Eu não sei se você tem a mesma percepção que eu, mas parece que hoje tudo é falso na internet. Existe só conteúdo sem conteúdo. As pessoas perderam a personalidade.
Não existe mais conexão e nem um pingo de realidade. Então parece que tudo que a gente consome hoje é fantasia, é invenção. São coisas criadas só para chamar a nossa atenção, não são coisas verdadeiras.
as pessoas não mostram mais quem elas realmente são. Isso acontece por um simples motivo. A internet deixou de ser o que ela era antes, que era um lugar de exploração, de conexão e de aprendizado, e se tornou a nova corrida do ouro.
Todo mundo tá na internet querendo ganhar dinheiro de alguma forma, mas sempre com a mentalidade errada, porque como talvez você já sabe, a melhor forma de ganhar dinheiro não é pensando só no resultado, e sim em entregar valor primeiro. Primeiro você entrega um serviço, um produto e depois você recebe por isso. Mas as pessoas invertem a ordem, primeiro elas pensam no dinheiro e aí elas vão planejar em cima do que faz mais dinheiro mais rápido possível.
Então, hoje é uma corrida pela monetização a todo custo. E eu não tô falando só de criadores, de influenciadores, de pessoas normais também, de empresas, enfim, é um problema generalizado. Então, hoje 99% das pessoas que você vê aí na internet só pensam em performar, em criar um personagem criando narrativas, como por exemplo aquele famoso fingir até você se tornar, onde você monta imagem de pessoa perfeita, de pessoa de alta performance, de empresário, de sucesso, até você chegar lá, o que nada mais é do que uma mentira.
Você está vendendo alguém que você não é. E as pessoas fazem isso para tudo porque elas querem manter o personagem que vende. Essa é a coisa mais importante que existe agora, aparentemente.
E dentro disso se usou muito da psicologia para criar várias maluquíes diferentes. E até porque existem pessoas focadas exatamente nisso, como criar uma imagem, um personagem que vende mais. E aí a gente entra em diversas baboseiras diferentes que de fato funcionam porque elas exploram das inseguranças e da psicologia, como por exemplo a questão da vestimenta, do comportamento, até o tom de voz mais grosso e falando mais sério que passa mais autoridade.
Então tudo é trabalhado para performance e o problema é que a gente perdeu o aspecto mais importante da nossa humanidade, que é a conexão humana. é você que tá assistindo se sentir conectado comigo de alguma forma, porque se identifica com a minha pessoa, com a minha realidade, com as coisas que eu faço. O grande problema é que é muito perceptível quem mantém um personagem, os conteúdos genéricos que eles criam, a falsa autenticidade, a falsa autoridade que essas pessoas têm, que na verdade não tem porcaria nenhuma.
E principalmente o mais perceptível é quem está desesperado para fazer dinheiro, quem tá querendo empurrar muito mais do que é, muito mais autoridade, muito mais conhecimento. Só que isso fica muito visível, porque a pessoa simplesmente surgiu do nada, apareceu com uma certa autoridade ou como um influencer em uma área específica, em um nicho específico e quer empurrar aquilo a todo custo pras pessoas, como se fosse um especialista mais de uma década. Só que hoje as pessoas já estão mais espertas, elas já percebem quem tá ali só querendo arrancar dinheiro, só quem tá querendo números, quem tá querendo fama, enfim.
Porém, quem perde 5 minutos analisando essas pessoas já percebe quem é ou não um personagem, porque existem sinais muito claros, mas o problema geral nem são os personagens, porque eles sempre existiram. O ser humano sempre busca figuras de referência para guiar, para ouvir, para controlar a própria vida. Enfim, as pessoas têm essa tendência a ter uma imagem alguém para incentivá-las a serem melhores.
Isso é uma coisa muito comum, isso é da nossa natureza. A gente sempre procura por um guia. O problema maior é que o excesso nas redes sociais dessa questão dos personagens, das vidas exageradas, as mentiras, enfim, é que isso fez a vida comum, a vida do dia a dia, perder a graça pras pessoas comuns.
