ao longo dos últimos anos tivemos um aumento vertiginoso no uso de psicoestimulantes pela população parte desse uso está relacionado ao aumento no diagnóstico do transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade e também do transtorno de compão alimentar porém há um dado preocupante aí muitos desses consumos são são sem critério são consumos aí indiscriminados e inclusive Esses medicamentos têm sido alvo até mesmo de quadrilhas que estão roubando Esses medicamentos para roubar para para vender no mercado paralelo sejam todos bem-vindos a mais um episódio do trianum cast o podcast da clínica trianum que tem o ser humano
como especialidade cá estou Daniel Cavalcante médico psiquiatra e hoje com a presença ilustre da Dra Renata Carvalho também médica psiquiatra diretora aqui da Clínica trianum E hoje como eu já antecipei aqui na nossa abertura vamos debater um assunto de grande importância o uso de psicoestimulantes vamos debater isso tanto tendo como base a Psiquiatria e as aplicações desse tipo de medicamento como também né fazendo uma avaliação do ponto de vista de contexto social então bem-vinda Renata que que você acha aí desse aumento no uso dos psicoestimulantes pela população muito obrigada adoro conversar sobre esse assunto principalmente
porque é uma área que faz muito parte da minha rotina e acho que existe muita desinformação em relação a essa temática eh e o que né o que eu sempre falo Geralmente quem precisa tomar acaba tendo até medo e até uma vergonha de fazer o uso porque é como ah todo mundo tem esse diagnóstico e todo mundo faz uso Então na verdade o problema aí como em qualquer outra medicação outras medicações também no mercado até para emagrecer como por exemplo né a o zenic e tudo mais O problema não é a medicação e sim a
indicação correta associado a uma prescrição e todo um acompanhamento feito por um especialista então sim a gente eh percebe que existe um aumento de né da venda e do uso e igual você falou né existe um aumento do diagnóstico só que esse aumento do diagnóstico ele não é porque a gente né faz hoje em dia aí muito mais diagnóstico que antes que a gente faz né um hiper diagnóstico né estamos super diagnosticando não é porque hoje as pessoas buscam mais o tratamento buscam entender algumas coisas e alguns critérios também mudaram né a gente até conversou
isso né em outro podcast Então hoje lá atrás o diagnóstico ddh a gente sempre tem que ter né alterações desde a infância mas o grande ponto é que agora antes era até 7 anos de idade agora é aí até 12 anos de idade e em relação ao transtorno da compunção alimentar é muito também entender a raiz do transtorno da compunção alimentar que na maior parte das vezes também é psíquica agora um erro muito grande é a gente vê e eu vejo muito na minha prática subdoses para o tratamento da compão alimentar prescritas como um cheirinho
em Caldeirão de Bruxas aí né como a gente diz dentro de uma fórmula então assim você vê eh vai 10 di 15 MG Ah porque combina com a outra medicação que você tá tomando porque combina com ozempic não então assim Eh aí você vai avaliar a pessoa não tem compulsão E aí você tá E aí essa pessoa depois que fica sem a medicação ela perde esse efeito realmente de um estimulante E aí ela começa a se questionar se ela está deprimida o que que tá acontecendo E aí como você falou a gente entra aí no
contexto social Então hoje a gente vive num mundo onde tudo a gente quer Eh entender o que que tá acontecendo só que a gente nunca Olha né Toda a questão lá atrás então eh a gente tá o tempo todo conectado eh muitas vezes não faz atividade física não se alimenta bem consequentemente não dorme bem consequentemente começa a ganhar peso com ganho de peso desenvolve uma pnea que piora ainda mais o sono pior o peso aí você passa num médico que pede um monte de exames a sua testosterona vai tá baixa porque deante desse cenário vai
