ao longo dos anos desde que eu era um menininho que tinha acabado de começar a tocar guitarra eu sempre fui um ávido procurador de informações de conselhos de dicas infalíveis de pérolas de Sabedoria de conhecimento ancestral a respeito de como tocar guitarra melhor de como Afinal vencer todas as barreiras literais figurativas mentais e quânticas e assim me tornar um guitarrista pronto um guitarrista magnânimo o guitarrista que claramente havia chegado lá com o meu entendimento de mundo de 12 anos de idade eu não sabia exatamente como eu fazer isso que rumo tomar em direção a vida
que um guitarrista daquele tipo vivia e o que eles realmente faziam e fizeram para chegar lá mas eu tava certo de que se um dia eu tivesse me aproximando daquilo eu iria saber reconhecer haveria sinais haveria indícios haveria alguma coisa que me dissesse que esse lá onde eu queria chegar de fato tava aberto e não seria uma surpresa se tivesse alguma coisa a ver com fama glamour e gritaria e com os excessos da vida roqueira que convenhamos para um adolescente parece muito país divertidos do que perigosos eu tinha diversos modelos que simbolizavam versões diferentes dessa
visão que eu tinha para o meu futuro que eu usava para me ajudar no mapeamento do Sucesso Ou pelo menos para tirar dali Alguma pista essas figuras estavam quase todas estampadas nas paredes do meu quarto na forma de posters e recortes de revista e aliás eu fazia questão de deixar super à vista não só para que aquilo estivesse sempre na minha mente para me ajudar no ânimo como também para que estivesse Claro para todo mundo que entrasse no meu quarto no meu mini Universo de jovem guitarrista sonhador que aquilo tudo era como eu queria ser
visto era um representações do Futuro que eu desejava para mim que aquilo era um jeito de eu expressar uma identidade de informação Claro que nada disso era realmente consciente na época sou eu quem tá racionalizando agora décadas depois eu inclusive tentava estimular o processo de me tornar uma figura como aquelas me vestindo de jeitos parecidos eu usava um monte de anéis de caveira mas pulseiras de metal calça rasgada e andava com umas botas adornadas com uma corrente que eu daquelas de trancar portão era a minha versão juvenil para aquela frase vista-se por emprego que você
quer e não para o que você tem os discos as fotos as entrevistas minguadas e as histórias anedoticas ali nos anos 90 eram uma espécie de guia rudimentar para mim era um pistas pelo menos para eu formar o que eu imaginava que seria algo como o meu plano de ação ou qualquer coisa parecida com isso e a partir deles eu calculei e concluir que a chave que o princípio fundamental para o desencadeamento de tudo que é coisa mais importante para realização dos meus sonhos era que eu devia tocar bem que gênio e era só isso
foi só até ali que eu elaborei eu tinha que tocar bem vago assim e esse é o problema número um eu nunca defini o que tocar bem realmente significava e claro para um garoto no começo das aventuras com a guitarra Ok perfeitamente compreensível Mas o problema de verdade é que eu nunca defini o que tocar bem realmente era para mim nunca por décadas Até recentemente mesmo já tendo falado sobre isso antes Sabe aquela coisa de você mas não colocar em prática e a parte ruim disso é que a gente fica sem saber onde mirar fica
difícil até identificar que decisão leva a gente mais perto ou mais longe de onde se quer chegar porque falta uma parte de marginal uma linha de chegada mesmo que o tópica mesmo que só como um ponto de referência mesmo que fosse só o primeiro destino numa série de destinos interligados se a gente não sabe onde vai até fazer a mala é difícil é arbitrário é praia ou é montanha chove ou é seco é quente ou é frio assim não tem como saber do que você precisa e tanto para viajar literalmente quanto para viagem da vida
com a guitarra a gente não precisa de tudo e ajuda muito a pensar sobre o que o próprio conceito de tocar bem realmente pode ser e também ajuda muito escrever isso porque escrevendo a gente organiza melhor os pensamentos e é por isso que eu escrevi esse roteiro desse vídeo que eu finjo que não tô lendo porque ganhar um pouco mais de clareza sobre esse assunto qualquer assunto guia o que vem pela frente faz o teste escreve essas coisas também e por algum motivo só recentemente é que ficou realmente Claro para mim que eu nunca tinha