E o que acaba acontecendo é que as pessoas que estão mais próximas da realidade acabam se frustrando com as suas próprias experiências, com as suas próprias vidas, porque não parece tão atrativo, tão legal quanto que elas vêm na internet, que são fantasias. Porque assim, uma pessoa normal, como eu me considero uma pessoa normal também, não fica viajando o tempo inteiro, não ganha um rio de dinheiro, não vive uma vida super agitada, enfim, vive a rotina de acordar, trabalhar, fazer um exercício, pagar as contas, assistir um filme de vez em quando, comer uma coisa legal. E é basicamente isso.
Só que na internet, quando se trata dos personagens e das influências, a gente vê uma coisa muito descolada da realidade, uma coisa muito exagerada. Só que as pessoas, algumas delas, uma boa parte, não compreende que aquilo é como se fosse um filme, talvez nem um filme, mas um reality show que é montado e construído e investido um boa grana para transformar uma vida que seria normal, uma uma vida de empresário, enfim, que tem que trabalhar, aquela coisa toda. E uma vida de cinema, onde tudo é muito legal.
É um monte de viagem, um monte de compra, enfim, é muito luxo para todo lado e é cheio de exageros. E aí é uma pessoa comum, olha aquilo ali e fica pensando: "Porra, minha vida é uma porcaria, né? Olha só a vida que os caras estão vivendo aí com 22, 23, 24, 30 anos.
E eu aqui com 40 anos lascado, trabalhando e não tenho dinheiro para nada. " E aí acaba que tudo que a gente faz no dia a dia meio que perde a graça, não é tão empolgante, não é tão incrível assim. Até porque tem um ponto muito interessante aqui que é a questão dos hobbies, dos interesses, porque parece que na internet foi romantizado a questão de ter um hobby, de fazer exercício, de ter interesses.
E quando as pessoas comuns entram nesses hobbies, entram nesse mesmo caminho, elas têm uma experiência completamente diferente, como por exemplo, tá? A questão da leitura. Muita gente romantiza a leitura de ler muitos livros, de se tornar uma pessoa culta, enfim, super inteligente.
Mas quando uma pessoa normal vai pegar e vai começar a ler, não é tudo isso. Ler é só ler, é estudar. Não é uma coisa mágica, não é uma coisa que vai transformar você da noite por dia ou vai mudar a sua personalidade, vai te dar mais conhecimento.
E conhecimento não é nada se não for aplicado. E ainda existem vários outros pontos dentro da questão dos hobbies, porque a minha percepção hoje vendo as redes sociais e o que as pessoas postam hoje em dia, é de que as pessoas vão atrás de hobbies que são bons para serem postados na internet, não porque elas gostam de fazer aquilo. De fato, muita gente entrou na questão do exercício físico, como por exemplo na moda mais atual agora que é das corridas, porque é legal postar na internet que faz uma maratona e tal, aquela coisa toda, que corre 42 km e enfim.
Por quê? Porque você faz parte do grupinho legal da atualidade. Mas se fosse para fazer sozinho, sem postar, sem compartilhar com os outros, essas pessoas provavelmente nem fariam essas coisas.
Já passou também o boom das academias que uns 2, 3 anos atrás todo mundo fazia e treinava e era rato de academia, aquela coisa toda. E hoje em dia pouca gente fala disso, já diminuiu bastante, porque uma boa parte dessa galera foi para outros esportes, como por exemplo a corrida. E eu falei sobre essa questão de procurar hobbies e interesses só para apostar, porque para você fazer por conta própria, sem ninguém ver, algo precisa ser muito interessante para você.
E a maioria das pessoas descobre que essas coisas não são interessantes para elas, a menos que alguém valide essas coisas na internet. E o contexto geral desse vídeo é sobre o porquis parece que perderam a graça e parece tudo fake hoje em dia. E qual que é a moral de tudo isso?
É que tudo parece fake porque as pessoas estão fazendo coisas para terem validação, para conseguirem seguidores, para venderem alguma coisa. E as coisas perderam a graça para as pessoas comuns, porque elas estão sendo influenciadas a fazerem coisas que elas não necessariamente realmente queriam, mas sim porque viram outras pessoas fazendo. Aí começam a fazer e se frustram.