tá baixa e aí o que que você faz começa a tomar um emque testosterona vem tal e aí é isso é uma bola de neve eterna a gente acaba não voltando para onde tudo começou Como é que tá a sua rotina Como que tá a sua organização então depois que a gente limpa tudo isso a gente entende quem é o paciente então o grande problema dessas medicações é a prescrição assim como eu dei o exemplo agora para tentar melhorar né como se fosse realmente palial um paliativo para uma rotina extremamente estressante esse esse uso ele
é muito perigoso é um uso que aumenta o potencial de dependência é o uso que geralmente faz parte aí ou do mercado negro ou de tratamentos que não tem um acompanhamento multiprofissional que não tem uma estratégia ali com o psicólogo e que realmente faz com que a gente tenha outros riscos aí você vai falar a o risco cardiovascular que é o que realmente que realmente as pessoas questionam nesse paciente altíssimo Olha só todos os outros riscos que eu acabei de atrelar aí né então eu acho que a gente tem que olhar um pouquinho para esse
cenário social antes da gente falar ah acusar a pessoa que toma ah todo mundo tem isso Você tá tomando né mais um aí né você desse mundo não não calma existe um diagnóstico você tá com o médico que tá te diagnosticando tratando acompanhando você tá fazendo mudanças da sua rotina existe to ali tudo descrito E aí eu acho que isso é o importante não sei como você vê isso na sua rotina como que né Eu acho que né tentei contextualizar tudo que você falou dentro de uma resposta só né Não eu acho que é isso
né Eu sempre gosto de dizer pros meus pacientes que o vilão não é o remédio o vilão é o uso inadequado do remédio o vilão é a prescrição né é não criteriosa né o vilão ali é a o remédio do vizinho né você tomar o remédio do vizinho achando que vai fazer o mesmo efeito em você então quando o remédio né Ele é bem prescrito quando você tem um acompanhamento médico realmente de alto padrão né um acompanhamento médico que não está focado apenas nos seus sintomas mas que enxerga você para muito além dos sintomas que
enxerga ali o ser humano com toda a complexidade ali em torno dele com todo o contexto de vida dele né ou seja aquilo que você tava falando né quem é aquela pessoa o que que aquela pessoa faz da vida onde é que ela trabalha como é que é o ambiente de trabalho dela Quais são os hábitos de vida dela né a atividade física que ela faz a frequência que ela faz o que que ela come como ela dorme etc Então quando você amplia tudo isso para além daqueles sintomas que ele verbaliza na consulta Aí sim
você eleva para caramba não apenas a efetividade do tratamento mas a segurança dele né eu já recebi muitos pacientes aqui no consultório né Eh mostrando um certo receio de tomar né a medicação psicoestimulante por exemplo porque é uma medicação que é taja preta e é uma medicação que está na mídia né com alguns alertas relacionados ao uso deles né Eu sempre bato nessa tecla não mas com você é diferente você não está fazendo uso sem orientação você está em acompanhamento com Expert com bastante experiência nesse tipo de medicação né não é não é nem apenas
a questão de estar em acompanhamento médico né Renata porque às vezes alguns médicos não t tanta experiência com tal medicação né como é uma medicação que acabou acamento com especialista né É então como é uma medicação que acabou tendo o seu rol de de indicações né ampliado né com a entrada aí do transtorno de compulsão alimentar acabou que outros médicos né se viram ali em situações oportunas para prescrevê-la mas é importante que esses outros médicos eles também dominem ali tanto a farmacologia quanto esse contexto mais ampliado né que é necessário para que a gente tenha
segurança na prescrição simim né Eh eu acho que é claro que dentro da Medicina a gente tem várias áreas imagina se todo mundo fosse aí né um expert em cada área né você como psiquiatra saber tudo de urologia tudo não vai acontecer eh mas eu acho que um conhecimento básico ele é muito importante mas aí eu trago um alerta eh e aí né vou até trazer um paralelo com uma outra droga aqui que bom que ele é tarjado esse é é ser tarja preta já é uma coisa que você acaba né tendo um certo ali