definido o meu sentido de tocar bem o que foi Possivelmente impulsionado por um período de muito cansaço talvez a palavra certa mesmo seja esgotamento não físico mais uma sensação de esvaziamento de energia mental provavelmente vindo do excesso de coisas que eu sentia que eu tinha que fazer e falta das coisas que eu sentia que eu queria fazer e nesse período eu senti que só tinha paciência para ouvir música em uma situação se para o meu gosto a música fosse boa mais uma vez fantástica descoberta mas sabe o mais curioso eu percebi que eu tava usando
uma grande parte do meu tempo para prestar atenção em música que não me dizia nada só porque tinha alguém tocando alguma coisa minimamente complicada era o meu modo de ouvir para aprender alguma coisa rodando eternamente no piloto automático dito de outro modo era música que eu sentia que eu deveria ouvir para extrair alguma coisa dali aprender a me tornar uma pessoa melhor e consequentemente é melhor ou isso trocado enfim do mesmo modo lá eu ouvindo horas e horas de podcasts com músicos que fazem música que para mim é chata como um aluno dedicado ouvindo atentamente
sentido que isso era o que eu tinha que fazer isso era o certo isso era um bom uso do meu tempo tentando absorver Todas aquelas dicas Todas aquelas orientações sentando computado aquilo como informação valiosa essa encaixada num conjunto coerente de alguma coisa que eventualmente de algum modo me libertaria das minhas limitações e afinal eu seria capaz de tocar bem e isso isso cansa alguém se identifica naturalmente é bom aprender inclusive com as coisas que não se conectam diretamente aquilo que a gente quer fazer e isso tá bem claro para mim mas aquele momento de esgotamento
me levou a identificar que eu precisava me conectar de novo as minhas motivações internas para tocar guitarra e dá uma amenizada nas motivações externas e por motivações externas Eu me refiro a minha interpretação do que o mundo espera que a gente faça da parte em que aquilo vira trabalho da parte laboral e tantas coisas é a gente que acha que o mundo quer alguma coisa quando provavelmente não é nada disso é tudo coisa da nossa cabeça a gente entendeu tudo errado e assim organizando as ideias sobre tudo isso escrevendo esse roteiro eu Finalmente consegui afunizar
o meu conceito pessoal de tocar bem e descobri que para mim tem tudo a ver com compor bem arranjar bem esse é capaz de tocar o que se compõe o que se arranja é a minha melhor versão da ideia de se chegar lá com a guitarra não tem nada a ver com você versátil não tem nada a ver com nível de habilidades técnicas e nem tanto assim com a parte da popularidade embora popularidade seja sim uma coisa atraente vamos combinar mas de qualquer modo para mim tem muito a ver com a parte criativa eu inclusive
noto que já algum tempo já era um indício que o que eu mais gosto de fazer aqui nesse canal é compor música e toca-la coisa que geralmente aparece nos vídeos em que eu demonstro algum tipo de equipamento é quando eu fico mais satisfeito mesmo que o vídeo não seja assim um sucesso de números mesmo que a motivação para assisti-lo não seja Exatamente Essa parte e aquilo que eu gosto para os Meus interesses com guitarra e música dá um alívio pensar que Portanto tem muita coisa no amplo universo da guitarra que meio que não precisa estar
no meu radar não precisa da minha atenção dá para enxugar muito do cardápio da guitarra e assim eu passo a evitar o problema número dois que é a falta de foco eu tentando fazer coisas de mais ao mesmo tempo e ainda por cima gostar da vida não dá certo até porque implica em ser no máximo Medíocre em todas Isso parece menos vantajoso do que escolher menos e ter orgulho de pelo menos uma existe aliás aquela historinha de casas e tijolos tendo mil tijolos melhor construir uma casa com os mil tijolos do que tentar construir mil
casas colocando um tijolo em cada um e a partir disso tá mais claro para mim onde concentrar a minha finita energia que planos levar adiante e o que tirar de cena também é legal observar que as minhas previsões vindas de discos e posters pregados Na minha parede de quarto de adolescente se ressignificaram bastante ao longo do tempo Isso faz parte e ajustando o percurso sem tentar falar demais o futuro e eu espero que assim os insights que me tem ajudado também ajudem mais gente dito tudo isso se você tivesse sentindo especialmente Generoso ou Generosa eu
te convido a conhecer a minha campanha de financiamento coletivo na apoia-se é para mim um meio de obter suporte para esse canal por me ajudar a dispor do tempo para fazer isso que eu faço então se você gosta dos meus vídeos por um valor que pode ser pequenininho você realmente me ajuda o link eu deixo na descrição e eu agradeço de coração e se esse vídeo Foi útil nesse outro aqui eu falo sobre algumas outras descobertas a respeito da ideia de descobrir os nossos pontos fortes e tocar guitarra a partir deles é isso Até já