E isso se aplica a tudo, com relacionamentos, com hobbies, com trabalho, com leitura, com exercício físico, enfim, tudo o que é influenciado e que é, como é que eu posso dizer, qual que seria a palavra ideal para isso? O que é o hype do momento, eu odeio essa palavra, mas seria a mais adequada. E essas pessoas se frustram porque isso é algo forçado, não é natural, não é uma vontade própria.
Porque quando você faz um hobby e você tem algum interesse genuíno, é muito simples, é muito natural, é muito confortável de fazer essas coisas. Então, quando algo é feito de forma forçada, se torna pesado pra nossa vida e as pessoas se frustram e e vão perdendo a vontade de fazer aquilo ali e não vem tanta graça assim quanto parece na internet. Tanto que hoje em dia existem milhões de páginas e canais, enfim, todos em cima de hobbies específicos.
Existe páginas só para pessoas que leem livros sobre ficção científica. Existe página para gamer só postando que, ah, hoje eu sentei para jogar depois do trabalho e toda uma vida e uma narrativa em volta de ser uma pessoa que joga videogame no final do dia depois do trabalho. Existem muitas pessoas monetizando seus próprios hobbies mais pelo dinheiro que isso traz do que pela satisfação que isso traz para elas de verdade.
Porque quando algo traz satisfação verdadeira, a gente não precisa ficar compartilhando e falando pr todo mundo que nossa, olha a minha vida maravilhosa, olha isso aqui que eu faço, é muito legal, é muito divertido. Só que se a gente usar a lógica, se algo é tão legal, se algo é tão divertido, você estaria lá fazendo e curtindo aquela coisa ao invés de fazer um pouco para gravar, para postar na internet, para interagir com as pessoas e falar sobre aquilo, entendeu? É a mesma coisa que eu falo sobre postar a própria vida na internet, ficar postando o que faz, o que viaja, tal, tal, tal, restaurante que vai, brincando com os filhos o tempo inteiro, enfim, as pessoas que postam demais as próprias vidas normalmente são as pessoas mais frustradas, porque se a sua vida for realmente boa, se as experiências forem realmente maravilhosas para você, você curtir o momento, você não vai ficar tirando foto, gravando para ficar postando na internet.
Isso é quase que regra. As pessoas que mais postam as suas vidas e as coisas que fazem e os momentos especiais, é porque elas são muito frustradas com a vida real e tentam mostrar uma vida diferente do que é na realidade. eu raramente posto sobre a minha vida pessoal na internet ou se eu tô fazendo alguma coisa específica com a minha mulher, com a minha filha, enfim, exatamente por esse ponto, porque eu quero aproveitar os momentos e ficar ali envolvido naquela experiência ao invés de pegar a câmera e gravar e ficar postando.
Então eu tento equilibrar muito isso para não ficar expondo a minha vida pessoal e não tentando fazer propaganda de nossa, olha como a vida do Pinho é incrível. Eu quero que as pessoas aprendam mais com os meus ensinamentos e com as minhas experiências, o que eu falo aqui, do que simplesmente comparando a vida delas com a minha própria vida. Eu não gosto muito dessa questão da comparação, então eu prefiro muito mais guiar as pessoas através da educação, porque eu quero que todo mundo tenha uma experiência boa de vida.
Eu quero que todo mundo aproveite os momentos em família, só que descubra isso por conta própria. Eu não quero mostrar, olha aqui como eu aproveito com a minha família para você fazer o mesmo. Eu quero te falar, aproveite o tempo com a sua família para você se dar conta disso, pensar agora no final do dia, sentar com a sua família e aproveitar e se desligar de todo o resto para você ver na prática o quanto isso faz bem para você.
Então essa é a diferença de influenciar e de comparar. E agora nos últimos anos, desde 2023, a gente teve um agravante muito forte que piorou toda essa situação e facilitou esse emborrecimento das pessoas, a falta de personalidade e dos conteúdos em si, que foi a inteligência artificial. E o problema é que as pessoas usam a inteligência artificial para substituírem o próprio intelecto.
As pessoas pararam de pensar, eles substituíram a própria identidade por um programa de computador que é basicamente um autocompletar um pouco mais complexo. Então o que que acontece na realidade é que você vê 500 vezes seguidas posts iguais de perfis diferentes, de nichos diferentes, porque tá todo mundo entrando numa IA, seja qual ela for, e pedindo: "Ah, me escreva um conteúdo sobre tal assunto". E aí as coisas ficam todas iguais, porque a fonte que essas IAS usam é basicamente sempre a mesma.