receio Opa né é uma droga que eu tenho que ter atenção e isso sim tem que ter independente é de ser o paciente ou não mas eh um uso indiscriminado eh infelizmente isso a gente sabe existem estudos sobre isso parte da população médica também então a gente né V vê histórias já tive pacientes né que médicos que faziam uso de doses que a gente não usa na prática Clínica e pior fazer o uso por exemplo toma de manhã e depois toma à noite para dar um plantão então Eh isso é num risco extremo E aí
né Podemos até compartilhar aqui você que trata muito né dessa parte porque e não foi só um paciente né a gente já teve aqui na clínica alguns pacientes eh por coincidência todos médicos por isso que eu Trago essa atenção aqui porque esses pacientes correm um risco sério de desenvolver um transtorno Psicótico porque se você toma uma dose ali acima de 140 a gente já até viu né mas a depender da susceptibilidade do paciente até menos associado porque nunca vem sozinho associado com zpid porque aí estimula estimula A Hora que Acaba rotina aí você acaba tomando
algo para dormir também e tudo aut prescrito então esse é o grande ponto porque eu tenho certeza que nenhum psiquiatra vai fazer essa prescrição Então eu acho que o conhecimento e eu acho que não é só o conhecimento de como prescrever é saber os riscos e é o que a gente sempre fala quando a gente fala né até comparando igual eu fiz com a endocrinologia saber tratar consequência então assim um surto Psicótico é extremamente grave e pode ser né como a gente fala para outas coisas um bilhete Só de ida Ou seja você pode abrir
um quadro e não ser um um surto Psicótico ali breve só ali que foi induzido por substância você se tiver uma predisposição você pode explicar até melhor que eu pode abrir um quadro esquizofrenia Então eu acho que né Igual você falou sim eh não é só ser ali um médico é está prescrito por um médico que consegue entender toda a farmacologia toda a psicopatologia das doenças que podem de todos os efeitos colaterais e ver se aquele paciente tem um perfil ali se é uma pessoa que tem um risco de dependência química vale a pena você
tem que estar acompanhando muito muito de perto né então eh eu acho que isso é muito importante porque o médico às vezes ele se vê numa posição de ah como sou eu tudo bem eu vou testando aqui né não sei qual que é a sua opinião mas eu acho que esse Alerta é muito importante porque eu acho que é aonde a gente tem visto os casos mais graves e né completando que eu falei que ia fazer o comparativo isso é muito interessante e eu sempre disse que né Ah isso vai acontecer quando agora o zpd
for tarjado né aí Ness nos ú últimos meses eh tenho dado né que teve uma redução de 45% das prescrições ou seja existia uma facilidade pelo fato de não ser tarja preta aí a receita né ali né ainda mais agora com l só vai ali então assim e esse passo é um passo que faz você atenção essa medicação precisa ter atenção para ser tomada para ser prescrita você precisa entender o que tá sendo feito é E aí eu acho acho que dentro desse contexto Renata é até importante que a gente já entre um pouco aqui
na questão de como que essas medicações funcionam porque aí fica mais fácil das pessoas entenderem como que elas causam também esses efeitos adversos preocupantes né Então pessoal a gente tá falando aqui dos psicoestimulantes quando a gente fala em psicoestimulantes a gente tá falando daquele grupo de medicações né Eh dos quais fazem parte a ritalina né que é o metilfenidato o concerta que é metilfenidato também o venvance que é lisdexanfetamina revance agora tem várias outras marcas juneve tem também abriu agora que caiu a patente né é eu tô falando assim os nomes comerciais e a substância
porque geralmente isso até facilita aí né as pessoas a saberem quais são mas como a Renata falou cada um desses daqui Eles já tem outros fabricantes porque ao longo desses anos né com a queda da patente deles a gente acabou tendo outras alternativas no mercado que é bom paraa população porque amplia aí o acesso né e acaba também reduzindo um pouco né aí o o valor para ter mais acesso desconforto financeiro às vezes para algumas pessoas né então a gente tá falando desse grupo de medicações existem alguns outros psicoestimulantes também não tão comuns quanto esses
