitocina a ocitocina é Um neurotransmissor que é assim ele é vem de uma rota Então a gente tem um um uma alimentação que tenha rica em 5htp triptofano que são alimentos muitos das eh sementes banana tem esses precursores a serotonina ela é transformada em
melatonina e a melatonina é transformada em ocitocina então na tua rota se você não teve um sono reparador não vai ter melatonina suficiente para ocitocina então às vezes aquela noite que você não tá bem no outro dia tu a bateria social Já acorda zerada é o dia que você já não consegue e da aqui novamente às vezes no superdotado tem aquele que precisa de 12 Horas de Sono é um adulto que precisa de 12 Horas de Sono pela sua necessidade e gasto de energia e tem aquele que 6 horas para ele já é suficiente porque
ele tem um metabolismo tão alto para essa produção desses neurotransmissores que já é né aquilo que não é o padrão que você tinha dito é regular é dependente para cada pessoa e daí você Quando eu olho para essa pessoa que tem baixo ocitocina eu vou olhar lá como que tá a produção de serotonina porque elas dependem então aí volta novamente naquele processo de entender como que tá o teu estado nutricional porque assim a pessoa pegou e entrou em hiperfoco tá resolvendo uma questão tá lá no computador olhando aquilo eu tenho pessoas que falam que ficam
6 horas e não comeu nada você esquece de comer na verdade esquece de comer né porque tá Tão legal aquilo que ele tá fazendo E aí vai dar uma estafa por falta de micronutriente faltou aquelas precursores para produzir aquela tocina e e tem alguma coisa também que você conseguiria ver por exemplo você falou de hiperfoco por exemplo Às vezes você fica horas no teu hiperfoco mas é um hiperfoco às vezes até inútil né que às vezes a gente só liga o hiperfoco na coisa do Ah no autismo tem muito isso ah porque ele tem hiperfoco
nisso então Ótimo porque ele vai colocar isso no trabalho dele não mas não é você fica às vezes horas que você esquece de comer esquece de tomar banho você esquece de ir no banheiro você esquece então tem eh eu também consigo ver para ajudar porque assim você fica naquela coisa repetitiva muitas vezes né de ficar muito tempo naquilo e esquecer do básico é e essa essa questão de você entrar nesses hiper focos às vezes ele tá relacionado por Exemplo uma degradação de dopamina que não está ok né aquela degradação tá muito lenta e isso além
L dá o hiperfoco ele pode ser sensibilizador paraa pessoa ter pensamentos ruminantes Então dentro do senso de justiça aconteceu um processo lá no teu trabalho ou lá na escola viu um coleguinha que pega desse senso de justiça e a pessoa fica ruminando e ruminando aquilo e às vezes é uma via de degradação de dopamina que a gente tem que ajustar para ficar uma Degradação mais rápida tem um gen conte né que tá envolvido com essa parte de degradação Às vezes a pessoa tem uma variante que ela é mais lenta E aí eu vou identificar não
tem que melhorar isso porque essa dopamina tá tão devagar a degradação que esse hiperfoco permanece eu tenho que fazer essas quebras ajudar o organismo a ter essa possibilidade de quebra então além de modulação de comportamento eu posso trazer elementos ali que são orgânicos e Daí aí nesse degradador lento que por exemplo a academia para ele ficar fazendo movimento repetitivo não ajuda a quebrar mais ele tem que sair ele tem que fazer uma corrida uma caminhada alguma coisa que ajude a dispersar essa dopamina que tá ali e não trazer repetição ainda mais porque às vezes você
tá dando combustível para permanecer naquela rota né É porque daí Aquilo é gostoso né é prazeroso sim a você tá precisando daquilo entra na rota De de recompensa al então e daí isso ex tenua todo um sistema né que tá gastando energia que não tá entrando micronutriente porque você não tá fazendo uma função que é básica pro pro teu sistema é é bem comum mesmo em pessoas autistas eh essa parte de você esquecer isso também tá ligado a gente também fala muito da parte sensorial nisso de você esquecer totalmente de se alimentar assim a a
pergunta mas ou ou a pessoa não se ela esqueceu que ela tava Com vontade de fazer xixi Então ela quando ela veu ela fez xixi sem ela perceber que ela fez porque ela ficou tanto tempo naquilo eh que ela não não percebe mesmo é das funções básicas fisiológicas é Ah eu sempre falo para prestar atenção e respeitar que é o exemplo que eu tava falando de você pegar e usar uma camisa mesmo que aquilo tá te incomodando você tá com uma um Sapato Apertado tá incomodando só que tá pensando tanto em Outra coisa que você