Então, todo mundo fala como se fosse especialista, só que de especialista as pessoas não têm nada. Elas vêm tudo de um único lugar, de um único, de uma única fonte de conteúdo, que simplesmente é copiar e colar hoje em dia. Tanto que a a base dos cursos sobre criação de conteúdo no geral, sobre como crescer no Instagram, por exemplo, é copiar conteúdo de outras pessoas que funcionam.
E a inteligência artificial acelerou e facilitou muito isso. Então hoje qualquer pessoa pode entrar num chatt da vida, escrever lá crie 50 conteúdos sobre tal assunto e criar uma página no Instagram e se tornar um especialista. Porém, existe um parênteses gigante aqui, porque quando a gente fala de inteligência artificial, a maioria das pessoas entendeu tudo errado sobre como usar.
Elas estão usando aí a para automatizar a parte divertida da vida, para escrever por elas, para criar por elas, para pensar por elas. E aí acabam usando o tempo livre que sobrou para ficar rolando nos feeds sem fim, consumindo conteúdo que não vai mudar em nada na vida delas. Então as pessoas automatizam a criatividade e gastam a energia que sobra com vazio.
E isso é exatamente o oposto do que deveria ser. A IA foi feita para automatizar o trabalho chato, o que é repetitivo, o que é mecânico, para você ter espaço para poder voltar a criar, a pensar, a sentir graça nas coisas de novo. Responder e-mail, organizar a planilha, lembrar de prazo, copiar informação de um lugar pro outro.
Nada disso precisa de você. Nada disso exige a sua presença criativa. E é exatamente isso que os agentes já fazem.
Eles cuidam do que é chato para você voltar a ter tempo e energia pro que realmente importa na vida. é o minimalismo aplicado na prática. É tirar o peso do que é manual e liberar espaço para você criar, pensar e viver.
E se você quer aprender isso do zero, a hashtag tá abrindo uma imersão de agentes de a agora de 2 a 5 de fevereiro, totalmente online, gratuita durante 4 dias. E olha, eu sei que tem curso de A para todo canto, mas a hashtag já tem mais de 120. 000 alunos formados e um índice de satisfação acima de 98%.
E dentro dessa imersão você vai aprendendo a prática, construindo o passo a passo com apostilas completas, suporte a dúvidas e com certificado, mesmo que você nunca tenha programado na vida. Mas tem um ponto importante, as vagas são limitadas e a hashtag liberou um lote especial aqui pro canal. E para participar é só clicar no link da descrição ou usar o QR code que tá aparecendo aqui na tela.
É por ele que a plataforma identifica que você veio daqui. E quando você se cadastra pelo link, entra no grupo do WhatsApp, você entra na lista VIP da imersão e é nesse grupo que você recebe os avisos em primeira mão, os materiais completos e os benefícios extras. Então não perde tempo, o link tá aqui na descrição.
Mas então o grande ponto desse vídeo é sobre motivação. Eu vejo muita gente começando a criar conteúdo simplesmente pela motivação errada, pensando só no dinheiro. Mas todo mundo que cria qualquer tipo de arte que seja sabe que a criatividade vem em primeiro lugar, a criação vem em primeiro lugar e o dinheiro é consequência da nossa criatividade.
Não existe artista no mundo que pensa primeiro no dinheiro que vai ganhar para depois pensar no que que ele vai produzir, porque isso só gera trabalho de extrema má qualidade. Eu mesmo quando comecei a trabalhar na internet, por exemplo, quando eu comecei esse canal no YouTube, eu fiquei 18 meses sem fazer nenhum real. Eu fiz mais de 150 vídeos até eu conseguir ganhar o meu primeiro centavo trabalhando na internet, porque eu gostava de fazer antes de pensar em fazer dinheiro, depois que eu descobri como fazer dinheiro com isso.
E eu nunca atrelei o conteúdo que eu faço ao dinheiro que eu quero fazer. Eu sempre pensei em como equilibrar as coisas para serem coisas que andam paralelamente, uma não depende diretamente da outra, não é influenciada pela outra. Então, acaba que o dinheiro que eu ganho trabalhando na internet é uma consequência do trabalho que eu já venho fazendo há anos.