esses são os mais comuns e Esses medicamentos em termos Gerais eles funcionam lá no cérebro aumentando a a atividade da dopamina quando a gente aumenta a atividade da dopamina a gente acaba também facilitando alguns processos relacionados a tarefas executivas ali do dia a dia algo que é bem complicado para indivíduos com transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade esses indivíduos com déficit de atenção e hiperatividade eles têm né já por natureza ali do funcionamento cerebral deles dificuldade e questões relacionadas a planejamento atenção organização eh filtro censura né controle de impulsos ã foco né a atenção
ali tanto sustentada quanto alternada por causa de um desequilíbrio lá no funcionamento da dopamina que Esses medicamentos controlam né ajudam a a regular digamos assim tá o problema é que quando você aumenta a atividade da dopamina lá no cérebro você também acaba né aumentando os riscos de alguns desequilíbrios lá relacionados a excesso de dopamina e um dos possíveis desequilíbrios é a ocorrência de sintomas como delírios e alucinações tá esses sintomas que a gente chama de sintomas psicóticos são sintomas que podem por exemplo surgir em indivíduos que fazem em uso de psicoestimulantes sem critério sem um
acompanhamento médico tá eh então Eh Essa é uma das coisas que nos preocupam quando a gente vê notícias de indivíduos fazendo uso aí indiscriminado sem acompanhamento médico dessa classe de medicamentos mas a gente nem precisa ir tão longe né Renata para chegar em efeitos adversos indesejáveis dessas medicações a gente vê muito né E é isso que é mais comum na nossa prática Clínica mesmo pessoas em uso de psicoestimulantes que ficam mais ansiosas né porque já eram pessoas ali já eram pacientes que tinham níveis de ansiedade mais elevados e ao iniciar Então uso de psicoestimulantes ficaram
mais ansiosos ainda E aí acabaram meio que enfiando os pés pelas mãos porque o aumento da ansiedade atrapalha para caramba também questões relacionadas ao funcionamento cognitivo né que que envolve aí a atenção por exemplo sim e né Eu brinco às vezes né o paciente eh passou por alguns né Eh colegas né alguns programas de emagrecimento em que né Aí foi tentado eh uma associação né aí com a lisdex anfetamina E aí o que que a gente percebe que ess paciente falam não vou tomar nunca mais porque eu fiquei né ali aí às vezes o paciente
tem a indicação só que acontece que ele foi introduzido da maneira incorreta E então tanto né crises de ansiedade poem pode acontecer até porque se você entra com a dose realmente aí aprovada para o transtorno da compão alimentar que é 50 mg e aquele paciente que que provavelmente se ele tem um transtorno da conção alimentar ele também tem ali alguns traços ansiosos não necessariamente um transtorno precisa ser avaliado mas é comum essas pessoas terem aí traços que mostram algo mais ansioso né E aí quando você coloca essa medicação você pode desenvolver um transtorno de ansiedade
nessa pessoa que tinha ali algumas características Então isso é muito importante de ser avaliado e né uma coisa também que piora muito são tics né que às vezes as pessoas aí eh T então às vezes tem pessoa que fica né se puxando né e acaba fica com casquinha e vai então são algumas coisas que a gente percebe que se a gente não olhar pro lado psíquico né a coisa vai desandar tanto que e eu falo que dentro do tratamento dos pacientes com transtorno de défis de atenção hiperatividade nos pacientes adultos e na compão alimentar quando
você tem um plano terapêutico bem estabelecido com o seguimento psicológico e todas as metas no a longo prazo quando você introduz essa medicação e o paciente tem uma boa resposta eu brinco que não tem nada melhor do que tratar esses pacientes porque ele chega e fala Meu Deus eu sou outra pessoa minha vida é outra então assim aqui a gente tá colocando eh justamente né fazendo aqui o contrapeso em relação aos riscos e ao uso indiscriminado mas a quando bem indicado e quando tratado na maior parte das vezes né associado ao transtorno da ansiedade com