não percebe tá um cheiro que não tá sendo agradável para você só que o fato do teu consciente est ignorando aquilo não faz com que o sinal não esteja chegando aí vai vir a desregulação e vai vir todo o desequilíbrio que aquele né aquele autista aquele superdotado que vive nas frequências ali da montanha russa existencial né Tem um momento que tá bem nesse bem entra nesse hiperfoco esquece da sua sensorialidade como um todo aí Ele vai cai aí passa e restabelecer Então essa montanha russa que a gente precisa ter essas percepções do quanto o nosso
cérebro né pode entrar em rotas que não sejam compatíveis com o que o nosso sensorial está captando e percebendo do ambiente é Achei bem assim tudo né da que você falou É bem interessante porque você tá alando várias coisas na sua vida que é para ajustar são ajustes na verdade na maioria das coisas né pelo Que a gente conversou assim ajustar uma alimentação ajustar seu modo de vida mesmo ajustar a questão de um exercício físico que é o adequado não é você não fazer o exercício Mas qual que é o melhor para aquela pessoa né
Qual que é a melhor alimentação saudável para aquela pessoa uhum sem sem cortar coisas que às vezes ela precisa E aí você faz aquelas dietas malucas né e não tem um resultado restrições Então me parece que realmente Traz essa Qualificação né de uma vida mais qualificada mesmo né tipo que você falou é e cada ponto desse ele é importante desde o momento né A hora que você acorda como você vai conduzindo o teu ambiente você porque como é todo esse sensorial cada imagem que você vê vai impactando né então a gente entender-se como diferente e
aí volta né o quanto que nós estamos ficando sendo suportando como girafa no elevador então a girafa tem entendeu o seu local e aí se é a Natureza se é o verde se é o ambiente adaptar esse ambiente para que essa esse estilo essa qualidade possa trazer um equilíbrio eh tem uma frase né que eu eu concluo sempre os meus atendimentos que na vida não tem equilíbrio não tem só tem Equilibrista E e esse Equilibrista que somos nós nós temos bases diferentes porque a nossa ição Genética é única então assim para mim conseguir conviver com
outras pessoas tendo uma bateria social baixa a minha ocitocina é Um Desafio completamente diferente do outro que tem uma ocitocina alta Então eu tenho que olhar para aquilo que são as minhas características e a partir dessa base olhar o mundo e compreender o quanto que eu consigo estar nele com uma qualidade né Para que eu consiga equilibrar com melhor eh funcionalidade porque o quanto que você tentar se adaptar ao que não é o teu organismo o que não é a tua biologia te torna disfuncional né ah mas todo Mundo consegue trabalhar com barulho eu não
tá você tem receptores que são assim essa semana ainda recebi um paciente que eh ela me relatou assim eu sou fraca porque eu percebo muito a dor né eu tenho muita sensibilidade a dor e aquela leitura que ela fez sobre a sua fraqueza por uma condição que é biológica né ela tem mais receptores não foi uma escolha dela ou não foi algo que a gente possa associar uma fraqueza é uma característica então O o o neurodivergente ele diz assim eu sou chato porque eu me incomodo com o o pingo da gota que tá ali né
aquele barulhinho assim tá você é chato ou você tem percepções que são aguçadas Então a gente vai se rotulando a gente vai criando essa nossa imagem pejorativa daquilo que são as nossas formas de ser nesse mundo biológico né nessa nossa Constituição Onde poderia ser uma experiência né que eu vou trazer aqui um exemplo do do Felipe enquanto a Gente não tinha identificado da superdotação ele chegava da escola e ia tomar banho e o banho doía o banho era desconfortável porque ele tinha ficado ali se expondo aquilo que estava sendo estressante depois que a gente reconheceu
o que era a condição e deu o suporte eu né ele entrava para tomar banho falava assim filho vamos sair dele falava assim eu tô desfrutando E aí ele passou a ter o prazer da Gota D'Água caindo na pele Dele n ele passou a assim aquela pele que já não estava mais hipers sensibilizada por tá sendo a girafinha no elevador né então ele tava ali exposto àquela água e sentindo prazer então quando eu olho né o neurodivergente e eu entendo que a gente pode transformar a dor da Gota D'Água em o prazer de desfrutar aquela