E o pior de tudo é, como eu disse no início do vídeo, é que as empresas já estão pensando assim também. Como toda empresa pensa no lucro primeiro, porém as coisas pioraram muito nos últimos anos e hoje parece que não existe mais filme bom, seriado, enfim. É praticamente impossível entrar numa Netflix da vida e assistir algo que seja minimamente agradável, que tenha algum tipo de conteúdo um pouco mais denso do que o normal.
Tanto que a própria Netflix já admitiu e escritores, enfim, roteiristas já admitiram que a empresa forçou os produtores a emborrecerem os conteúdos, porque a maioria das pessoas hoje assiste o Netflix com o telefone na mão rolando pelas redes sociais, então elas não prestam tanto atenção no conteúdo da televisão. Por isso os produtores e roteiristas transformaram seriados nessas coisas que a gente vê hoje em dia, que parece que é para uma criança de 5 anos. As histórias são extremamente lineares, não tem suspense, não tem mais criatividade nenhuma.
É basicamente como se a gente fosse um macaco olhando para uma televisão. Então, um seriado bom hoje em dia é quase impossível de conseguir. Filme também, eu não sei quando foi a última vez que eu assisti um filme decente e novo, música.
Então eu nem vou tocar nesse assunto porque daí eu vou me irritar já, porque a música é só porcaria hoje em dia. E tudo acontece pelo mesmo motivo, dinheiro acima de tudo. As pessoas pensam primeiro na fama, no dinheiro, nos seguidores, para depois talvez pensar se entrega alguma coisa minimamente boa pr as pessoas consumirem.
E eu preciso reforçar que o problema não é fazer dinheiro. Todo mundo vende alguma coisa. Se você acha que você não é um vendedor, você não tá olhando bem pra situação da sua vida, porque todo mundo vende alguma coisa.
Então, o problema nunca é fazer dinheiro. O problema é fazer dinheiro de forma justa, de forma que você esteja entregando valor para as pessoas em troca desse dinheiro. Mas o que eu vejo é que as pessoas param para pensar assim, como eu posso fazer para ganhar o máximo dinheiro com o mínimo trabalho possível, sem ter que pensar, sem ter que gastar minha energia.
Eu só quero o dinheiro, não quero o esforço, eu não quero entregar valor para ninguém, eu não tô, tô nem aí para isso. Mas obviamente que eu não vim aqui só para ficar reclamando. Eu quero te ajudar a lidar com esse problema que você também provavelmente deve estar passando hoje em dia.
Eu sei que você já deve estar de saco cheio disso, porque a gente não consegue mais achar conteúdo de qualidade para assistir, pessoas verdadeiras para seguir, enfim, parece que tudo é falso. Primeiro de tudo, eu quero que você olhe para o que você faz hoje, para analisar e para parar de compartilhar os seus hobbies e os seus interesses. Por os hobbies e as coisas que você faz, porque você gosta, eles são o seu momento íntimo de ficar sozinho na sua bolha, curtindo as coisas que você gosta.
E se você não consegue fazer isso sozinho, quieto, no seu canto, sem ter que falar para alguém ou compartilhar, postar, enfim, talvez você nem goste de fazer isso em primeiro lugar. Talvez você deva procurar outras coisas para fazer do seu tempo. O segundo ponto que também é relativo a isso, fique de olho nas influências.
Pare para analisar as coisas que você faz, as coisas que você consome e dentro disso entra até questão de alimentação, os hobbies que você tem, os interesses que você tem, ah, sei lá, o trabalho que você faz. Analise tudo para prestar atenção se isso é algo que você mesmo escolheu ou se foi influenciado na sua vida por alguém. Porque uma indicação não é um problema.
Eu te falar para assistir um vídeo, um filme, enfim, não é um problema. O problema é quando você percebe que não faz mais nada por conta própria. Tudo que você faz, tudo que você consome, a maneira como você vive, foi toda guiada por pessoas externas te falando o que fazer.