um tratamento paraa ansiedade primeiramente é maravilhoso porque o paciente fica muito bem só que se ele não tiver no acompanhamento com alguém que faz todo esse manejo ele volta ali em uma consulta e fala piorei de novo porque ele vai tendo alteração até da percepção porque eu falo que esse primeiro degrau do não tomo nada para tomar é assim um divisor de águas e aí depois você vai você vai percebendo que tem as questões comportamentais a gente sabe que o objetivo com tratamento é ter uma remissão em relação às alterações aí em relação à atenção
e que a gente tem que fazer esse ajuste de dose até o paciente ficar estável só que muitas vezes não é que é uma piora você vê que é o comportamento porque a pessoa voltou a ter o funcionamento como antes com a medicação ou seja ela vai piorar a ansiedade e não tá fazendo um tratamento para mudar o comportamento Então não é só no na introdução se você tá num ambiente Então são os mesmos riscos o ambiente mais estressor você acabou começou tomar a medicação e pegou mais coisas para fazer mais trabalho você vai ficar
mais ansioso e o quadro vai piorar então é é o todo o segmento desse paciente que faz com que eh tenha aí realmente uma necessidade de alguém que tenha o conhecimento em relação a todo esse processo então a ansiedade esses chics a redução do apetite porque se você passa pro paciente que tem uma compulsão alimentar o transtorno da compulsão alimentar uma medicação que ele vai ficar sem fome que ele não vai lembrar que ele tem comer o que que ele vai fazer ele vai ficar o dia inteiro sem comer e a princípio Pode ser que
ele achea o máximo isso só que isso é um tiro no pé num tratamento da transtorno da compunção alimentar porque esse paciente Vai ficar extremamente ali no dia todas as recompensas ele vai chegar no final do dia e vai fazer o quê recompensa aonde na alimentação onde é a maior dificuldade Então esse paciente ele tem que ser orientado em relação a isso então redução de apetite crise de ansiedade igual a gente falou o risco de psicose Ele é baixo é muito mais em doses altas em pacientes né que já tem uma predisposição mais aí né
o chics e realmente o paciente fica muito bem e existem estudos acho que é importante Trazer isso até para mostrar né a importância existem estudos no mundo eh aí que mostram que eh em penitenciárias né 80% dos isso tem um estudo da Inglaterra 80% né das pessoas né que estão na pária tem um diagnóstico de TDH para mostrar muito da impulsividade e um estudo agora recente né mostrou que um acompanhamento aí mais de 20 anos que foi na na Suécia eh que os pacientes que iniciaram o tratamento logo no diagnóstico comparado aqueles que não iniciaram
eles tiveram uma redução né em relação à expectativa os que não começaram uma redução em relação à expectativa de vida Esse estudo falou do anos mas a gente tem estudos que mostram isso de até 20 anos e o mais interessante em relação a Esse estudo é que as pessoas as mortes das pessoas que não faziam tratamento era justamente por Acidente esportes que de risco então eh São pessoas que TM uma tendência a adrenalina muito alto então eu acho que que é isso e o que que a gente busca na medicina em todas as áreas redução
de mortalidade então se você tem uma droga né um remédio que ele é capaz de para indivíduos extremamente impulsivos que tem um diagnóstico deh de você diminuir ali realmente o risco desse paciente se envolver em situações de risco consequentemente aumentando a ali a expectativa de vida dele por que não tratar então a gente não pode de jeito nenhum gerar a desinformação em relação a a isso então porque às vezes o paciente chegar ah essa época do ano é difícil porque é é época de concurso época de vestibular e aí fica descobrir que é por isso