gota na pele porque aquela pele tem uma sensibilidade que é maior eu posso desfrutar do cheiro sem desregular Porque aquele cheiro tá exaustivo esse autoconhecimento né e assim eu tenho uma ferramenta tecnológica que eu acho né Para mim é incrível essa possibilidade do mapeamento mas não é só ele é é a nossa percepção e o nosso reconhecimento de nosso local no mundo né e ele vai passando a essa sincronia a essa aceitação essa percepção dessas verdades que nos libertam a sair do elevador e ser girafa que somos né nesse mundo que Tá acostumada a criar
padrões e quadrados Nos quais o neurodivergente não cabe exatamente e acho que dá pra gente encerrar com porque foi uma fala super bonita aí que representa representa a gente como neurodivergente mesmo que vive tentando se encaixar e às vezes a gente vive tentando Ah porque eh não se o né pros outros então se forçando muitas vezes a comer aquilo para agradar o pai para agradar a mãe para agradar não sei quem ou fazer Aquilo para agradar os outros e tá se agredindo né sim então gostei muito da conversa e DAE quem quiser te achar que
quiser ter uma consulta com você como que é é online é presencial só como que funciona até pras pessoas entenderem né À vezes s tá lá longe e pensa mas aqui não tem geneticista aqui não tem não tem essa profissão dela o que que eu faço é hoje que ali meus atendimentos são quase 90% do online eu atendo presencial moro na Cidade de Guarapuava no Paraná mas a a consulta pode né Nós vamos ter um primeiro encontro no online onde eu vou identificar o que que é a necessidade né do painel para para cada pessoa
os testes genéticos chegam o kit na casa para você fazer a coleta a coleta é a saliva né então as mães às vezes com a criança que é difícil fazer uma coleta de sangue não precisa se preocupar porque é um processo de retirada da da mucosa da bochecha então ele é um Processo que pode ser feito a autocoleta então o kit vai no Brasil e no mundo hoje eu atendo pacientes do mundo todo também então não é só aqui no Brasil mas do Brasil qualquer região vai chegar o kit né fazendo ali o nosso primeira
conversa chega o kit depois eu recebo aquelas inúmeras páginas às vezes são 700 páginas de resultado e eu vou montar o quebra-cabeça E aí nós vamos ter o segundo encontro onde eu vou passar essas informações nessa comunicação né Do da tua constituição genética tudo que foi a parte de prescrição eu vou conversar com o profissional que já é aquele profissional prescritor para fazer essas orientações também pro profissional para que a gente faça essa medicina de precisão chegar cada vez mais a a mais pessoas né então a o meu meu Instagram é Doutora daane Simão né
lá vai ter todos no meu link Tree lá na no link da bi todas as formas de contato para fazer os Agendamentos então e vai tá tudo aqui embaixo gente então lê aqui na descrição tão todos os links e obrigada mesmo da tá Kell foi como você falou assim de a conversa fluiu que a gente nem viu o tempo passar não eu falo né tipo porque é um assunto que é que é muito interessante e e saber que a gente tem mais meios a gente tem outros meios a não ser só achar que eu tenho
que me adaptar né sim n então de saber que tem outras possibilidades e que vão explicar Muitas coisas que às vezes a gente não entende e que fica sofrendo causa gera sofrimento é de não entender a causa né O que me apaixona nessa forma de prática de de saúde é você buscar causa porque a compreensão do que gera né aquela condição vai também dar no entendimento do quanto a gente precisa eh olhar o que está posto né na nossa biologia e assim trazer qualidade de vida foi um prazer estar aqui eu agradeço agradeço a todos
que nos acompanham nesse nesse tempo de Conversa aqui é isso aí e você que ficou com a gente até agora muito obrigada não esquece aí de curtir esse vídeo de dar um like compartilhar para outas pess vocês viram que a gente falou de muita coisa interessante que eu tenho certeza que vocês também nem sabiam que existia E então é isso pessoal se inscreve no canal acompanha as redes da daane e a gente se vê semana que vem beijo grande e até