Ou seja, você não tem mais identidade, não tem mais personalidade nenhuma. Você só foi pegando pedaços da personalidade de outras pessoas e misturando para transformar na sua vida atual, que provavelmente, se for esse o caso, é extremamente frustrante. Exatamente porque as coisas não têm graça, porque elas não foram escolhas suas.
Você foi só aceitando que as pessoas foram te empurrando. O terceiro ponto é: não monetize tudo que você gosta e faz. Pelo amor de Deus, não fica pensando em ganhar dinheiro com cada coisa que você faz.
Porque quando você monetiza o interesse, acaba perdendo completamente a graça. Porque antes você fazia algo porque tinha interesse, porque era divertido, porque você fazia sem compromisso. E quando você monetiza, você coloca todas as pressões da vida, as pressões de fazer dinheiro em cima dessa coisa que você fazia de forma extremamente natural e tranquila, como um descanso.
Eu, por exemplo, sempre gostei de fotografar. Eu gosto muito de fotografia, já faço isso é, sei lá, uns 15 anos, eu acho. E eu nunca monetizei a fotografia porque eu sabia que eu ia colocar uma pressão em cima disso para ter que performar e vender mais e ter que pagar as minhas contas com o meu interesse, com o meu hobby, com algo que eu fazia simplesmente porque eu gostava de fazer.
Então eu nunca monetizei isso, assim como várias outras coisas da minha vida também. Porque não, a gente não precisa ganhar dinheiro com tudo que a gente faz. a gente precisa ter um trabalho principal com uma preferência em ter mais algumas fontes de renda menores e complementares ou talvez todas do mesmo tamanho, enfim, mas que sejam a maioria separadas da sua vida particular, do seu tempo pessoal ali, da sua intimidade, da sua família.
Então, a gente precisa ter uma divisão entre fazer dinheiro e ter boas experiências na vida. Porque quando você foca em monetizar tudo, em tenta postar tudo e ganhar dinheiro em cima de toda a sua vida, a linha entre pessoal e performance em trabalho, ela fica completamente apagada. Você não vai enxergar mais o limite entre o que você faz para ganhar dinheiro e o que você faz para si mesmo.
E por último, foque em construir a sua personalidade e individualidade. Teste coisas novas, tenha novas experiências, estude coisas diferentes fora do que você faz hoje em dia para começar a descobrir coisas novas que talvez te animem muito mais pra vida. Porque quando você tem interesses genuínos e tem os seus hobbies, enfim, coisas que você realmente gosta de fazer, você vai se animar pro seu dia e pra sua vida muito mais.
Por exemplo, Pinho, eu gosto de escrever, eu escrevo bastante, escrevo todos os dias, escrevo no papel, escrevo no computador. Isso é uma coisa que eu gosto de fazer e eu não preciso ficar compartilhando tudo que eu escrevo com as pessoas. Claro que os conteúdos que eu faço aqui, por exemplo, eu escrevi todo o roteiro para esse vídeo aqui no papel, porém não são todas as coisas que eu escrevo, que eu fico compartilhando, porque eu faço uma divisão, eu sento para escrever e algumas coisas eu vejo que valem a pena serem compartilhadas e outras eu acabam ficando só no meu diário aqui para ter um registro da minha vida, das coisas que eu faço e dos conhecimentos e aprendizados que eu tenho ao longo do tempo.
O importante é testar várias coisas até você encontrar o que você realmente gosta de fazer. E gostar de realmente fazer quer dizer que você consiga fazer enquanto você tá sozinho, sem ninguém para te julgar, sem ninguém para bater palma para você, quando você tá no seu momento de isolamento, dentro da sua bolha, do seu momento no final do dia, enfim, ou qualquer horário que seja, e principalmente sem ter que performar, sem ter que ser bom nesse hobby. É o seu momento para você ser iniciante, para você começar aos pouquinhos, dar um passo de cada vez e aprendendo as coisas, ir descobrindo coisas novas, é para você se tornar uma criança novamente, descobrindo algo que nunca tinha visto antes.
E você vai lembrar de quando você era criança, quando você descobria novos hobbies, novos brinquedos, novas coisas legais que você foi aprendendo e viu que realmente gostava daquilo e ficava empolgado para fazer essas coisas. Então, os hobbies na vida adulta, os interesses são exatamente a mesma coisa de quando a gente era criança. São coisas que a gente descobre e gera um interesse tão grande naquilo que a gente fica empolgado para fazer isso de novo.