que falta então existe aí Alguns eh mitos eh em relação a a tudo isso de que eh essa medicação ela é só usada para você ter um aumento de produtividade e não isso não é real as pessoas que precisam e fazem um tratamento adequado tem uma mudança na qualidade de vida de forma indescritível acho que dentro das doenças psiquiátricas talvez que a gente tenha de doença que a gente vê a melhor ali realmente né Maior quando a gente inicia o tratamento é realmente o transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade quando tratado da forma adequada
é isso né Há um aumento né e sem dúvida há um aumento aí no uso de psicoestimulantes pela população sem dúvidas há muita gente usando sem critério usando sem acompanhamento médico mas boa parte desse aumento no uso de psicoestimulante está também relacionada a um aumento nos diagnósticos né e Especialmente nos diagnósticos ele está muito relacionado também a uma redução no estigma da população em relação à psiquiatria né as pessoas têm buscado mais assistência em Saúde Mental as pessoas têm né buscado mais o psiquiatra como um suporte ali para viver nesse mundo cada vez mais caótico
né numa sociedade que tem tentado né se adaptar a esse ritmo de vida mais Frenético das últimas décadas mas que tem sido difícil né isso acaba meio que em pessoas vulneráveis como Somos Todos nós né desde des encadeando ali alguns sintomas das mais variadas naturezas sintomas ansiosos sintomas depressivos né E isso acaba né fazendo com que os diagnósticos psiquiátricos aumentem Mais também né Eh então assim há realmente pessoas usando psicoestimulantes de forma pouco criteriosa sem acompanhamento médico mas que bom né que há muita gente usando né esses psicoestimulantes com resultados assim excelentes resultados que Como
você mesma falou né transformam a vida dessas pessoas de modo da gente ouvir né tão frequentemente aqui nos nossos consultórios doutor eu não sei como que eu não eu fiquei tanto tempo sem isso né meu Deus né como que só agora né eu fiz esse diagnóstico né e consegui ter essa ajuda né E conquistar o funcionamento que eu que eu que eu queria né melhorar o meu funcionamento no trabalho melhorar o meu funcionamento na escola na faculdade né então acho que é nosso papel aqui né conscientizar acerca né da importância de se buscar uma especialista
de se buscaram realmente um profissional competente para investigar né Quais qual é a raiz por trás daquelas dificuldades e uma vez se identificando né a necessidade né de se entrar com psicoestimulante que se faça isso com muita segurança com muito critério para que a gente possa ver né somente os efeitos terapêuticos somente os resultados positivos sem enfiar os pés pelas mãos né é eh acho que né esse é o o recado principal eu sou uma pessoa muito curios né e que e que gosto de entender um pouquinho das coisas né então aqui vai uma uma
curiosidade de um estudo que saiu numa revista de epidemiologia até para tentar entre aspas aí justificar um pouquinho né Desse aumento eh mas tem que ter muito cuidado na avaliação desse estudo mas é algo que eu fiquei aí refletindo né e depois quem quiser a gente pode até colocar em baixo aí n do do episódio que é assim esse estudo ele questiona justamente o aumento do trastorno de Déficit de Atenção e hiperatividade ao longo do tempo sendo que e na maior parte das vezes falando de né humanidade da espéci da evolução da espécie a gente
tende a quando a gente vai evoluindo né a gente vê lá desde trás né que as coisas que não são positivas elas vão sendo eliminadas e aí esse Né estudo questiona Será que o TDH na verdade né fez parte aí de um algo positivo em relação a solução e é por isso que hoje a gente tem mais dignóstico Seria algo que fez com que a espécie aí né tivesse aqui e na por isso que a gente tem né bem mais pessoas também com diagnóstico eh O interessante é que eles fizeram né nesse nesse estudo um
comparativo pegaram pessoas né que t esse diagnóstico e pessoas que não t o diagnóstico e simularam né um um jogo aí que tinha que a pessoa pegar as cestinhas né pegar os negócios né num local colocar na cestinha colocar outro local e p na cestinha e aí o que eles perceberam é que as pessoas que tinham o diagnóstico de TDH elas abandonavam Ah o o local ali que ia ficar improdutivo antes dele ficar improdutivo e já ia pro outro cestinho o que fazia com que ao longo do tempo eles tivessem sempre uma vantagem do que