Porque o legal mesmo não é ser igual a todo mundo, não é fazer coisas legais, não é fazer o que todo mundo faz. O legal mesmo, o divertido mesmo é ser esquisito, é ter várias particularidades e peculiaridades, é fazer coisas que provavelmente as outras pessoas iam olhar e pensar: "Mas por que que tu faz isso, cara? Porque eu gosto.
Passa as coisas porque você gosta de fazer, por mais estranhas e esquisitas que sejam. " Eu mesmo não fico compartilhando com as pessoas sobre as coisas que eu faço, as coisas que eu assisto, os interesses que eu tenho, porque isso não interessa para ninguém, interessa só para mim. Por exemplo, raramente em algum vídeo ou outro, dependendo do ângulo que eu gravo aqui, aparece a minha coleção de Hot Wheels que eu tenho.
Eu já coleciono carrinhos há mais de 10 anos e eu não vou ficar fazendo vídeo aqui no YouTube falando: "Ah, olha a minha coleção de Hot Wheels porque isso não interessa para ninguém, isso interessa só para mim. E pra maioria das pessoas pode parecer algo extremamente bobo, só que é algo que eu gosto". E essa é a única coisa que importa.
E é isso que você tem que fazer na sua vida também, escolher as coisas que você gosta de fazer, assistir, ler, estudar e dedicar o seu tempo às outras pessoas que se virem com a vida delas. Não importa. A única pessoa que tem que achar bom ou ruim, legal ou divertido, é você.
A internet de 2026 é completamente diferente da internet de 2006, por exemplo. E eu acho que tá na hora de a gente voltar atrás e começar a construir algo diferente, algo como era antigamente, onde as pessoas têm interesse verdadeiro em coisas estranhas e divertidas, porque isso é o que importa para deixar de ser um lugar onde todo mundo quer ser melhor que o outro e ter mais performance, sucesso, mais dinheiro, enfim, porque no final das contas essas coisas não importam muito. quem tem mais dinheiro e tal.
Para mim, particularmente, que assisto isso meio de fora, eu percebo que, basicamente hoje a internet é um lugar lotado de pessoas frustradas que não tratam os problemas que têm, os traumas pessoais e acabam focando a energia em outras coisas, como, por exemplo, criar identidades fantasiosas na internet para mostrar que elas são incríveis, maravilhosas. Só que quando você vai conhecer e ver essas pessoas na realidade, normalmente essas são as pessoas mais quebradas e mais problemáticas, porque elas não resolveram o problema aqui dentro e tentam mascarar pela parte de fora. E aí todo mundo fica consumindo aquilo, se comparando com aquilo, achando que essas pessoas têm uma vida maravilhosa, sendo que na maioria das vezes essas pessoas têm vidas muito mais problemáticas que uma pessoa comum que vive uma vida comum.
E aí dentro dessa loucura toda de performar e do sucesso e do dinheiro, acabam todas elas ficando iguais. E eu não sei você, mas eu não quero ser igual a ninguém. Então eu procuro as coisas que eu gosto de fazer, passo quietinho no meu tempo e não fico falando sobre isso para todo mundo.
Então a conclusão disso tudo é que tudo é falso porque todo mundo ficou igual, todo mundo tem um mesmo objetivo. E para alcançar esse mesmo objetivo, as pessoas simplesmente mentem. E as coisas perderam a graça porque as pessoas não criam mais nada.
pensando em incentivo, em arte, em educação, elas só pensam em dinheiro. E é o nosso papel procurar e incentivar pessoas que fazem o contrário, que querem ensinar, que querem motivar, que querem incentivar, que tem algo de valor a compartilhar e até quem faz entretenimento que seja realmente de qualidade, porque talvez guiando com o nosso consumo, a gente consiga mudar o mercado aos poucos, por mais devagar que possa ser. Então tome muito cuidado com isso, com tudo que você consome, com quem você segue e com as coisas que você faz, porque se tudo perdeu a graça, é porque você tá fazendo alguma coisa de errado e ainda não percebeu.
Mas então, a gente se fala na próxima e valeu.