não tinha o TDH que esperava aquela matéria prima ficar escassa eh é claro que são Dados que você tem né uma questão aí objetiva em relação ao funcionamento do jogo mas e ele foi publicado até né numa revista aí bem de com fator de impacto mas justamente gerando esse questionamento né Será que algumas características do transtorno de Déficit atenção hiperatividade não faz com que o indivíduo também tenha uma né uma forma de funcionar que também tem pontos aí positivos e a depender de como ele estiver tratado ele vai chegar bem mais longe por conta disso
Será que estamos aqui por conta disso enfim não tenho essas respostas o estudo também deixa isso tudo em aberto então assim não é que é isso Mas eles fizeram esses testes e observaram aí uma tendência a isso para isso muitas coisas precisam ser avaliadas Existem várias variáveis mas eu gosto dessas curiosidades achei muito interessante e acho que vale essa pulguinha sempre né a gente ficar ali curioso e entender que existe uma mudança igual você falou na sociedade em relação à aceitação do das doenças psiquiátricas do tratamento psiquiatria entender que a pessoa estar em tratamento é
muito melhor do que ela não estar porque às vezes a pessoa Ah isso aqui vai não vai vai no psiquiatra não vou contratar meu filho você tá indo tá bem é muito melhor entendeu Você tá na terapia melhor ainda dê esse horário pra pessoa aí então assim eh eu acho que isso é muito positivo e acho que a gente fazer essa psicoeducação pra pessoa entender eh quando buscar como buscar por buscar é fundamental para que as pessoas tenham resultado e e estarem inseridas em tratamento de de sucesso muito bom nós estamos nos aproximando aqui do
final desse bate-papo né Eu acho que muitas mensagens recados importantíssimos para quem tá nos assistindo e nos ouvindo né então você né que ouviu falar numa pílula da inteligência né que fulano de tal que todo mundo que não sei quem tá tomando e tá melhorando a produtividade Cuidado para não cair na armadilha Cuidado para não enfiar os pés paraas mãos a gente falou aqui né que muito embora né esse Esses medicamentos possam ajudar a a melhorar a atenção de um grupo de pessoas né que tem algumas mudanças lá no funcionamento do cérebro em outras pessoas
pode acabar trazendo consequências bem negativas tá cuidado também tá com aquela história de Ah esse medicamento aqui emagrece o fulano de tal tá tomando esse remédio perdeu tantos quilos não tem mais fome e tudo mais muito cuidado com isso também tá É uma medicação que tem beneficiado bastante também pessoas com pessoas de um grupo específico né de um transtorno chamado transtorno de compulsão alimentar mas mais uma vez dentro de todo o contexto que a gente explicou aqui a gente precisa de critérios para essa prescrição para que a gente realmente ajude e não atrapalhe a vida
da pessoa ali que está usando tal medicação então eu agradeço a presença da Renata aqui nesse debate que eu espero que tenha sido bastante produtivo aí para todos e certamente estaremos aqui em breve mais uma vez debatendo sobre outro tema aí relacionado da Saúde como um todo né a saúde mental aqui no nosso caso mas vocês que acompanham já o podcast sabem do nosso compromisso em trazer aqui temas relacionados à saúde para que e numa linguagem acessível né de uma forma envolvente para que vocês sejam orientados de forma responsável tá saindo da rasid né que
a gente tem visto tanto aí nas redes sociais e tendo informações aqui com gente realmente competente ética né e comprometida aí com a informação verídica baseada em evidências científicas né e de qualidade então muito obrigado aí pela atenção obrigado Mais uma vez Renata e aproveitem e se você não tá seguindo ainda aperta aí para seguir para não perder nenhum episódio e se você não assistiu ainda os outros episódios Aproveite já maratone aí então um abraço e até a próxima